Sebrae

07/03/2026 04:55h

Ao todo, 59 iniciativas de empresas, ecossistemas e pesquisadores de 17 estados disputam a maior premiação de inovação do país

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Nesta sexta-feira (6), foram anunciados os finalistas do 9º Prêmio Nacional de Inovação (PNI). Ao todo, 59 iniciativas chegaram à etapa final da premiação, envolvendo empresas de diferentes portes, ecossistemas de inovação e pesquisadores de 17 estados: AL, AM, BA, CE, ES, GO, MG, MS, PA, PE, PB, PR, RJ, RN, RS, SC, SP.

Considerada a maior premiação de inovação do país, o PNI reconhece soluções inovadoras desenvolvidas no Brasil e reforça o papel estratégico da inovação para aumentar a produtividade, a competitividade e o desenvolvimento econômico e social.

A especialista em Inovação e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Gabriela Vieira, afirma que a premiação busca fortalecer a cultura de inovação no setor industrial brasileiro.

“Ele vai ser uma vitrine nacional, onde empresas e indústrias trazem os seus cases de sucesso e impulsionam essas conexões, ajudando para que essas devidas conexões e parceiros consigam orientar investimentos, políticas públicas e até pautar prioridades tecnológicas.”

O anúncio dos vencedores ocorrerá em 26 de março, durante o 11º Congresso de Inovação da Indústria, no WTC, em São Paulo. Com inscrição gratuita, todos os participantes recebem um relatório de feedback de avaliação. Já os finalistas ganham certificados, troféus, divulgação em mídia espontânea e participação no congresso.

Ao longo de oito edições, o PNI já registrou mais de 16,5 mil inscritos e premiou 113 iniciativas de todas as regiões do país. Só na 9ª edição, foram registradas 1.451 inscrições — sendo 1.165 de empresas, 107 de ecossistemas de inovação e 179 de pesquisadores.

A novidade desta edição é que os projetos passaram a ser avaliados também pela efetividade no mercado, com base em resultados mensuráveis e impacto positivo na sociedade.

O prêmio é promovido pela Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) — que reúne a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) — em correalização com o Serviço Social da Indústria (SESI), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e o Ministério de Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI).

Confira os finalistas por modalidades

1- Descarbonização

Pequenas empresas 

  • Aiper (SP) 
  • Amazon Rhiira (PA) 
  • Isobloco (AL) 

Médias empresas 

  • 3E Soluções (SP) 
  • Protium (PR) 
  • ReciAço (RN) 

Grandes empresas 

  • Natura (SP) 
  • Tutiplast (AM) 
  • Whirlpool (SP)

2- Recursos Renováveis

Pequenas empresas 

  • NanoScoping (SC) 
  • Nilo by Lysis (PR) 
  • Sabor de Coco (RN) 

Médias empresas 

  • Bqmil (RN) 
  • Melhoramentos (SP) 
  • Serra Verde (GO) 

Grandes empresas 

  • Baterias Moura (PE) 
  • Natura (SP) 
  • Vale (RJ)

3- Digitalização

Pequenas empresas 

  • Lauduz Tecnologias (ES) 
  • Mulheres Conectadas (AL) 
  • Ummixads (GO) 

Médias empresas 

  • Kemia Efluentes (SC) 
  • Montrel (SP) 

Grandes empresas 

  • Vivix Vidros (PE) 
  • Wilson Sons (SP) 
  • Zagonel (SC)

4- IA para produtividade

Pequenas empresas 

  • Sandora /ML (AL) 
  • Strokmatic (SC) 
  • Trilha do Aprendiz (AM) 

Médias empresas 

  • Aquarela (SC) 
  • Kaatech (PA) 
  • TecnoSpeed (PR) 

Grandes empresas 

  • Bio-Vet (SP) 
  • Inpasa (MS) 
  • Tupy (SC)

5- Lei do Bem

Médias empresas 

  • AgroSystem (SP) 
  • Exatron (RS) 
  • Medical San (RS) 

Grandes empresas 

  • Casan (SC) 
  • Natura (SP) 
  • Suzano (BA)

6- Ecossistemas de Inovação

Pequeno porte 

  • Gravataí (RS) 
  • SRI Norte Pioneiro (PR) 
  • Vale do Seridó (RN) 

Médio porte 

  • São Leopoldo (RS) 
  • Sudoeste do Paraná (PR) 
  • Viçosatec (MG)

Grande porte 

  • Estação 43 – Londrina (PR) 
  • Farol Digital (PB) 
  • Florianópolis (SC)

7- Pesquisador Empreendedor

Pequena empresa 

  • Iara Mendes Maciel, da NanoTerra (GO) 
  • Itamir de Morais Barroca Filho, da Nut (RN) 
  • Maria Beatriz da Rocha Veleirinho, da NanoScoping (SC) 

Média empresa 

  • Betina Giehl Zanetti Ramos, da NanoVetores (SC) 
  • Josafá Rebouças, da IBEL (CE) 
  • Paulo José Coelho Canavezi, da Montrel (SP) 

Grande empresa 

  • Bruna Ghiraldini, da S.I.N. Implant System (SP) 
  • Carla Maria Sanches Scanavez de Paula,da Natura (SP) 
  • Fabio Leandro Calderaro, da Tutiplast (AM)

Segundo Gabriela Vieira, o processo de avaliação do PNI começa com a etapa de inscrição, na qual empresas e pesquisadores respondem a questionários sobre seus projetos. As informações são então analisadas em um processo estruturado de avaliação técnica, conduzido por especialistas capacitados na metodologia desenvolvida pelo prêmio.

“Feita essa análise de aderência, os processos que têm o melhor desempenho avançam para validação, onde é realizada a entrevista diretamente com a empresa participante e esses profissionais capacitados na metodologia do prêmio. No final desse processo, ocorre uma segunda banca de juízes também formada por diversas instituições, representantes e lideranças desse ecossistema de inovação e eles são responsáveis por validar os finalistas e definir os vencedores de cada categoria”, explica.

O gerente de inovação do Sebrae, Paulo Renato, destaca que os temas foram definidos a partir das necessidades reais das empresas e das transformações do cenário global.

“Como é que as empresas estão otimizando recursos e gastos, por exemplo, de energia ou água? Como é que as pequenas empresas estão utilizando recursos renováveis para melhorar a sua eficiência e impactando menos o meio ambiente? Induzir as empresas a começarem a usar ferramentas de IA, para começar a melhorar os seus pequenos negócios.”

Confira outros detalhes no site do Prêmio Nacional de Inovação.

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25/02/2026 04:30h

Levantamento do Sebrae aponta que micro e pequenas empresas geraram 3,4 milhões das 4,4 milhões de vagas criadas no país nos últimos três anos

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As micro e pequenas empresas (MPEs) foram responsáveis por 77,9% do saldo de empregos no Brasil desde 2023. É o que revela levantamento do Sebrae, com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Nos últimos três anos, o saldo de vagas no país, diferença entre admissões e demissões, foi de 4,4 milhões. Desse total, 3,4 milhões foram gerados por micro e pequenas empresas.

Apenas no acumulado de 2025, o Brasil registrou saldo positivo de 1.279.498 empregos. As MPEs responderam por 80,5% desse total, o segundo melhor desempenho do segmento no período analisado.

Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, os números reforçam a relevância dos pequenos negócios para a economia nacional. Segundo ele, os resultados refletem o trabalho integrado conduzido pelo governo federal, além de medidas que fortalecem o ambiente de negócios, como a ampliação do acesso ao crédito e políticas de estímulo ao empreendedorismo.

Décio Lima também destacou que, em 2025, a taxa média de desemprego ficou em 5,6%, a menor da série histórica, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “O mercado de trabalho segue forte, graças, principalmente, aos pequenos empreendedores, cada vez mais apoiados por políticas públicas e acesso facilitado a crédito”, afirmou.

Um dos exemplos citados é o programa Acredita Sebrae, com recursos do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), que alcançou R$ 11 bilhões em crédito assistido no ano passado.

Saldo de empregos no Brasil

  • 2025: 1,2 milhão (MPEs: 80,5% do total)
  • 2024: 1,6 milhão (MPEs: 73% do total)
  • 2023: 1,4 milhão (MPEs: 81,3% do total)

Saldo de empregos das MPEs por setor desde 2023

  • Serviços: 1.762.309
  • Comércio: 790.385
  • Construção: 482.619
  • Indústria de transformação: 304.556
  • Agropecuária: 53.306
     
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18/01/2026 04:15h

Sebrae alerta para os riscos do uso excessivo do cartão e reforça alternativas de crédito mais barato e planejado, como o Fampe e o Programa Acredita

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O cartão de crédito continua sendo um dos serviços financeiros mais utilizados pelos pequenos negócios no Brasil. É o que revela uma pesquisa do Sebrae, que aponta que microempreendedores individuais, micro e pequenas empresas recorrem com frequência a essa modalidade para cobrir despesas do dia a dia e manter o funcionamento das atividades.

Os dado faz parte da pesquisa Hábitos Financeiros dos Pequenos Negócios, realizada em parceria pelo Sebrae e pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE). O levantamento ouviu mais de 6,2 mil pessoas que atuam em diferentes setores da economia em todas as regiões do país.

O estudo também analisou a evolução das principais formas de pagamento e acesso a recursos financeiros utilizados pelos empreendedores entre 2022 e 2025. Nesse período, o uso de boletos foi o que mais cresceu, passando de 27% para 46%. O cartão de crédito permanece elevado, sendo utilizado por 43% dos pequenos negócios. Já o empréstimo bancário apresentou leve crescimento, de 35% para 39%, assim como o financiamento de bens e equipamentos, que subiu de 35% para 42%

Apesar da praticidade, o Sebrae alerta que o uso recorrente do cartão de crédito, especialmente do rotativo, pode comprometer a saúde financeira das empresas. As altas taxas de juros e a falta de previsibilidade das parcelas tornam essa solução cara e arriscada quando utilizada sem planejamento.

Para reduzir essa dependência e ampliar o acesso a crédito mais barato e estruturado, o Sebrae atua com instrumentos como o Fundo de Aval para Micro e Pequenas Empresas (Fampe) e com o Programa Acredita, iniciativa do governo federal que conta com apoio da instituição. O objetivo é orientar o empreendedor a buscar crédito de forma consciente, com garantias, planejamento financeiro e orientação técnica, evitando soluções emergenciais e onerosas.

Mais planejamento, menos risco

O uso consciente do crédito traz uma série de benefícios para os pequenos negócios. Entre eles está a preservação do caixa, já que juros menores e prazos adequados permitem que as parcelas caibam no orçamento mensal. Além disso, contribui para a redução de riscos, evitando o efeito dominó de atrasos, renegociações e perda de controle financeiro.

Outro ponto fundamental é a capacidade de sustentar o crescimento da empresa. Quando o crédito é utilizado com propósito, como compra de estoque, investimento em equipamentos ou ampliação da capacidade produtiva, ele gera retorno e fortalece o negócio. O planejamento também traz previsibilidade, permitindo que o empreendedor saiba exatamente quanto vai pagar, por quanto tempo e em quais condições, sem surpresas comuns no rotativo do cartão.

Para evitar o endividamento, o Sebrae recomenda que o empreendedor avalie cuidadosamente a real necessidade do crédito, organize o fluxo de caixa, compare taxas e prazos entre diferentes instituições financeiras e evite o uso do cartão para cobrir despesas recorrentes. Também é fundamental separar as finanças pessoais das empresariais e buscar orientação especializada antes de contratar qualquer operação de crédito.

Empresas que utilizam crédito de forma planejada tendem ainda a ter maior longevidade, com melhores resultados e maior resistência a crises econômicas.

No âmbito do Programa Acredita, o Sebrae oferece orientação completa ao empreendedor, desde o planejamento financeiro até a identificação das linhas de crédito mais adequadas disponíveis no mercado. Além disso, por meio do Fampe, o Sebrae pode atuar como avalista de até 80% do valor total do empréstimo, facilitando o acesso ao crédito em instituições financeiras parceiras, especialmente para quem não possui garantias reais.

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02/12/2025 16:40h

Travada há seis anos, correção da tabela é vista por especialistas e lideranças políticas como essencial para a sobrevivência de milhões de pequenos negócios

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Parlamentares ligados ao empreendedorismo e representantes do setor produtivo defenderam, nesta terça-feira (2), em Brasília, a necessidade urgente de atualizar a tabela do Simples Nacional – congelada desde 2018 – para recuperar competitividade e reduzir distorções. O debate ocorreu durante o Summit da Micro e Pequena Empresa, promovido pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Na mesa dedicada ao tema, houve consenso de que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve priorizar a votação e a aprovação do projeto de lei que trata da atualização do Simples Nacional (PLP 108/2021) ainda em 2025, para que as mudanças possam entrar em vigor em 2026.

A CACB propõe uma correção de 83% na tabela, medida que, segundo a entidade, deve beneficiar 23 milhões de Microempreendedores Individuais (MEI), microempresas e empresas de pequeno porte. A confederação ressalta ainda que esses negócios representam 94% das empresas brasileiras, respondem por 70% dos empregos formais e contribuem com cerca de 30% do PIB nacional.

Pressão por atualização urgente

Durante o evento, o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, pediu o apoio de deputados e senadores à luta do associativismo pelos micro e pequenos empreendedores brasileiros. “Ajudem os pequenos empreendedores que estão necessitados do apoio de todos nós, não só responsáveis pelas entidades, [mas também] parlamentares e governo, porque eles estão desassistidos hoje”.

Parlamentares presentes também reforçaram a necessidade de revisão do modelo. O deputado Domingos Sávio (PL-MG) – presidente da Frente Parlamentar do Comércio e Serviços na Câmara – destacou os efeitos positivos da atualização do Simples Nacional.

“Se você atualizar a tabela, menos empresas vão morrer, menos empresas vão ter que deixar de faturar, ou pelo menos vão faturar, emitindo nota dentro da formalidade. E com isso você gira a roda da riqueza. Vai surgir mais novas micro e pequenas empresas e, com certeza, não vai haver queda de arrecadação”, disse.

O que deve mudar com o projeto de lei

De autoria do senador Jayme Campos (DEM-MT), o PLP 108/2021 – já aprovado pelo Senado – propõe a atualização dos limites de faturamento do Simples Nacional com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), corrigindo valores defasados há mais de sete anos. 

As lideranças ressaltam que o projeto não amplia benefícios, mas apenas recompõe os tetos de enquadramento conforme a inflação acumulada desde 2018.
As principais mudanças previstas no texto são:

  • MEI: limite anual sobe de R$ 81 mil para R$ 144.913,00, com permissão para contratar até dois empregados (hoje é apenas um);
  • Microempresas: teto passa de R$ 360 mil para R$ 869 mil por ano;
  • Empresas de Pequeno Porte: limite de faturamento aumenta de R$ 4,8 milhões para cerca de R$ 8,7 milhões anuais;
  • Ajuste automático: valores serão atualizados anualmente pelo IPCA.

Fórum de Jovens Empreendedores leva lideranças a Brasília para formação política

Mais de 1,7 mil mulheres participaram da 6ª edição do Liberdade para Empreender em São Paulo

Outras pautas em discussão 

Além da atualização do Simples, o Summit colocou em pauta a reforma do consumo, os efeitos da Lei de Liberdade Econômica e o papel de estados e municípios em facilitar a abertura e operação de empresas.

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28/11/2025 04:55h

Em dois anos, programa do MDIC apoiou 67,5 mil negócios e premiou iniciativas que se destacaram em manufatura enxuta, eficiência energética e gestão

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A produtividade das empresas industriais atendidas pelo programa Brasil Mais Produtivo (B+P) aumentou, em média, 28%, segundo dados do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Em dois anos, a iniciativa alcançou 67,5 mil empresas, sendo 30,5 mil do setor industrial e 37 mil  dos segmentos de comércio e serviços. Como as empresas podem participar de mais de uma modalidade, o total de atendimentos ultrapassou 90 mil.

Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o programa é desenvolvido em parceria com Sebrae, SENAI, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES).

O objetivo é oferecer a micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) oportunidades de elevar a produtividade, reduzir custos e impulsionar o faturamento por meio da transformação digital, da melhoria de processos e do aperfeiçoamento da gestão. As ações envolvem consultorias especializadas, orientações técnicas e suporte custeados pelos parceiros do B+P.

Na última quarta-feira (26), a sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, recebeu a celebração dos dois anos do programa. Durante o evento, o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, detalhou o papel estratégico das instituições no programa Brasil Mais Produtivo.

“O SENAI vai lá, faz o diagnóstico: como é que vai digitalizar [a empresa], como é que vai melhorar a eficiência, a produtividade, substituir equipamentos, [melhorar] a eficiência energética, reduzir consumo, gasto, custos. E o Sebrae [trabalha] toda a parte de gestão da pequena empresa, para que ela possa ter uma gestão melhor.”

O presidente da CNI, Ricardo Alban, reforçou a importância da colaboração entre governo e entidades do setor produtivo para o fortalecimento das MPMEs. “Essa complementaridade, essa combinação de atores, pode e deve permitir a qualificação e a competitividade de toda essa cadeia, principalmente, das pequenas e das médias [empresas]. Nós [da CNI] entendemos de capacitação técnica, de inovação e tecnologia, e o Sebrae conhece esse público tão importante.”

O diretor técnico do Sebrae Nacional, Bruno Quick, também ressaltou os resultados da parceria. “É muito oportuno para nós dizer que, nesse programa, conseguimos de fato essa união com SENAI para fazer com que as micro e pequenas empresas tenham um avanço na produtividade, na eficiência energética e também na inovação.”

Sucesso de produtividade em todo o Brasil

A comemoração dos dois anos do B+P incluiu a premiação de empresas que mais se destacaram após consultorias em manufatura enxuta, eficiência energética e gestão. No total, 13 empresas de dez estados, de todas as regiões do país, foram reconhecidas pelos ganhos obtidos.

Confira a lista das empresas reconhecidas

Destaques Empresariais

Subcategoria: Otimização em Processos Produtivos – Manufatura Enxuta

  • Nordeste — Ondas Kids Moda Praia Infantil (Santa Cruz do Capibaribe - PE): aumento de 81,45% na produtividade
  • Sul — Alecrim & Oliva Gastronomia Funcional (Campos Novos - SC): 100% de aumento na produtividade
  • Sudeste — Magtek Indústria de Produtos Magnéticos (São Caetano do Sul - SP): 65,83% de aumento na produtividade
  • Centro-Oeste — Gyn Foods Indústria e Comércio (Aragoiânia - GO): 56%
  • Norte — Amapuera Casa e Construção (Macapá - AP): 21% de aumento na produtividade

Subcategoria: Otimização em Processos Produtivos – Eficiência Energética

  • Nordeste — Padaria Massa Pura (Recife - PE): redução de 59,19% no consumo de energia
  • Sul — Wogar Indústria Metalúrgica (Caxias do Sul - RS): redução de 52,39% no consumo de energia
  • Sudeste — Poliforma Industrial (Sabará - MG): redução de 41,89% no consumo de energia
  • Centro-Oeste — Explosão Alimentos (Trindade - GO): redução de 11,7% no consumo de energia

Subcategoria: Diagnóstico e Estratégia de Gestão

  • Centro-Oeste — JOTAGE Comercial e Industrial Ltda (Cuiabá - MT): aumento de 130% no faturamento
  • Sudeste — IT Label Etiquetas e Embalagens Ltda (Atibaia - SP): 35% de aumento de produtividade
  • Nordeste — Misslight Alimentação Saudável Ltda (Natal - RN): 40,23% de aumento de produtividade e 26% de aumento no faturamento
  • Sul — M Techne – Inovações em Engenharia (Curitiba - PR): 276% de aumento de produtividade e 89% de aumento no faturamento

Manufatura enxuta: gargalos e oportunidades

Segundo a CNI, a manufatura enxuta é “um sistema de gestão do processo produtivo focado na redução do desperdício com ganho de qualidade”. Um levantamento da entidade mostra que mais da metade das empresas da indústria da construção não utiliza, ou utiliza pouco, técnicas desse tipo.

Quatro em cada dez indústrias apontam o alto custo de consultorias e a falta de conhecimento sobre ferramentas e técnicas como principais entraves. Nesse cenário, programas como o Brasil Mais Produtivo, que oferece consultorias custeadas pelos parceiros, ajudam a aumentar a competitividade da indústria nacional.

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28/11/2025 04:40h

Premiação reconhece soluções inovadoras em transformação digital, transição ecológica e iniciativas apoiadas pela Lei do Bem

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Empresas industriais, pequenos negócios de todos os setores e pesquisadores têm até 5 de dezembro para se inscreverem gratuitamente na  9ª edição do Prêmio Nacional de Inovação (PNI). Considerada a maior premiação de inovação do país, a iniciativa reconhece soluções inovadoras desenvolvidas no Brasil e reforça o papel estratégico da inovação para a produtividade, competitividade e desenvolvimento econômico e social.

O prêmio é promovido pela Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) e pelo movimento Juntos pela Indústria — que reúne a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em correalização com o Serviço Social da Indústria (SESI), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e o Ministério de Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI).

A especialista em Inovação e Sustentabilidade da CNI, Gabriela Vieira, destaca que o PNI busca reforçar e fortalecer a cultura de inovação no setor industrial brasileiro.
“Ele vai ser uma vitrine nacional, onde empresas e indústrias trazem os seus cases de sucesso e impulsionam essas conexões, ajudando para que essas devidas conexões e parceiros consigam orientar investimentos, políticas públicas e até pautar prioridades tecnológicas”, destacou ao Brasil 61.

O gerente de inovação do Sebrae, Paulo Renato, ressalta que a premiação também estimula pequenos negócios a ingressarem no universo da inovação.
“Seria algo como: ‘se ele conseguiu, eu também posso’. Então, o PNI tem, sim, a  função de um canal para que mais empresas inovem, mas, também, tem a função de um exemplo, colocando essa empresa em destaque para que outras micro e pequenas empresas se inspirem e entendam que elas podem inovar”, explicou à reportagem.

A edição 2025 acontece de forma integrada à Jornada Nacional da Inovação da Indústria — caravana que percorre as 27 unidades da Federação — e ao 11º Congresso de Inovação da Indústria, marcado para março do ano que vem.

Eixos temáticos

A premiação prioriza soluções ligadas à transformação digital e ao desenvolvimento sustentável, com dois eixos temáticos:

  • Transição energética
    • Categorias: Descarbonização; Recursos Renováveis
  • Transformação digital
    • Categorias: Digitalização de Negócios; IA e Produtividade

Segundo Paulo Renato, os temas foram definidos a partir das necessidades reais das empresas e do cenário global. 

“Como é que as empresas estão otimizando recursos e gastos, por exemplo, de energia ou água? Como é que as pequenas empresas estão utilizando recursos renováveis para melhorar a sua eficiência e impactando menos o meio ambiente? Induzir as empresas a começarem a usar ferramentas de IA, para começar a melhorar os seus pequenos negócios”, explicou.

Já as categorias de participação são divididas em:

  • Empresas: pequenos negócios, médias e grandes empresas 
  • Pesquisadores: de pequenos negócios, média empresa e grande empresa 
  • Ecossistemas: de pequeno porte, médio porte ou grande porte 

“A ideia é que a gente consiga incentivar [a participação] em diferentes setores e diferentes regiões do Brasil. A gente trabalha junto com a Jornada de Inovação. Então a ideia é que a gente consiga mostrar o Prêmio Nacional de Inovação e esses cases de sucessos com uma diversidade regional grande”, afirma a especialista da CNI, Gabriela Viera.

O gerente de inovação do Sebrae, Paulo Renato, reforça que a inovação precisa ser desmistificada para alcançar mais negócios.

“A inovação realmente parece ser complicada; tem muitos métodos, nomes e termos. E nós do Sebrae temos trabalhado nessa desmistificação via programas, como o Sebraetec, ações de comunicação, com linguagem simples e ousada, que vão ajudar as pequenas empresas a entenderem que inovação é algo do cotidiano e não algo distante ou supérfluo.”

Lei do Bem

O PNI também contará com uma categoria exclusiva para empresas que desenvolvem soluções inovadoras com recursos incentivados pela Lei do Bem (Lei nº 11.196/2005).

Gabriela Vieira explica que a inclusão dessa categoria resulta de uma parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e tem dois objetivos: valorizar empresas que já utilizam o incentivo e estimular mais negócios a aproveitarem o benefício.

Impacto positivo na sociedade

Outra novidade desta edição é que os projetos de inovação serão avaliados pela efetividade no mercado, com base em resultados mensuráveis e impacto positivo na sociedade. 

Na primeira fase, um comitê de especialistas selecionará os finalistas. A etapa final será decidida por voto popular entre os participantes credenciados no 11º Congresso de Inovação da Indústria, que ocorrerá em São Paulo, nos dias 25 e 26 de março de 2026.

“Aprimoramos a metodologia de avaliação para que a gente conseguisse um pouco mais de transparência e um maior alinhamento com as práticas tanto nacionais quanto internacionais. Sentíamos falta de entender o impacto, a escalabilidade, a sustentabilidade e a maturidade desses projetos. E esse novo método vai permitir uma análise um pouco mais profunda, considerando o potencial desses resultados mais concretos”, explica Gabriela Vieira.

Finalistas e ganhadores

Todos os inscritos recebem um relatório de feedback de avaliação. Os finalistas ganham certificados, troféus, divulgação nacional e participação no congresso de inovação.

Já os vencedores também participarão de uma imersão internacional em ecossistemas de inovação, com programação personalizada.

“A ideia é que essas empresas ganhem visibilidade nacional e consigam abrir portas para novos mercados, novas parcerias. Acho que o efeito mais importante é fazer com que esse reconhecimento possa fortalecer essa cultura de inovação que a gente preza na CNI”, avalia Gabriela Vieira.

Confira outros detalhes e o regulamento de cada categoria no site do Prêmio Nacional de Inovação.

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24/11/2025 04:40h

Cada doação pode salvar até quatro vidas

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Dia 25 de novembro é celebrado o Dia Nacional do Doador de Sangue. Embora seja um dia de conscientização sobre a importância da doação de sangue, gestores de saúde chamam atenção para o estoque crítico nos hemocentros do país. No período de férias, viagens e festas de fim de ano as doações diminuem e o resultado é um cenário de risco.

O Ministério da Saúde lembra que cada doação pode salvar até quatro vidas. Ainda assim, apenas 1,4% da população brasileira doa regularmente, abaixo da faixa recomendada pela OMS, que orienta entre 1% e 3%. Mesmo com esse desafio, há um movimento de crescimento: o país registrou aumento de 1,9% nas coletas nos últimos dois anos, de 3.248.737 em 2023 para 3.310.025 em 2024.

De acordo com o hematologista Carlos Alberto Rodrigues, do Hospital Palmas Medical, uma única bolsa é dividida em quatro componentes: hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado. Cada um, destinado a diferentes tratamentos e é por isso que uma doação pode alcançar tantas pessoas.

“A doação de sangue é fundamental para garantir o tratamento de muitas pessoas, como nas doenças do sangue, os pacientes que irão realizar grandes cirurgias, as vítimas de acidentes e as que estão em tratamento contra o câncer. Portanto, a doação de sangue é um ato de solidariedade que pode salvar vidas”, reforça Carlos Alberto.

Quem pode doar

De modo geral, os hemocentros pedem que o doador esteja saudável, sentindo-se bem e sem sintomas de doenças recentes.

As condições básicas incluem:

  • Ter entre 16 e 69 anos;
  • Pesar mais de 50 kg;
  • Não ter feito tatuagem, piercing ou maquiagem definitiva nos últimos 12 meses;
  • Ter dormido bem e não ter consumido álcool nas últimas 12 horas.

 Impedimentos temporários mais comuns:

  • Gripe ou resfriado: aguardar 15 dias após o fim dos sintomas;
  • Covid-19: aguardar 10 dias (sem sequelas);
  • Dengue clássica: 30 dias; hemorrágica: 6 meses.

 Onde doar

O Brasil possui 32 hemocentros estaduais, além de unidades regionais e municipais que realizam coleta e distribuição de sangue. Cada estado disponibiliza um mapa atualizado dos locais de doação, com horários e orientações. Acesse onde encontrar um hemocentro mais próximo de você. Para informações adicionais, consulte o site ou redes sociais do hemocentro regional.

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23/11/2025 04:00h

Iniciativa reúne 52 cidades em ações de desenvolvimento urbano, inclusão produtiva e sustentabilidade, com digitalização de processos e fortalecimento do empreendedorismo

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A Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), em parceria com o Sebrae, lança o Conexão Urbana – Gestão, inclusão e desenvolvimento que transformam as cidades, iniciativa voltada a promover governança metropolitana e integrar políticas urbanas, econômicas e ambientais em grandes centros urbanos. O projeto contempla cinco regiões metropolitanas, envolvendo até 52 cidades, e busca reduzir desigualdades, fortalecer o empreendedorismo e ampliar a sustentabilidade a partir de ações coordenadas entre municípios vizinhos.

A implementação está estruturada em três eixosDesenvolvimento Urbano, Inclusão Produtiva e Sustentabilidade — com apoio técnico direto às prefeituras, incluindo consultorias especializadas, diagnósticos locais, oficinas de capacitação e soluções tecnológicas. Na fase inicial, as Regiões Metropolitanas participarão de atividades de engajamento e modernização administrativa, com foco na digitalização de processos, integração de políticas sociais e adoção de práticas sustentáveis.

As Regiões Metropolitanas e as lideranças

  • RM Rio de Janeiro (RJ) – Urbano: Rodrigo Neves (Niterói) | Inclusão: Eduardo Paes (RJ)
  • RM Belo Horizonte (MG) – Urbano: Álvaro Damião (BH) | Inclusão: Marília Campos (Contagem)
  • RM Recife (PE) – Urbano: João Campos (Recife) | Inclusão: Mirella Almeida (Olinda)
  • RM Curitiba (PR) – Urbano: Eduardo Pimentel (Curitiba) | Inclusão: Marquinhos (Piraquara)
  • RM Baixada Santista (SP) – Urbano: Rogério Santos (Santos) | Inclusão: Kayo Amado (São Vicente)

Como será implementado

  • Consultorias técnicas, diagnósticos regionais e oficinas de capacitação
  • Digitalização de processos e harmonização dos Códigos de Obras (COEs)
  • Adoção de Modelagem da Informação da Construção (BIM) em obras públicas e modernização de licenciamentos
  • Integração entre Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e Salas do Empreendedor
  • Políticas de economia circular, empregos verdes e inovação sustentável

O lançamento oficial do projeto ocorre em 2 e 3 de dezembro, na XXX Cúpula de Mercocidades.

As informações são da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP).

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20/11/2025 04:45h

Essas empresas vão poder desenvolver projetos de expansão internacional diretamente do Escritório da ApexBrasil em Lisboa. A primeira turma começa em 2026

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Com o intuito de ampliar a participação brasileira no mercado internacional, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) lançou o Programa de Incubação de Startups em Portugal.  Com isso, dez startups nacionais vão poder desenvolver, de forma presencial, projetos de expansão internacional no país europeu e em outros mercados daquele continente.

Essas empresas também vão atuar em atração de investimentos e promoção comercial. A previsão é de que a primeira turma seja iniciada em 2026, com duração de até nove meses. O Programa – desempenhado em parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) – foi lançado oficialmente no último dia 11 de novembro, após a cerimônia de abertura do Pavilhão Brasil no Web Summit 2025, na capital portuguesa.

Na ocasião, o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, afirmou que essas empresas têm uma boa oportunidade de mostrar o potencial que dispõem para competir com companhias de todo o mundo.

“Começou o programa de internacionalização de startups brasileiras na Europa, em Lisboa, no escritório novo da ApexBrasil, podendo acumular uma experiência e cumprir um plano de trabalho que a ApexBrasil e o Sebrae vão fazer para que eles trabalhem por nove meses e tentem um espaço aqui na Europa e no mundo para fazer sucesso”, destaca.

ApexBrasil e Sebrae impulsionam startups nacionais em evento global de tecnologia e inovação

As startups selecionadas foram escolhidas entre 108 empresas de alto potencial internacional e vão atuar diretamente do Escritório da ApexBrasil em Lisboa. A unidade foi inaugurada em 2025, com o propósito de fortalecer a presença brasileira na Europa.  
“Ano que vem virão outras dez. Essa é uma grande oportunidade, e nós estamos dando um passo à frente, mostrando que o Brasil é um parceiro global confiável e inovador”, complementa Viana.

Conheça as 10 startups selecionadas para atuar diretamente de Lisboa

As empresas escolhidas foram previamente identificadas pela curadoria do Web Summit e pela plataforma global de inovação Plug and Play, parceira da ApexBrasil na seleção. Confira as empresas selecionadas:

  • AIPER, BioTech (SP);
  • Beeviral, MarTech (RJ);
  • Wood Chat, ClimaTech (AC);
  • BioLinker, BioTech (SP);
  • Just Travel, TravelTech (BA);
  • Hope, AgriTech (SP);
  • PixNow, FinTech (SP);
  • SleepUp, HealthTech (SP);
  • SST, DeepTech (SP);
  • 593iCAN, Indústria (SP).

Durante o lançamento da iniciativa, o presidente do Sebrae, Décio Lima, destacou a importância da parceria. “O Sebrae está aqui junto com a Apex porque esse é um mundo que não tem mais volta. Se nós não tivermos um mecanismo de indução, que é o papel do Sebrae, do espírito empreendedor e de preparação para o mercado globalizado, não estaremos cumprindo com responsabilidade a nossa tarefa”, disse.

“Vivemos um momento extraordinário. A economia, de forma cartesiana, nos mostra isso: temos deflação, pleno emprego, saímos do mapa da fome. Somos o único país do mundo com seis biomas e, portanto, um exemplo vivo do conceito de sustentabilidade. Somos também o único país com 87% de consumo de energia limpa. Hoje, o Brasil é uma verdadeira escola para salvar o planeta, não apenas pela Amazônia” defende Lima.

Pavilhão Brasil no Web Summit

O Pavilhão Brasil no Web Summit Lisboa 2025 foi inaugurado no dia 11 de novembro. A cerimônia marcou o início das atividades da delegação brasileira no evento, que é considerado um dos maiores do mundo quando o assunto é tecnologia e inovação.

A participação brasileira foi organizada pela ApexBrasil, em parceria com o Sebrae e outras entidades. Ao todo, a delegação brasileira contou com mais de 370 startups e empresas inovadoras de todas as regiões do país.

O Pavilhão Brasil foi o principal espaço de visibilidade institucional e comercial das startups nacionais no evento. O ambiente reuniu painéis, pitch sessions, encontros de negócios, mentorias e ações voltadas à promoção de soluções tecnológicas, à geração de parcerias estratégicas e ao fortalecimento da imagem do Brasil como polo global de inovação, criatividade e sustentabilidade.

Durante a programação, as startups tiveram a oportunidade de apresentar soluções escaláveis e sustentáveis, com alto potencial de internacionalização, em áreas como tecnologia verde, inteligência artificial, saúde digital, agritech, fintech, indústria criativa e sustentabilidade.

Videocast no Pavilhão Brasil

Com o objetivo de ampliar o alcance da participação brasileira no Web Summit Lisboa 2025, foram gravados episódios do ApexPod em Movimento. Trata-se de uma versão itinerante do podcast oficial da entidade. 

Os conteúdos abordam temas como inovação nas diferentes regiões do país, o papel de Portugal como porta de entrada para o mercado europeu e os aprendizados gerados pela presença do Brasil no evento. Os episódios podem ser assistidos no canal da ApexBrasil no YouTube

Empresas inovadoras no Brasil

Em agosto de 2025, o Brasil registrou mais de 20 mil empresas inovadoras ativas. Os dados constam em levantamento do Observatório Sebrae Startups. De acordo com o estudo, no período de um ano, houve um salto de 30%. Vale destacar que o país também conta com uma distribuição cada vez mais pulverizada.

No Sudeste do país, por exemplo, está concentrado o maior número de empresas inovadoras, com 35,8% do total. Já o Nordeste aparece com 24,7% das startups ativas. Em seguida está o Sul do país, com 20,7%. O Centro-Oeste, com cerca de 9,5%, e o Norte, com 9,2%, completam o panorama.

Além disso, segundo o estudo Startup Ecosystem Index 2025, existem mais de 150 milhões de startups no mundo. Em primeiro lugar estão os Estados Unidos, com cerca de 1,1 milhão (1.148.296). Em seguida está a Índia, com 493,5 mil (493.582). O Brasil aparece na 27ª posição. Os dados mostram que todos os dias são fundadas no mundo, em média, 137 mil startups. 
 

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13/11/2025 13:00h

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos explica que o intuito é dar destaque para ideias voltadas à sustentabilidade e à qualidade que o setor dispõe

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Em meio à programação da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), diversas entidades aproveitam a exposição global para apresentar ações relevantes que unem questões ambientais e econômicas. É o caso da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Durante o evento, a entidade promoverá ações direcionadas à valorização de produtos sustentáveis brasileiros e ao fortalecimento da imagem do país como protagonista na transição verde. A COP30 ocorre entre os dias 10 e 21 de novembro, em Belém (PA).

Mapa lidera agenda do agro sustentável na COP 30

COP30: valorização da bioeconomia na Amazônia guia discussões para fomentar desenvolvimento regional sustentável

Para o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, além de contribuírem para o desenvolvimento sustentável e econômico, os resultados da COP30 precisam ser efetivados para, assim, darem um retorno positivo à população de todo o planeta, sobretudo à que vive na Região Amazônica.

“Já tivemos muitas ideias de enfrentar a crise climática, a insegurança climática, as mudanças climáticas que afetam tanto quem vive nas cidades como quem trabalha nas áreas rurais e florestais. Mas essa COP talvez seja a última oportunidade que a gente tem e, se der certo, quem mais vai se beneficiar é a população que vive na Amazônia”, destaca.

“Hoje, o mundo movimenta cerca de 300 bilhões de dólares em produtos compatíveis com a floresta. E o Brasil, que tem a maior floresta tropical do planeta, participa com apenas 1% desse total. Isso mostra o tamanho da oportunidade que temos. Se conseguirmos ampliar a presença dos nossos produtos da biosocioeconomia e da floresta, podemos transformar a realidade da Amazônia. Em vez de movimentar cerca de 300 milhões de dólares, poderíamos gerar mais de 2 bilhões de dólares aqui na região”, complementa.

Entre as iniciativas, está a apresentação do projeto setorial “Brazil. The Coffee Nation”. Nesse caso, o intuito da ApexBrasil é promover a internacionalização do setor e consolidar o país como líder mundial na produção de cafés especiais. A ideia é dar um destaque para ideias de sustentabilidade e para a qualidade que o segmento dispõe.  

Uma das atividades em questão é a degustação sensorial de cafés especiais nos espaços oficiais da COP30 - Pavilhões Brasil, zonas Azul e Verde.

A ação é desenvolvida pela Agência em parceria com a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), com apoio do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) e a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (ABICS).

As exportações do café amazônico superam US$ 130 milhões. Os estados de Rondônia e Acre lideram o avanço desse produto, que alia tecnologia, sustentabilidade e alto potencial no mercado de cafés especiais.

“A Amazônia passa a ter um papel de protagonista nos cafés especiais. Entramos de vez no mapa mundial desse setor e, na COP, vamos mostrar isso para o mundo, levar café é também levar o sabor e a riqueza da Amazônia”, pontua Viana.

Outros projetos

Outra iniciativa da Agência em destaque é o programa Exporta Mais Amazônia – com a terceira edição realizada em outubro de 2025, em Rio Branco (AC). Ao todo, o evento contou com 25 compradores internacionais de 18 países e 76 empresas amazônicas de setores como açaí, café robusta amazônico, castanha-do-Brasil, frutas processadas, carnes e artesanato.

No total, foram efetivadas 337 reuniões bilaterais. Os encontros foram responsáveis por uma expectativa de negócios de R$ 101,5 milhões. Nas duas edições anteriores, o montante movimentado chegou a R$ 85 milhões.

Em novembro, o estado também recebeu a fase “Robusta Amazônico” do Exporta Mais Brasil: Cafés Especiais. O projeto somou 9 compradores, 34 produtores rurais vendedores, 47 amostras de café e R$ 14 milhões em negócios gerados. Desse valor, R$ 4,4 milhões foram realizados no próprio evento e R$ 9,4 milhões estão previstos para os próximos 12 meses.

Produtos em destaque

Além do café, outros produtos se destacam como itens com potencial para agregar valores econômicos e sustentáveis para a Amazônia, como é o caso do açaí e do cacau.

Presente em toda a região, o açaí, por exemplo, movimenta cadeias produtivas que envolvem milhares de famílias, principalmente no Pará e no Amapá. O item também tem papel estratégico na recuperação de áreas degradadas e na consolidação de sistemas agroflorestais (SAFs), que combinam produção e conservação.

Na avaliação de Jorge Viana, o açaí é um produto fundamental na agenda climática: “Com a COP30 no Brasil, teremos recursos inéditos para restauração florestal e sistemas agroflorestais. O açaí precisa estar no centro dessas políticas”, afirma.
 

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