Brasil 61 em números
O Brasil 61 envia por email e publica diariamente conteúdos gratuitos para comunicadores de rádios e mídias online de todo o País
Acesse página para rádios
7.983
mídias online cadastradas
1.477
municípios
27
estados
1.289
mídias online com acesso identificados nos últimos 30 dias
Comunicador, Cadastre-se!
Baixar áudio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a ‘taxa das blusinhas’ vai ser extinta nesta semana. A afirmação foi feita em entrevista na TV Record, transmitida no domingo (23), após um acordo firmado com o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP).

A Medida Provisória 1.357/26, editada pelo governo em 12 de maio, suspendeu a cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 (R$ 257,53 no cotação desta segunda-feira, 24) feitas por pessoas físicas. Caso não seja votada pelo Congresso Nacional, a MP perde a validade no dia 8 de setembro e a tarifa volta a incidir sobre as mercadorias.

A expectativa é que a matéria seja analisada durante o esforço concentrado da próxima semana, entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro. A comissão mista que vai discutir o texto, no entanto, ainda não tem presidência ou relator. 

Isonomia

Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que o Programa Remessa Conforme – iniciativa da Receita Federal que regulamenta compras realizadas em plataformas de varejo internacional onde incide a taxa das blusinhas –, contribuiu para preservar mais de 135 mil empregos. Além disso, a tarifa fez com que quase R$ 20 bilhões ficassem na economia nacional e ainda reduziu em R$ 4,5 bilhões a importação de produtos ao Brasil.

Sem esse mecanismo, Alfredo Cotait Neto, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e da Associação Comercial de SP (ACSP), teme que o setor produtivo nacional não seja capaz de enfrentar a concorrência internacional e pede por uma contramedida que reequilibre o mercado.

“A longo prazo, se você não restabelece a isonomia, você prejudica a indústria nacional, prejudica as empresas brasileiras e prejudica a geração de emprego e renda, que está problemática no nosso país. Portanto, é fundamental a volta da cobrança. Porém, se o governo não quer que volte a cobrança para atender o seu público, eventualmente o seu eleitorado, então dê o mesmo direito para as empresas brasileiras também poderem vender os seus produtos de 50 dólares para baixo, ou seja, 250 reais, com a mesma isenção de impostos. O que nós pedimos é isonomia”, afirma o executivo.

Presidente da Associação Comercial e Industrial do Estado do Rio de Janeiro (ACIERJ), Igor Baldez também defende que sejam dados meios para a indústria e o varejo nacionais competirem. “Os altos impostos pagos pela indústria nacional e as altas cargas cobradas na contratação dos colaboradores aqui no nosso país já tornam isso uma dificuldade real. Então, acho que, nesse caso, ou se cobra a taxa de importação sobre os produtos internacionais ou o governo dá uma isenção sobre os produtos nacionais para que ocorra a concorrência leal”, sugere o empresário.

Eleições

Cotait Neto também critica o momento em que a discussão é feita. Para o representante empresarial, o período eleitoral dificulta a análise racional e de impactos que a volta da isenção do imposto pode ter por toda a cadeia produtiva brasileira.

“Tudo que é no momento eleitoral tem vários significados. Por isso é que eu acho que é inadequado, e foi inadequado, o governo ter retirado a taxa. Mandaram uma Medida Provisória para o Congresso que está vencendo exatamente por causa do momento eleitoral. Então, a volta, se houver, é mais uma uma questão de justiça, de você voltar a tentar blindar e defender um pouco as empresas brasileiras”, conclui.

Copiar textoCopiar o texto
Baixar áudio

Nas eleições gerais de 2026, o Senado Federal renovará dois terços de suas 81 cadeiras. Ao todo, 54 vagas serão definidas em outubro. Entre os atuais ocupantes dessas cadeiras, 13 não concorrem a nenhum cargo nas eleições e, portanto, não estarão entre os titulares do Senado a partir de janeiro de 2027. As informações são da Agência Senado

São eles:

  • Confúcio Moura (MDB-RO)
  • Irajá (PSD-TO)
  • Sargento Reginauro (PSDB-CE)
  • Fernando Dueire (PSD)
  • Jorge Kajuru (PSB-GO)
  • Jayme Campos (União-MT)
  • Rodrigo Pacheco (PSB-MG)
  • Giordano (Podemos-SP)
  • Flávio Arns (PSB-PR)
  • Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)
  • Luiz Carlos Heinze (PP-RS)
  • Paulo Paim (PT-RS)
  • Ivete da Silveira (MDB-SC)

Dos 13 senadores que têm a saída definida, nove são titulares e quatro exercem atualmente o mandato como suplentes

Outros cargos

Além dos senadores que não disputam nenhum cargo, cinco atuais integrantes da Casa participam das eleições, mas concorrem a outros postos

  • Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é candidato à Presidência da República;
  • Marcos Rogério (PL-RO) disputa o governo de Rondônia;
  • Izalci Lucas (PL-DF) e Roberta Acioly (Republicanos-RR) são candidatos a deputado federal;
  • Mara Gabrilli (PSD-SP) concorre a uma vaga de deputada estadual.

Outros quatro senadores concorrem como primeiros suplentes em chapas para o Senado. Dra. Eudocia (PSDB-AL), que já exerce o atual mandato como primeira suplente, disputa novamente nessa condição, desta vez na chapa de Marina JHC (PSDB-AL). 

Também são candidatos a primeiro suplente três atuais titulares: Nelsinho Trad (PSD-MS), na chapa de Reinaldo Azambuja; Jader Barbalho (MDB-PA), na chapa de seu filho, Helder Barbalho; e Daniella Ribeiro (PP-PB), na chapa de Nabor Wanderley. 

Suplentes

Entre os atuais ocupantes das 54 cadeiras em disputa neste ano, sete são suplentes. Além de Dra. Eudocia, estão nessa situação: 

  • Sargento Reginauro (PSDB-CE), suplente de Eduardo Girão (Novo-CE), candidato a vice-presidente da República na chapa de Romeu Zema; 
  • Fernando Dueire (PSD-PE), suplente de Jarbas Vasconcelos (MDB-PE), que renunciou ao mandato; 
  • Carlos Portinho (PL-RJ), suplente de Arolde de Oliveira, que morreu em 2020; 
  • Roberta Acioly, suplente de Mecias de Jesus, que renunciou ao mandato para assumir uma vaga de conselheiro do TCE-RR; 
  • Ivete da Silveira (MDB-SC), suplente de Jorginho Mello, atual governador de Santa Catarina; 
  • Giordano (Podemos-SP), suplente de Major Olímpio, que morreu em 2021. 

Dentre eles, quatro não concorrem a nenhum cargo, dois disputam outros postos nas eleições e Carlos Portinho tenta a reeleição para o Senado

Duas novas cadeiras em três estados

São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul terão novos titulares nas duas cadeiras em disputa em 2026. Nenhum dos atuais ocupantes permanecerá como titular dessas vagas a partir de 2027. 

No Paraná e no Rio Grande do Sul, os quatro senadores em exercício não são candidatos à reeleição. Em São Paulo, Giordano também não participa da disputa, enquanto Mara Gabrilli concorre a uma vaga na Assembleia Legislativa do estado. Com isso, os três estados terão novos ocupantes nas duas cadeiras que serão renovadas. 

VEJA MAIS:

Copiar textoCopiar o texto
Baixar áudio

O Brasil poderá enfrentar, em média, 12 dias de racionamento de água por ano até 2050, cenário que pode ultrapassar 30 dias em regiões do Nordeste e do Centro-Oeste. A projeção faz parte de um estudo do Instituto Trata Brasil que analisa os efeitos das mudanças climáticas sobre a disponibilidade e a demanda por água no país.

 

O levantamento Demanda Futura por Água em 2050: Desafios da Eficiência e das Mudanças Climáticas, realizado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a consultoria EX Ante, estima uma redução de 3,4% na disponibilidade hídrica até 2050. As projeções ganham relevância diante de fenômenos climáticos como o El Niño, que podem intensificar períodos de calor, estiagens e chuvas extremas.

 

O estudo estima que, na comparação com 2023, a temperatura máxima poderá aumentar aproximadamente 1°C até 2050, enquanto a mínima deverá subir 0,47°C. O cenário projetado também inclui redução dos dias de chuva e maior ocorrência de eventos extremos, com impactos sobre os sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

 

O aumento das temperaturas também tende a pressionar o consumo. Segundo o levantamento, somente o efeito do calor poderá elevar a demanda por água em 12,4%, além do crescimento já esperado em razão de fatores econômicos e populacionais.

 

Isso representaria uma demanda adicional de 2,113 bilhões de metros cúbicos de água por ano. Caso o país mantenha os níveis de perdas registrados em 2023, seria necessário produzir outros 3,515 bilhões de metros cúbicos anualmente para atender ao aumento do consumo.

 

Além da maior demanda, períodos prolongados de escassez podem aprofundar desigualdades no acesso à água, especialmente em áreas periféricas e rurais com infraestrutura mais limitada. Entre os riscos estão dificuldades para atender necessidades básicas de higiene e alimentação e maior exposição ao consumo de água proveniente de fontes alternativas sem segurança sanitária.

 

Nesse cenário, a adaptação dos sistemas de saneamento às mudanças climáticas envolve medidas como redução de perdas na distribuição, ampliação da coleta e do tratamento de esgoto, planejamento do abastecimento e expansão da infraestrutura para áreas ainda não atendidas.

 

Universalização exige avanço em regiões ainda não atendidas

 

A ampliação da cobertura também integra o desafio de preparar o saneamento brasileiro para um cenário de maior pressão sobre os recursos hídricos. O Marco Legal do Saneamento estabelece como metas para 2033 o atendimento de 99% da população com água potável e de 90% com coleta e tratamento de esgoto.

 

Nos últimos anos, novos projetos foram contratados para ampliar os serviços, mas ainda existem regiões que precisam ser incorporadas ao processo de universalização. Para Carlos Lebelein, da LMDM Consultoria, alcançar essas áreas deverá estar entre os desafios do setor nos próximos anos. “A gente tem projetos já contratados de muita qualidade e que vão ajudar uma parcela muito grande da população, mas ainda tem regiões que ainda estão à margem e que precisam, sim, numa segunda leva de projetos, ter maior atenção. E esse, sem dúvida, vai ser o desafio que a gente tem pela frente na próxima década”, frisou.

 

Além de expandir a cobertura, a redução das perdas de água ganha peso diante das projeções climáticas. Quanto menor o desperdício nos sistemas de distribuição, menor é o volume adicional que precisa ser captado e produzido para atender ao crescimento da demanda.

Copiar textoCopiar o texto
Baixar áudio

O índice que mede a intenção de investimento da indústria brasileira recuou 0,6 ponto em agosto e atingiu 52,6 pontos, o menor nível registrado em 2026. Esta foi a terceira queda consecutiva do indicador. Os dados são da mais recente Sondagem Industrial divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A especialista em Políticas e Indústria da CNI, Larissa Nocko, afirma que a redução da intenção de investimento é resultado da continuidade de um ambiente macroeconômico desfavorável ao setor. Segundo ela, três fatores explicam esse cenário

“O primeiro deles é o patamar elevado das taxas de juros. Em segundo lugar, o forte aumento dos custos de produção que a indústria vem sofrendo desde o início da guerra do Oriente Médio. Em terceiro lugar, a forte entrada de produtos importados no mercado doméstico, que acabam capturando uma parte importante do mercado que seria das indústrias domésticas”, explica. 

Queda das expectativas

De acordo com a CNI, a menor disposição dos empresários industriais para investir foi acompanhada por uma piora das expectativas para os próximos seis meses

Em agosto, o índice de expectativa de quantidade exportada caiu 1,5 ponto e atingiu 49,5 pontos. Já a expectativa em relação ao número de empregados recuou 0,7 ponto, para 49,4 pontos. Como ambos ficaram abaixo da linha de 50 pontos, passaram a indicar perspectiva de queda tanto das exportações quanto do emprego industrial.

O otimismo também diminuiu em relação à compra de insumos e matérias-primas e à demanda dos consumidores. O índice de expectativa de compra de matérias-primas caiu 1,2 ponto, para 51,2 pontos, enquanto o indicador de expectativa de demanda recuou 0,7 ponto, para 52,6 pontos

Apesar das quedas, os dois índices permanecem acima dos 50 pontos, sinalizando expectativas positivas, embora menos intensas do que as registradas em julho. 

“Particularmente no que diz respeito à queda da expectativa de quantidade exportada, isso pode ser atribuído, em alguma medida, à imposição de tarifas adicionais pelo mercado americano aos produtos brasileiros”, afirma Nocko. 

Estoques voltam a crescer, mas dentro do esperado

O índice de evolução do nível de estoques aumentou 1,7 ponto na passagem de junho para julho e chegou a 51 pontos. Foi a primeira vez, em 2026, que o indicador superou a linha de 50 pontos, sinalizando aumento dos estoques de produtos finais após oito meses de queda

Ao mesmo tempo, o índice que compara o estoque efetivo ao planejado pelos empresários avançou 0,2 ponto, e marcou 50,2 pontos. O resultado indica que, apesar do crescimento, o nível de estoques permanece próximo do planejado pelas empresas

Para a especialista da CNI, o aumento pode refletir uma maior dificuldade para escoar os produtos no mercado doméstico

“O nível de estoques vinha mostrando queda nos últimos meses. E agora, no mês de julho, mostrou um crescimento. Isso indica uma certa dificuldade de escoamento dos produtos para o mercado doméstico. Mas isso foi acompanhado pelo nível de estoques em relação ao planejado — que permaneceu ali na linha de 50 pontos — mostrando que, apesar desse aumento do nível de estoques, isso foi planejado pelos empresários industriais”, comenta.

Produção industrial cresce em julho

A sondagem também mostra que a produção industrial cresceu em julho. O índice avançou 2,6 pontos e alcançou 51 pontos. Ao ultrapassar a linha de 50 pontos, o indicador sinaliza crescimento da atividade em relação a junho. Foi apenas o segundo mês de 2026 em que o índice apontou expansão da produção. O outro resultado positivo havia sido registrado em março.

O índice de evolução do número de empregados também apresentou alta, de 0,4 ponto, e chegou a 48,6 pontos. Apesar do avanço, o indicador permaneceu abaixo da linha de 50 pontos, o que aponta retração do emprego industrial em comparação com junho. 

Já a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) permaneceu estável em 70%. O percentual está um ponto abaixo do registrado em julho de 2024 e de 2025

Segundo a economista da CNI, embora o crescimento da produção em julho represente um sinal positivo, os demais indicadores recomendam cautela na avaliação do cenário.

“O emprego mostrou uma continuidade desse processo de retração ao longo dos últimos meses. O nível de Utilização da Capacidade Instalada permaneceu estável nessa passagem de junho para julho, mas ainda assim se mostrou um ponto percentual abaixo do mesmo patamar em que estava no mês de julho de 2025 e no mês de julho de 2024”, conclui. 

VEJA MAIS:

Copiar textoCopiar o texto
Baixar áudio

Nas eleições gerais de 2022, quatro estados registraram viradas de voto no segundo turno da disputa pelo cargo de governador. Neles, o candidato que terminou o primeiro turno na liderança foi derrotado na etapa final. O cenário ocorreu em Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Sergipe

Segundo levantamento do Brasil 61, com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Mato Grosso do Sul, o Capitão Contar (PRTB) liderou o primeiro turno com 384.275 votos. No entanto, no segundo turno, Eduardo Riedel (PSDB) venceu a disputa, com 808.210 votos, contra 612.113 de Contar

Em Pernambuco, Marília Arraes (Solidariedade) foi a candidata mais votada no primeiro turno, com 1.175.651 votos. Na segunda etapa, Raquel Lyra (PSDB) virou o resultado e foi eleita com 3.113.415 votos, contra 2.190.264 de Marília

No Rio Grande do Sul, Onyx Lorenzoni (PL) liderou o primeiro turno, com 2.382.026 votos, mas Eduardo Leite (PSDB) venceu no segundo, ao receber 3.687.126 votos, contra 2.767.786 de Onyx

Em Sergipe, Rogério Carvalho (PT) terminou o primeiro turno na frente, com 338.796 votos. No segundo turno, Fábio Mitidieri (PSD) conseguiu reverter a vantagem e venceu com 623.851 votos, contra 582.940 de Carvalho

Nos outros oito estados que tiveram segundo turno Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Paraíba, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo —, o candidato que liderou a primeira etapa confirmou a vitória no segundo turno. 

Por que a liderança do 1º turno não se sustenta

A diferença entre os dois turnos está, em parte, na redistribuição dos votos dos candidatos eliminados na primeira etapa. Com apenas dois concorrentes na disputa, os candidatos que avançam precisam ampliar suas alianças e conquistar parte do eleitorado que havia votado em outras candidaturas

Foi o que ocorreu nos quatro estados em que houve virada em 2022: os candidatos que terminaram o primeiro turno em segundo lugar conseguiram ampliar sua votação e superar os líderes da primeira etapa.

Para 2026, o histórico pode ajudar a contextualizar as disputas, mas não permite antecipar o resultado. Governadores que já exerceram um mandato podem disputar a reeleição, enquanto adversários que participaram das eleições anteriores também podem voltar ao cenário eleitoral. O resultado dependerá, entre outros fatores, das candidaturas confirmadas, das alianças e da dinâmica de cada disputa.

Assim, as viradas registradas em 2022 servem como referência para entender o comportamento eleitoral nesses estados, mas não determinam o que ocorrerá nas eleições de 2026

VEJA MAIS:

Copiar textoCopiar o texto
Baixar áudio

A Agência Nacional de Mineração (ANM) concluiu a Avaliação de Resultados Regulatórios (ARR) da Resolução ANM nº 143/2023 sobre as regras de distribuição da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) aos municípios afetados pela atividade minerária. O levantamento aponta avanços em segurança jurídica e transparência. No entanto, a publicação indica a necessidade de aperfeiçoar os critérios de distribuição e integrar dados para tornar a identificação dos impactos da mineração e os repasses mais ágeis e precisos.

A avaliação aponta problemas no modelo atual de distribuição da CFEM. Conforme relatório, a complexidade dos cálculos e as dificuldades com bases de dados e infraestrutura tecnológica podem atrasar a definição dos municípios beneficiários. 

Pelo documento, distorções causadas pelo uso da “área imobilizada” podem manter estruturas ociosas ou desativadas na base de cálculo.

Em nota publicada pela ANM, o diretor da agência, José Fernando de Mendonça Gomes Júnior, pontua que a expectativa é que o aperfeiçoamento do sistema contribua para tornar a gestão da CFEM mais eficiente e os repasses justos. 

“Estamos cada vez mais avançando para um modelo mais moderno, transparente e preciso de gestão da CFEM. A integração de dados permitirá identificar com maior segurança os impactos da atividade mineral e fazer com que os recursos cheguem aos municípios afetados de forma mais ágil e justa. É uma mudança importante não apenas do ponto de vista tecnológico, mas também para fortalecer a capacidade da Agência de transformar a arrecadação mineral em benefícios concretos para a sociedade”, destaca o diretor.

Após cerca de três anos de vigência da resolução 143, a ARR analisou se os resultados esperados foram alcançados e quais aspectos da regulamentação precisam ser revistos. O estudo também mapeou os efeitos das regras sobre a atuação da ANM, os entes federativos e as empresas mineradoras, além dos riscos de judicialização e das dificuldades operacionais identificadas durante a implementação.

Problemas

O material mostra, ainda, as fragilidades nos dados autodeclarados pelas empresas, além de dificuldades para municípios pequenos contestarem os resultados. 

Segundo a ANM, entre os problemas estão o prazo de 15 dias para apresentação de documentos técnicos e falhas na rastreabilidade de recursos destinados a ferrovias, dutos e portos. 

Integração de dados

O relatório da ANM traz recomendações estratégicas, como propostas de mudança normativa para uma nova metodologia de cálculo da distribuição da CFEM. De acordo com a agência, a proposta adota critérios menos complexos e permite uma vinculação direta entre a produção mineral declarada em cada jazida, representada pela CFEM recolhida, e os valores destinados aos municípios conforme o grau e o tipo de afetação.

A  modernização acontece por meio do projeto CFEM Conecta e o desenvolvimento da Plataforma de Gestão de Recursos Minerais (PGRM). 

A ideia é obter uma apuração mais dinâmica, com cruzamento automático de dados de notas fiscais eletrônicas e sistemas logísticos com as estruturas mapeadas.

O cronograma, as atas e os próximos passos podem ser acompanhados pela sociedade e pelos gestores municipais no espaço do CFEM Conecta no site da ANM.
 

Copiar textoCopiar o texto
Brasil Exportador
Baixar áudio

O Brasil e países do Sudeste Asiático discutiram novas oportunidades para ampliar o comércio, os investimentos e a atuação de empresas brasileiras na região. O tema esteve no centro de uma reunião realizada no dia 19 de agosto, em Brasília, entre o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Laudemir Muller, e o secretário-geral da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), Kao Kim Hourn.

O encontro ocorreu na sede da ApexBrasil e teve como foco novas oportunidades para empresas brasileiras nos países que integram o bloco, além de iniciativas para ampliar os negócios e os investimentos entre os dois mercados.

Segundo Laudemir Muller, a aproximação com a ASEAN pode contribuir para diversificar os destinos das exportações brasileiras. A ApexBrasil também pretende aproximar representantes do setor privado dos dois lados.

“Essa aproximação é muito interessante para a ApexBrasil, porque somos uma agência diretamente ligada ao setor privado. É uma forma do secretário-geral da ASEAN se conectar com o setor privado brasileiro”, disse.

“Para nós que estamos trabalhando para diversificar os mercados, a ASEAN é uma grande oportunidade e a gente vai, inclusive, ampliar a nossa atuação lá. O Brasil já está exportando 25 bilhões de dólares para eles. O Sudeste Asiático, aqueles países que têm bastante população, estão crescendo rápido e eu acho que a gente pode exportar ainda mais para eles”, complementa.

Ampliação das relações comerciais

Muller informou que está previsto para novembro um evento em Singapura, que contará com a presença de entidades de setores brasileiros. O objetivo é ampliar as relações comerciais do Brasil. “Essa iniciativa também se encaixa na nossa estratégia de diversificação das exportações, porque temos muitas oportunidades identificadas naquela região”, afirmou o presidente.

VEJA MAIS:

Kao Kim Hourn afirmou que o aumento das trocas comerciais entre o Brasil e a ASEAN cria condições para ampliar também os investimentos. O secretário-geral ressaltou que a agenda entre as partes envolve outras áreas além da economia.

“O comércio bilateral está crescendo, o que é muito promissor. Também estamos buscando ampliar os investimentos nos dois sentidos. E o ponto principal é que nossa relação não se resume ao comércio e aos investimentos. Estamos olhando para um espectro mais amplo de fortalecimento e aprofundamento das relações entre a ASEAN e o Brasil”, destacou.

Parceria de Diálogo Setorial

A reunião ocorre no contexto da Parceria de Diálogo Setorial mantida pelo Brasil com a ASEAN desde 2023. A iniciativa reúne diferentes frentes de cooperação e tem acompanhado o aumento da presença brasileira nos mercados do Sudeste Asiático.

Durante a reunião, o secretário-geral da ASEAN também ressaltou o interesse em manter o processo de aproximação com o Brasil e ampliar a cooperação em diferentes áreas. Para a ApexBrasil, a região representa uma frente de diversificação dos mercados para empresas brasileiras e de busca por novas oportunidades comerciais.

O encontro também serviu para discutir formas de conectar empresas dos dois lados e ampliar a participação do setor privado na relação econômica entre o Brasil e os países da ASEAN.
 

Copiar textoCopiar o texto
Baixar áudio

O combate à degradação da terra, a recuperação de áreas degradadas e as estratégias de adaptação aos efeitos da seca estarão no centro das discussões da 17ª Conferência das Partes (COP17) da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD). O encontro começa nesta segunda-feira (17), em Ulaanbaatar, na Mongólia, com a participação do Brasil e de representantes de outros países.

 

A conferência segue até 28 de agosto e reúne 196 países e a União Europeia. Com o tema “Restaurando a terra. Restaurando a esperança”, o encontro também aborda proteção do solo, segurança hídrica e alimentar e mecanismos de cooperação e financiamento para regiões afetadas pela desertificação.

 

A participação brasileira terá como um dos espaços o Pavilhão Brasil, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). A programação prevê apresentações sobre as Metas Voluntárias de Neutralidade da Degradação da Terra, o Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAB-Brasil) e o Programa Recaatingar.

 

Para o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, o encontro permite compartilhar iniciativas brasileiras relacionadas à restauração e à gestão sustentável da terra.

 

“Ao levar exemplos como o Programa Recaatingar e o Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação, temos a oportunidade de compartilhar com a comunidade internacional nossas ações e reforçar nosso compromisso com soluções sustentáveis para a gestão da terra”, destacou.

 

Caatinga e Cerrado estão entre os temas da programação

 

A participação das instituições brasileiras na COP17 ocorre em um momento em que a degradação do solo, desertificação e seca também afetam o território nacional. As discussões terão atenção às regiões semiáridas e subúmidas secas, especialmente à Caatinga e ao Cerrado, e abordarão conservação do solo, adaptação às mudanças climáticas e participação de povos e comunidades tradicionais no uso sustentável dos territórios.

 

Nesse cenário, o Brasil apresentará instrumentos como o Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAB-Brasil) e as Metas Voluntárias de Neutralidade da Degradação da Terra, que envolvem ações de prevenção, recuperação de áreas degradadas e aumento da resiliência das populações afetadas pela seca.

 

A programação também inclui o Programa Recaatingar, voltado à recuperação de áreas degradadas da Caatinga por meio da restauração da vegetação nativa e de práticas sustentáveis de uso da terra. A experiência brasileira coloca em discussão a relação entre preservação ambiental, disponibilidade de água, produção e condições de vida das populações que dependem desses territórios.

 

Mongólia tem 77% do território afetado pela degradação

 

A conferência, que vai até o dia 28 de agosto, ocorre em um país diretamente afetado pelo problema discutido no encontro. Cerca de 77% do território da Mongólia sofre com a degradação da terra, cenário que ameaça o desenvolvimento econômico e o modo de vida de aproximadamente um terço da população.

A programação do Pavilhão Brasil também inclui apresentações de planos estaduais de combate à desertificação, elaborados em parceria com instituições de ensino e pesquisa e organismos públicos e privados.

 

Copiar textoCopiar o texto
Baixar áudio

Cerca de 5,3 mil empresas brasileiras afetadas pelas novas tarifas dos Estados Unidos poderão receber apoio para buscar compradores e ampliar as exportações para outros mercados. A estratégia faz parte do Plano de Diversificação de Exportações, que terá R$ 210 milhões em investimentos e ações em 36 mercados considerados prioritários. Trata-se de uma iniciativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

O número de empresas beneficiadas representa a maior parte das cerca de 5,6 mil companhias diretamente atingidas pelas novas barreiras comerciais norte-americanas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

O plano alcança 35 setores, incluindo segmentos do agronegócio, indústria de transformação, higiene, máquinas e equipamentos. Entre as medidas previstas estão a participação em feiras internacionais, conexão com compradores estrangeiros e consultorias para entrada em novos mercados.

O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, explica que empresas afetadas poderão ter custos de algumas dessas ações cobertos. “Se ela for uma empresa que exporta para os Estados Unidos e está no tarifaço, ela vai participar de uma feira, ou em Paris ou na Tailândia, a depender de qual for o mercado dela, com uma isenção total de qualquer taxa de pagamento da Apex. Ela só tem que ir. Mas, se ela falar que precisa ter uma nova certificação, a ApexBrasil vai ressarcir essa despesa desta empresa impactada até um limite de R$ 40 mil”, destaca o presidente.

 

Apoio inclui feiras, compradores e consultoria

 

A estratégia está dividida entre ações realizadas em parceria com entidades setoriais e atendimento direto às empresas. Mais de 300 ações estão previstas em conjunto com entidades do setor produtivo. No atendimento direto, a expectativa é alcançar até 4,7 mil empresas.

O pacote prevê:

2,3 mil vagas em reuniões de negócios, presenciais ou virtuais, para aproximar exportadores brasileiros de compradores estrangeiros;

1,4 mil vagas em feiras internacionais, principalmente em mercados alternativos;

consultoria especializada para 1,2 mil empresas, com atendimento individualizado para apoiar a entrada em novos países;

mil vagas na Bolsa Exportação, com apoio financeiro distribuído ao longo dos próximos 12 meses.

As empresas afetadas pelas tarifas terão isenção das taxas de participação nessas ações.

Diversificação mira 36 mercados

A estratégia busca reduzir os impactos das barreiras comerciais por meio da diversificação dos destinos dos produtos brasileiros. Entre os mercados considerados prioritários estão Canadá, México, Alemanha, Turquia, África do Sul, Indonésia, Índia e China.

A América Latina concentra o maior número de ações previstas, com 85. Na sequência aparecem Europa, com 77; Ásia, com 46; Canadá e México, com 23; África, com 16; e Oriente Médio, com 11.

A busca por destinos alternativos, no entanto, não significa a substituição dos Estados Unidos como mercado para os produtos brasileiros. A estratégia prevê a manutenção das ações comerciais no país ao mesmo tempo em que as empresas procuram novos compradores para reduzir os efeitos das tarifas.

 

Como as empresas podem participar

 

As empresas afetadas poderão solicitar atendimento diretamente pelos canais da ApexBrasil ou por meio das 29 entidades setoriais parceiras. Para acessar o programa, a empresa deverá se identificar como exportadora para os Estados Unidos afetada pelas tarifas, informar o código do produto comercializado e indicar qual tipo de apoio necessita.

A demanda pode envolver desde a participação em uma feira internacional até a necessidade de obter uma certificação para vender em determinado país ou encontrar compradores em novos mercados.

A partir dessas informações, a demanda será cruzada com oportunidades identificadas pela rede internacional da ApexBrasil, que conta com uma base de mais de 2 mil compradores estrangeiros parceiros.

A estratégia ocorre em um momento de crescimento das vendas brasileiras ao exterior. O Brasil registrou US$ 220 bilhões em exportações no semestre, além do melhor resultado para um mês de julho da série informada pela ApexBrasil.

Copiar textoCopiar o texto
Baixar áudio

Nas eleições gerais de 2026, o Senado Federal renovará dois terços de suas 81 cadeiras. Ao todo, 54 vagas serão definidas em outubro. Entre os atuais ocupantes dessas cadeiras, 13 não concorrem a nenhum cargo nas eleições e, portanto, não estarão entre os titulares do Senado a partir de janeiro de 2027. As informações são da Agência Senado

São eles:

  • Confúcio Moura (MDB-RO)
  • Irajá (PSD-TO)
  • Sargento Reginauro (PSDB-CE)
  • Fernando Dueire (PSD)
  • Jorge Kajuru (PSB-GO)
  • Jayme Campos (União-MT)
  • Rodrigo Pacheco (PSB-MG)
  • Giordano (Podemos-SP)
  • Flávio Arns (PSB-PR)
  • Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)
  • Luiz Carlos Heinze (PP-RS)
  • Paulo Paim (PT-RS)
  • Ivete da Silveira (MDB-SC)

Dos 13 senadores que têm a saída definida, nove são titulares e quatro exercem atualmente o mandato como suplentes

Outros cargos

Além dos senadores que não disputam nenhum cargo, cinco atuais integrantes da Casa participam das eleições, mas concorrem a outros postos

  • Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é candidato à Presidência da República;
  • Marcos Rogério (PL-RO) disputa o governo de Rondônia;
  • Izalci Lucas (PL-DF) e Roberta Acioly (Republicanos-RR) são candidatos a deputado federal;
  • Mara Gabrilli (PSD-SP) concorre a uma vaga de deputada estadual.

Outros quatro senadores concorrem como primeiros suplentes em chapas para o Senado. Dra. Eudocia (PSDB-AL), que já exerce o atual mandato como primeira suplente, disputa novamente nessa condição, desta vez na chapa de Marina JHC (PSDB-AL). 

Também são candidatos a primeiro suplente três atuais titulares: Nelsinho Trad (PSD-MS), na chapa de Reinaldo Azambuja; Jader Barbalho (MDB-PA), na chapa de seu filho, Helder Barbalho; e Daniella Ribeiro (PP-PB), na chapa de Nabor Wanderley. 

Suplentes

Entre os atuais ocupantes das 54 cadeiras em disputa neste ano, sete são suplentes. Além de Dra. Eudocia, estão nessa situação: 

  • Sargento Reginauro (PSDB-CE), suplente de Eduardo Girão (Novo-CE), candidato a vice-presidente da República na chapa de Romeu Zema; 
  • Fernando Dueire (PSD-PE), suplente de Jarbas Vasconcelos (MDB-PE), que renunciou ao mandato; 
  • Carlos Portinho (PL-RJ), suplente de Arolde de Oliveira, que morreu em 2020; 
  • Roberta Acioly, suplente de Mecias de Jesus, que renunciou ao mandato para assumir uma vaga de conselheiro do TCE-RR; 
  • Ivete da Silveira (MDB-SC), suplente de Jorginho Mello, atual governador de Santa Catarina; 
  • Giordano (Podemos-SP), suplente de Major Olímpio, que morreu em 2021. 

Dentre eles, quatro não concorrem a nenhum cargo, dois disputam outros postos nas eleições e Carlos Portinho tenta a reeleição para o Senado

Duas novas cadeiras em três estados

São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul terão novos titulares nas duas cadeiras em disputa em 2026. Nenhum dos atuais ocupantes permanecerá como titular dessas vagas a partir de 2027. 

No Paraná e no Rio Grande do Sul, os quatro senadores em exercício não são candidatos à reeleição. Em São Paulo, Giordano também não participa da disputa, enquanto Mara Gabrilli concorre a uma vaga na Assembleia Legislativa do estado. Com isso, os três estados terão novos ocupantes nas duas cadeiras que serão renovadas. 

VEJA MAIS:

Copiar textoCopiar o texto
Baixar áudio

Com o fim do registro de candidaturas no último sábado (15), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contabilizou 7.620 concorrentes ao cargo de deputado federal nas eleições de 2026. O número representa uma queda de 19,6% do total de candidaturas de 2022. 

Para este ano, a disputa é de aproximadamente 15 candidatos para cada uma das 513 cadeiras na Câmara dos Deputados, mas a relação varia de acordo com cada estado. No Distrito Federal, a concorrência é de 21 candidatos por vaga, enquanto o Amapá tem a menor: 11 por vaga.

Mas todas essas diferenças e proporções podem mudar, já que a Justiça Eleitoral ainda vai analisar os pedidos de candidatura. Em 2022, 1.153 candidatos foram considerados inaptos a participar do pleito.

Reeleição

A baixa procura impulsiona candidatos à reeleição, e pode explicar também o fenômeno da pouca renovação no Legislativo. Neste ano, dos 513 deputados em exercício, 437 devem disputar a renovação por mais quatro anos no cargo, 85% do total. Em 2022, foram 448, 87%. 

Uma análise do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) avalia que os parlamentares em exercício possuem vantagens ainda mais proeminentes do que em anos anteriores, como alto valor de emendas parlamentares individuais (R$ 26,6 bilhões no total) e verba de gabinete para despesas do mandato (entre R$ 30 mil e R$ 44.320,46 por mês), contratação de assessores (R$ 111.675,59 por mês), recursos do Fundo Eleitoral, além de mais acesso a grupos políticos de grande influência.

Perfil

Apesar da diminuição da concorrência, o perfil dos candidatos também mudou. As mulheres somam 2.781 candidaturas a deputada federal, o que representa 37% do total neste ano, contra 35% há 4 anos. Também aumentou a proporção de candidatos com nível superior, de 68% (2022) para 71% (2026).

O número de candidatos indígenas cresceu de 50, na eleição passada, para 75 nesta eleição. Também há 24 pessoas transgênero — eram 19 na última eleição.

Como resultado de mudanças nas regras eleitorais, como a cláusula de desempenho ou de barreira, houve ainda a diminuição na quantidade de partidos representados. Atualmente, há 30 partidos regulares no Brasil, sendo que 22 têm representação na Câmara. Em 2018, eram 30 de um total de 36.

Copiar textoCopiar o texto
Baixar áudio

Eleitoras e eleitores podem participar da propaganda eleitoral em favor dos candidatos que disputarão as Eleições Gerais de 2026, desde que respeitem as regras estabelecidas pela legislação. Além disso, também podem denunciar irregularidades, como compra de votos, uso da máquina pública e propaganda ilegal, e adotar medidas para evitar a disseminação de informações falsas

A propaganda eleitoral já está permitida desde o último domingo (16), inclusive na internet. Por isso, é importante que o eleitorado conheça seus direitos e deveres, além das vedações, penalidades e orientações relacionadas à participação no processo eleitoral. 

As regras estão previstas na Resolução nº 23.759/2026, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e no capítulo 8 do Manual do Eleitor 2026

Distribuição de panfletos 

A distribuição de panfletos é permitida. Também é possível colar adesivos em carros, bicicletas, motocicletas e janelas de residências, respeitados o limite de até 0,5 metro quadrado. No caso de veículos, eles podem ocupar todo o vidro traseiro, desde que sejam microperfurados

A manifestação deve ocorrer de forma espontânea. Ou seja, o eleitor não pode receber dinheiro ou qualquer outro tipo de benefício para exibir propaganda eleitoral. 

Já os veículos cadastrados em aplicativos de mobilidade urbana (Uber, 99 e outros) não podem circular com adesivos de candidatos nos vidros, portas ou em qualquer outra parte do automóvel. 

Para efeitos legais, os carros de aplicativo são considerados bens de uso comum. Por isso, não podem veicular propaganda política de qualquer natureza. A mesma regra vale para os táxis, que operam por meio de concessão pública. 

Propaganda eleitoral na TV, no rádio e na internet

Eleitoras e eleitores também podem participar dos programas de rádio e televisão destinados à propaganda eleitoral gratuita, observadas as regras previstas pela Justiça Eleitoral. 

Nas redes sociais e em páginas pessoais, é permitida a livre manifestação do pensamento, incluindo elogios e críticas a candidatos, partidos, federações e coligações

No entanto, a liberdade de manifestação encontra limites na legislação eleitoral, civil e criminal. Ofensas à honra ou à imagem de candidatas e candidatos, partidos, federações ou coligações, assim como a divulgação de fatos sabidamente inverídicos, podem resultar em punições

Manifestação silenciosa no dia da eleição

No dia da votação, eleitoras e eleitores podem manifestar individualmente e de forma silenciosa sua preferência política. É permitido, por exemplo, o uso de broches, adesivos, bandeiras e camisetas com referências ao candidato ou partido. 

Por outro lado, são proibidas práticas como a boca de urna e a formação de aglomerações de pessoas com roupas padronizadas, que possam caracterizar manifestação coletiva.

Canais para denúncias 

Eleitoras e eleitores que identificarem possíveis irregularidades na propaganda eleitoral realizada nas ruas podem encaminhar denúncias por meio do aplicativo Pardal, ferramenta oficial da Justiça Eleitoral. O aplicativo permite o envio de fotos, vídeos e outros elementos que possam auxiliar na apuração dos fatos.

conteúdos publicados na internet que sejam notoriamente inverídicos ou apresentados fora de contexto, com potencial para comprometer o equilíbrio do pleito ou a integridade do processo eleitoral, podem ser denunciados por meio do Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade), canal permanente do TSE. 

Além dos canais da Justiça Eleitoral, as plataformas e redes sociais devem oferecer mecanismos para que usuários denunciem irregularidades em propagandas eleitorais divulgadas por meio do impulsionamento pago de conteúdo

Como identificar notícias falsas 

O TSE recomenda alguns cuidados para verificar a veracidade de informações e reduzir a disseminação das chamadas fake news. Entre as orientações estão: 

  • conferir a autoria da publicação e a autenticidade do perfil responsável pelo conteúdo;
  • observar se a publicação apresenta erros de escrita ou outros sinais que indiquem possível falsidade;
  • verificar se veículos de imprensa reconhecidos divulgaram a mesma informação.

Antes de compartilhar um conteúdo, o eleitor também deve se perguntar: 

  • Quem publicou essa informação?
  • O perfil é oficial ou confiável?
  • Quando a publicação foi feita?
  • A informação foi divulgada por veículos de imprensa confiáveis?

Também é possível verificar conteúdos relacionados ao processo eleitoral na página Fato ou Boato, iniciativa do TSE que integra o Programa de Enfrentamento à Desinformação

VEJA MAIS:

Copiar textoCopiar o texto
Brasil Gestor
Baixar áudio

O efeito cascata decorrente da aplicação do piso nacional do magistério a diferentes níveis da carreira pode pressionar os orçamentos dos municípios brasileiros. O alerta é da Confederação Nacional de Municípios (CNM)

Segundo o parecer técnico assinado pelo advogado da entidade, Paulo Caliendo, a aplicação automática dos reajustes pode ainda interferir na autonomia dos entes federativos.

“A adoção do denominado ‘efeito cascata’, de forma automática, implicaria interferência na autonomia dos estados e municípios para estruturar suas carreiras e definir a política remuneratória de seus servidores, além de produzir repercussões orçamentárias e fiscais sem a correspondente intermediação legislativa local”, alerta. 

Entenda o efeito cascata

A discussão tem origem em um processo envolvendo uma professora aposentada do estado de São Paulo. A 2ª Turma Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) reconheceu o direito de aplicar, sobre a remuneração da servidora, os reajustes anuais concedidos à classe inicial da carreira do magistério, ainda que ela estivesse posicionada na última classe

A Fazenda Pública de São Paulo recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) por meio do Recurso Extraordinário (RE) nº 1.326.541. O estado defende que o reajuste do piso nacional deve beneficiar apenas os profissionais cuja remuneração esteja abaixo do valor mínimo estabelecido

A controvérsia está justamente na possibilidade de o reajuste aplicado ao piso se estender automaticamente aos demais níveis da carreira. Nesse cenário, um aumento concedido à classe inicial repercutiria sobre toda a estrutura remuneratória, elevando também os salários dos professores que ocupam posições superiores

Como o STF reconheceu a repercussão geral do processo, a decisão deverá ser observada em casos semelhantes em todo o país. O julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes

Para o especialista em orçamento público Cesar Lima, a discussão sobre pisos profissionais tem provocado debates entre as diferentes esferas de governo, uma vez que a despesa é criada pelo Congresso Nacional, mas o Poder Executivo não disponibiliza aos estados e municípios novas fontes de receita para financiá-las. 

“Não é só o piso do magistério, que é muito justo, mas também o piso da enfermagem, dos profissionais da saúde, do pessoal da saúde da família. Tudo isso impacta diretamente os orçamentos municipais. Isso inclusive tem gerado discussões a respeito do Pacto Federativo, sobre a criação de despesas sem uma fonte de receita que possa cobri-la”, afirma. 

Impacto para os municípios

De acordo com a CNM, as despesas com o magistério correspondem a 29% dos gastos municipais com pessoal. Em 4.778 municípios, pelo menos 85% dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) são destinados à remuneração dos profissionais da educação

Nesse cenário, a elevação da folha de pagamento pode reduzir a margem de recursos disponíveis para outras políticas educacionais, segundo a entidade. 

A CNM também alerta para possíveis impactos sobre o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, caso o efeito cascata seja incorporado de forma compulsória às carreiras. Em 2025, 30% dos municípios estavam nas faixas de alerta, prudencial ou máximo de comprometimento da receita com despesas de pessoal, enquanto 8% já haviam ultrapassado o limite máximo. 

Dados da confederação mostram ainda que o aumento de 33,24% do piso nacional do magistério, estabelecido em 2022 em portaria do Ministério da Educação (MEC), não ficou restrito aos professores em início de carreira. Das 298.214 ocupações analisadas, aproximadamente 108 mil tiveram reajustes próximos ou superiores a esse percentual. 

Para a CNM, o reconhecimento do efeito cascata pelo STF poderia gerar um passivo fiscal estrutural e permanente para os municípios. Por isso, a entidade defende a revisão da decisão do TJSP como forma de evitar impactos de longo prazo sobre as contas públicas municipais

Inconstitucionalidades apontadas pela CNM

A CNM sustenta que a aplicação automática dos reajustes com base em portaria do Ministério da Educação seria incompatível com o princípio da separação dos Poderes e com a autonomia legislativa dos entes federativos

Segundo a entidade, a Constituição também impede a vinculação automática de remunerações e exige prévia dotação orçamentária e autorização específica na Lei de Diretrizes Orçamentárias para a concessão de aumentos aos servidores. 

Outro argumento apresentado pela confederação é baseado na Súmula Vinculante nº 37 do STF, segundo a qual o Poder Judiciário não pode aumentar vencimentos de servidores públicos. Já a Súmula Vinculante nº 16 estabelece que a garantia constitucional de remuneração mínima deve considerar o total recebido pelo servidor. Dessa forma, na avaliação da entidade, profissionais cuja remuneração global já esteja acima do piso não deveriam receber automaticamente o mesmo reajuste.

Por fim, a confederação defende que o STF considere precedentes estabelecidos na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4.167/DF e no Tema 911 do Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

No julgamento da ADI, o STF definiu que o piso nacional do magistério corresponde ao vencimento inicial mínimo da carreira e não se confunde com um mecanismo de reajuste geral. Já no Tema 911, o STJ restringiu a aplicação do piso ao vencimento-base da classe inicial e condicionou sua extensão às demais classes à existência de legislação local específica. 

VEJA MAIS:

Copiar textoCopiar o texto
Baixar áudio

Pauta-bomba aprovada em comissão do Senado pode gerar um impacto de R$ 25,9 bilhões para os cofres municipais, segundo estimativa da Confederação Nacional de Municípios (CNM). Nesta terça-feira (11), a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou o Projeto de Lei 1.365/2022 que estabelece o novo piso salarial de médicos e cirurgiões-dentistas no valor de R$ 13.662 para jornada de 20 horas semanais. A proposta segue para análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

De autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), a proposta já havia sido aprovada em votação final pela CAS. Mas um recurso levou o texto ao Plenário, onde foram apresentadas quatro emendas. Como as alterações têm impacto econômico e financeiro, elas foram encaminhadas à CAE, que aprovou o novo texto. 

A proposta prevê a implantação gradual do novo piso em três etapas

  • 40% do valor no primeiro exercício financeiro após a publicação da lei;
  • 70% no segundo exercício;
  • 100% no terceiro.

O texto também prevê reajuste anual do piso pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para a rede privada e eleva para 50% os adicionais por trabalho noturno e horas extras. Atualmente, o piso das categorias é de R$ 3.636 para uma jornada de 20 horas semanais

Impacto nas contas municipais

Na avaliação da CNM, caso seja aprovado, o novo piso deve agravar a situação financeira das administrações municipais, que já enfrentam dificuldades orçamentárias, e colocar em risco a sustentabilidade das contas locais

Pelo texto aprovado na CAE, a União deverá compensar estados, Distrito Federal e municípios pelo aumento das despesas com pessoal por meio do Fundo Nacional de Saúde (FNS). No entanto, para a CNM, essa previsão não elimina o impacto financeiro sobre os municípios

A entidade argumenta que o FNS não representa uma nova fonte de receita, mas um instrumento de gestão financeira do Sistema Único de Saúde (SUS), responsável pela operacionalização de recursos federais previstos no Orçamento da União. 

Segundo a CNM, o fundo também não possui capacidade própria de arrecadação para custear novas despesas permanentes, especialmente aquelas relacionadas a pagamento de pessoal.

16 propostas somam impacto de R$ 295 bilhões 

A proposta que cria o novo piso para médicos e cirurgiões-dentistas integra, segundo a CNM, um conjunto de 16 medidas legislativas em tramitação avançada no Congresso Nacional ou aprovadas recentemente que, juntas, podem representar um impacto de R$ 295 bilhões para os cofres municipais

De acordo com a entidade, as medidas têm efeitos diretos sobre a capacidade dos municípios de manter a prestação de serviços públicos à população. 

Entre as propostas citadas estão a elevação do piso nacional do magistério e mudanças nas regras de contratação e aposentadoria dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e dos Agentes de Combate às Endemias (ACE)

VEJA MAIS:

Copiar textoCopiar o texto
Baixar áudio

A Campanha Nacional de Multivacinação 2026 começa na próxima segunda-feira (3) em todos os municípios brasileiros com o objetivo de atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. A mobilização segue até 1º de setembro, com o Dia D de vacinação marcado para 22 de agosto, quando estados e municípios promoverão ações para ampliar o acesso aos imunizantes.

A estratégia do Ministério da Saúde busca identificar e aplicar as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação que estejam em atraso. Para participar, pais e responsáveis devem levar a criança ou o adolescente a uma unidade de saúde com a caderneta de vacinação e um documento de identificação. Após a avaliação do histórico vacinal, serão aplicadas as doses necessárias para regularizar o esquema de imunização.

A campanha ocorre em um momento em que o país busca recuperar as coberturas vacinais e reduzir o risco de reintrodução de doenças imunopreveníveis. Em São Paulo, por exemplo, a mobilização será realizada nos 645 municípios e contará com a atualização das cadernetas de vacinação. O estado também reforçará a imunização contra o sarampo, seguindo orientações do Ministério da Saúde para ampliar a proteção da população.

 

Mobilização nos estados

A campanha será realizada em todo o país, com ações organizadas pelas secretarias estaduais e municipais de saúde.

Em Mato Grosso do Sul, a mobilização envolverá os 79 municípios, com foco na atualização das cadernetas vacinais e na ampliação da cobertura entre crianças e adolescentes. A estratégia prevê ações nas unidades de saúde e atividades de mobilização para facilitar o acesso da população aos imunizantes.

Em Foz do Iguaçu (PR), a campanha será realizada nas 28 unidades básicas de saúde (UBSs) do município. Durante a mobilização, as equipes vão intensificar a avaliação das cadernetas de vacinação para identificar esquemas vacinais incompletos e aplicar as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação. Segundo a coordenadora do Programa Municipal de Imunização, Adriana Izuka, a campanha é uma oportunidade para que pais e responsáveis regularizem a situação vacinal de crianças e adolescentes.

"A Campanha de Multivacinação é uma oportunidade para que pais e responsáveis atualizem a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Muitas vezes, uma dose fica em atraso sem que a família perceba. Por isso, orientamos que todos procurem a unidade de saúde mais próxima com a caderneta de vacinação. Manter a vacinação em dia é uma das formas mais eficazes de prevenir doenças e proteger não apenas cada criança e adolescente, mas toda a comunidade."

 

Quem deve se vacinar

A campanha é destinada a crianças e adolescentes com menos de 15 anos (até 14 anos, 11 meses e 29 dias). O objetivo não é aplicar uma vacina específica, mas verificar a situação vacinal de cada pessoa e administrar as doses que estiverem em atraso, conforme o Calendário Nacional de Vacinação.

Além da atualização da caderneta, a mobilização busca ampliar a cobertura vacinal e prevenir o retorno de doenças imunopreveníveis, reforçando a importância da vacinação como uma das principais estratégias de proteção da saúde pública.

Copiar textoCopiar o texto
Baixar áudio

As prefeituras já podem solicitar o parcelamento de dívidas com a União, previsto na Emenda Constitucional nº 136/2025 (PEC dos Precatórios). Os municípios interessados em aderir à medida devem enviar um ofício de manifestação de interesse à Secretaria do Tesouro Nacional até o dia 9 de setembro, com as respectivas leis autorizativas publicadas no Diário Oficial do município. Os débitos podem ser pagos em até 360 parcelas.

O Decreto nº 13.080/2026 detalha as novas condições financeiras para os entes municipais. Além de permitir o parcelamento em até 360 parcelas mensais sucessivas, também há possibilidade de redução de juros e mudanças dos indexadores originais das dívidas pelo IPCA. 

Conforme o Tesouro Nacional, o decreto se aplica somente às dívidas contratuais administradas pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

Como aderir ao parcelamento de dívidas?

O município deve enviar um ofício à Secretaria do Tesouro Nacional (STN), por meio do e-mail ec136@tesouro.gov.br, até o dia 9 de setembro. 

Confira o que o documento deve conter:

  • Manifestação expressa do prefeito quanto à intenção de aderir ao parcelamento; 
  • Indicação da opção por taxa de juros/amortização/investimento dentre aquelas previstas no art. 4º do Decreto nº 13.080/2026;
  • Indicação detalhada dos ativos a serem transferidos (se houver); 
  • Leis autorizativas publicadas no Diário Oficial do município. 

Possibilidades para as prefeituras 

Em nota, a Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) destacou que o município pode optar pela amortização de percentual do saldo devedor, com transferência de valores, bens móveis ou imóveis, créditos junto ao setor privado ou União. Também é possível optar pela compensação financeira da exploração de gás, petróleo, recursos hídricos ou minerais, entre outros. Para algumas opções, é preciso uma lei municipal específica.

As prefeituras também podem optar pelo compromisso de investimento dos juros que deixarão de ser pagos à União em áreas como educação, saneamento, habitação, adaptação climática, transportes ou segurança pública. 

A prefeitura que optar por essa modalidade deverá apresentar um plano de aplicação dos recursos, com a identificação das obras e intervenções previstas, os benefícios esperados e o cronograma físico-financeiro. Além disso, será obrigada a prestar contas, semestralmente, ao tribunal de contas e ao Poder Legislativo municipal.

Condições

As prestações serão calculadas conforme a Tabela Price e vencem no dia 15 do mês seguinte ao de assinatura do contrato/aditivo. Em caso de amortização, o saldo devedor será atualizado após a transferência dos ativos à União.

A legislação estabelece situações onde o município poderá ser excluído do parcelamento. Confira:

Em caso de contratação de empréstimo para pagar prestações do parcelamento;  

  • Inadimplência por três meses consecutivos ou seis alternados no período de 36 meses; 
  • Desligamento voluntário; 
  • Falta de comprovação da aplicação dos investimentos obrigatórios.

Caso haja exclusão do ente, o município perde os benefícios financeiros obtidos com a adesão e o saldo devedor será recalculado.

O site do Tesouro disponibiliza uma página com respostas para sanar dúvidas das prefeituras sobre a aplicação do decreto, no site: www.tesourotransparente.gov.br. Na mesma página, também é possível acessar um quadro com todas as combinações possíveis de juros a serem pagos à União, percentuais de amortização extraordinária e de investimento.
 

Copiar textoCopiar o texto
Baixar áudio

Os resultados de fiscalizações realizadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) mostram que de 100 transferências especiais efetuadas e consideradas para a análise, conhecidas como Emendas Pix, 82% apresentaram problemas. O prejuízo potencial foi estimado em R$ 49 milhões. A análise considerou repasses destinados a 73 municípios e dois estados, Pará e São Paulo, e somaram R$ 198 milhões.

A fiscalização ocorreu no âmbito do Plano Especial de Auditoria das Transferências Especiais, que abrangeu repasses efetuados de 2020 a 2024.

O TCU identificou, ainda, algum tipo de irregularidade em 82,4% dos beneficiários. 

As irregularidades encontradas foram agrupadas em quatro categorias principais. Confira:

  • Falta de transparência e rastreabilidade dos recursos;
  • Problemas na execução financeira;
  • Irregularidades em licitações;
  • Problemas na execução física dos projetos.

Segundo o tribunal, houve movimentação de recursos em contas correntes não específicas e falta de relatórios de gestão no Transferegov.br. O prejuízo estimado foi de R$ 26 milhões.

Além disso, foram identificados pagamentos sem comprovação adequada, despesas que não correspondiam ao objetivo da transferência e pagamentos sem comprovação de quantidade ou objeto. Nesse caso, o dano apurado foi de R$ 15 milhões.

Também foram constatadas fraudes em licitações e contratações de empresas inidôneas, ou seja, que são impedidas de participar de licitações junto à Administração Pública.

A vistoria identificou, ainda, casos de obras não concluídas ou parcialmente executadas, bem como preços acima da normalidade, resultando em prejuízo potencial de R$ 14 milhões.

Processos instaurados 

Diante das irregularidades encontradas na aplicação dos recursos, o TCU instaurou processos de tomada de contas especial para recuperar os valores que efetivamente podem ter sido desviados. O Tribunal também abriu processos de representação para investigar irregularidades graves, mas que não causaram prejuízo financeiro direto.

Sistema Transferegov

A verificação também identificou fragilidades no sistema Transferegov – plataforma do governo federal que centraliza e gerencia as transferências de recursos da União para estados, municípios, consórcios públicos e entidades sem fins lucrativos.

Entre os problemas identificados estão a aceitação de informações genéricas nos planos de trabalho e a possibilidade de alterações de objetos, valores e metas dos projetos. O sistema também não disponibiliza a atualização dos saldos bancários o que, conforme o TCU, pode induzir a erros.

O TCU determinou que o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos limite as alterações nos planos de trabalho no sistema Transferegov.br para as transferências realizadas entre 2020 e 2024. O objetivo da medida é evitar que os planos de trabalho sejam alterados apenas por uma das partes envolvidas, como era permitido para transferências feitas antes de 2025.

O relator do processo é o ministro Walton Alencar Rodrigues.

A decisão completa pode ser acessada em portal.tcu.gov.br, por meio do Acórdão 2004/2026 - Plenário.

Emendas Pix

As transferências especiais, popularmente conhecidas como Emendas Pix, são uma modalidade de repasse de recursos da União para estados, municípios e o Distrito Federal. 

Criadas pela Emenda Constitucional nº 105/2019, elas permitem que os recursos sejam transferidos diretamente aos entes federativos, sem a necessidade de celebração de convênios ou outros instrumentos de transferência, o que torna a liberação do dinheiro mais rápida. 

Na avaliação do TCU, um dos principais problemas da modalidade de transferência é a falta de transparência ativa e rastreabilidade na execução desse tipo de repasse. O cenário pode dificultar o controle social e a fiscalização pelos órgãos de controle, aumentando o risco de irregularidades, de acordo com o tribunal.

Copiar textoCopiar o texto
Baixar áudio

A Faculdade do Comércio de São Paulo (FAC), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), e a Secretaria Municipal de Gestão (SEGES) da Prefeitura de São Paulo firmaram uma parceria voltada à qualificação profissional dos servidores municipais. A iniciativa beneficia os 130 mil servidores ativos e 120 mil aposentados da Prefeitura de São Paulo, além de seus familiares, com 25% de desconto em todos os cursos de graduação e pós-graduação da instituição.

A expectativa é ampliar o acesso à formação continuada e contribuir para o aprimoramento da gestão pública, refletindo diretamente na qualidade dos serviços oferecidos à população. Os interessados já podem solicitar o benefício e realizar a matrícula com o desconto previsto no convênio.

Com nota 5, a máxima na avaliação do Ministério da Educação (MEC), a Faculdade do Comércio de São Paulo está entre as instituições privadas de maior destaque do país, ocupando a quinta colocação no Guia da Faculdade, do Estadão.

Segundo o diretor-geral da FAC, Wilson Victorio Rodrigues, a iniciativa está alinhada ao processo de modernização da administração pública e às novas competências exigidas dos servidores. "Saber se comunicar, comunicar com o administrado, isto é, com o cidadão, do que está sendo feito, como está sendo feito, as redes sociais, gestão de pessoas, logística, enfim, todos esses assuntos que são próprios do mundo da gestão, a prefeitura quer, de fato, poder ofertar isso para os seus servidores", explicou o diretor-geral.

Além do desenvolvimento profissional, a parceria também representa uma oportunidade de crescimento na carreira dos servidores, já que a obtenção de novas titulações contribui para progressões funcionais. O benefício financeiro oferecido pelo convênio também busca ampliar o acesso ao ensino superior. "Nós estamos trabalhando com um valor promocional, uma política de desconto de 25% para esses servidores públicos, ativos e aposentados, e isso também se estende aos seus familiares", frisou Rodrigues.

A cooperação integra o Programa de Parcerias para Concessão de Descontos e Benefícios a Servidores Públicos Municipais, iniciativa que busca ampliar o acesso à graduação e à pós-graduação em áreas estratégicas para a modernização da administração pública.

 

Como garantir o benefício

A Secretaria Municipal de Gestão destaca que a parceria integra a política de valorização dos servidores e complementa as ações desenvolvidas pela Escola Municipal de Administração Pública de São Paulo (EMASP).

Saiba como garantir o benefício:

● Acesse o Programa de Benefícios e consulte os parceiros credenciados e as regras do convênio.

● Comprove o vínculo com a Prefeitura de São Paulo apresentando a Identidade Funcional Digital ou o holerite (impresso ou digital), acompanhado de um documento oficial com foto.

● Realize a matrícula em um dos cursos de graduação ou pós-graduação da Faculdade do Comércio de São Paulo (FAC), informando que utilizará o benefício previsto na parceria.

● Verifique se o benefício se aplica aos seus familiares, conforme as regras do Decreto Municipal nº 64.255/2025.

Também podem ser contemplados pelo programa:

● Cônjuge ou companheiro(a);

● Filho(a), enteado(a) ou pessoa sob guarda com menos de 21 anos;

● Filho(a) com deficiência grave ou inválido;

● Pais economicamente dependentes do servidor;

● Pessoas sob tutela ou curatela do servidor.

Em caso de dúvidas, os servidores devem entrar em contato pelo e-mail credenciamentobeneficios@prefeitura.sp.gov.br.

 

Copiar textoCopiar o texto

Emissoras que mais acessaram os conteúdos do Brasil 61 nos últimos 7 dias

RÁDIO SÃO FRANCISCO 870 AM / SÃO FRANCISCO DO SUL - SC
RÁDIO SILVESTRE 1160 AM / ITABERAÍ - GO
RÁDIO POP 104,9 FM / MENDES - RJ
RÁDIO NOSSA 87,9 FM / CONCEIÇÃO DAS ALAGOAS - MG
RÁDIO CIDADE 87,5 FM / JOÃO PESSOA - PB
WEB RÁDIO SANTO AMARO NEWS / SANTO AMARO - BA
RÁDIO RIO ESPERA 98,7 FM / RIO ESPERA - MG
WEB RÁDIO PROGRESSO BELÉM / BELÉM - PA
WEB RÁDIO ANTENA PRIME / CAUCAIA  - CE
WEB RADIO NOVA MONTES CLAROS / MONTES CLAROS - MG
WEB RÁDIO EBAMIX / TEODORO SAMPAIO - SP
WEB RÁDIO TOTAL VNOVA IGUAÇU - RJ
WEB RÁDIO POP 77 / CASSILÂNDIA - MS
WEB RÁDIO LITORAL 21 AM / RIO DE JANEIRO - RJ
WEB RÁDIO ANTENA DINÂMICA / MOGI DAS CRUZES - SP
Brasil Mineral

A Vale lançou, em 18 de agosto, o relatório "Destravando o Potencial da Mineração no Brasil", elaborado com a colaboração da Accenture. O documento é uma proposta para acelerar o crescimento da mineração e posicionar o Brasil como um protagonista global no setor, alavancando o desenvolvimento industrial e socioeconômico do País. O relatório será entregue a todos os candidatos à Presidência em 2026 como uma contribuição para orientar políticas públicas que ajudem a fortalecer e modernizar os fundamentos da mineração brasileira, além de ampliar a atratividade do país para novos projetos minerários. “Em um momento em que se discutem caminhos para impulsionar o crescimento do País, a Vale contribui para o debate a partir de uma proposta concreta para que o Brasil aproveite a janela de oportunidade global e destrave nosso enorme potencial minerário”, disse Gustavo Pimenta, CEO da Vale. “Com uma agenda propositiva, a mineração pode se tornar uma plataforma poderosa de compartilhamento de valor com geração de emprego, renda, crescimento econômico e proteção ambiental”.

A versão executiva está disponível no https://vale.com/documents/d/guest/destravando-mineracao-executiva e engloba 15 iniciativas estratégicas, divididas em quatro agendas prioritárias, para alavancar o potencial da mineração nos próximos anos:

FORNECEDORES

A Metso anuncia investimento de 45 milhões de euros vários centros de serviços na América Latina, incluindo em um novo centro de serviços em Minas Gerais.
19/08/2026

Licenciamento e Fundamentos da Mineração – Conhecimento geológico, gestão de títulos minerários e previsibilidade no licenciamento;

Cadeia Mineral Integrada – Infraestrutura, disponibilidade de energia, processamento mineral e domínio tecnológico ao longo da cadeia;

Ambiente de Negócios e Segurança Institucional – Aspectos regulatórios, institucionais, financeiros (em um setor intensivo em capital) e tributários; e

Valor Compartilhado – Agenda de impacto positivo e geração de valor social e ambiental para as comunidades/ territórios.

Produzido pela Accenture, o estudo reúne dados independentes sobre o setor mineral brasileiro e projeta ganhos de crescimento, renda e competitividade para o Brasil a partir do crescimento da produção mineral no País. A expectativa é que a contribuição do setor em arrecadação fiscal, que na última década foi de R$ 750 bilhões, suba para R$ 1,3 trilhão no próximo ciclo, entre 2026 e 2035, e amplie o impacto social positivo, além de contribuir para o equilíbrio das contas públicas. Caso seja convertido em investimento público, o montante equivale à criação de 23,1 milhões de vagas em escola integral, 17,2 milhões de vagas em creches, 478 mil km de vias asfaltadas ou 870 mil leitos em hospitais.

Apenas 28% do território brasileiro já foi mapeado geologicamente em escala adequada para orientar decisões de investimento em pesquisa mineral, o que limita a identificação de novas fronteiras exploratórias no País. O levantamento projeta que uma agenda coordenada entre governo, setor privado e sociedade pode alavancar a produção mineral anual do Brasil de cerca de R$ 300 bilhões atualmente para até R$ 535 bilhões em 2035. No cenário considerado pelo relatório, o impacto total do setor sobre o emprego, hoje em cerca de três milhões, pode contribuir para chegar a até 5,3 milhões de postos de trabalho diretos, indiretos e induzidos no país no mesmo período.

O estudo estima ainda que minerais essenciais produzidos no Brasil para veículos elétricos, painéis solares e turbinas eólicas podem ajudar a evitar emissões entre 1,6 e 2 gigatoneladas de CO2 equivalente por ano no mundo até 2050. Este volume é comparável a quase toda a emissão anual do Brasil hoje. O lançamento do relatório integrou o fórum “Destravando o Potencial da Mineração no Brasil”, realizado dia 18 de agosto pela Editora Globo e a Vale, em Brasília, com a participação de representantes do governo federal, do setor produtivo mineral e especialistas em infraestrutura e competitividade. A programação incluiu apresentações e debates sobre o potencial da mineração no Brasil e sobre infraestrutura e competitividade do setor.

Copiar textoCopiar o texto

A expansão dos investimentos na cadeia de minerais críticos e terras raras poderá adicionar R$ 192,1 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e gerar 750 mil novos empregos até 2050, segundo estudo inédito que será lançado pela Amcham Brasil durante encontro sobre o tema, realizado nesta terça-feira, 4 de agosto, em Belo Horizonte. O estudo compara dois caminhos para o desenvolvimento da cadeia de minerais críticos e terras raras no Brasil, sendo que, no primeiro, os investimentos são financiados majoritariamente por capital interno e a produção permanece voltada predominantemente à exportação, com baixa agregação de valor no país. Desta forma, o impacto acumulado sobre o PIB alcança R$ 128,7 bilhões, com geração estimada de 304 mil empregos. 

O segundo cenário prevê maior participação do investimento estrangeiro, expansão do processamento dos minerais no Brasil e utilização crescente desses insumos pela indústria nacional. Nessa hipótese, os investimentos crescem R$120,9 bilhões, com impacto acumulado sobre o PIB de R$ 192,1 bilhões e geração estimada de 750 mil empregos. O estudo utiliza projeções já feitas em outros trabalhos globais e internos no Brasil para estimar a demanda por esses minerais e elementos de terras raras e de uma carteira de projetos de investimentos previstos. São considerados os minerais cobalto, cobre, grafita, lítio, níquel e elementos de terras raras. "O Brasil reúne algumas das maiores reservas de minerais críticos do mundo e tem todas as condições para se tornar um protagonista global nesse mercado. Quanto maior a capacidade de atrair investimentos, maior será a transformação dessa riqueza mineral em valor, tecnologia, empregos e desenvolvimento industrial e econômico", afirma o presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto.  

A comparação entre os dois cenários demonstra que a atração de capital internacional e o adensamento das cadeias produtivas podem adicionar R$ 63,4 bilhões ao PIB, R$ 32,3 bilhões ao consumo das famílias, R$ 16,1 bilhões aos investimentos e 446 mil empregos, além dos efeitos já proporcionados pela expansão da mineração. O estudo mostra que os maiores impactos sobre o PIB ocorrem nos estados mineradores, com destaque para Pará (16,0%), Bahia (10,3%), Goiás (10,0%), Piauí (4,0%) e Minas Gerais (3,8%). Ao mesmo tempo, o fortalecimento do processamento interno amplia os benefícios para estados com maior presença industrial. Em comparação com o primeiro cenário, os maiores ganhos adicionais são observados em Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, evidenciando que a agregação de valor amplia os efeitos econômicos para além das regiões produtoras.  

Na análise setorial, a indústria de transformação apresenta crescimento acumulado de 1,8% no segundo cenário, quase três vezes superior ao observado no primeiro. Também se destacam a construção civil (4,5%) e a indústria extrativa (4,2%). Entre os segmentos industriais, os maiores impactos são registrados em máquinas e equipamentos elétricos (16,7%), máquinas para extração mineral (9,8%), automóveis (5,5%) e máquinas e equipamentos mecânicos (2,9%). “A maior atração de investimentos e a agregação de valor no Brasil ampliam os benefícios econômicos da cadeia de minerais críticos para além dos estados produtores, impulsionando também as regiões industriais e fortalecendo a inserção do país nas cadeias globais de tecnologia e da transição energética”, afirma Abrão Neto. 

O estudo foi elaborado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), com apoio da U.S. Chamber of Commerce e de empresas do setor e abrangeu as cadeias de cobre, grafita, lítio, níquel e terras raras, minerais considerados essenciais para a transição energética e para tecnologias como baterias, veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos eletrônicos. A Amcham defende uma agenda de políticas públicas voltada ao fortalecimento da cadeia de minerais críticos e terras raras para que o Brasil possa aproveitar ao máximo todo o seu potencial. Entre as prioridades estão a aprovação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, o fortalecimento dos instrumentos de financiamento e mitigação de riscos, a ampliação da atração de investimentos, o incentivo ao processamento e à industrialização no país e o aperfeiçoamento do ambiente regulatório para estimular investimentos de longo prazo e maior agregação de valor.  

Copiar textoCopiar o texto

O setor mineral brasileiro abriu 2026 com um desempenho que surpreendeu até mesmo os analistas do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). O faturamento do primeiro semestre atingiu R$ 150,7 bilhões, ante R$ 139,2 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior — crescimento de 8,2% que desafia a sazonalidade historicamente desfavorável dos primeiros meses do ano. Os dados foram apresentados em coletiva de imprensa realizada pelo Ibram, com detalhamento conduzido pelo presidente da entidade, Pablo Cesário.  

 "Esse é um resultado realmente surpreendente e curioso, porque o primeiro semestre, em geral, tem mais incidência de chuvas e outros fatores operacionais que limitam, que têm menos impacto. Então é um resultado muito forte", afirmou o presidente do Ibram durante a apresentação.  

Faturamento recorde e superávit histórico 

O crescimento da receita foi acompanhado por uma performance igualmente expressiva no comércio exterior. O valor das exportações minerais brasileiras avançou 24% no período, alcançando US$ 25 bilhões, mesmo diante de uma queda de 2,4% no volume físico exportado. A explicação está na valorização das commodities — especialmente ouro e cobre —, que mais do que compensaram a redução nas quantidades embarcadas. 

 As importações minerais também cresceram, registrando alta de 18,99% em valor. Ainda assim, o saldo da balança comercial exclusivamente mineral chegou a R$ 20,3 bilhões, colocando o setor na posição de principal contribuinte para o superávit comercial do país. "A mineração é responsável por 48% do saldo da balança comercial brasileira, incluindo todos os produtos", destacou o presidente do Ibram. 

A arrecadação de tributos acompanhou o ritmo. O setor recolheu R$ 52 bilhões em impostos e contribuições no primeiro semestre, crescimento de 8,2% em relação ao mesmo intervalo de 2024, dos quais R$ 3,8 bilhões correspondem à Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem). 

Ferro cede, ouro e cobre avançam 

Em meio ao cenário positivo, o minério de ferro — ainda a principal commodity do setor — apresentou queda de 3,1% no faturamento, apesar do aumento na produção física. O presidente do Ibram contextualizou a razão: a variação negativa de preço no mercado internacional foi o principal fator, e ela foi amplamente compensada pelo desempenho de outras commodities. 

Ouro e cobre foram os protagonistas dessa compensação. O ouro, em particular, tem se beneficiado de uma mudança estrutural na forma como bancos centrais ao redor do mundo reservam valor. "Há uma tendência de longo prazo de retomada do preço, de aumento do valor, simplesmente porque a oferta não vai conseguir acompanhar a demanda", analisou o presidente do Ibram. Ele acrescentou que o destino das exportações brasileiras do metal precioso está fortemente concentrado na China — com a maior parte do volume adquirido pelo Banco Central chinês para formação de reservas. 

O cobre, por sua vez, foi descrito como um mineral de demanda crescente e insubstituível no processo de eletrificação global. "Ele é absolutamente necessário em todo o processo de eletrificação, seja de transporte, de processamento de dados. Se tem um daqueles minérios que realmente acompanhamos num mercado de commodity, é o cobre", afirmou o presidente do Ibram. A perspectiva de longo prazo é de pressão contínua sobre os preços, dado o ritmo de exaustão de minas ativas e a lentidão na entrada de novas reservas em operação.   

Empregos em trajetória consistente   

O mercado de trabalho do setor registrou variação positiva sutil no semestre: 421 novas vagas, levando o total para 229.614 postos de emprego direto. O número não inclui trabalhadores em empresas prestadoras de serviço à mineração, o que, segundo o Ibram, tornaria o impacto da atividade ainda mais expressivo ao longo de toda a cadeia. 

O presidente da entidade destacou que o emprego é um indicador mais lento do que o faturamento. "O emprego é um indicador de atividade econômica que é mais lento. Primeiro a receita aumenta, depois isso vai sendo acompanhado ao longo do tempo. E da mesma forma, quando a receita diminui, o emprego reage mais devagar", explicou. Nos últimos cinco anos, o setor gerou 785 mil novos postos de trabalho, saindo de um patamar mais baixo para os atuais 229 mil empregos diretos — trajetória descrita como "crescimento relevante e consistente ao longo dos anos." 

Minas Gerais segue na liderança do emprego setorial, com 38,2% das vagas, seguida pelo Pará (34,6%) e pela Bahia (5%). O Ibram, entretanto, projeta que o Pará assumirá a liderança da produção mineral nacional nos próximos anos, dada a velocidade com que a província mineral vem se expandindo. 

Crise do enxofre: alerta máximo 

Entre as preocupações apresentadas pelo Ibram, a crise de abastecimento de enxofre ocupou posição de destaque. O mineral, insumo básico para a fabricação de ácido sulfúrico — presente em fertilizantes, saneamento básico, mineração e indústria química —, saiu de uma faixa histórica de US$ 100 por tonelada para ser negociado a US$ 1.200 por tonelada, alta de aproximadamente 1.100%. 

O problema, segundo o Ibram, não é apenas de preço, mas de disponibilidade física. Boa parte da produção mundial de enxofre é subproduto do refino de petróleo proveniente do Oriente Médio e de regiões do leste europeu, como o Cazaquistão — áreas em que os conflitos armados interromperam cadeias logísticas e destruíram capacidade produtiva. "Cinquenta por cento do enxofre do mundo passa pelo Estreito de Ormuz. Esse trânsito continua impedido e não se tem ideia de quanto da capacidade de produção de enxofre do mundo foi destruída nos conflitos", detalhou o presidente do Ibram. 

 A situação já provoca a interrupção de plantas de ácido sulfúrico no Brasil, e os estoques nacionais foram descritos como "bastante preocupantes". "Isso afeta a mineração, não é apenas a agricultura, a indústria química também não funciona sem isso", alertou o presidente da entidade. 

Imposto Seletivo: equívoco técnico e risco competitivo 

Outro ponto de forte crítica do Ibram foi a inclusão da mineração no escopo do Imposto Seletivo, previsto no bojo da reforma tributária. Para a entidade, trata-se de um erro conceitual e técnico que pode comprometer a competitividade do setor no longo prazo. 

"Não existem exemplos no mundo de imposto seletivo que afetam a mineração e o petróleo. Esse imposto, quando criado, tem como objetivo desincentivar o consumo de produtos que tenham externalidades negativas de saúde, de ambiente. E, portanto, incide apenas naqueles produtos destinados diretamente ao consumo", argumentou o presidente do Ibram. 

A crítica vai além da estranheza conceitual. O Ibram aponta que, na prática, o Imposto Seletivo sobre mineração funciona como um imposto de exportação disfarçado, com efeitos sobre a cumulatividade tributária que a própria reforma pretendia eliminar. "O que o Imposto Seletivo faz, ao incidir na mineração, é criar cumulatividade tributária e destruir ou diminuir a nossa capacidade competitiva", afirmou. 

 Para reforçar o argumento, o presidente do Ibram recorreu ao exemplo argentino: "A incidência de um imposto de exportação sobre a pecuária argentina levou à destruição de um dos setores mais competitivos da economia argentina em 30, 40 anos." Com a regulamentação das alíquotas ainda em discussão, o Ibram defende que a alíquota aplicável à mineração seja zero — ou que, ao menos, sejam reconhecidas diferenciações dentro do próprio minério de ferro, premiando, por exemplo, produtos com menor intensidade de carbono. 

Insegurança jurídica sobre posse de terras 

Um terceiro alerta do Ibram diz respeito ao julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a constitucionalidade da Lei nº 5.709/1971, que restringe a posse de terras por empresas com capital estrangeiro. O STF julgou a lei constitucional, mas o acórdão ainda não foi publicado na íntegra, gerando uma zona cinzenta jurídica que afeta diretamente empresas mineradoras — que necessitam de grandes extensões de terra não apenas para lavra, mas sobretudo para projetos de compensação ambiental e social. 

"Nossas empresas hoje não têm clareza se os ativos que elas têm, podem manter. E caso elas não tenham, as operações podem ser profundamente impactadas", afirmou o presidente do Ibram. A entidade acompanha com atenção um projeto de lei em tramitação no Senado que tenta equacionar a questão. A indefinição, porém, já é suficiente para gerar insegurança entre investidores estrangeiros — em um momento em que o Brasil tenta justamente atrair mais capital externo para o setor. 

Minerais críticos e o papel geopolítico do Brasil 

Na pauta legislativa, o Ibram manifestou apoio ao avanço do PL 2.780, que institui uma política nacional para minerais críticos e estratégicos, e acompanha com expectativa o PL 4.443, de autoria do senador Renan Calheiros, relatado pelo senador Esperidião Amin na Comissão de Assuntos Econômicos e em debate na Comissão de Infraestrutura do Senado. "O regime que se encontrou é maduro. Há mudanças, ajustes, mas que são ajustes relevantes que precisam ser feitos, e que ele seja aprovado no menor prazo possível", defendeu Cesário.  

 O ponto central do debate gira em torno da composição e dos poderes do Conselho de Minerais Críticos e Estratégicos previsto nos projetos. "O grande debate ao redor desse texto é sobre qual é o papel desse conselho e quais poderes ele terá", resumiu o presidente do Ibram, que relatou ter percebido, em reunião recente, um raro consenso bipartidário: senadores de situação e oposição concordaram que o tema é prioritário e precisa avançar. A expectativa é de que a pauta retorne à Comissão de Infraestrutura na semana do dia 10 de agosto. 

 No plano geopolítico, o presidente do Ibram defendeu que o Brasil aproveite sua posição de "não alinhamento automático" para liderar um arranjo plurilateral de fornecimento de minerais críticos. "O Brasil tem uma característica de autonomia internacional. Nós somos vistos por todas as grandes potências — americanos, europeus, chineses, japoneses — como confiáveis, ao mesmo tempo", disse. Para ele, o país deve exigir, em contrapartida ao fornecimento seguro de minerais, acesso a tecnologias, mercados previsíveis e mecanismos de cofinanciamento. "Nós podemos liderar um arranjo global ou pelo menos plurilateral em que haja ganha-ganha", afirmou. 

Investimentos e financiamento  

A estimativa de investimentos do setor para o período 2026–2030 permanece em US$ 76,9 bilhões, monitorada anualmente pelo Ibram. A curva projetada é crescente e, segundo a entidade, reflete tanto a realocação de cadeias produtivas globais quanto a transição energética em curso — que coloca a mineração no centro da demanda por insumos para energias limpas, eletrificação e processamento de dados. 

Para sustentar esse crescimento, o Ibram identificou como uma das principais fragilidades estruturais do setor a escassez de mecanismos de financiamento adequados às características da atividade mineral. Hoje, mais de 130 empresas com operações no Brasil estão listadas em bolsas estrangeiras, enquanto apenas cinco mineradoras têm ações negociadas em território nacional. A entidade já iniciou discussões com o Ministério da Fazenda para criar um instrumento similar ao existente na Austrália e no Canadá — um mecanismo que permita que investimentos em pesquisa mineral sejam reconhecidos como despesas dedutíveis no Imposto de Renda. 

Mineração ilegal e crime organizado 

Em resposta a perguntas de jornalistas, o presidente do Ibram reforçou o alerta sobre a infiltração do crime organizado na mineração ilegal. Com o ouro em patamares recordes, o incentivo econômico para a atividade ilícita cresceu proporcionalmente — e as barcas utilizadas no garimpo ilegal, que custam entre R$ 10 milhões e R$ 15 milhões, passaram a ser financiadas por organizações criminosas. A presença de armas de alto calibre e a resistência armada em operações de fiscalização do Ibama e da Polícia Federal são, segundo o Ibram, evidências concretas dessa infiltração. 

 "O crime organizado se tornou investidor na mineração ilegal porque ela é muito rentável, mas também porque presta outro serviço: lavagem de dinheiro", afirmou o presidente do Ibram. A entidade mantém programas de cooperação com a Polícia Federal e o Ministério Público e trabalha, junto ao Sebrae e ao Ministério de Minas e Energia, em medidas para estimular a formalização de pequenos garimpeiros que desejam sair da clandestinidade. 

Perspectiva: crescimento estrutural, não conjuntural 

O quadro geral desenhado pelo Ibram aponta para uma trajetória de expansão sustentada, lastreada em fundamentos de longo prazo. A transição energética global, a realocação de cadeias industriais, a valorização de minerais críticos e o potencial ainda subexplorado de províncias como o Pará e o interior da Bahia e de Goiás compõem um cenário favorável. A participação da mineração no PIB, na arrecadação e no saldo comercial tende a crescer. 

Os riscos, contudo, são reais e urgentes: o imposto seletivo mal calibrado, a crise do enxofre, a insegurança jurídica sobre terras e o avanço do garimpo ilegal podem comprometer investimentos e competitividade. O setor chega ao segundo semestre de 2025 mais forte em números — e mais exigente em políticas públicas à altura do papel que já demonstra desempenhar na economia brasileira. (Equipe Brasil Mineral) 

Copiar textoCopiar o texto

Midias online que mais acessaram os conteúdos do Brasil 61 nos últimos 7 dias

PORTAL O NORTÃO - PORTO VELHO - RO
JORNAL IMPRESSO O IMPARCIAL - SÃO LUÍS - MA
PORTAL ANTONIO DIAS/ANTONIO DIAS
JORNAL CORREIO DE CAPIVARI - CAPIVARI - SP
PORTAL CLIC CAMAQUÃ - CAMAQUÃ - RS
SITE REDE GN - SÃO GONÇALO DOS CAMPOS - BA
PORTAL REDE NOVA COMUNICAÇÃO/MAFRA SC
PORTAL REGIÃO EM DESTAKE - IBATÉ - SP
BLOG LENILSON BALLA - RIO TINTO - PB
PORTAL ANÁPOLIS - ÁNAPOLIS - GO
PORTAL AGORA NA CIDADE - MORRO DA FUMAÇA - SC
PORTAL ALPHA  NEWS - DIAS D'ÁVILA - BA
BLOG GAGINEWS - NATAL - RN
PORTAL NT GOSPEL - RIO DAS OSTRAS - RJ
PORTAL LIMA SOUZA / ÁGUAS LINDAS - GO
FPM

Nesta quinta-feira (20), os municípios brasileiros recebem quase R$ 1,9 bilhão referentes ao segundo decêndio de agosto do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O valor é cerca de 26% maior do que o repassado no mesmo período de 2025, quando a transferência foi de cerca de R$ 1,4 bilhão.

O especialista em orçamento público, Cesar Lima, avalia que o resultado positivo do repasse, aliado à desaceleração da inflação, pode garantir um ganho real aos municípios ao longo do ano. Ele orienta, ainda, que os gestores apliquem os recursos de forma coordenada.

“É um valor 26% maior que no mesmo período do ano passado, o que indica o bom desempenho deste componente de transferência legal para os municípios. Tivemos um mês com uma inflação muito baixa, então temos uma inflação decrescente, o que pode no final do exercício nos dar, realmente, um ganho real do FPM para os municípios. É muito importante que os gestores saibam aplicar muito bem esses recursos, uma vez que eles não têm uma função definida, eles não são atrelados a nenhum tipo de gasto. Então a prefeitura pode utilizá-los para sua gestão de uma forma geral”, destaca Lima.

Maiores valores por estado

São Paulo concentra o maior volume de recursos neste primeiro decêndio de agosto, com mais de R$ 233,7 milhões. Entre os municípios paulistas com os maiores repasses estão Araçatuba, Campinas e Pindamonhangaba, cada um com valores superiores a R$ 1 milhão.

Na sequência aparece Minas Gerais, com pouco mais de R$ 232,4 milhões. No estado, Betim, Contagem e Divinópolis estão entre os municípios que recebem os maiores valores, todos acima de R$ 1 milhão.

FPM: Municípios bloqueados

Até o dia 16 de agosto de 2026, 25 municípios estavam impedidos de receber recursos do FPM. Confira a lista:  

  • Maragogi (AL)

  • Taperoá (BA)
  • Alfenas (MG)
  • Cantagalo (MG)
  • Itambé do Mato Dentro (MG)
  • Unaí (MG)
  • Chapada dos Guimarães (MT)
  • Prainha (PA)
  • Salgado de São Félix (PB)
  • Seridó (PB)
  • Nova América da Colina (PR)
  • Petrópolis (RJ)
  • Rio das Flores (RJ)
  • Governo do Estado do Rio Grande do Norte (RN)
  • Alvorada (RS)
  • Arroio do Sal (RS)
  • Cerrito (RS)
  • Sete de Setembro (RS)
  • Toropi (RS)
  • Piratuba (SC)
  • Nossa Senhora da Glória (SE)
  • Ribeirópolis (SE)
  • Umbaúba (SE)
  • Combinado (TO)
  • Paraná (TO)

Conforme o Tesouro Nacional, os bloqueios ocorrem por diversos motivos, como a falta de recolhimento da contribuição ao Pasep, pendências previdenciárias junto ao INSS, débitos inscritos na dívida ativa da União pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a ausência de envio de informações ao Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS).

No entanto, a suspensão dos valores é temporária. Após a regularização da pendência pelo município, a transferência é normalizada. Os montantes do FPM costumam ser aplicados no financiamento de áreas como saúde, educação, infraestrutura e pagamento de pessoal.

FPM

O FPM é um repasse obrigatório da União para as prefeituras, criado pela Emenda Constitucional nº 18, de 1965, e regulamentado pelo Código Tributário Nacional, em 1966. 

O repasse é recorrente e formado por uma parcela da arrecadação de dois impostos federais: o Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A distribuição dos recursos entre os municípios segue coeficientes definidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU), calculados com base na população de cada cidade, segundo dados oficiais. 

O Fundo é repassado às prefeituras a cada dez dias — nos dias 10, 20 e 30 de cada mês. Se a data cair em fim de semana ou feriado, o repasse é antecipado para o dia útil anterior. E cada repasse tem como base a arrecadação dos dez dias anteriores.

Os recursos são divididos entre os municípios, considerando uma divisão de três grupos, e cada coletivo fica com um percentual do total.

Veja como é feita a divisão do repasse:

  • Capitais: 10% do FPM;
  • Interior: 86,4% do FPM;
  • Reserva: 3,6% do FPM (municípios que não são capitais, mas têm população acima de 142.633 habitantes).
     
Copiar textoCopiar o texto
Baixar áudio

Até segunda-feira, dia 17 de agosto de 2026, 27 municípios brasileiros estavam impedidos de receber o Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A maioria dessas cidades está localizada nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul,  que contam com quatro entes bloqueados cada. Na sequência aparecem Tocantins e Sergipe, com três cidades cada. O próximo repasse está previsto para esta quinta-feira (20).

O especialista em orçamento público Cesar Lima exemplifica que o bloqueio dos repasses ocorre devido a dívidas com a União ou atrasos na prestação de contas. Ele orienta que as prefeituras averiguem a motivação do bloqueio para solucionar o problema e normalizar o recebimento do repasse.

“Para aqueles municípios que estiverem bloqueados, é importante que o gestor procure inicialmente saber qual o motivo do bloqueio, que pode ser o não pagamento de algum empréstimo feito com o aval da União, a não entrega dos relatórios exigidos pela lei de responsabilidade fiscal, e também pode ser o não cumprimento dos mínimos constitucionais em saúde ou educação. Cabe ao gestor tentar descobrir junto ao Tesouro Nacional qual o motivo do seu bloqueio para que possa realizar os ajustes necessários”, destaca Lima.

Lista dos bloqueados do FPM  

  • Maragogi (AL)
  • Taperoá (BA)
  • Domingos Martins (ES)
  • Alfenas (MG)
  • Cantagalo (MG)
  • Itambé do Mato Dentro (MG)
  • Unaí (MG)
  • Chapada dos Guimarães (MT)
  • Prainha (PA)
  • Salgado de São Félix (PB)
  • Seridó (PB)
  • Conceição de Macabu (RJ)
  • Petrópolis (RJ)
  • Rio das Flores (RJ)
  • Seropédica (RJ)
  • Alvorada (RS)
  • Arroio do Sal (RS)
  • Cerrito (RS)
  • Sete de Setembro (RS)
  • Toropi (RS)
  • Piratuba (SC)
  • Nossa Senhora da Glória (SE)
  • Ribeirópolis (SE)
  • Umbaúba (SE)
  • Combinado (TO)
  • Esperantina (TO)
  • Paranã (TO)

Como desbloquear o repasse?

Para desbloquear o repasse, o gestor público deve identificar o órgão que determinou o congelamento. Em seguida, é necessário saber o motivo do bloqueio e regularizar a situação. A prefeitura não perde os recursos bloqueados de forma definitiva, já que os valores ficam apenas congelados enquanto há pendências.

O Siafi reúne informações referentes a execuções orçamentárias, patrimoniais e financeiras da União. Quando um município é incluído no sistema, a prefeitura fica impedida de receber qualquer ajuda financeira.

FPM: segundo decêndio de agosto

As prefeituras de todo o país partilham, nesta quinta-feira (20), a segunda parcela de agosto do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O total a ser repassado é de R$ 1.897.091.162,75. No mesmo período do ano passado, os entes receberam o total 1.395.561.411,03.

Copiar textoCopiar o texto
Poder 61

Sabe quem são os representantes do seu estado no Congresso Nacional?

Fique por dentro, acompanhe e divulgue as ações, faça a sua parte!

Receba nossos conteúdos em primeira mão.

Fique por dentro do Congresso Nacional e nossos líderes.

Saiba mais
17/08/2026 04:55h

Saneamento: CNI defende nova agenda de investimentos em saneamento a partir de 2027

Proposta busca ampliar concessões e aproximar o país das metas de universalização previstas para 2033

Imagem: Magnific
16/08/2026 04:05h

Saneamento bate recorde de investimentos, mas tratamento de esgoto segue perto de 52%

País investiu mais de R$ 29 bilhões no setor em 2024, mas ainda precisa acelerar os aportes para cumprir as metas de universalização previstas para 2033

Foto: Getty Images
25/07/2026 04:05h

Hospitalizações por vírus respiratórios apresentam queda na maior parte do Brasil, aponta InfoGripe

Boletim da Fiocruz indica redução de casos graves associados ao VSR e às influenzas A e B, mas alerta para a necessidade de vacinação e manutenção dos cuidados preventivos

Foto: Getty Images
19/07/2026 04:05h

Casos de VSR apresentam queda no país, mas permanecem elevados em diversos estados, aponta InfoGripe

Boletim da Fiocruz mostra redução das internações por vírus sincicial respiratório, enquanto influenza A também perde força entre adultos e idosos

Foto: Freepik
24/08/2026 04:55h

Intenção de investir da indústria brasileira atinge menor nível de 2026

Sondagem da CNI também mostra piora das expectativas dos empresários para os próximos seis meses

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
17/08/2026 04:25h

Maioria dos trabalhadores não teme perder emprego ou fonte de renda nos próximos seis meses

Pesquisa do FGV IBRE mostra que 59,3% consideram improvável ou muito improvável perder a principal ocupação; apenas 12,1% veem essa possibilidade como provável

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
25/08/2026 04:30h

Com fim da ‘taxa das blusinha’, setor produtivo pede isenção do imposto de exportação

CACB teme perda de competitividade do setor produtivo nacional com o fim da cobrança sobre compras internacionais

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
25/08/2026 04:20h

Entenda como ficará o Senado após as eleições de 2026

Dois terços das cadeiras serão renovados, com 32 senadores buscando a reeleição e 13 deixando a disputa eleitoral

Foto: José Cruz/Agência Brasil
22/08/2026 04:15h

Dia D de vacinação será neste sábado (22) em todo o país; imunização abrange 20 doenças

Ação integra Campanha Nacional de Multivacinação, que vai até 1º de setembro. Nos municípios paulistas de Guarulhos, São Bernardo do Campo e São Paulo foi recomendado reforço contra sarampo devido ao risco de casos importados

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
22/08/2026 04:10h

InfoGripe: casos de SRAG seguem em queda no país

Rondônia, Piauí, Bahia e Sergipe mostram leve sinal de crescimento

Brasil 61
25/08/2026 18:40h

O TEMPO E A TEMPERATURA: Sul terá tempo mais instável no Paraná e em Santa Catarina

Chuva aparece principalmente no Paraná e em Santa Catarina, enquanto o Rio Grande do Sul terá poucas nuvens

Brasil 61
25/08/2026 18:30h

O TEMPO E A TEMPERATURA: Centro-Oeste terá calor intenso e chuva localizada nesta quarta-feira

Pancadas de chuva e trovoadas podem ocorrer principalmente em Mato Grosso do Sul, enquanto o tempo fica mais seco em Goiás e no Distrito Federal

Foto: Freepik
25/08/2026 04:10h

Café hoje: arábica sobe 1,27% e saca chega a R$ 1.826,58

Café robusta e açúcar cristal também registram alta nesta terça-feira (25), enquanto açúcar em Santos recua

Foto: Pure Oil NZ
25/08/2026 04:05h

SOJA E TRIGO: saca sobe no Paraná e em Paranaguá nesta terça-feira (25)

Soja é negociada a R$ 146,31 no mercado paranaense e a R$ 153,86 em Paranaguá; trigo recua nos dois estados

Mantenha seu site sempre atualizado com nossos conteúdos. Saiba mais sobre nosso widget de publicações.

Cadastre e configure

O preço do café arábica abre esta terça-feira, vinte e cinco de agosto, com alta de um vírgula vinte e sete por cento. A saca de sessenta quilos é negociada a mil oitocentos e vinte e seis reais e cinquenta e oito centavos, em São Paulo.

O café robusta também registra alta, de zero vírgula sessenta e quatro por cento, com a saca comercializada a mil e cinquenta e oito reais e setenta e um centavos.

No mercado do açúcar cristal, a alta é de um vírgula zero nove por cento na capital paulista. A saca de cinquenta quilos custa cento e cinco reais e cinquenta e um centavos.

Em Santos, o açúcar registra queda de zero vírgula sessenta e quatro por cento, com a mercadoria negociada a cento e vinte e cinco reais e oitenta e sete centavos, na média de preços sem impostos.

Já a saca de sessenta quilos do milho é vendida a sessenta e oito reais e dezenove centavos, após alta de zero vírgula quarenta e três por cento.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Sophia Muniz.

A saca de sessenta quilos da soja inicia esta terça-feira, vinte e cinco de agosto, com alta no interior do Paraná e na região litorânea de Paranaguá.

No mercado paranaense, o grão registra valorização de zero vírgula vinte e sete por cento, com a saca negociada a cento e quarenta e seis reais e trinta e um centavos.

Em Paranaguá, a alta foi de zero vírgula doze por cento, levando a cotação para cento e cinquenta e três reais e oitenta e seis centavos.

No mercado de trigo, os preços registram redução nos dois estados pesquisados.

No Paraná, a tonelada do cereal é comercializada a mil quatrocentos e trinta e oito reais e noventa e nove centavos. Já no Rio Grande do Sul, o produto é vendido a mil trezentos e vinte e três reais e noventa e três centavos.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Sophia Muniz.

O preço do boi gordo permanece estável nesta terça-feira, vinte e cinco de agosto. Em São Paulo, a arroba é negociada a trezentos e quarenta e três reais e vinte centavos.

No mercado de frango, os preços apresentam alta. O quilo do frango congelado é vendido a sete reais e vinte e nove centavos, enquanto o frango resfriado está cotado a sete reais e vinte e seis centavos.

Já a carcaça suína especial registra queda nos atacados da Grande São Paulo, com o quilo comercializado a sete reais e vinte e sete centavos.

Entre os estados pesquisados, o suíno vivo também apresenta declínio em Santa Catarina, onde o quilo é negociado a quatro reais e sessenta e nove centavos.

Os dados são do Cepea.

Reportagem, Sophia Muniz.