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02/02/2026 04:40h

A expectativa é de que o feriado gere a abertura de 39,2 mil vagas de emprego temporárias, segundo levantamentos da CNC e da FecomercioSP

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O Carnaval de 2026 promete movimentar de forma contundente a atividade turística do país em fevereiro. A projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) é de uma movimentação financeira recorde de R$14,48 bilhões durante o feriado — o que representaria um crescimento real de 3,8% em relação ao mesmo período de 2025 —, enquanto a projeção da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) é de um faturamento de R$18,6 bilhões para o mês de fevereiro — crescimento de 10% em relação ao ano passado.

Ainda segundo o levantamento da CNC, a expectativa é de que o fluxo de turistas estrangeiros durante o período e a estabilização dos preços de serviços essenciais gere a abertura de 39,2 mil vagas de empregos temporários

Segundo o Ministério do Turismo, o desempenho reflete o momento positivo vivido pelo setor, sustentado pelo aumento da geração de empregos e pela desaceleração da inflação, fatores que fortalecem o consumo e estimulam as viagens pelo país.

Além das grandes viagens internacionais, os deslocamentos de curta distância e regionais também contribuem de forma significativa para a economia local, segundo o Ministério do Turismo e a FecomercioSP, o que beneficia hotéis, pousadas, bares, restaurantes, guias de turismo e prestadores de serviços em destinos urbanos e litorâneos.

Segundo levantamento da plataforma Booking.com, destinos como Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e Belo Horizonte (MG) estão no topo da lista de preferência de viajantes de perfis que buscam combinar praia, calor e grandes festas e até aqueles que querem aproveitar intensamente a folia urbana. Quando considerados os turistas internacionais, Florianópolis (SC) e São Paulo (SP) também integram os destinos mais almejados para o período.

Com informações do Ministério do Turismo, FecomercioSP e CNC.

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01/02/2026 04:10h

Entre novembro e dezembro, seca perdeu força em nove estados, avançou em 12 e desapareceu no Rio Grande do Sul; Nordeste segue com o quadro mais severo do país

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A mais recente atualização do Monitor de Secas, referente à comparação entre os meses de novembro e dezembro, revela um cenário de contrastes no Brasil. No período, nove estados apresentaram abrandamento da severidade da seca: Acre, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Paraná, Piauí, Rondônia, São Paulo e Tocantins.

Em sentido oposto, 12 unidades da Federação registraram intensificação do fenômeno, com avanço da seca: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Sergipe. Já em cinco estados, a condição permaneceu estável: Amapá, Distrito Federal, Pará, Roraima e Santa Catarina. No Rio Grande do Sul, a seca deixou de ser registrada em dezembro, fazendo com que o estado não apresentasse nenhuma área afetada.

Ao analisar as cinco regiões geopolíticas, o Sul apresentou o quadro mais brando no mês de dezembro. O Nordeste, apesar de manter a situação mais crítica do país, mostrou sinais de melhora. A região ainda concentrou seca extrema em 21% do território, o pior nível desde março de 2019, mas houve redução significativa da seca grave, que caiu de 43% para 25%.

Por outro lado, o Sudeste e o Centro-Oeste registraram intensificação da seca, marcada pelo avanço das áreas classificadas como seca grave. Nas regiões Norte e Sul, houve um abrandamento do fenômeno, com leve redução das áreas com seca moderada.

Em relação à extensão territorial afetada, houve diminuição da área com seca no Norte, Centro-Oeste e Sul, enquanto Nordeste e Sudeste apresentaram aumento. O Sudeste foi a única região do país com 100% do território sob influência da seca em dezembro.

Na comparação entre novembro e dezembro, 11 estados tiveram aumento da área com seca: Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Roraima, Santa Catarina e Sergipe. Já a redução da área afetada foi observada em sete estados: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará e Rondônia. Em outras oito unidades da Federação, a área permaneceu estável: Ceará, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins.

Em dezembro, 14 estados registraram seca em 100% do território: Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, São Paulo e Tocantins. Nos demais estados com ocorrência do fenômeno, os percentuais variaram entre 5% e 95%.

Considerando a área total afetada, Mato Grosso liderou a extensão sob seca, seguido por Amazonas, Minas Gerais, Bahia e Goiás. No total, a área atingida pelo fenômeno manteve-se em torno de 5,3 milhões de quilômetros quadrados, o equivalente a 63% do território nacional.

Situação por UF 

UF Área Severidade da seca
Acre Entre novembro e dezembro, a área com seca no Acre diminuiu de 88% para 5% do território. É o menor percentual observado desde o início da série histórica, em novembro de 2022. No Acre, a seca se abrandou, já que a seca moderada deixou de ser registrada em dezembro. Trata-se da melhor condição observada desde o início do monitoramento no estado.
Alagoas Entre novembro e dezembro, a área com seca em Alagoas aumentou de 40% para 100% do território. É a maior área desde abril de 2025. O fenômeno se intensificou em dezembro, com registro de seca grave em 15% do estado. É a pior condição desde maio de 2025.
Amapá Entre novembro e dezembro, a área com seca no Amapá diminuiu de 62% para 55% do estado. A severidade manteve-se estável, com registro apenas de seca fraca.
Amazonas Entre novembro e dezembro, a área com seca no Amazonas passou de 39% para 38% do território, a menor desde maio de 2023. Houve redução da seca moderada, de 9% para 7% do território.
Bahia Entre novembro e dezembro, a área com seca aumentou de 91% para 95% do território, o maior percentual desde setembro de 2025. O fenômeno se intensificou levemente, com avanço da seca extrema de 28% para 29%.
Ceará A área com seca manteve-se em 100% do território. Houve avanço da seca grave de 26% para 42%, a pior condição desde dezembro de 2018.
Distrito Federal A área com seca permaneceu em 100% do território pelo 20º mês consecutivo. A severidade segue estável, com 100% do território em seca moderada.
Espírito Santo A área com seca aumentou de 84% para 100% do território, a maior desde março de 2025. Houve aumento da seca moderada, de 24% para 72%.
Goiás A área com seca manteve-se em 100% do território, o maior percentual desde fevereiro de 2025. A seca grave avançou de 7% para 35%, a pior condição desde outubro de 2024.
Maranhão A área com seca aumentou de 92% para 100% do território. Houve redução significativa da seca grave, configurando a melhor condição desde agosto de 2024.
Mato Grosso A área com seca diminuiu de 93% para 86% do território. Houve leve melhora, com recuo da seca moderada de 8% para 7%.
Mato Grosso do Sul A área com seca diminuiu de 91% para 66% do território. A seca grave voltou a ser registrada em 2% do território.
Minas Gerais A área com seca permaneceu em 100% do território. A seca grave avançou de 45% para 53%, a pior condição desde setembro de 2024.
Pará A área com seca diminuiu de 31% para 19% do estado. A severidade manteve-se estável, com apenas 1% do território em seca moderada.
Paraíba A área com seca aumentou de 87% para 100% do território. A seca extrema avançou de 38% para 67%, a pior condição desde fevereiro de 2018.
Paraná A área com seca aumentou de 45% para 47% do estado. Houve leve redução da seca grave, de 3% para 2%.
Pernambuco A área com seca aumentou de 88% para 100% do território. A seca extrema avançou de 26% para 42%, a pior condição desde março de 2019.
Piauí A área com seca manteve-se em 100% do território pelo 9º mês consecutivo. Houve redução da seca extrema de 43% para 21%.
Rio de Janeiro A área com seca permaneceu em 100% do território. A seca moderada avançou de 22% para 60%, com registro de seca grave.
Rio Grande do Norte A área com seca aumentou de 94% para 100% do território. A seca extrema avançou de 19% para 47%, a pior condição desde 2018.
Rio Grande do Sul A área com seca diminuiu de 34% para 0%, deixando o estado livre do fenômeno. O estado ficou 100% sem registro de seca em dezembro.
Rondônia A área com seca diminuiu de 60% para 56% do território. Houve redução da seca moderada de 18% para 6%.
Roraima A área com seca aumentou de 27% para 59% do território. A severidade manteve-se estável, com 4% do território em seca moderada.
Santa Catarina A área com seca aumentou levemente de 29% para 30%. A intensidade manteve-se estável, com registro apenas de seca fraca.
São Paulo A área com seca permaneceu em 100% do território pelo quinto mês consecutivo. Houve leve atenuação, com redução da seca moderada de 55% para 45%.
Sergipe A área com seca aumentou de 45% para 90% do território. A seca moderada avançou de 14% para 42%.
Tocantins A área com seca manteve-se em 100% do território pelo quinto mês consecutivo. Houve redução da seca grave de 45% para 37%.

O Monitor de Secas acompanha continuamente a intensidade do fenômeno no Brasil com base em indicadores climáticos e nos impactos observados em curto e longo prazos. A ferramenta auxilia o planejamento e a execução de políticas públicas de enfrentamento da seca e pode ser acessada pelo site monitordesecas.ana.gov.br e pelo aplicativo Monitor de Secas, disponível gratuitamente para Android e iOS.

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Após dezembro sem variação, índice volta a subir apoiado pelas expectativas para os próximos meses

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Divulgado nesta quinta-feira (28) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Confiança do Comércio (ICOM) do FGV IBRE subiu 3,0 pontos em janeiro, alcançando 91,3 pontos, registrando alta em quatro dos cinco últimos meses — dezembro não apresentou variação. Em médias móveis trimestrais, o avanço foi de 1,5 ponto, para 89,3 pontos.

A pesquisa mostrou que houve alta da confiança em cinco dos seis principais segmentos do setor analisados, influenciada, principalmente, pelas expectativas para os próximos três meses. 

Em sua quinta alta consecutiva, o Índice de Expectativas (IE-COM) subiu 4,6 pontos, atingindo o patamar de 93,7. Contudo, dentre os quesitos que compõem o índice, enquanto o resultado do indicador que mede as perspectivas de vendas nos próximos três meses mostrou aumento de 9,3 pontos, para 97,9 pontos — maior nível desde fevereiro de 2020, quando foi de 107,5 pontos —, o que avalia as expectativas sobre a tendência dos negócios nos próximos seis meses recuou em 0,3 ponto, para 89,6.

Já o Índice de Situação Atual (ISA-COM) mostrou avanço de 1,3 ponto em janeiro, para 89,5 pontos. O indicador que mede a avaliação sobre a situação atual dos negócios atingiu 89,1 pontos ao subir 1,6, enquanto o que avalia o volume de demanda atual avançou 0,9 ponto, para 90,2 pontos.

Segundo a economista do FGV IBRE Geórgia Veloso, a confiança do comércio subiu em janeiro apoiada, principalmente, nas expectativas puxadas pelo avanço expressivo nas projeções de vendas para os próximos meses, o que mostra otimismo para o início do ano. “Apesar de ainda não estarem em zona de neutralidade, as avaliações sobre a demanda atual mostraram uma pequena recuperação, com alta pelo terceiro mês consecutivo”, comentou.

A economista explicou que os empresários se mostram otimistas diante de um mercado de trabalho que segue sustentando a renda, a despeito de um início de ano sem expectativas de um afrouxamento monetário a curto prazo e que repete o cenário enfrentado pelo varejo em 2025: morno, marcado por taxas de juros elevadas e alto endividamento das famílias.

Confira aqui os resultados completos da sondagem.

Com informações do FGV IBRE.

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Resultado mostra sinais de recuperação de confiança da indústria após um conjunto de meses pessimistas ao final de 2025

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Divulgado nesta quarta-feira (28) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Confiança da Indústria (ICI) do FGV IBRE subiu 3,5 pontos em janeiro, alcançando 96,1 pontos, após o avanço de 3,2 pontos em dezembro. Em médias móveis trimestrais, o avanço foi de 0,9 pontos, para 96,4 pontos.

A pesquisa mostrou que houve alta da confiança em 15 dos 19 segmentos industriais analisados. Enquanto o resultado demonstrou melhora nas avaliações sobre a situação atual, as expectativas quanto aos próximos meses também tiveram avanço. O Índice Situação Atual (ISA) subiu 4,1 pontos, atingindo o patamar de 96,4, enquanto o Índice de Expectativas (IE) avançou 2,7 pontos, para 95,7 pontos.

Segundo o economista do FGV IBRE Stéfano Pacini, a indústria começa a dar sinais de recuperação da confiança em janeiro após um fim de ano pessimista. “Nas avaliações sobre o momento atual dos negócios, nota-se melhora da demanda e escoamento de estoques após alguns meses de acúmulo de produtos nas empresas. Na ótica dos segmentos, nota-se que as perspectivas sobre os negócios melhoraram no horizonte de tempo maior”, destaca.

O economista explica que o resultado positivo, o mercado de trabalho, o câmbio apreciado e uma inflação mais próxima da meta podem ser aliados do setor nos próximos meses, mas que o cenário macroeconômico ainda é complexo e que a política monetária deve seguir contracionista por mais um período.

Confira aqui os resultados completos da sondagem.

Com informações do FGV IBRE.

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23/01/2026 04:40h

Levantamento comparou preços de 32 itens de seis marcas entre nove estabelecimentos de comércio eletrônico no dia 15 de janeiro, em meio ao período de alta dos mosquitos

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Os preços dos repelentes de insetos no comércio eletrônico apresentaram disparidades expressivas de até 110% entre estabelecimentos analisados pelo levantamento divulgado pelo Procon-SP na última quarta-feira (21). O item com a maior disparidade foi o Repelente Exposis Infantil 100ml (Spray), encontrado por R$83,95 em um site e R$39,90 em outro, o que representa uma diferença de 110,40% — o equivalente à economia de R$44,05 por unidade.

Outras variações que chamaram a atenção foram as do Repelente OFF Family 200ml (Loção), com preços entre R$16,89 e R$34,90 — variação de 106,63% —, e do Repelente Exposis Extreme 100ml (Spray), com valores de R$ 39,90 a R$ 81,90 — variação de 105,26%.

Durante o verão, a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika e chikungunya, tende a aumentar consideravelmente, assim como a procura pelo uso de repelentes. Visando tornar essa uma forma de proteção mais acessível para a população, o Procon-SP realiza a pesquisa de preços dos produtos anualmente.

O levantamento, realizado pelo terceiro ano consecutivo, comparou um total de 32 itens das marcas Johnson & Johnson, Reckitt Benckiser, Ceras Johnson, Cimed, Universal Chemical e Amoveri Farma, analisados nos nove sites pesquisados. Os preços foram coletados no dia 15 de janeiro de 2026 nos portais Promofarma, Nissei, Drogaria São Paulo, Droga Leste, Drogasil, Pague Menos, Ultrafarma, Droga Raia e Farma Conde.

Além de levar em conta para a comparação somente os itens comercializados em, pelo menos, três dos sites visitados, o Procon-SP adverte que, em alguns deles, mais de um preço poderia ser encontrado para o mesmo produto por se tratarem de marketplaces, casos nos quais foram escolhidos os menores preços pagos à vista no cartão de crédito.

Confira a íntegra da pesquisa.

As informações são do Procon-SP.

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22/01/2026 04:25h

Monitor do PIB-FGV mostra crescimento em novembro após dois meses seguidos de queda; Consumo das famílias volta a acelerar

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Publicado nesta quarta-feira (21) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Monitor do PIB-FGV de novembro de 2025 mostrou crescimento de 1,1% da atividade econômica brasileira em comparação com outubro, na série com ajuste sazonal, após dois meses consecutivos de queda. A estimativa da FGV é de que o PIB em valores correntes, no acumulado até novembro, tenha sido de R$11,58 trilhões.

Em comparação ao mês de novembro de 2024, o crescimento foi de 1,9%, enquanto a comparação entre os trimestres finalizados em novembro dos dois anos mostrou 1,5% no período mais recente. A taxa acumulada em 12 meses foi de 2,2%.

Segundo a economista do IBRE e coordenadora da pesquisa, Juliana Trece, a atividade econômica em novembro rompeu com a tendência de queda dos últimos dois meses pois atividades como indústria de transformação, do comércio e dos investimentos (formação bruta de capital fixo) mostraram recuperação após meses de queda, mesmo com a continuidade do enfraquecimento de atividades como transporte e serviços de informação.

O Monitor do PIB-FGV é um indicador que estima mensalmente o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em volume, tendo como base a mesma metodologia das Contas Nacionais Trimestrais (CNT) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É utilizado para antecipar as tendências do PIB e de seus componentes durante o trimestre.

 

Comparações por trimestre

 

O consumo das famílias voltou a apresentar crescimento mais forte (+1,2%) no trimestre finalizado em novembro, após um período de estabilidade e desaceleração desde o final de 2024. O avanço se dá pelo fim das contribuições negativas no consumo de duráveis e de não duráveis, que penalizam o desempenho do consumo ao longo do ano, e pelo aumento mais intenso do consumo de serviços.

“Embora o consumo das famílias não tenha apresentado expressiva contribuição positiva em novembro, permaneceu com taxa em campo positivo, o que também contribuiu para um bom desempenho da economia. Mesmo permanecendo pressionada com os altos juros ao longo do ano, a economia voltou a ter um crescimento mais robusto em novembro”, complementou a economista Juliana Trece.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) seguiu em desaceleração de crescimento (+1,3%) no trimestre, com contribuições negativas do segmento de máquinas e equipamentos. Além desse, o segmento da construção tem registrado taxas cada vez menores — ainda que positivas — nos últimos três trimestres móveis.

O crescimento da Exportação (+8,8%) seguiu em ampliação durante o ano, tendo contribuições positivas de todos os subtipos. No último trimestre, a significativa redução da contribuição das exportações da extrativa mineral — ainda em patamares positivos — foi compensada pelo aumento das exportações de produtos agropecuários, bens intermediários, bens de capital e de serviço.

Por fim, o crescimento das Importações (4,0%) acelerou no trimestre, puxado pelas importações de bens de capital e de consumo. O índice cresceu a despeito da contribuição negativa das importações da extrativa mineral e de serviços.

As informações são da Fundação Getúlio Vargas.

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19/01/2026 04:40h

PMC de novembro mostrou que o comércio varejista teve segundo mês seguido de crescimento; vendas cresceram 0,5% em outubro

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O volume de vendas no comércio varejista brasileiro cresceu 1,0% entre outubro e novembro de 2025, na série com ajuste sazonal. Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de novembro, divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a evolução do índice de média móvel trimestral para o varejo ficou em 0,5% no trimestre encerrado em novembro de 2025. O mês de outubro teve alta de 0,5%.

O resultado mostrou crescimento de 1,3% em relação a novembro de 2024. Além disso, o acumulado de 2025 chegou a 1,5% de crescimento frente a 2024, igualando o acumulado dos últimos 12 meses, que também foi de 1,5%.

No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas cresceu 0,7% em novembro. A média móvel foi 0,6%. Contudo, o índice mostrou queda de 0,3% frente ao mesmo período de 2024.

O acumulado de 2025 teve queda de 0,3%, assim como o acumulado dos 12 meses, que caiu 0,2%.

Entre outubro e novembro de 2025, na série com ajuste sazonal, sete das oito atividades pesquisadas no comércio varejista mostraram taxas positivas: equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,1%); móveis e eletrodomésticos (2,3%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,2%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,0%); livros, jornais, revistas e papelaria (1,5%); hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,0%); e combustíveis e lubrificantes (0,6%). O único resultado negativo foi em tecidos, vestuário e calçados (-0,8%).

Na mesma comparação, o comércio varejista ampliado apresentou um resultado positivo, com material de construção (0,8%), e outro negativo, com veículos e motos, partes e peças (-0,2%).

As informações são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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14/01/2026 04:40h

Levantamento de novembro mostrou que o setor de serviços se mantém em patamares elevados e 20% acima do período pré-pandêmico, mesmo com queda

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O volume de serviços no Brasil caiu 0,1% entre outubro e novembro de 2025, na série com ajuste sazonal. Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de novembro, divulgada nesta terça-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume do setor de serviços ficou 0,1% abaixo do recorde da série histórica — alcançado em outubro —, mas se manteve 20% acima do nível de fevereiro de 2020 (período pré-pandêmico).

O resultado mostrou crescimento de 2,5% em relação a novembro de 2024 na série sem ajuste sazonal, 20º resultado positivo consecutivo. Além disso, o acumulado de 2025 chegou a 2,7% de crescimento frente a 2024, enquanto o acumulado dos últimos 12 meses repetiu o ritmo de outubro, alcançando os mesmos 2,7% do mês anterior.

Dentre as cinco atividades de divulgação analisadas pela pesquisa, somente duas acompanharam a variação negativa do volume total — transportes (-1,4%) e informação e comunicação (-0,7%). Por outro lado, as atividades de profissionais e administrativos (+1,3%) e outros serviços (+0,5%) mostraram variação positiva. Somente os serviços prestados às famílias (+0,0%) se mantiveram estáveis.

Segundo o gerente da PMS do IBGE, Rodrigo Lobo, o resultado de novembro, apesar de mostrar retração de 0,1%, “reflete uma certa manutenção do setor de serviços em patamares elevados, já que, no mês anterior, o setor havia alcançado o topo da sua série histórica, iniciada em janeiro de 2011”. O gerente explicou, ainda, que o volume de novembro reflete um equilíbrio entre taxas negativas e positivas, e que o setor de transportes foi destaque no campo negativo, “pressionado pelo transporte aéreo, transporte rodoviário coletivo de passageiros, transporte dutoviário e logística de cargas”.

Comparação anual

Em comparação a novembro de 2024, o setor de serviços apresentou crescimento de 2,5%, o vigésimo resultado positivo consecutivo. Quatro das cinco atividades de divulgação acompanharam a alta — informação e comunicação (3,4%); transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (2,5%), profissionais, administrativos e complementares (3,2%) e outros serviços (1,9%) —, assim como 47,6% dos 166 serviços analisados.

Os serviços prestados às famílias (-1,0%) demonstraram a única influência negativa para o volume no período de comparação. Segundo o IBGE, o setor foi afetado pela redução das receitas vindas de restaurantes, hotéis e espetáculos teatrais e musicais.

Volume recua em 17 estados

O volume de serviços mostrou retração em 17 das 27 unidades da federação em novembro de 2025 frente a outubro, acompanhando o resultado do Brasil (-0,1%). Os destaques negativos vieram do Rio de Janeiro (-1,4%), Distrito Federal (-3,4%), Bahia (-1,5%) e Amazonas (-3,0%). Por outro lado, São Paulo (+0,3%), Minas Gerais (+1,1%), Pará (+2,6%) e Pernambuco (+1,3%) exerceram as principais contribuições positivas do mês.

Na comparação com novembro de 2024, 18 das 27 unidades federativas acompanharam o avanço do volume de serviços no Brasil (+2,5%) em novembro de 2025. São Paulo (+3,4%), Rio de Janeiro (+2,8%), Paraná (+3,0%), Distrito Federal (+5,1%) e Pará (+10,9%) foram os estados com as mais importantes contribuições positivas, enquanto Amazonas (-10,6%), Bahia (-3,4%), Rio Grande do Sul (-1,2%) e Tocantins (-10,3%) lideraram as perdas no intervalo de comparação.

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02/01/2026 22:00h

O Parque Tecnológico de Ouro Preto deverá ter 15 mil metros quadrados e seu foco principal será o desenvolvimento de soluções inovadoras para os segmentos de mineração e metalurgia.

Foi lançada, no dia 19 de dezembro, a pedra fundamental do Parque Tecnológico de Ouro Preto, considerado como um dos projetos mais significativos da região nas últimas décadas. Financiado integralmente pela iniciativa privada, o parque deverá receber aporte de R$ 100 milhões, até 2027, para bancar a construção e infraestrutura.

A iniciativa de criação do parque é da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Tecnologia de Ouro Preto, que conta com a parceria da Fundação Gorceix para viabilizar o empreendimento.

O Parque Tecnológico de Ouro Preto deverá ter 15 mil metros quadrados e seu foco principal será o desenvolvimento de soluções inovadoras para os segmentos de mineração e metalurgia.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Tecnologia de Ouro Preto, Felipe Guerra, antes mesmo do início das obras a iniciativa já registra uma demanda expressiva por parte do setor privado, sendo que até o momento já existem 16 cartas de intenção de empresas multinacionais, incluindo a Vale, afirmando o interesse em se instalar no local.  

A Vale, ainda segundo o secretário, assinou um protocolo de intenções para estar presente no local a partir do desenvolvimento de soluções ligadas à inovação e tecnologia. O projeto arquitetônico do parque já está concluído e aprovado pelo Iphan.

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17/12/2025 04:55h

Desenvolvida pelo SENAI CIMATEC, na Bahia, a carne cultivada em laboratório promete reduzir impactos ambientais e ampliar as opções de proteína

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Já imaginou comer uma carne produzida em uma impressora 3D? Essa é a proposta de pesquisadores do SENAI CIMATEC, em Salvador (BA), que há dois anos desenvolvem a CELLMEAT 3D, uma carne cultivada em laboratório. O projeto venceu o Prêmio Finep Nordeste de Inovação 2025, na categoria Agroindústrias Sustentáveis, e agora concorre à etapa nacional da premiação.

Diferentemente da carne convencional, a CELLMEAT 3D é produzida a partir de células animais coletadas por biópsia, sem a necessidade de abate ou sofrimento do animal. A pesquisadora das atividades científicas do Projeto CELLMEAT 3D, Keina Dourado, explica como funciona o processo.

“Uma vez coletada, essa célula é colocada em um ambiente controlado, onde vai receber todos os nutrientes para se multiplicar. Então, vamos conseguir uma quantidade suficiente dessa célula e depois elas vão ser estimuladas a virar um tecido, que pode ser, por exemplo, músculo ou gordura”, explica.

A impressora 3D entra em cena para dar forma e textura semelhantes às da carne tradicional. Depois da impressão, o produto ainda passa por um período de maturação.

Foto: SENAI CIMATEC/Divulgação

Alternativa para a produção de proteínas

Segundo Keina Dourado, o objetivo do projeto não é substituir a carne convencional, mas ampliar as alternativas de produção de proteínas. “Sabemos que a demanda por proteínas vai aumentar significativamente nos próximos anos e, por isso, vamos ampliar essas opções com menor impacto ambiental e maior respeito ao bem-estar animal”, afirma. 

Ela ressalta ainda que a tecnologia tem potencial para, no futuro, ajustar a composição nutricional da carne, tornando o produto mais saudável e adaptado a necessidades alimentares específicas.

Apesar dos avanços e do reconhecimento, o produto ainda não está pronto para o mercado. A pesquisadora ressalta que o projeto segue em fase de desenvolvimento. “Ainda não temos dados consolidados sobre perfil nutricional ou sobre a parte sensorial, como sabor e textura deste produto. Essas análises fazem parte das próximas etapas do projeto”, explica.

Estudos conduzidos por grupos internacionais, no entanto, já indicam que a carne cultivada pode ter composição nutricional semelhante à convencional e boa aceitação do público em termos de sabor. “Em alguns países, inclusive, esse produto já está sendo comercializado em pequena escala”, observa Dourado.

Foto: SENAI CIMATEC/Divulgação Foto: SENAI CIMATEC/Divulgação

Alto custo ainda é desafio

Hoje, um dos maiores obstáculos para a produção da carne cultivada em laboratório é o alto custo da tecnologia, justamente por ainda estar em fase de desenvolvimento.

“Os nutrientes, os equipamentos e muitos desses insumos utilizados para produção ainda vêm da indústria farmacêutica. Então, ainda precisamos trabalhar no desenvolvimento de insumos mais acessíveis em termos de custo, para que o custo do produto final também seja mais compatível com o que a indústria alimentícia precisa”, explica a pesquisadora do CIMATEC.

Regulamentação no Brasil

No campo regulatório, o Brasil já deu passos importantes. Em 2024, entrou em vigor a Resolução RDC 839/2023, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que moderniza as regras para a avaliação de segurança e autorização de novos alimentos e ingredientes.

Apesar disso, Dourado afirma que ainda é necessário fazer algumas definições e ajustes na norma para regulamentar a produção e comercialização de carne cultivada em laboratório. “Existe um diálogo entre pesquisadores e órgãos reguladores para que possamos estar juntos nesse processo de construção de tudo que precisa para regulamentar a comercialização e a pesquisa da carne cultivada”, afirma.

Incentivo à ciência e à inovação

Para a pesquisadora, o prêmio Finep Nordeste de Inovação 2025 reforça a importância do projeto. “Esse reconhecimento mostra que a ciência desenvolvida aqui está alinhada com os grandes desafios globais e que temos a capacidade de desenvolver tecnologias de ponta dentro do nosso próprio ecossistema”, afirma. “Isso fortalece a confiança, tanto dos nossos parceiros, quanto da indústria e da sociedade em geral no trabalho que estamos fazendo”, conclui.

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