16 OUTUBRO 2026
Publicação da emenda
A publicação no Diário Oficial da União inicia a contagem dos prazos de transição.
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Baixar áudioO fim da escala 6x1 exigirá que as empresas reorganizem turnos, folgas e jornadas de trabalho para se adaptar às novas regras, sem reduzir os salários dos empregados. A previsão está na Emenda Constitucional nº 141, promulgada em 16 de outubro de 2026. A medida estabelece a adoção de dois dias de descanso semanal remunerado e a redução gradual da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
Diante das mudanças, o especialista em contabilidade Danilo Brandão destaca que os empregadores precisam ficar atentos às novas regras e aponta os principais aspectos que devem ser considerados no planejamento das equipes e na organização das operações.
Um dos pontos centrais é o cumprimento do cronograma de transição, que se estende por 14 meses a partir da publicação da emenda no Diário Oficial da União, ocorrida em 16 de outubro deste ano.
“O primeiro ponto que você precisa ter em mente é, existe um período de transição para a implementação completa da escala 5x2 no Brasil. O marco inicial desse período é a publicação da emenda constitucional que trouxe o fim da escala 6x1”, explica o especialista.
Veja as datas previstas para a implementação das novas regras de jornada.
16 OUTUBRO 2026
A publicação no Diário Oficial da União inicia a contagem dos prazos de transição.
16 DEZEMBRO 2026
42h/semana
Jornada máxima semanal e dois dias de descanso remunerado.
16 DEZEMBRO 2027
40h/semana
Redução da jornada máxima ao fim do período de transição previsto.
Dois meses após a publicação da emenda, a jornada máxima semanal será reduzida de 44 para 42 horas, com a garantia de dois dias de descanso remunerado por semana.
“Com isso, iniciou-se a transição, que terá um período total de 14 meses, onde ao final do segundo mês você precisará começar a conceder duas folgas semanais para o funcionário, e para aqueles que trabalham 44 horas semanais, reduzir essa jornada para 42 horas semanais”, pontua Brandão.
Ao final da transição, após mais 12 meses, o limite da jornada será reduzido de 42 para 40 horas semanais, mantendo os dois dias de descanso.
A distribuição das folgas também exige planejamento. A empresa poderá organizar os dias de descanso conforme as necessidades da operação, desde que respeite as regras legais e os acordos coletivos aplicáveis.
Segundo Brandão, as duas folgas não precisam, necessariamente, ser consecutivas. “Elas são definidas pela empresa, então, é o empresário quem vai definir os dois dias na semana que o funcionário irá folgar”, pontua Brandão.
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Outro aspecto que merece atenção é a elaboração das escalas das trabalhadoras. O artigo 386 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) prevê uma regra específica para o trabalho aos domingos, que deve ser observada na organização dos horários.
“Em relação às mulheres, na hora de fazer a montagem da escala, você precisa observar a regra do domingo da mulher. É uma regra que foi estabelecida pelo Tribunal Superior do Trabalho, que diz que as mulheres deverão folgar aos domingos, pelo menos a cada 15 dias”, enfatiza.
Dados divulgados pelo Senado, com base em levantamentos do Ministério do Trabalho e Emprego, indicam que a mudança afeta diretamente 14,9 milhões de trabalhadores que cumprem a escala 6x1, o equivalente a cerca de um terço dos empregados formais com jornada identificada no país.
Ao todo, 38,6 milhões de profissionais trabalham mais de 40 horas por semana. Eles estão concentrados principalmente nos setores de comércio, serviços, indústria e logística.
A Emenda Constitucional nº 141, relacionada às propostas de emenda à Constituição (PECs) 221/2019 e 8/2025, foi promulgada após aprovação no Senado por 75 votos favoráveis e um contrário.
A emenda estabelece que, após dois meses da publicação, deixam de valer as cláusulas de acordos e convenções coletivas que contrariem as novas regras sobre jornada e descanso semanal.
A norma também permite que acordos ou convenções coletivas estabeleçam regimes compensatórios, com média de dois dias por semana no mês e pelo menos um dia de descanso a cada sete.
Além disso, durante a transição, acordos e convenções coletivas poderão ampliar a jornada diária para viabilizar a distribuição das 42 horas semanais, respeitando as regras de descanso previstas na Constituição.
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Baixar áudioO Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou, nesta terça-feira (20) que o México suspendeu as importações de aves vivas, carne e miúdos de aves, ovos férteis, pintinhos de até três dias e aves canoras, ornamentais ou de rapina destinadas à comercialização, além de aves de companhia provenientes de todo o Brasil. A medida foi tomada após o registro de um surto da Doença de Newcastle (DNC) em uma granja de Santa Catarina.
Já a China suspendeu a carne de aves catarinense, enquanto o Chile interrompeu a compra de ovos, pintinhos de um dia, aves ornamentais, carne fresca de aves e produtos com carne fresca de aves do estado. O Mapa informa que, no caso chinês, a restrição foi limitada após negociação conduzida pelo governo brasileiro, o que evitou a suspensão para todo o território nacional.
A situação dos demais mercados segue em monitoramento, uma vez que eventuais restrições seguem os protocolos sanitários bilaterais estabelecidos nos acordos comerciais assinados pelos países parceiros. Cada nação decide se interrompe ou não a importação conforme as cláusulas existentes, que pode atingir o país, o estado ou apenas o município afetado. O nível e a duração do embargo depende da agilidade na contenção do foco.
Para o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, a transparência é o caminho para limitar o impacto: "O Brasil, de maneira muito transparente, o Ministério da Agricultura, a CIDASC e a secretaria local, já fizeram as ações de contenção e também vão fazer as comunicações aos países importadores para que, daquilo que já está estabelecido nos protocolos de acordo sanitário, possa haver uma regionalização que cause o mínimo de ruptura possível nas exportações brasileiras", disse.
Em 18 de outubro, o Mapa confirmou um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de corte de perus em Nova Itaberaba, em Santa Catarina. A ocorrência foi identificada durante investigação epidemiológica do Serviço Veterinário Oficial do estado e confirmada pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como referência internacional para o diagnóstico da doença.
A confirmação veio após a coleta de amostras entre 21 de setembro e 14 de outubro e a realização das análises laboratoriais. O estabelecimento tem cerca de 6 mil perus de corte, que permaneceram na propriedade e não foram destinados à produção de carne para consumo. A granja foi interditada com a suspensão da movimentação de aves. As medidas incluem a eliminação do foco por depopulação das aves, seguida de limpeza, desinfecção e demais protocolos da OMSA, conforme o Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle, executado pelo Mapa em conjunto com o serviço veterinário catarinense.
Como parte da contenção, será feito monitoramento epidemiológico em uma área de restrição que abrange Nova Itaberaba e os municípios vizinhos de Coronel Freitas, Nova Erechim e Águas Frias. A operação prevê o acompanhamento de cerca de 133 propriedades, com visitas, avaliação clínica das aves e coleta de amostras para análise no LFDA-SP. Por ora, não haverá recolhimento de produtos nem devolução de aves que já tenham saído de outras propriedades da região. A ocorrência será notificada à OMSA e aos parceiros comerciais do Brasil.
Em coletiva de imprensa na segunda-feira (19), em Brasília, o ministro André de Paula afirmou que o foco foi identificado no âmbito da vigilância sanitária ativa e destacou a integração entre o Mapa e as autoridades de Santa Catarina. Ele também reforçou que não há risco à saúde humana no consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial.
A Doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa e frequentemente grave, registrada em todo o mundo, que afeta mais de 200 espécies de aves domésticas e silvestres. É causada por vírus virulento do paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1), conforme os critérios da OMSA. Provoca sinais respiratórios, nervosos e digestivos, como espirros, respiração ofegante, asas caídas, pernas distendidas, torção de cabeça e pescoço, falta de apetite e diarreia esverdeada, com mortalidade que pode chegar a 100% do lote, dependendo da virulência do vírus.
A transmissão entre as aves ocorre principalmente pelo ar e também pelas fezes de animais doentes. Não há tratamento e a medida recomendada é eliminar o lote o mais rápido possível. Em humanos, a doença pode causar conjuntivite leve e de curta duração, mas a infecção é pouco comum e só ocorre em contato direto e próximo com secreções respiratórias de aves doentes.
A prevenção inclui manter as aves protegidas nas granjas, sem contato com outras espécies e aves silvestres, restringir visitantes, usar desinfetantes e seguir o programa de vacinação. No Brasil, a vacinação é exigida apenas para aves de vida longa, como reprodutoras e poedeiras, embora algumas empresas também vacinem frangos de corte.
Quem encontrar aves mortas ou com dificuldade de locomoção, descoordenação motora, torção de pescoço ou problemas respiratórios deve manter distância, não tocar nos animais e acionar o Serviço Veterinário Oficial.
O último foco em granja comercial no Brasil foi registrado em julho de 2024, em Anta Gorda, no Rio Grande do Sul. Na ocasião, o Mapa declarou estado de emergência zoossanitária no estado por 90 dias e suspendeu preventivamente as exportações de carne de aves e seus produtos, em atendimento aos requisitos de certificados sanitários com 44 países. Em 25 de julho de 2024, o ministério notificou à OMSA o fim do foco.
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Baixar áudioEmpreendedoras do Distrito Federal se reuniram nesta terça-feira (20), em Brasília, para apresentação da Rede Parlamentar Mista de Políticas Femininas, que teve a participação da governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição Celina Leão (PP-DF), além de senadores e deputados. Promovido pelo Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura do Distrito Federal (CMEC-DF), vinculado à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), o evento teve como objetivo debater pautas relevantes para a agenda político-econômica local e nacional voltada às mulheres.
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo Sebrae, mostram que o Brasil tem 10,4 milhões de mulheres à frente de negócios. Apesar da contribuição para a geração de empregos, a renda das famílias e o desenvolvimento econômico local, as empreendedoras ainda recebem menos do que os homens e enfrentam obstáculos para expandir suas atividades.
A rede parlamentar foi criada na semana passada e traz as principais demandas do setor produtivo ligadas às políticas femininas. A agenda reúne medidas para ampliar o acesso das mulheres ao crédito e à qualificação profissional, garantir uma fonte permanente de recursos para o empreendedorismo feminino e proteger o patrimônio das mulheres, com ações de enfrentamento à violência doméstica e de gênero.
Durante o evento, o CMEC entregou a Celina Leão uma carta-compromisso para integrar a Rede Parlamentar Mista de Políticas Femininas. De caráter suprapartidário, a iniciativa busca transformar as demandas das mulheres empresárias em políticas públicas, por meio da articulação entre parlamentares de diferentes partidos e lideranças empresariais. O documento também foi entregue a deputadas, senadoras e representantes do setor empresarial presentes.
A governadora afirmou que seu gabinete continuará promovendo iniciativas voltadas às mulheres empreendedoras do Distrito Federal.
“Eu sei que é um apoio institucional, e que tem uma cobrança institucional, mas você pode ter certeza que o meu gabinete irá promover cada vez mais mulheres empreendedoras aqui no Distrito Federal.”
Celina também reafirmou o compromisso de criar condições favoráveis ao desenvolvimento dos negócios liderados por mulheres.
“Nós temos compromisso com as nossas mulheres, com o empreendedorismo. Para que aqui não seja só o melhor lugar para se nascer e para se viver menina e mulher. Mas para que seja o melhor lugar para as mulheres empreendedoras do Brasil e do mundo. Será o Distrito Federal.”
A presidente do CMEC, Ana Cláudia Badra Cotait, destacou a adesão de parlamentares à rede e ressaltou a importância da articulação entre a iniciativa privada e o Poder Legislativo para avançar nas pautas do empreendedorismo feminino.
“Para nós é muito importante essa rede, que conecta o setor privado com o Poder Legislativo. Isso é extremamente importante para que andem os projetos de lei, para que as políticas públicas realmente sejam cobradas e feitas”, afirmou.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também defendeu a integração entre parlamentares para fortalecer as políticas voltadas às mulheres e compartilhar experiências bem-sucedidas entre os estados.
“Reunir as mulheres todas em uma frente parlamentar para discutir com assessoria técnica, com qualidade e já vendo o que está dando certo, trazendo para outros estados. Esse tipo de integração é mais que necessário”, pontuou.
Segundo Ana Cláudia, a rede articula com parlamentares o avanço de três projetos de lei relacionados à educação, ao enfrentamento da violência e à capacitação de mulheres.
“As parlamentares estão sendo comunicadas e convidadas a participar dessa rede. E eu tenho certeza que uma das nossas parlamentares aqui do DF vai criar a frente mista, Senado e Câmara, o que será um impacto que irá unir essas forças”, destacou.
Durante o encontro, Bia Kicis, eleita senadora pelo PL do Distrito Federal, recebeu do CMEC o pedido para criar a Frente Parlamentar Mista de Políticas Femininas. Ela se comprometeu a instituir o grupo e a se candidatar à presidência.
“Eu tenho certeza que nós faremos a diferença, faremos história e vamos cuidar de vocês. Nós estaremos lutando pelas mulheres, qualquer que seja a classe — A, B, C, D e E —, não importa, todas somos mulheres.”
Confira outras informações sobre a Rede Parlamentar Mista de Políticas Femininas no site do CMEC.
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Baixar áudioO El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, deve afetar o Brasil de formas diferentes no período entre 2026/2027. Segundo projeções da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o fenômeno também deve impactar a Região Sudeste com um recorte regional definido, com chuvas acima da média no sul e condições mais secas no norte. Em nota técnica, a instituição recomenda medidas para conservar a água e reduzir os efeitos do estresse hídrico e térmico.
As previsões da Embrapa apontam que, entre outubro e dezembro de 2026, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e a região centro-sul de Minas Gerais devem ter chuvas acima da média. Apesar de maior tendência a um período mais chuvoso, as localidades também podem permanecer expostas a picos pontuais de calor.
Já o norte de Minas Gerais, do Espírito Santo e fluminense tendem a enfrentar seca, com temperaturas acima da média. Nessas localidades mais secas, a instituição prevê um reflexo no aumento da evaporação e a perda de umidade do solo. Essa porção da região poderá enfrentar estiagens prolongadas, ondas de calor e acentuado déficit hídrico.
Entre os principais riscos à produção agropecuária do Sudeste estão os impactos à cafeicultura, por conta do déficit hídrico no enchimento de frutos; além de reflexos na pecuária leiteira e de corte, influenciados pelo estresse térmico.
As informações integram uma das cinco notas técnicas lançadas pela Embrapa, com orientações para as diferentes regiões do país e recomendações para a gestão de riscos climáticos associados ao El Niño 2026/2027.
Conforme a Embrapa, os principais riscos para a agropecuária são o déficit hídrico, as ondas de calor e o estresse térmico.
Considerando os períodos em que as produções podem estar mais vulneráveis ao fenômeno climático, a orientação é de que o planejamento da propriedade rural considere espaços de maior vulnerabilidade ao longo do evento, cujo pico do fenômeno vai de agosto a outubro de 2026.
A janela crítica do café vai do final de 2026 até o início de 2027, que é o momento decisivo para a floração e o enchimento dos grãos. Já a janela crítica dos grãos de verão abrange desde o quarto trimestre de 2026, afetando o estabelecimento e o desenvolvimento da soja e do milho da safra de verão.
No caso do milho safrinha, sendo a segunda safra 2027, é esperado que haja um efeito neutro favorável na janela de abril a maio de 2027. Nesse período, a instituição menciona que o fenômeno deverá estar em fase de dissipação.
Nos locais onde a chuva fica acima da média, a semeadura e o estabelecimento da soja e do milho de primeira safra podem ser favorecidos, assim como a formação dos frutos do café e a brotação da cana-de-açúcar.
Em relação ao Espírito Santo, o maior risco se concentra no café conilon das regiões Noroeste e Litoral Norte. Nesses locais, a previsão indica intensificação do déficit hídrico, além de risco de incêndios florestais e pressão sobre o abastecimento de água.
Em Minas Gerais e São Paulo, o calor também pode provocar estresse térmico na pecuária leiteira. Para o Rio de Janeiro, a Embrapa informa que há menos dados específicos. Nesse caso, a recomendação é intensificar o monitoramento das condições locais.
Segundo a Embrapa, o fenômeno exige estratégias diferentes para a agropecuária nas cinco regiões do país – resultando em riscos específicos e recomendações particularizadas.
Confira as principais recomendações para o Sudeste:
A Embrapa destaca, ainda, que é importante seguir obrigatoriamente as orientações e janelas de plantio do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a tomada de decisões, por meio do aplicativo Plantio Certo para definição das datas de semeadura. A instituição lembra que a utilização da tecnologia é pré-requisito para acesso ao Proagro e ao Seguro Rural.
Confira as orientações da Embrapa para alguns cultivos na Região Sudeste:
Cafeicultura
Milho, sorgo e soja
Pecuária leiteira e de corte
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), disponibilizou uma página online com informações sobre o El Niño e os impactos do fenômeno climático na agricultura e na pecuária brasileira.
O objetivo é apoiar ações de prevenção, preparação e redução de riscos climáticos no campo.
A plataforma reúne dados e orientações que podem ser consultados pelo produtor antes do início do cultivo ou da contratação de crédito rural. A proposta é dar suporte à tomada de decisões e contribuir para a redução dos riscos relacionados ao clima.
A página especial El Niño Agro está disponível no portal do Ministério da Agricultura, em: www.gov.br/agricultura.
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Baixar áudioA Câmara dos Deputados aprovou, na quinta-feira (15), o Projeto de Lei 1.123/2025, que altera a Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080/1990) para que as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) passem a aceitar exames realizados em clínicas, laboratórios e outros serviços privados. A votação foi simbólica, sem registro de placar. O projeto agora segue para o Senado, que atuará como Casa revisora.
A proposta, apresentada em março de 2025 pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), busca evitar que o paciente tenha de refazer, na rede pública, um exame que já pagou na rede privada. Na avaliação do autor, a recusa desses exames por hospitais públicos atrasa tratamentos, inclusive cirúrgicos, e gera duplicidade de procedimentos e uso ineficiente de recursos. A deputada Bia Kicis (PL-DF) afirmou que a medida desburocratiza o acesso e evita que exames percam a validade, o que obrigaria o paciente a pagar de novo do próprio bolso.
O texto aprovado é um substitutivo do relator, Rodrigo Valadares (PL-SE), construído após negociação com o governo. Pela versão aprovada, os exames privados só serão aceitos se respeitarem os prazos de validade, os requisitos técnicos e os padrões de qualidade definidos pelo SUS. Os critérios detalhados dependerão de regulamentação posterior.
O governo havia se oposto inicialmente ao projeto, sob o argumento de que a medida poderia beneficiar quem tem condições de pagar e, com isso, furar a fila do SUS. A exigência de padrões definidos pelo próprio sistema foi uma sugestão do governo, acolhida pelo relator. O líder da federação PT, PV e PCdoB, Pedro Uczai (PT-SC), chegou a propor que a aceitação ficasse a critério da equipe médica, mas o relator manteve a obrigatoriedade, argumentando que ela não impede o médico de pedir novos exames. Segundo Uczai, a bancada votou a favor do texto porque a regulação, o controle técnico e a fiscalização seguem sob responsabilidade do SUS.
No Senado, o projeto será analisado pelas comissões e depois pelo Plenário. Se os senadores alterarem o texto, ele volta à Câmara; se o aprovarem sem mudanças, segue para sanção presidencial. Enquanto isso, as regras atuais continuam valendo em todas as unidades do SUS.
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Baixar áudioA Comissão de Assuntos Sociais pode votar o Projeto de Lei 485/2020, que visa dar mais segurança a motoristas e usuários de aplicativo. O texto, de autoria da senadora Leila Barros (PDT-DF), altera a Lei 12.587/2012, referente à Política Nacional de Mobilidade Urbana, e estabelece novas obrigações para as empresas do setor.
Entre as medidas previstas na proposta, os motoristas de aplicativo poderão recusar corridas para terceiros. Nesses casos, a plataforma deverá exigir a apresentação de documento de identificação do passageiro no ato da solicitação e enviar as informações ao condutor antes do início do trajeto.
O projeto também determina a proibição da cobrança em dinheiro feita diretamente ao motorista, tornando obrigatório o uso de pagamento remoto pelas plataformas. Além disso, o texto permite que os condutores delimitem previamente a área geográfica de atuação e exige das empresas o monitoramento de rotas para identificar desvios não previstos e emitir alertas de segurança durante a viagem.
Na justificativa do projeto, a senadora indica que o recebimento de dinheiro em espécie aumenta a exposição dos condutores a ações criminosas. A matéria recebeu parecer favorável do relator na Comissão de Ciência e Tecnologia, senador Flávio Arns (PSB-PR), que considerou as medidas de fácil implementação.
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Baixar áudioEmpresas brasileiras do setor audiovisual poderão negociar projetos e prospectar parcerias internacionais durante a 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, realizada de 14 a 29 de outubro. Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos organizou o ApexBrasil Business Hub, espaço voltado a reuniões de negócios e ao contato com delegações estrangeiras, como parte da programação do VI Encontro de Ideias Audiovisuais.
O intuito da iniciativa é ampliar as oportunidades de negócios em áreas como produção, distribuição, coprodução e prestação de serviços especializados. De acordo com a Agência, estão previstas delegações do Reino Unido, da China, da Argentina e da França, que poderão conhecer projetos e empresas brasileiras.
A diretora de Negócios da ApexBrasil, Maria Paula Velloso, enfatiza que a expectativa é que as produtoras brasileiras sejam contempladas com negócios internacionais.
“Queremos transformar a presença de profissionais internacionais na mostra em oportunidades concretas para o audiovisual brasileiro. Nosso objetivo é criar um ambiente em que as empresas possam apresentar seus projetos, identificar parceiros e estabelecer conexões que resultem em novos negócios”, afirma.
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A Mostra reúne filmes de diferentes países e promove discussões sobre tendências, narrativas e mudanças no setor cinematográfico. O VI Encontro de Ideias Audiovisuais, por sua vez, terá atividades voltadas ao mercado e à criação de novas parcerias.
A programação contará ainda com um painel da ApexBrasil sobre a contribuição do audiovisual para a balança comercial brasileira. A Agência destaca que o setor não se limita à venda de filmes e séries, já que também envolve serviços de distribuição, coprodução, tecnologia, locações e infraestrutura para filmagens. Essas atividades, segundo a ApexBrasil, podem gerar empregos qualificados e receitas provenientes do exterior.
“O audiovisual é uma indústria criativa, mas também é uma indústria de serviços, tecnologia e negócios internacionais. Quando uma produção estrangeira encontra no Brasil profissionais, infraestrutura, locações e empresas capazes de atender às suas necessidades, estamos falando também de exportação de serviços e de geração de valor para a economia brasileira”, afirma Maria Paula.
A participação na mostra faz parte da estratégia da ApexBrasil para ampliar a presença da economia criativa brasileira no mercado internacional. O intuito é fortalecer a atuação do país tanto na produção de conteúdo quanto no desenvolvimento de parcerias para projetos audiovisuais em âmbito global.
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Baixar áudioO Brasil chega à SIAL Paris (Salon International de l'Alimentation, em francês), de 17 a 21 de outubro, com uma delegação de 156 empresas coordenadas em conjunto pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e parceiros. A expectativa é alcançar US$ 3,5 bilhões em negócios imediatos e contratos futuros.
Das 156 companhias, 109 são coordenadas pela ApexBrasil, incluindo dez cooperativas, 22 pela ABIEC e 25 pela ABPA. Estarão lado a lado grandes cadeias exportadoras, médias e pequenas empresas e cooperativas da agricultura familiar, todas em busca de ampliar a presença de produtos brasileiros no mercado europeu. Isso vale tanto para os que já contam com tarifas zeradas ou reduzidas quanto para os que têm potencial de conquistar espaço nas prateleiras.
O grande destaque desta edição é a estreia das dez cooperativas da agricultura familiar, que terão estandes próprios pela primeira vez, com apoio da ApexBrasil. A ação integra o programa Cooperar para Exportar e leva à feira produtos associados à biodiversidade brasileira, à sustentabilidade, ao comércio justo, à bioeconomia e ao desenvolvimento regional.
"Estamos levando para um dos principais palcos mundiais de alimentos produtos que expressam a diversidade e a biodiversidade brasileiras dentro das tendências globais de consumo. É uma oportunidade para mostrar que a agricultura familiar brasileira pode e deve ocupar espaços cada vez maiores no comércio global, com produtos de qualidade, origem, sustentabilidade e valor agregado, além de aproximar essas cooperativas de compradores internacionais e gerar negócios", afirma o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller.
O evento é a primeira edição após a entrada em vigor provisória, em 1º de maio de 2026, do Acordo Provisório de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a corrente de comércio entre Brasil e UE alcançou US$ 49,7 bilhões entre maio e setembro de 2026. As exportações brasileiras somaram US$ 27,2 bilhões, alta de 30,6% sobre o mesmo período de 2025. As importações chegaram a US$ 22,5 bilhões, crescimento de 3,1%, o que resultou em superávit de US$ 4,7 bilhões.
A França, sede da feira, é a segunda maior economia da UE, com PIB de US$ 3,4 trilhões, população de 66,7 milhões de habitantes e US$ 762 bilhões em importações de bens em 2024. O Perfil de Comércio e Investimentos (PCI) França 2026, da área de Inteligência da ApexBrasil, identificou 407 oportunidades comerciais para produtos brasileiros. Em 2025, o comércio bilateral somou US$ 10,3 bilhões, dos quais US$ 3,1 bilhões foram exportações brasileiras.
A SIAL Paris (Salon International de l'Alimentation) é considerada a maior feira profissional do setor agroalimentar do mundo. São esperados cerca de 295 mil profissionais de aproximadamente 194 países, entre importadores, distribuidores, varejistas, redes de supermercados, indústrias, profissionais de foodservice, restaurantes, hotéis e tomadores de decisão, em busca de novos produtos, fornecedores e tendências.
O Brasil estreou na feira em 2008, com 80 empresas, e chegou a 110 em 2010. Nas edições seguintes, foram 82 em 2012, 84 em 2014, 102 em 2016 e 128 em 2018. Em 2020, a participação caiu para 70 empresas por causa da pandemia, e depois subiu para 130 em 2022 e 139 em 2024. Com 156 empresas, 2026 tem o maior número da história. O valor de negócios gerados passou de US$ 603 milhões em 2008 para US$ 3,2 bilhões em 2024.
A feira funciona das 10h às 18h30. No dia 17, a abertura oficial da SIAL Paris ocorre às 10h, e a do Pavilhão Brasil, às 11h, no Hall 4, com o presidente da ApexBrasil, representantes do corpo diplomático, entidades setoriais, cooperativas, empresas e parceiros. O público poderá conhecer e provar produtos de cooperativas que refletem diferentes biomas, territórios e cadeias produtivas. Às 12h, Müller concede entrevista e, às 13h, visita os pavilhões nos Halls 4, 5, 6 e 8.
De 18 a 21 de outubro, as manhãs reservam entrevistas com integrantes das cooperativas que participam pela primeira vez, com a delegação focada em inovação e com a vencedora do SIAL Innovation Awards 2026, além de visita ao Brazil Trade Lounge (BTL), voltado a comerciais exportadoras. A vencedora é a AMZ Tropical, fabricante de bebidas fundada na Amazônia e única brasileira entre as 28 premiadas, na categoria Bebidas. Ao meio-dia há degustações no Pavilhão Brasil, e as tardes são dedicadas a visitas aos pavilhões e a agendamentos prévios com participantes.
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Baixar áudioVinte empresas brasileiras de tecnologia vão participar do Gartner IT Symposium/Xpo, de 19 a 22 de outubro, em Orlando, nos Estados Unidos. A missão é organizada pelo Brasil IT+, projeto setorial executado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em parceria com a Softex. A iniciativa busca ampliar o acesso das companhias nacionais ao mercado norte-americano.
Esta será a 21ª participação consecutiva da delegação no encontro, voltado a diretores de informação (CIOs) e outros executivos de tecnologia da informação. A programação inclui atividades para aproximar as empresas brasileiras de potenciais compradores e parceiros comerciais.
“Nossa presença contínua amplia a visibilidade das nossas organizações e facilita o acesso a decisores e potenciais compradores. Ao longo dos anos, essa participação também tem contribuído para reduzir assimetrias de informação e construir relações de confiança com o mercado norte-americano”, afirma Gabriela Silva, líder da célula de Internacionalização da Softex.
A organização prevê reunir mais de 8,8 mil CIOs e líderes seniores nesta edição. Ao longo dos quatro dias, mais de 140 especialistas do Gartner e representantes de 180 provedores de soluções participarão de mais de 350 sessões.
Os debates abordarão temas como inteligência artificial (IA), transformação e valor dos negócios, cibersegurança, experiência do cliente, análise de dados, liderança executiva e estratégia.
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Com o tema “Impulsionar a inteligência” (Ignite Intelligence), o evento deste ano terá como foco o avanço da inteligência artificial e seus impactos nas organizações. A programação leva em conta a avaliação de que a tecnologia deixou de ser apenas um diferencial competitivo e passou a integrar a infraestrutura das empresas.
Nesse cenário, os líderes precisam combinar capacidades humanas e artificiais para gerar valor, aumentar a agilidade e responder às mudanças do mercado.
A delegação brasileira é composta por Apura, Argotechno, ART IT, CI&T, ConquestOne, CWS Platform, Digibee, Exata, Fenix DFA, Insi, Levva, Nexforce, Numen, Orange Testing, Pappsales, Pulsus, R/Pulse, Grupo Stefanini, VTX365 e Zamak.
A programação do Brasil IT+ também prevê apresentações de executivos da Insi, do Grupo Stefanini, da Digibee e da CI&T. As sessões vão discutir os fatores que diferenciam organizações líderes em inteligência artificial, a influência da cultura empresarial na geração de valor com a tecnologia, o uso da IA para reduzir dificuldades de integração entre sistemas e as mudanças nos modelos de trabalho.
As apresentações buscam ampliar o contato das empresas brasileiras com CIOs, executivos e parceiros que participarão do evento.
Segundo o fundador e CEO global do Grupo Stefanini, Marco Stefanini, participar do Gartner é estratégico, tanto pela capacidade do evento de antecipar tendências quanto pelo acesso ao mercado norte-americano.
“Em nossa sessão, mostraremos por que, com a crescente comoditização dos grandes modelos de linguagem, a arquitetura técnica e de negócios se torna o diferencial para transformar a IA em valor. A presença contínua da Softex, por meio do Brasil IT+, também ajuda a construir posicionamento e confiança para as empresas brasileiras”, enfatiza.
Já Rodrigo Bernardinelli, CEO da Digibee, comenta que a IA agêntica amplia o que é possível fazer, mas seu avanço ainda esbarra em limitações operacionais e nos desafios da gestão da mudança. “No Gartner, discutiremos como desenvolver integrações confiáveis por agentes e preparar as equipes para trabalhar com essa tecnologia”, diz.
A participação no encontro faz parte da estratégia do Brasil IT+ de aproximar empresas brasileiras de tecnologia do mercado dos Estados Unidos. Na edição de 2025, a delegação contabilizou mais de 740 contatos comerciais, envolvendo potenciais clientes, parceiros e oportunidades de negócios.
O Gartner IT Symposium/Xpo reúne CIOs e outros executivos de tecnologia da informação para discutir tendências e estratégias que contribuam para a transformação digital das organizações. As conferências também abordam maneiras de aproveitar o potencial da inteligência artificial e de conduzir mudanças nos negócios.
A ApexBrasil trabalha para promover produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia nacional.
Entre as iniciativas da entidade estão missões comerciais e prospectivas, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em feiras internacionais e visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva do país. Essas ações buscam ampliar as exportações, fortalecer a marca Brasil e valorizar a oferta nacional no mercado internacional.
A agência também atua em parceria com instituições públicas e privadas para atrair investimentos estrangeiros diretos (IED), com foco no desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e da economia do país.
Sediada em Brasília, a Softex atua há mais de duas décadas na criação e gestão de programas com alcance internacional. A entidade coordena o Sistema Softex, formado por 21 agentes regionais distribuídos por 13 estados e o Distrito Federal. Também conta com 22 instituições de ciência e tecnologia (ICTs) credenciadas e 19 aceleradoras parceiras, além de beneficiar cerca de 4 mil startups e mais de 6 mil empresas.
A organização trabalha com empresas privadas, governos federal, estaduais e municipais, centros acadêmicos e instituições de fomento. Sua atuação busca conectar governo, academia e setor privado para promover o desenvolvimento por meio da inovação e da transformação digital.
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Baixar áudioO candidato Lorenzo Pazolini (Republicanos) aparece com 52% dos votos válidos na disputa pelo governo do Espírito Santo, contra 48% de Ricardo Ferraço (MDB), segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (20). A diferença de quatro pontos percentuais indica uma vantagem numérica de Pazolini, mas os candidatos estão no limite do empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.O segundo turno das eleições está marcado para o próximo domingo, 25 de outubro.
Na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Lorenzo Pazolini registra 46% das intenções de voto, enquanto Ricardo Ferraço aparece com 43%.
Outros 8% dos eleitores afirmam que pretendem votar em branco ou anular o voto. Os que não sabem ou preferem não responder representam 3%.
Já na pesquisa espontânea, quando os entrevistados dizem em quem pretendem votar sem receber uma lista de candidatos, Pazolini aparece com 45%, contra 42% de Ferraço. Nesse cenário, 8% declaram voto branco ou nulo e 5% não sabem ou não respondem.
Os votos válidos, utilizados pela Justiça Eleitoral para determinar o resultado das eleições, excluem os votos brancos e nulos.
A pesquisa revela diferenças no comportamento do eleitorado de acordo com o gênero e a faixa etária.
Entre os homens, Lorenzo Pazolini registra 50% das intenções de voto, contra 41% de Ricardo Ferraço. Entre as mulheres, o cenário se inverte: Ferraço aparece com 45%, enquanto Pazolini tem 42%.
As diferenças também são expressivas entre as faixas etárias.
Entre os eleitores de 16 a 34 anos, Pazolini alcança 51% das intenções de voto, contra 39% de Ferraço, uma vantagem de 12 pontos percentuais.
Na faixa de 35 a 59 anos, a disputa é mais equilibrada. Pazolini aparece com 46% e Ferraço, com 43%.
Já entre os eleitores com 60 anos ou mais, Ricardo Ferraço lidera numericamente, com 48%, contra 39% de Lorenzo Pazolini.
Os resultados indicam que Pazolini apresenta melhor desempenho entre os eleitores mais jovens, enquanto Ferraço encontra maior apoio entre os mais velhos.
O levantamento também mostra as diferenças nas intenções de voto de acordo com a renda familiar dos entrevistados.
Entre os eleitores que recebem até dois salários mínimos, Ricardo Ferraço aparece à frente, com 50%, contra 42% de Lorenzo Pazolini.
O cenário se inverte entre os entrevistados com renda de dois a cinco salários mínimos. Nesse grupo, Pazolini alcança 52% das intenções de voto, enquanto Ferraço registra 38%. A vantagem é de 14 pontos percentuais, a maior observada entre as três faixas de renda analisadas.
Entre os eleitores com renda superior a cinco salários mínimos, Pazolini também lidera numericamente, com 46%, contra 39% de Ferraço.
Nesse último grupo, 12% dos entrevistados afirmam que pretendem votar em branco ou anular o voto, percentual superior ao registrado nas demais faixas de renda.
Apesar de aparecer à frente nas intenções de voto, Lorenzo Pazolini apresenta uma rejeição numericamente maior que a de Ricardo Ferraço.
Segundo a pesquisa, 25% dos entrevistados afirmam que não votariam em Pazolini, enquanto 22% dizem que não votariam em Ferraço.
Outros 16% rejeitam os dois candidatos. Já 37% afirmam não rejeitar nenhum deles.
A diferença de três pontos percentuais entre os índices de rejeição também está dentro da margem de erro da pesquisa.
Segundo o levantamento, 89% dos eleitores afirmam que já definiram em quem votarão no segundo turno. Outros 11% dizem que ainda podem mudar de opinião.
Entre os eleitores de Lorenzo Pazolini, 80% afirmam que não mudariam de candidato de maneira alguma. Outros 14% dizem que dificilmente mudariam, enquanto 6% admitem a possibilidade de votar em Ricardo Ferraço.
Entre os apoiadores de Ferraço, 77% afirmam que não mudariam de voto de jeito nenhum. Outros 16% consideram difícil uma mudança, enquanto 7% admitem a possibilidade de votar em Pazolini.
Os números mostram um eleitorado com alto grau de definição às vésperas da votação, embora ainda exista uma parcela de eleitores que admite mudar de candidato.
A pesquisa Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores do Espírito Santo entre 15 e 19 de outubro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
O levantamento foi divulgado em 20 de outubro e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número ES-06599/2026.
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Baixar áudioO candidato Omar Aziz (PSD) lidera a disputa pelo governo do Amazonas, com 53% dos votos válidos, contra 47% da Professora Maria do Carmo (PL), segundo pesquisa RealTime Big Data divulgada nesta terça-feira (20). A diferença é de seis pontos percentuais, a cinco dias do segundo turno das eleições, marcado para domingo (25).
Na pesquisa estimulada, quando os entrevistados recebem os nomes dos candidatos, Omar Aziz aparece com 46% das intenções de voto, enquanto Maria do Carmo registra 41%. Outros 11% afirmam que pretendem votar em branco ou anular o voto, e 2% não souberam ou não responderam.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, Omar Aziz tem 44% e Maria do Carmo, 40%. Nesse cenário, 11% declaram voto branco ou nulo, enquanto 5% não sabem ou não respondem.
A pesquisa mostra diferenças nas intenções de voto de acordo com o gênero e a idade dos entrevistados.
Entre as mulheres, Omar Aziz registra 48% das intenções de voto, contra 39% de Maria do Carmo. Já entre os homens, os dois candidatos aparecem empatados numericamente, com 44% cada.
A maior vantagem de Omar Aziz está entre os eleitores com 60 anos ou mais. Nesse grupo, o candidato do PSD alcança 56%, enquanto a adversária tem 33%, uma diferença de 23 pontos percentuais.
Entre os eleitores de 35 a 59 anos, Omar também lidera, com 48%, contra 41% de Maria do Carmo.
A candidata do PL, por sua vez, aparece numericamente à frente entre os mais jovens. Na faixa de 16 a 34 anos, Maria do Carmo registra 45%, enquanto Omar Aziz tem 40%.
Omar Aziz apresenta seu melhor desempenho entre aqueles que recebem até dois salários mínimos. Nesse grupo, o candidato do PSD tem 50% das intenções de voto, contra 36% de Maria do Carmo, uma vantagem de 14 pontos percentuais.
Entre os entrevistados com renda de dois a cinco salários mínimos, os candidatos estão empatados numericamente, com 43% cada.
Já entre os eleitores que recebem mais de cinco salários mínimos, a situação se inverte. Maria do Carmo lidera com 53%, contra 38% de Omar Aziz, uma diferença de 15 pontos percentuais.
Apesar de liderar as intenções de voto, Omar Aziz também apresenta o maior índice de rejeição.
Segundo a pesquisa, 40% dos entrevistados afirmam que não votariam no candidato do PSD. A rejeição à Professora Maria do Carmo é de 28%.
Outros 20% dizem rejeitar os dois candidatos, enquanto 12% afirmam não rejeitar nenhum deles.
Um dos principais resultados da pesquisa é o elevado percentual de eleitores que afirmam já ter escolhido seu candidato.
De acordo com o levantamento, 96% dos entrevistados dizem estar com o voto definido, enquanto apenas 4% afirmam que ainda podem mudar de opinião.
Entre os eleitores de Omar Aziz, 82% afirmam que não mudariam de candidato de jeito nenhum. Outros 14% dizem que dificilmente mudariam, enquanto 4% admitem a possibilidade de votar em Maria do Carmo.
O eleitorado da candidata do PL demonstra ainda maior firmeza na escolha. Entre os que declaram voto em Maria do Carmo, 94% afirmam que não mudariam de candidato de jeito nenhum, 4% dificilmente mudariam e apenas 2% admitem a possibilidade de votar em Omar Aziz.
Os números indicam que, embora Omar Aziz mantenha vantagem nas intenções de voto, Maria do Carmo apresenta um eleitorado proporcionalmente mais resistente à mudança.
O levantamento ouviu 1.600 eleitores do Amazonas entre os dias 15 e 19 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número AM-03112/2026.
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Baixar áudioA candidata Celina Leão (PP) lidera a disputa pelo Governo do Distrito Federal com 59% dos votos válidos, contra 41% de Leandro Grass (PT), segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (20). A diferença entre os dois candidatos é de 18 pontos percentuais, a cinco dias do segundo turno das eleições, marcado para domingo (25).
Na pesquisa estimulada, quando os entrevistados recebem os nomes dos candidatos, Celina aparece com 53% das intenções de voto, enquanto Grass registra 37%. Outros 8% afirmam que pretendem votar em branco ou anular o voto, e 2% não sabem ou não responderam.
Já na pesquisa espontânea, quando os entrevistados dizem em quem pretendem votar sem receber uma lista de candidatos, Celina tem 50% das intenções de voto, contra 36% de Grass. Nesse cenário, 10% declaram voto branco ou nulo, e 4% não sabem ou não responderam.
O levantamento mostra que Celina Leão está à frente de Leandro Grass em todos os grupos de idade analisados. A maior vantagem da candidata do PP aparece entre os eleitores com 60 anos ou mais, grupo em que registra 58% das intenções de voto, contra 30% do petista.
Entre os eleitores de 35 a 59 anos, Celina tem 55%, enquanto Grass aparece com 38%.
A disputa é mais equilibrada entre os jovens de 16 a 34 anos. Nessa faixa etária, Celina registra 46% das intenções de voto, contra 41% de Grass. A diferença é de cinco pontos percentuais.
Entre os homens, Celina Leão aparece com 54%, contra 34% de Leandro Grass, uma vantagem de 20 pontos percentuais. Entre as mulheres, a diferença diminui para 12 pontos: Celina tem 52% e Grass, 40%.
No recorte por renda, a candidata do PP apresenta sua maior vantagem entre os eleitores que recebem até dois salários mínimos. Nesse grupo, Celina registra 57% das intenções de voto, contra 32% de Grass.
Entre os entrevistados com renda de dois a cinco salários mínimos, os percentuais são de 56% para Celina e 34% para Grass.
Já entre aqueles que recebem mais de cinco salários mínimos, a disputa é mais apertada. Celina aparece com 49%, enquanto Grass alcança 42%, uma diferença de sete pontos percentuais.
Apesar da vantagem de Celina Leão nas intenções de voto, os dois candidatos apresentam índices de rejeição próximos.
Segundo o levantamento, 23% dos entrevistados afirmam que não votariam em Celina Leão, enquanto 22% rejeitam Leandro Grass.
Outros 23% dizem rejeitar os dois candidatos. Já 32% afirmam não rejeitar nenhum deles.
Os números mostram que, embora Celina lidere a disputa, a rejeição individual aos dois concorrentes está praticamente no mesmo patamar.
A pesquisa também indica um cenário de pouca disposição para mudanças na reta final da campanha. Segundo o Real Time Big Data, 93% dos entrevistados afirmam que já decidiram em quem votar. Apenas 7% dizem que o voto ainda não está definido.
Entre os eleitores de Celina Leão, 90% afirmam que não mudariam de candidato de jeito nenhum. Outros 6% dizem que dificilmente mudariam, enquanto 4% admitem a possibilidade de votar em Leandro Grass.
O cenário é semelhante entre os eleitores do petista. Nesse grupo, 88% afirmam que não mudariam de voto de jeito nenhum, 8% dizem que dificilmente mudariam e 4% admitem a possibilidade de votar em Celina.
O levantamento Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores do Distrito Federal entre os dias 15 e 19 de outubro de 2026.
A margem de erro informada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número DF-01691/2026.
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Baixar áudioPequenos municípios com pendências fiscais poderão continuar firmando convênios com o governo federal, mesmo que estejam inadimplentes. É o que prevê o Projeto de Lei Complementar (PLP) 190/2019, que altera a Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/2000). A proposta aguarda análise do Plenário da Câmara dos Deputados, após passar pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Segundo o especialista em orçamento público Cesar Lima, a medida diferencia a assinatura dos convênios do recebimento dos recursos financeiros. Na prática, a inadimplência não impediria a formalização do acordo, mas os repasses ficariam condicionados à regularização das pendências.
“Ele permite que o ente subnacional formalize um instrumento, contudo, condiciona que as parcelas financeiras oriundas desse instrumento só sejam repassadas ao ente no momento em que ele regularizar a sua situação de inadimplência. Alguns órgãos já vêm tomando esse entendimento como padrão e outros não. Então, se aprovado, vai uniformizar esse entendimento”, explica.
O projeto estabelece regras específicas para municípios com menos de 50 mil habitantes que ultrapassarem os limites legais de despesa com pessoal ou de dívida consolidada. O objetivo é evitar que essas cidades percam a oportunidade de firmar convênios e executar obras ou projetos por causa de restrições fiscais.
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Lima explica que, pelas regras atuais, a impossibilidade de celebrar um convênio pode fazer com que o município perca definitivamente o acesso a recursos previstos em um orçamento anterior, mesmo que regularize sua situação posteriormente.
“Hoje, se um ente subnacional fica impedido de conveniar por uma situação de inadimplência, vamos supor que vire o ano e ele perca aquele recurso que ele poderia ter conseguido para a realização de algum projeto, alguma obra no seu território, ele vai ter uma penalização perpétua, porque ele não consegue mais aquele recurso, uma vez que era de um orçamento passado. Então, esse PLP faz com que essa penalização não mais ocorra. O município pode conveniar e fica condicionado o recebimento dos recursos financeiros ao ajuste dessas inadimplências”, enfatiza Lima.
Entre as medidas previstas, o texto estabelece um prazo de um ano antes da inscrição do pequeno município no Cadastro Único de Convênios (Cauc), caso sejam ultrapassados os limites relativos à despesa total com pessoal ou à dívida consolidada. Durante esse período, também fica vedada a suspensão das transferências voluntárias da União para o município inadimplente.
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Baixar áudioAprovado pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados (CFT), o Projeto de Lei 1559/21 que fixa o piso salarial de R$ 6.500 para os farmacêuticos pode impactar os municípios em R$ 309 milhões por ano. O alerta é da Confederação Nacional de Municípios (CNM). A entidade aponta que a proposta não apresenta fonte de custeio adequada para financiar o piso salarial da categoria.
A confederação pondera que a ausência de fonte de custeio da medida contraria o disposto na Emenda Constitucional nº 128/2022, que veda a transferência de despesas relacionadas à prestação de serviços públicos aos entes federativos sem a correspondente previsão de recursos.
Segundo a entidade, cerca de oito a cada dez ocupações (82%) serão afetadas pela proposta. “A medida é especialmente grave diante de um cenário de aprovação de diversas pautas-bomba que têm asfixiado os entes locais”, avalia a confederação, em nota.
Após aprovação da CFT da Câmara, o texto seguiu para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Casa.
A CNM destaca que os Farmacêuticos integram equipes em todos os níveis de atenção à saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). A categoria realiza ações de assistência farmacêutica e dispensação de medicamentos, como nas farmácias básicas e de medicamentos especializados.
O texto garante adicional de 10% sobre o piso para quem atua como responsável técnico e estabelece o reajuste anual do valor com base na inflação (INPC). A CFT acolheu a versão aprovada pela Comissão de Seguridade Social e Família, que estendeu o benefício ao serviço público.
A CNM afirma que tem se mobilizado e alertado os parlamentares sobre o risco de aprovação do projeto para os cofres públicos municipais.
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Baixar áudioO boletim de setembro de 2026 da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) projeta um crescimento de 34% nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) em novembro, na comparação com outubro.
Em setembro, as transferências somaram R$ 34,3 bilhões, já descontada a parcela destinada ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O valor representa um aumento de 13,4% em relação a agosto, quando os repasses totalizaram R$ 30,3 bilhões.
Para outubro, a STN estima uma alta de 4,8% em relação a setembro. Já para dezembro, a projeção é de crescimento de 11% na comparação com novembro.
Os percentuais referentes a outubro, novembro e dezembro são estimativas, e não valores já transferidos ou garantidos. As variações comparam cada mês ao imediatamente anterior, sem considerar o desempenho no mesmo período de 2025.
O especialista em orçamento público Cesar Lima explica que parte do crescimento dos repasses do FPM e do FPE em 2026 está associada à inflação. Segundo ele, além das incertezas relacionadas ao processo eleitoral brasileiro, o cenário internacional tem pressionado os preços dos combustíveis.
“Isso acaba ecoando por toda a cadeia produtiva, desde o preço do frete até o preço final do que chega ao consumidor, desde uma blusa até o alimento que vai à mesa todos os dias”, afirma.
Nesse contexto, segundo o economista, a elevação dos preços pode contribuir para o aumento da arrecadação tributária e, consequentemente, dos valores distribuídos aos estados e municípios. Isso significa que parte do crescimento nominal dos repasses pode refletir a inflação, sem representar, necessariamente, uma expansão real da economia na mesma proporção.
Outro fator que contribui para as perspectivas de crescimento dos fundos, segundo o especialista, é o desempenho favorável do mercado de trabalho brasileiro.
“Nós temos uma situação de empregabilidade no Brasil muito favorável, o que aumenta, por conseguinte, a arrecadação do imposto de renda, que é um dos principais componentes do FPE e do FPM”, explica.
Como os fundos são abastecidos, entre outras fontes, por parcelas da arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o aumento das receitas desses tributos pode ampliar os recursos destinados aos governos estaduais e municipais.
Cesar Lima também destaca a influência da sazonalidade sobre a arrecadação tributária. Segundo ele, o comportamento das receitas varia ao longo do ano, conforme a atividade econômica e o calendário de consumo.
A proximidade da Black Friday, das compras de Natal e do período de férias tende a estimular as vendas em diferentes setores. Esse movimento pode contribuir para elevar a arrecadação de tributos e, consequentemente, influenciar os valores distribuídos pelo FPM e pelo FPE.
No primeiro decêndio de dezembro, os municípios recebem um repasse adicional de 1% do FPM. O recurso pode reforçar o caixa das prefeituras no encerramento do exercício financeiro, período marcado por compromissos como o pagamento do 13º salário dos servidores e o cumprimento de outras obrigações da administração municipal.
Para 2027, Cesar Lima projeta um início de ano mais lento do que o observado em 2026.
“Nós temos uma projeção de um início de ano mais lento do que aconteceu nesse ano de 2026. Talvez muito em decorrência das incertezas internas e externas no Brasil. Contudo, o crescimento real aconteceu em 2026, e isso para os municípios é de grande valia”, conclui.
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Baixar áudioO fim da escala de trabalho 6x1 para trabalhadores de empresas terceirizadas que prestam serviços aos municípios pode gerar um impacto de R$ 5,14 bilhões por ano nos cofres municipais. A estimativa é da Confederação Nacional de Municípios (CNM), com base em uma pesquisa realizada com gestores locais.
Segundo a entidade, o custo anual total da redução da jornada de trabalho pode chegar a R$ 6,6 bilhões, incluindo R$ 1,49 bilhão em despesas com a contratação direta de servidores.
O levantamento considera o texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê a redução do limite da jornada semanal de 44 para 40 horas.
O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, avalia que a mudança exigirá a ampliação das equipes das empresas terceirizadas para manter o atual nível de prestação dos serviços públicos. Segundo ele, esses custos adicionais deverão ser repassados às prefeituras, pressionando os orçamentos municipais.
“Os municípios já enfrentam orçamentos no limite e não têm recursos para custear essa medida. Sem uma previsão orçamentária devida, muitos serviços podem ser afetados, prejudicando a população”, alerta.
A pesquisa ouviu gestores de 2.146 municípios, o equivalente a 38,6% das cidades brasileiras. Do total de participantes, 75% afirmaram contratar serviços terceirizados.
A dependência desse modelo de contratação varia conforme o porte do município. Com base nessa diferença, a CNM estima que a redução da jornada poderá gerar uma despesa adicional média anual de R$ 447 mil para cidades de pequeno porte. Nos municípios de médio porte, o impacto chega a R$ 2,2 milhões, enquanto nas grandes cidades pode alcançar R$ 28,8 milhões por ano.
De acordo com o levantamento, mais de 1 milhão de trabalhadores terceirizados prestam serviços às prefeituras brasileiras. Em 21% das administrações municipais consultadas, esse contingente supera cem profissionais.
Entre os serviços terceirizados mais comuns estão:
A pesquisa também investigou os principais motivos para a contratação de empresas terceirizadas. A razão mais citada foi a demanda por serviços superior à capacidade do quadro próprio de funcionários, apontada por 57% dos gestores. Em seguida, aparecem a redução de custos, incluindo despesas com pessoal (42%), e a dificuldade de manter profissionais nas equipes municipais (40%).
Na avaliação da CNM, os resultados mostram que a terceirização está consolidada como instrumento de gestão nos municípios, tanto para atender à demanda por serviços públicos quanto para contornar a insuficiência de servidores nos quadros próprios.
Diante da dependência desse modelo de contratação, a entidade avalia que a redução da jornada poderá pressionar os contratos com as empresas prestadoras de serviços e gerar despesas adicionais bilionárias para as prefeituras. Segundo a CNM, a falta de recursos para absorver esses custos pode comprometer a continuidade e a qualidade dos serviços oferecidos à população.
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Baixar áudioProjeções da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sobre os riscos do El Niño 2026/2027 para o setor produtivo indicam que o manejo da água é essencial para as produções agropecuárias da Região Norte. A recomendação considera a previsão de irregularidade nas chuvas e nos níveis dos rios. A análise aponta que a seca e chuvas abaixo da média podem se estender até março de 2027.
Segundo a Embrapa, os efeitos do fenômeno já estão impactando os produtores nortistas e podem ser intensificados entre o fim de 2026 e o início de 2027. Os impactos podem atingir a produção agropecuária, a navegação, o transporte e o abastecimento.
As informações integram uma das cinco notas técnicas lançadas pela Embrapa, com orientações para as diferentes regiões do país e recomendações para a gestão de riscos climáticos associados ao El Niño 2026/2027.
Na Região Norte, os estados do Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima tendem a concentrar os déficits hídricos mais severos e os efeitos sobre os rios.
No Pará, Amapá e nas áreas de transição do Maranhão e de Mato Grosso, a previsão indica atraso das chuvas, o que pode preocupar os produtores com relação ao prolongamento da estação seca, na implantação das lavouras e no risco de incêndios.
Já em relação à redução dos níveis dos rios, o Amazonas, por exemplo, pode ter impactos na navegação, bem como no transporte de insumos e alimentos, no abastecimento de água, na agricultura de várzea, pesca e aquicultura.
Nas áreas costeiras e estuarinas do Pará e do Amapá, a Embrapa informou que há risco de intrusão salina nos canais de captação de água doce.
No caso de Roraima, há uma situação mais antecipada. Conforme a Embrapa, o déficit de chuva coincidiu com o período de enchimento dos grãos.Houve uma supressão das chuvas já no mês de julho de 2026, com quebras históricas na safra agrícola antes mesmo das demais áreas do Norte. A estimativa é de perdas de 30% a 50% na safra de 2026.
Confira os principais riscos para a Região Norte:
Para mitigar os impactos do El Niño e contornar os riscos à produção nortista, a Embrapa indica três áreas principais de atuação dos produtores rurais para reduzir as perdas.
A Embrapa informou que o manejo do solo e a proteção florestal podem ser utilizados com vistas a reduzir a temperatura da raiz e conter a evaporação. A indicação também é suspender totalmente o uso de queimadas e adotar a tecnologia de corte-e-trituração da capoeira.
A economia de água também é essencial para garantir a proteção das fontes; A sugestão é cercar e isolar as Áreas de Preservação Permanente (APPs) de nascentes e igarapés.
Os produtores também podem fazer a limpeza e o desassoreamento preventivo de açudes, cisternas e microbarragens.
A Embrapa destacou, ainda, que é importante seguir obrigatoriamente as orientações e janelas de plantio do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc).
Confira as orientações da Embrapa para alguns cultivos na Região Norte:
Açaí
Cacau
Mandioca
Arroz de várzea e terras baixas
Para a piscicultura, a Embrapa recomenda instalar sombreamento artificial ou macrófitas controladas nos tanques escavados. O monitoramento do oxigênio e da temperatura da água no início da manhã também é relevante para o período de impactos do El Nño.
No caso da pesca artesanal, o ideal é que sejam firmados acordos comunitários de pesca e proteger os poços profundos dos rios e lagos como zonas de refúgio dos peixes.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), disponibilizaram uma página online com informações sobre o El Niño e os impactos do fenômeno climático na agricultura e na pecuária brasileira.
O intuito é apoiar ações de prevenção, preparação e redução de riscos climáticos no campo.
A plataforma reúne dados e orientações que podem ser consultados pelo produtor antes do início do cultivo ou da contratação de crédito rural. A proposta é apoiar a tomada de decisões e contribuir para a redução dos riscos relacionados ao clima.
A página especial El Niño Agro está disponível no portal do Ministério da Agricultura, em: www.gov.br/agricultura.
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Baixar áudioA Confederação Nacional de Municípios (CNM) classifica como desigual o tratamento da PEC 18/2025, conhecida como PEC da Segurança Pública, dada aos municípios. A posição consta em carta assinada pelo presidente da entidade, Paulo Ziulkoski, que denuncia uma prática, segundo ele, recorrente da União: "o repasse sistemático de obrigações e a transferência de responsabilidades aos municípios, que passam a atuar em cenário financeiro e estrutural já fragilizado, sem contrapartidas, fortalecimento dos agentes na ponta ou respeito à autonomia federativa”.
A entidade afirma que a PEC “reforça a interpretação equivocada de que segurança pública é sinônimo de polícia e que a União não se compromete com as questões estruturais da violência”. Para a CNM, “a população pressionará prefeitos por respostas em uma área de responsabilidade dos estados”.
O ponto mais criticado é a partilha de recursos. A carta aponta que, ao definir a transferência obrigatória e independente de convênio, o texto destina 50% dos fundos nacionais exclusivamente aos estados e ao Distrito Federal. "Os municípios foram sumariamente apagados da partilha obrigatória, institucionalizando a exclusão municipal dos recursos nacionais de segurança", afirma. Enquanto os estados receberiam as transferências fundo a fundo, as prefeituras continuariam dependentes da burocracia e da imprevisibilidade de convênios e contratos de repasse.
Na conclusão, a CNM afirma que a PEC "não é um pacto pela segurança, e sim uma imposição de deveres sem qualquer suporte financeiro às prefeituras". A confederação se declara contrária à penalização contínua dos municípios por um modelo que "concentra os recursos em Brasília e descentraliza apenas as crises e as obrigações".
“Diante da resposta estadual insuficiente e da distribuição assimétrica de competências e recursos, os municípios absorvem atribuições sem uma fonte concreta, estável e permanente de financiamento”, conclui o documento.
De autoria do Poder Executivo, a PEC estabelece penas mais duras e regimes de prisão mais restritos para chefes de facções e milícias e cria um novo pacto federativo entre União, estados e municípios no combate ao crime. Ela constitucionaliza o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), com mudanças no artigo 144 da Constituição, para que os órgãos atuem em cooperação federativa, de forma integrada e descentralizada. Para facções e milícias, prevê prisão em unidades de segurança máxima, restrição ou vedação à progressão de penas, medidas patrimoniais contra o produto do crime, responsabilização de pessoas jurídicas e proteção a denunciantes e familiares.
O texto também amplia as atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), devendo atuar também em ferrovias e hidrovias, e passando a se chamar Polícia Viária Federal (PVF). A matéria cria ainda o Sistema de Políticas Penais e autoriza União, estados e municípios a legislarem conjuntamente sobre segurança pública, polícias, guardas municipais e sistema socioeducativo. Outra novidade é a possibilidade de polícias municipais de natureza civil, sob controle externo do Ministério Público, com atribuição de policiamento ostensivo e comunitário nas cidades.
No financiamento, a PEC prevê o repasse de 50% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), excluídas as despesas de custeio e investimento da polícia penitenciária nacional do Funpen. O texto ainda destina 10% do superávit financeiro anual do Fundo Social, ligado ao pré-sal, aos fundos de segurança.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), retirou a PEC da pauta da quinta-feira (15). A votação estava marcada após a aprovação, em votação simbólica na noite de quarta (14), de um calendário especial que dispensava sessões prévias e permitia votar os dois turnos. O texto já havia passado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sem alterações, e o texto-base fora aprovado no início de setembro, restando três destaques.
Alcolumbre disse que quer evitar uma "discussão açodada" e dar tempo para um acordo sobre as emendas. Afirmou ter recebido críticas por colocar o requerimento de calendário especial em votação durante a comemoração da aprovação do fim da escala 6x1, de modo a evitar pedido de verificação. Lembrou ainda que qualquer emenda aprovada faz a PEC voltar à Câmara dos Deputados, onde já foi aprovada, e disse que a decisão não atendeu a pedido do governo.
Foram apresentadas cinco emendas em Plenário. Duas tratam da maioridade penal. A do líder da oposição, Rogerio Marinho (PL-RN), reduz a idade de responsabilização para 16 anos como regra geral e 14 anos para crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e organização criminosa. Já a do líder do PT, Camilo Santana (CE), mantém os 18 anos como regra, mas reduz para 16 nos crimes hediondos. As demais tratam da atuação das Forças Armadas, da inclusão dos agentes de trânsito entre os órgãos de segurança e dos profissionais do sistema socioeducativo.
A proposta de Camilo dividiu a bancada petista. Senadores mais antigos do PT, partido historicamente contrário à redução da maioridade, defendiam discutir o tema depois e separadamente, para garantir a aprovação da PEC antes do segundo turno. Camilo disse que o presidente Lula sabia da emenda. O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou que a PEC pode ser votada na próxima semana, caso haja acordo para tratar a maioridade penal em uma PEC paralela, como ocorreu na Câmara, saída a que a oposição foi contra. Marinho questionou a decisão de Alcolumbre e ressaltou a expectativa da sociedade pela aprovação.
A PEC é prioritária para a campanha à reeleição de Lula, que pretende usar a aprovação como resposta do governo na área de segurança, uma das principais preocupações do eleitorado nas pesquisas. O presidente prometeu criar o Ministério da Segurança Pública após a aprovação.
Copiar o textoA Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa Mineral e Mineração (ABPM) divulgou nota sobre a escala de trabalho semanal. O presidente do Conselho da ABPM, Luis Azevedo, comenta que na mineração a escala é definida principalmente pela localização da mina. “Minas próximas a cidades usam escalas semanais (5x2, 6x1 ou turnos rotativos), enquanto minas remotas usam escalas compensadas em blocos longos de trabalho seguidos de folga equivalente, quase sempre com turnos de 12 horas”.
Para Azevedo, a distinção entre minas a céu aberto e subterrânea se refere menos ao formato da escala e mais sobre limites legais e normas de fadiga, calor e exposição. Alguns países tratam o trabalho subterrâneo como penoso ou insalubre e impõem jornadas menores, como é o caso do Brasil.
Segundo Azevedo, a negociação foi a solução adotada em diversos países, como escalas 7x7 e 14x14 que se tornaram mais viáveis por meio da compensação por média, em que o limite semanal é calculado sobre um ciclo de várias semanas. As longas folgas dão ao trabalhador uma flexibilidade valiosa: permitem miniférias, outras atividades e, em inúmeros casos, que casais que trabalham em escala sincronizem seus períodos de descanso. “Visitando minas na Austrália, conheci vários desses casais. Os que não têm filhos combinam suas escalas para folgar juntos e vivem, na prática, metade do tempo em férias. Os que têm filhos me disseram que o relacionamento melhorou muito: Em cada período de 15 dias de trabalho na mina, o trabalhador passa cinco dias cada um por conta própria, no trabalho ou em casa, e dez dias juntos. Isso permite criar os filhos juntos metade do tempo e individualmente a outra metade”.
Na Austrália são 38h/semana mais horas extras “razoáveis” (National Employment Standards), com média permitida pelo Mining Industry Award e por acordos coletivos, enquanto em minas subterrâneas não há limite específico, mas a fadiga é regulada por códigos estaduais de saúde e segurança (ex.: WA, Queensland). As escalas típicas adotadas são o Regime FIFO (fly-in fly-out, onde trabalhadores são levados de avião ao local): 2x1 (14x7), 8x6, 4x4, 7x7; turnos de 12h. Já no Canadá, a Competência provincial em Ontário é de 8h/dia e 48h/semana, com extras a partir de 44h. BC: 8h/40h. Quebec: extras a partir de 40h. Média permitida por acordo. Para minas subterrâneas, Ontário tem regra própria para minas subterrâneas (8h/dia, 48h/semana), com exceções por acordo e as escalas são nos modelos 7x7, 14x14, 4x4 em minas remotas com acampamento; turnos de 10 a 12h. Os Estados Unidos não têm limite especial para adultos (FLSA); apenas adicional de horas extras acima de 40h/semana. A MSHA, agência federal de segurança em minas, não fixa jornada; Sobre a mineração subterrânea, alguns estados mantêm leis históricas de 8h para minas subterrâneas (ex.: Montana) e as escalas são definidas em 4x4 (12h), 5x2, 7x7; 14x14 em locais remotos, como Alasca e Nevada.
Entre os países da América do Sul, o Chile tem Lei 21.561 (Lei das 40 Horas): 44h desde abril/2024, 42h desde abril/2026 e 40h em abril/2028. Máximo de 12h/dia e não possui regime legal distinto para mineração subterrânea. As escalas excepcionais autorizadas pela Dirección del Trabajo: 7x7, 4x4, 10x10, 14x14 com turnos de 12h. O 7x7 de 12h equivale a 42h/semana em média. Já o Peru prevê 8h/dia e 48h/semana; jornadas atípicas acumulativas permitidas se a média do ciclo não exceder 48h; também não tem regime legal distinto para operação subterrânea e as jornadas são de 14x7, 20x10, 21x7 com turnos longos. O Tribunal Constitucional (caso Toquepala, 2005/2006) restringiu jornadas de 12h que ultrapassem a média legal e exigiu condições de segurança, o que gerou muita litigância. Por último, a Argentina determina 8h/dia e 48h/semana (Lei 11.544) e trabalho subterrâneo é tratado como insalubre: 6h/dia e 36h/semana. As escalas são definidas em 7x7, 14x14 e 4x4 com turnos de 12h, via convenções coletivas (sindicato AOMA). Na mineração subterrânea, as escalas precisam respeitar o limite reduzido.
Para Azevedo, o regime brasileiro está entre os mais restritivos do mundo, e talvez seja este um dos motivos pelos quais a mineração nacional ainda não alcançou sua plenitude. A CLT fixa 8h/dia e 44h/semana. No subsolo, o art. 293 limita a jornada a 6h/dia e 36h/semana, e o art. 295 permite estendê-la até 8h mediante acordo ou convenção coletiva e autorização da autoridade competente em segurança e saúde do trabalho. Em turnos ininterruptos de revezamento, a jornada é de 6h, ampliável a 8h por negociação coletiva (Súmula 423 do TST). Escalas como 12x36 e regimes compensados dependem de negociações coletivas complexas, frequentemente questionadas na Justiça.
Por isso, escalas consagradas no Chile, no Peru e na Austrália, como 7x7 ou 14x14 com turnos de 12 horas, enfrentam no Brasil elevado risco jurídico e raramente são adotadas.
O próprio Brasil, aliás, já tem a prova de que esse caminho funciona. Os petroleiros embarcados da Petrobras trabalham em regime de confinamento, com turnos de 12 horas, e cumprem escalas de 14 dias embarcados por 21 dias de folga, amparadas na Lei nº 5.811/1972 e consolidadas em acordos coletivos. É um modelo negociado e amplamente aceito por trabalhadores e empresa, que combina segurança operacional, boa remuneração e longos períodos de convívio familiar. Se funciona em uma plataforma em alto-mar, não há razão para que não funcione em uma mina remota na Amazônia. “Para nós, o regime pode ser 6x1 ou 5x2. O essencial não está no número, mas na liberdade de construir, pela negociação, o arranjo que melhor atenda ao trabalhador e à empresa. Que a negociação livre e plena seja prestigiada, e que Executivo e Judiciário respeitem a vontade das partes. Basta de tutela e de autonomia vigiada. Num mundo em que a informação circula de forma ampla e imediata, já não se sustenta a premissa de que o trabalhador negocia sob pressão ou sem conhecimento de causa. Temos a convicção de que, adotada a liberdade de negociação, o país chegará a um modelo que concilie competitividade, produtividade, geração de empregos, remuneração adequada e qualidade de vida. Para onde o Brasil decidir ir, a mineração irá junto, desde que se respeitem, em igual medida, o trabalhador e o minerador”, conclui Azevedo.
Copiar o textoSegundo números do Panorama da Mineração do Estado do Pará – 1º Semestre de 2026, divulgado pelo Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (SIMINERAL), a mineração paraense exportou US$ 8,67 bilhões em produtos minerais na primeira metade do ano, um aumento de 23,5% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado foi superior ao crescimento das exportações totais do estado, que ficou em torno de 18%. Com isso, a mineração passou a representar 66,7% de tudo o que o Pará vendeu para outros países. O estado também respondeu por 34,6% das exportações minerais de todo o Brasil. O levantamento reúne dados oficiais da Agência Nacional de Mineração (ANM), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e do Ministério do Trabalho e Emprego. “Esses números mostram a importância que a mineração tem para o Pará e para o Brasil. É uma atividade que gera empregos, movimenta a economia, fortalece empresas fornecedoras e contribui diretamente para a arrecadação dos municípios e do estado. O crescimento do cobre também mostra que a mineração paraense está avançando e ganhando ainda mais espaço no mercado”, afirma Emerson Rocha, presidente executivo do SIMINERAL.
O Pará registrou R$ 1,49 bilhão em arrecadação de royalties da mineração (CFEM), alta de 3,7%, e gerou 960 novos empregos formais no semestre, saldo 61,6% superior ao obtido no mesmo período de 2025. Além disso, o estado teve 30.238 trabalhadores com carteira assinada na indústria extrativa mineral em junho. O cobre foi um dos grandes destaques da mineração paraense no primeiro semestre de 2026, com as vendas externas de cobre e concentrados crescendo 75,3%, alcançando US$ 2,68 bilhões, impulsionadas tanto pelo aumento da quantidade exportada, de 20,3%, quanto pela valorização do mineral no mercado internacional, com alta de 45,7% no preço médio. O crescimento reforça a importância do Pará no mercado nacional e internacional do cobre, um dos minerais críticos e empregado na indústria para a fabricação de equipamentos elétricos e o desenvolvimento de tecnologias ligadas à transição energética.
Mesmo com o forte crescimento do cobre, o minério de ferro continua sendo o principal produto da mineração paraense. No primeiro semestre, ele representou 58,9% das exportações minerais do estado e 68,7% da arrecadação de royalties da mineração. O Pará respondeu por 43,1% das exportações brasileiras de minério de ferro não aglomerado, ficando atrás apenas de Minas Gerais, com 45,5%. Embora a quantidade exportada tenha diminuído 2,3%, o aumento de 5,8% no preço médio garantiu crescimento de 3,4% no valor das vendas.
A arrecadação ligada ao cobre cresceu 45,8%, chegando a R$ 325,9 milhões, enquanto a do minério de ferro apresentou queda de 5%. Entre os municípios, Canaã dos Carajás liderou a arrecadação, com R$ 660,4 milhões, seguido por Parauapebas, com R$ 384,6 milhões, e Marabá, com R$ 227,2 milhões. Esses recursos são destinados ao poder público e podem contribuir para investimentos em infraestrutura, saúde, educação e melhoria dos serviços oferecidos à população, respeitadas as regras de aplicação da CFEM.
Entre janeiro e junho, a indústria extrativa mineral registrou 3.057 contratações e 2.097 desligamentos, com saldo de 960 novos postos de trabalho. O resultado foi 61,6% superior ao do primeiro semestre de 2025. Ao final de junho, o setor empregava 30.238 trabalhadores com carteira assinada no Pará. Mas o impacto da mineração na geração de empregos vai muito além desse número. Segundo estimativas setoriais divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), para cada emprego direto na atividade mineral, cerca de dez outros postos de trabalho podem ser movimentados ao longo da cadeia produtiva. São oportunidades em áreas como transporte, comércio, alimentação, manutenção, construção civil e prestação de serviços.
Além dos resultados do primeiro semestre, o Panorama mostra que o Pará lidera a produção nacional de três importantes minerais. O estado respondeu por 92,7% da produção beneficiada de bauxita, utilizada principalmente na fabricação de alumínio; 75% da produção de caulim, empregado nas indústrias de papel, cerâmica e outros produtos; e 73,5% da produção de cobre. O Pará também foi responsável por 58,4% da produção brasileira de manganês e 36,9% da produção de minério de ferro. Os números reforçam a importância da mineração paraense no fornecimento de matérias-primas utilizadas em diferentes setores da indústria brasileira e mundial.
“A mineração já tem uma contribuição muito importante para o desenvolvimento do Pará. Além dos empregos e da arrecadação, ela movimenta o comércio, contrata serviços, gera oportunidades para fornecedores e ajuda a desenvolver as regiões onde está presente. O que queremos é fortalecer cada vez mais esse trabalho, ampliar os resultados e fazer com que mais pessoas e empresas possam aproveitar as oportunidades que a mineração oferece”, destaca Emerson Rocha.
Segundo ele, o avanço também passa pelo diálogo e pelo trabalho conjunto entre empresas, governos e sociedade. “O SIMINERAL trabalha justamente para aproximar esses setores, buscar soluções e contribuir para que a mineração continue crescendo de forma responsável. Temos uma atividade forte, que já entrega resultados importantes, e queremos ampliar ainda mais sua contribuição para o desenvolvimento do Pará e para a qualidade de vida da nossa população”, conclui.
O relatório completo está disponível aqui.
Copiar o textoA presidente do Conselho de Administração do Instituto Diálogos, a senadora Tereza Cristina, alertou para o risco de haver inconsistência e demora na regulamentação da lei 15.506/2026, que instituiu a política nacional de minerais críticos e estratégicos, na abertura do seminário “Minerais Críticos: da Nova Lei à Transformação Industrial”, em Brasília. “A lei é um avanço e seu processo de regulamentação uma oportunidade para o estabelecimento de um marco legal moderno e flexível”. A senadora avalia que a cadeia da indústria com base nos minerais críticos “identifica na regulamentação a base para integrar a política mineral e a política industrial”, com atenção aos instrumentos favoráveis ao investimento, ao estímulo à pesquisa, desenvolvimento de tecnologia e inserção internacional.
Organizado pelo Instituto Diálogos, o encontro aconteceu dia 8 de outubro e debateu a oportunidade de industrializar os minerais críticos em território brasileiro, colocando frente a frente setor público, empresários e especialistas do setor mineral. Tereza Cristina disse que o evento levará a outros seminários em torno do mesmo tema e, ao final, “pretendemos dispor de uma interpretação madura, nascida de consensos sobre como superar os desafios e construir projetos nacionais consistentes”.
Os painelistas e moderadores debateram os rumos para o Brasil se capacitar a industrializar minerais críticos e abordaram a necessidade de cooperação e acordos comerciais com outros países para desenvolver tecnologias e cadeias industriais, mas em um horizonte de competitividade global para as empresas produtoras. Países e blocos econômicos desenham seus próprios modelos para desenvolver cadeias industriais de minerais críticos e o Brasil precisa estabelecer o seu modelo, disseram. O avanço dos projetos de terras raras, sustentaram os participantes, depende de uma combinação entre segurança jurídica, financiamento, desenvolvimento tecnológico e uma política industrial capaz de criar demanda para os minerais produzidos no país.
Para o diretor-executivo da Associação de Minerais Críticos (AMC), Frederico Bedran, há a necessidade de conciliar o controle estatal sobre projetos considerados estratégicos com previsibilidade para investidores. “O Brasil tem diversos projetos em desenvolvimento e não pode criar um processo de análise que transforme o novo Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, vinculado à Presidência da República, em um gargalo, já que poderá interferir nos investimentos e negócios da iniciativa privada”. Sobre a regulamentação da política nacional, ele avaliou que “operacionalizar as novas regras não vai ocorrer em menos de um ano ou um ano e meio”, um prazo extenso para ele, e isso gera incertezas dos investidores para a tomada de decisão de fazer aportes no Brasil. Tanto Frederico Bedran quanto Pablo Cesário, diretor de Relações Institucionais e diretor-presidente interino do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), disseram que a regulamentação precisa considerar as particularidades de cada cadeia mineral. Para Pablo Cesário, “não é a mesma coisa falar de cobre, de lítio ou de terras raras. Há negócios diferentes dentro desse conjunto e vamos ter que ter ferramentas específicas para cada um dos minerais”.
A Aclara admite a possibilidade de realizar separação de terras raras no Brasil, mas, também, cobra agilidade para a regulamentação. O vice-presidente-executivo da Aclara Resources, José Augusto Palma, afirmou que a companhia poderá implantar no Brasil uma tecnologia de separação e refino de terras raras, ainda em fase de desenvolvimento. “Essa iniciativa depende da evolução dos projetos de mineração e, posteriormente, da formação de fornecedores, qualificação de mão de obra, desenvolvimento tecnológico e conexão com o mercado consumidor. Desenvolver a tecnologia e os processos para criar uma cadeia de suprimentos e ser competitivo (no mercado global) é um processo que não ocorre da noite para o dia”, afirmou. A Aclara projeta dar início à produção comercial de terras raras em Goiás, a partir de 2028.
Marisa Cesar, diretora de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade da PLS Brasil e presidente do Conselho de Administração da AMC, ressaltou que antes de se falar em refinar a produção de minerais críticos no país, é preciso alcançar a produção mineral em escala. Sem uma escala mínima, não há como “justificar ter uma planta de midstream, porque a conta não fecha”. Midstream é a etapa da cadeia que transforma o mineral extraído em materiais processados, refinados ou separados, aptos a abastecer a indústria de produtos finais.
O governo federal foi representado por Anderson Barreto Arruda, diretor do Departamento de Transformação e Tecnologia Mineral e substituto do secretário nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia. Aos empresários que atuam com minerais críticos, Arruda disse que o governo pretende “olhar cada um dos projetos e verificar quais deles são estratégicos não só para os acionistas, mas para o país, e fazer com que esses projetos saiam do papel num prazo o mais rápido possível’. Arruda explicou que o interesse do governo federal é, de alguma forma, ter um olhar estratégico sobre os ativos minerários. “Hoje não há uma inteligência comercial do setor. O governo, o Estado brasileiro, não conhece, não detém informações sobre as transações comerciais (de minerais). Simplesmente, o governo, toma conhecimento das transações comerciais do setor mineral pela imprensa. E muitas vezes a gente perde a oportunidade, inclusive, de induzir um investimento para uma determinada cadeia que a gente gostaria”, disse.
Em resposta a Arruda, Frederico Bedran, da AMC, disse que o Estado brasileiro merece conhecer todas as transações e isso pode ser feito mediante a organização de um cadastro- base dos projetos minerários.
Para Marcos Berton, gerente de Tecnologia e Inovação e pesquisador-chefe do Instituto SENAI de Inovação em Eletroquímica, o desafio brasileiro é transformar o conhecimento e os recursos minerais em uma indústria capaz de competir em mercados específicos. Ele elogiou a programação do seminário organizado pelo Instituto Diálogos: “pela primeira vez, estamos falando de transformação industrial, de como saímos da produção mineral e transformamos esse movimento em uma indústria”. Berton destacou iniciativas para desenvolver no Brasil uma cadeia de produção de baterias de íons de lítio, mas defendeu maior coordenação dos esforços. “Falta uma coordenação nacional para conduzir isso, para direcionar. Temos que ter foco”, disse. O Brasil precisa transformar seus recursos em capacidade industrial e tecnológica.
Ao final dos debates, ficou o consenso de que o Brasil tem uma oportunidade estratégica para ampliar sua participação nas cadeias globais de minerais críticos, mas precisa transformar seus recursos em capacidade industrial e tecnológica. Para isso, são necessários investimentos de longo prazo em pesquisa, inovação e infraestrutura, além de maior coordenação entre governo, empresas e centros de pesquisa e de parcerias com países que já dominam tecnologias específicas. A criação de hubs de transformação mineral também foi apontada como uma alternativa para reunir empresas e tecnologia, ampliar a agregação de valor e acelerar o desenvolvimento dessas cadeias no país.
Também participaram do seminário Rafaela Guedes, economista, Senior Fellow do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI); Larissa Wachholz, sócia da consultoria Vallya e Senior Fellow do CEBRI; Caique Souza, consultor da Vallya; Júlio Nery, diretor de Assuntos Minerários e Sustentabilidade do IBRAM; Rodrigo Toledo Cabral Cota, servidor público do Senado Federal especialista no setor mineral; Fernando Camargo, diretor-presidente do Instituto Diálogos e Inácio Muzzi, diretor do Instituto. Na plateia, que lotou o auditório, estavam personalidades e autoridades, como o deputado federal Arnaldo Jardim, que relatou o projeto de lei 2.780/2024 que deu origem à política pública de minerais críticos; o ex-ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, a ex-ministra Izabella Teixeira, entre outros. O seminário teve o patrocínio do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) e da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) por meio do Sistema Senar CNA.
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Baixar áudioAs prefeituras brasileiras vão receber nesta terça-feira (20) os recursos do segundo decêndio de outubro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O valor da transferência é de R$ 2,2 bilhões. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve uma variação positiva de 15%. A segunda parcela de outubro de 2025 foi de R$ 1,9 bilhão.
Na avaliação do especialista em orçamento público Cesar Lima, o desempenho dos repasses do FPM ao longo do ano indica um cenário favorável para as finanças municipais. Ele também destaca a importância de acompanhar os impactos iniciais da reforma tributária sobre a arrecadação e a distribuição dos recursos entre as prefeituras.
"Tudo indica que teremos um ano que vai fechar positivamente os valores da FPM em relação ao ano passado, consolidando uma boa evolução do FPM até o momento. Vamos aguardar, a partir de janeiro, a entrada parcial em funcionamento da reforma tributária e ver quais serão os efeitos dela sobre o Fundo de Participação dos Municípios", destaca.
São Paulo lidera a distribuição dos recursos neste decêndio, com aproximadamente R$ 279 milhões destinados às prefeituras do estado. Entre os municípios paulistas beneficiados estão São Bernardo do Campo e São Vicente, com repasses de R$ 1,2 milhão para cada um.
Já Roraima registra o menor montante entre os estados, com cerca de R$ 1,6 milhão. No estado, Cantá e Alto Alegre estão entre os municípios com maiores repasses, de aproximadamente R$ 136 mil cada.
No Nordeste, a Bahia está entre os estados que recebem mais recursos do FPM. Neste decêndio, a unidade da federação vai contar com R$ 181 milhões, que serão distribuídos entres as prefeituras locais.
Na Região Sul, o Rio Grande do Sul também recebe uma parcela expressiva do fundo. As cidades gaúchas vão partilhar R$ 142 milhões.
Em relação ao Centro-Oeste, Goiás integra o maior volume de recursos entre os estados da região, com um total de R$ 73 milhões.
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A distribuição da verba varia de acordo com os coeficientes de participação de cada município. O estado de São Paulo, por exemplo, costuma concentrar uma parcela maior dos valores destinados às prefeituras, enquanto unidades da federação com menor número de habitantes, como Roraima, recebem montantes totais menores.
Embora o FPM seja destinado aos municípios brasileiros, algumas prefeituras podem ficar impedidas de receber os recursos em razão de bloqueios registrados no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI).
Até sexta-feira (16), A lista dos entes bloqueados era composta pelos seguintes municípios:
O Fundo de Participação dos Municípios é uma transferência constitucional formada por uma parcela da arrecadação federal com o Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
A distribuição dos recursos considera critérios como a população municipal e os coeficientes de participação definidos para cada prefeitura. Os dados populacionais utilizados no cálculo são atualizados com base nas informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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Baixar áudioOs municípios brasileiros recebem, nesta sexta-feira (9), R$ 5,4 bilhões referentes ao primeiro decêndio de outubro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O montante é cerca de 13% superior ao repassado no mesmo período de 2025, quando a transferência foi de R$ 4,8 bilhões.
Apesar do avanço no repasse, o especialista em orçamento público Cesar Lima avalia que ainda há incertezas sobre o comportamento das transferências aos municípios com a transição para o novo modelo tributário.
“Estamos aguardando a partir de janeiro a entrada em vigor de novas regras da reforma tributária para saber como vai ser agora, daqui por diante, esses repasses. Temos o Fundo de Compensação que foi criado para evitar qualquer perda por parte de estados e municípios. Temos um bom ano para o FPM, já estamos no último trimestre do ano e, mais para frente, estaremos aqui no cenário geral de como foi este ano”, destaca.
Os repasses do Fundo de Participação dos Municípios são feitos a cada dez dias. Quando a data prevista coincide com fim de semana ou feriado, o crédito é antecipado para o primeiro dia útil anterior.
O FPM é integrado por parcelas da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Os recursos são divididos entre os municípios seguindo coeficientes definidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU), calculados especialmente com base na população de cada cidade, conforme dados oficiais.
São Paulo concentra o maior volume de recursos neste primeiro decêndio de outubro, com aproximadamente R$ 668 milhões. Entre os municípios paulistas com os maiores repasses estão Atibaia, Santa Rita do Passa Quatro e Barueri cada um com valores superiores a R$ 2,9 milhões.
Na sequência aparece Minas Gerais, com cerca de R$ 665 milhões. No estado, Contagem, Governador Valadares e Divinópolis estão entre os municípios que recebem os maiores valores, todos acima de R$ 3 milhões.
Até o dia 6 de outubro de 2026, 15 municípios estavam impedidos de receber recursos do FPM. Confira a lista:
De acordo com o Tesouro Nacional, os bloqueios podem ocorrer por razões distintas, como a falta de recolhimento da contribuição ao Pasep, pendências previdenciárias junto ao INSS, débitos inscritos na dívida ativa da União pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a ausência de envio de informações ao Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS).
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“Para que os municípios que, por ventura, não recebam nesta sexta-feira (9) por motivos de bloqueio, indicamos que procure saber primeiramente quais os motivos desse bloqueio, se por pendência junto aos regimes de previdência próprio ou geral, se por não terem entregues os relatórios exigidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal ou mesmo por não terem cumprido com obrigações pecuniárias de empréstimos contraídos com aval da União”, orienta Lima.
Os repasses ficam suspensos de forma temporária. Após a regularização da pendência pelo município, a transferência dos recursos é restabelecida. O dinheiro do FPM costuma ser utilizado no financiamento de áreas como saúde, educação, infraestrutura e pagamento de pessoal.
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Boi gordo registra leve queda, enquanto frango e suíno mantêm estabilidade nos preços
O café arábica sobe zero vírgula sessenta e sete por cento, com a saca de sessenta quilos cotada a mil seiscentos e vinte reais e noventa e dois centavos, em São Paulo. O robusta registra alta de zero vírgula zero nove por cento, a novecentos e sessenta e oito reais e oitenta e sete centavos.
Já o açúcar cristal cai zero vírgula zero seis por cento na capital paulista, a cento e vinte e cinco reais e cinquenta e nove centavos. Em Santos, a queda é de zero vírgula trinta por cento.
O milho recua zero vírgula zero seis por cento, com a saca de sessenta quilos negociada a sessenta e quatro reais e trinta centavos.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Bessa.
O boi gordo registra queda de zero vírgula zero um por cento, com a arroba cotada a trezentos e oitenta reais e quarenta centavos, em São Paulo.
O frango congelado custa oito reais e quarenta e nove centavos por quilo, enquanto o resfriado é vendido a oito reais e cinquenta centavos.
Já a carcaça suína especial mantém estabilidade, a dez reais e trinta e oito centavos por quilo. No Rio Grande do Sul, o suíno vivo é comercializado a cinco reais e noventa e dois centavos por quilo.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Bessa.
A soja registra queda de zero vírgula oitenta e três por cento no interior do Paraná, com a saca cotada a cento e cinquenta e dois reais e treze centavos. Em Paranaguá, a baixa é de um vírgula quarenta e seis por cento, com o produto a cento e quarenta e seis reais e dezoito centavos.
O trigo também recua, com a tonelada negociada a mil quinhentos e sessenta reais e quatro centavos no Paraná e mil quatrocentos e setenta e três reais e quarenta centavos no Rio Grande do Sul.
Os dados são do Cepea.
Reportagem, Viviane Bessa.