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Baixar áudioA participação de produtos estrangeiros no mercado brasileiro bateu recorde e atingiu o maior nível da série histórica avaliada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada no estudo Coeficientes de Abertura Comercial (CAC).
O coeficiente de penetração das importações chegou a 28,3% em 2025, alta de 1,6 ponto percentual (p.p.) em relação a 2024. O indicador mede a participação dos produtos importados no consumo brasileiro.
De acordo com a CNI, o avanço dos importados ocorreu em um cenário de estabilidade da produção industrial nacional e de menor dinamismo da demanda interna. A valorização do real ao longo do ano também contribuiu para aumentar a competitividade dos produtos estrangeiros no mercado brasileiro.
Além disso, a participação dos produtos chineses no consumo aparente da indústria de transformação também bateu recorde, alcançando 10,3%. O avanço foi impulsionado, sobretudo, pelos segmentos de equipamentos de informática e eletrônicos e de produtos têxteis.
Para a superintendente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, os resultados reforçam a necessidade de uma agenda estratégica internacional que combine o fortalecimento da competitividade da indústria nacional com instrumentos de política comercial e de defesa comercial alinhados à política externa.
“É preciso trabalhar em uma agenda de mão dupla. Por um lado, monitora e acompanha o avanço das importações e fortalece a defesa comercial para garantir uma concorrência justa para as empresas brasileiras. Por outro lado, trabalha na abertura e na diversificação desses mercados, agregando maior valor nas exportações brasileiras”, avalia.
A participação de insumos industriais importados na produção das fábricas brasileiras também atingiu o maior nível da série histórica em 2025. O coeficiente de insumos industriais importados chegou a 25,8%, estabelecendo um novo recorde pelo segundo ano consecutivo, após também registrar o maior patamar da série em 2024.
No ano passado, o consumo de insumos importados cresceu 4,6%, enquanto o de insumos industriais nacionais avançou apenas 0,4%. A diferença evidencia o maior uso de componentes e matérias-primas estrangeiros pela indústria brasileira.
O coeficiente de exportação da indústria de transformação voltou a crescer em 2025, passando de 18,9% para 20%. O indicador mede a parcela da produção industrial destinada ao mercado externo. Na prática, isso significa que R$ 1 de cada R$ 5 produzidos pelo setor foi destinado às exportações.
O avanço refletiu o crescimento de 5,9% nas exportações em um cenário de estabilidade da produção industrial, ampliando a parcela da fabricação nacional direcionada ao mercado externo.
Os Estados Unidos permaneceram como principal destino das exportações da indústria de transformação brasileira, com participação equivalente a 3,3% do valor da produção do setor. Na sequência, aparecem:
Apesar do aumento no uso de insumos importados, o coeficiente de exportações líquidas permaneceu positivo e estável em 9,6%. O indicador mostra que, em relação ao valor da produção industrial, as receitas obtidas com as exportações continuaram superiores aos gastos com a importação de insumos industriais.
Dos 20 setores analisados pela CNI, 11 apresentaram saldo positivo nesse indicador, com destaque para celulose e papel, metalurgia e madeira. Os outros nove registraram resultados negativos, entre eles os segmentos de equipamentos de informática e eletrônicos, produtos químicos e têxteis.
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Copiar o textoVendas ao mercado espanhol somaram US$ 7,5 bilhões entre janeiro e setembro
Baixar áudioAs exportações brasileiras para a Espanha somaram US$ 7,5 bilhões de janeiro a setembro de 2026, alta de 10% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o total foi de US$ 6,8 bilhões. O avanço corresponde a US$ 688,3 milhões, segundo dados da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
Em 2025, o comércio bilateral entre os dois países movimentou US$ 12,6 bilhões. Considerada a quarta maior economia da União Europeia, a Espanha tem Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 1,9 trilhão e projeção de crescimento de 2,6% em 2026, acima da média prevista para o bloco europeu.
As informações constam no perfil de comércio e investimentos da Espanha elaborado pela ApexBrasil. Clique aqui para ter acesso ao estudo.
A aplicação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, iniciada em maio de 2026, acrescenta novas possibilidades para as relações comerciais. Em 2025, cerca de 69% das importações espanholas provenientes do mundo tiveram origem em países com os quais a Espanha mantém acordos comerciais.
“Esse é o nosso papel. Nós queremos cada vez mais facilitar e acelerar os investimentos exteriores aqui no Brasil, destacadamente os investimentos europeus”, destacou o do presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller.
Entre maio e setembro de 2026, as exportações brasileiras para a União Europeia cresceram US$ 6,4 bilhões em comparação com o mesmo intervalo de 2025. No mercado espanhol, os destaques foram os aumentos nas vendas de suco de laranja congelado, abacates frescos, carnes bovinas desossadas, miudezas de aves, motores, componentes industriais e madeiras processadas.
O desempenho dos últimos anos também mostra a ampliação das relações comerciais entre os dois países. Em 2025, as exportações brasileiras para a Espanha totalizaram US$ 8,8 bilhões, mais de três vezes o valor registrado em 2015.
A pauta exportadora brasileira é concentrada em petróleo bruto, soja, farelo de soja, minério de cobre e café verde. Juntos, esses produtos representam mais de dois terços das vendas brasileiras ao mercado espanhol.
O Brasil responde por 61% da soja importada pela Espanha e é o principal fornecedor de farelo de soja do país. As vendas de minério de cobre também cresceram em 2026: entre janeiro e setembro, o volume exportado já havia superado o total registrado durante todo o ano de 2025.
A Espanha ocupa a 16ª posição entre os maiores importadores mundiais, com US$ 502,2 bilhões em compras externas. O levantamento da ApexBrasil identifica 498 oportunidades comerciais para produtos brasileiros no país.
Entre os segmentos com potencial de expansão estão alimentos processados, máquinas e equipamentos de transporte, combustíveis refinados, móveis, papel e produtos químicos especializados.
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O setor aeronáutico também apresenta oportunidades. A ampliação das parcerias estratégicas entre a Embraer e a companhia aérea espanhola Binter vem abrindo possibilidades para a exportação de aeronaves e componentes de alta tecnologia.
Além do comércio de bens, a Espanha tem participação relevante nos investimentos estrangeiros no Brasil. Em 2025, o estoque de investimento estrangeiro direto (IED) espanhol no país alcançou US$ 81,3 bilhões, aumento de 43,8% em relação ao ano anterior. Com esse resultado, a Espanha ocupou a quinta posição entre as origens de capital estrangeiro no Brasil e a terceira entre os países europeus.
Empresas espanholas como Telefônica Brasil, Neoenergia, Repsol, Acciona e Arteris atuam em setores como telecomunicações, energia, logística e infraestrutura.
Nos últimos dez anos, foram registrados 206 projetos espanhóis de investimento greenfield no Brasil, que somaram US$ 9,2 bilhões, além de 30 operações de fusões e aquisições, no valor de US$ 4,6 bilhões.
Entre as áreas que têm concentrado investimentos mais recentes estão energia renovável, hidrogênio verde, gestão aeroportuária e infraestrutura hoteleira.
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Baixar áudioSão João da Barra, no Rio de Janeiro, lidera o ranking de municípios brasileiros com as maiores perdas nas exportações para os Estados Unidos após o tarifaço norte-americano. A redução foi de US$ 590,6 milhões entre agosto de 2025 e julho de 2026, em comparação com os 12 meses anteriores. Os dados são de levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), que aponta impactos da medida sobre as economias locais.
A confederação listou as 16 cidades com as maiores perdas nas exportações e os principais setores impactados nessas localidades. Em segundo lugar aparece a cidade do Rio de Janeiro, com retração de US$ 561,7 milhões. Na sequência aparece Santos (SP), com queda de US$ 444,2 milhões.
Nos três municípios, o grupo de produtos mais afetado foi o mesmo. Confira os setores mais impactados em São João da Barra (RJ), Rio de Janeiro (RJ) e Santos (SP):
No estudo, a entidade mostrou que os impactos da medida sobre os municípios brasileiros chegam a R$ 66,8 bilhões, com reflexos em 1.135 localidades.
Os resultados do levantamento permitem identificar os municípios mais afetados pela redução das vendas externas e os setores produtivos com maior exposição às mudanças no comércio com os Estados Unidos.
O levantamento mostra que as perdas nas exportações se distribuem por diferentes estados brasileiros, com destaque para municípios da Região Sudeste. A região totalizou 71% das perdas, com destaque para São Paulo e Minas Gerais, enquanto a Região Sul teve a maior queda percentual (32,3%).
O ranking reúne seis cidades paulistas, quatro mineiras, duas fluminenses, duas capixabas, uma paraense e uma maranhense. Os 16 municípios listados pela CNM como os mais impactados respondem por mais da metade de todas as perdas, sendo US$ 3,4 bilhões, equivalente a R$ 24,3 bilhões em prejuízos, nas exportações para os EUA.
Confira o ranking com os municípios mais afetados pelo tarifaço dos EUA e o valor recuado:
Diante do cenário, a CNM alerta que o protecionismo, as barreiras sanitárias e as tensões geopolíticas podem gerar efeitos duradouros nas economias locais. Para proteger a arrecadação e preservar empregos, a entidade defende a diversificação da produção e dos parceiros comerciais, com fortalecimento do mercado interno e busca por novos mercados internacionais, reduzindo a dependência de um único comprador.
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Baixar áudioDiante das tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos, empresas brasileiras do setor de alimentos buscam ampliar a presença no mercado europeu. Na SIAL Paris 2026, 156 companhias nacionais apresentaram seus produtos a compradores internacionais, sendo que 74 delas foram afetadas pelas medidas comerciais norte-americanas. Iniciada em 17 de outubro, a feira de alimentos ocorre nos arredores de Paris, na França, e terminou na quarta-feira (21).
A participação brasileira no evento também fez parte da estratégia da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) para ajudar companhias nacionais a diversificar os destinos de suas exportações. Na abertura do Pavilhão Brasil, o presidente da Agência, Laudemir Müller, destacou a importância dessa tendência.
“Do total das empresas que estão aqui, 74 foram afetadas, de alguma forma, pelas tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos (EUA). A ApexBrasil tem ajudado esses empreendedores na busca de outros mercados, com condições diferenciadas de apoio”, disse.
Müller também relacionou o desempenho das exportações à participação do agronegócio na economia brasileira e às perspectivas de crescimento do país.
“Apesar desse contexto de grandes desafios globais, o Brasil tem resultados muito positivos nas exportações e deve se tornar a oitava maior economia do mundo, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), além de avançar para se consolidar como o maior exportador de alimentos do mundo”, pontuou.
“O fato de o Brasil poder se tornar a oitava maior economia do mundo no próximo ano tem muito a ver com as exportações, que contribuem diretamente para a nossa política monetária e estão fortemente ligadas à participação expressiva do agronegócio na economia e no comércio exterior brasileiro”, complementou Müller.
A participação brasileira na feira ocorreu após um ano de crescimento nas vendas externas do setor. Em 2025, as exportações do agronegócio somaram US$ 169,2 bilhões. O valor representa uma alta de 3% em relação a 2024 e corresponde a 48,5% de todas as exportações brasileiras, conforme dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
A edição de 2026 também ocorreu após o início da aplicação provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que está em vigor desde 1º de maio de 2026. A delegação brasileira foi composta por empresas de diferentes portes, grandes cadeias exportadoras e cooperativas da agricultura familiar. A variedade de produtos incluiu proteínas animais e alimentos ligados à sociobiodiversidade brasileira.
“O legal dessa feira é que temos muitos setores diferentes. Estamos com o pessoal de biscoito, uma empresa do lado dela de fécula de mandioca, depois uma de balas e doces, e em seguida uma com geleia, com mel. Então, é um pouco realmente de tudo o que o nosso agro tem a oferecer, é uma forma de mostrar para a Europa que o acordo traz oportunidade para empresas pequenas brasileiras, para cooperativas da agricultura familiar, e que o Brasil é um parceiro para o que o consumidor europeu queira consumir", afirmou o gerente de Agronegócio da ApexBrasil, Pedro Netto.
No evento, o Brasil ocupou mais de dois mil metros quadrados de área em quatro pavilhões, localizados nos halls 4, 5, 6 e 8 do centro de exposições Paris Nord Villepinte.
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A organização estima que a SIAL Paris reuniu cerca de 8 mil expositores de 130 países, 650 startups e mais de 400 mil produtos. A expectativa era receber 295 mil profissionais de aproximadamente 194 países. O evento ocupou 280 mil metros quadrados de área de exposição e reuniu compradores, importadores, distribuidores, redes de supermercados e representantes da indústria mundial de alimentos.
Entre os participantes estiveram 5 mil grandes compradores que somam um poder de compra estimado em € 60 bilhões. De acordo com a organização, em média, 83% dos compradores realizam negócios durante a feira ou nos meses seguintes.
Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Augusto Billi, a feira ocorreu em um momento de expansão do acesso dos produtos agropecuários brasileiros ao mercado internacional. Billi destacou a relevância do trabalho em conjunto entre governo e iniciativa privada no sentido de expandir as vendas para o exterior e superar barreiras comerciais.
“Temos conseguido alcançar cada vez mais aumento das exportações com base nesse trabalho conjunto entre ApexBrasil, Ministério da Agricultura, Ministério das Relações Exteriores e iniciativa privada”, afirmou.
O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, destacou a presença da carne bovina brasileira no comércio internacional e a parceria da entidade com a ApexBrasil. Ele também mencionou as restrições enfrentadas pelo setor no mercado europeu e a busca por oportunidades em outros destinos.
“A carne bovina brasileira tem uma presença muito importante no mercado internacional. A parceria entre a ABIEC e a ApexBrasil, com mais de 20 anos, tem contribuído para a promoção da carne bovina brasileira em diferentes países. Durante a feira, representantes do setor têm mantido diálogo e encontrado alternativas para superar as restrições comerciais impostas à proteína animal brasileira na Europa e buscar oportunidades em outros destinos”, enfatizou.
O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, também enalteceu os resultados da parceria com a ApexBrasil na promoção dos produtos brasileiros no exterior e se mostrou otimista com o desempenho das empresas nacionais.
“Esta parceria de anos tem sido fundamental para levar os produtos brasileiros a mercados internacionais. Esse trabalho fortaleceu a promoção de marcas como Brazilian Chicken, Brazilian Egg e Brazilian Breeds, projetos setoriais em conjunto com a ApexBrasl, e contribuiu para divulgar a qualidade sanitária e a capacidade produtiva do setor, além de apoiar a busca por soluções para a retomada de fluxos comerciais afetados por restrições sanitárias”, considerou.
A participação de 14 cooperativas da agricultura familiar com estandes próprios foi uma das iniciativas brasileiras na SIAL Paris 2026. A ação integra o programa Cooperar para Exportar, da ApexBrasil, e busca aproximar pequenos produtores de compradores internacionais.
Os representantes das cooperativas apresentaram produtos de diferentes biomas brasileiros, como castanhas-do-brasil, castanhas de caju, baru, derivados do Cerrado, mel e outros alimentos associados à biodiversidade e à bioeconomia.
A presidente da União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), Fátima Torres, destacou os possíveis efeitos econômicos e sociais da participação na feira.
“O mundo quer consumir os produtos da sociobiodiversidade. Cada contrato que nossas cooperativas firmam com um país da União Europeia significa mais renda e mais segurança alimentar no campo brasileiro”, afirmou.
Durante o evento, a empresa brasileira AMZ Tropical conquistou o Beverages Award, na categoria Bebidas, do SIAL Innovation Awards. Fundada na Amazônia, a companhia foi a única brasileira entre as 28 vencedoras da premiação, que avaliou mais de 2,7 mil produtos.
O CEO da empresa, Leandro Daher, recebeu o prêmio pelas quatro bebidas prontas inspiradas na biodiversidade amazônica: Amazônico Negroni, Limoncello Amazônico, Fitzgerald Amazônico e gin de jambu em versão associada à COP30.
“Estamos muito orgulhosos de poder ganhar este prêmio com estas bebidas que representam muito a Amazônia e nossas raízes. Trazer este prêmio para o Brasil e para a Amazônia tem um sabor incrível. Obrigada à ApexBrasil por sempre apoiar a nossa empresa e nossos projetos”, agradeceu Daher.
A inauguração do Pavilhão Brasil contou ainda com a presença do chefe do Setor de Promoção Comercial e Investimentos (Secom) da Embaixada do Brasil na França, ministro Caio Renault; do vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza; do diretor global da ABPA, Luis Rua; e da presidente da Unicafes, Fátima Torres.
Também participaram os gerentes da ApexBrasil Carla Duarte, de Relações Institucionais e Governamentais; e Pablo Lira, de Eventos, além de compradores e visitantes.
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Baixar áudioO tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros afetou as exportações de 1.135 municípios entre agosto de 2025 e julho de 2026, com prejuízos estimados em R$ 66,8 bilhões para as economias locais. Os dados integram um levantamento divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) que aborda os efeitos do tarifaço americano nas exportações das cidades nos últimos 12 meses.
A entidade afirma que o período registrou o menor nível de exportações brasileiras para o mercado norte-americano desde 2021. Entre os setores mais afetados estão as cadeias produtivas do petróleo, café, suco de laranja, ferro-gusa e silvicultura.
Segundo o estudo, 271 municípios chegaram a zerar as vendas para os Estados Unidos. Antes do anúncio das tarifas, a entidade pontua que essas localidades registravam receitas de R$ 588 milhões com as exportações para o país. Outros 864 municípios também sofreram impactos, com queda média de 30% no valor exportado.
O levantamento aponta ainda que 657 municípios, o equivalente a 58% do total afetado, não conseguiram compensar a perda de negócios com os norte-americanos por meio de outros parceiros comerciais. Os impactos mais severos foram registrados, principalmente, em municípios de pequeno porte, que enfrentam maiores dificuldades para substituir os mercados compradores.
Entre as cadeias produtivas analisadas, os cinco segmentos com maiores impactos acumulados registraram perdas que somam US$ 1 bilhão, conforme o levantamento.
No setor petrolífero, a redução das receitas foi acompanhada por uma queda de 28% no volume exportado. No caso do café, o volume embarcado diminuiu 43% no período analisado.
Já as exportações de suco de laranja apresentaram uma redução de 33,7% no preço médio, apesar do crescimento de 13,6% na quantidade exportada. As cadeias do ferro-gusa e da silvicultura também registraram retrações, tanto nas quantidades comercializadas quanto nos preços médios dos produtos.
Para o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, os efeitos das barreiras comerciais podem se prolongar e comprometer a arrecadação municipal e a manutenção dos empregos. Ele defende a diversificação dos mercados como estratégia para reduzir a dependência das exportações destinadas a um único país.
“O protecionismo, as barreiras sanitárias e as tensões geopolíticas globais tendem a gerar efeitos duradouros. Para proteger a arrecadação e garantir a manutenção dos empregos locais, é necessário reduzir a dependência de um único comprador, fortalecendo a diversificação produtiva e comercial no mercado interno e com novos parceiros internacionais”, avalia.
Na avaliação de Ziulkoski, essa estratégia pode contribuir para ampliar a resiliência dos municípios, especialmente daqueles mais vulneráveis às oscilações nas exportações.
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Baixar áudioEmpresas brasileiras do setor audiovisual poderão negociar projetos e prospectar parcerias internacionais durante a 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, realizada de 14 a 29 de outubro. Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos organizou o ApexBrasil Business Hub, espaço voltado a reuniões de negócios e ao contato com delegações estrangeiras, como parte da programação do VI Encontro de Ideias Audiovisuais.
O intuito da iniciativa é ampliar as oportunidades de negócios em áreas como produção, distribuição, coprodução e prestação de serviços especializados. De acordo com a Agência, estão previstas delegações do Reino Unido, da China, da Argentina e da França, que poderão conhecer projetos e empresas brasileiras.
A diretora de Negócios da ApexBrasil, Maria Paula Velloso, enfatiza que a expectativa é que as produtoras brasileiras sejam contempladas com negócios internacionais.
“Queremos transformar a presença de profissionais internacionais na mostra em oportunidades concretas para o audiovisual brasileiro. Nosso objetivo é criar um ambiente em que as empresas possam apresentar seus projetos, identificar parceiros e estabelecer conexões que resultem em novos negócios”, afirma.
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A Mostra reúne filmes de diferentes países e promove discussões sobre tendências, narrativas e mudanças no setor cinematográfico. O VI Encontro de Ideias Audiovisuais, por sua vez, terá atividades voltadas ao mercado e à criação de novas parcerias.
A programação contará ainda com um painel da ApexBrasil sobre a contribuição do audiovisual para a balança comercial brasileira. A Agência destaca que o setor não se limita à venda de filmes e séries, já que também envolve serviços de distribuição, coprodução, tecnologia, locações e infraestrutura para filmagens. Essas atividades, segundo a ApexBrasil, podem gerar empregos qualificados e receitas provenientes do exterior.
“O audiovisual é uma indústria criativa, mas também é uma indústria de serviços, tecnologia e negócios internacionais. Quando uma produção estrangeira encontra no Brasil profissionais, infraestrutura, locações e empresas capazes de atender às suas necessidades, estamos falando também de exportação de serviços e de geração de valor para a economia brasileira”, afirma Maria Paula.
A participação na mostra faz parte da estratégia da ApexBrasil para ampliar a presença da economia criativa brasileira no mercado internacional. O intuito é fortalecer a atuação do país tanto na produção de conteúdo quanto no desenvolvimento de parcerias para projetos audiovisuais em âmbito global.
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Baixar áudioOito setores produtivos brasileiros vão discutir estratégias para ampliar a atuação no mercado europeu durante uma agenda de trabalho em Bruxelas, na Bélgica, entre 12 e 16 de outubro. A iniciativa Conexões Produtivas Bruxelas, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), prevê a elaboração de planos de ação para identificar oportunidades comerciais e ampliar a presença de produtos brasileiros na região.
O setor de rochas naturais participará das discussões por meio do projeto It’s Natural – Brazilian Natural Stone, desenvolvido pela Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) em parceria com a ApexBrasil. Representarão a entidade Fabio Cruz, vice-presidente, e Thiago Fukuda, gerente do projeto.
A agenda terá como ponto de partida um diagnóstico dos setores participantes. No caso das rochas naturais, o objetivo é mapear oportunidades, identificar obstáculos e avaliar quais mercados europeus apresentam maior potencial para os produtos brasileiros. A partir desse levantamento, serão definidas prioridades e ações para estimular a demanda e ampliar as oportunidades de negócios para as empresas do segmento.
“A diversificação de mercados é uma estratégia permanente para ampliar a competitividade e a presença internacional do setor. A Europa tem um papel importante nesse movimento e reúne países com perfis, demandas e oportunidades distintas. Precisamos entender essas particularidades, identificar onde as rochas brasileiras têm maior potencial e definir prioridades. É esse conhecimento que nos permite transformar inteligência de mercado em ações concretas, capazes de gerar demanda e novas oportunidades de negócios para as empresas brasileiras”, destaca Fabio Cruz.
A diversidade de rochas naturais brasileiras é um dos fatores que podem favorecer a expansão das exportações do setor. Para a diretora de Negócios da ApexBrasil, Maria Paula Velloso, as características geológicas do país ajudam a diferenciar os produtos brasileiros no mercado internacional.
“Sabendo da importância desse mercado, uma vez que o Brasil possui a maior diversidade geológica do mundo. São mais de 1.200 tipos de pedras que nos tornam únicos. Isso mostra que estamos no caminho certo”, afirma.
A participação na agenda de Bruxelas integra uma estratégia de expansão internacional do setor. Recentemente, a ApexBrasil aprovou um aditivo de R$ 1,9 milhão ao ciclo atual do It’s Natural – Brazilian Natural Stone. O recurso adicional permitirá ampliar as iniciativas de promoção comercial e inteligência de mercado na Europa, na Ásia e no Oriente Médio.
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Entre as ações previstas estão um estudo relacionado aos efeitos do Acordo Mercosul-União Europeia para o setor brasileiro de rochas naturais e a realização de uma Rodada Internacional de Negócios na Polônia.
O reforço também abrange iniciativas em mercados da Ásia e no Oriente Médio. A estratégia combina estudos de mercado e atividades de promoção comercial para orientar a atuação do setor e identificar novas possibilidades de negócios.
O It’s Natural – Brazilian Natural Stone é um programa de incentivo às exportações desenvolvido pela Centrorochas em parceria com a ApexBrasil. A iniciativa busca estimular as vendas externas de rochas naturais brasileiras por meio de ações de internacionalização, promoção comercial, fortalecimento da imagem do setor e desenvolvimento de sua atuação no mercado internacional.
Empresas interessadas em participar podem realizar o cadastro gratuito pelo formulário de inscrição, clicando aqui.
A Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) foi fundada em 2004 e representa nacionalmente o setor de rochas naturais. Com atuação em 17 estados, reúne uma rede de mais de 470 empresas associadas e apoiadas.
A entidade trabalha na defesa dos interesses do setor e no fortalecimento da competitividade da cadeia produtiva, mantendo interlocução com o poder público, instituições e parceiros estratégicos.
As iniciativas da entidade incluem desenvolvimento setorial, sustentabilidade, inovação, inteligência de mercado, qualificação, promoção comercial e internacionalização, com foco na competitividade e na presença das rochas naturais brasileiras nos mercados nacional e internacional.
ApexBrasil
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua na promoção de produtos e serviços brasileiros no exterior e na atração de investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia nacional.
Para apoiar as exportações, a agência organiza missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, participação de empresas brasileiras em feiras internacionais e visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião à estrutura produtiva do país. Essas iniciativas também buscam fortalecer a marca Brasil no exterior.
A ApexBrasil trabalha ainda com instituições públicas e privadas para atrair investimentos estrangeiros diretos (IED), com foco em setores estratégicos para o desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e da economia nacional.
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Baixar áudioAs exportações brasileiras de vinhos e espumantes somaram US$ 6,79 milhões no primeiro semestre de 2026, uma alta de 23,73% em relação ao mesmo período de 2025. Os produtos chegaram a 79 países, e a ampliação das oportunidades no mercado internacional estará em pauta na ProWine São Paulo 2026, que será realizada entre os dias 6 e 8 de outubro, no Expo Center Norte.
A ação faz parte do Exporta Mais Brasil, iniciativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em parceria com o Conselho Superior do Vinho (Consevitis-RS), por meio do projeto Wines of Brazil. A atividade também integra o Plano de Diversificações de Exportações + Caminhos + Negócios.
Cerca de 20 empresas brasileiras participarão de reuniões com oito compradores internacionais. Os representantes vêm da China, Reino Unido, Suécia, Países Baixos, Angola, Rússia, México e Paraguai.
As empresas brasileiras selecionadas incluem produtores, cooperativas e exportadoras de diferentes portes e regiões do país. A proposta é aproximar os negócios brasileiros de potenciais parceiros comerciais e ampliar as oportunidades de venda em outros mercados.
O número de vinícolas registradas no Brasil cresceu 41,5% entre 2020 e 2025. De acordo com o Anuário do Vinho 2026, publicado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o país passou de 682 para 965 estabelecimentos no período. As vinícolas estão distribuídas por 327 municípios.
O Rio Grande do Sul concentra a maior parte dos estabelecimentos, com 600 vinícolas. Na sequência aparecem Santa Catarina, com 102, e São Paulo, com 86.
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O crescimento do número de vinícolas acompanha a expansão das exportações brasileiras. No primeiro semestre de 2026, as exportações de vinhos somaram US$ 5,61 milhões, alta de 24,66% em relação ao mesmo período de 2025. Já os espumantes alcançaram US$ 1,18 milhão, crescimento de 19,50%.
Segundo o Wines of Brazil, 19 vinícolas exportadoras apoiadas pelo projeto responderam por 60,81% das empresas brasileiras que exportaram produtos do setor no primeiro semestre de 2026. Entre as empresas exportadoras de espumantes, essa participação foi de 65,83%.
O levantamento também aponta que a produção declarada de vinho ultrapassou 300 milhões de litros em 2025. No mesmo ano, o setor registrou 7.361 empregos diretos.
06/10 | Terça-feira
07/10 | Quarta-feira
08/10 | Quinta-feira
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Baixar áudioEmpresas brasileiras que querem começar a exportar ou ampliar a presença no mercado internacional terão acesso, a partir deste mês de outubro, a uma consultoria individual e gratuita da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
O serviço, chamado Apex Mais Perto, oferece até três horas de orientação online com especialistas em comércio exterior credenciados pela agência. Entre os temas abordados estão escolha e diversificação de mercados, formação de preços para exportação, logística, procedimentos aduaneiros e contratos internacionais.
Além disso, a consultoria poderá abordar oportunidades decorrentes de acordos comerciais, estratégias de acesso a mercados estrangeiros, riscos, garantias e marketing internacional.
Segundo a gerente de Competitividade da ApexBrasil, Clarissa Furtado, o serviço surgiu a partir da identificação de dúvidas que ainda dificultam o avanço de empresas com potencial para atuar no exterior.
“Muitas empresas sabem que têm potencial para vender para outros países, mas ainda têm dúvidas sobre como avançar. O Apex Mais Perto foi criado para aproximar essas empresas de especialistas, com uma orientação personalizada e voltada aos desafios reais de cada negócio”, destaca.
"Você poderá escolher o tema da consultoria e conversar sobre os desafios mais importantes para sua empresa. Você escolhe o tema, escolhe o consultor e a gente cuida do resto”, complementa Clarissa.
A empresa pode indicar o assunto sobre o qual precisa de orientação e consultar os perfis dos especialistas disponíveis antes de marcar a sessão. O formato permite que o atendimento seja concentrado em uma questão específica, de acordo com o estágio e os objetivos de cada negócio.
Uma empresa que esteja analisando novos destinos para seus produtos, por exemplo, poderá buscar orientação sobre diversificação de mercados. Já outra que tenha dificuldades relacionadas à precificação poderá direcionar a consultoria para formação de preços. Logística e contratos internacionais também estão entre os assuntos disponíveis.
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De acordo com a ApexBrasil, o atendimento poderá ocorrer em uma ou mais sessões, desde que o total não ultrapasse as três horas previstas. Cada empresa poderá receber até três horas de consultoria gratuita a cada período de seis meses.
O Apex Mais Perto é voltado a empresas brasileiras produtoras de bens que tenham CNPJ ativo e estrutura suficiente para iniciar ou ampliar as atividades de exportação.
O serviço contempla tanto negócios que ainda estão começando a atuar no comércio exterior quanto empresas que já exportam e precisam esclarecer questões específicas para avançar ou diversificar sua presença em outros países.
A consultoria terá caráter orientativo. O especialista fornecerá informações e boas práticas de mercado para ajudar a empresa a compreender aspectos relacionados à internacionalização e a elaborar sua própria estratégia. As decisões e a execução das medidas recomendadas continuam sob responsabilidade da empresa.
Para acessar o Apex Mais Perto, a empresa deverá entrar no portal da ApexBrasil, fazer o cadastro e preencher um diagnóstico com informações sobre seu perfil e suas necessidades.
Depois, a ApexBrasil avaliará se a empresa se enquadra no público elegível. Com a adesão ao serviço, será liberado o acesso ao sistema de agendamento.
A iniciativa amplia as opções de atendimento oferecidas pela ApexBrasil a empresas brasileiras que buscam informações para avançar no processo de internacionalização. A proposta é atender desde dúvidas sobre os primeiros passos no comércio exterior até questões específicas enfrentadas por empresas que já exportam.
Copiar o textoApexBrasil destaca potencial de novos negócios com países que importaram US$ 471,8 bilhões em 2023
Baixar áudioO acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) começou a entrar em vigor nesta quinta-feira (1º) para as relações entre Brasil e Islândia. A medida reduz tarifas e estabelece novas condições de acesso para produtos brasileiros em um mercado que, formado por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça, movimentou US$ 471,8 bilhões em importações em 2023.
A implementação será gradual entre os países. Entre Brasil e Noruega, as regras passam a valer a partir de 1º de novembro. Já a aplicação do acordo entre Brasil, Suíça e Liechtenstein ainda depende da conclusão dos procedimentos internos desses países.
O tratado foi promulgado pelo Brasil em 23 de setembro, por meio de decreto publicado em edição extra do Diário Oficial da União. As negociações começaram em 2017 e chegaram a um acordo político em 2019. O processo foi retomado em abril de 2024 e finalizado em junho de 2025, depois de reuniões técnicas virtuais e quatro rodadas presenciais na capital da Argentina.
A EFTA reúne quatro países europeus que não fazem parte da União Europeia: Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. Juntos, eles têm cerca de 15 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente US$ 1,4 trilhão.
Segundo dados divulgados pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o PIB per capita médio dessas nações é de aproximadamente US$ 98 mil. Em Liechtenstein, chega a US$ 219,8 mil."
Apesar de reunirem cerca de 15 milhões de habitantes, os quatro países têm expressiva participação no comércio internacional. Em 2023, importaram US$ 471,8 bilhões, o que colocou a EFTA na 14ª posição entre os maiores mercados importadores do mundo.
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Para o presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller, a expectativa é que a redução de tarifas e as novas condições de acesso ampliem as possibilidades de negócios para empresas brasileiras.
“Agora estamos dentro, agora temos acesso diferenciado. Isso pode mudar o seu negócio, pode mudar a sua empresa, pode mudar a sua cooperativa, a sua propriedade rural. Isso vai gerar mais exportação, mais negócios e gerar emprego e renda”, destaca.
Considerados em conjunto, Mercosul e EFTA formam um mercado de aproximadamente 290 milhões de consumidores e somam um PIB de cerca de US$ 4,39 trilhões, com base em dados de 2024.
A redução ou eliminação de tarifas prevista no acordo não garante, por si só, a realização de novos negócios. Para aproveitar as condições comerciais, as empresas precisam identificar a demanda nos países de destino, cumprir as regras estabelecidas no tratado e encontrar compradores.
A ApexBrasil oferece serviços de inteligência de mercado e promoção comercial, além de promover a aproximação entre empresas brasileiras e importadores estrangeiros. Entre as iniciativas estão missões empresariais, participação em feiras internacionais e rodadas de negócios
A ApexBrasil também acompanha oportunidades específicas nos quatro países da EFTA para orientar empresas interessadas em ampliar ou iniciar suas exportações para a região.
O acordo com a EFTA amplia a rede de preferências comerciais do Mercosul na Europa e se soma ao entendimento firmado entre o bloco sul-americano e a União Europeia.
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