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Baixar áudioNos dias 15 e 16 de setembro, São Paulo recebe a 10ª edição do Corporate Venture in Brasil 2026, considerada a maior conferência de Capital de Risco Corporativo da América Latina e a segunda maior do mundo.
Promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Global Corporate Venturing (GCV), o evento reunirá corporações, investidores, gestores de inovação, fundos e startups para discutir as principais tendências que estão transformando o setor.
A programação contará com cerca de 100 palestrantes, workshops e uma delegação de pelo menos 35 investidores estrangeiros, provenientes de mercados como China, Estados Unidos, Singapura, Reino Unido, México e Japão. As inscrições estão abertas, com vagas limitadas.
A conferência ocorre em meio à expansão global do Corporate Venture Capital (CVC), prática em que grandes empresas investem diretamente em startups e negócios inovadores.
Diferentemente do venture capital tradicional, o CVC combina a busca por retorno financeiro com objetivos estratégicos das corporações. Os aportes podem ampliar o acesso a novas tecnologias, modelos de negócios e mercados, além de complementar ou transformar operações já existentes.
Segundo o World of Corporate Venturing 2026, publicação do GCV, mais de 3 mil corporações investiram em startups em 2025, participando de 5.221 rodadas, número 30% superior ao registrado no ano anterior. As operações movimentaram US$ 233,8 bilhões, alta de 75% em relação a 2024. Atualmente, cerca de uma em cada cinco rodadas de investimento em startups no mundo conta com a participação de um investidor corporativo.
No Brasil, o CVC também vem ganhando espaço como instrumento de inovação e crescimento. Levantamento da EloGroup, em parceria com ApexBrasil, Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP) e GCV, identificou a participação de corporações em 66 rodadas de investimento em startups brasileiras, que movimentaram US$ 700 milhões entre julho de 2024 e junho de 2025. Em 30 delas, o equivalente a 45% do total, os CVCs lideraram as captações, que movimentaram US$ 358 milhões.
Para a gerente de Investimentos da ApexBrasil, Helena Brandão, o evento reforça o papel da Agência como fomentadora desse ecossistema no Brasil.
“O Corporate Venture in Brasil já se tornou uma das maiores plataformas globais de Corporate Venture Capital, trazendo dezenas de investidores estrangeiros para se conectar com a economia brasileira. A agenda deste ano trará nomes de peso e conteúdos estratégicos para seguir apoiando o desenvolvimento dessa atividade no país, além de atrair mais capital para fundos e startups.”
Entre os nomes confirmados na programação está Guilherme Horn, Head of WhatsApp for Strategic Markets, responsável por Brasil, Índia e Indonésia. A agenda também reúne executivos e investidores de organizações como Scania, Caterpillar, Vale Ventures, Natura, Boticário, Meituan, 3M, Banco do Brasil e Toronto Stock Exchange.
Outro destaque da edição é Brandon Wang, vice-presidente do Corporate Strategy Group da Synopsys. Ele abordará as perspectivas para o desenvolvimento e a aplicação da Physical AI, ou Inteligência Artificial Física, tema que vem atraindo a atenção de investidores.
Dados do GCV mostram que 41% dos recursos movimentados em rodadas com participação de investidores corporativos em 2025 foram destinados a startups de IA, evidenciando o peso da tecnologia nas estratégias de inovação das grandes empresas.
A programação do Corporate Venture in Brasil também abordará:
A agenda inclui ainda pitches de startups, mesas-redondas, workshops e reuniões individuais de negócios.
A edição de 2026 terá também o Corporate Venture in Brasil Awards, premiação que reconhece destaques do setor em categorias como maior investimento, CVC mais ativo em número de negócios, CVC internacional mais ativo e maior anúncio de captação.
Realizado pela primeira vez em 2015, o Corporate Venture in Brasil foi criado pela ApexBrasil e pelo Global Corporate Venturing com o objetivo de aproximar o ecossistema brasileiro de inovação de grandes investidores corporativos internacionais e estimular empresas brasileiras a desenvolver iniciativas de inovação aberta, desenvolvimento corporativo e investimentos em startups.
O GCV mantém uma rede conectada a mais de 7 mil corporações em diferentes mercados.
Ao longo de sua trajetória, o programa já reuniu mais de 4,5 mil participantes, promoveu mais de 1,3 mil reuniões e trouxe ao Brasil 164 CVCs internacionais, que investiram conjuntamente mais de US$ 800 milhões em fundos e startups nacionais.
As inscrições para a 10ª edição do Corporate Venture in Brasil 2026 estão abertas, com vagas limitadas. Os interessados podem se inscrever neste link.
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Baixar áudioO segundo semestre de 2026 reserva duas oportunidades para startups brasileiras apresentarem suas soluções ao mercado internacional, acompanharem tendências e se conectarem a alguns dos principais ecossistemas globais de tecnologia e empreendedorismo.
Em novembro, a agenda será no Web Summit Lisboa 2026, em Portugal. No mês seguinte, empreendedores brasileiros participarão da GITEX Expand North Star 2026, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
As iniciativas fazem parte da estratégia da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) para aproximar o ecossistema brasileiro de inovação de mercados internacionais.
A proposta é apoiar empresas e ambientes de inovação na apresentação de tecnologias e soluções desenvolvidas no país e, ao mesmo tempo, facilitar o contato com tendências, modelos de negócios, investidores e potenciais parceiros capazes de contribuir para o crescimento e a internacionalização dos negócios.
A diretora de Negócios da ApexBrasil, Maria Paula Velloso, destaca que a participação em eventos internacionais pode abrir portas para além da captação de investimentos.
"Você sabe o que todo investidor procura quando vem um evento como esse? Ele procura a solução para um problema dele. Então, é muito importante que as startups tenham uma ideia, mas execução é tudo. Você sabe o que uma startup precisa? Muitas vezes, não é de capital. Ela precisa ter acesso a distribuidores, investidores, parceiros e o principal, clientes que acreditem na sua ideia e que se interessem", enfatiza.
O Web Summit Lisboa 2026 será realizado entre 9 e 12 de novembro, na capital portuguesa. A conferência internacional reunirá startups, investidores, empresas e especialistas para discutir tecnologia, inovação e empreendedorismo.
Nesta edição, a ApexBrasil busca ampliar a presença internacional não apenas de startups individualmente, mas também dos ecossistemas dos quais elas fazem parte. Para isso, cada ambiente de inovação selecionado deverá indicar cinco startups de seu ecossistema para participar da missão.
Juntos, ambiente e empresas terão um dia de exposição no Pavilhão Brasileiro, formando uma vitrine para apresentar ao público internacional diferentes polos de desenvolvimento tecnológico existentes no país.
A participação em Lisboa dá continuidade à atuação da ApexBrasil no Web Summit Rio 2026, realizado em junho deste ano. Na ocasião, a agência apoiou quase 100 startups brasileiras em uma programação que incluiu apresentações para investidores, pitches, rodadas de negócios e conexões com o mercado internacional.
Entre 5 e 15 de dezembro, a ApexBrasil promoverá a Missão de Startups à GITEX Expand North Star 2026, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
A iniciativa selecionará 30 startups brasileiras para uma programação que vai além da participação no evento. As empresas passarão por uma etapa de preparação para a missão e contarão com espaço no Pavilhão do Brasil, serviço de matchmaking com potenciais clientes, investidores e parceiros estratégicos, além da possibilidade de participar da competição internacional de pitches Supernova Challenge.
A agenda também inclui visitas técnicas ao ecossistema de inovação dos Emirados Árabes Unidos nos dias 14 e 15 de dezembro. A proposta é permitir que os participantes conheçam de perto o ambiente local, realizem benchmarking e identifiquem oportunidades para validação de mercado, desenvolvimento de projetos-piloto e expansão internacional.
A presença em Dubai também reforça a conexão construída pela ApexBrasil com o ecossistema de inovação da região. Na GITEX Expand North Star 2025, a agência organizou a participação brasileira no evento, reunindo startups e hubs de inovação para apresentar soluções e estabelecer contatos com atores internacionais.
O ecossistema de tecnologia e empreendedorismo brasileiro é formado por mais de 13 mil startups, mais de 120 fundos de venture capital, mais de 200 empresas, mais de 250 hubs de inovação e mais de 30 unicórnios, segundo levantamento da ApexBrasil.
Em 2024, o país recebeu US$ 2,135 bilhões em investimentos de venture capital, distribuídos em 386 operações.
Nesse cenário, a ApexBrasil busca aproximar empresas brasileiras de oportunidades de internacionalização e, ao mesmo tempo, conectar investidores estrangeiros ao potencial de negócios e inovação do país.
Entre os serviços oferecidos pela agência estão o fornecimento de informações de mercado, ações de networking, conexão com potenciais parceiros e investidores e iniciativas de soft landing, voltadas a apoiar empresas em seu processo de entrada e adaptação a novos mercados.
A presença internacional da ApexBrasil também contribui para ampliar essas conexões. A agência mantém escritórios no Brasil e no exterior, incluindo unidades em mercados estratégicos como Lisboa e Dubai, além de cidades como Bruxelas, Miami, São Francisco, Pequim e Xangai.
Saiba mais em apexbrasil.com.br.
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Baixar áudioCerca de 100 startups brasileiras participaram do Web Summit Rio 2026 em busca de investidores, parceiros estratégicos e oportunidades de expansão internacional.
A iniciativa contou com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que promoveu conexões entre empreendedores brasileiros e investidores estrangeiros para ampliar a presença internacional de empresas de inovação.
Realizado entre 8 e 11 de junho, no Riocentro, no Rio de Janeiro, o evento reuniu empreendedores, investidores, executivos e especialistas em tecnologia de diferentes países. A delegação organizada pela ApexBrasil contou com startups de todas as regiões do Brasil, com atuação em áreas como inteligência artificial, sustentabilidade, bioeconomia e soluções para transformação de negócios.
Além da participação na feira, as empresas tiveram acesso a mentorias, capacitações, sessões de pitch e rodadas de negócios com investidores estrangeiros. A proposta foi preparar os empreendedores para atuar em mercados internacionais, ampliar redes de relacionamento e criar oportunidades comerciais.
A diversidade do ecossistema de inovação brasileiro também esteve representada na delegação. Entre as empresas participantes, 40,6% eram lideradas por mulheres ou possuíam controle societário feminino. As startups atuam em segmentos como healthtech (saúde), edtech (educação), ESG (práticas ambientais, sociais e de governança) e recursos humanos.
A comitiva reuniu ainda empresas do Norte e do Nordeste com atuação em bioeconomia, economia circular e descarbonização.
Segundo a diretora de Negócios da ApexBrasil, Maria Paula Velloso, o Web Summit contribui para conectar startups brasileiras a mercados internacionais e ampliar oportunidades de negócios.
“O objetivo é gerar cada vez mais oportunidades de negócios. Por isso, a ApexBrasil tem orgulho de participar mais uma vez dessa iniciativa e de receber novas empresas em sua rede de apoio à internacionalização. Ao longo dos treinamentos de pitch, vemos uma evolução muito clara dos empreendedores, que chegam ao evento mais preparados para apresentar seus projetos, estabelecer conexões estratégicas e aproveitar as oportunidades que surgem em um ambiente global como o Web Summit. Nosso papel é justamente criar as condições para que essas empresas ampliem sua presença internacional e transformem inovação em novos negócios”, destacou.
Para Maria Paula Velloso, a participação em eventos internacionais vai além da busca por investimentos. Segundo ela, o contato com o mercado permite construir conexões capazes de acelerar o crescimento das empresas e ampliar oportunidades de expansão.
"Você sabe o que todo investidor procura, quando vem um evento como esse? Ele procura a solução para um problema dele. Então, é muito importante que as startups tenham uma ideia, mas execução é tudo. Você sabe o que uma startup precisa? Muitas vezes, não é de capital. Ela precisa ter acesso a distribuidores, investidores, parceiros e o principal, clientes que acreditem na sua ideia e que se interessem", pontuou.
A programação também promoveu a aproximação entre startups brasileiras e investidores estrangeiros interessados no setor de inovação nacional. Durante o Web Summit Rio 2026, a ApexBrasil trouxe cinco investidores dos Estados Unidos, Canadá, Espanha, Alemanha e Israel para participar de rodadas de negócios, conhecer empresas brasileiras e avaliar oportunidades de investimento e parceria.
Entre eles esteve Dave Ireland, fundador da Crosswater Capital, empresa especializada em apoiar companhias interessadas em ingressar e expandir operações no mercado norte-americano. “Estamos aqui para apoiar empresas brasileiras que desejam se estabelecer e expandir seus negócios nos Estados Unidos, conectando empreendedores a investidores e ajudando-os a compreender melhor o mercado americano”, explicou Ireland.
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Também participou do evento o investidor israelense Tomer Golan, que destacou o potencial das startups brasileiras, especialmente nos segmentos de inteligência artificial e tecnologias de maior valor agregado. “Quando analisamos uma startup, buscamos entender a experiência da equipe, o tamanho da oportunidade de mercado e o que diferencia aquela solução dos concorrentes. Esses são fatores essenciais para avaliar o potencial de crescimento de uma empresa e sua capacidade de atrair investimentos.”
Entre as empresas presentes no evento esteve a Hit Terapias Holísticas, que chegou ao Web Summit após participar de programas de capacitação e internacionalização promovidos pela ApexBrasil. “Temos uma parceria muito forte com a ApexBrasil desde os primeiros anos da nossa trajetória. Participamos de programas de internacionalização, mentorias e treinamentos de pitch que foram fundamentais para o crescimento da startup. O apoio da Agência nos ajudou a validar nosso negócio, ampliar nossa rede de contatos, conhecer investidores e nos preparar para acessar novos mercados. Hoje conseguimos enxergar oportunidades que antes pareciam distantes, e isso tem relação direta com toda a jornada construída ao lado da ApexBrasil”, afirmaram os fundadores Paty Falhares e Renan Meireles.
Ao reunir startups brasileiras e investidores internacionais em um mesmo ambiente, a participação da ApexBrasil no Web Summit Rio 2026 buscou ampliar as oportunidades de inserção global dessas empresas. De acordo com a Agência, a presença da delegação refletiu o crescimento do ecossistema brasileiro de inovação e o interesse em transformar soluções desenvolvidas no país em negócios com atuação internacional.
Copiar o textoAgenda estratégica busca atrair investimentos e parcerias internacionais
Baixar áudioStartups brasileiras estão ampliando a presença no mercado europeu com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Ao longo do mês de março, a instituição promove uma agenda estratégica em Portugal e na Espanha voltada à internacionalização de empresas inovadoras.
Desde o início da semana, a ApexBrasil, em parceria com o Consulado-Geral do Brasil em Barcelona, promove a participação de startups brasileiras de base tecnológica na 4YFN (Four Years From Now). A programação do evento segue até quinta-feira (5).
A feira ocorre simultaneamente ao Mobile World Congress (MWC), considerado o maior evento de conectividade do mundo. Os participantes do MWC têm acesso à 4YFN, o que atrai um público altamente qualificado e oferece às startups a oportunidade de interagir com grandes corporações e investidores internacionais.
Na última edição, o MWC reuniu mais de 100 mil visitantes. Em 2025, cerca de mil empresas expuseram suas tecnologias, e a estimativa para este ano é de aproximadamente mil investidores participantes.
O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, destacou a relevância da presença brasileira no evento, especialmente em um contexto de transformação digital e avanço da inteligência artificial.
“Nós vamos mostrar para vocês um pouco a importância de a ApexBrasil estar trabalhando aqui nesse Mobile Congress, que é de fato um evento incrível. É uma coisa descomunal. É a era dos serviços e um mundo com tecnologia de inteligência artificial, principalmente dominando tudo aqui”, destacou.
A participação na feira integra o Programa de Diplomacia da Inovação (PDI), que desenvolve ações para elevar o perfil do Brasil junto a ecossistemas internacionais de inovação. O objetivo é identificar parcerias estratégicas, apoiar a internacionalização de empresas brasileiras e atrair investimentos.
O programa articula iniciativas de promoção tecnológica realizadas por postos do Ministério das Relações Exteriores no exterior e orienta-se por três diretrizes principais: projetar o Brasil como nação inovadora; estimular parcerias entre instituições brasileiras e estrangeiras; e incentivar a inserção internacional dos atores que compõem os ecossistemas nacionais de inovação.
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A iniciativa parte do diagnóstico de que ainda existe discrepância entre a percepção internacional sobre a capacidade tecnológica brasileira e a efetiva produção científica e inovadora do país.
No sábado (7), Lisboa recebe a abertura oficial do Programa de Incubação de Startups, promovido pela ApexBrasil. A iniciativa tem como objetivo apoiar startups nacionais na expansão para o mercado português e europeu, fortalecendo a presença internacional de empresas inovadoras brasileiras.
O evento será realizado no escritório da Agência na capital portuguesa, com a participação de representantes do Sebrae e de instituições do ecossistema local de inovação.
A incubação terá duração máxima de nove meses, dividida em duas etapas: a primeira, com 90 dias; e a segunda, com até 180 dias adicionais.
Durante o período, as empresas poderão utilizar o espaço físico do escritório da ApexBrasil em Lisboa e terão acesso a serviços de aceleração, mentorias especializadas, seminários de internacionalização, sessões temáticas, diagnóstico de maturidade internacional, matchmaking com investidores e rodadas de investimento.
O foco da segunda fase, prevista entre junho e novembro, será consolidar a operação internacional das startups, fortalecer parcerias estratégicas e avaliar a continuidade das empresas no mercado europeu.
O grupo inicial reúne startups de diversos setores, incluindo fintech, healthtech, biotech, traveltech, HRtech, climatech e indtech. As empresas atuam em áreas como inteligência artificial aplicada à saúde e à sustentabilidade, biotecnologia, pagamentos internacionais e soluções tecnológicas para a indústria e o turismo.
O Programa de Incubação de Startups em Lisboa integra a estratégia da ApexBrasil de apoiar empresas brasileiras na expansão para novos mercados, ampliar sua participação em cadeias globais de valor e consolidar o país como fornecedor de soluções tecnológicas competitivas e sustentáveis.
Copiar o textoEm agosto deste ano, o Brasil registrou mais de 20 mil empresas inovadoras ativas
Baixar áudioO Brasil participa de um dos maiores eventos globais de tecnologia e inovação: o Web Summit Lisboa 2025. Coordenada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a delegação brasileira conta com mais de 370 startups e empresas inovadoras de todas as regiões do país.
A iniciativa foi desenvolvida com a parceria Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Iniciado no último dia 10, a edição 2025 do evento vai até esta quinta-feira (13), na capital portuguesa. A expectativa é de que o público chegue a mais de 70 mil pessoas.
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Na última segunda-feira (10), as duas entidades realizaram o “Seminário de Internacionalização”. O encontro reuniu mais de 500 participantes da delegação brasileira. Na ocasião, foram discutidos os desafios e oportunidades da internacionalização de startups nacionais, abordando temas como apoios institucionais à expansão global, fundos e investimentos em startups, ambientes de negócios e incentivos à inovação em Portugal.
A programação contou com a presença do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana. Em clima de COP30 no Brasil, ele destacou que a inovação também precisa ter um caráter sustentável, já que, atualmente, o desenvolvimento econômico também depende de uma agenda verde.
“Inovando a gente também ajuda a vencer a crise climática. Certamente tem muita gente aqui que está trabalhando nessa que eu chamo Era dos Serviços, procurando implementar serviços que ajudam o planeta a ficar melhor, a vida, a sociedade ficar melhor, a economia ficar melhor. Isso tem tudo a ver com sustentabilidade, isso tem tudo a ver com os novos tempos que nós vivemos para que a gente possa deixar de lado a ameaça à vida no planeta”, disse.
Também estiveram presentes no evento o embaixador do Brasil em Portugal, Raimundo Carreiro; o cônsul do Brasil em Lisboa, embaixador Alessandro Candeas; o diretor de Gestão Corporativa da ApexBrasil, Floriano Pesaro; o gerente geral do Escritório da ApexBrasil em Lisboa, Paulo Matheus; o gerente geral do Escritório da ApexBrasil em Bruxelas, Alex Figueiredo; a gerente de Indústria e Serviços da ApexBrasil, Maria Paula Velloso; entre outros nomes.
Dados do levantamento do Observatório Sebrae Startups revelam que, em agosto deste ano, o Brasil registrou mais de 20 mil empresas inovadoras ativas. No período de um ano, o aumento foi de 30%. Além dessa tendência de alta, o cenário nacional mostra uma distribuição cada vez mais pulverizada e dinâmica.
O Sudeste é a região brasileira que possui o maior número de empresas inovadoras, com 35,8% do total. O Nordeste aparece com aproximadamente 24,7% das startups ativas. Na sequência está a Região Sul, com cerca de 20,7%. O Centro-Oeste, com cerca de 9,5%, e o Norte, com 9,2%, completam o panorama.
Além disso, segundo o estudo Startup Ecosystem Index 2025, existem mais de 150 milhões de startups no mundo. Em primeiro lugar estão os Estados Unidos, com cerca de 1,1 milhão (1.148.296). Em seguida está a Índia, com 493,5 mil (493.582). O Brasil aparece na 27ª posição. Os dados mostram que todos os dias são fundadas no mundo, em média, 137 mil startups.
O Web Summit 2025 conta com uma agenda diversificada, desde a realização de seminários e palestras a lançamentos, pitch sessions, debates, reuniões de negócios, encontros com lideranças internacionais, entre outras ações.
O Pavilhão Brasil fica situado na MEO Arena - principal espaço de visibilidade institucional e comercial das startups nacionais - com uma agenda voltada à geração de negócios, promoção de soluções tecnológicas e articulação estratégica, com investidores e parceiros de vários países.
No geral, a delegação brasileira representa mais de 30 setores, com destaque para HealthTech, EdTech, FinTech, MarTech, DeepTech e Agritech. Do total de companhias inovadoras presentes, 151 foram selecionadas pela ApexBrasil e pelo Sebrae. Vale destacar que mais de 120 empresas apoiadas pela ApexBrasil participaram do evento pela primeira vez.
A ApexBrasil também apresentou uma nova edição do ApexPod em Movimento. Trata-se de uma versão itinerante do podcast oficial da entidade. O programa foi gravado diretamente do Pavilhão Brasil e apresentou conversas com empreendedores, especialistas e investidores que participam diretamente da evolução da inovação brasileira em todo o mundo.
Nesta edição, o videocast destacou o Brasil como protagonista no cenário internacional de inovação. No caso, foram exploradas temáticas relacionadas ao avanço da tecnologia nas diferentes regiões do país - com foco especial no Nordeste brasileiro.
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Baixar áudioIlhéus foi a primeira cidade do Nordeste a receber a Jornada Nacional de Inovação da Indústria, iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O evento reuniu empresas, especialistas, instituições de ensino e empreendedores em torno da transição ecológica e digital, destacando o potencial produtivo da região cacaueira.
De acordo com a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), apoiadora da iniciativa, a edição superou as expectativas ao reunir cases de sucesso e promover conexões estratégicas para os setores locais.
“A Jornada da Inovação em Ilhéus foi um evento extremamente positivo. Tivemos a presença de empresários, pesquisadores, estudantes e lideranças do sul da Bahia, o que foi extremamente interessante para a região, pois discutimos a inovação como esse motor de desenvolvimento e transformação. O encontro superou as nossas expectativas ao proporcionar um espaço de troca de ideias, aproximação com as demandas da indústria e construção de soluções práticas para o desafio do setor produtivo”, avaliou Alexandre Regis, gerente de Relações Institucionais do Sistema FIEB na região sul da Bahia.
Segundo Regis, a iniciativa reforçou o papel estratégico da inovação para diferentes segmentos produtivos da região. “A jornada reforça a visão de que a inovação é estratégia para o fortalecimento das cadeias produtivas tradicionais, como a do cacau, e também para as novas frentes, como a bioeconomia. Ao aproximar empresas, instituições de pesquisa e governo, conseguimos criar um ecossistema que acelera o desenvolvimento de tecnologias, processos e modelos de negócio mais sustentáveis e competitivos”, acrescentou.
Regis destaca que a FIEB pretende dar continuidade às articulações iniciadas na Jornada Nacional de Inovação da Indústria. “Vamos fortalecer parcerias com universidades, centros de pesquisa e órgãos públicos, estimando projetos colaborativos que transformem ideias em resultados concretos. Além disso, vamos ampliar a oferta de capacitação e consultorias voltadas para a inovação, apoiar startups e incentivar empresas a acessarem linhas de financiamento para projetos tecnológicos. A meta é transformar a energia mobilizada em Ilhéus em oportunidades reais de transformação da região”, afirmou o gestor.
A programação contou com palestras, debates e apresentações de empresas locais que já aplicam soluções inovadoras, como a Daten, referência em tecnologia; a Natucoa, que desenvolve cosméticos naturais a partir do cacau; e a Ju Arléo Chocolates, que alia tradição familiar e sustentabilidade.
A Jornada Nacional de Inovação da Indústria seguirá percorrendo o Brasil até março de 2026. Os resultados de todo o percurso serão apresentados no 11º Congresso de Inovação da Indústria, que acontecerá nos dias 25 e 26 de março de 2026, em São Paulo.
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Baixar áudioO Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) lançou uma nova edição da chamada Aliança Educacional, que vai investir até R$ 2 milhões em projetos inovadores de educação profissional. Startups brasileiras de base tecnológica, em parceria com unidades da instituição, poderão submeter propostas até o dia 8 de setembro, por meio da Plataforma Inovação para a Indústria.
A iniciativa tem como foco tecnologias educacionais emergentes, como simuladores industriais, laboratórios remotos, inteligência artificial e ambientes imersivos, capazes de transformar o ensino técnico e superior, conectando ainda mais os estudantes com as exigências do mercado de trabalho.
Para a coordenadora do Instituto SESI SENAI de Tecnologias Educacionais, Juliana Gavini, a iniciativa reforça o compromisso histórico do SENAI com a modernização da educação. “O SENAI tem mais de 80 anos de história e sabe a importância de continuar a inovar. Um programa como a Aliança Educacional tem um papel muito interessante de trazer os parceiros, trazer as startups que estão com novas ideias. A gente é uma grande rede, sabe que tem diversos desafios e certamente a inovação aberta é um caminho muito interessante para acelerar esse processo, buscar soluções de mercado e estabelecer parcerias duradouras e sólidas”, avalia.
Juliana destaca que o ciclo 2025 da chamada tem um desafio central de ampliar o desenvolvimento de competências industriais por meio de soluções tecnológicas aplicadas diretamente à prática profissional. Entre as prioridades estão simuladores, laboratórios virtuais, kits didáticos, games e desenvolvimento de hardware para educação. “A gente quer aplicações em vários setores industriais. Antes da prática profissional, dentro da operação industrial, é importante que esse aluno desenvolva as competências necessárias para essas atividades. E isso acontece dentro do espaço do curso, dentro do desenvolvimento técnico que ele vai construir ao longo da sua jornada formativa”, afirma.
A chamada contempla cinco frentes tecnológicas:
Um exemplo prático de projeto contemplado na edição anterior da chamada é o “Trilha de Formação Profissional para a Indústria 4.0” da CertifikEDU, startup mineira de microcertificações com blockchain e inteligência artificial. A iniciativa foi desenvolvida em parceria com o SENAI Centro 4.0, em Minas Gerais, e usa inteligência artificial para identificar quais competências faltam aos alunos de cursos técnicos.
“O apoio que o SENAI tem nos dados como startup, para estruturarmos também, pensarmos o modelo de negócio, a forma de atuação, é também um momento de mentoria, um momento de orientação, que nos ajuda a acreditar e investir no nosso desenvolvimento”, afirma Luciano Sathler, CEO da CertifikEDU.
A plataforma da startup cruza dados dos programas dos cursos com o desempenho dos alunos para sugerir trilhas de formação personalizadas, como cursos livres ou de formação inicial e continuada (FIC), também oferecidos pela instituição. “O foco são cursos técnicos e os resultados que nós temos tido até agora já passaram pela primeira entrega, criar o relatório de UX - User Experience, User Interface e nós já estamos trabalhando todo o desenvolvimento para melhorar a plataforma, tendo em vista as observações do nosso público-alvo, especialmente adolescentes, jovens e adultos que buscam também ‘pivotar’ a sua carreira”, completou Sathler.
O CEO reforça que programas como a Aliança Educacional são essenciais para fomentar o ecossistema de inovação no Brasil. “Ser um programa de inovação aberta tem um fundamento, que é valorizar o que nós temos no Brasil e dar espaço para que empreendedores brasileiros possam crescer nesse universo fantástico”, pontua.
A chamada está aberta para startups de todo o país, desde que associadas a uma unidade do SENAI. A seleção será dividida em quatro etapas, com previsão de até oito projetos contemplados. Além do recurso para o desenvolvimento dos projetos, as startups selecionadas receberão mentoria da rede SENAI, capacitação, acompanhamento estruturado e outros benefícios.
As inscrições e o regulamento geral da Aliança Educacional 2025 estão disponíveis no site da Plataforma Inovação para a Indústria, até 8 de setembro.
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Baixar áudioA Reforma Tributária está na etapa de regulamentação, prevista no Projeto de Lei Complementar (PLP) 68/2024, cuja análise segue no Senado Federal. A previsão é de que o relatório seja apresentado dia 22 de outubro. O texto foi promulgado em dezembro de 2023, como Emenda Constitucional 132. Nesse contexto, o mercado de startups no Brasil tem discutido as repercussões do texto para o setor.
A principal mudança prevista pela reforma é a unificação, a partir de 2033, de cinco tributos (ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins) em uma cobrança única. A divisão passa a ser, portanto, entre os níveis federal pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e estadual/municipal pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
No contexto em que a proposta de reforma tributária vem sendo analisada pelo Congresso Nacional, o mercado de startups no Brasil tem discutido as repercussões para o setor. O diretor financeiro na da Octus, uma consultoria jurídica para o setor de iGaming, Kleber Senhorelli, de São Paulo (SP), afirma que existem posicionamentos distintos de representantes de startups sobre o impacto nas mudanças propostas.
Segundo ele, entre os pontos positivos da reforma para o setor está “a promessa de simplificação tributária”. “O atual sistema, com uma complexidade elevada e múltiplos tributos sobre o consumo, representa um grande desafio para startups, que muitas vezes têm recursos limitados para lidar com a burocracia fiscal”, diz.
Senhorelli pontua, ainda, que a proposta da reforma de maior neutralidade tributária pode beneficiar startups ao promover, segundo ele, um ambiente mais justo de concorrência. “Isso pode ser especialmente importante em setores altamente tecnológicos e inovadores.”
Em contrapartida, Senhorelli avalia que existem preocupações do ramo em relação a um possível aumento da carga tributária. “Startups que operam com margem reduzida e ainda estão em fase de crescimento podem ser negativamente impactadas se a carga fiscal efetiva aumentar. Essa é uma das maiores apreensões”, salienta.
O advogado tributarista sócio do escritório Bento Muniz Advocacia, Eduardo Muniz Cavalcanti, de Brasília (DF), também aponta que a unificação dos tributos pela CBS e o IBS pode facilitar a gestão de carga tributária para as startups ou para esse perfil de contribuinte.
Porém, o advogado aponta que o possível aumento da carga de tributos pode elevar a carga tributária sobre as startups e afetar a competitividade e a capacidade de crescimento dessas empresas. “Especialmente o setor de tecnologia, que depende de margens de lucro para reinvestimento, pode ser particularmente sensível a qualquer aumento na carga tributária”, avalia Eduardo.
Cavalcanti pontua que o aumento da carga tributária também torna o ambiente menos atrativo aos investidores e estimula a emigração dessas empresas para locais mais favoráveis para crescimento.
“As startups são particularmente vulneráveis a essas mudanças, pois eu posso dizer que muitas operam com margens de lucro reduzidas e dependem sobremaneira de reinvestimento para manter o crescimento. E se os custos operacionais aumentarem devido a uma carga tributária maior, podemos enxergar um movimento de êxodo dessas empresas para locais onde as construções tributárias, digo eu, sejam mais competitivas”, destaca Eduardo Cavalcanti.
Copiar o textoA fundadora explica qual é a importância do material a ser utilizado de forma sustentável
Baixar áudioO projeto Start solidarium tem como finalidade recolher materiais recicláveis. Essa ideia foi criada por Luciana Luz e Lucas Luz, com a ajuda de André Sales e Antônio Marcos. O objetivo do projeto é o desenvolvimento sustentável, para a capacitação profissional e gerar novos empregos e renda. Com oportunidade de ingressar na marcenaria, indústria, artesanato e construção civil.
"O projeto solidário é indústria de economia circular. É transformar resíduos em matéria-prima; o nosso case de sucesso é a transformação do isopor em massa de reparo", explicou Luciana Luz, CEO da startup solidarium na Bahia.
A fundadora do projeto Start solidarium, Luciana Luz, ressalta o quanto é importante essa sustentabilidade usada por resíduos de matérias recicláveis e qual o seu destino final. "Dá um destino correto ao descarte de isopor, que é um material muito abundante, em embalagens de eletrônicos, eletrodomésticos e alimentos,” destaca.
Esse projeto novo na Bahia tem como parceiros o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Senai Cimatec e o Espaço Colabore.
Copiar o textoO cenário das agtechs ocupa o terceiro lugar (11,8%) entre os segmentos mais comuns de startups
Baixar áudioA proporção de internautas em áreas rurais cresceu no país, em comparação ao período anterior à pandemia. Em 2019, 53% dos indivíduos de 10 anos ou mais estavam conectados à internet; em 2021, o número subiu para 73%, segundo a pesquisa TIC Domicílios 2021. De acordo com o levantamento, o Brasil tem hoje mais de 148 milhões de usuários.
O setor agropecuário é um dos motores da economia nacional, e as novas tecnologias são um fator chave para o avanço. A inovação tecnológica tem um papel essencial para otimizar os rendimentos do agronegócio, com produtividade e sustentabilidade. Nesse cenário, as startups ganham destaque pela inovação, por meio de soluções de alta tecnologia para obstáculos enfrentados por produtores rurais.
As startups especializadas em soluções voltadas para o setor do agronegócio são denominadas agtechs, que ocupam o terceiro lugar (11,8%) entre os segmentos mais comuns de startups, ficando atrás apenas de educação (17,3%) e saúde e bem-estar (17,1%), segundo a Associação Brasileira das Startups (Abstartups).
A associação mapeou e identificou 299 agtechs ativas em todo Brasil, concentradas principalmente nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Ainda de acordo com o estudo, o setor é majoritariamente composto por empreendedores homens, com 68,8% dos fundadores do gênero masculino e 5,1% de fundadoras mulheres. As empresas com mais de um fundador em que a maioria são mulheres correspondem a 2,5%; as empresas com mais de um fundador e a maioria são homens representam 16,6%; e 7% são empresas com mais de um fundador com igual proporção entre mulheres e homens.

As tecnologias dentro das agtechs brasileiras
Ainda segundo dados da Abstartups, as principais tecnologias aplicadas pelas agtechs brasileiras são: aplicação de dados, inteligência artificial (IA), internet das coisas (IoT), softwares de comunicação e gerenciamento de nuvem e devices. Isso permitiu aumentar a produtividade, os lucros e a eficiência, além de garantir maior segurança nas operações e entender melhor as demandas do mercado.
A agtech PerfectFlight foi fundada em 2015 em São João da Boa Vista, São Paulo, pelos produtores rurais Kriss Corso e Josué Corso. O objetivo era criar um sistema para solucionar os desafios dos produtores no gerenciamento das pulverizações aéreas. O sistema foi construído em um ambiente de nuvem (cloud computing), o que permite que o software seja executado em qualquer dispositivo com acesso à internet.
“O nosso objetivo é saber onde, quando e como esses químicos, biológicos estão sendo aplicados, como que o agricultor está investindo o seu dinheiro em defensivos e qual é o retorno disso dentro da lavoura. Então a PerfectFight, ela vem com esse papel, de trazer toda essa mensuração, essa gestão sustentável da pulverização aérea agrícola é não só com aeronaves, hoje nós temos trabalhado com drone, helicópteros para melhor informação e tomada de decisão do agricultor”, explica o engenheiro agrônomo e gestor de desenvolvimento de negócios da empresa, Paulo Villela.
Já a Grão Direto, startup fundada em 2006 por três amigos de infância em Uberaba, Minas Gerais, é uma plataforma para a negociação de commodities como milho e soja entre vendedores, corretores, compradores e armazéns de grãos. Todo o processo é feito de maneira digital. Para facilitar, os usuários têm acesso aos preços médios das commodities em diversas regiões. Assim, tanto vendedores quanto compradores podem tomar a melhor decisão.
A plataforma também permite acessar os custos médios com frete para entregas, a cotação de dólar e ativos das principais bolsas. “Por meio da Grão Direto, você pode aumentar sua rede de contatos, se conectando com diferentes pessoas e encontrando oportunidades de negócio que antes, só teria acesso por telefone, de forma analógica. Temos vários exemplos no nosso dia a dia, de compradores e vendedores da mesma cidade, que antes da Grão Direto não se conheciam e nunca haviam negociado. E que através da plataforma tiveram a oportunidade de se conectar e realizar muitos negócios. Há negociadores, também, de regiões distintas e fora dos grandes centros”, aponta o líder de transações digitais da agtech, José Carlos Mazzeto.

Os empresários avaliam que embora o agronegócio seja um dos principais setores da economia brasileira, ainda há muitos produtores rurais pequenos, sem acesso a tecnologia por diversos motivos, entre eles a pouca escolaridade, a falta de informação e os altos custos de implementação. Para José Carlos Mazzeto, a digitalização e a agregação tecnológica são os maiores desafios encontrados nos processos fora da porteira, ou seja, nas atividades necessárias para a comercialização do produto final, como industrialização, armazenagem e distribuição.
“Nós temos os desafios de adaptação, nós sempre temos em qualquer setor a adaptação à tecnologia, mas essa forma pessoal de tratar o cliente, de tratar o usuário, ela é superimportante. Essa forma humana de você ensinar, mostrar o caminho, essa empatia com o cliente, ela é essencial para as agtechs”.
Como as tecnologias podem ajudar o setor no futuro
O agrônomo Paulo Villella observa que a cada nova tecnologia implementada, processos são transformados e toda a cadeia de produção agrícola sai ganhando. “A tecnologia no campo evolui muito rápido, às vezes em um dia a demanda é uma, em outra safra a demanda já mudou completamente. Pego pela nossa região, que já passou diversas culturas, tinha muito algodão há 30, 40 anos atrás, aqui no interior de São Paulo, hoje já não tem pé de algodão, então são oportunidades diferentes em cada safra, e as agtechs têm que estar de olho nisso para transformar a tecnologia a favor da cultura”, aponta.
Outros pontos importantes, segundo o agrônomo, são o aumento da produção e a melhoria da qualidade dos produtos. Quando o produtor tem informações da própria produção em mãos, pode escolher mais pontualmente onde precisa melhorar. “Os agricultores de médio, grande porte que não olharem para isso e não utilizarem essas ferramentas, estão cada vez mais sujeitos a perderem as suas margens que são cada vez menores. Quem não mede não controla. Então esse agricultor vai precisar dessas ferramentas para cada vez mais medir e ajeitar, saber onde que ela perde, para perder menos, saber onde ela ganha, para ganhar mais. E cada vez mais ter esse giro e pensar sempre em expansão”, explica Paulo Villela.
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