Partido político

03/11/2026 04:15h

PL terá 29 dos 81 senadores em 2027, ampliando sua influência sobre votações, CPIs, comissões e indicações para cargos públicos

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A partir de fevereiro de 2027, as 81 cadeiras do Senado Federal serão distribuídas entre as bancadas de 13 partidos políticos e um senador sem filiação partidária. O Partido Liberal (PL) será a maior legenda da Casa, com 29 senadores. Trata-se da maior bancada de um único partido desde a promulgação da Constituição Federal de 1988, que definiu as regras eleitorais modernas.

Na sequência, aparecem:

  • Partido dos Trabalhadores (PT): 10 senadores;
  • Movimento Democrático Brasileiro (MDB): 8 senadores;
  • Progressistas (PP): 6 senadores;
  • Republicanos: 5 senadores;
  • União Brasil: 5 senadores;
  • Partido Socialista Brasileiro (PSB): 4 senadores;
  • Partido Social Democrático (PSD): 4 senadores;
  • Novo: 3 senadores;
  • Podemos: 2 senadores;
  • Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB): 2 senadores;
  • Rede Sustentabilidade (Rede): 1 senador;
  • Partido Democrático Trabalhista (PDT): 1 senador.

O senador Romário, eleito em 2022 pelo Rio de Janeiro, é o único parlamentar sem partido na atual composição do Senado. Ele está sem filiação partidária desde que deixou o PL, em agosto deste ano.

Como o tamanho das bancadas influencia o Senado?

O tamanho das bancadas e a correlação de forças entre os partidos exercem influência direta sobre o funcionamento do Senado. A distribuição de parlamentares afeta desde a definição da pauta legislativa até a ocupação dos principais cargos de comando da Casa.

Entre as atribuições influenciadas pelo peso das bancadas estão:

  • Definição da pauta legislativa, ou seja, dos projetos que serão votados e do momento das votações;
  • Aprovação ou rejeição de projetos;
  • Apresentação de destaques para modificar ou votar separadamente trechos de propostas;
  • Eleição do presidente do Senado e dos demais integrantes da Mesa Diretora;
  • Escolha dos presidentes das comissões;
  • Indicação de relatores nas comissões;
  • Formação e liderança de blocos parlamentares;
  • Aprovação ou rejeição de indicações do presidente da República para o Supremo Tribunal Federal (STF) e outros cargos públicos;
  • Convocação de ministros de Estado para prestar esclarecimentos;
  • Criação de comissões parlamentares de inquérito (CPIs);
  • Processos de impeachment de autoridades;
  • Manutenção ou derrubada de vetos presidenciais.

Apesar de alcançar uma dimensão que lhe garante peso expressivo nas atividades legislativas, o PL não terá maioria absoluta no Senado. Para isso, precisará formar blocos parlamentares ou construir acordos com outras legendas.

Quantos votos são necessários no Senado?

  • 27 votos: para apresentar requerimento de criação de uma CPI;
  • 41 votos: para aprovar um projeto de lei complementar;
  • 49 votos: para aprovar uma proposta de emenda à Constituição (PEC);
  • 54 votos: para aprovar a condenação de uma autoridade em processo de impeachment.

Já a aprovação de projetos de lei ordinária exige maioria simples, calculada sobre o número de senadores presentes à votação, desde que haja quórum para deliberar.

Maior bancada amplia espaço na Mesa Diretora e nas comissões

O tamanho de uma bancada também influencia a composição da Mesa Diretora do Senado. A Presidência, atualmente ocupada por Davi Alcolumbre (União-AP), é um dos postos mais estratégicos da Casa. Cabe ao presidente conduzir os trabalhos legislativos, organizar as sessões e exercer papel central na definição da pauta de votações. Na prática, sua atuação influencia quais temas ganham prioridade no plenário e o ritmo de tramitação das propostas.

Os demais cargos da Mesa costumam ser distribuídos por meio de acordos entre os partidos e blocos parlamentares. Em geral, quanto maior a bancada, maior o espaço da legenda na composição do colegiado e seu poder de escolha sobre os postos que pretende ocupar.

A mesma lógica se aplica às comissões permanentes. Os partidos têm direito a ocupar as presidências desses colegiados de acordo com a proporcionalidade de suas bancadas e, conforme a ordem de escolha, podem optar primeiro pelas comissões consideradas mais estratégicas.

Entre as mais disputadas estão a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). 

Destaques ampliam o poder de negociação dos grandes partidos

As maiores bancadas também dispõem de mais espaço para utilizar os chamados destaques, um dos instrumentos de negociação mais importantes durante a tramitação de projetos no Senado. O mecanismo permite separar trechos específicos de uma proposta para que sejam votados individualmente, em vez de integrarem a votação do texto principal.

Diferentemente dos destaques apresentados individualmente por senadores, que dependem das regras de deliberação do Plenário, os destaques de bancada têm tratamento regimental próprio e garantem aos partidos maior capacidade de interferir na votação. A quantidade de destaques a que cada legenda tem direito varia conforme o tamanho de sua representação, o que amplia o poder de negociação das maiores bancadas para propor alterações e influenciar a redação final dos projetos.

Se estiver na oposição, o maior partido do Senado também terá mais instrumentos para fiscalizar as ações do governo. O tamanho da bancada pode facilitar a mobilização necessária para requerer a criação de CPIs e convocar ministros de Estado para prestar esclarecimentos.

A força numérica também amplia a capacidade de articulação para derrubar vetos presidenciais e rejeitar indicações feitas pelo chefe do Executivo para cargos estratégicos, como embaixadores, diretores de agências reguladoras, procurador-geral da República, integrantes da diretoria do Banco Central e ministros do STF.

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08/10/2026 04:25h

Propaganda será exibida de 9 a 23 de outubro, com tempo dividido igualmente entre as duas candidaturas

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O Tribunal Superior Eleitoral aprovou por unanimidade a minuta de resolução com o plano de mídia do horário eleitoral gratuito para presidente da República no segundo turno das Eleições 2026. A proposta foi apresentada ao Plenário pelo presidente da Corte e relator da matéria, ministro Kassio Nunes Marques.

A propaganda eleitoral será transmitida entre os dias 9 e 23 de outubro. A determinação abrange emissoras de rádio e televisão de todo o país, incluindo rádios comunitárias e canais por assinatura do Senado Federal, da Câmara dos Deputados, das Assembleias Legislativas, da Câmara Legislativa do Distrito Federal e de Câmaras Municipais. 

A veiculação em rede contará com dez minutos diários, exibidos de segunda-feira a sábado em cada bloco. A propaganda por inserções terá o total de 25 minutos diários, transmitidos de segunda-feira a domingo. 

O tempo de transmissão será repartido em partes iguais entre as duas candidaturas. Para a propaganda em rede, o Partido Liberal terá cinco minutos, mesmo tempo destinado à Coligação Brasil Pronto Pra Mais, formada por PDT, PSB, Federação Brasil da Esperança (integrada por PT, PCdoB e PV) e Federação PSOL Rede. Na veiculação por inserções, o Partido Liberal e a Coligação Brasil Pronto Pra Mais terão 12 minutos e 30 segundos cada. 

A exibição dos programas começará pela candidatura que recebeu mais votos no primeiro turno. A ordem de veiculação será alternada a cada bloco ou inserção. A recepção dos materiais e a transmissão do sinal segue sob responsabilidade do pool de emissoras localizado no TSE. 
 

 

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04/10/2026 00:03h

Medida valerá no primeiro e no segundo turno e inclui transporte urbano, intermunicipal e metropolitano

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O transporte coletivo urbano, intermunicipal e metropolitano será gratuito nos dias de votação das Eleições 2026. O benefício deverá ser garantido pelo poder público a todos os usuários, sem distinção.

A medida será aplicada no primeiro turno e em eventual segundo turno. Nos dias de eleição, a oferta de transporte deverá manter frequência compatível com a praticada em dias úteis, facilitando o deslocamento até os locais de votação.

A redução injustificada da oferta habitual de transporte poderá configurar crime eleitoral, conforme previsto no Código Eleitoral.

Os itinerários, horários e modalidades de transporte gratuito deverão ser informados pelo poder público à Justiça Eleitoral.

 

Candidatos não podem oferecer transporte a eleitores

A oferta de transporte público gratuito nas eleições não altera as regras que proíbem candidatos e grupos políticos de transportar eleitores.

Candidatos, partidos, federações e coligações não podem fornecer transporte ou alimentação aos eleitores no dia da votação. Também é proibido fretar veículos especificamente para levar pessoas aos locais de votação.

Além disso, veículos disponibilizados pelo poder público não poderão ser utilizados para propaganda eleitoral ou partidária nem para promoção pessoal de agentes públicos. As restrições buscam impedir o uso do serviço para influenciar o exercício do voto.

 

Eleitores de áreas rurais poderão ter linhas especiais

A Justiça Eleitoral poderá organizar linhas especiais de transporte para eleitores que vivem em áreas distantes dos locais de votação.

O serviço deverá ocorrer, em regra, dentro dos limites do município e poderá atender localidades rurais situadas a pelo menos dois quilômetros dos locais de votação, conforme as regras estabelecidas para o transporte de eleitores.

A medida permite atender regiões onde a oferta regular de transporte coletivo é limitada ou inexistente.

 

Pessoas com deficiência terão prioridade em veículos adaptados

Para garantir o transporte dos eleitores, o poder público poderá utilizar veículos públicos disponíveis e requisitar outros meios destinados ao transporte coletivo, inclusive ônibus escolares.

Sempre que possível, deverão ser priorizados veículos adaptados para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

A gratuidade no transporte coletivo não impede outras formas de deslocamento. O eleitor poderá utilizar veículo particular para o próprio transporte e o de familiares, além de táxis, aplicativos de transporte e serviços semelhantes.

 

Comunidades indígenas e quilombolas terão transporte garantido

A Justiça Eleitoral deverá garantir condições de deslocamento para eleitores que vivem em territórios indígenas, comunidades quilombolas e outras comunidades tradicionais.

Nesses casos, o transporte poderá ser organizado inclusive fora dos limites territoriais do município, quando necessário para garantir o acesso ao local de votação e desde que sejam respeitadas as regras estabelecidas para as eleições.
 

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14/09/2026 00:01h

Índice do Observatório Participa reúne dados de comparecimento às urnas, filiação partidária e alistamento eleitoral de jovens de 16 e 17 anos

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Cidades menores, do interior e menos urbanizadas concentram os maiores níveis de participação partidário-eleitoral no Brasil. É o que mostra o Índice da Participação Partidário-Eleitoral nos Municípios Brasileiros (IPar-Eleitoral), divulgado pelo Observatório Participa, projeto de extensão e difusão científica do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) Participa. 

Elaborado com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) referentes a 2024, o IPar-Eleitoral reúne três formas distintas de participação cívica: o comparecimento às urnas, o alistamento eleitoral voluntário de jovens de 16 e 17 anos e a filiação partidária. 

Segundo a pesquisa, na maioria dos municípios brasileiros, entre 80% e 90% do eleitorado comparecem às urnas. A filiação partidária representa, em geral, de 10% a 20% do eleitorado, enquanto o alistamento voluntário de jovens de 16 e 17 anos varia entre 5% e 15% da população nessa faixa etária. 

O estudo também mostra que municípios mais populosos e urbanizados tendem a registrar, proporcionalmente, menores níveis de participação partidário-eleitoral. Em Oliveira de Fátima (TO), município com 1.164 habitantes, segundo o IBGE, o IPar-Eleitoral atingiu a pontuação máxima de 100 pontos. Grupiara (MG), com 1.392 habitantes, registrou 97,7 pontos. 

Na outra ponta do ranking estão as duas cidades mais populosas do país. São Paulo alcançou 10,6 pontos no índice, enquanto o Rio de Janeiro registrou 6,0. 

A análise regional mostra ainda que o Norte apresenta a maior média de participação partidário-eleitoral do país. Já os estados da Região Sudeste registram índices consideravelmente inferiores à média nacional. 

“Esse resultado mostra que o peso das regiões na dinâmica eleitoral não se define apenas pelo tamanho dos seus eleitorados. Afinal, a intensidade e a disposição da população em participar também importam para os próprios resultados eleitorais”, destaca Carla Almeida, professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e uma das coordenadoras do Observatório Participa, responsável pelo IPar-Eleitoral. 

Explicação para os resultados

Segundo Carla Almeida, apesar de o índice apontar uma maior participação partidário-eleitoral em municípios de menor porte, ainda são necessárias novas pesquisas para explicar as razões desse comportamento. 

“Nós encontramos na literatura especializada argumentos que defendem que, em municípios menores, a participação tende a ser mais intensa, porque a política é mais próxima dos cidadãos e cidadãs. Essa proximidade favoreceria o engajamento. Por outro lado, ela também tornaria esse engajamento mais esperado, já que, nesses contextos, as escolhas e os comportamentos políticos individuais adquirem maior visibilidade e, inclusive, maior cobrança”, afirma. 

Índice permite comparar municípios 

Carla Almeida ressalta que o IPar-Eleitoral não pretende medir todas as formas de participação política nem avaliar a qualidade da democracia brasileira. O objetivo é oferecer uma medida comparável sobre a relação da população com as instituições eleitorais e partidárias em cada município do país. 

“A qualidade do índice é justamente essa: apresentar esse diagnóstico, possibilitar conhecer melhor a realidade brasileira e, com isso, permitir com que a gente elabore perguntas mais qualificadas com essa fundamentação empírica, além de poder subsidiar ações para aprimorar a participação política.” 

Os resultados do IPar-Eleitoral estão disponíveis para consulta pública, município por município, no site do INCT Participa.

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18/05/2026 04:55h

O relator do PL 9212/2017, deputado federal Domingos Neto (PSD-CE), prevê que agenda para votação do projeto em plenário seja construída até o fim de maio; CACB defende que adoção do voto distrital renova política brasileira e aproxima eleitor de seus representantes

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O relator do PL 9.212/2017, que prevê a alteração da legislação eleitoral para instituir o modelo de voto distrital misto no Brasil, o deputado federal Domingos Neto (PSD-CE), afirma que a expectativa é construir até o fim de maio uma agenda para votação do projeto em plenário ainda no primeiro semestre. Para o relator, a proposta busca aproximar eleitores de seus representantes, fortalecer a cobrança sobre os mandatos e corrigir distorções do atual sistema proporcional.

Segundo o parlamentar, o voto distrital misto ampliaria a cobrança sobre os representantes eleitos ao aproximar deputados de suas bases territoriais. 

“Onde se adota voto distrital ou distrital misto, o principal foco é accountability, é você poder cobrar do seu representante. Nos Estados Unidos é distrital público, a Alemanha tem distrital misto, você tem a pertença territorial como fator preponderante para que você possa cobrar o seu representante”, ressalta Domingos Neto (PSD-CE).

Domingos Neto (PSD-CE) avalia que há uma “janela de oportunidade” para avançar com a proposta no Congresso Nacional ainda este ano, que está parada desde 2017. Na avaliação dele, o texto estava travado considerando a complexidade da matéria. No entanto, pondera que as alterações na política podem favorecer o avanço da análise.

“O voto distrital misto durante muito tempo não avançou, porque uma reforma de sistema eleitoral é sempre complexa quando quem vota é quem foi eleito pelo sistema, pelo modelo atual. Isso é sempre algo muito difícil, mas a política vem mudando ao longo dos anos e as defecções do nosso sistema acabam sendo aproveitadas por aqueles que aprendem a jogar também esse jogo”, menciona o parlamentar.

Distorções atuais do sistema proporcional 

O deputado Domingos Neto (PSD-CE) analisa que o atual sistema proporcional enfrenta distorções que vêm se agravando nos últimos anos. Como exemplo, o parlamentar cita o crescimento de candidaturas impulsionadas pela popularidade nas redes sociais e o aumento de denúncias envolvendo o crime organizado na política.

“Temos visto, ao longo do tempo, a entrada na política, por exemplo, de influencers, youtubers, cantores, sem nenhum demérito à classe, mas muitas vezes muito mais em função do número de seguidores do que das propostas que têm para o nosso país”, afirma.

Segundo ele, o modelo atual também facilita a atuação de grupos criminosos, já que candidatos conseguem se eleger com votos pulverizados em diferentes regiões. “Isso estimula e vem criando um movimento de que a política possa perceber que o voto distrital misto tem a oportunidade de corrigir esses equívocos”, elucida o relator.

Caso seja aprovado, o PL do Voto Distrital Misto deve entrar em vigor a partir das eleições de 2030.

Renovação da política brasileira

A proposta tramita na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e é defendida por entidades do setor produtivo e do associativismo, como a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). A entidade sustenta que o modelo pode renovar a política brasileira, fortalecer a representatividade e aproximar eleitores de seus representantes.

A instituição avalia, ainda, que o novo modelo amplia a diversidade na composição do Parlamento e contribui para uma representatividade mais eficaz e responsável. Para a CACB, o voto distrital misto também pode ajudar a reduzir custos de campanha.

O presidente da CACB, da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e da Associação Comercial de SP (ACSP), Alfredo Cotait Neto, avalia que o voto distrital pode tornar a representação política mais equilibrada entre as regiões do país.

“O voto distrital tem algumas vantagens. Aproxima o eleitor do seu representante e os distritos todos vão ter algum representante. O problema do voto proporcional é que faz com que muitas regiões do país fiquem sem representantes e algumas regiões com muitos representantes. Além disso, no voto proporcional, você acaba elegendo inúmeros deputados que não têm perfil nenhum”, aponta Alfredo Cotait Neto.

Domingos Neto (PSD-CE) salienta que o modelo fortalece parlamentares com atuação local.

“O que vai valorizar é o parlamentar que está no chão da fábrica, é o que anda, que está lá na calçada, que vai de casa em casa, que vai estar mais próximo, portanto, sendo mais cobrado. Para o parlamentar será sem dúvida um mandato mais cobrado, mas é isso que a gente quer”, diz.

Avanço para outras reformas estruturais

Na avaliação do parlamentar, a adoção do voto distrital misto pode contribuir para reduzir a fragmentação partidária e dar mais estabilidade ao Congresso Nacional. Segundo ele, a adoção do novo sistema ajudaria o país a avançar em debates estruturais, como reformas administrativa, tributária, energética e do mercado de trabalho.

“O Brasil é uma potência, mas hoje é como se fosse um carro de Fórmula 1 amarrado por correntes. Só vamos conseguir fazer o país deslanchar com um Congresso menos fragmentado”, declara Domingos Neto (PSD-CE).

Como funciona o voto distrital misto?

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o voto distrital misto divide a circunscrição eleitoral de um estado ou município em um número de distritos equivalente às vagas em disputa. Cada distrito tem seus próprios candidatos – os quais concorrem para representá-lo no Legislativo.

O TSE explica que os distritos podem ser divididos para representar tanto um número de eleitores quanto um determinado território. Dessa forma, os partidos políticos poderiam indicar uma pessoa para concorrer em cada um deles.

“Caso no estado ‘A’ esteja ocorrendo à eleição para a Câmara dos Deputados e estejam em disputa dez vagas para deputados federais, ele seria dividido (apenas para efeito de cálculos) em dez distritos. Os candidatos deveriam se candidatar por distrito e somente poderiam receber votos dos eleitores do distrito pelo qual são candidatos. Assim, cada distrito elegeria um deputado federal pelo estado ‘A’ até atingir o número de dez deputados federais aos quais o estado tem direito”, exemplifica o TSE. 

Já no sistema proporcional, é calculado o quociente eleitoral, ou seja, o número de votos válidos apurados dividido pelo número de vagas no parlamento. O resultado representa a quantidade mínima de votos que partidos ou coligações precisam alcançar para conquistar uma cadeira no Legislativo.

Conforme a CACB, o sistema proporcional contribui para uma crise de representação, No cenário, a entidade avalia que, em muitos casos, o candidato eleito não possui vínculo direto com o eleitorado que o elegeu, dificultando a fiscalização e a cobrança por parte dos cidadãos. 

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02/11/2024 01:04h

Partidos de esquerda não tiveram vitórias expressivas nas eleições municipais deste ano, sobretudo entre cidades maiores. O PT, por exemplo, concluiu as eleições com prefeitos eleitos em 252 municípios

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Com o fim das eleições municipais de 2024, o PSD se consagrou como o partido que elegeu mais prefeitos ao fim dos dois turnos de votação. Ao todo, 890 candidatos da sigla venceram e assumirão o Executivo local pelos próximos quatro anos. Na sequência aparecem MDB e PP, com 864 e 752 prefeitos eleitos, respectivamente. O resultado mostra a predominância de partidos de centro e centro-direita nos municípios do país.  

Levantamento feito pelo Brasil 61 - com base em dados disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral – também levou em conta municípios onde os resultados estão sub judice. A pesquisa mostra que o pleito deste ano cravou mais um desempenho ruim para a esquerda no Brasil.

Partidos dessa ala não tiveram êxitos expressivos, sobretudos em cidades maiores. O PT, por exemplo, concluiu as eleições com prefeitos eleitos em 252 cidades. Foi apenas a nona legenda que mais conseguiu vitórias. O PSB e o PC do B – também de esquerda - somaram, juntos, 332 vencedores.

Alguns partidos de direita também atingiram resultados significativos, como é o caso do PL, que elegeu prefeitos em 517 cidades. Já o REPUBLICANOS conseguiu em 440.

Segundo o cientista político Eduardo Grin, esse cenário demonstra a perda de espaço sofrida pela esquerda no Brasil, principalmente nos grandes centros urbanos. Entre os fatores, na avalição do especialista, podem estar as sequelas deixadas por escândalos de corrupção que repercutiram no país há poucos anos. 

“A esquerda ainda está sofrendo as consequências do “mensalão” e do “petrolão” no nível municipal, que é diferente das eleições nacionais. O PT não elegeu, por exemplo, nenhum prefeito em capital em 2020 pela primeira vez. Um eleitorado mais conservador nessas grandes cidades, um tipo de partido vinculado ao “centrão” que dialoga com o meio empresarial. Muitos segmentos econômicos ainda seguem fortemente identificados com o bolsonarismo. O PL é, até hoje, nas maiores cidades, por exemplo, o partido que se sobrepõe às candidaturas apoiadas pelo presidente Lula”, considera. 

Outro levantamento - feito pela Nexus – aponta que, a partir de 2025, prefeitos filiados a partidos de centro vão governar 52% do eleitorado do país, ou seja, 81 milhões de pessoas. Já aqueles ligados às siglas de direita terão sob sua gestão 36% dos eleitores, o que corresponde a 55,6 milhões de cidadãos. Os de esquerda, por sua vez, ficarão com 12%, que equivale a 17,8 milhões de pessoas. 

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Para o diretor de pesquisa da Nexus, André Jácomo, apesar do avanço da direita, os candidatos com discursos mais moderados conseguiram mais apoio do eleitorado. “Justamente por isso o centro segue sendo maioria. Com algumas exceções, as eleições municipais, de certa maneira, não repetiram a polarização nacional vivida em 2022. Em algumas capitais, o movimento dos eleitores foi em busca de alternativas que evitassem tanto os extremos da direita quanto da esquerda”, pontua. 

De acordo com o estudo, ao se levar em conta a proporção de população governada por cada uma das três principais linhas ideológicas, Mato Grosso, Goiás e Tocantins lideram o ranking de eleitores que estarão sob o comando da direita. Já Ceará, Pernambuco e Espírito Santo têm predominância da esquerda. O ranking do centro, por sua vez, é composto por Pará Amapá e Roraima.

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30/10/2024 02:00h

De maneira geral, a esquerda perdeu força nas eleições municipais deste ano

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Apesar de ter apresentado um crescimento na comparação com 2020, o resultado obtido pelo PT nas eleições deste ano está longe dos melhores desempenhos da legenda. Em 2012, por exemplo, quando Dilma Rousseff (PT) era presidente da República, a sigla chegou a eleger mais de 600 prefeitos. Este ano, sob o comando de Lula no Executivo nacional, o número foi de 252.

Os resultados mais frustrantes podem ser percebidos em capitais como Teresina, onde o candidato petista, Fabio Novo, conseguiu 43,26% dos votos, mas perdeu no primeiro turno para Silvio Mendes (União). Outra capital onde o PT decepcionou foi Goiânia – situação em que a candidata Adriana Accorsi (PT) ficou em terceiro lugar, com 24,44% dos votos.

Entre as grandes cidades do país, ou seja, com mais de 200 mil habitantes, o partido de Lula venceu em apenas 7, com uma delas sub judice. Entre elas também está a capital do Ceará, Fortaleza, que, inclusive, foi a única capital onde a sigla conseguiu eleger um candidato à prefeito este ano. Em 2020 não havia vencido em nenhuma. 

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Na avaliação do cientista político Eduardo Grin, a esquerda perdeu muito na disputa de valores. E o que essa ala política propõe, sobretudo o PT, não tem mais amparo na realidade atual, o que acarreta dificuldade nas candidaturas desse espectro.  

“Tem a ver com uma desatualização da sua proposta programática, uma visão ainda muito pautada numa lógica de organização de classes sociais, sindicatos, ou seja, um tipo de narrativa que não se encaixa mais hoje, sobretudo para a juventude que está muito interessada em empreender.”

Desempenho ruim da esquerda

De maneira geral, a esquerda mostrou pouca força nas eleições municipais deste ano. Ao se somar os números de prefeitos eleitos obtidos pelos principais partidos da ala, o resultado é de 786, ficando abaixo do que partidos como PSD e MDB conseguiram, isoladamente. 

Para se ter uma ideia, no Nordeste do Brasil, a esquerda perdeu metade das capitais. Na região, 6 das 9 capitais tiveram com vencedores candidatos de direita, uma de centro e duas de esquerda. Em 2020, a direita havia conseguido êxito em três, o centro em duas e a esquerda em quatro. Trata-se do pior desempenho dos partidos ligados ao campo político do presidente Lula (PT), na região.  

“O identitarismo reforça a pauta conservadora e essa pauta conservadora reforça o identitarismo. Como o eleitorado brasileiro já é majoritariamente conservador, isso acaba virando um grande apoio da narrativa da extrema direita, sobretudo, para explorar esse receio de que as pessoas têm de que seu modo de vida tradicional está acabando”, destaca Grin, ao analisar como o pensamento ideológico pode ter influenciado parte desse resultado.

De acordo com levantamento da Nexus, os estados do Mato Grosso, de Tocantins e Mato Grosso do Sul contam com mais municípios governados por partidos de direita. Já Alagoas, Pará e Acre compõem o ranking das unidades da federação com mais municípios governados por partidos de centro. Por outro lado, Ceará, Paraíba e Espírito Santo têm mais municípios governados por siglas de esquerda. 
 

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11/10/2024 04:00h

Juntos, os dois partidos somaram 47 prefeitos eleitos no último dia 6 de outubro, nesse grupo de municípios

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O União Brasil e o PL dominaram as eleições municipais, em primeiro turno, entre as 100 cidades brasileiras mais ricas do agronegócio. Juntos, os dois partidos somaram 47 prefeitos eleitos no último dia 6 de outubro. O MDB, com 18 candidatos escolhidos pelo eleitorado, também se destacou nesse grupo de cidades. É o que mostra levantamento feito pelo Brasil 61.

Já siglas com perfil político mais voltado para a esquerda, como PT e PSB, elegeram poucos prefeitos, apenas 2, cada, nessa primeira rodada de votação. O Republicanos, por sua vez, elegeu 8, enquanto o PDS, 4. 

Em relação às cidades com peso econômico mais voltado para o agronegócio, o cientista político Eduardo Grin avalia que, historicamente, o eleitorado tende a votar em quem apresenta propostas mais alinhadas com ala centro-direita, por isso, segundo ele, esse cenário é tão comum. 

“O fato de serem candidatos vinculados aos partidos do “centrão”, como PSD, PL e MDB, em geral, não me espanta. Se observarmos, são cidades vinculadas ao agronegócio. Isso significa dizer que esses partidos tem mais vinculação com o meio empresarial do que os de esquerda. É muito difícil que partidos de esquerda furem essa compreensão de mundo. Claro que existem candidaturas do PSOL e do PT, mas elas, em muitas cidades, têm mais dificuldade de penetrar nesse tipo de eleitorado”, destaca. 

O União conseguiu êxito em cidades como Sorriso (MT) - que tem valor de produção agrícola estimado em cerca de R$ 8 bilhões - e em Diamantino, no mesmo estado, que conta com valor de produção agrícola de aproximadamente R$ 5 bilhões. 

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Já o PP conseguiu eleger prefeitos em cidades como São Desidério (BA), com valor de produção agrícola de R$ 7 bilhões, enquanto o MDB conseguiu em Rio Verde (GO), que tem valor de produção agrícola de mais de R$ 6 bilhões. Já o PT conseguiu, por exemplo, em Baixa Grande do Ribeiro (PI), com valor de produção agrícola estimado em 3 bilhões. 

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De maneira geral, levando em conta os mais de 5 mil municípios brasileiros, o MBD perdeu espaço para o PSD nas eleições deste ano. O partido de centro garantiu 888 prefeituras em primeiro turno, um aumento em relação a 2020, quando 659 municípios eram geridos por prefeitos da legenda.

Os dados do Tribunal Superior eleitoral mostram ainda que, mesmo perdendo a liderança no número de prefeituras conquistadas, o MDB cresceu em relação ao último pleito, passando de 790 para 865 prefeitos eleitos. E garantindo o segundo lugar entre as legendas. 
 

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06/10/2024 04:01h

Os partidos que mais se destacam nesse cenário são PSD, com 9 candidatos; PL, com 8; e PP, com 7

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Das 92 cidades bilionárias do Brasil, mais da metade (48) conta com candidatos à reeleição para prefeito nas eleições municipais de 2024. É o que mostra levantamento feito pelo Portal Brasil 61. Os partidos que mais se destacam nesse cenário são PSD, com 9 candidatos; PL, com 8; e PP, com 7. 

A maioria desses candidatos concorrem em cidades do estado de São Paulo, como Campinas, Sorocaba, Santos e Taubaté, entre outras. Ao todo, são 12 municípios paulistas com candidatos à reeleição. O estado de São Paulo também conta com o maior número de cidades bilionárias (29). 

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Das demais cidades, 5 contam com candidatos à reeleição pelo REPUBLICACOS. Já União Brasil, PODEMOS e PT contam com 3 candidatos à reeleição, cada. Os partidos que têm 2 candidatos que pretendem retornar ao comando do Executivo local são MDB e PSDB. Os que contam com apenas 1 são: AVANTE, PDT, SOLIDARIEDADE, PSOL, PSB e NOVO. 

Segundo o cientista político Eduardo Grin, não é surpresa que candidatos vinculados a partidos ligados mais ao “centrão”, como PP e MDB, por exemplo, tenham mais êxito dentro dessas cidades, já que nesses municípios as economias são mais voltadas para o agronegócio e outras atividades empresariais, sobretudo do setor de Serviços. 

“Isso significa que esses partidos têm mais vínculo com o meio empresarial do que partidos de esquerda, que, historicamente, têm uma relação maior com movimentos sindicais e movimentos de trabalhadores. E esse tipo de discurso tem mais dificuldade de penetrar em cidades onde o eleitorado é mais vinculado às atividades econômicas e mais conservador”, destaca.  

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ELEIÇÕES 2024: Direita prevalece entre eleitores que declaram posicionamento político

Grin lembra, ainda, que, em relação à reeleição, a legislação prevê as mesmas regras para todos os cargos do Executivo, independentemente se da esfera Federal, estadual ou municipal. Nesse caso, o cargo não pode ser ocupado pela mesma pessoa por mais de dois mandatos seguidos. No entanto, não há impedimento para candidatura ao mesmo cargo por outras vezes, desde que não seja para mandatos consecutivos.

Confira a lista completa com candidatos à reeleição

  • SÃO LUÍS (MA) - Eduardo Braide (PSD)
  • SÃO JOSÉ DOS PINHAIS (PR) - Nina Singer (PSD)
  • CHAPECÓ (SC) - João Rodrigues (PSD)
  • RIO DE JANEIRO (RJ) - Eduardo Paes (PSD)
  • CANOAS (RS) - Jairo Jorgem (PSD)
  • BELO HORIZONTE (MG) - Fuad Noman (PSD)
  • UBERABA (MG) - Elisa Araújo (PSD)
  • BAURU (SP) - Suéllen Rosim (PSD)
  • SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (SP) - Anderson (PSD)
  • RIO BRANCO (AC) - Tião Bocalom (PL)
  • MACEIÓ (AL) - João Henrique Caldas (PL)
  • APARECIDA DE GOIÂNIA (GO) - Professor Alcides (PL)
  • CANAÃ DOS CARAJÁ (PA) - Jeová Andrade (PL)
  • JABOATÃO DOS GUARARAPES (PE) - Mano Medeiros (PL)
  • SÃO GONÇALO (RJ) - Capitão Nelson (PL)
  • IPATINGA (MG) - Gustavo Nunes (PL)
  • AMERICANA (SP) - Chico Sardelli (PL)
  • DOURADOS (MS) - Alan Guedes (PP)
  • CAMPO GARNDE (MS) - Adriane Lopes (PP)
  • CAMPOS DOS GOYTACAZES (RJ) - Wladimir Garotinho (PP)
  • JOÃO PESSOA (PB) - Cícero Lucena (PP)
  • PIRACICABA (SP) - Luciano Almeida (PP)
  • TAUBATÉ (SP) - José Saud (PP)
  • VOLTA REDONDA (RJ) - Neto (PP)
  • HORTOLÂNDIA (SP) - Zezé Gomes (REPUBLICANOS)
  • CAMPINAS (SP) - Dário Saadi (REPUBLICANOS)
  • SOROCABA (SP) - Rodrigo Manga (REPUBLICANOS)
  • VITÓRIA (ES) - Lorenzo Pazolini (REPUBLICANOS)
  • SANTOS (SP) - Rogério Santos (REPUBLICANOS)
  • SALVADOR (BA) - Bruno Reis (UNIÃO BRASIL)
  • CAMPINA GRANDE (PB) - Bruno Cunha Lima (UNIÃO BRASIL)
  • PONTA GROSSA (PR) - Elizabeth Schmidt (UNIÃO BRASIL)
  • VILA VELHA (ES) - Arnaldinho Borgo (PODE)
  • MOGI DAS CRUZES (SP) - Caio Cunha (PODE)
  • SÃO VICENTE (SP) - Kayo Amado (PODE)
  • CONTAGEM (MG) - Marília Campos (PT)
  • JUÍZ DE FORA (MG) - Margarida Salomão (PT)
  • DIADEMA (SP) - Filippi (PT)
  • BOA VISTA (RR) - Arthur Henrique (MDB)
  • PORTO ALEGRE 9RS) - Sebastião Melo (MDB)
  • GRAVATAÍ (RS) - Zaffa (PSDB)
  • CAXIAS DO SUL (RS) - Adiló (PSDB)
  • MANAUS (AM) - David Almeida (AVANTE)
  • FORTALEZA (CE) - José Sarto (PDT)
  • GOIÂNIA (GO) - Rogério Cruz (SOLIDARIEDADE)
  • BELÉM (PA) - Edmilson Rodrigues (PSOL)
  • RECIFE (PE) - João Campos (PSB)
  • JOINVILLE (SC) - Adriano Silva (NOVO)
     
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26/08/2024 03:00h

Pesquisa da CNM também revelou que os prefeitos acreditam que ações em redes sociais, apoio político de autoridades estaduais e federais e o contato direto com os eleitores são as estratégias mais eficazes para conquistar votos

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Pesquisa da Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta que mais de um terço dos prefeitos aptos à reeleição mudaram de partido para disputar as eleições municipais de 2024. Dos 2.753 prefeitos que podem concorrer, 34% (819) trocaram de sigla. O PSD lidera o ranking de novas filiações, com 126 prefeitos, seguido pelo MDB, com 53, e o Republicanos, com 40. 

Deividi Lira, especialista em marketing político e organização de campanha eleitoral, explica que essas trocas refletem estratégias para fortalecer as campanhas, destacando a importância das alianças locais e do suporte financeiro.

“Muitos prefeitos que buscam a reeleição, eles não foram para partidos ideológicos, como o PT e o PSOL, só que também não foram para o PL, que é um partido de extrema direita. Então, vemos que nesse cenário das eleições municipais não temos essa polarização que temos numa eleição majoritária, em uma eleição presidencial. Os outros partidos talvez ofereceram mais condições, mais vantagens e acabaram se tornando mais interessantes para esses prefeitos que buscam a reeleição.”

A pesquisa da CNM revelou que os prefeitos acreditam que ações em redes sociais (83%), apoio político de autoridades estaduais e federais (74,3%) e o contato direto com os eleitores (71,8%) são as estratégias mais eficazes para conquistar votos nas eleições municipais. Deividi Lira observa que a combinação de candidatos de partidos diferentes pode aumentar os recursos disponíveis para a campanha.

“Quando a gente fala das eleições municipais, nós analisamos também um cenário sobre vantagens de que quando um candidato a prefeito é de um partido e um candidato a vice-prefeito é de outro partido, o recurso partidário, o recurso que vem do partido, dos partidos neste caso, a soma acaba sendo maior. Então dá uma folga, dá um fôlego aí para se trabalhar durante a campanha eleitoral.”

Partidos com mais candidatos à reeleição
Quatro partidos concentram 58,7% dos prefeitos que pretendem concorrer à reeleição:

  • PSD: 20,4%
  • MDB: 15,1%
  • PP: 12,1%
  • União: 11,1%

O Centro-Oeste e o Norte se destacam com alta intenção de reeleição, com 91% e 98% dos prefeitos, respectivamente, afirmando que concorrerão novamente. No Sul, esse percentual é de apenas 80%, com o Rio Grande do Sul apresentando o menor número de prefeitos que pretendem disputar o pleito.

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