IBGE

29/01/2026 04:35h

Alimentação no domicílio volta a subir após sete meses consecutivos em queda

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) mostrou aumento de 0,20% em janeiro, acumulando alta de 0,20% no ano de 2026. Publicado nesta terça-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o indicador mostrou resultado 0,05 ponto percentual menor do que a variação de dezembro, quando foi de alta de 0,25%, e maior do que o mesmo período de 2025, quando foi de 0,11%.

O IPCA-15 acumula alta de 4,50% nos últimos 12 meses, acima dos 4,41% observados nos 12 meses terminados em dezembro. Com esse resultado, a prévia da inflação se mostrou ainda dentro da meta de 3,0% estipulada pelo Banco Central, considerando a margem de erro de 1,5% para mais ou para menos.

Dentre os grupos de produtos e serviços pesquisados, somente Habitação e Transportes apresentaram variações negativas em janeiro, caindo 0,26% e 0,13%, respectivamente. Os outros sete grupos apresentaram variações positivas, com os maiores aumentos sendo observados em Saúde e cuidados pessoais, que cresceu 0,81%, e Comunicação, que teve aumento de 0,73%.

Segundo o IBGE, o grupo com maior crescimento foi influenciado, principalmente, pelos artigos de higiene pessoal, que subiram 1,38%, enquanto o segundo foi influenciado pelo subitem aparelho telefônico, que teve alta de 2,57% no mês.

Outro destaque é para o grupo Alimentação e bebidas, que tem o maior peso no índice e acelerou de uma variação de 0,13% em dezembro para 0,31% em janeiro. A alimentação no domicílio rompeu uma sequência de sete meses consecutivos em queda e subiu 0,21%.

Principais alimentos em alta:

  • Tomate — 16,28%
  • Batata inglesa — 12,74%
  • Frutas — 1,65%
  • Carnes — 1,32%

Principais alimentos em queda:

  • Leite longa vida — -7,93%
  • Arroz — -2,02%
  • Café moído — -1,22%

A alimentação fora do domicílio apresentou alta de 0,56% em janeiro, influenciada pelas altas de 0,77% do lanche e de 0,44% da refeição.

Com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

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19/01/2026 04:40h

PMC de novembro mostrou que o comércio varejista teve segundo mês seguido de crescimento; vendas cresceram 0,5% em outubro

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O volume de vendas no comércio varejista brasileiro cresceu 1,0% entre outubro e novembro de 2025, na série com ajuste sazonal. Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de novembro, divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a evolução do índice de média móvel trimestral para o varejo ficou em 0,5% no trimestre encerrado em novembro de 2025. O mês de outubro teve alta de 0,5%.

O resultado mostrou crescimento de 1,3% em relação a novembro de 2024. Além disso, o acumulado de 2025 chegou a 1,5% de crescimento frente a 2024, igualando o acumulado dos últimos 12 meses, que também foi de 1,5%.

No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas cresceu 0,7% em novembro. A média móvel foi 0,6%. Contudo, o índice mostrou queda de 0,3% frente ao mesmo período de 2024.

O acumulado de 2025 teve queda de 0,3%, assim como o acumulado dos 12 meses, que caiu 0,2%.

Entre outubro e novembro de 2025, na série com ajuste sazonal, sete das oito atividades pesquisadas no comércio varejista mostraram taxas positivas: equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,1%); móveis e eletrodomésticos (2,3%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,2%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,0%); livros, jornais, revistas e papelaria (1,5%); hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,0%); e combustíveis e lubrificantes (0,6%). O único resultado negativo foi em tecidos, vestuário e calçados (-0,8%).

Na mesma comparação, o comércio varejista ampliado apresentou um resultado positivo, com material de construção (0,8%), e outro negativo, com veículos e motos, partes e peças (-0,2%).

As informações são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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14/01/2026 04:40h

Levantamento de novembro mostrou que o setor de serviços se mantém em patamares elevados e 20% acima do período pré-pandêmico, mesmo com queda

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O volume de serviços no Brasil caiu 0,1% entre outubro e novembro de 2025, na série com ajuste sazonal. Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de novembro, divulgada nesta terça-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume do setor de serviços ficou 0,1% abaixo do recorde da série histórica — alcançado em outubro —, mas se manteve 20% acima do nível de fevereiro de 2020 (período pré-pandêmico).

O resultado mostrou crescimento de 2,5% em relação a novembro de 2024 na série sem ajuste sazonal, 20º resultado positivo consecutivo. Além disso, o acumulado de 2025 chegou a 2,7% de crescimento frente a 2024, enquanto o acumulado dos últimos 12 meses repetiu o ritmo de outubro, alcançando os mesmos 2,7% do mês anterior.

Dentre as cinco atividades de divulgação analisadas pela pesquisa, somente duas acompanharam a variação negativa do volume total — transportes (-1,4%) e informação e comunicação (-0,7%). Por outro lado, as atividades de profissionais e administrativos (+1,3%) e outros serviços (+0,5%) mostraram variação positiva. Somente os serviços prestados às famílias (+0,0%) se mantiveram estáveis.

Segundo o gerente da PMS do IBGE, Rodrigo Lobo, o resultado de novembro, apesar de mostrar retração de 0,1%, “reflete uma certa manutenção do setor de serviços em patamares elevados, já que, no mês anterior, o setor havia alcançado o topo da sua série histórica, iniciada em janeiro de 2011”. O gerente explicou, ainda, que o volume de novembro reflete um equilíbrio entre taxas negativas e positivas, e que o setor de transportes foi destaque no campo negativo, “pressionado pelo transporte aéreo, transporte rodoviário coletivo de passageiros, transporte dutoviário e logística de cargas”.

Comparação anual

Em comparação a novembro de 2024, o setor de serviços apresentou crescimento de 2,5%, o vigésimo resultado positivo consecutivo. Quatro das cinco atividades de divulgação acompanharam a alta — informação e comunicação (3,4%); transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (2,5%), profissionais, administrativos e complementares (3,2%) e outros serviços (1,9%) —, assim como 47,6% dos 166 serviços analisados.

Os serviços prestados às famílias (-1,0%) demonstraram a única influência negativa para o volume no período de comparação. Segundo o IBGE, o setor foi afetado pela redução das receitas vindas de restaurantes, hotéis e espetáculos teatrais e musicais.

Volume recua em 17 estados

O volume de serviços mostrou retração em 17 das 27 unidades da federação em novembro de 2025 frente a outubro, acompanhando o resultado do Brasil (-0,1%). Os destaques negativos vieram do Rio de Janeiro (-1,4%), Distrito Federal (-3,4%), Bahia (-1,5%) e Amazonas (-3,0%). Por outro lado, São Paulo (+0,3%), Minas Gerais (+1,1%), Pará (+2,6%) e Pernambuco (+1,3%) exerceram as principais contribuições positivas do mês.

Na comparação com novembro de 2024, 18 das 27 unidades federativas acompanharam o avanço do volume de serviços no Brasil (+2,5%) em novembro de 2025. São Paulo (+3,4%), Rio de Janeiro (+2,8%), Paraná (+3,0%), Distrito Federal (+5,1%) e Pará (+10,9%) foram os estados com as mais importantes contribuições positivas, enquanto Amazonas (-10,6%), Bahia (-3,4%), Rio Grande do Sul (-1,2%) e Tocantins (-10,3%) lideraram as perdas no intervalo de comparação.

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30/12/2025 16:55h

Pnad Contínua mostra ainda estabilidade no trimestre e crescimento anual do emprego


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A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,2%, menor taxa de desocupação desde 2012 segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). Os dados referentes ao trimestre encerrado em novembro de 2025 foram divulgados nesta terça-feira (30), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a pesquisa, o número de pessoas desocupadas caiu para 5,6 milhões, o menor contingente já registrado pela série histórica. No auge da pandemia de covid-19, no trimestre encerrado em março de 2021, o país chegou a contabilizar 14,9 milhões de desempregados.

Emprego bate recorde

A menor taxa de desocupação foi acompanhada por um novo recorde no número de pessoas empregadas no país: 103,2 milhões. O nível de ocupação ficou em 59,0%.

Segundo a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, a manutenção do emprego em patamar elevado ao longo de 2025 contribuiu diretamente para a queda do desemprego. “A redução da pressão por busca de trabalho tem diminuído consideravelmente a taxa de desocupação”, afirmou.

Outro destaque do levantamento foi o avanço do emprego formal. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado chegou a 39,4 milhões, renovando o recorde histórico. Na comparação anual, houve crescimento de 2,6%, o equivalente a mais 1 milhão de trabalhadores formalizados, enquanto o indicador permaneceu estável no trimestre.

Informalidade recua

A taxa de informalidade caiu para 37,7% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores informais. O índice ficou abaixo dos 38% observados no trimestre encerrado em agosto e inferior aos 38,8% registrados no mesmo período de 2024, indicando uma melhora gradual na qualidade das ocupações.

Outros indicadores do mercado de trabalho

O levantamento do IBGE também aponta que o Brasil conta atualmente com:

  • 53 milhões de empregados no setor privado
  • 13,6 milhões de trabalhadores sem carteira assinada
  • 13,1 milhões de empregados no setor público
  • 26 milhões de trabalhadores por conta própria
  • 66 milhões de pessoas fora da força de trabalho
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24/12/2025 04:40h

Prévia do IBGE mostra desaceleração ao longo do ano, com pressão de transportes e sinais de espaço para corte de juros em 2026

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O IPCA-15, prévia da inflação oficial, subiu 0,25% em dezembro, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (23). No acumulado de 2025, o índice alcançou 4,41%, resultado que confirma a desaceleração da inflação ao longo do ano e mantém o indicador dentro da meta de 3%, com teto de tolerância de 4,5%.

Em dezembro, sete dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados registraram alta. O principal impacto veio de Transportes, que avançou 0,69% e respondeu por 0,14 ponto percentual do índice, pressionado sobretudo pelas passagens aéreas, que subiram 12,71%, e pelo transporte por aplicativo, com alta de 9,00%. 

Vestuário também teve elevação de 0,69%, puxado pelo encarecimento das roupas infantil, feminina e masculina. Já Habitação variou 0,17%, influenciada por reajustes de aluguéis e das tarifas de água e esgoto.

Regionalmente, o IBGE apurou aumento de preços em dez das onze áreas pesquisadas. Porto Alegre apresentou a maior variação, de 0,50%, impactada por passagens aéreas e energia elétrica. Também houve altas em regiões como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Fortaleza, Curitiba, Goiânia e Brasília. A única queda foi registrada em Belém (-0,35%), puxada principalmente pela forte redução nos preços de hospedagem.
Quedas e desacelerações

Entre os recuos, Artigos de residência caiu 0,64% pelo quarto mês consecutivo, com destaque para a queda nos preços de eletrodomésticos e de itens de TV, som e informática. Alimentação no domicílio recuou 0,08%, acumulando o sétimo mês seguido de queda, influenciada por produtos como tomate, leite longa vida e arroz, apesar das altas observadas em carnes e frutas.

Para o economista Renan Pieri, o comportamento da inflação em 12 meses é uma sinalização positiva. Segundo ele, a convergência do índice para a meta abre espaço para um ciclo de redução da taxa Selic no primeiro semestre de 2026, em linha com o movimento de corte de juros nos Estados Unidos. 

Pieri ressalta, no entanto, que o mercado de trabalho segue aquecido, com geração recorde de empregos desde 2022, o que sustenta a pressão sobre os preços de serviços por meio do aumento da massa salarial. Ainda assim, o economista avalia que a inflação permanece sob controle e dentro do objetivo perseguido pelo Banco Central, cujo horizonte de atuação se estende até meados de 2027.

“Os sinais são positivos no sentido de se esperar um início de ciclo de corte de juros  já no começo do ano, não se sabe exatamente o mês, mas certamente teremos um ciclo de redução da taxa Selic no primeiro semestre do ano que vem, principalmente porque os americanos também reduziram suas taxas de juros, então isso torna nossos juros relativos a deles mais atrativos”, destaca.
 

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02/12/2025 04:25h

Recuo da inflação e desaceleração da atividade econômica mantêm a Selic em 15%, segundo Relatório Focus

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O mercado financeiro reduziu em 0,2 ponto percentual a projeção para a inflação deste ano. Agora, a expectativa é de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — considerado a inflação oficial do país — encerre 2025 em 4,43%. Os dados constam no Relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (1º) pelo Banco Central (BC). O boletim reúne, semanalmente, as estimativas de analistas e instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2026, a projeção do inflação também recuou, passando de 4,18% para 4,17%. É a terceira semana consecutiva de queda. Para 2027 e 2028, as previsões se mantêm estáveis em 3,8% e 3,5%, respectivamente.

Com o novo ajuste, a previsão para 2026 volta ao intervalo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo Banco Central. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos — o que estabelece um limite mínimo de 1,5% e máximo de 4,5%.

Conta de luz mais barata puxou inflação para baixo

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês de outubro foi de 0,09%, o menor para o mês em quase 30 anos, segundo o Instituto Brasileio de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, a inflação acumulada nos 12 meses caiu para 4,68% — a primeira vez, em oito meses, que o patamar fica abaixo da casa de 5%.

De acordo com o IBGE, a redução na conta de luz foi um dos principais fatores que ajudaram a conter o índice, contribuindo para a queda de 0,3% no grupo Habitação.

Juros Básicos

A taxa básica de juros (Selic) — principal instrumento do Banco Central para cumprir a meta de inflação — foi mantida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A decisão reflete o recuo da inflação e a desaceleração da atividade econômica, fatores que levaram à manutenção da taxa pela terceira vez consecutiva.

No entanto, o Copom não descarta a possibilidade de voltar a elevar os juros, caso considere necessário. Em nota, o BC destacou que o cenário internacional segue incerto, especialmente devido à conjuntura e à política econômica dos Estados Unidos, que afetam as condições financeiras globais. No âmbito doméstico, a autoridade monetária ressaltou que, apesar da desaceleração da atividade econômica, a inflação ainda está acima da meta — o que sinaliza que os juros vão continuar altos por bastante tempo.

Segundo estimativas do mercado, a Selic deve encerrar 2025 no atual patamar de 15% ao ano. Para 2026, a expectativa é de queda para 12% ao ano. Em 2027 e 2028, as projeções apontam novas reduções, para 10,5% e 9,5% ao ano, respectivamente.

CNI: Selic em 15% impede crescimento da economia e deixa Brasil isolado no contexto internacional de juros reais

Gastos tributários do Brasil em 2026 devem chegar a 7,1% do PIB, revela pesquisa da FGV

PIB

A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) — a soma de todas as riquezas produzidas no país — é de 2,16% para o fechamento de 2025, patamar que se mantém estável há quatro semanas. Para 2026, a expectativa também permanece inalterada há um mês, em 1,78%.

No caso de 2027, as estimativas vêm recuando: há quatro semanas, o mercado projetava alta de 1,90% para o PIB. O índice passou para 1,88% na semana passada e voltou a cair, chegando a 1,83% na projeção mais recente. Já para 2028, a previsão de crescimento segue estável em 2,00% há quatro semanas.

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26/11/2025 04:25h

Inscrições vão até 11 de dezembro de 2025; vagas distribuídas por centenas de municípios reforçam emprego e coleta estatística nacional

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) abriu inscrições para o processo seletivo simplificado com 9.590 vagas temporárias em todo o país. Os salários chegam a R$ 3.379, com auxílio-alimentação de R$ 1.175. As oportunidades são para Agente de Pesquisas e Mapeamento (APM) e Supervisor de Coleta e Qualidade (SCQ).

Entre os municípios com maior número de vagas para APM, destacam-se:

  •  Fortaleza (CE) – 204
  •  Brasília (DF) – 178
  •  Belo Horizonte (MG) – 182
  •  Salvador (BA) – 176
  •  Manaus (AM) – 157
  •  Goiânia (GO) – 152
  •  Belém (PA) – 146
  •  Cuiabá (MT) – 130
  •  Porto Alegre (RS) – 130
  •  Rio Branco (AC) – 111

Já para SCQ, as cidades com mais oportunidades são:

  •  Belo Horizonte (MG) – 29
  •  Cuiabá (MT) – 29
  •  Brasília (DF) – 28
  •  Salvador (BA) – 26
  •  Goiânia (GO) – 24
  •  Maceió (AL) – 21
  •  Recife (PE) – 20
  •  Manaus (AM) – 19
  •  Campo Grande (MS) – 18
  •  Rio Branco (AC) – 18
  •  Curitiba (PR) – 17
  •  São Luís (MA) – 17
  •  Vitória (ES) – 16
  •  Macapá (AP) – 14

Distribuição das vagas

Para APM, são 8.480 vagas, distribuídas da seguinte forma:

  • Ampla concorrência: 5.512
  • Pretos ou pardos: 2.120 (25%)
  • Indígenas: 254 (3%)
  • Quilombolas: 170 (2%)
  • Pessoas com deficiência (PCD): 424 (5%)

Para SCQ, são 1.110 vagas, distribuídas assim:

  • Ampla concorrência: 715
  • Pretos ou pardos: 275 (25%)
  • Indígenas: 33 (3%)
  • Quilombolas: 22 (2%)
  • PCD: 55 (5%)


Segundo o presidente do IBGE, Carlos Pochmann, este processo representa a retomada da capacidade operacional do instituto: “uma demanda já antiga, que não vinha sendo atendida, mas o esforço da atual direção permitiu, junto com os Ministérios do Planejamento e Orçamento e o Ministério de Gestão e Inovação, a concretização desse grande concurso, de quase dez mil novos servidores que estarão à disposição da realização do plano de trabalho do IBGE e toda a coleta que é feita em termos nacionais. E, para isso, nós vamos entrar então nessa fase seletiva.”

As provas serão realizadas nas próprias cidades com vagas, facilitando a participação dos candidatos. Além de reforçar a coleta de dados estatísticos essenciais, o processo seletivo contribui para gerar empregos e movimentar a economia das cidades.

As inscrições seguem até 11 de dezembro de 2025, no site da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A seleção será feita por prova objetiva de múltipla escolha, que será aplicada no dia 22 de fevereiro de 2026, em dois turnos: manhã para APM e tarde para SCQ, permitindo que os candidatos participem das provas das duas funções.

As informações são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
 

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21/11/2025 04:10h

Mudança técnica ajustou quase 20 mil km² entre os biomas, sem relação com desmatamento. Revisão considerou clima, solo, vegetação e relevo, com apoio de expedições de campo

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na terça-feira (18) uma revisão dos limites dos biomas Cerrado e Mata Atlântica nos estados de Minas Gerais e São Paulo. Com as atualizações, o Cerrado ganhou 1,8% de área, enquanto a Mata Atlântica perdeu 1%. Ao todo, as alterações correspondem a 19.869 km², sendo 816 km² em Minas Gerais e 19.053 km² em São Paulo. Os demais biomas não foram avaliados nesta etapa.

O IBGE reforça que a revisão não está ligada a desmatamento ou reflorestamento, mas sim à aplicação de critérios técnicos, incluindo geologia, geomorfologia, pedologia, vegetação e clima. As mudanças se concentraram especialmente nas regiões de contato entre florestas estacionais e savana, onde os limites naturais dos biomas tendem a ser mais complexos.

A atualização tem relação direta com a escala mais detalhada adotada pelo IBGE desde 2019, com a publicação Biomas e Sistema Costeiro-Marinho do Brasil, que passou a usar escala de 1:250 mil, vinte vezes mais precisa que a anterior. Com isso, revisões periódicas tornaram-se necessárias para ajustar a delimitação das áreas.

O instituto indica que essas atualizações devem ocorrer a cada cinco anos.

Principais áreas de alteração

Em Minas Gerais, a Mata Atlântica foi ampliada nas proximidades de Belo Horizonte, passando a incluir todo o município e áreas ao norte da capital. Já em São Paulo, o Cerrado avançou, principalmente no centro-norte do estado, região que possui legislação de proteção ao bioma desde 2009.
A revisão abrangeu áreas do Nordeste Paulista, Triângulo Mineiro e Serra do Espinhaço. Entre os municípios contemplados estão:

  •  MG – Sacramento, Uberaba, Fronteira, Planura, São Sebastião do Paraíso, Diamantina, Conceição do Mato Dentro, Belo Horizonte, Florestal, Juatuba, Taquaraçu de Minas, Nova União, Caeté, Bom Jesus do Amparo, Barão de Cocais, São Gonçalo do Rio Abaixo, Itabira, Itambé do Mato Dentro, Santa Maria de Itabira, São Sebastião do Rio Preto e Morro do Pilar.
  • SP – Franca, Barretos, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Piracicaba, Mococa e Votuporanga.

Expedições e metodologia

A revisão é resultado de uma análise integrada entre especialistas de diferentes áreas e cinco expedições de campo, realizadas em trechos questionados por organizações da sociedade civil e instituições ambientais.

  • Expedição 1 — Nordeste Paulista e Triângulo Mineiro: predominância de savana ao norte do Rio Grande e domínio florestal em áreas de relevo acidentado.
  • Expedição 2 — Entorno de Ribeirão Preto (SP) e São Sebastião do Paraíso (MG): análise das transições entre formações savânicas e florestais, influenciadas por períodos secos (Cerrado) e úmidos (Mata Atlântica).
  • Expedição 3 — Serra do Espinhaço (MG): áreas reinterpretadas como Mata Atlântica devido ao domínio florestal e maior umidade no lado leste da serra.
  • Expedição 4 — Noroeste Paulista: predomínio da Savana Florestada e identificação do limite oeste do Cerrado.
  • Expedição 5 — Quadrilátero Ferrífero, Serra do Espinhaço e Depressão do São Francisco: delimitações guiadas por fatores abióticos; Mata Atlântica avançou ao noroeste de BH; áreas de Refúgios Vegetacionais foram incorporadas ao Cerrado nas partes mais elevadas.

O IBGE afirma que revisões futuras seguirão o compromisso de manter os mapas de biomas atualizados e tecnicamente alinhados ao comportamento ambiental real das regiões.

As informações são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

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10/11/2025 04:25h

Entre os entes municipais, o destaque é para Fernando de Noronha (PE), Vila Maria (RS) e Serra Nova Dourada (MT), com taxas acima da média nacional

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No Brasil, 50 municípios apresentaram nível de ocupação igual ou maior que 70%. Ou seja, a cada 10 pessoas, 7 estavam trabalhando. O indicador mede a proporção de pessoas ocupadas no total da população com 14 anos ou mais de idade. Os dados constam no módulo do Censo 2022 sobre Trabalho e Rendimento, divulgado na quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Do total de municípios do país, três se destacam com os maiores níveis de ocupação. A lista é composta por Fernando de Noronha (PE), com taxa de 82,9%; Vila Maria (RS), com 78,4%; e Serra Nova Dourada (MT), com 78,2%. Esses níveis superam, inclusive, a média nacional, de 53,5%. 

Confira o ranking dos 15 municípios com maiores níveis de ocupação no Brasil

Posição Municípios com maiores níveis de ocupação Valor (%)
1 Fernando de Noronha (PE) 83,0
2 Vila Maria (RS) 78,4
3 Serra Nova Dourada (MT) 78,2
4 Nova Serrana (MG) 77,2
5 Irati (SC) 76,6
6 Coronel Pilar (RS) 76,5
7 Sapezal (MT) 75,7
8 São Martinho (SC) 75,2
9 Chapadão do Sul (MS) 75,1
10 Nova Mutum (MT) 74,5
11 São Ludgero (SC) 74,0
12 Chapadão do Céu (GO) 73,9
13 Pinhalzinho (SC) 73,7
14 Laurentino (SC) 73,5
15 Ipiranga do Norte (MT) 73,4

Em contrapartida, 330 cidades contavam com o indicador menor ou igual a 30%. Isso significa que a cada 10 pessoas 7 foram classificadas como desocupadas ou fora da força de trabalho.

Confira a média de ocupação por região

  • Norte (48,4%)
  • Nordeste (45,6%)
  • Sudeste (56,0%) 
  • Sul (60,3%)
  • Centro-Oeste (59,7%)

O levantamento levou em conta pessoas que dedicaram pelo menos uma hora completa ao trabalho em uma ocupação; ou tinham trabalho remunerado do qual estavam temporariamente afastadas na semana por motivo de férias, doença, falta ou jornada variável.

Rendimento

Em relação ao rendimento do trabalho, o levantamento aponta que, no período analisado, em 520 dos 5.571 municípios brasileiros (9,3%), o valor era inferior a um salário mínimo da época, de R$1.212. Por outro lado, em 19 cidades este indicador ficou acima de quatro salários mínimos, o que correspondia a R$ 4.848.

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Nesse recorte, os três municípios com os menores rendimentos médios mensais do trabalho, foram Cachoeira Grande (MA), com R$ 759; Caraúbas do Piauí (PI), com R$ 788; e Mulungu do Morro (BA), com R$ 805. Já os três maiores foram Nova Lima (MG), com R$ 6.929; São Caetano do Sul (SP), com R$ 6.167; e Santana de Parnaíba (SP), com R$ 6.081.

Vale destacar que os 10 municípios com os menores rendimentos médios do trabalho estão localizados no Nordeste do país. Já os 10 entes com os maiores rendimentos médios do trabalho estão situados nas regiões Sul e Sudeste, conforme observado na tabela abaixo. 

 
Posição Municípios com menores Rendimentos do trabalho Valor (R$) Municípios com maiores Rendimentos do trabalho Valor (R$)
1 Cachoeira Grande (MA) 759 Nova Lima (MG) 6.929
2 Caraúbas do Piauí (PI) 788 São Caetano do Sul (SP) 6.167
3 Mulungu do Morro (BA) 805 Santana de Parnaíba (SP) 6.081
4 Bacurituba (MA) 811 Petrolândia (SC) 5.989
5 São João do Arraial (PI) 820 Vespasiano Corrêa (RS) 5.779
6 Betânia do Piauí (PI) 828 Tunápolis (SC) 5.417
7 São José do Piauí (PI) 833 Marema (SC) 5.395
8 Salitre (CE) 851 Niterói (RJ) 5.371
9 Tomar do Geru (SE) 876 Nova Ramada (RS) 5.338
10 Cedral (MA) 878 Vitória (ES) 5.242

 

Ainda de acordo com o IBGE, em 2022, enquanto 35,3% dos trabalhadores do país recebia até um salário mínimo, somente 7,6% contavam mais de cinco salários mínimos.
 

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05/11/2025 04:20h

IBGE lança nova edição do Nomes no Brasil, cujo levantamento agora também inclui sobrenomes, com Silva sendo líder de registros de 16,76% da população

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O levantamento de nomes mais frequentes no Brasil, atualizados pelo Censo Demográfico 2022 do IBGE, aponta que Maria e José continuam sendo os nomes mais frequentes no país desde a última edição, de 2010. Esta edição traz a novidade da inclusão de sobrenomes no mapeamento – sendo que Silva lidera em números de registros, identificando 16,76% da população.

O site disponibiliza os nomes e sobrenomes organizados por gênero, período de nascimento da pessoa e letra inicial. Ao acessar o site, é possível gerar rankings de nomes e sobrenomes conforme o local selecionado pelo usuário: Brasil, unidades da federação ou municípios.

Foram contabilizados quase 130 mil nomes próprios. Já os sobrenomes somaram mais de 200 mil. 

Na plataforma, é possível saber o número total de pessoas registradas e a concentração de registros por local. Além disso, também há como saber a frequência de registros por década. 

Por exemplo, após o cruzamento de gráficos de incidência, a pesquisa aponta que Osvaldo e Terezinha deram lugar a Gael e Helena.  

Curiosidades por concentração de nomes por município 

Ao consultar os nomes mais frequentes no ranking, é possível notar que em Morrinhos (CE) e Bela Cruz (CE), a cada 100 pessoas, 22 se chamam Maria – representando 22,30% e 22,21% do total da população das respectivas cidades. 

Na cidade de Santana do Acaraú (CE), a cada 10 pessoas, 1 se chama Ana – equivalente a 10,41% do total da população. 

Já em Buriti dos Montes (PI), a curiosidade ocorre com o nome Antonio – sendo registrado em 10,06% do total dos moradores. 

Entre os sobrenomes, 43,38% dos cidadãos de Sergipe possuem "Santos" no registro. Já em Alagoas e Pernambuco, o sobrenome "Silva" lidera o ranking. O sobrenome está em mais de um terço dos registros das populações de ambos os estados – 35,75% e 34,23%, respectivamente.

Nomes no Mundo

O site traz outra novidade, o mapa-múndi “Nomes no Mundo”. A ferramenta possibilita navegar pelo mapa e descobrir os nomes e sobrenomes mais comuns nos respectivos países. Nesse caso, há como fazer a comparação com a quantidade de brasileiros registrados com os nomes exibidos no mapa, com base no banco de dados atualizado pelo Censo 2022.

Sigilo estatístico

Conforme a Agência de Notícias do IBGE, dependendo da singularidade do nome ou sobrenome buscado, o dado poderá ser ocultado para garantir o sigilo estatístico, por exemplo, em caso de termos com menos de 20 incidências no país.

Pesquisa Nomes no Brasil

O projeto Nomes no Brasil é baseado nas listas de moradores dos domicílios em 1º de agosto de 2022, data de referência do Censo 2022. 

O sexo dos moradores também reflete exclusivamente a informação declarada no momento da coleta do questionário. Por esses motivos, podem existir diferenças entre os nomes coletados em 2010 e os coletados em 2022.

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