Alimentação

29/01/2026 04:15h

Condições como hipertensão, obesidade e excesso de peso também avançaram de 2006 a 2024; confira detalhes

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A diabetes cresceu 135% no Brasil em um período de 18 anos, variando de 5,5%, em 2006, a 12,9% em 2024. O número de registros de obesidade entre os brasileiros também avançou 118% no país. Os dados são dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2024, divulgados pelo Ministério da Saúde.

O aumento de diagnósticos de diabetes no país foi observado em ambos os sexos, sendo maior entre as mulheres – variando de 6,3% a 14,3%. Considerando o período mais recente, utilizando dados de 2019, houve manutenção da tendência de crescimento, variando de 8,2%, em 2019, a 12,9% em 2024, no conjunto da população.

Em relação à obesidade, o avanço de casos foi identificado em todas as faixas de idade e em todos os níveis de instrução. No entanto, os maiores aumentos foram entre adultos de 25 a 44 anos, variando de 37,5% em 2006 a 61,7% em 2024 para aqueles entre 25 e 34 anos; e de 48,8% a 69,2% para aqueles entre 35 e 44 anos. 

O levantamento traz um panorama dos hábitos e da saúde da população brasileira no que diz respeito à  alimentação e atividade física. A pesquisa também mostra dados sobre comorbidades, como hipertensão arterial e hábitos de sono.

O Vigitel foi implantado em 2006 em todas as UFs. O objetivo é monitorar anualmente, via entrevista telefônica, a situação de saúde da população brasileira.

Hábitos e qualidade de vida dos brasileiros

Acompanhando o ritmo de crescimento de diabetes e obesidade entre a população adulta brasileira, o Vigitel ainda aponta que mais de 60% da população está acima do peso. O percentual saltou de 42,6% em 2006 para 62,6% em 2024.

Já o diagnóstico de hipertensão arterial entre os brasileiros aumentou 31%. Conforme a pesquisa, o percentual variou de 22,6%, em 2006, a 29,7%, em 2024. Nesse cenário, foi observado aumento na prevalência do indicador em ambos os sexos, com maior incremento entre os homens. 

Os dados nacionais do Vigitel apontam, ainda, mudanças nos padrões de atividade física. A prática de atividade física no deslocamento recuou de 17% em 2009 para 11,3% em 2024, enquanto a proporção de adultos que fazem atividade física moderada no tempo livre aumentou para 42,3%. 

No que diz respeito aos hábitos alimentares da população brasileira, os dados apontam que o consumo regular de frutas e hortaliças permaneceu estável – em torno de 31% da população.

Dados inéditos sobre sono

Pela primeira vez, o Vigitel apresenta informações nacionais sobre sono. No total, 20,2% dos adultos dormem menos de seis horas por noite, e 31,7% apresentam sintomas de insônia, com maior prevalência entre mulheres (21,3%) do que entre os homens (18,9%).

Quando consideradas a cidade onde o entrevistado reside, as mulheres com menos horas de sono por noite estão em Maceió (AL), Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ) e, entre homens, em Belém (PA), Macapá (AP) e São Luís (MA). 

Viva Mais Brasil

Como resposta ao cenário de avanço de comorbidades e maus hábitos de saúde dos brasileiros, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou a estratégia Viva Mais Brasil em evento no Rio de Janeiro.

A mobilização vai ter caráter nacional, como foco na promoção da saúde, prevenção de doenças crônicas e melhoria da qualidade de vida dos brasileiros. A iniciativa contará com o aporte de R$ 340 milhões em políticas de promoção da atividade física, com destaque para a retomada da Academia da Saúdeeixo que receberá R$ 40 milhões ainda em 2026, previstos em portaria assinada pelo ministro.

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28/01/2026 04:30h

Café tem a maior alta, enquanto arroz, feijão e outros produtos básicos ficam mais baratos e ajudam o alívio da cesta de consumo, aponta Abrasmercado

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O comportamento dos preços dos alimentos em 2025 foi caracterizado por estabilidade e acomodação. É o que aponta o indicador Abrasmercado, da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), que registrou variação de 0,73% na conta de 35 produtos de alto consumo dos brasileiros, fechando o ano a R$ 800,35 na média nacional. 

Esse movimento foi resultado de quedas relevantes nos produtos básicos, que compensaram altas pontuais em outros itens. O arroz apresentou recuo de 26,55%, enquanto o leite longa vida caiu 12,87% e o feijão teve redução de 4,21% no acumulado do ano. 

Em contrapartida, o café torrado e moído foi o principal destaque de alta no ano, acumulando valorização de 35,64%. A elevação do preço do produto refletiu fatores climáticos e de mercado, com impacto direto no orçamento das famílias por ser um item de consumo cotidiano.

No grupo das carnes e proteínas, os preços passaram por ajustes graduais, sem grandes oscilações. Houve leve queda no preço do pernil (-1,84%), enquanto cortes bovinos registraram pequenas altas, assim como o frango congelado (1,60%). Os ovos concentraram a maior elevação, de 3,98%, mantendo ainda assim um comportamento considerado moderado ao longo do ano.

De acordo com a ABRAS, condições mais favoráveis de oferta, especialmente no mercado de grãos, ajudaram a conter pressões inflacionárias sobre os alimentos, permitindo que o consumo nos lares brasileiros crescesse ao longo do ano.

Por regiões

Todas as regiões tiveram alta no ano, exceto o Centro-Oeste, que registrou retração de -0,47% e valor da cesta em R$ 753,68. A liderança ficou com a Região Norte, com alta de +1,36% e preço médio R$ 872,82, seguido da Região Nordeste, que atingiu R$ 715,34, uma alta de +1,31%. O Sudeste, de valor médio R$ 820,85 obteve alta de +1,20% e a Região Sul registrou aumento modesto de +0,44%, alcançando R$ 753,68 no preço da cesta.

As capitais e regiões metropolitanas do Nordeste apresentam os menores valores médios da cesta em 12 produtos, sendo a região com menor custo médio do país, a exemplo de São Luís (R$ 296,25) e Fortaleza (R$ 297,92). Do outro lado, o Norte concentra os maiores preços médios da cesta, fator devido principalmente aos custos logísticos, com altos valores em Belém (R$ 414,50) e Rio Branco (R$ 415,86).

Nas demais regiões, os patamares são similares. No Centro-Oeste, Brasília com R$ 332,11 e Goiânia R$ 333,64. No Sudeste, Rio de Janeiro com o valor mais elevado da região, de R$ 358,68, e São Paulo apurado em R$ 351,90. E na Região Sul, Curitiba fechou em R$ 356,35 e Porto Alegre R$ 362,67.

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27/01/2026 04:30h

Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) divulgou lista de cidades contempladas pelo programa nacional na Portaria nº 1.148/2026; confira as cidades

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O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) definiu os 500 municípios prioritários que receberão apoio técnico e institucional na implementação do Protocolo Brasil Sem Fome. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a proteção social às famílias e minimizar a insegurança alimentar no país. A medida foi oficializada por meio da Portaria nº 1.148/2026, publicada na segunda-feira (26) no Diário Oficial da União. 

As cidades prioritárias foram definidas seguindo o critério de maior número de famílias em situação de risco de insegurança alimentar grave, identificadas segundo o indicador CadInsan. 

Os municípios selecionados contemplam todas as Unidades da Federação (UF), com maior número de cidades localizadas no Pará, com 83. Em seguida aparece a Bahia, que terá 50 municípios apoiados pela iniciativa. Já São Paulo ficou na terceira posição com o maior número de cidades com insegurança alimentar grave, sendo 48.

Protocolo Brasil Sem Fome

Pela Portaria, o suporte do Governo Federal terá duração de 12 meses. Ao longo do período, os municípios selecionados receberão o auxílio de articuladores estaduais para organizar a rede local de atendimento. 

O trabalho será voltado a fortalecer a capacidade institucional e técnica das Câmaras Intersetoriais de Segurança Alimentar e Nutricional estaduais e municipais na implementação das etapas operacionais do Protocolo Brasil Sem Fome, conforme disposto no artigo 3º da Resolução CGI-BSF nº 02, de 16 de setembro de 2025.

O objetivo é integrar os serviços de saúde (SUS), assistência social (SUAS) e segurança alimentar (Sisan), com a identificação de famílias em situação de insegurança alimentar e encaminhamento garantido aos serviços públicos de saúde.

Municípios prioritários

As cidades listadas como prioritárias pelo MDS deverão manifestar interesse na implementação do Protocolo por meio da apresentação do Termo de Aceite, previsto no Anexo II da Portaria. O documento deverá ser assinado pelo presidente da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan) estadual. Outro termo de aceite deve ser assinado pelo prefeito.

O termo de aceite estadual e o municipal deverão ser encaminhados ao endereço eletrônico protocolobsf@mds.gov.br. O envio do documento estadual pode ser feito no prazo de até dez dias, contados a partir da publicação da Portaria. Para o envio do documento municipal o prazo é de até 30 dias.

O recebimento do apoio técnico também está condicionado à adesão ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) no prazo máximo de 120 dias, contados a partir da data de assinatura do Termo de Aceite.

Caso algum município não manifeste interesse, a vaga poderá ser repassada ao município seguinte, na mesma UF – considerando que tenha maior número de famílias em risco alimentar.

Confira a lista completa dos municípios prioritários:

  • Rio Branco (AC)
  • Cruzeiro do Sul (AC)
  • Sena Madureira (AC)
  • Tarauacá (AC)
  • Maceió (AL)
  • Arapiraca (AL)
  • Rio Largo (AL)
  • Palmeira dos Índios (AL)
  • Penedo (AL)
  • União dos Palmares (AL)
  • São Miguel dos Campos (AL)
  • Maragogi (AL)
  • Manaus (AM)
  • Iranduba (AM)
  • Manacapuru (AM)
  • Itacoatiara (AM)
  • Maués (AM)
  • Humaitá (AM)
  • Parintins (AM)
  • Tefé (AM)
  • Lábrea (AM)
  • Autazes (AM)
  • Coari (AM)
  • Beruri (AM)
  • Tabatinga (AM)
  • Nova Olinda do Norte (AM)
  • Urucurituba (AM)
  • São Gabriel da Cachoeira (AM)
  • Nhamundá (AM)
  • Boca do Acre (AM)
  • Eirunepé (AM)
  • Urucará (AM)
  • Fonte Boa (AM)
  • Macapá (AP)
  • Santana (AP)
  • Laranjal do Jari (AP)
  • Oiapoque (AP)
  • Porto Grande (AP)
  • Mazagão (AP)
  • Pedra Branca do Amapari (AP)
  • Salvador (BA)
  • Feira de Santana (BA)
  • Camaçari (BA)
  • Vitória da Conquista (BA)
  • Simões Filho (BA)
  • Juazeiro (BA)
  • Ilhéus (BA)
  • Itabuna (BA)
  • Jequié (BA)
  • Alagoinhas (BA)
  • Porto Seguro (BA)
  • Barreiras (BA)
  • Paulo Afonso (BA)
  • Santo Antônio de Jesus (BA)
  • Lauro de Freitas (BA)
  • Itapetinga (BA)
  • Serrinha (BA)
  • Vera Cruz (BA)
  • Candeias (BA)
  • Eunápolis (BA)
  • Teixeira de Freitas (BA)
  • Casa Nova (BA)
  • Jacobina (BA)
  • Catu (BA)
  • Cruz das Almas (BA)
  • Itaberaba (BA)
  • Dias d'Ávila (BA)
  • Irecê (BA)
  • Campo Formoso (BA)
  • Senhor do Bonfim (BA)
  • Luís Eduardo Magalhães (BA)
  • Mata de São João (BA)
  • Guanambi (BA)
  • Ipirá (BA)
  • Xique-Xique (BA)
  • Araci (BA)
  • Entre Rios (BA)
  • Euclides da Cunha (BA)
  • Conceição do Coité (BA)
  • Itamaraju (BA)
  • Valença (BA)
  • Ipiaú (BA)
  • Santo Amaro (BA)
  • Poções (BA)
  • Conceição do Jacuípe (BA)
  • Maragogipe (BA)
  • Jeremoabo (BA)
  • Canavieiras (BA)
  • Seabra (BA)
  • Sento Sé (BA)
  • Caetité (BA)
  • Amargosa (BA)
  • Remanso (BA)
  • Bom Jesus da Lapa (BA)
  • São Sebastião do Passé (BA)
  • Santaluz (BA)
  • Alcobaça (BA)
  • São Francisco do Conde (BA)
  • Cansanção (BA)
  • Fortaleza (CE)
  • Caucaia (CE)
  • Juazeiro do Norte (CE)
  • Maracanaú (CE)
  • Sobral (CE)
  • Crato (CE)
  • Quixadá (CE)
  • Maranguape (CE)
  • Aquiraz (CE)
  • Iguatu (CE)
  • Cascavel (CE)
  • Viçosa do Ceará (CE)
  • Horizonte (CE)
  • Itapipoca (CE)
  • Camocim (CE)
  • Canindé (CE)
  • Tianguá (CE)
  • Trairi (CE)
  • Quixeramobim (CE)
  • Morada Nova (CE)
  • Barbalha (CE)
  • Pacatuba (CE)
  • Itapajé (CE)
  • Ipu (CE)
  • Beberibe (CE)
  • Pedra Branca (CE)
  • Redenção (CE)
  • Granja (CE)
  • Russas (CE)
  • Limoeiro do Norte (CE)
  • Baturité (CE)
  • Santa Quitéria (CE)
  • Boa Viagem (CE)
  • Pacajus (CE)
  • Lavras da Mangabeira (CE)
  • Massapê (CE)
  • Aracati (CE)
  • Eusébio (CE)
  • Acopiara (CE)
  • Brasília (DF)
  • Serra (ES)
  • Cariacica (ES)
  • Vila Velha (ES)
  • Vitória (ES)
  • São Mateus (ES)
  • Cachoeiro de Itapemirim (ES)
  • Aracruz (ES)
  • Goiânia (GO)
  • Águas Lindas de Goiás (GO)
  • Luziânia (GO)
  • Aparecida de Goiânia (GO)
  • Anápolis (GO)
  • Valparaíso de Goiás (GO)
  • Trindade (GO)
  • Planaltina (GO)
  • Formosa (GO)
  • Santo Antônio do Descoberto (GO)
  • Cidade Ocidental (GO)
  • Rio Verde (GO)
  • Senador Canedo (GO)
  • Itumbiara (GO)
  • Novo Gama (GO)
  • São Luís (MA)
  • São José de Ribamar (MA)
  • Timon (MA)
  • Imperatriz (MA)
  • Bacabal (MA)
  • Paço do Lumiar (MA)
  • Chapadinha (MA)
  • Codó (MA)
  • Caxias (MA)
  • Tutóia (MA)
  • Pinheiro (MA)
  • Barra do Corda (MA)
  • Grajaú (MA)
  • Balsas (MA)
  • Coelho Neto (MA)
  • Coroatá (MA)
  • Barreirinhas (MA)
  • Açailândia (MA)
  • Santa Inês (MA)
  • Viana (MA)
  • Santa Helena (MA)
  • Pedro do Rosário (MA)
  • Santa Rita (MA)
  • Itapecuru Mirim (MA)
  • Cururupu (MA)
  • Belo Horizonte (MG)
  • Contagem (MG)
  • Betim (MG)
  • Ribeirão das Neves (MG)
  • Montes Claros (MG)
  • Uberlândia (MG)
  • Juiz de Fora (MG)
  • Santa Luzia (MG)
  • Ipatinga (MG)
  • Governador Valadares (MG)
  • Vespasiano (MG)
  • Teófilo Otoni (MG)
  • Esmeraldas (MG)
  • Ibirité (MG)
  • Sete Lagoas (MG)
  • Divinópolis (MG)
  • São Francisco (MG)
  • Janaúba (MG)
  • Uberaba (MG)
  • Pirapora (MG)
  • Januária (MG)
  • Coronel Fabriciano (MG)
  • Sabará (MG)
  • Curvelo (MG)
  • Muriaé (MG)
  • Campo Grande (MS)
  • Corumbá (MS)
  • Três Lagoas (MS)
  • Ponta Porã (MS)
  • Dourados (MS)
  • Aquidauana (MS)
  • Várzea Grande (MT)
  • Cuiabá (MT)
  • Rondonópolis (MT)
  • Cáceres (MT)
  • Sinop (MT)
  • Belém (PA)
  • Santarém (PA)
  • Ananindeua (PA)
  • Abaetetuba (PA)
  • Marituba (PA)
  • Cametá (PA)
  • Parauapebas (PA)
  • Marabá (PA)
  • Castanhal (PA)
  • Bragança (PA)
  • Barcarena (PA)
  • Benevides (PA)
  • Breves (PA)
  • Altamira (PA)
  • Tucuruí (PA)
  • Itaituba (PA)
  • Vigia (PA)
  • Capitão Poço (PA)
  • Capanema (PA)
  • Augusto Corrêa (PA)
  • Moju (PA)
  • Paragominas (PA)
  • Prainha (PA)
  • Canaã dos Carajás (PA)
  • Tailândia (PA)
  • Oeiras do Pará (PA)
  • Igarapé-Miri (PA)
  • Monte Alegre (PA)
  • Óbidos (PA)
  • Curuçá (PA)
  • Pacajá (PA)
  • Redenção (PA)
  • Oriximiná (PA)
  • Mãe do Rio (PA)
  • Igarapé-Açu (PA)
  • Mocajuba (PA)
  • Acará (PA)
  • São Félix do Xingu (PA)
  • Anapu (PA)
  • São Miguel do Guamá (PA)
  • Ponta de Pedras (PA)
  • Tracuateua (PA)
  • Irituia (PA)
  • Breu Branco (PA)
  • Novo Repartimento (PA)
  • São Domingos do Capim (PA)
  • Jacundá (PA)
  • Viseu (PA)
  • Alenquer (PA)
  • Tomé-Açu (PA)
  • Salvaterra (PA)
  • Concórdia do Pará (PA)
  • Porto de Moz (PA)
  • Santa Izabel do Pará (PA)
  • Gurupá (PA)
  • Almeirim (PA)
  • Bujaru (PA)
  • Baião (PA)
  • Medicilândia (PA)
  • Marapanim (PA)
  • Muaná (PA)
  • Ulianópolis (PA)
  • Ipixuna do Pará (PA)
  • Santana do Araguaia (PA)
  • Curralinho (PA)
  • Anajás (PA)
  • Xinguara (PA)
  • São Sebastião da Boa Vista (PA)
  • Afuá (PA)
  • Salinópolis (PA)
  • Santa Maria do Pará (PA)
  • Itupiranga (PA)
  • Conceição do Araguaia (PA)
  • Limoeiro do Ajuru (PA)
  • Terra Santa (PA)
  • Dom Eliseu (PA)
  • Portel (PA)
  • Maracanã (PA)
  • Rondon do Pará (PA)
  • Tucumã (PA)
  • Santo Antônio do Tauá (PA)
  • Cachoeira do Arari (PA)
  • São João de Pirabas (PA)
  • João Pessoa (PB)
  • Campina Grande (PB)
  • Santa Rita (PB)
  • Patos (PB)
  • Bayeux (PB)
  • Monteiro (PB)
  • Sousa (PB)
  • Sapé (PB)
  • Guarabira (PB)
  • Jaboatão dos Guararapes (PE)
  • Recife (PE)
  • Olinda (PE)
  • Paulista (PE)
  • Caruaru (PE)
  • Cabo de Santo Agostinho (PE)
  • Petrolina (PE)
  • Santa Cruz do Capibaribe (PE)
  • Camaragibe (PE)
  • Ipojuca (PE)
  • Vitória de Santo Antão (PE)
  • Garanhuns (PE)
  • Igarassu (PE)
  • Carpina (PE)
  • São Lourenço da Mata (PE)
  • Escada (PE)
  • Abreu e Lima (PE)
  • Gravatá (PE)
  • Bezerros (PE)
  • Salgueiro (PE)
  • Arcoverde (PE)
  • Buíque (PE)
  • Goiana (PE)
  • Serra Talhada (PE)
  • Ouricuri (PE)
  • Toritama (PE)
  • Pesqueira (PE)
  • Araripina (PE)
  • Brejo da Madre de Deus (PE)
  • Paudalho (PE)
  • Moreno (PE)
  • Limoeiro (PE)
  • Belo Jardim (PE)
  • Bonito (PE)
  • Timbaúba (PE)
  • Taquaritinga do Norte (PE)
  • Cachoeirinha (PE)
  • Lajedo (PE)
  • Palmares (PE)
  • Itambé (PE)
  • Ribeirão (PE)
  • Bodocó (PE)
  • Teresina (PI)
  • Parnaíba (PI)
  • Picos (PI)
  • Floriano (PI)
  • Campo Maior (PI)
  • Oeiras (PI)
  • Piripiri (PI)
  • Barras (PI)
  • Esperantina (PI)
  • São Raimundo Nonato (PI)
  • Curitiba (PR)
  • Londrina (PR)
  • Foz do Iguaçu (PR)
  • Maringá (PR)
  • Colombo (PR)
  • São José dos Pinhais (PR)
  • Rio de Janeiro (RJ)
  • Nova Iguaçu (RJ)
  • Duque de Caxias (RJ)
  • São Gonçalo (RJ)
  • Belford Roxo (RJ)
  • Magé (RJ)
  • São João de Meriti (RJ)
  • Niterói (RJ)
  • Campos dos Goytacazes (RJ)
  • Itaboraí (RJ)
  • Mesquita (RJ)
  • Cabo Frio (RJ)
  • Queimados (RJ)
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  • Petrópolis (RJ)
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  • Mossoró (RN)
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  • Guarulhos (SP)
  • Campinas (SP)
  • Osasco (SP)
  • São Bernardo do Campo (SP)
  • Embu das Artes (SP)
  • Santo André (SP)
  • Itaquaquecetuba (SP)
  • São Vicente (SP)
  • Carapicuíba (SP)
  • São José dos Campos (SP)
  • Itapecerica da Serra (SP)
  • Mogi das Cruzes (SP)
  • Sorocaba (SP)
  • Diadema (SP)
  • Mauá (SP)
  • Suzano (SP)
  • Francisco Morato (SP)
  • Guarujá (SP)
  • Ribeirão Preto (SP)
  • Taboão da Serra (SP)
  • Santos (SP)
  • Ferraz de Vasconcelos (SP)
  • Bauru (SP)
  • Barueri (SP)
  • Sumaré (SP)
  • Limeira (SP)
  • Franco da Rocha (SP)
  • Itanhaém (SP)
  • Praia Grande (SP)
  • Poá (SP)
  • Hortolândia (SP)
  • São José do Rio Preto (SP)
  • Peruíbe (SP)
  • Itapevi (SP)
  • Piracicaba (SP)
  • Cotia (SP)
  • Bertioga (SP)
  • São Carlos (SP)
  • Cubatão (SP)
  • Franca (SP)
  • Caraguatatuba (SP)
  • São Sebastião (SP)
  • Presidente Prudente (SP)
  • Araraquara (SP)
  • Pindamonhangaba (SP)
  • Araçatuba (SP)
  • Taubaté (SP)
  • Palmas (TO)
  • Araguaína (TO)
  • Porto Nacional (TO)
  • Gurupi (TO)
  • Taguatinga (TO)
     
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22/01/2026 04:40h

Na África, ministro Carlos Fávaro propõe cooperação técnica e segurança alimentar

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Em busca de avançar em um acordo bilateral Brasil-Angola voltado à produção agrícola, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, esteve em Angola, nesta terça-feira (20), para reuniões com representantes do governo angolano e de instituições financeiras. A iniciativa reúne o interesse de mais de 30 produtores brasileiros, que já formalizaram disposição para investir no setor agrícola no país africano.

O acordo bilateral já conta com o interesse da Corporação Financeira Internacional (IFC) – braço do Grupo Banco Mundial voltado ao setor privado em mercados emergentes – em financiar as operações previstas.

Para o ministro Fávaro, o acordo traz ganhos concretos para ambos os lados. O Brasil amplia oportunidades de venda de máquinas, equipamentos, sementes, insumos e transferência de tecnologia, enquanto Angola avança na produção de alimentos e na segurança alimentar.

Fávaro destacou ainda que a cooperação reforça laços históricos e amplia oportunidades. "Estamos dando um passo importante. O Brasil tem muito a contribuir com sua experiência em pesquisa agropecuária e em tecnologias de baixo carbono. Avançar nessa parceria é beneficiar ambos os países e promover oportunidades para os nossos produtores”, disse.

Corporação Financeira Internacional

A IFC atua em Angola no fortalecimento de parcerias estratégicas voltadas à diversificação econômica, com investimentos e apoio técnico em áreas como agricultura, energia, infraestrutura, logística, turismo e finanças. A instituição possui planos de ampliar significativamente seu portfólio de investimentos no país nos próximos anos, com foco no desenvolvimento econômico e na geração de empregos.
 

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21/01/2026 04:35h

Novo ciclo Alimenta Cidades +1000 vai ampliar para até mil municípios o apoio do Governo Federal ao fortalecimento da segurança alimentar urbana

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O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) está com prazo aberto para que municípios de todo o país ingressem na Estratégia Alimenta Cidades. Até o dia 31 de janeiro, as prefeituras podem manifestar interesse em participar do novo ciclo do programa, denominado Alimenta Cidades +1000, que prevê a ampliação da política pública para até mil municípios.

Coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sesan), a Estratégia ocupa posição central no enfrentamento da fome nas cidades, com foco em territórios periféricos urbanos e em populações em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa fomenta o acesso a financiamentos e apoia o planejamento e a implementação de sistemas alimentares urbanos mais justos, sustentáveis e resilientes.

Atualmente em implementação em 102 municípios, o Alimenta Cidades mantém atenção prioritária a contextos marcados por insegurança alimentar, especialmente em regiões classificadas como desertos e pântanos alimentares. Com a abertura do novo ciclo, a Estratégia amplia significativamente seu alcance.

Instituída pelo Decreto nº 11.822, de 12 de dezembro de 2023, a Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional nas Cidades orienta a atuação do Governo Federal no enfrentamento da fome nos espaços urbanos, fortalecendo capacidades institucionais locais e ampliando o diálogo federativo.

Apoio aos municípios

Os municípios que integram a Estratégia Alimenta Cidades têm acesso a um conjunto de ofertas, que inclui:

  •  Apoio técnico-institucional;
  •  Produção de conhecimento para subsidiar a tomada de decisão;
  • Cooperação e intercâmbio de experiências;
  • Mentorias temáticas especializadas;
  • Ações de inovação orientadas por desafios reais dos territórios;
  •  Apoio à captação de recursos.

A manifestação de interesse deve ser realizada por meio de formulário eletrônico disponível na Plataforma Alimenta Cidades. Caso o número de municípios interessados ultrapasse o limite de mil vagas, a priorização seguirá os seguintes critérios:

  • Municípios participantes do Protocolo Brasil Sem Fome;
  • Municípios localizados nas regiões Norte e Nordeste.

Frentes de atuação

A Estratégia Alimenta Cidades estrutura-se a partir de pilares como:

  • Fortalecimento das capacidades institucionais locais;
  • Cooperação horizontal em âmbito nacional e internacional;
  • Inovação aberta para o desenvolvimento de soluções;
  • Promoção de uma visão integrada do Sistema Alimentar Urbano;
  • Fortalecimento do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan).

Objetivos da expansão

  • Apoiar até mil municípios na implementação da Estratégia Alimenta Cidades;
  • Fortalecer políticas públicas de segurança alimentar e nutricional;
  • Promover inovação para sistemas alimentares saudáveis, sustentáveis e resilientes;
  • Compartilhar conhecimentos e experiências por meio da cooperação entre cidades e países;
  • Construir estratégias coletivas de apoio técnico e institucional do Governo Federal;
  •  Impulsionar a formulação de políticas públicas estruturantes alinhadas às realidades locais;
  •  Fortalecer a capacidade institucional e o diálogo em níveis regionais e globais;
  • Fomentar o acesso a financiamentos para o desenvolvimento sustentável e inclusivo das cidades.
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07/01/2026 04:25h

O aceite ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) deve ser realizado obrigatoriamente pelo Sistema de Informação e Gestão do PAA (SISPAA); Portaria 235/2025, publicada no Diário Oficial da União (DOU), estabelece metas

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Os municípios das regiões Norte e Nordeste do país têm até o dia 19 de janeiro para manifestar interesse em executar o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). O aceite das metas deve ser realizado pelo Sistema de Informação e Gestão do PAA (SISPAA). A Portaria 235/2025, publicada no Diário Oficial da União (DOU), estabelece as metas, limites financeiros, prazos e requisitos para a execução do PAA.

Os itens estabelecidos consideram a modalidade Compra com Doação Simultânea, por meio do Termo de Adesão.

A orientação da Confederação Nacional de Municípios (CNM) é de que os gestores verifiquem a lista de municípios selecionados com atenção. O objetivo é confirmar a habilitação e avaliar a viabilidade do cumprimento das metas propostas. 

Entre os municípios classificados por Unidade Federativa (UF) estão: Pau Brasil (BA), Rosário (MA), Parauapebas (PA), Livramento (PB) e Brejinho (PE). A lista completa de cidades habilitadas pode ser consultada na Portaria 235/2025 do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.

Após o aceite, as cidades têm um prazo de até 90 dias para cadastrar a proposta no sistema – período que poderá ser prorrogado por mais 60 dias mediante justificativa. A aquisição dos alimentos só poderá começar após a aprovação da proposta pela Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sesan) e a emissão dos cartões bancários dos beneficiários fornecedores. 

Análise criteriosa de gestores

Em nota, a CNM  destacou a importância do PAA como mecanismo de enfrentamento à insegurança alimentar e nutricional dos municípios. No entanto, reforça que gestores devem avaliar criteriosamente as condições técnicas e administrativas locais e o cumprimento das exigências estabelecidas para a execução do programa.

A Confederação defende que o cuidado garante que os recursos sejam assegurados para a manutenção dos valores pactuados e evita possíveis remanejamentos. 

Além disso, a entidade orienta, ainda, que os municípios observem os prazos de aceite e de cadastramento das propostas no SISPAA, bem como realizem, antes da formalização do aceite, a análise detalhada das metas previstas no plano operacional a serem pactuadas. A ideia é garantir a execução adequada do programa. 

Portaria

A Portaria estabelece metas e limites financeiros para a implementação do programa pelo período de 12 meses aos entes federativos relacionados. O período é contado a partir da pactuação, com possibilidade de prorrogação por igual período. A prorrogação fica condicionada ao desempenho da Unidade Executora. 

Os municípios habilitados, listados nos Anexos I e II da Portaria, foram pontuados e classificados com base em critérios estabelecidos pelo Grupo Gestor do PAA (GGPAA).

A classificação considerou indicadores como pobreza, insegurança alimentar e nutricional, presença de povos indígenas e comunidades quilombolas, além da quantidade de estabelecimentos da agricultura familiar. 

Os critérios foram utilizados para definir as metas de execução, considerando o limite financeiro estadual dividido pelo limite anual por unidade familiar – resultando no número mínimo de beneficiários fornecedores.

Entre as metas específicas de participação estabelecidas pela Portaria estão a previsão do percentual mínimo de 50% de mulheres, a inclusão de outros públicos prioritários previstos na legislação e o percentual mínimo de 60% de fornecedores inscritos no Cadastro Único (CadÚnico). 

A publicação define, ainda, os limites financeiros de pagamentos a fornecedores pelo governo federal e o número mínimo de beneficiários fornecedores. 

Remanejamento dos recursos

Caso o município não manifeste o aceite no prazo poderá sofrer consequências, como o remanejamento dos recursos para outros entes federativos aptos, dando preferência à mesma região. 

A responsabilidade de monitorar a execução e o cumprimento das metas pactuadas ficará a cargo da Sesan. Caso o percentual de execução seja abaixo de 50% ao final de 12 meses, os recursos poderão ser repactuados e remanejados para municípios com melhor desempenho no âmbito da mesma Portaria.

PAA

O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) faz a compra direta de alimentos de agricultores familiares e os destina a pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional. 
 

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10/12/2025 16:00h

Portaria do MDS expande estratégia já presente em 102 cidades e prioriza municípios do Norte, Nordeste e do Protocolo Brasil Sem Fome

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O Ministério do Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome (MDS) publicou, na última sexta-feira (5), a Portaria MDS Nº 1.136, que estabeleceu regras e procedimentos para expandir a Estratégia Alimenta Cidades para até mais mil municípios a partir de 2026. 

A expansão foi batizada de Alimenta +1000 e, segundo o MDS, é resultado dos aprendizados com as fases iniciais da estratégia, que já está em implementação em 102 municípios. O objetivo da Estratégia Alimenta Cidades é garantir alimentação de qualidade e combater desigualdades nutricionais em regiões classificadas como desertos e pântanos alimentares — territórios periféricos urbanos e populações em situação de vulnerabilidade e risco social.

Já a iniciativa Alimenta +1000 tem objetivo de ampliar o alcance dessa estratégia, ao garantir que mais territórios possam planejar ações que favoreçam o acesso regular a alimentos adequados e saudáveis. Além disso, o MDS afirmou que a expansão consolida a estratégia como eixo estruturante de combate à fome no país.

Para a secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Lilian Rahal, a nova iniciativa transforma o diálogo em torno dos sistemas alimentares urbanos em oportunidades para os municípios: “Para nós, é muito importante expandir esta agenda. Chegar a mil municípios significa avançar com a implementação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), chamar mais atenção sobre a importância de termos agendas alimentares, não só por parte dos municípios, mas também dos estados, do Governo Federal, e o quanto a agenda de alimentação é central ainda em nosso país e precisa ser objeto de políticas públicas”, destacou Rahal.

Os municípios que desejarem participar da iniciativa devem manifestar interesse por meio de formulário eletrônico disponível na Plataforma Alimenta Cidades. A prioridade para a escolha dos municípios contemplados, no caso de inscrições excedentes, será a de cidades participantes do Protocolo Brasil Sem Fome e pertencentes às regiões Norte e Nordeste.

Com informações do Governo Federal.

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10/12/2025 12:58h

Entidade vê cenário desafiador para 2026, com restrição de crédito e incertezas no mercado internacional

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O agronegócio ajudou a melhorar os principais indicadores macroeconômicos do país. Essa é a avaliação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que aponta a desaceleração da inflação, que deve fechar o ano em 4,4%, dentro do teto da meta, como uma das maiores contribuições do segmento para a vida da população.

“Eu acho que esse ano o setor demonstrou um grande auxílio na redução da inflação. Nós conseguimos reduzir 6,18 pontos percentuais, no que era anteriormente a inflação de alimentos no domicílio”, pontuou Bruno Lucchi, diretor técnico da CNA, durante a apresentação do balanço do setor agropecuário em 2025 e as perspectivas para 2026, nesta terça-feira (9), na sede da CNA.

O aumento da oferta de alimentos no mercado é a principal participação no desempenho. O país teve a maior produção de grãos, com 352 milhões de toneladas, e de carne bovina, com 12 milhões de toneladas, em 2025. Essa produtividade ajudou a diminuir o ritmo de alta no preço dos alimentos para 2,7% no acumulado deste ano e, apesar de outubro ter registrado o primeiro aumento (+0,01%) nos últimos 5 meses, foi o melhor resultado para o mês desde 2017.

Apesar da performance destacada, o campo brasileiro teve muitas barreiras a superar no ano atual. As seguidas catástrofes climáticas e a política monetária restritiva do Banco Central encareceram os juros para os produtores rurais, que atingiram nível recorde de endividamento: 11,4%. Para piorar esse cenário, menos de 3 milhões de hectares estão cobertos com seguro rural, abaixo de 5% do total, pior índice da série histórica.

Lucchi afirma que a instituição já trabalha em soluções para o ano que vem. A intenção é ampliar o orçamento da política pública de seguro rural para R$4 bilhões, blindá-la de cortes. Neste ano, 42% dos R$1 bilhão de reais disponibilizados para o PSR foram contingenciados para o governo cumprir o arcabouço fiscal, sendo necessária a abertura de crédito extraordinário de R$12 bilhões para renegociar as dívidas de agricultores e pecuaristas. “É um investimento que sai mais em conta para o governo e a gente consegue trazer ali uma maior produção, com segurança para o produtor e para a população”, frisa o diretor.

Perspectivas 2026

Para o próximo ano, a entidade enxerga no horizonte um cenário de incertezas. Enquanto, por um lado, o clima pode ajudar, o endividamento, a dificuldade de acesso a crédito para investimentos nas lavouras e as dificuldades orçamentárias representam os principais desafios internos. O receio da CNA é que, como 2026 é ano eleitoral, o governo insista em fazer o ajuste fiscal pelo aumento de arrecadação, o que pode pressionar o Banco Central a não reduzir a taxa básica de juros e manter elevados os custos de produção.

No comércio internacional, a previsão é igualmente fechada, com alertas para trovoadas. O tarifaço imposto por Donald Trump ainda afeta 45% dos produtos agrícolas brasileiros exportados aos Estados Unidos, em que pese as exceções anunciadas no fim de novembro. Caso a sobretaxa se mantenha, o prejuízo para o setor pode ser de até US$2,7 bilhões.

Além disso, os países que fecharam acordos bilaterais com os EUA podem reduzir as compras do Brasil. A maioria desses pactos prevê o compromisso de aquisição de itens agropecuários norte-americanos, e a China, nosso maior parceiro comercial, está na iminência de assinar um termo semelhante. “Se tudo o que foi negociado pelos Estados Unidos efetivamente começar a acontecer mesmo, aí eu acho que fica preocupante para as exportações agropecuárias brasileiras,” avalia Sueme Mori, diretora de Relações Internacionais da CNA.

Oportunidades

Uma das maiores oportunidades para 2026 é a assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia. Quando finalizado no fim do ano passado, a previsão do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) era de aumento de US$11 bilhões por ano, alta de 2%.

No entanto, a Comissão de Comércio Internacional do Parlamento Europeu aprovou nesta semana mecanismos de salvaguarda para importações agrícolas. O objetivo é proteger setores sensíveis do agro europeu diante de um possível aumento das compras de alimentos estrangeiros, o que pode colocar em risco o acordo.

A abertura e as ampliações de mercados seguem sendo vistas como as melhores formas de preservar a rentabilidade no segmento. Países na Ásia, na América do Norte e na África têm grande potencial para que o Brasil se torne menos dependente de grandes potências, como EUA, China e UE.

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23/11/2025 04:20h

Eles já representam um quarto da alimentação dos brasileiros

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Uma nova série de estudos dedicada ao impacto dos alimentos ultraprocessados na saúde humana foi publicada na revista The Lancet nesta semana. Os dados revelam que os ultraprocessados já representam quase um quarto da alimentação dos brasileiros, passando de 10% para 23% desde os anos 1980. 

O estudo reúne três artigos elaborados por 43 pesquisadores de diferentes países e é coordenado pelo epidemiologista brasileiro e professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), Carlos Monteiro.

Monteiro afirma que os dados revelam que os ultraprocessados não só são um problema grave de saúde, aumentando o risco de muitas doenças crônicas, como o seu consumo está em alta no mundo inteiro. Em 93 países analisados, o consumo aumentou em 91 deles, tornando-se um fenômeno global que remodela padrões alimentares, comportamentos e até a saúde coletiva. E as consequências já são refletidas no mundo todo, como o aumento da obesidade, de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, inflamações crônicas e até de certos tipos de câncer. 

Os pesquisadores reforçam a urgência de políticas que valorizem alimentos frescos, minimamente processados e modos de comer que respeitem a cultura, o território e a saúde, como orienta o Guia Alimentar da População Brasileira. Entre as recomendações, destacam-se a rotulagem clara de aditivos, restrição à publicidade, especialmente para crianças, proibição de ultraprocessados em escolas e instituições públicas e incentivos para que famílias de baixa renda tenham acesso facilitado a alimentos naturais.

O que são alimentos ultraprocessados?
Os ultraprocessados nascem da combinação de frações baratas de ingredientes como amidos, açúcares, óleos refinados, misturados a corantes, aromatizantes, conservantes e estabilizantes. O objetivo é criar algo pronto, durável e altamente palatável, quase sempre mais sedutor do que nutritivo. Biscoitos recheados, refrigerantes, macarrão instantâneo, salgadinhos, “iogurtes” cheios de saborizantes e cereais matinais açucarados são exemplos de alimentos ultraprocessados.

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31/10/2025 04:30h

Relatório revela que 62% dos alimentos e bebidas embalados lançados entre 2020 e 2024 são ultraprocessados; apenas 18,4% são in natura ou minimamente processados

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Relatório divulgado pelo Ministério da Saúde revela que, em quatro anos, 62% dos novos alimentos e bebidas embalados lançados no Brasil foram classificados como ultraprocessados. Enquanto isso, apenas 18,4% dos produtos analisados são in natura ou minimamente processados. O estudo avaliou 39 mil produtos comercializados entre novembro de 2020 e novembro de 2024, com base em informações coletadas no país e diretamente da indústria.

Os dados fazem parte do primeiro relatório do projeto Monitoramento da Rotulagem de Alimentos no Brasil, conduzido pelo Ministério da Saúde em parceria com a Anvisa, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP.

O levantamento também apontou avanços na regulação da gordura trans. Após a análise de mais de 300 amostras de alimentos processados e óleos refinados, nenhuma delas apresentou a substância, o que indica sucesso das medidas restritivas.  

O projeto seguirá até 2026, com mais 4 relatórios a serem entregues.

As informações são do Ministério da Saúde.

 

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