SENAI

22/10/2026 04:55h

Rede de educação tem oportunidades da Educação Infantil ao Ensino Médio e EJA; confira as oportunidades por estado

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A Rede SESI de Educação está com matrículas abertas para o ano letivo de 2027 em diferentes estados brasileiros. As oportunidades incluem bolsas de estudo de até 100%, vagas gratuitas e descontos nas mensalidades para dependentes de trabalhadores da indústria, conforme os critérios estabelecidos por cada departamento regional.

A oferta varia de acordo com a unidade e pode abranger Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA). Os interessados devem consultar os canais oficiais do Serviço Social da Indústria (SESI) em cada estado para verificar a disponibilidade de vagas, os prazos de inscrição, os documentos exigidos e as condições para obter bolsas e gratuidade.

Também é importante conferir a duração dos benefícios e se despesas como material didático, alimentação e transporte estão incluídas.

Ensino com foco em ciência, tecnologia e inovação

A proposta pedagógica das escolas do SESI inclui atividades nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática, abordagem conhecida pela sigla STEAM. A metodologia combina conteúdos dessas áreas com atividades práticas e projetos interdisciplinares.

Os estudantes também podem participar de projetos de robótica e utilizar laboratórios maker, espaços destinados à criação e à experimentação. Em algumas unidades, o Ensino Médio é integrado a cursos técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).

Segundo o superintendente de Educação do SESI, Wisley Pereira, a metodologia busca preparar crianças e jovens para os desafios do futuro do trabalho.

“São escolas que têm a metodologia STEAM — Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática —, que preparam as crianças, os adolescentes e os jovens para o futuro do trabalho, com resoluções de problemas complexos, e que têm muita tecnologia embarcada, com infraestrutura excelente”, afirma.

Confira as oportunidades por estado

  • Alagoas

As Escolas SESI Alagoas já iniciaram o processo de matrícula e anunciaram a ampliação da unidade Benedito Bentes, em Maceió, que passará a atender estudantes a partir do 3º ano do Ensino Fundamental.

A rede oferece descontos para matrículas antecipadas: até 25% na primeira parcela e 30% para ingressantes na 1ª série do Ensino Médio. O material didático está incluído na mensalidade.

Outras informações estão disponíveis no site das Escolas SESI Alagoas.

  • Bahia

A Escola SESI Bahia abriu inscrições para 295 bolsas integrais destinadas a novos estudantes da 1ª série do Ensino Médio com Formação Técnica e Profissional em 2027. As oportunidades estão distribuídas em 11 escolas de nove municípios baianos.

Desse total, 35 bolsas são destinadas à unidade de Jequié, que será inaugurada em 2027. A escola terá 216 vagas, do 6º ano do Ensino Fundamental à 1ª série do Ensino Médio, com atividades de robótica educacional e incentivo à iniciação científica.

Podem concorrer às bolsas candidatos cuja renda familiar líquida seja de até 2,5 salários mínimos. As inscrições são gratuitas e vão até 22 de outubro, às 23h59, no horário de Brasília. O prazo pode ser encerrado antecipadamente caso seja atingido o limite de inscritos por curso. A prova presencial está prevista para 22 de novembro.

Consulte o edital e faça sua inscrição no site da Escola SESI Bahia.

  • Tocantins

O SESI Tocantins abriu inscrições para 38 vagas gratuitas em 2027, com isenção das taxas de matrícula e das mensalidades, além de material didático gratuito. Todas as vagas são para o turno vespertino, com aulas das 13h às 18h20.

Em Araguaína, são oito vagas para a 1ª série do Ensino Médio. Em Palmas, há oito vagas para a 2ª série, no itinerário de Ciências Humanas e Linguagens. Já Gurupi oferece 14 vagas para a 1ª série do Ensino Médio e oito para o Ensino Fundamental, sendo duas para cada ano, do 6º ao 9º.

As oportunidades priorizam dependentes de trabalhadores da indústria e também contemplam famílias de baixa renda, conforme os critérios socioeconômicos e escolares previstos nos editais. A seleção inclui análise documental, provas de Linguagens e Matemática e redação.

As inscrições terminam em 22 de outubro em Palmas e Araguaína. Em Gurupi, as inscrições já encerraram no dia 21. As provas serão realizadas em 3 de novembro, em Gurupi, e em 13 de novembro, nas outras duas cidades.

As matrículas regulares também estão abertas à comunidade, conforme a disponibilidade de vagas. 

Consulte os editais de Gurupi, Palmas e Araguaína.

  • Distrito Federal

A Rede SESI-DF atende estudantes no Gama, no Setor de Indústrias Gráficas (SIG), em Sobradinho e em Taguatinga. A rede também conta com unidades reconhecidas como Microsoft Showcase Schools. No Ensino Médio, os estudantes podem optar por cursos técnicos do SENAI.

As matrículas antecipadas para a rede regular oferecem descontos de até 30%. Além disso, o SESI-DF anunciou 360 vagas gratuitas remanescentes destinadas a estudantes de baixa renda, sendo 284 para a 1ª série do Ensino Médio e 76 para o 6º ano do Ensino Fundamental. O edital prevê isenção das mensalidades e fornecimento gratuito de material didático.

Consulte as condições de matrícula e os editais no site do SESI-DF.

  • Goiás

O SESI Goiás abriu 13.390 vagas na educação básica. Para 2027, um dos destaques é a inauguração da Escola SESI SENAI Senador Canedo, na região metropolitana de Goiânia. O complexo recebeu investimento superior a R$ 70 milhões e terá capacidade para atender 1,3 mil novos alunos.

A rede também disponibiliza 800 bolsas de estudo, com foco no Ensino Médio, e 3.994 vagas gratuitas na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Outra opção oferecida é o exame internacional de proficiência em inglês TOEFL.

Saiba mais em sesigoias.com.br/matriculas2027.

  • Mato Grosso do Sul

A Escola SESI ampliará sua presença em Mato Grosso do Sul e chegará a dez unidades em 2027, com a abertura de escolas em Rio Verde de Mato Grosso e Paranaíba.

A rede integra recursos tecnológicos e ações voltadas ao desenvolvimento socioemocional às atividades pedagógicas. Dependentes de trabalhadores da indústria têm acesso a condições especiais.

Consulte as opções de matrícula no site da Escola SESI de Mato Grosso do Sul.

  • Rio Grande do Sul

O SESI-RS oferece oportunidades da Educação Infantil ao Ensino Médio, além de atividades no Contraturno Tecnológico.

Entre os destaques estão as bolsas de estudo de até 100% para o Ensino Médio em turno estendido e para o contraturno. A prioridade é destinada a dependentes de trabalhadores da indústria.

Saiba mais em educacao.sesirs.org.br ou pelo WhatsApp: (51) 9226-3846.

  • Santa Catarina

O SESI-SC abriu matrículas para a nova Escola de Referência em Jaraguá do Sul, com inauguração prevista para fevereiro de 2027. Na primeira etapa, serão oferecidas 701 vagas, da Educação Infantil ao Ensino Médio.

O prédio terá quatro pavimentos, 32 salas de aula, cozinha experimental e espaços destinados a oficinas de contraturno escolar nas áreas de robótica, games e invenções.

Consulte as condições de matrícula no site do SESI-SC.

  • Rio de Janeiro

As Escolas Firjan SESI estão com inscrições abertas para o processo de admissão de novos estudantes em 2027. A seleção é composta por três etapas: visita à escola, Avaliação Diagnóstica de Ingresso e preenchimento de questionário sobre a trajetória acadêmica e familiar do candidato.

Para participar, as famílias devem agendar uma visita à unidade de interesse e consultar a disponibilidade de vagas para a série desejada. A rede também oferece desconto de 40% para quem antecipa o pagamento da mensalidade de janeiro de 2027, conforme as condições estabelecidas pela escola.

Saiba mais em escolafirjansesi.com.br ou pelo telefone: 0800 0231 231.

  • São Paulo

O SESI-SP abriu as inscrições para beneficiários em 6 de outubro e para o público em geral em 19 de outubro. A participação de não beneficiários depende da disponibilidade de vagas nas unidades e nos anos escolares em que não houver demanda de candidatos das categorias prioritárias.

As novas vagas para o 1º ano do Ensino Fundamental estão distribuídas em 127 escolas. Para os demais anos escolares, a oferta depende da disponibilidade em cada uma das 137 unidades da rede.

Têm prioridade os filhos de trabalhadores de empresas industriais contribuintes do SESI-SP e os dependentes legais de funcionários do SESI-SP, SENAI-SP, FIESP, CIESP e IRS. Os demais candidatos podem ser atendidos conforme a disponibilidade de vagas após o atendimento das categorias prioritárias.

O ingresso na Educação Infantil e no 1º ano do Ensino Fundamental é definido por sorteio. Do 2º ao 9º ano do Ensino Fundamental e na 1ª e 2ª séries do Ensino Médio, o preenchimento das vagas ocorre por processo seletivo.

Saiba mais em hotsite.sesisp.org.br/processoseletivo.

Rematrícula para 2027

Os estudantes que já frequentam as escolas do SESI devem realizar a rematrícula, preferencialmente, pelo Portal do Aluno ou pela plataforma indicada pela unidade em que estão matriculados. Em algumas escolas, o procedimento também pode ser feito presencialmente.

A mudança de turno ou de unidade depende da existência de vagas. Por isso, as famílias devem consultar a secretaria da escola pretendida para verificar a disponibilidade e os procedimentos necessários.

O material didático integra a proposta pedagógica da rede, mas as condições de fornecimento podem variar conforme o estado e a unidade. A orientação é confirmar, diretamente com a escola, as regras de matrícula e as eventuais despesas adicionais.

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07/10/2026 04:50h

Brasil ficou em segundo lugar na classificação geral da competição realizada em Xangai

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Mais de 80% dos brasileiros que conquistaram medalhas na WorldSkills Shanghai 2026 estudaram o Ensino Fundamental, do 1º ao 9º ano, em escolas públicas. Dos 41 medalhistas da delegação brasileira, 33 passaram pela rede pública nessa etapa da educação, enquanto oito estudaram em escolas particulares.

A competição foi realizada em Xangai, na China, entre 22 e 27 de setembro, e reuniu cerca de 1,4 mil competidores de 70 países. Na classificação geral por pontos, o Brasil terminou em segundo lugar, atrás apenas da China. Os brasileiros conquistaram duas medalhas de prata, seis de bronze e 29 medalhas de excelência.

Entre os 71 competidores que representaram o país na competição, 76% vieram da rede pública de ensino. Os dados mostram a presença da formação técnica na trajetória educacional de jovens que chegaram à etapa internacional da WorldSkills.

No Brasil, a preparação para a competição é conduzida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

Segundo o diretor-geral do SENAI, Leone Andrade, os resultados evidenciam a importância da integração entre a educação básica e a educação profissional.

“Quando conectamos a escola pública às trilhas técnicas do SENAI, ampliamos o acesso, desenvolvemos competências de alto nível e criamos caminhos concretos para o emprego de qualidade. Nosso compromisso é ampliar essas parcerias com estados e municípios, para que mais estudantes transformem potencial em carreira”, destaca.

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Na avaliação do superintendente de Educação Profissional e Superior do SENAI, Carlos Braguini, o desempenho dos participantes brasileiros reforça que a experiência desses jovens não se limita à participação na competição.

“Ter 33 dos nossos 41 estudantes medalhistas vindos de escolas públicas mostra a força da integração entre a educação pública e a formação profissional de excelência. Esse é o compromisso do SENAI: formar pessoas com autonomia para transformar suas vidas e contribuir para um país mais produtivo e com mais oportunidades”, pontua.

“É um país com muitos talentos espalhados de norte a sul do Brasil, que comprovam que ao receber educação de qualidade amplificam a sua capacidade de brilhar, seja numa competição internacional como essa, seja dentro do Brasil, seja na própria família, onde ao estudarem, ao irem para o mundo do trabalho e ao continuarem os estudos têm mais acesso à renda, ao trabalho, à emancipação e à autonomia”, complementa. 

Braguini considera ainda o ensino técnico e profissionalizante como um caminho para a inserção dos jovens no mercado de trabalho e para o desenvolvimento de talentos. Segundo ele, a formação também permite que os estudantes façam escolhas mais conscientes sobre suas carreiras.

Para o superintendente, a experiência prática adquirida durante a formação ajuda a dar sentido à continuidade dos estudos e aproxima o aprendizado na graduação e na pós-graduação dos desafios encontrados no trabalho.

Maior delegação brasileira da história da WorldSkills

Os jovens brasileiros que participaram da WorldSkills têm entre 18 e 24 anos. A delegação enviada a Xangai foi a maior já formada pelo Brasil na história da competição e teve representantes nas 64 ocupações disputadas.

A seleção começou nas escolas e passou por etapas estaduais e pela disputa nacional. As provas foram elaboradas com base em situações relacionadas aos desafios encontrados no mercado de trabalho. Os competidores selecionados chegaram à etapa internacional para representar o Brasil na competição.

Vale destacar que aproximadamente 66% dos participantes são oriundos da gratuidade regimental, que garante vagas sem custo em cursos de educação profissional financiados pelo SENAI.

Ao todo, a comitiva brasileira contou com 209 pessoas. Do total, 71 são competidores — 62 do SENAI e nove do Senac —, 64 são experts, profissionais que atuaram como técnicos e árbitros; seis são team leaders, responsáveis pela organização dos grupos e pelos processos burocráticos; e 46 são intérpretes e tradutores, além das equipes de apoio técnico e comunicação.

SENAI

O SENAI atua na formação profissional e na área de inovação tecnológica. Desde a fundação, em 1942, a instituição já qualificou mais de 95,3 milhões de trabalhadores.

Presente nos 26 estados e no Distrito Federal, o SENAI disponibiliza cursos técnicos, de aprendizagem, graduação e pós-graduação, além de soluções em tecnologia para a indústria.

A instituição registra mais de 3,2 milhões de matrículas por ano e mantém uma rede de 1.034 unidades escolares.
 

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29/07/2026 04:45h

Formações presenciais, semipresenciais e EaD estão disponíveis para candidatos do DF, Maranhão e Sergipe

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O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e a plataforma Futuro.Digital estão com 29.523 vagas abertas em cursos presenciais, semipresenciais e a distância voltados à formação de profissionais para a indústria. As oportunidades, gratuitas e pagas, estão disponíveis para moradores do Distrito Federal, Maranhão e Sergipe. 

Do total, 1.953 vagas são oferecidas pelos departamentos regionais do SENAI em cursos técnicos, de qualificação e aperfeiçoamento profissional, com foco no desenvolvimento de competências práticas para o mercado de trabalho. 

As outras 27.570 vagas são disponibilizadas pela plataforma Futuro.Digital em cursos de curta duração, graduação e pós-graduação, nas modalidades presencial, semipresencial e ensino a distância (EaD), permitindo que os estudantes conciliem os estudos com a rotina. 

Segundo o gerente de Educação Profissional e Superior do SENAI, Mateus Simões, podem se inscrever pessoas a partir dos 14 anos, desde que atendam aos requisitos específicos de cada edital. 

“A grande maioria dos nossos alunos tem entre 18 e 35 anos e estão em busca da primeira inserção no mercado de trabalho. Esse é o objetivo principal dos cursos do SENAI: promover a empregabilidade dos nossos alunos. Mas também recebemos pessoas com 50 anos ou mais buscando se atualizarem tecnologicamente para se manterem e crescerem no mercado de trabalho”, afirma.

Confira as vagas por estado

Distrito Federal

O SENAI-DF está com 1,4 mil vagas gratuitas abertas para cursos de qualificação profissional, aperfeiçoamento e cursos técnicos nas modalidades presencial, semipresencial e online. 

As oportunidades estão distribuídas entre as unidades do Gama, Setor de Indústrias Gráficas (SIG), Sobradinho e Taguatinga. As inscrições devem ser realizadas pelo site do SENAI Distrito Federal.

Maranhão

O SENAI-MA está com 237 vagas gratuitas abertas para cursos técnicos, de qualificação profissional e aprendizagem industrial nas unidades de São Luís e Açailândia. 

Na capital maranhense, são 180 vagas para os cursos técnicos em Panificação, Sistemas de Energia Renovável e Redes de Computadores, ofertados na modalidade presencial. 

Já em Açailândia, há 57 vagas para os cursos de Gestão Industrial, nas modalidades qualificação profissional e aprendizagem industrial básica, além de oportunidades para o curso técnico em Segurança do Trabalho. 

Os processos seletivos, prazos de inscrição e requisitos variam conforme o curso. Os editais completos estão disponíveis no site do SENAI Maranhão.

Sergipe

O SENAI-SE está com 316 vagas gratuitas abertas para cursos de qualificação e aperfeiçoamento profissional. Entre as opções estão Comandos Elétricos, Inversores de Frequência, Gestão Contábil Financeira, Eletricista Industrial, Costureiro Industrial de Moda Masculina em Tecido Plano, Delícias da Padaria Caseira, Eletricista de Instalações Prediais, Assistente de Planejamento e muito mais. 

Ao todo, são 14 cursos presenciais e semipresenciais, com turmas nos períodos matutino, vespertino e noturno. As inscrições são limitadas e podem ser encerradas antes do preenchimento de todas as vagas. 

Para outras informações, acesse o Instagram @senai_sergipe ou procure a unidade do SENAI Sergipe mais próxima.

(Fonte: Agência de Notícias da Indústria)

Formação voltada à empregabilidade

Para Mateus Simões, a formação oferecida pelo SENAI tem como principal objetivo ampliar as oportunidades de inserção e crescimento profissional dos alunos. 

“O objetivo principal dos nossos cursos é permitir que os alunos tenham uma boa inserção no mercado de trabalho e crescimento em suas carreiras. Nosso objetivo está na empregabilidade. E o curso é um caminho para atingir esse objetivo”, destaca. 

Segundo o gerente, o cenário atual da indústria brasileira tem ampliado a procura por trabalhadores qualificados em diferentes segmentos. 

“A quantidade de empresas com que conversamos todos os dias, buscando profissionais para serem contratadas, é imensa. Mas é preciso ter a qualificação que aquela vaga e aquela empresa buscam. Por isso é tão importante estar o tempo inteiro buscando oportunidades de crescimento e de competências para ter as melhores oportunidades na carreira”, orienta.

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09/07/2026 04:55h

Materiais educativos alertam para os efeitos das apostas online na saúde mental, nas finanças e na produtividade

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O avanço das apostas online tem acendido um alerta sobre seus impactos sociais e econômicos. Levantamento do Procon-SP mostra que 39,7% dos apostadores estão endividados em decorrência das chamadas Bets. 

Para prevenir esse cenário e promover saúde financeira e emocional, o Serviço Social da Indústria (SESI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) lançaram duas cartilhas educativas voltadas a estudantes e trabalhadores da indústria. As publicações orientam sobre os riscos das apostas online e incentivam o uso consciente do dinheiro e a busca por ajuda diante de sinais de perda de controle. 

Em linguagem acessível, os materiais alertam para os impactos da prática na saúde mental, nas finanças pessoais, nas relações familiares e no desempenho escolar e profissional. As cartilhas também abordam educação financeira, tomada de decisões conscientes e estratégias de prevenção ao comportamento compulsivo. 

O diretor-superintendente do SESI, Paulo Mól, destaca que os prejuízos provocados pelas apostas vão além do aspecto financeiro e afetam diferentes dimensões da vida. 

“[Os impactos incluem] transtornos de ansiedade, endividamentos, conversas pouco produtivas e a falsa percepção de que a aposta começa a virar um investimento. Isso gera problemas muito sérios, em termos de produtividade nas empresas, disciplina e atenção dos alunos”, afirma.

Cartilha Escola

A cartilha “Escola” foi desenvolvida para estimular o diálogo entre estudantes, famílias e educadores, incentivando escolhas responsáveis e ações preventivas desde a juventude. 

O material ajuda o leitor a reconhecer emoções e sentimentos associados às apostas online. Segundo a publicação, a expectativa constante por ganhos pode provocar oscilações de humor e um estado prolongado de alerta, comprometendo o equilíbrio emocional, a capacidade de tomar decisões e o bem-estar. Entre as emoções mais frequentes estão ansiedade, expectativa, frustração e euforia. 

O texto também aborda a volatilidade do dinheiro e a importância de planejar os gastos e administrar as finanças para manter a estabilidade financeira, reduzir a ansiedade e viabilizar projetos pessoais. 

Além disso, a cartilha orienta os estudantes a buscar apoio sempre que perceberem sinais de que as apostas, o dinheiro ou as emoções estão afetando sua rotina. A recomendação é conversar com familiares, responsáveis, professores ou outros adultos de confiança que possam oferecer orientação e acolhimento. 

Cartilha Indústria

Já a versão “Indústria” aborda os reflexos das apostas no ambiente de trabalho, como dificuldades financeiras, redução da concentração, aumento dos riscos à segurança e prejuízos à qualidade de vida dos trabalhadores. 

O material alerta para o crescimento gradual do tempo e do dinheiro dedicados às apostas, muitas vezes sem que o indivíduo perceba. A transição do entretenimento para a perda de controle pode ocorrer de forma silenciosa. Com o passar do tempo, a atividade tende a consumir uma parcela cada vez maior do orçamento e da rotina, até que as consequências financeiras, emocionais e familiares se tornam difíceis de ignorar. 

O diretor-superintendente do SESI chama atenção para a confusão entre apostas e investimentos. 

“A partir do momento em que o trabalhador começa a achar que a aposta é um investimento, uma fonte de renda, ele está errado. Algumas pessoas têm uma disposição para risco. Com isso, ele começa a se arriscar e arriscar bens da família. Isso leva a transtornos de ansiedade, à depressão, a questões mais sérias dentro de família”, alerta.

O documento também destaca alguns sinais de alerta que podem indicar perda de controle sobre as apostas, como:

  • conflitos e perda de confiança dentro de casa;
  • distração e aumento dos riscos no ambiente de trabalho;
  • afastamento dos amigos e da comunidade.

Ao identificar esses ou outros indícios, a recomendação é buscar apoio o quanto antes. Segundo a publicação, quanto mais precoce for a procura por ajuda, maiores são as chances de evitar consequências mais graves. 

Outro eixo do material é a educação financeira. A cartilha destaca que o planejamento do orçamento é fundamental para lidar com imprevistos, reduzir preocupações e preservar a estabilidade financeira. Entre as recomendações estão:

  • controlar os gastos;
  • evitar comprometer grande parte da renda  com apostas;
  • manter uma reserva para emergências.

Paulo Mól ressalta que as cartilhas não se destinam apenas à comunidade escolar e aos trabalhadores da indústria. Segundo ele, os materiais estão disponíveis para toda a sociedade e têm como objetivo incentivar escolhas mais conscientes e promover qualidade de vida. 

Acesse as cartilhas nos links a seguir: 

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17/04/2026 04:45h

Iniciativa da Petrobras, em parceria com SESI e SENAI, oferece bolsa-auxílio e oportunidades em seis estados, com foco no setor industrial

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O Programa Autonomia e Renda Petrobras está com novo edital aberto com oferta de 1.540 vagas gratuitas em cursos de qualificação profissional. As oportunidades são destinadas aos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Pernambuco. As inscrições seguem abertas até 23 de abril.

A iniciativa é realizada em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Serviço Social da Indústria (SESI) e tem como objetivo ampliar as oportunidades de capacitação e inserção no mercado de trabalho para pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica. O foco principal é atender às demandas do setor industrial, especialmente em áreas ligadas ao segmento de óleo e gás.

Entre os cursos disponíveis estão:

  • Caldeiraria
  • Montador de andaimes
  • Formas e escoramento
  • Operador de hidrojato
  • Pintor industrial 
  • Sinaleiro amarrador, entre outros

A gerente de Projetos Sociais da Petrobras, Marcela Levigard, afirma que a companhia possui projetos de investimento no segmento de óleo e gás, mas enfrenta a falta de mão de obra qualificada nas regiões onde atua.

“É um segmento que frequentemente traz para a companhia e para sua cadeia de fornecedores projetos de investimento ambiciosos para os próximos anos. No entanto, não há, nesses territórios, mão de obra qualificada em quantidade para atender a essa demanda. O programa surge nesse sentido, promovendo qualificação, melhorando a renda dessas comunidades e a qualidade de vida nesses territórios”, destaca.

Os interessados devem consultar o edital específico de cada estado para verificar os cursos ofertados, a carga horária, a localidade e os pré-requisitos exigidos.

Bolsa-auxílio e inclusão social

Os estudantes selecionados receberão uma bolsa-auxílio mensal no valor de R$ 660. No caso de mulheres com filhos de até 11 anos completos, o valor sobe para R$ 858, como forma de incentivar a permanência e a conclusão dos estudos.

Além da formação técnica, o programa inclui uma carga horária dedicada às oficinas de Desenvolvimento Humano, metodologia aplicada pelo SESI voltada ao fortalecimento de competências socioemocionais. Essas habilidades são consideradas fundamentais para o aumento da empregabilidade e para o desenvolvimento pessoal dos participantes.

As vagas do Programa Autonomia e Renda estão distribuídas em diversos municípios localizados em regiões próximas às operações da Petrobras em todo o país. Um dos critérios estabelecidos em edital é que o candidato resida nas áreas de abrangência do programa.

Além disso, a iniciativa prioriza a participação de públicos historicamente sub-representados, como mulheres, pessoas trans, indígenas, quilombolas, pretos e pardos, migrantes, refugiados e pessoas com deficiência.

Formação abre novos caminhos

O caldeireiro Luis Fernando Barbosa, de 43 anos, morador da comunidade Mangueirinha, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, concluiu recentemente o curso de Caldeiraria oferecido pelo programa. Ele conta que encontrou a oportunidade enquanto buscava recomeçar a vida.

“Eu saí do sistema penitenciário há dois anos, onde eu fiquei sete anos. Eu não tinha perspectiva nenhuma. Um dia, eu estava navegando na internet e vi o programa Autonomia e Renda que oferecia uma bolsa. Falei: ‘vou fazer’”, relata. 

Agora formado, Luis aguarda a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho. “O trabalho vem. E vai vir. Eu tenho certeza que vai vir. Mas isso aqui, me trazer para a sociedade de novo, alguém me ver, ter um olhar de admiração, isso não tem preço”, relata.

Para se inscrever gratuitamente, os interessados devem acessar os editais disponíveis no site oficial do Programa Autonomia e Renda Petrobras.

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26/03/2026 04:55h

Pesquisa apresentada no 11º Congresso de Inovação da Indústria destaca foco na modernização interna e desafios no acesso ao fomento público

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Seis em cada dez indústrias brasileiras (61%) realizaram atividades inovadoras nos últimos três anos. É o que revela uma pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI). 

O foco das empresas tem sido a modernização interna. Segundo o levantamento, 69% dos industriais direcionaram esforços para a melhoria dos processos produtivos. Como resultado, 38% registraram aumento da produtividade, 21% acessaram novos mercados e 19% obtiveram redução de custos.

Ao tentar acessar instrumentos públicos de apoio à inovação, 36% dos empresários apontaram o excesso de burocracia como principal obstáculo. Em seguida aparecem o risco de devolução de recursos por despesas não aprovadas ou outras penalidades futuras (5%), a falta de entendimento das regras (5%), a lentidão na análise dos processos (5%) e a baixa previsibilidade (3%).

A Região Nordeste é a que mais sente os efeitos do excesso de burocracia, segundo 48% dos industriais. Já o Sudeste aparece como a região menos impactada, com 32%.

Além disso, quatro em cada dez empresários (42%) afirmaram que nem sequer tentaram acessar instrumentos públicos de apoio à inovação.

Falta de informação limita acesso a incentivos

O superintendente de Tecnologia e Inovação da CNI, Carlos Bork, afirma que grande parte dos empresários industriais em todo o país não conhecem políticas públicas de incentivo à inovação, como a Lei do Bem — principal mecanismo de incentivo fiscal brasileiro para empresas que investem em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Tecnológica (PD&I).

A legislação permite que empresas tributadas pelo Lucro Real deduzam gastos com inovação da base de cálculo do IRPJ e da CSLL, reduzindo a carga tributária e estimulando novos investimentos em inovação.

“Não sabem as oportunidades de financiamento a juros baixíssimos que tanto o Sebrae quanto o BNDES e a Finep possuem. Existem grandes políticas públicas, mas elas não estão chegando ao cliente final, que é a nossa indústria”, afirma.

Segundo Bork, a falta de informação leva muitos empresários a acreditar que os processos de acesso ao fomento público são mais burocráticos do que realmente são.

“Eles não usaram, nem viram o quão burocrático é ou não. Só porque alguém contou para eles que era complicado, eles não utilizam. Nós [da CNI] temos a obrigação de diminuir esse gap de informação, chegar mais perto desse empresário e dizer: vamos te ajudar a utilizar uma política pública de fomento à inovação”, explica.

Melhorias para acesso ao incentivo público

Para quase metade das empresas (46%), a redução das exigências documentais poderia melhorar o acesso ao incentivo público. Outros 29% apontam como melhoria a criação de uma rede de consultores credenciados para micro, pequenas e médias empresas ou a implementação de um cadastro nacional único de empresas inovadoras.

Já 26% defendem o uso de inteligência artificial na triagem e análise inicial dos projetos, para agilizar o processo. Para 18%, a melhoria passa pela aceleração de projetos estratégicos, como os ligados à inteligência artificial e à descarbonização.

Jornada Nacional da Inovação mapeia desafios do setor

Os dados da pesquisa são reforçados pela realidade observada diretamente pela CNI durante a Jornada Nacional da Inovação — iniciativa da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), em parceria com o Sebrae.

Entre julho de 2025 e março de 2026, o movimento itinerante percorreu as cinco regiões do país e promoveu 50 encontros com mais de 5 mil empresários e pessoas ligadas à tecnologias e inovação. O objetivo foi mapear desafios, oportunidades e experiências inovadoras, especialmente relacionadas com a transição ecológica e a transformação digital.

Segundo a CNI, após a Jornada foi possível constatar que a indústria tem buscado a modernização interna como estratégia para melhorar processos produtivos e reduzir custos. Esse movimento gerou ganhos de eficiência que variam entre 20% e 64%, além da redução de desperdícios e do consumo de energia.

Por outro lado, entraves como burocracia excessiva, linguagem complexa dos editais e o risco de multas severas, caso o projeto inovador precise mudar de rota, continuam afastando empresas das linhas públicas de apoio.

Para reverter esse cenário, a Jornada elaborou uma série de propostas de políticas públicas que estão em debate durante o 11º Congresso de Inovação da Indústria.

Congresso reúne setor produtivo para debater inovação

A pesquisa de inovação da CNI foi divulgada no primeiro dia do 11º Congresso de Inovação da Indústria, realizado nesta quarta-feira (25) e quinta-feira (26), no WTC, em São Paulo.

Considerado um dos principais eventos de inovação industrial da América Latina, o congresso é uma iniciativa da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) e correalizado pelo Sistema Indústria — que reúne a CNI, o Serviço Social da Indústria (SESI), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) — e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). 

Segundo Carlos Bork, a expectativa é que os participantes da Jornada Nacional da Inovação ampliem parcerias e oportunidades de negócios durante o evento.

“Muito mais do que um congresso de passar informação, trouxemos as pessoas que conhecemos nesses estados para que se conheçam e, muito além de ouvir as palestras, possam se conectar e serem grandes parceiros de negócios”, afirma.

A participação é gratuita e voltada a lideranças empresariais, especialistas e pesquisadores do ecossistema de inovação público e privado, incluindo empresas, Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) e startups. 

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07/03/2026 04:55h

Ao todo, 59 iniciativas de empresas, ecossistemas e pesquisadores de 17 estados disputam a maior premiação de inovação do país

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Nesta sexta-feira (6), foram anunciados os finalistas do 9º Prêmio Nacional de Inovação (PNI). Ao todo, 59 iniciativas chegaram à etapa final da premiação, envolvendo empresas de diferentes portes, ecossistemas de inovação e pesquisadores de 17 estados: AL, AM, BA, CE, ES, GO, MG, MS, PA, PE, PB, PR, RJ, RN, RS, SC, SP.

Considerada a maior premiação de inovação do país, o PNI reconhece soluções inovadoras desenvolvidas no Brasil e reforça o papel estratégico da inovação para aumentar a produtividade, a competitividade e o desenvolvimento econômico e social.

A especialista em Inovação e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Gabriela Vieira, afirma que a premiação busca fortalecer a cultura de inovação no setor industrial brasileiro.

“Ele vai ser uma vitrine nacional, onde empresas e indústrias trazem os seus cases de sucesso e impulsionam essas conexões, ajudando para que essas devidas conexões e parceiros consigam orientar investimentos, políticas públicas e até pautar prioridades tecnológicas.”

O anúncio dos vencedores ocorrerá em 26 de março, durante o 11º Congresso de Inovação da Indústria, no WTC, em São Paulo. Com inscrição gratuita, todos os participantes recebem um relatório de feedback de avaliação. Já os finalistas ganham certificados, troféus, divulgação em mídia espontânea e participação no congresso.

Ao longo de oito edições, o PNI já registrou mais de 16,5 mil inscritos e premiou 113 iniciativas de todas as regiões do país. Só na 9ª edição, foram registradas 1.451 inscrições — sendo 1.165 de empresas, 107 de ecossistemas de inovação e 179 de pesquisadores.

A novidade desta edição é que os projetos passaram a ser avaliados também pela efetividade no mercado, com base em resultados mensuráveis e impacto positivo na sociedade.

O prêmio é promovido pela Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) — que reúne a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) — em correalização com o Serviço Social da Indústria (SESI), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e o Ministério de Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI).

Confira os finalistas por modalidades

1- Descarbonização

Pequenas empresas 

  • Aiper (SP) 
  • Amazon Rhiira (PA) 
  • Isobloco (AL) 

Médias empresas 

  • 3E Soluções (SP) 
  • Protium (PR) 
  • ReciAço (RN) 

Grandes empresas 

  • Natura (SP) 
  • Tutiplast (AM) 
  • Whirlpool (SP)

2- Recursos Renováveis

Pequenas empresas 

  • NanoScoping (SC) 
  • Nilo by Lysis (PR) 
  • Sabor de Coco (RN) 

Médias empresas 

  • Bqmil (RN) 
  • Melhoramentos (SP) 
  • Serra Verde (GO) 

Grandes empresas 

  • Baterias Moura (PE) 
  • Natura (SP) 
  • Vale (RJ)

3- Digitalização

Pequenas empresas 

  • Lauduz Tecnologias (ES) 
  • Mulheres Conectadas (AL) 
  • Ummixads (GO) 

Médias empresas 

  • Kemia Efluentes (SC) 
  • Montrel (SP) 

Grandes empresas 

  • Vivix Vidros (PE) 
  • Wilson Sons (SP) 
  • Zagonel (SC)

4- IA para produtividade

Pequenas empresas 

  • Sandora /ML (AL) 
  • Strokmatic (SC) 
  • Trilha do Aprendiz (AM) 

Médias empresas 

  • Aquarela (SC) 
  • Kaatech (PA) 
  • TecnoSpeed (PR) 

Grandes empresas 

  • Bio-Vet (SP) 
  • Inpasa (MS) 
  • Tupy (SC)

5- Lei do Bem

Médias empresas 

  • AgroSystem (SP) 
  • Exatron (RS) 
  • Medical San (RS) 

Grandes empresas 

  • Casan (SC) 
  • Natura (SP) 
  • Suzano (BA)

6- Ecossistemas de Inovação

Pequeno porte 

  • Gravataí (RS) 
  • SRI Norte Pioneiro (PR) 
  • Vale do Seridó (RN) 

Médio porte 

  • São Leopoldo (RS) 
  • Sudoeste do Paraná (PR) 
  • Viçosatec (MG)

Grande porte 

  • Estação 43 – Londrina (PR) 
  • Farol Digital (PB) 
  • Florianópolis (SC)

7- Pesquisador Empreendedor

Pequena empresa 

  • Iara Mendes Maciel, da NanoTerra (GO) 
  • Itamir de Morais Barroca Filho, da Nut (RN) 
  • Maria Beatriz da Rocha Veleirinho, da NanoScoping (SC) 

Média empresa 

  • Betina Giehl Zanetti Ramos, da NanoVetores (SC) 
  • Josafá Rebouças, da IBEL (CE) 
  • Paulo José Coelho Canavezi, da Montrel (SP) 

Grande empresa 

  • Bruna Ghiraldini, da S.I.N. Implant System (SP) 
  • Carla Maria Sanches Scanavez de Paula,da Natura (SP) 
  • Fabio Leandro Calderaro, da Tutiplast (AM)

Segundo Gabriela Vieira, o processo de avaliação do PNI começa com a etapa de inscrição, na qual empresas e pesquisadores respondem a questionários sobre seus projetos. As informações são então analisadas em um processo estruturado de avaliação técnica, conduzido por especialistas capacitados na metodologia desenvolvida pelo prêmio.

“Feita essa análise de aderência, os processos que têm o melhor desempenho avançam para validação, onde é realizada a entrevista diretamente com a empresa participante e esses profissionais capacitados na metodologia do prêmio. No final desse processo, ocorre uma segunda banca de juízes também formada por diversas instituições, representantes e lideranças desse ecossistema de inovação e eles são responsáveis por validar os finalistas e definir os vencedores de cada categoria”, explica.

O gerente de inovação do Sebrae, Paulo Renato, destaca que os temas foram definidos a partir das necessidades reais das empresas e das transformações do cenário global.

“Como é que as empresas estão otimizando recursos e gastos, por exemplo, de energia ou água? Como é que as pequenas empresas estão utilizando recursos renováveis para melhorar a sua eficiência e impactando menos o meio ambiente? Induzir as empresas a começarem a usar ferramentas de IA, para começar a melhorar os seus pequenos negócios.”

Confira outros detalhes no site do Prêmio Nacional de Inovação.

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08/12/2025 04:55h

Financiados pelo Mover, com apoio do SENAI e Embrapii, quatro projetos vão desenvolver tecnologias inéditas para a indústria automotiva

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Quatro projetos de descarbonização e digitalização da cadeia automotiva vão movimentar R$210 milhões, ao longo dos próximos três anos, com recursos do Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover) e de empresas do setor. O investimento será destinado ao desenvolvimento de tecnologias inéditas no país, como motores a etanol, aço de baixa pegada de carbono, sensores radar automotivos e novas soluções com grafeno. 

As propostas foram selecionadas pela chamada “Projetos Estruturantes”, conduzida pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), responsáveis também pela captação dos recursos. Do total, 85,5% são aportes não reembolsáveis do Mover — iniciativa vinculada à Nova Indústria Brasil (NIB) — e 14,5% correspondem à contrapartida das empresas.

Os projetos reúnem grandes indústrias automotivas e siderúrgicas, startups e instituições de ciência e tecnologia (ICTs). Confira as empresas e os projetos abaixo.

Autossuficiência tecnológica

A gerente de Operações de Inovação e Tecnologia do SENAI, Patricia Garcia Martins, destaca que a aprovação desses projetos pode aumentar a autonomia tecnológica do país em áreas estratégicas, especialmente na digitalização, que hoje depende de tecnologias produzidas 90% no exterior. 

“O ganho que temos com esses projetos em curto prazo está voltado para a criação de uma competência no Brasil para essas tecnologias a serem desenvolvidas. E, com a entrega dos projetos em três anos, essas tecnologias podem ser incorporadas pelas montadoras ou desenvolver novas indústrias pelas cadeias de fornecedores para que isso possa ser parte da competência nacional tecnológica.”

Martins afirma que a nacionalização dessas tecnologias abre novas oportunidades para a cadeia de fornecedores das montadoras, ao permitir que componentes hoje importados passem a ser produzidos e comercializados no país. “Isso reduz custos, reduz prazo, além de incentivar o emprego no país e gerar novas demandas para a indústria”, afirma.

Redução do custo de produção

A gerente do SENAI também destaca que as novas tecnologias podem reduzir custos de produção e o consumo de combustíveis. “No projeto do motor a etanol, por exemplo, o foco é a utilização de uma tecnologia que aumente a eficiência do motor. Ou seja, você vai poder utilizar menos o posto de gasolina, além de incentivar o uso de um combustível que – comparado aos combustíveis fósseis – é bem mais limpo e que o Brasil tem vantagem competitiva, porque tem uma produção em larga escala de etanol”, explica.

Para ela, os projetos têm impacto direto nos três pilares do ESG. No ambiental, contribuem para a redução da pegada de carbono; no econômico, elevam a competitividade, atraem investimentos e geram empregos; e no social, resultam em veículos mais limpos, seguros e de melhor qualidade de vida para a população.

Confira os projetos aprovados

1. Motor a etanol de alta eficiência  

Desenvolver motores a etanol para veículos leves com alta eficiência, combinando alta taxa de compressão, combustão ultra-pobre e ignição distribuída via pré-câmara. O projeto inclui simulações, otimização de pistões, estratégias de combustão acelerada, ajuste de ignição e injeção, sistemas virtuais de válvulas e criação de um bloco de motor mais resistente e sustentável.  

  • ICTs Proponentes: ISI em Manufatura Avançada e Microfabricação (SP) e Instituto Tecnológico de Aeronáutica (SP) 
  • ICTs Participantes: ISI em Processamento a Laser (SC) e ISI em Engenharia de Estruturas (PR) 
  • Empresas: Volkswagen, Stellantis, General Motors, Hyundai, CNH, Tupy, MWM Tupy, Horse, Mahle, Schaeffler, AVL, Dirac e Liconic 
  • Valores: R$ 48,8 milhões (R$ 44 milhões do Mover + R$ 4,8 milhões de contrapartida) 

2. Redução da emissão de CO2 na cadeia produtiva automobilística via descarbonização do processo siderúrgico – Aço de baixa pegada de carbono 

Reduzir emissões de CO₂ da cadeia automotiva por meio da descarbonização siderúrgica. O projeto utiliza hidrogênio como redutor, matérias-primas renováveis e testes em bancada e piloto, incluindo alto-forno experimental e simulador de redução direta, criando infraestrutura inédita no Hemisfério Sul para tecnologias alinhadas às metas globais de sustentabilidade. 

  • ICTs Proponentes: ISI em Metalurgia e Ligas Especiais (MG) e Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT (SP) 
  • ICTs Participantes: ISI em Processamento Mineral (MG)  
  • Empresas: Usiminas, CSN, Stellantis, Mercedes-Benz, IBAR, Nissan e Iveco Group. 
  • Valores: R$ 76,8 milhões (R$ 59,8 milhões do Mover + R$ 17 milhões de contrapartida) 

3. ADAS com sensor radar nacional: implantação de planta piloto para desenvolvimento, amadurecimento e nacionalização tecnológica 

Desenvolver uma solução nacional de sistema ADAS com radar automotivo de médio/longo alcance, reduzindo dependência externa e fortalecendo a soberania tecnológica. O projeto inclui arquitetura aberta e segura, planta piloto para produção e testes, integração com câmeras para funções como frenagem automática e controle de cruzeiro, garantindo competências nacionais e protótipos funcionais para futura industrialização.  

  • ICTs Proponentes: ISI em Tecnologia da Informação e Comunicação (PE) e Instituto de Pesquisa Eldorado (SP)  
  • ICTs Participantes: ISI Sistemas Embarcados (SC) e Universidade Federal de Pernambuco (PE) 
  • Empresas: Stellantis, Volkswagen, Krah, Valeo, TE Connectivity, Tron, Volkswagen Truck & Bus, Macieiras Labs Ltda, Onmotus Engenharia Ltda. 
  • Valores: R$ 41,9 milhões (R$ 37,6 milhões do Mover + R$ 4,3 milhões de contrapartida) 

4. Hub do Grafeno: novas tecnologias com grafeno para descarbonização da indústria automobilística 

Estruturar um hub tecnológico nacional para desenvolver e validar nanocompósitos de polímeros virgens e reciclados com grafeno, aplicados a peças automotivas mais leves e sustentáveis. O projeto inclui infraestrutura piloto para síntese e funcionalização de grafeno, rotas nacionais de produção, metodologias de dispersão, validação em protótipos, análise de ciclo de vida e integração com a cadeia automotiva, acelerando a inserção dessas tecnologias no mercado.  

  • ICTs Proponentes: ISI em Materiais Avançados e Nanocompósitos (SP) e Centro de Tecnologia em Nanomateriais e Grafeno (CTNano - MG)  
  • ICTs Participantes: ISI em Manufatura Avançada e Microfabricação (SP), ISI em Eletroquímica e Universidade Federal de São Carlos (UFSCar - SP) 
  • Empresas: Toyota, Volkswagen, General Motors, Ford, Caio, Hyundai, Mahle, Plascar, Dinaco, Planet Color, Wise Plásticos, Sulbras Moldes e Plásticos, Ipol Nanotecnologia, Nanum Nanotecnologia, Montana Química, Urb Mining, Hexographene e Degrad 
  • Valores: R$ 42,2 milhões (R$ 38 milhões do Mover + R$ 4,2 milhões de contrapartidas) 

Prêmio IEL de Talentos anuncia os campeões de 2025

Jornada Nacional de Inovação da Indústria chega a Goiânia para conectar empresas e impulsionar tecnologias sustentáveis

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28/11/2025 04:55h

Em dois anos, programa do MDIC apoiou 67,5 mil negócios e premiou iniciativas que se destacaram em manufatura enxuta, eficiência energética e gestão

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A produtividade das empresas industriais atendidas pelo programa Brasil Mais Produtivo (B+P) aumentou, em média, 28%, segundo dados do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Em dois anos, a iniciativa alcançou 67,5 mil empresas, sendo 30,5 mil do setor industrial e 37 mil  dos segmentos de comércio e serviços. Como as empresas podem participar de mais de uma modalidade, o total de atendimentos ultrapassou 90 mil.

Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o programa é desenvolvido em parceria com Sebrae, SENAI, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES).

O objetivo é oferecer a micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) oportunidades de elevar a produtividade, reduzir custos e impulsionar o faturamento por meio da transformação digital, da melhoria de processos e do aperfeiçoamento da gestão. As ações envolvem consultorias especializadas, orientações técnicas e suporte custeados pelos parceiros do B+P.

Na última quarta-feira (26), a sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, recebeu a celebração dos dois anos do programa. Durante o evento, o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, detalhou o papel estratégico das instituições no programa Brasil Mais Produtivo.

“O SENAI vai lá, faz o diagnóstico: como é que vai digitalizar [a empresa], como é que vai melhorar a eficiência, a produtividade, substituir equipamentos, [melhorar] a eficiência energética, reduzir consumo, gasto, custos. E o Sebrae [trabalha] toda a parte de gestão da pequena empresa, para que ela possa ter uma gestão melhor.”

O presidente da CNI, Ricardo Alban, reforçou a importância da colaboração entre governo e entidades do setor produtivo para o fortalecimento das MPMEs. “Essa complementaridade, essa combinação de atores, pode e deve permitir a qualificação e a competitividade de toda essa cadeia, principalmente, das pequenas e das médias [empresas]. Nós [da CNI] entendemos de capacitação técnica, de inovação e tecnologia, e o Sebrae conhece esse público tão importante.”

O diretor técnico do Sebrae Nacional, Bruno Quick, também ressaltou os resultados da parceria. “É muito oportuno para nós dizer que, nesse programa, conseguimos de fato essa união com SENAI para fazer com que as micro e pequenas empresas tenham um avanço na produtividade, na eficiência energética e também na inovação.”

Sucesso de produtividade em todo o Brasil

A comemoração dos dois anos do B+P incluiu a premiação de empresas que mais se destacaram após consultorias em manufatura enxuta, eficiência energética e gestão. No total, 13 empresas de dez estados, de todas as regiões do país, foram reconhecidas pelos ganhos obtidos.

Confira a lista das empresas reconhecidas

Destaques Empresariais

Subcategoria: Otimização em Processos Produtivos – Manufatura Enxuta

  • Nordeste — Ondas Kids Moda Praia Infantil (Santa Cruz do Capibaribe - PE): aumento de 81,45% na produtividade
  • Sul — Alecrim & Oliva Gastronomia Funcional (Campos Novos - SC): 100% de aumento na produtividade
  • Sudeste — Magtek Indústria de Produtos Magnéticos (São Caetano do Sul - SP): 65,83% de aumento na produtividade
  • Centro-Oeste — Gyn Foods Indústria e Comércio (Aragoiânia - GO): 56%
  • Norte — Amapuera Casa e Construção (Macapá - AP): 21% de aumento na produtividade

Subcategoria: Otimização em Processos Produtivos – Eficiência Energética

  • Nordeste — Padaria Massa Pura (Recife - PE): redução de 59,19% no consumo de energia
  • Sul — Wogar Indústria Metalúrgica (Caxias do Sul - RS): redução de 52,39% no consumo de energia
  • Sudeste — Poliforma Industrial (Sabará - MG): redução de 41,89% no consumo de energia
  • Centro-Oeste — Explosão Alimentos (Trindade - GO): redução de 11,7% no consumo de energia

Subcategoria: Diagnóstico e Estratégia de Gestão

  • Centro-Oeste — JOTAGE Comercial e Industrial Ltda (Cuiabá - MT): aumento de 130% no faturamento
  • Sudeste — IT Label Etiquetas e Embalagens Ltda (Atibaia - SP): 35% de aumento de produtividade
  • Nordeste — Misslight Alimentação Saudável Ltda (Natal - RN): 40,23% de aumento de produtividade e 26% de aumento no faturamento
  • Sul — M Techne – Inovações em Engenharia (Curitiba - PR): 276% de aumento de produtividade e 89% de aumento no faturamento

Manufatura enxuta: gargalos e oportunidades

Segundo a CNI, a manufatura enxuta é “um sistema de gestão do processo produtivo focado na redução do desperdício com ganho de qualidade”. Um levantamento da entidade mostra que mais da metade das empresas da indústria da construção não utiliza, ou utiliza pouco, técnicas desse tipo.

Quatro em cada dez indústrias apontam o alto custo de consultorias e a falta de conhecimento sobre ferramentas e técnicas como principais entraves. Nesse cenário, programas como o Brasil Mais Produtivo, que oferece consultorias custeadas pelos parceiros, ajudam a aumentar a competitividade da indústria nacional.

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28/11/2025 04:40h

Premiação reconhece soluções inovadoras em transformação digital, transição ecológica e iniciativas apoiadas pela Lei do Bem

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Empresas industriais, pequenos negócios de todos os setores e pesquisadores têm até 5 de dezembro para se inscreverem gratuitamente na  9ª edição do Prêmio Nacional de Inovação (PNI). Considerada a maior premiação de inovação do país, a iniciativa reconhece soluções inovadoras desenvolvidas no Brasil e reforça o papel estratégico da inovação para a produtividade, competitividade e desenvolvimento econômico e social.

O prêmio é promovido pela Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) e pelo movimento Juntos pela Indústria — que reúne a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em correalização com o Serviço Social da Indústria (SESI), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e o Ministério de Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI).

A especialista em Inovação e Sustentabilidade da CNI, Gabriela Vieira, destaca que o PNI busca reforçar e fortalecer a cultura de inovação no setor industrial brasileiro.
“Ele vai ser uma vitrine nacional, onde empresas e indústrias trazem os seus cases de sucesso e impulsionam essas conexões, ajudando para que essas devidas conexões e parceiros consigam orientar investimentos, políticas públicas e até pautar prioridades tecnológicas”, destacou ao Brasil 61.

O gerente de inovação do Sebrae, Paulo Renato, ressalta que a premiação também estimula pequenos negócios a ingressarem no universo da inovação.
“Seria algo como: ‘se ele conseguiu, eu também posso’. Então, o PNI tem, sim, a  função de um canal para que mais empresas inovem, mas, também, tem a função de um exemplo, colocando essa empresa em destaque para que outras micro e pequenas empresas se inspirem e entendam que elas podem inovar”, explicou à reportagem.

A edição 2025 acontece de forma integrada à Jornada Nacional da Inovação da Indústria — caravana que percorre as 27 unidades da Federação — e ao 11º Congresso de Inovação da Indústria, marcado para março do ano que vem.

Eixos temáticos

A premiação prioriza soluções ligadas à transformação digital e ao desenvolvimento sustentável, com dois eixos temáticos:

  • Transição energética
    • Categorias: Descarbonização; Recursos Renováveis
  • Transformação digital
    • Categorias: Digitalização de Negócios; IA e Produtividade

Segundo Paulo Renato, os temas foram definidos a partir das necessidades reais das empresas e do cenário global. 

“Como é que as empresas estão otimizando recursos e gastos, por exemplo, de energia ou água? Como é que as pequenas empresas estão utilizando recursos renováveis para melhorar a sua eficiência e impactando menos o meio ambiente? Induzir as empresas a começarem a usar ferramentas de IA, para começar a melhorar os seus pequenos negócios”, explicou.

Já as categorias de participação são divididas em:

  • Empresas: pequenos negócios, médias e grandes empresas 
  • Pesquisadores: de pequenos negócios, média empresa e grande empresa 
  • Ecossistemas: de pequeno porte, médio porte ou grande porte 

“A ideia é que a gente consiga incentivar [a participação] em diferentes setores e diferentes regiões do Brasil. A gente trabalha junto com a Jornada de Inovação. Então a ideia é que a gente consiga mostrar o Prêmio Nacional de Inovação e esses cases de sucessos com uma diversidade regional grande”, afirma a especialista da CNI, Gabriela Viera.

O gerente de inovação do Sebrae, Paulo Renato, reforça que a inovação precisa ser desmistificada para alcançar mais negócios.

“A inovação realmente parece ser complicada; tem muitos métodos, nomes e termos. E nós do Sebrae temos trabalhado nessa desmistificação via programas, como o Sebraetec, ações de comunicação, com linguagem simples e ousada, que vão ajudar as pequenas empresas a entenderem que inovação é algo do cotidiano e não algo distante ou supérfluo.”

Lei do Bem

O PNI também contará com uma categoria exclusiva para empresas que desenvolvem soluções inovadoras com recursos incentivados pela Lei do Bem (Lei nº 11.196/2005).

Gabriela Vieira explica que a inclusão dessa categoria resulta de uma parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e tem dois objetivos: valorizar empresas que já utilizam o incentivo e estimular mais negócios a aproveitarem o benefício.

Impacto positivo na sociedade

Outra novidade desta edição é que os projetos de inovação serão avaliados pela efetividade no mercado, com base em resultados mensuráveis e impacto positivo na sociedade. 

Na primeira fase, um comitê de especialistas selecionará os finalistas. A etapa final será decidida por voto popular entre os participantes credenciados no 11º Congresso de Inovação da Indústria, que ocorrerá em São Paulo, nos dias 25 e 26 de março de 2026.

“Aprimoramos a metodologia de avaliação para que a gente conseguisse um pouco mais de transparência e um maior alinhamento com as práticas tanto nacionais quanto internacionais. Sentíamos falta de entender o impacto, a escalabilidade, a sustentabilidade e a maturidade desses projetos. E esse novo método vai permitir uma análise um pouco mais profunda, considerando o potencial desses resultados mais concretos”, explica Gabriela Vieira.

Finalistas e ganhadores

Todos os inscritos recebem um relatório de feedback de avaliação. Os finalistas ganham certificados, troféus, divulgação nacional e participação no congresso de inovação.

Já os vencedores também participarão de uma imersão internacional em ecossistemas de inovação, com programação personalizada.

“A ideia é que essas empresas ganhem visibilidade nacional e consigam abrir portas para novos mercados, novas parcerias. Acho que o efeito mais importante é fazer com que esse reconhecimento possa fortalecer essa cultura de inovação que a gente preza na CNI”, avalia Gabriela Vieira.

Confira outros detalhes e o regulamento de cada categoria no site do Prêmio Nacional de Inovação.

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