Eleições

30/10/2026 04:55h

Modelo defendido pelo sistema associativista combina a eleição de representantes por distritos com a distribuição proporcional de cadeiras entre partidos

Baixar áudio

A Câmara dos Deputados abriu frentes de debate para aprimorar o sistema eleitoral brasileiro, com foco no voto distrital misto por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). A iniciativa  prevê um período de transição para 2030 e vigência plena a partir das eleições de 2034. Segundo a presidência da Casa, o objetivo central das mudanças é garantir maior segurança jurídica, isonomia e respeito à escolha do eleitor.

Em entrevista coletiva, o deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB) afirmou que um bloco de partidos de centro se reuniu nesta quarta-feira (28) para discutir o assunto. Segundo ele, a partir das definições desse encontro, a intenção é ampliar o diálogo com as demais legendas, incluindo a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), o PSOL, o PL e o Novo, para discutir os encaminhamentos. 

“Nós caminharemos para fazer ainda esse ano uma discussão e possível votação na Câmara dos Deputados sobre a mudança do nosso sistema eleitoral, caminhando para o sistema distrital misto. A ideia é que façamos essa discussão em uma mudança para o ano de 2034, passando pela eleição de 2030 com o modelo de transição”, disse.

A discussão ganha força em meio ao histórico distanciamento entre a população e o Poder Legislativo. Um levantamento do Datafolha aponta que 67% dos brasileiros não se lembram em quem votaram para deputado federal nas eleições de 2022. Para senador e deputado estadual, o percentual de esquecimento chega a 66%. Essa desconexão é um dos principais argumentos que impulsionam a proposta em tramitação no Congresso.

O Projeto de Lei (PL) 9.212/2017 propõe mudanças no atual sistema de votação proporcional para cargos legislativos. A proposta aguarda parecer do relator na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados.

A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) avalia que o modelo pode aproximar os parlamentares da população, ampliar a diversidade na composição do Legislativo e estimular uma atuação mais responsável dos representantes. A entidade também aponta a possibilidade de redução dos custos das campanhas eleitorais.

Para o presidente da CACB, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais de São Paulo (FACESP), Alfredo Cotait Neto, o atual sistema proporcional contribui para o distanciamento entre eleitores e parlamentares.

“O voto distrital tem algumas vantagens. Aproxima o eleitor do seu representante e os distritos todos vão ter algum representante. O problema do voto proporcional é que faz com que muitas regiões do país fiquem sem representantes e algumas regiões com muitos representantes. Além disso, no voto proporcional, você acaba elegendo inúmeros deputados que não têm perfil nenhum”, afirma.

Como funciona o voto distrital misto

O voto distrital consiste em dividir uma unidade eleitoral em distritos, nos quais os candidatos disputam diretamente os votos dos eleitores daquela área. Em um modelo distrital puro, cada distrito elege um representante para o Legislativo.

A divisão pode considerar a distribuição do eleitorado e os limites territoriais, conforme as regras estabelecidas para o sistema.

Na prática, imagine um estado com direito a dez vagas na Câmara dos Deputados. Em um sistema distrital puro, o território seria dividido em dez distritos eleitorais, cada um responsável pela eleição de um deputado federal. Os candidatos disputariam os votos dos eleitores de seus respectivos distritos.

No modelo misto, parte das vagas seria preenchida por candidatos eleitos diretamente nos distritos, enquanto a outra parte seria distribuída proporcionalmente aos votos recebidos pelos partidos.

O PL 9.212/2017 prevê a adoção desse modelo para os cargos atualmente submetidos ao sistema proporcional: vereadores, deputados estaduais, deputados distritais e deputados federais.

Segundo o advogado e cientista político Valdir Pucci, a combinação dos dois sistemas permitiria preservar características do modelo proporcional, que favorece a representação de diferentes correntes políticas, e acrescentar a escolha direta de representantes por região.

“Vamos supor que tenhamos para o Distrito Federal a eleição de oito deputados federais para a Câmara dos Deputados. No sistema distrital misto, por exemplo, 50% das vagas seriam eleitas pelo sistema proporcional, que é um sistema que, em tese, seria mais favorável tanto a favorecer as maiorias, mas também dar espaço às minorias. É um voto mais ideológico. E os outros 50% das vagas seriam preenchidas por esse novo sistema distrital”, explica.

A proporção entre as vagas distritais e proporcionais depende do desenho previsto na legislação. A divisão não precisa ser necessariamente igualitária, podendo adotar outros percentuais, conforme as regras estabelecidas para o modelo.

Como funciona o atual sistema proporcional

Atualmente, além do sistema majoritário — aplicado nas eleições para senadores e chefes do Poder Executivo —, o Brasil adota o sistema proporcional nas eleições para câmaras municipais, assembleias legislativas estaduais, Câmara Legislativa do Distrito Federal e Câmara dos Deputados.

No sistema proporcional, a distribuição das vagas leva em consideração os votos recebidos pelos partidos e, conforme as regras eleitorais, pelos candidatos. Um dos principais mecanismos desse cálculo é o quociente eleitoral, obtido pela divisão do número de votos válidos pelo número de cadeiras em disputa.

Para a CACB, o modelo atual contribui para uma crise de representatividade, pois nem sempre o eleitor consegue estabelecer um vínculo direto com o parlamentar eleito, o que pode dificultar o acompanhamento de sua atuação e a cobrança por resultados.

Um dos episódios frequentemente citados no debate sobre o sistema proporcional é o do ex-deputado federal Enéas Carneiro. Nas eleições de 2002, ele recebeu cerca de 1,5 milhão de votos e contribuiu para a eleição de outros candidatos de seu partido, entre eles um que obteve apenas 275 votos.

O caso ilustra como a votação expressiva de um candidato pode contribuir para que outros nomes da mesma legenda conquistem cadeiras no Legislativo, conforme as regras de distribuição proporcional.

Para Cotait Neto, o sistema precisa ser revisto para fortalecer a relação entre representantes e sociedade. “Estamos comprometidos com o desenvolvimento de uma política que represente verdadeiramente os interesses da sociedade”, afirma.

Redução de custos de campanha

Outro argumento favorável ao voto distrital misto é a possibilidade de reduzir os gastos eleitorais. No sistema proporcional atual, candidatos a deputado estadual ou federal podem realizar campanhas em diferentes regiões de seus estados, o que amplia a área de atuação e pode elevar os custos com deslocamentos, equipes e divulgação.

No sistema distrital, a disputa direta ficaria concentrada em uma área geográfica menor. Com isso, os candidatos poderiam direcionar os recursos para um eleitorado mais delimitado, reduzindo a necessidade de campanhas com grande abrangência territorial.

A redução de custos, no entanto, dependeria de fatores como o tamanho dos distritos, as estratégias dos candidatos e as regras de financiamento eleitoral.

Listas partidárias

No modelo proposto, o eleitor teria dois votos: um para escolher o candidato de seu distrito e outro para votar em um partido. O primeiro definiria o representante eleito diretamente pela região; o segundo seria utilizado para calcular a distribuição proporcional das cadeiras entre as legendas.

Para essa segunda votação, os partidos apresentariam listas ordenadas de candidatos. A posição de cada nome na lista seria determinante para a ocupação das vagas conquistadas pela legenda na parcela proporcional.

Por exemplo, se um partido obtivesse votos suficientes para conquistar duas cadeiras destinadas às listas, seriam eleitos os dois primeiros nomes da relação, conforme as regras estabelecidas para o sistema. Se conquistasse três vagas, seriam contemplados os três primeiros, e assim sucessivamente.

O cientista político André César, sócio da Hold Assessoria Legislativa, aponta que esse mecanismo pode ampliar o poder das direções partidárias sobre a escolha dos parlamentares.

“Então isso é um problema, que oligarquiza os partidos; as elites partidárias saem na frente. Quem está no comando, que tem posição de mando mesmo nessas legendas, sai na frente”, avalia.
Nesse cenário, a transparência na elaboração das listas e os critérios para a escolha dos candidatos ganhariam importância no debate sobre a reforma.

Participação feminina

Entre as propostas defendidas pela CACB está a adoção de mecanismos para ampliar a participação feminina. A entidade sugere que, a cada três nomes nas listas partidárias, pelo menos uma posição seja destinada a uma mulher, com alternância na ordem de preferência para ampliar as oportunidades de eleição.

A confederação também defende critérios rigorosos para a composição das listas, de modo que a escolha dos candidatos considere sua representatividade e sua capacidade de atuação política, em vez de depender exclusivamente da popularidade nas redes sociais.

A proposta do voto distrital misto foi aprovada no Senado em 2017. A constitucionalidade do modelo também já foi reconhecida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A implantação desse sistema não exige mudança na Constituição, mas apenas uma lei complementar.

VEJA MAIS:

Copiar textoCopiar o texto
29/10/2026 04:20h

Levantamento da Opinião Inteligência Política mostra que presidente ganhou 10,3 milhões de votos no segundo turno, contra 3,7 milhões de Flávio Bolsonaro

Baixar áudio

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentrou 74% do crescimento líquido dos votos recebidos pelos dois candidatos que disputaram o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Segundo estudo divulgado pela Opinião Inteligência Política, Lula conquistou 10.376.694 votos a mais em relação ao primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registrou um aumento de 3.721.538 votos, equivalente a 26% do crescimento conjunto.

A análise, elaborada com base nos resultados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostra que os dois candidatos somaram 14.098.232 votos adicionais entre os turnos. Esse crescimento, segundo o estudo, corresponde exatamente à soma dos votos destinados aos candidatos eliminados na primeira etapa da eleição, da redução dos votos brancos e nulos e do aumento do comparecimento às urnas.

De acordo com a Opinião Inteligência Política, os números demonstram como as mudanças na participação do eleitorado contribuíram para o resultado final da disputa. O levantamento ressalta, porém, que os dados representam variações nos totais de votos e não permitem identificar individualmente a escolha de cada eleitor entre os dois turnos.

Lula ganhou mais de 10 milhões de votos no segundo turno

Segundo o estudo, Lula recebeu 53.879.538 votos no primeiro turno e chegou a 64.256.232 no segundo, quando foi reeleito presidente da República. O crescimento foi de aproximadamente 10,4 milhões de votos.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, passou de 56.104.503 votos para 59.826.041, um aumento de aproximadamente 3,7 milhões.

A diferença entre os ganhos dos dois candidatos, aponta a análise, mostra que Lula concentrou quase três quartos do crescimento líquido conjunto registrado na segunda etapa da eleição.

Queda da abstenção contribuiu para o aumento dos votos

A redução da abstenção foi um dos fatores que contribuíram para o crescimento do número de votos recebidos pelos candidatos no segundo turno.

De acordo com o levantamento, 33.469.244 eleitores deixaram de comparecer às urnas no primeiro turno. No segundo, esse número caiu para 30.509.005, uma diferença de 2.960.239 eleitores.

O estudo também identificou uma diminuição expressiva dos votos brancos e nulos

No primeiro turno, foram registrados 2.300.798 votos brancos e 3.674.249 nulos, totalizando 5.975.047. Já no segundo turno, os brancos caíram para 1.430.496 e os nulos para 2.723.305, somando 4.153.801.

Com isso, destaca o material, houve uma redução de 870.302 votos brancos e 950.944 votos nulos, o equivalente a 1.821.246 votos a menos nessas duas categorias.

Votos dos candidatos eliminados também entram na conta

Outro componente analisado pelo estudo é o total de 9.316.747 votos recebidos pelos candidatos que não avançaram ao segundo turno.

Ao considerar esse volume, o aumento líquido de 2.960.239 eleitores que compareceram às urnas e a redução de 1.821.246 votos brancos e nulos, chega-se a 14.098.232 votos.

O resultado, aponta o material, corresponde exatamente à soma dos votos adicionais recebidos por Lula e Flávio Bolsonaro.

Para realizar a comparação, a Opinião Inteligência Política utilizou a mesma base de seções eleitorais instaladas nos dois turnos, que reuniam 158.745.079 eleitores em cada votação.

O levantamento informa que o TSE também registrou 423 seções não instaladas, que não foram consideradas nessa base comparável.

Pesquisa apontava preferência por Flávio entre eleitores de outros candidatos

O estudo também analisou dados de uma pesquisa Datafolha divulgada em 17 de outubro, que investigou as intenções de voto no segundo turno entre eleitores que haviam escolhido Cury, Renan, Caiado e Zema na primeira etapa da disputa.

Segundo o levantamento, 46% desses entrevistados declararam intenção de votar em Flávio Bolsonaro, enquanto 27% indicaram preferência por Lula.

Outros 23% afirmaram que votariam em branco ou anulariam o voto, e 5% estavam indecisos. A soma chega a 101%, segundo o estudo, devido aos arredondamentos.

A pesquisa Datafolha foi realizada nos dias 13 e 14 de outubro, com 2.520 entrevistas presenciais em 153 municípios. O levantamento teve margem de erro de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e foi registrado no TSE sob o número BR-00466/2026.
 

Copiar textoCopiar o texto
27/10/2026 04:25h

Bahia, Pernambuco e São Paulo lideram a diminuição no número de eleitores ausentes. Em todo o país, a abstenção recuou 1,9 ponto percentual em relação ao primeiro turno

Baixar áudio

O segundo turno das eleições de 2026 registrou uma redução na abstenção eleitoral em relação ao primeiro turno. O percentual de eleitores que não compareceram às urnas caiu 1,9 ponto percentual, o que representa aproximadamente 3 milhões de eleitores a mais participando da votação. A queda foi registrada em 18 das 27 unidades da Federação, enquanto outras nove apresentaram aumento no índice de ausências.

Bahia, Pernambuco e São Paulo lideraram a queda da abstenção no país. A maior redução foi registrada na Bahia, com 3,26 pontos percentuais, seguida por Pernambuco, com 2,99 pontos, e São Paulo, com 2,73 pontos percentuais.

Além desses três estados, a abstenção também diminuiu em Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe.

Por outro lado, nove estados tiveram aumento no percentual de eleitores que deixaram de votar: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Queda histórica supera resultado de 2022

A redução da abstenção em 2026 superou o recorde registrado nas eleições presidenciais de 2022. Naquele ano, o percentual de eleitores ausentes foi menor no segundo turno do que no primeiro, com queda de 0,5 ponto percentual.

Até então, em todas as eleições presidenciais que tiveram segundo turno, a abstenção havia aumentado na votação decisiva.

Em 2026, a queda de 1,9 ponto percentual foi quase quatro vezes maior que a registrada quatro anos antes, consolidando um novo recorde de redução das ausências entre os dois turnos.

Nordeste concentra as maiores quedas de abstenção

O Nordeste se destacou na redução da abstenção eleitoral. Além de Bahia e Pernambuco, que lideraram o ranking nacional, outros cinco estados da região tiveram maior comparecimento às urnas no segundo turno.

As quedas foram registradas no Rio Grande do Norte (2,32 pontos percentuais), na Paraíba (1,84), no Ceará (1,63), em Sergipe (1,59) e em Alagoas (0,55). Maranhão e Piauí foram as únicas exceções na região, com aumento da abstenção de 0,63 e 0,04 ponto percentual, respectivamente.

No Sudeste, os quatro estados registraram queda. São Paulo apresentou a maior redução, de 2,73 pontos percentuais, seguido por Minas Gerais (2,48), Espírito Santo (1,9) e Rio de Janeiro (1,7).

O mesmo ocorreu no Sul, onde todos os estados tiveram maior participação dos eleitores. O Paraná liderou a queda na região, com 2,53 pontos percentuais, seguido pelo Rio Grande do Sul (2,19) e por Santa Catarina (1,99).

No Centro-Oeste, a abstenção também diminuiu em todas as unidades da Federação. Mato Grosso do Sul registrou a maior redução, de 2,63 pontos percentuais. Na sequência aparecem o Distrito Federal (1,6), Goiás (1,49) e Mato Grosso (1,25).

Norte registra aumento da abstenção em todos os estados

Na contramão das demais regiões, o Norte registrou aumento da abstenção em todos os sete estados.

O Amapá apresentou a maior alta do país, de 8,06 pontos percentuais, seguido por Roraima (6,03) e Acre (5,65). Também houve crescimento das ausências no Amazonas (1,51), Pará (1,22), Tocantins (0,89) e Rondônia (0,21).

Apesar das diferenças regionais, o resultado nacional mostra que mais brasileiros compareceram às urnas no segundo turno de 2026, em um movimento que contrariou o padrão histórico de aumento da abstenção na votação decisiva.
 

Copiar textoCopiar o texto
25/10/2026 23:30h

Candidata recebeu 57,2% dos votos válidos contra 42,8% de Leandro Grass (PT)

Baixar áudio

A candidata Celina Leão (PP) foi reeleita governadora do Distrito Federal no segundo turno das eleições, realizado neste domingo (25). Com 987.142 votos, ela obteve 57,18% dos votos válidos e garantiu mais quatro anos à frente do estado.

O candidato Leandro Grass (PT) ficou em segundo lugar, com 739.130 votos, o que corresponde a 42,82% dos votos válidos.

No segundo turno, foram registrados 55.771 votos brancos (3,01%) e 72.280 votos nulos (3,9%). A abstenção foi de 389.853 eleitores, o equivalente a 17,37% do eleitorado apto a votar no estado.

Natural de Goiânia (GO), Celina Leão tem 49 anos e é a atual governadora do Distrito Federal. Assumiu definitivamente o cargo após a renúncia de Ibaneis Rocha. Antes disso, foi deputada distrital e deputada federal.

Com informações da Agência Brasil.

Primeiro Turno

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Celina recebeu 825.530 votos, o equivalente a 49,93% dos votos válidos. Grass obteve 569.930 votos, ou 34,47% dos votos válidos.

Como nenhum candidato alcançou a maioria absoluta dos votos válidos, ou seja, mais de 50%, desconsiderados os brancos e nulos, o estado foi um dos 6 que a definição para o governo ficou para o segundo turno.

Copiar textoCopiar o texto
25/10/2026 23:00h

Candidato recebeu 50,8% dos votos válidos contra 49,2% de Allyson Bezerra (União)

Baixar áudio

O candidato Cadu de Lula (PT) foi eleito governador do Rio Grande do Norte no segundo turno das eleições, realizado neste domingo (25). Com mais de 99,9% das urnas apuradas até o momento, o petista obteve 1.072.217 votos, 50,8% dos votos válidos e comandará o estado a partir de 1º de janeiro de 2027.

O candidato Allyson Bezerra (União) foi derrotado com 1.039.489 votos, o que corresponde a 49,2% dos votos válidos.

No segundo turno, foram registrados 35,8 mil votos brancos (1,6%) e 80,1 mil votos nulos 3,6%. A abstenção foi de 426,5 mil eleitores, o equivalente a 16% do eleitorado apto a votar no estado.

Primeiro Turno

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Allyson terminou na frente com  733.809 votos, o equivalente a 36,94% dos votos válidos. Cadu de Lula obteve 718.300 votos, ou 36,16% dos válidos.

Como nenhum candidato alcançou a maioria absoluta dos votos válidos, ou seja, mais de 50%, desconsiderados os brancos e nulos, o estado foi um dos 6 que a definição para o governo ficou para o segundo turno.

Carlos Eduardo Xavier é auditor fiscal de carreira e foi secretário estadual da Fazenda no governo de Fátima Bezerra (PT-RN). Aos 48 anos, disputou pela primeira vez um cargo eletivo.

Com informações da Agência Brasil

Copiar textoCopiar o texto
25/10/2026 22:22h

Ex-prefeito de Vitória recebeu 52,2% dos votos válidos contra 47,8 do atual governador Ricardo Ferraço (MDB)

Baixar áudio

O ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), foi eleito governador do Espírito Santo no segundo turno das eleições, realizado neste domingo (25). Com 1.151.621 votos, ele obteve 52,2% dos votos válidos e comandará o estado a partir de 1º de janeiro de 2027.

Ricardo Ferraço (MDB), atual governador, foi derrotado com 1.056.026 votos, o que corresponde a 47,83% dos válidos.

No segundo turno, foram registrados 64,9 mil votos brancos (2,7%) e 132,8 mil votos nulos (5,5%). A abstenção foi de 581,9 mil eleitores, o equivalente a 19,5% do eleitorado apto a votar no estado.

Natural da capital capixaba, tem 44 anos, já foi deputado estadual e é delegado de polícia.

Primeiro Turno

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Pazolini terminou na frente com 1.048.633 votos, o equivalente a 49,65% dos votos válidos. Ferraço obteve 719.397 votos, ou 34,06% dos válidos.

Como nenhum candidato alcançou a maioria absoluta dos votos válidos, ou seja, mais de 50%, desconsiderados os brancos e nulos, o estado foi um dos 6 que a definição para o governo ficou para o segundo turno.

Com informações da Agência Brasil

Copiar textoCopiar o texto
25/10/2026 22:00h

Candidato recebeu 64,5% dos votos válidos contra 35,5% da senadora Professora Dorinha (União)

Baixar áudio

O candidato Vicentinho Júnior (PSDB) foi eleito governador do Tocantins no segundo turno das eleições, realizado neste domingo (25). Com 562.083 votos, ele obteve 64,52% dos votos válidos e comandará o estado a partir de 1º de janeiro de 2027.

A senadora Professora Dorinha (União Brasil) ficou em segundo lugar, com 309.076 votos, o que corresponde a 35,48% dos votos válidos.

No segundo turno, foram registrados 20.323 votos brancos (2,13%) e 61.903 votos nulos (6,49%). A abstenção foi de 227.081 eleitores, o equivalente a 19,24% do eleitorado apto a votar no estado.

Vicentinho Júnior exerce o terceiro mandato como deputado federal pelo Tocantins. Empresário, já atuou como secretário estadual no governo de Wanderley Barbosa, que comanda o estado atualmente. Tem 41 anos e é natural de Goiânia (GO).

Primeiro Turno

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Dorinha terminou na frente com  386.260 votos, o equivalente a 45,53% dos votos válidos. Vicentinho obteve 372.848 votos, ou 43,94% dos votos válidos.

Como nenhum candidato alcançou a maioria absoluta dos votos válidos, ou seja, mais de 50%, desconsiderados os brancos e nulos, o estado foi um dos 6 que a definição para o governo ficou para o segundo turno.

Com informações da Agência Brasil

Copiar textoCopiar o texto
25/10/2026 20:30h

Senador recebeu 61,4% dos votos válidos contra 38,6% da Professora Maria do Carmo (PL)

Baixar áudio

O senador Omar Aziz (PSD) foi eleito governador do Amazonas no segundo turno das eleições, realizado neste domingo (25). Com mais de 99,8% das urnas apuradas até o momento, ele obteve 1.272.169 votos, 61,41% dos votos válidos e comandará o estado a partir de 1º de janeiro de 2027.

A candidata Professora Maria do Carmo (PL) ficou em segundo lugar, com 799.649 votos, o que corresponde a 38,59% dos votos válidos.

No segundo turno, foram registrados 39,6 mil votos brancos (1,8%) e 75,9 mil votos nulos (3,5%). A abstenção foi de 605,3 mil eleitores, o equivalente a 21,7% do eleitorado apto a votar no estado.

Natural de Garça (SP), Omar Aziz tem 68 anos e é engenheiro civil. Atual senador pelo Amazonas, Aziz já foi deputado estadual, vice-prefeito de Manaus, vice-governador e governador do estado. Está no segundo mandato no Senado.

Primeiro Turno

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Aziz terminou na frente com 841.846 votos, o equivalente a 40,63% dos votos válidos. Do Carmo obteve 507.335 votos, ou 24,49% dos votos válidos.

Como nenhum candidato alcançou a maioria absoluta dos votos válidos, ou seja, mais de 50%, desconsiderados os brancos e nulos, o estado foi um dos 6 que a definição para o governo ficou para o segundo turno.

Com informações da Agência Brasil.

Copiar textoCopiar o texto
25/10/2026 20:00h

Candidata recebeu 66,2% dos votos válidos contra 33,8% do senador Alan Rick (Republicanos)

Baixar áudio

A candidata Mailza Assis (PP) foi reeleita governadora do Acre no segundo turno das eleições, realizado neste domingo (25). Com 272.635 votos, ele obteve 66,21% dos votos válidos e garantiu mais quatro anos à frente do estado.

O senador Alan Rick (Republicanos) acabou vencido, com 139.108 votos, o que corresponde a 33,79% dos votos válidos.

No segundo turno, foram registrados 11.979 votos brancos (2,64%) e 29.612 votos nulos (6,53%). A abstenção foi de 160.002 eleitores, o equivalente a 26,09% do eleitorado apto a votar no estado.

A governadora reeleita Mailza Assis é natural de Mundo Novo (MS) e tem 49 anos. Chegou ao cargo em abril deste ano, após a renúncia de Gladson Cameli, de quem era vice. 

Foi eleita em 2014 para o Senado como primeira suplente na chapa de Cameli e assumiu como titular do mandato em 2018. Em 2022, foi eleita vice-governadora na chapa de Cameli e assumiu o governo em abril, com a renúncia do governador para concorrer ao Senado. 

Com informações da Agência Brasil

Primeiro Turno

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Mailza recebeu 218.760 votos, o equivalente a 49,76% dos votos válidos. Rick terminou com 141.859 votos, 32,27% dos válidos.

Como nenhum candidato alcançou a maioria absoluta dos votos válidos, ou seja, mais de 50%, desconsiderados os brancos e nulos, o estado foi um dos 6 que a definição para o governo ficou para o segundo turno.

Copiar textoCopiar o texto
25/10/2026 04:00h

Consulta ao local de votação, uso da biometria, colinha eleitoral e prazos para justificar a ausência estão entre as informações importantes para os eleitores

Baixar áudio

Neste domingo (25), milhões de brasileiros vão às urnas para escolher o próximo presidente da República. A disputa é entre o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), com o número 22, e o atual presidente, que disputa à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Luiz Inácio Lula da Silva, com o número 13.

Além da eleição presidencial, os eleitores do Acre, Amazonas, Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Tocantins também votarão para governador. Nessas unidades da Federação, a votação será realizada primeiro para o cargo de governador e, em seguida, para presidente. Em cada etapa, o eleitor deverá digitar dois números na urna eletrônica.

Confira os candidatos ao governo de cada unidade federativa:

  • Acre: Mailza Assis (PP-11) e Alan Rick (Republicanos-10);
  • Amazonas: Omar Aziz (PSD-55) e Professora Maria do Carmo (PL-22);
  • Distrito Federal: Celina Leão (PP-11) e Leandro Grass (PT-13);
  • Rio Grande do Norte: Allyson (União-44) e Cadu de Lula (PT-13);
  • Espírito Santo: Lorenzo Pazolini (Republicanos-10) e Ricardo Ferraço (MDB-15);
  • Tocantins: Professora Dorinha (União-44) e Vicentinho Júnior (PSDB-45).

Horário e local de votação

A votação ocorre das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, inclusive nos municípios que seguem fusos horários diferentes.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recomenda que os eleitores consultem antecipadamente o local de votação, mesmo aqueles que compareceram às urnas no primeiro turno e pretendem votar no mesmo endereço.

Até 16 de outubro, 4.352 seções eleitorais em todo o país haviam passado por alterações de local de votação, o equivalente a 0,87% do total. Segundo a Justiça Eleitoral, as mudanças podem afetar cerca de 590 mil eleitores.

Entre os motivos estão reformas, problemas de infraestrutura, danos causados por chuvas e ventos e a necessidade de adequações de acessibilidade.

A consulta pode ser feita gratuitamente por três canais: o aplicativo e-Título, na opção “Onde votar”; o Autoatendimento Eleitoral, disponível nos portais da Justiça Eleitoral; e o ChatVote, assistente virtual do TSE, acessível pelo portal do tribunal.

Quem pode votar e como justificar a ausência

Segundo o TSE, 158.745.463 eleitoras e eleitores estão aptos a votar no segundo turno para presidente da República. Nas seis unidades federativas com disputa para governador, o eleitorado apto a participar dessa votação soma 12.502.051 pessoas.

Quem não compareceu às urnas no primeiro turno também pode votar no segundo, desde que o título eleitoral não esteja cancelado ou suspenso. Isso porque cada turno é considerado uma eleição independente. No entanto, a ausência na primeira etapa continua sujeita à justificativa ou ao pagamento de multa, conforme as regras aplicáveis.

No primeiro turno das Eleições 2026, 33.468.233 eleitores não compareceram às urnas, o equivalente a cerca de 21% do eleitorado apto, segundo o TSE.

O prazo para justificar a ausência no primeiro turno termina em 3 de dezembro de 2026. Já quem deixar de votar no segundo turno terá até 8 de janeiro de 2027 para apresentar a justificativa.

O procedimento pode ser realizado pelo aplicativo e-Título, pelo Autoatendimento Eleitoral ou presencialmente, em um cartório eleitoral. Após a eleição, o pedido deve ser acompanhado de documentos que comprovem o motivo da ausência e será analisado pela Justiça Eleitoral.

Biometria: cadastro não é obrigatório para votar

Do total de eleitores aptos a votar, 89% têm a biometria cadastrada. Segundo o TSE, porém, o registro biométrico não é obrigatório para exercer o direito ao voto, desde que a inscrição eleitoral esteja regular e a identidade seja confirmada de acordo com os procedimentos da Justiça Eleitoral.

Nas seções eleitorais equipadas com leitores biométricos, existem procedimentos alternativos de identificação para quem não cadastrou as digitais ou enfrenta dificuldades no reconhecimento biométrico. Nesses casos, é necessário apresentar um documento oficial de identificação com foto.

Colinha eleitoral

Mesmo com um número reduzido de escolhas, a Justiça Eleitoral recomenda que os eleitores levem a chamada colinha eleitoral, uma anotação em papel com os números dos candidatos escolhidos.

O recurso ajuda a lembrar a sequência de votação e facilita o preenchimento dos votos na urna eletrônica.

É importante lembrar que o uso de celulares e de outros aparelhos eletrônicos é proibido na cabine de votação. Por isso, os números dos candidatos devem ser anotados previamente em papel.

VEJA MAIS:

Copiar textoCopiar o texto