Brasil Agro

01/10/2026 00:02h

Nova legislação agrada entidades do setor ao fixar prazos para pagamento de indenização, usar apólice como garantia de crédito e destravar Fundo Catástrofe

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O governo federal sancionou, nesta quarta-feira (30), o novo marco legal do Seguro Rural no Brasil. A Lei nº 15.526/2026, publicada em edição extra do Diário Oficial da União, moderniza o programa agrícola brasileiro e, entre as principais novidades, estabelece a operacionalização do Fundo de Estabilidade do Seguro Rural, o chamado Fundo Catástrofe, previsto em lei desde 2010 mas nunca implementado por falta de aportes contínuos. 

A inovação trazida pela nova legislação é ampliar as fontes de recursos do fundo, com participação do setor privado, e permitir a criação de subfundos setoriais para atender cadeias produtivas específicas. A lei também passa a permitir que a apólice do seguro rural integre as garantias de operações de crédito agrícola, com a instituição financeira como primeira beneficiária em caso de sinistro, e fixa prazos de até 15 dias para o processamento do pedido de indenização sem perícia presencial e de até 30 dias para o pagamento após a vistoria ou entrega da documentação.

A principal mudança em relação ao modelo anterior está no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR): os recursos destinados ao programa passam a ter caráter obrigatório, sem possibilidade de contingenciamento ou bloqueio, dentro dos limites do Orçamento Federal. A contrapartida é que o Projeto de Lei Orçamentária Anual deverá indicar medidas de compensação para essa blindagem. A lei ainda determina a criação de um banco de dados público com o histórico das contratações, para dar mais transparência ao mercado.

O novo marco é originário do Projeto de Lei 2.951/2024, de autoria da senadora Tereza Cristina (PP-MS), com relatoria do senador Jaime Bagattoli (PL-RO) no Senado e do deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR) na Câmara.

A sanção presidencial não foi integral: três dispositivos foram vetados pelo presidente da República. Um dos trechos vetado permitiria ao Fundo Catástrofe adquirir Letras de Risco de Seguro como cobertura suplementar, mecanismo que, segundo o Planalto, exporia o patrimônio do fundo a riscos de terceiros, e os outros dois tratavam de isenções tributárias, vetados sob a justificativa de ampliação de benefícios sem estimativa de impacto orçamentário e medidas de compensação.

Os vetos podem ser derrubados pelo Congresso Nacional, mas ainda não há sessão agendada para a análise. Além disso, pontos como o Comitê de Participação do Fundo e o Estatuto do Fundo Catástrofe ainda dependem de regulamentação por decretos, resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e atos da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Para a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que havia apontado o projeto como prioridade para o ano, a nova lei traz mais previsibilidade regulatória e segurança jurídica ao setor, além de reduzir o risco de que o poder público "pague duas vezes": quando o produtor perde a safra sem seguro e depois recorre à renegociação de dívidas, como ocorre atualmente com a carteira problemática do crédito rural, que chegou a 23,5% do total e a R$ 45,8 bilhões em julho, segundo o Banco Central. A entidade também destaca que o seguro pode, no médio prazo, reduzir os juros do crédito agrícola, já que bancos passam a correr menos risco. 

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), por sua vez, avalia que a regulamentação do Fundo Catástrofe funcionará como um amortecedor para seguradoras em regiões de maior risco climático e que o fim do contingenciamento do PSR trará mais previsibilidade para produtores e seguradoras se organizarem. A confederação lamenta, no entanto, a perda do veto à isenção tributária, que ajudaria a baratear o preço do seguro ao produtor, e sinaliza que deve discutir com a FPA a possibilidade de derrubada desse veto.

PSR

O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural é a política do Ministério da Agricultura que arca com parte do prêmio do seguro agrícola contratado pelo produtor, reduzindo o custo de adesão à proteção contra perdas climáticas. Nos últimos anos, porém, o programa vinha perdendo força: segundo o Atlas do Seguro Rural, do próprio Ministério, os recursos executados caíram de R$ 1,15 bilhão em 2021, o maior valor da série, para R$ 565,3 milhões em 2025, o menor nível desde 2019. Para 2026, o orçamento disponibilizado foi de R$ 1,01 bilhão, bem abaixo dos R$ 4 bilhões que entidades do setor apontam como necessários para sustentar o mercado, e que ainda foi reduzido em R$ 536,2 milhões ao longo do ano após cortes no orçamento para cumprimento da meta fiscal.

Como reflexo direto da falta de recursos, a área apoiada pelo programa despencou de 14,01 milhões de hectares em 2021 para 3,2 milhões em 2025, apenas 3,3% da área plantada do país e o pior desempenho da série em dez anos. As principais críticas ao modelo anterior giravam em torno do contingenciamento recorrente das verbas, que impedia produtores e seguradoras de planejar contratações com antecedência, e da insuficiência crônica de recursos frente à demanda do setor.

Performance

Os dados do Ministério da Agricultura confirmam a retração acentuada do mercado de Seguro Rural entre 2024 e 2025. O número de beneficiários caiu de 86.072 para 42.016 (-51,2%) e a quantidade de apólices contratadas despencou de 135.329 para 61.239 (-54,7%). A área total segurada recuou de 7,08 milhões de hectares para 3,18 milhões, uma retração de 55,1%, enquanto o valor subvencionado pelo governo caiu de R$ 1,049 bilhão para R$ 559,8 milhões, queda de 46,7%.

A composição das culturas mais protegidas também mudou. Em 2024, a soja liderava isoladamente o ranking por área segurada, com 4,7 milhões de hectares, seguida por milho 2ª safra (1,2 milhão de hectares), arroz (198,8 mil hectares), milho 1ª safra (195,5 mil hectares) e trigo (172,7 mil hectares). Já em 2025, a soja sofreu a maior retração entre as grandes culturas e caiu para 914,6 mil hectares segurados, perdendo a liderança para o milho 2ª safra (1,4 milhão de hectares); completam a lista trigo (341,2 mil hectares), produtos florestais (92 mil hectares) e sorgo 1ª safra (70,5 mil hectares), que substituíram arroz e milho 1ª safra entre os cinco primeiros.

Ranking UFs

O ranking de estados com maior área segurada também foi reconfigurado. Em 2024, os três líderes eram Paraná (2,11 milhões de hectares), Rio Grande do Sul (1,10 milhão de hectares) e Goiás (903,2 mil hectares). No ano seguinte, o Paraná manteve a liderança, mas com recuo de 40,9%, para 1,25 milhão de hectares. Já o Rio Grande do Sul teve a retração mais severa do grupo: 68,3%, caindo para 349,2 mil hectares e perdendo a segunda posição para Mato Grosso do Sul, cuja área segurada encolheu apenas 37,4%, para 481,3 mil hectares. Goiás ficou em terceiro lugar no ranking de 2025, com queda de 59,1%, para 369,2 mil hectares segurados.
 

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30/09/2026 23:00h

Açúcar e milho recuam no estado de SP

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O preço do café arábica abre esta quinta-feira (1º) em alta de 0,82%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.576,85 na cidade de São Paulo.

O café robusta teve alta de 1,90%, sendo comercializado a R$ 985,47.


INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
30/09/2026 1.576,85 0,82% -9,81% 304,82
29/09/2026 1.564,02 0,48% -10,55% 299,85
28/09/2026 1.556,57 1,19% -10,97% 298,25
25/09/2026 1.538,29 1,42% -12,02% 296,40
24/09/2026 1.516,81 0,25% -13,25% 292,14

 

INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
30/09/2026 985,47 1,90% -3,59% 190,50
29/09/2026 967,14 0,39% -5,38% 185,42
28/09/2026 963,39 1,12% -5,75% 184,59
25/09/2026 952,72 1,18% -6,79% 183,57
24/09/2026 941,57 0,34% -7,88% 181,35

 

O preço do açúcar cristal apresenta baixa de 0,12% na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 121,12. 

 

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ - SÃO PAULO

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
30/09/2026 121,12 -0,12% 6,48% 23,41
29/09/2026 121,27 0,86% 6,61% 23,25
28/09/2026 120,24 -0,32% 5,71% 23,04
25/09/2026 120,62 -0,42% 6,04% 23,24
24/09/2026 121,13 0,87% 6,49% 23,33

 

Em Santos (SP), declínio de 1,29%, e a mercadoria é negociada a R$ 125,62 na média de preços sem impostos.

 

Indicador Açúcar Cristal - Santos (FOB)

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
30/09/2026 125,62 -1,29% -1,77% 24,25
29/09/2026 127,26 0,55% -0,49% 24,38
28/09/2026 126,56 0,27% -1,04% 24,28
25/09/2026 126,22 -0,25% -1,31% 24,28
24/09/2026 126,53 -0,23% -1,06% 24,43

 

A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 68,67 após baixa de 0,77%.

 

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
30/09/2026 68,67 -0,77% -2,22% 13,28
29/09/2026 69,20 -0,40% -1,47% 13,27
28/09/2026 69,48 -0,24% -1,07% 13,31
25/09/2026 69,65 -0,23% -0,83% 13,42
24/09/2026 69,81 -0,01% -0,60% 13,45

 

Os dados são do Cepea.

 

Diferença entre café arábica e café robusta: características, uso e regiões produtoras

Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.

O café arábica (conhecido também como café Conilon, em algumas regiões) tem sabor mais suave, menor teor de cafeína e alta qualidade sensorial, sendo preferido em cafeterias especializadas e nas exportações de cafés premium. Representa cerca de 70% da produção brasileira, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.

O café robusta, por sua vez, possui sabor mais amargo, maior concentração de cafeína e corpo mais intenso. É amplamente utilizado na produção de café solúvel e blends comerciais. Seus principais polos produtores são o Espírito Santo e Rondônia, e seu preço costuma ser mais baixo em comparação ao arábica, por conta do perfil mais industrial. 

Como é calculada a saca de açúcar cristal?

A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.

Qual o peso da saca de milho no Brasil?

A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.

 

 

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30/09/2026 22:00h

Boi gordo avança em SP enquanto frango e suíno mantém estabilidade de preços

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O preço do boi gordo apresenta alta de 0,34% nesta quinta-feira (1º). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 364,30.

 

INDICADOR DO BOI GORDO CEPEA/ESALQ

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
30/09/2026 364,30 0,34% 5,78% 70,42
29/09/2026 363,05 0,86% 5,42% 69,60
28/09/2026 359,95 0,32% 4,52% 68,97
25/09/2026 358,80 0,17% 4,18% 69,13
24/09/2026 358,20 0,22% 4,01% 68,99

 

Preço do frango congelado e frango resfriado

No mercado de frango, as cotações nas regiões da Grande São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado registram o quilo do produto congelado a R$ 8,30 e o do resfriado a R$ 8,31.

 

PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês
30/09/2026 8,30 -0,12% 13,39%
29/09/2026 8,31 0,00% 13,52%
28/09/2026 8,31 0,00% 13,52%
25/09/2026 8,31 -0,12% 13,52%
24/09/2026 8,32 0,00% 13,66%

 

PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês
30/09/2026 8,31 0,36% 13,99%
29/09/2026 8,28 0,00% 13,58%
28/09/2026 8,28 0,00% 13,58%
25/09/2026 8,28 -0,24% 13,58%
24/09/2026 8,30 -0,60% 13,85%

 

Preço da carcaça suína especial e suíno vivo

A carcaça suína especial apresenta estabilidade nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa R$ 8,50. 

Entre os estados analisados, o suíno vivo registra o menor preço em Santa Catarina, onde o animal é comercializado a R$ 5,25.

 

PREÇOS DA CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL (R$/kg)

Data Média Var./Dia Var./Mês
30/09/2026 8,50 0,00% 16,28%
29/09/2026 8,50 0,35% 16,28%
28/09/2026 8,47 2,79% 15,87%
25/09/2026 8,24 1,48% 12,72%
24/09/2026 8,12 0,00% 11,08%

 

INDICADOR DO SUÍNO VIVO CEPEA/ESALQ (R$/kg)

Data Estado Valor R$* Var./Dia Var./Mês
30/09/2026 MG - posto 6,14 0,16% 22,31%
30/09/2026 PR - a retirar 5,37 0,00% 19,60%
30/09/2026 RS - a retirar 5,27 0,57% 16,08%
30/09/2026 SC - a retirar 5,25 0,77% 14,88%
30/09/2026 SP - posto 5,78 0,00% 19,67%

 

Os dados são do Cepea.

 

O que é o boi gordo? Entenda o termo do mercado bovino

O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.

Diferenças entre frango congelado e frango resfriado

O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias.

Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores exigentes e restaurantes.


 

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30/09/2026 21:00h

Soja e trigo abrem em alta no Sul do país

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A saca de 60 quilos da soja inicia a quinta-feira (1º) em alta no interior do Paraná e na região litorânea de Paranaguá. 

No mercado paranaense, o grão apresenta alta de 0,66%, com a saca negociada a R$ 154,91. Em Paranaguá, alta de 0,18%, levando a cotação para R$ 161,56.

 

INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANÁ

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
30/09/2026 154,91 0,66% 2,38% 29,95
29/09/2026 153,90 0,27% 1,71% 29,51
28/09/2026 153,49 -0,58% 1,44% 29,41
25/09/2026 154,38 -0,47% 2,03% 29,75
24/09/2026 155,11 0,03% 2,51% 29,87

 

INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANAGUÁ 

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
30/09/2026 161,56 0,18% 1,33% 31,23
29/09/2026 161,27 0,52% 1,15% 30,92
28/09/2026 160,43 -0,35% 0,62% 30,74
25/09/2026 161,00 -0,52% 0,98% 31,02
24/09/2026 161,84 0,12% 1,51% 31,17

 

Trigo

Preço do trigo avança no Rio Grande do Sul e no Paraná. 

No Paraná, a tonelada do cereal é comercializada a R$ 1.544,33. No Rio Grande do Sul, o produto é vendido a R$ 1.450,60.

 

PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - RIO GRANDE DO SUL

Data Valor R$/t* Var./Dia Var./Mês Valor US$/t*
30/09/2026 1.450,60 0,21% 7,53% 280,42
29/09/2026 1.447,51 0,02% 7,30% 277,51
28/09/2026 1.447,18 0,71% 7,27% 277,29
25/09/2026 1.437,03 0,31% 6,52% 276,88
24/09/2026 1.432,54 1,00% 6,19% 275,91

 

PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - PARANÁ

Data Valor R$/t* Var./Dia Var./Mês Valor US$/t*
30/09/2026 1.544,33 0,49% 6,04% 298,54
29/09/2026 1.536,73 0,46% 5,51% 294,62
28/09/2026 1.529,62 -0,57% 5,03% 293,09
25/09/2026 1.538,40 -0,07% 5,63% 296,42
24/09/2026 1.539,43 0,38% 5,70% 296,50

 

Os dados são do Cepea.

 

O que é uma saca de soja ou de trigo? Entenda a unidade de medida no mercado de grãos

A saca de soja e a saca de trigo são as principais unidades de comercialização de grãos no Brasil. Cada saca equivale a 60 quilos, padrão adotado por órgãos oficiais como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Esse formato padronizado facilita o comércio da soja e do trigo, além de permitir um acompanhamento mais preciso das cotações e variações de preços no mercado nacional.

 

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30/09/2026 04:00h

Café arábica é negociado a R$ 1.564,02, enquanto milho recua para R$ 69,20 a saca

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O preço do café arábica abre esta quarta-feira (30) com alta de 0,48%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.564,02 na cidade de São Paulo.

O café robusta teve uma alta de 0,39%, sendo comercializado a R$ 967,14.


INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
29/09/2026 1.564,02 0,48% -10,55% 299,85
28/09/2026 1.556,57 1,19% -10,97% 298,25
25/09/2026 1.538,29 1,42% -12,02% 296,40
24/09/2026 1.516,81 0,25% -13,25% 292,14
23/09/2026 1.513,01 0,11% -13,47% 292,82


INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
29/09/2026 967,14 0,39% -5,38% 185,42
28/09/2026 963,39 1,12% -5,75% 184,59
25/09/2026 952,72 1,18% -6,79% 183,57
24/09/2026 941,57 0,34% -7,88% 181,35
23/09/2026 938,40 0,15% -8,19% 181,61


O preço do açúcar cristal apresentou alta de 0,86% na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 121,27.


INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ - SÃO PAULO

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
29/09/2026 121,27 0,86% 6,61% 23,25
28/09/2026 120,24 -0,32% 5,71% 23,04
25/09/2026 120,62 -0,42% 6,04% 23,24
24/09/2026 121,13 0,87% 6,49% 23,33
23/09/2026 120,08 -0,59% 5,56% 23,24


Em Santos (SP), houve uma alta de 0,55%, e a mercadoria é negociada a R$ 127,26 na média de preços sem impostos.


Indicador Açúcar Cristal - Santos (FOB)

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
29/09/2026 127,26 0,55% -0,49% 24,38
28/09/2026 126,56 0,27% -1,04% 24,28
25/09/2026 126,22 -0,25% -1,31% 24,28
24/09/2026 126,53 -0,23% -1,06% 24,43
23/09/2026 126,82 0,91% -0,84% 24,67


A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 69,20, após uma baixa de 0,40%.

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
29/09/2026 69,20 -0,40% -1,47% 13,27
28/09/2026 69,48 -0,24% -1,07% 13,31
25/09/2026 69,65 -0,23% -0,83% 13,42
24/09/2026 69,81 -0,01% -0,60% 13,45
23/09/2026 69,82 0,11% -0,58% 13,51



Os dados são do Cepea.


Diferença entre café arábica e café robusta: características, uso e regiões produtoras

Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.

O café arábica (conhecido também como café Conilon, em algumas regiões) tem sabor mais suave, menor teor de cafeína e alta qualidade sensorial, sendo preferido em cafeterias especializadas e nas exportações de cafés premium. Representa cerca de 70% da produção brasileira, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.

O café robusta, por sua vez, possui sabor mais amargo, maior concentração de cafeína e corpo mais intenso. É amplamente utilizado na produção de café solúvel e blends comerciais. Seus principais polos produtores são o Espírito Santo e Rondônia, e seu preço costuma ser mais baixo em comparação ao arábica, por conta do perfil mais industrial. 

Como é calculada a saca de açúcar cristal?

A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.

Qual o peso da saca de milho no Brasil?

A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.

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30/09/2026 02:00h

Saca de 60 quilos é negociada a R$ 153,90 no Paraná e a R$ 161,27 em Paranaguá; trigo sobe nos dois estados

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A saca de 60 quilos da soja inicia esta quarta-feira (30) com aumento no interior do Paraná e na região litorânea de Paranaguá.

No interior paranaense, o grão apresenta baixa de 0,27%, com a saca negociada a R$ 153,90. Em Paranaguá, a baixa foi de 0,52%, levando a cotação para R$ 161,27.


INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANÁ

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
29/09/2026 153,90 0,27% 1,71% 29,51
28/09/2026 153,49 -0,58% 1,44% 29,41
25/09/2026 154,38 -0,47% 2,03% 29,75
24/09/2026 155,11 0,03% 2,51% 29,87
23/09/2026 155,07 -0,28% 2,48% 30,01


INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANAGUÁ 

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
29/09/2026 161,27 0,52% 1,15% 30,92
28/09/2026 160,43 -0,35% 0,62% 30,74
25/09/2026 161,00 -0,52% 0,98% 31,02
24/09/2026 161,84 0,12% 1,51% 31,17
23/09/2026 161,65 -0,17% 1,39% 31,28


Trigo

 

O trigo teve aumento de preço no Paraná e no Rio Grande do Sul.

No Paraná, a tonelada do cereal é comercializada a R$ 1.536,73. No Rio Grande do Sul, o produto é vendido a R$ 1.447,51.

PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - RIO GRANDE DO SUL

Data Valor R$/t* Var./Dia Var./Mês Valor US$/t*
29/09/2026 1.447,51 0,02% 7,30% 277,51
28/09/2026 1.447,18 0,71% 7,27% 277,29
25/09/2026 1.437,03 0,31% 6,52% 276,88
24/09/2026 1.432,54 1,00% 6,19% 275,91
23/09/2026 1.418,34 -0,08% 5,14% 274,50


PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - PARANÁ

Data Valor R$/t* Var./Dia Var./Mês Valor US$/t*
29/09/2026 1.536,73 0,46% 5,51% 294,62
28/09/2026 1.529,62 -0,57% 5,03% 293,09
25/09/2026 1.538,40 -0,07% 5,63% 296,42
24/09/2026 1.539,43 0,38% 5,70% 296,50
23/09/2026 1.533,55 -0,11% 5,30% 296,80


Os dados são do Cepea.
 

O que é uma saca de soja ou de trigo? Entenda a unidade de medida no mercado de grãos

A saca de soja e a saca de trigo são as principais unidades de comercialização de grãos no Brasil. Cada saca equivale a 60 quilos, padrão adotado por órgãos oficiais como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Esse formato padronizado facilita o comércio da soja e do trigo, além de permitir um acompanhamento mais preciso das cotações e variações de preços no mercado nacional.

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30/09/2026 01:00h

Carcaça suína especial também tem alta na Grande São Paulo; frango fica estável e suíno vivo cai em Santa Catarina

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O preço do boi gordo apresentou aumento nesta quarta-feira (30). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 363,05.

INDICADOR DO BOI GORDO CEPEA/ESALQ 

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
29/09/2026 363,05 0,86% 5,42% 69,60
28/09/2026 359,95 0,32% 4,52% 68,97
25/09/2026 358,80 0,17% 4,18% 69,13
24/09/2026 358,20 0,22% 4,01% 68,99
23/09/2026 357,40 0,37% 3,77% 69,17

Preço do frango congelado e frango resfriado

No mercado de frango, os valores apresentam estabilidade na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O quilo do frango congelado é vendido a R$ 8,31 enquanto o frango resfriado está cotado a R$ 8,28.

PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês
29/09/2026 8,31 0,00% 13,52%
28/09/2026 8,31 0,00% 13,52%
25/09/2026 8,31 -0,12% 13,52%
24/09/2026 8,32 0,00% 13,66%
23/09/2026 8,32 0,00% 13,66%


PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP 

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês
29/09/2026 8,28 0,00% 13,58%
28/09/2026 8,28 0,00% 13,58%
25/09/2026 8,28 -0,24% 13,58%
24/09/2026 8,30 -0,60% 13,85%
23/09/2026 8,35 0,00% 14,54%

Preço da carcaça suína especial e suíno vivo

 

Já a carcaça suína especial teve um aumento nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa R$ 8,50.

Entre os estados analisados, o suíno vivo registra declínio no preço em Santa Catarina, onde o animal é comercializado a R$ 5,21. 

PREÇOS DA CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL (R$/kg) 

Data Média Var./Dia Var./Mês
29/09/2026 8,50 0,35% 16,28%
28/09/2026 8,47 2,79% 15,87%
25/09/2026 8,24 1,48% 12,72%
24/09/2026 8,12 0,00% 11,08%
23/09/2026 8,12 0,87% 11,08%


INDICADOR DO SUÍNO VIVO CEPEA/ESALQ (R$/kg)

Data Estado Valor R$* Var./Dia Var./Mês
29/09/2026 MG - posto 6,13 5,33% 22,11%
29/09/2026 PR - a retirar 5,37 3,07% 19,60%
29/09/2026 RS - a retirar 5,24 1,16% 15,42%
29/09/2026 SC - a retirar 5,21 2,36% 14,00%
29/09/2026 SP - posto 5,78 1,76% 19,67%

Os dados são do Cepea.


O que é o boi gordo? Entenda o termo do mercado bovino

O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.

Diferenças entre frango congelado e frango resfriado

O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias.

Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores exigentes e restaurantes.

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29/09/2026 01:00h

Boi gordo, frango e suíno registram alta e sustentam preços firmes no mercado carnes

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O preço do boi gordo apresenta alta de 0,32% nesta terça-feira (29). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 359,95.

 

INDICADOR DO BOI GORDO CEPEA/ESALQ

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
28/09/2026 359,95 0,32% 4,52% 68,97
25/09/2026 358,80 0,17% 4,18% 69,13
24/09/2026 358,20 0,22% 4,01% 68,99
23/09/2026 357,40 0,37% 3,77% 69,17
22/09/2026 356,10 0,41% 3,40% 69,78

 

Preço do frango congelado e frango resfriado

No mercado de frango, as cotações nas regiões da Grande São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado registram o quilo do produto congelado a R$ 8,31 e o do resfriado a R$ 8,28.

 

PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês
28/09/2026 8,31 0,00% 13,52%
25/09/2026 8,31 -0,12% 13,52%
24/09/2026 8,32 0,00% 13,66%
23/09/2026 8,32 0,00% 13,66%
22/09/2026 8,32 0,12% 13,66%

 

PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês
28/09/2026 8,28 0,00% 13,58%
25/09/2026 8,28 -0,24% 13,58%
24/09/2026 8,30 -0,60% 13,85%
23/09/2026 8,35 0,00% 14,54%
22/09/2026 8,35 0,12% 14,54%

 

Preço da carcaça suína especial e suíno vivo

A carcaça suína especial apresenta alta de 2,79% nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa R$ 8,47. 

Entre os estados analisados, o suíno vivo registra o menor preço em Santa Catarina, onde o animal é comercializado a R$ 5,09.

 

PREÇOS DA CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL (R$/kg)

Data Média Var./Dia Var./Mês
28/09/2026 8,47 2,79% 15,87%
25/09/2026 8,24 1,48% 12,72%
24/09/2026 8,12 0,00% 11,08%
23/09/2026 8,12 0,87% 11,08%
22/09/2026 8,05 1,39% 10,12%

 

INDICADOR DO SUÍNO VIVO CEPEA/ESALQ (R$/kg)

Data Estado Valor R$* Var./Dia Var./Mês
28/09/2026 MG - posto 5,82 4,68% 15,94%
28/09/2026 PR - a retirar 5,21 3,99% 16,04%
28/09/2026 RS - a retirar 5,18 3,39% 14,10%
28/09/2026 SC - a retirar 5,09 2,00% 11,38%
28/09/2026 SP - posto 5,68 2,71% 17,60%

 

Os dados são do Cepea.


O que é o boi gordo? Entenda o termo do mercado bovino

O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.

Diferenças entre frango congelado e frango resfriado

O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias.

Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores exigentes e restaurantes.

 

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28/09/2026 19:04h

Soja abre em queda no Paraná e em Paranaguá, enquanto trigo apresenta movimentos opostos entre PR e RS

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A saca de 60 quilos da soja inicia a terça-feira (29) em baixa no interior do Paraná e na região litorânea de Paranaguá. 

No mercado paranaense, o grão apresenta recuo de 0,58%, com a saca negociada a R$ 153,49. Em Paranaguá, baixa de 0,35%, levando a cotação para R$ 160,43.

 

INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANÁ

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
28/09/2026 153,49 -0,58% 1,44% 29,41
25/09/2026 154,38 -0,47% 2,03% 29,75
24/09/2026 155,11 0,03% 2,51% 29,87
23/09/2026 155,07 -0,28% 2,48% 30,01
22/09/2026 155,50 0,15% 2,77% 30,47

 

INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANAGUÁ 

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
28/09/2026 160,43 -0,35% 0,62% 30,74
25/09/2026 161,00 -0,52% 0,98% 31,02
24/09/2026 161,84 0,12% 1,51% 31,17
23/09/2026 161,65 -0,17% 1,39% 31,28
22/09/2026 161,93 0,25% 1,56% 31,73

 

Trigo

Preço do trigo avança no Rio Grande do Sul e recua no Paraná. 

No Paraná, a tonelada do cereal é comercializada a R$ 1.529,62. No Rio Grande do Sul, o produto é vendido a R$ 1.447,18.

 

PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - RIO GRANDE DO SUL

Data Valor R$/t* Var./Dia Var./Mês Valor US$/t*
28/09/2026 1.447,18 0,71% 7,27% 277,29
25/09/2026 1.437,03 0,31% 6,52% 276,88
24/09/2026 1.432,54 1,00% 6,19% 275,91
23/09/2026 1.418,34 -0,08% 5,14% 274,50
22/09/2026 1.419,47 -0,03% 5,22% 278,16

 

PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - PARANÁ

Data Valor R$/t* Var./Dia Var./Mês Valor US$/t*
28/09/2026 1.529,62 -0,57% 5,03% 293,09
25/09/2026 1.538,40 -0,07% 5,63% 296,42
24/09/2026 1.539,43 0,38% 5,70% 296,50
23/09/2026 1.533,55 -0,11% 5,30% 296,80
22/09/2026 1.535,23 0,20% 5,41% 300,85

 

Os dados são do Cepea.

 

O que é uma saca de soja ou de trigo? Entenda a unidade de medida no mercado de grãos

A saca de soja e a saca de trigo são as principais unidades de comercialização de grãos no Brasil. Cada saca equivale a 60 quilos, padrão adotado por órgãos oficiais como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Esse formato padronizado facilita o comércio da soja e do trigo, além de permitir um acompanhamento mais preciso das cotações e variações de preços no mercado nacional.

 

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28/09/2026 19:00h

Em evento na ACSP, Geraldo Melo Filho apresentou os números do agronegócio paulista e comparou as ações estaduais de apoio ao setor com a redução de recursos federais para crédito e seguro rural

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O agronegócio brasileiro enfrenta um aumento dos casos de recuperação judicial e de um quadro preocupante em relação ao crédito rural. Em 2025, foram registrados 1.990 pedidos de recuperação judicial no setor, alta de 56,4% em relação ao ano anterior e recorde da série histórica. Os dados são da Serasa Experian. No primeiro trimestre de 2026, o número já estava 21,9% acima do registrado no mesmo período de 2025.

A situação em relação ao crédito rural também aponta pressão sobre os produtores. Levantamento do BTG Pactual, com base em informações do Banco Central, mostra que R$ 207,4 bilhões estavam em cenário desfavorável em julho — considerando operações em atraso, inadimplência, prorrogação ou renegociação. O valor corresponde a 23,5% de uma carteira nacional de R$ 881,6 bilhões.

A conjuntura foi discutida pelo secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho, durante reunião do Conselho do Agronegócio (AC/Agro) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), nesta segunda-feira (28). Na avaliação dele, o problema não está na capacidade produtiva do campo, mas no custo para financiar a atividade.

“O juro que o produtor paga não se decide na lavoura. É o preço de um país que gasta mais do que arrecada e que cobra essa conta de quem está tentando produzir”, afirmou.

Na avaliação do secretário, o agronegócio paulista tem conseguido enfrentar esse cenário por conta da diversificação de suas cadeias produtivas. Segundo Melo Filho, o setor registrou PIB de R$ 657,6 bilhões em 2024. Esse resultado colocaria o agro de São Paulo, isoladamente, entre a quarta e a quinta maior economia do país.

O valor corresponde a 18,9% do PIB paulista, 24% do PIB do agronegócio brasileiro e 40% das exportações totais do estado.

“O que a gente precisa é regra clara, segurança jurídica, segurança institucional, e que a tenhamos o mínimo de previsibilidade, que a gente não durma com uma regra e acorde com outra. Por exemplo, a questão do seguro rural, que é uma política pública essencial para que tenhamos garantia e previsibilidade para frente na nossa produção, mas que basicamente nos últimos anos foi praticamente reduzida a zero”, enfatizou Melo Filho.  

O coordenador do Conselho do Agro da ACSP, Cesário Ramalho, defendeu a necessidade de fortalecer os mecanismos de proteção financeira para o produtor rural.

"Não pode o agronegócio brasileiro não ter seguro. Aqui nós estamos para resolver a dívida. O país não pode isso. O agricultor não pode sofrer essa humilhação. Tem que recorrer a renegociação de dívida, o juro é elevado, o governo não tem dinheiro e vai tirar dinheiro da saúde ou da escola. Tá errado", considerou.

Diversificação

Atualmente, São Paulo é considerado o segundo maior exportador do agronegócio brasileiro, atrás de Mato Grosso. Entre janeiro e agosto de 2026, o estado paulista vendeu US$ 17,79 bilhões em produtos do setor para o exterior.

A diferença entre as duas unidades federativas é menor quando se observa o valor da produção. Para 2026, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) projeta em cerca de R$ 199 bilhões o valor bruto da produção agropecuária de Mato Grosso. Já São Paulo registrou R$ 174,6 bilhões em 2025, segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA/APTA).

O ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Roberto Rodrigues defendeu uma atuação do governo que reúna diferentes frentes para dar mais segurança e condições de desenvolvimento ao setor.

"É uma estratégia integrada, que contemple temas como logística e estrutura, o pedido de renda para o campo, cujo fator central é o seguro rural, acordos comerciais que gerem mercados, tecnologia e, sobretudo, sustentabilidade", pontuou.

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O estado paulista reúne mais de 20 cadeias do agronegócio com movimentação superior a R$ 1 bilhão por ano. Entre elas estão cana-de-açúcar, com R$ 55,2 bilhões; carne bovina, com R$ 22,7 bilhões; laranja, R$ 19,7 bilhões; frango, R$ 13,7 bilhões; café, R$ 9,6 bilhões; e soja, R$ 8,9 bilhões.

Para o secretário, essa composição reduz a dependência de uma única atividade. “Essa diversificação é o seguro do estado: quando uma cadeia entra em crise, São Paulo não para. Conseguimos operar com mais resiliência diante de pressões setoriais”, disse.

Ele também reforçou que São Paulo concentra 32,7% de toda a agroindústria brasileira, embora não seja o maior produtor primário do país.

Políticas de apoio

Durante a reunião, Melo Filho também comparou as políticas agrícolas dos governos federal e paulista. Segundo ele, a União deixou de repassar parte dos recursos já previstos para o pagamento do seguro rural e aumentou a tributação sobre insumos agrícolas, como fertilizantes e defensivos.

No estado, os programas próprios de apoio ao setor somaram R$ 1,4 bilhão até 2025, de acordo com o secretário. Desse total, R$ 1,2 bilhão foram destinados ao Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), que atendeu cerca de 33 mil produtores; R$ 390 milhões foram aplicados na subvenção ao seguro rural, com 52.641 apólices; e R$ 180 milhões foram destinados ao programa Pró-Trator.

São Paulo também reduziu a carga tributária de 17 cadeias do agronegócio. Melo Filho apresentou essas medidas como uma diferença em relação à política federal, que, na avaliação dele, reduziu subvenções previstas no orçamento.

O secretário ainda citou a medida provisória que trata da renegociação de dívidas rurais. Para ele, os critérios estabelecidos pela União, baseados em problemas climáticos ou de preços, não contemplam parte das dificuldades enfrentadas pelos produtores paulistas.

“O endividamento da citricultura no estado está mais ligado a um problema sanitário, o greening, do que a fatores climáticos cobertos pela norma”, destacou.

Sobre a ACSP

A reunião ocorreu na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), entidade fundada em 1894 e que reúne mais de 15 mil associados. A entidade é presidida por Alfredo Cotait Neto.

A ACSP participou da criação ou da articulação de medidas como o Estatuto da Micro e Pequena Empresa, o Simples Nacional, o Microempreendedor Individual (MEI) e a Lei da Liberdade Econômica. 

Também estão entre suas iniciativas o Impostômetro e, em parceria com a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), o Gasto Brasil.
 

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