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Baixar áudioCidades menores, do interior e menos urbanizadas concentram os maiores níveis de participação partidário-eleitoral no Brasil. É o que mostra o Índice da Participação Partidário-Eleitoral nos Municípios Brasileiros (IPar-Eleitoral), divulgado pelo Observatório Participa, projeto de extensão e difusão científica do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) Participa.
Elaborado com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) referentes a 2024, o IPar-Eleitoral reúne três formas distintas de participação cívica: o comparecimento às urnas, o alistamento eleitoral voluntário de jovens de 16 e 17 anos e a filiação partidária.
Segundo a pesquisa, na maioria dos municípios brasileiros, entre 80% e 90% do eleitorado comparecem às urnas. A filiação partidária representa, em geral, de 10% a 20% do eleitorado, enquanto o alistamento voluntário de jovens de 16 e 17 anos varia entre 5% e 15% da população nessa faixa etária.
O estudo também mostra que municípios mais populosos e urbanizados tendem a registrar, proporcionalmente, menores níveis de participação partidário-eleitoral. Em Oliveira de Fátima (TO), município com 1.164 habitantes, segundo o IBGE, o IPar-Eleitoral atingiu a pontuação máxima de 100 pontos. Grupiara (MG), com 1.392 habitantes, registrou 97,7 pontos.
Na outra ponta do ranking estão as duas cidades mais populosas do país. São Paulo alcançou 10,6 pontos no índice, enquanto o Rio de Janeiro registrou 6,0.
A análise regional mostra ainda que o Norte apresenta a maior média de participação partidário-eleitoral do país. Já os estados da Região Sudeste registram índices consideravelmente inferiores à média nacional.
“Esse resultado mostra que o peso das regiões na dinâmica eleitoral não se define apenas pelo tamanho dos seus eleitorados. Afinal, a intensidade e a disposição da população em participar também importam para os próprios resultados eleitorais”, destaca Carla Almeida, professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e uma das coordenadoras do Observatório Participa, responsável pelo IPar-Eleitoral.
Segundo Carla Almeida, apesar de o índice apontar uma maior participação partidário-eleitoral em municípios de menor porte, ainda são necessárias novas pesquisas para explicar as razões desse comportamento.
“Nós encontramos na literatura especializada argumentos que defendem que, em municípios menores, a participação tende a ser mais intensa, porque a política é mais próxima dos cidadãos e cidadãs. Essa proximidade favoreceria o engajamento. Por outro lado, ela também tornaria esse engajamento mais esperado, já que, nesses contextos, as escolhas e os comportamentos políticos individuais adquirem maior visibilidade e, inclusive, maior cobrança”, afirma.
Carla Almeida ressalta que o IPar-Eleitoral não pretende medir todas as formas de participação política nem avaliar a qualidade da democracia brasileira. O objetivo é oferecer uma medida comparável sobre a relação da população com as instituições eleitorais e partidárias em cada município do país.
“A qualidade do índice é justamente essa: apresentar esse diagnóstico, possibilitar conhecer melhor a realidade brasileira e, com isso, permitir com que a gente elabore perguntas mais qualificadas com essa fundamentação empírica, além de poder subsidiar ações para aprimorar a participação política.”
Os resultados do IPar-Eleitoral estão disponíveis para consulta pública, município por município, no site do INCT Participa.
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Copiar o textoPesquisa BTG/Nexus mostra ampla vantagem de Lula no Nordeste e de Flávio no Sul
Baixar áudioAs regiões Nordeste e Sul apresentam cenários opostos na disputa pela Presidência da República nas eleições de 2026, segundo a edição mais recente da Pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta terça-feira (8). Enquanto Lula (PT) lidera com ampla vantagem no Nordeste, Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente no Sul. No Sudeste, o pleito está mais equilibrado.
No Nordeste, Lula mantém a liderança no primeiro turno, com 54% das intenções de voto, ante 23% de Flávio Bolsonaro. Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro lugar, com 11%, enquanto os demais candidatos não ultrapassam 4%.
Em um eventual segundo turno, Lula também vence na região, com 59% das intenções de voto, contra 32% de Flávio.
O Nordeste concentra os indicadores mais favoráveis ao governo federal. De acordo com a pesquisa, 60% dos entrevistados aprovam a gestão de Lula. Na avaliação do governo, 49% consideram a administração ótima ou boa, 18% a classificam como regular e 33% como ruim ou péssima.
A região também registra a maior proporção de eleitores que se declaram “lulistas convictos”, com 35%, e a menor taxa de rejeição ao atual presidente, de 31%.
Em sentido oposto ao Nordeste, o Sul é a região onde Flávio Bolsonaro apresenta a maior vantagem sobre Lula no primeiro turno. O candidato do PL reúne 50% das intenções de voto, contra 22% do petista. Os demais candidatos não ultrapassam 8%.
No segundo turno, Flávio amplia a vantagem e alcança 65% das intenções de voto, enquanto Lula registra 26%.
O Sul também concentra os indicadores mais negativos para o governo federal. A desaprovação à gestão chega a 72%, e 68% dos entrevistados classificam o governo como ruim ou péssimo.
A região apresenta ainda a maior proporção de eleitores que se declaram “bolsonaristas convictos”, com 34%, além da menor taxa de rejeição ao bolsonarismo, de 30%.
No Sudeste, a disputa aparece mais equilibrada. No primeiro turno, Lula registra 39% das intenções de voto, quatro pontos percentuais à frente de Flávio Bolsonaro, que soma 35%. Augusto Cury aparece em terceiro, com 9%, enquanto os demais candidatos não ultrapassam 4%.
Em um eventual segundo turno, a diferença entre os dois é ainda menor. Lula tem 45% das intenções de voto, contra 44% de Flávio Bolsonaro, configurando empate técnico dentro da margem de erro.
Na avaliação do governo federal, a desaprovação supera a aprovação na região: 43% dos entrevistados aprovam a gestão, enquanto 52% a desaprovam. Na avaliação qualitativa, 33% consideram o governo ótimo ou bom, e 47%, ruim ou péssimo.
O Sudeste também reflete a polarização do cenário nacional. Entre os entrevistados, 25% se declaram “lulistas convictos”, enquanto 27% se identificam como “bolsonaristas convictos”.
No bloco formado por Norte e Centro-Oeste, Flávio Bolsonaro lidera o primeiro turno, com 42% das intenções de voto, contra 31% de Lula.
É também a única região em que Ronaldo Caiado (PSD) aparece na terceira posição, com 9%, à frente de Augusto Cury, que registra 7%.
Em um eventual segundo turno, Flávio amplia a vantagem para 53%, enquanto Lula chega a 38%.
Na avaliação do governo, 45% dos entrevistados aprovam a gestão, contra 51% que a desaprovam. Além disso, 33% classificam o governo Lula como ótimo ou bom, enquanto 46% o consideram ruim ou péssimo.
No cenário nacional para o primeiro turno, Lula lidera com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 35%. Em comparação com a rodada anterior, Lula manteve o mesmo percentual, enquanto Flávio avançou dois pontos.
Augusto Cury aparece em terceiro lugar, com 9%, seguido por Ronaldo Caiado e Renan Santos (Missão), ambos com 4%. Romeu Zema (NOVO) registra 1%.
Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o cenário permanece tecnicamente empatado, mas com inversão na liderança. Flávio aparece com 46% das intenções de voto, contra 45% de Lula.
Em relação à rodada anterior, Flávio Bolsonaro avançou um ponto percentual, enquanto Lula recuou de 46% para 45%.
A Pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.002 eleitores entre os dias 4 e 7 de setembro de 2026. A amostra foi composta por 42% de entrevistados do Sudeste, 28% do Nordeste, 16% do Norte/Centro-Oeste e 14% do Sul. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06790/2026.
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Baixar áudioManifestações de grupos de direita e de esquerda movimentaram diferentes cidades brasileiras nesta segunda-feira (7), durante o feriado de 7 de Setembro. Os atos ocorreram em todas as regiões do país e tiveram pautas distintas, com críticas ao governo Lula e ao Supremo Tribunal Federal (STF) entre os grupos de oposição e reivindicações sociais e trabalhistas entre os movimentos ligados à esquerda.
No campo da direita, estavam previstos atos em pelo menos 15 municípios. As principais críticas foram dirigidas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro do STF Alexandre de Moraes.
A maior mobilização ocorreu em São Paulo, na Avenida Paulista, onde o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), participou de um ato ao lado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A manifestação teve como um dos principais motes as críticas a Lula e a Moraes. Conforme estimativa do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e da More in Common , o ato na paulista reuniu cerca de 28,5 mil pessoas.
Flávio iniciou o discurso com o grito de “Fora Lula e fora Moraes”, mantendo uma das principais bandeiras da direita no Brasil. Durante a fala, o senador também afirmou que pretende retirar Alexandre de Moraes do cargo. "Aquela laranja podre não pode contaminar toda a Corte. O Supremo não é Alexandre de Moraes, o Judiciário não é Alexandre de Moraes”, disse.
Os protestos ganharam força após a quebra do sigilo e a divulgação de mensagens atribuídas ao ministro e a Daniel Vorcaro. Durante os atos, manifestantes também demonstraram apoio a André Mendonça, que o grupo considera uma voz de contraponto às decisões recentes do Supremo.
A Polícia Militar reforçou o policiamento na Avenida Paulista durante as manifestações. Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira, não houve registro de incidentes graves, até o fechamento desta reportagem.
Um dos episódios ocorreu na esquina da Rua Peixoto Gomide com a Alameda Santos. Segundo informações publicadas pelo Estadão, um grupo tentou entrar em uma área destinada a manifestantes de outra orientação política. A PM e a Guarda Civil Metropolitana atuaram para separar os grupos.
Vídeos publicados nas redes sociais mostram o momento do confronto e o uso de bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes.
São Paulo também recebeu manifestações de outros candidatos à Presidência. Renan Santos, do Missão, participou de um ato no Obelisco do Ibirapuera. Romeu Zema, do Novo, esteve em uma caminhada pela Avenida Paulista durante a manhã. As duas manifestações tiveram críticas ao STF e a ministros da Corte.
Na ocasião, Renan Santos discursou em tom crítico contra às elites. Para ele, a classe deixa o país "destruído" e se conforma com a corrupção e a violência urbana.
"A nossa elite é um lixo. As pessoas que comandam as posições de poder no Brasil merecem o lixo que se tornou o nosso país. Elas são corresponsáveis por isso. Elas são o fracasso", pontuou.
Já Romeu Zema prometeu acabar com as decisões monocráticas do STF, ou seja, que são tomadas individualmente por um ministro, sem análise do plenário ou de uma das turmas do Supremo.
“Quero também acabar com as decisões monocráticas. Vamos ter que debater: a assinatura de um ministro do Supremo valer mais do que a de 50 senadores ou de 400 deputados? Será que isso é democracia ou é outra coisa?”, questionou.
Ronaldo Caiado (PSD) passou o feriado em Goiás. Pela manhã, o candidato acompanhou o desfile cívico realizado na Avenida Tocantins, no centro de Goiânia.
Durante a agenda, Caiado fez críticas à política de segurança pública do atual governo e afirmou que Lula “entregou” o país ao crime organizado. “Como é que o presidente Lula vai defender a soberania, se ele entregou [o país] às facções criminosas?”, declarou.
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No Rio de Janeiro, Augusto Cury (Avante) participou de uma caminhada em Copacabana. O grupo saiu do Posto 6 e seguiu pela orla até o Posto 5, onde o candidato fez um discurso. A campanha apresentou o ato como uma defesa da pacificação e de uma alternativa à polarização política.
À imprensa, Cury defendeu "transparência" e "independência" na Suprema Corte. Na ocasião, ele afirmou que toda investigação deve ser realizada, "doa a quem doer".
"Todo funcionário público, eleito ou não, tem um patrão: o contribuínte. E ele quer satisfação. No STF ninguém deve ser poupado. Tem que ser investigado e, se não for provado nenhuma culpa estão livres. Mas, se tiver, tem que haver condenação", disse.
Em Brasília, dois atos organizados por grupos de oposição ocorreram paralelamente ao desfile de 7 de Setembro. Os manifestantes pediram a saída de Lula e de Alexandre de Moraes e criticaram o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), por não pautar um pedido de impeachment contra o ministro do STF.
Um dos protestos ocorreu em frente ao prédio do Banco Central e o outro no estacionamento da Funarte. A manifestação foi convocada pelo Novo e contou com a presença de candidatos da sigla ao Senado, entre outras figuras políticas. O PL também organizou um dos movimentos.
Além de São Paulo, Brasília, Goiânia e Rio de Janeiro, manifestações de oposição ao governo foram registradas ou previstas em cidades como Recife (PE), Salvador (BA), Maceió (AL), Ilhéus (BA), Natal (RN), Teresina (PI), João Pessoa (PB), Belo Horizonte (MG), Volta Redonda (RJ), Ibirama (SC) e Porto Alegre (RS).
Movimentos ligados à esquerda também organizaram manifestações em diferentes estados. Em São Paulo, a principal concentração ocorreu na Praça da Sé.
Entre as pautas defendidas pelos manifestantes estavam o fim da escala de trabalho 6x1, a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), investimentos em educação pública de qualidade, o combate ao feminicídio e a outras formas de violência contra as mulheres, além do enfrentamento ao racismo e à LGBTfobia.
O Grito dos Excluídos e Excluídas também promoveu mobilizações em cidades de diferentes regiões do país. Entre as capitais com atividades estavam Maceió (AL), Recife (PE), Aracaju (SE), Fortaleza (CE), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Porto Velho (RO), Goiânia (GO), Brasília (DF), Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS). O movimento informou que a edição de 2026 reúne ações em todas as regiões do país.
O tema permanente do Grito dos Excluídos e Excluídas é “Vida em Primeiro Lugar!”. Em 2026, o lema adotado pelo movimento é “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”.
As manifestações deste ano abordam temas como moradia, trabalho, saúde, educação, combate ao feminicídio e defesa da soberania, além de críticas à desigualdade social e à violência contra as mulheres.
Enquanto manifestações políticas eram realizadas em diferentes cidades, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do desfile cívico-militar de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
Lula chegou à tribuna de autoridades acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Também participaram da cerimônia o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin; o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP); e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Em pronunciamento oficial alusivo ao Dia da Independência do Brasil, Lula destacou a importância da soberania nacional e a autonomia do país em suas relações internacionais. O presidente também reforçou a relevância da gestão das riquezas naturais.
"Não somos colônia e não seremos colônia de ninguém. Nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar e para quem podemos vender. Somos um país soberano e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém", enfatizou.
A primeira-dama, Janja da Silva, também acompanhou o presidente durante o evento, assim como ministros e outros integrantes do governo.
O desfile começou pouco depois das 9h e teve como eixos temáticos a soberania nacional, o enfrentamento à violência contra as mulheres e a Copa do Mundo Feminina de 2027.
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Baixar áudioO Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu os critérios para caracterizar um conteúdo como deepfake nas Eleições 2026. Pela tese, para ser enquadrado como deepfake, o conteúdo gerado ou manipulado por inteligência artificial (IA) deve ter realismo ou verossimilhança e alterar imagem, voz ou manifestação de pessoa viva, falecida ou fictícia.
A decisão, tomada por maioria no dia 1º de setembro por 5 votos a 2, deve orientar o julgamento de casos semelhantes pela Justiça Eleitoral.
A Corte também estabeleceu uma condição para a aplicação da proibição do uso de deepfake nas eleições: o conteúdo precisa ser caracterizado como propaganda eleitoral.
Deepfake é um conteúdo sintético produzido ou manipulado por IA, usado para criar ou alterar vídeos, áudios e imagens de maneira realista.
No caso analisado, o TSE negou um pedido da Federação Brasil da Esperança (FE Brasil) para retirar do ar e proibir a veiculação do vídeo de um deepfake de Jair Bolsonaro declarando apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
A FE Brasil é formada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido Verde (PV).
O vídeo em questão recriou, com inteligência artificial, a imagem e a voz do ex-presidente Jair Bolsonaro e foi reproduzido durante a convenção partidária do Partido Liberal (PL), realizada em 25 de julho.
A partir do entendimento, o TSE rejeitou o pedido de retirada do vídeo e de aplicação de multa, por 4 votos a 3.
No julgamento, o relator, ministro Kassio Nunes Marques, considerou que o vídeo foi apresentado durante uma convenção partidária, destinada às deliberações internas da legenda, e que não houve pedido explícito de voto. Ele destacou, ainda, que a manifestação não configurou propaganda eleitoral antecipada.
Para o Colegiado, a transmissão do evento pela internet também não transforma automaticamente uma manifestação de apoio político em propaganda eleitoral antecipada.
A Corte destacou que, nesses casos, é necessário analisar o conteúdo da mensagem, a linguagem utilizada, os destinatários e o contexto em que o material foi produzido e divulgado.
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Baixar áudioOs eleitores podem ajudar a fiscalizar as Eleições 2026 e denunciar possíveis irregularidades durante a campanha. O Manual do Eleitor, divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), destaca mecanismos para contribuir com a fiscalização do pleito, como uso do aplicativo Pardal para comunicar casos como compra de votos, uso da máquina pública e propaganda irregular.
No documento, o TSE afirma que a participação do eleitor não termina no momento do voto. A orientação é de que qualquer cidadã ou cidadão possa ajudar a fiscalizar o processo eleitoral e comunicar possíveis irregularidades.
O aplicativo Pardal é uma das ferramentas disponíveis para denúncias. De forma gratuita e pelo celular, é possível informar situações relacionadas à compra de votos, ao uso da máquina pública e à propaganda irregular.
O app da Justiça Eleitoral está disponível para smartphones e tablets nas plataformas Google Play e App Store.
Para registrar uma denúncia, o cidadão deve se identificar por meio do e-Título ou da plataforma Gov.br. O sigilo é garantido acerca da identidade do denunciante.
Ao realizar a denúncia é possível anexar fotos, vídeos, áudios ou endereços eletrônicos relacionados à suposta irregularidade.
A fiscalização pode ir além da propaganda eleitoral irregular e os eleitores também podem acompanhar as prestações de contas de candidatos pelo sistema DivulgaCand, da Justiça Eleitoral. A ferramenta permite consultar informações sobre as contas das candidaturas.
Outra possibilidade é denunciar conteúdos que possam desequilibrar as eleições. Segundo o manual, fatos inverídicos, uso de inteligência artificial em desacordo com a legislação e o envio em massa de mensagens pelo WhatsApp podem ser comunicados ao Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade).
O eleitor pode, ainda, participar com a apresentação de denúncias de possíveis casos de inelegibilidade. Nesse caso, a manifestação deve ser feita por pessoa no pleno exercício dos direitos políticos e encaminhada à Justiça Eleitoral dentro do prazo previsto.
O procedimento deve ser realizado perante o juízo eleitoral competente, por meio de pedido fundamentado, apresentado em duas vias, no prazo de cinco dias a partir da publicação do edital relativo ao pedido de registro da candidatura. Conforme o TSE, uma via é juntada ao processo de registro e a outra é encaminhada ao Ministério Público Eleitoral (MPE).
O TSE também destaca que qualquer pessoa interessada pode consultar processos de prestação de contas eleitorais e obter cópias de documentos, respeitados os casos de sigilo previstos em lei.
No dia da votação, os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) realizam, por amostragem, auditorias nas urnas eletrônicas de cada unidade da Federação. Os testes da Justiça Eleitoral são públicos e podem ser acompanhados por pessoas interessadas. Entre os procedimentos está o Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas.
O teste é feito em ambiente controlado, em local público e com expressiva circulação de pessoas, definido pelo respectivo TRE. A auditoria ocorre no mesmo dia e horário da votação oficial, nos dois turnos.
Os locais onde serão realizadas as auditorias devem ser divulgados pelos TREs até 20 dias antes das eleições.
A transparência também é aplicada às auditorias destinadas à verificação dos sistemas responsáveis pela transmissão dos Boletins de Urna e pela entrega de dados, arquivos e relatórios. Os trabalhos são públicos e podem ser acompanhados por qualquer pessoa interessada.
Entre 7h e 12h do dia anterior à votação, tanto no 1º quanto no 2º turno, a comissão de auditoria da votação eletrônica realiza, em local e horário previamente divulgados, a definição das seções eleitorais que serão submetidas a essas auditorias.
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Baixar áudioO Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou 315 candidaturas para as 54 vagas abertas para o Senado Federal nas eleições deste ano. Desse total, 121 têm 60 anos ou mais, o equivalente a 38% das candidaturas.
O número representa uma participação significativa de candidatos considerados idosos pelo Estatuto da Pessoa Idosa. Em 2018, quando houve eleição para duas vagas por estado, os candidatos com 60 anos ou mais correspondiam a 35,8% do total de concorrentes, ou 126 de 352 pessoas.
O levantamento considera a idade que os candidatos terão no dia da eleição, 4 de outubro, a partir das informações declaradas à Justiça Eleitoral. Dos 121 candidatos na faixa etária, 103 são homens e 18 são mulheres. A candidata mais velha na disputa é Marlene Soccas (UP-SC), que terá 92 anos no dia do pleito. Entre os homens, o mais velho é Carlos Sodré (Mobiliza-BA), nascido em 30 de agosto de 1946 e, portanto, terá 80 anos quando os brasileiros forem às urnas.
O cenário reflete o envelhecimento da população brasileira e a maior participação política de pessoas nessa faixa etária. De acordo com a projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2026, cerca de 36,6 milhões de brasileiros têm 60 anos ou mais, o equivalente a 17,1% da população projetada.
Na outra ponta da pirâmide etária, 21 candidatos têm entre 35 e 39 anos – 15 homens e seis mulheres –, o equivalente a 6,7% das candidaturas. Em 2018, eram 33, ou 9,4% do total.
A Constituição Federal estabelece como idade mínima para senadores os 35 anos, portanto, esta será também a primeira eleição para o Senado em que pessoas nascidas depois da promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988, poderão disputar o cargo. Doze pessoas nessa condição estão concorrendo: sete homens e cinco mulheres. Entre os mais jovens estão Filipe Barros (PL-PR), nascido em 29 de maio de 1991, e Renatinha (DC-SE), nascida em 27 de abril do mesmo ano.
Além de dois senadores por estado ou no Distrito Federal, os eleitores poderão votar também para deputado estadual ou distrital, deputado federal, governador e presidente e vice.
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Baixar áudioNas eleições gerais de 2026, o Senado Federal renovará dois terços de suas 81 cadeiras. Ao todo, 54 vagas serão definidas em outubro. Entre os atuais ocupantes dessas cadeiras, 13 não concorrem a nenhum cargo nas eleições e, portanto, não estarão entre os titulares do Senado a partir de janeiro de 2027. As informações são da Agência Senado.
São eles:
Dos 13 senadores que têm a saída definida, nove são titulares e quatro exercem atualmente o mandato como suplentes.
Além dos senadores que não disputam nenhum cargo, cinco atuais integrantes da Casa participam das eleições, mas concorrem a outros postos.
Outros quatro senadores concorrem como primeiros suplentes em chapas para o Senado. Dra. Eudocia (PSDB-AL), que já exerce o atual mandato como primeira suplente, disputa novamente nessa condição, desta vez na chapa de Marina JHC (PSDB-AL).
Também são candidatos a primeiro suplente três atuais titulares: Nelsinho Trad (PSD-MS), na chapa de Reinaldo Azambuja; Jader Barbalho (MDB-PA), na chapa de seu filho, Helder Barbalho; e Daniella Ribeiro (PP-PB), na chapa de Nabor Wanderley.
Entre os atuais ocupantes das 54 cadeiras em disputa neste ano, sete são suplentes. Além de Dra. Eudocia, estão nessa situação:
Dentre eles, quatro não concorrem a nenhum cargo, dois disputam outros postos nas eleições e Carlos Portinho tenta a reeleição para o Senado.
São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul terão novos titulares nas duas cadeiras em disputa em 2026. Nenhum dos atuais ocupantes permanecerá como titular dessas vagas a partir de 2027.
No Paraná e no Rio Grande do Sul, os quatro senadores em exercício não são candidatos à reeleição. Em São Paulo, Giordano também não participa da disputa, enquanto Mara Gabrilli concorre a uma vaga na Assembleia Legislativa do estado. Com isso, os três estados terão novos ocupantes nas duas cadeiras que serão renovadas.
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Baixar áudioNas eleições gerais de 2022, quatro estados registraram viradas de voto no segundo turno da disputa pelo cargo de governador. Neles, o candidato que terminou o primeiro turno na liderança foi derrotado na etapa final. O cenário ocorreu em Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Sergipe.
Segundo levantamento do Brasil 61, com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Mato Grosso do Sul, o Capitão Contar (PRTB) liderou o primeiro turno com 384.275 votos. No entanto, no segundo turno, Eduardo Riedel (PSDB) venceu a disputa, com 808.210 votos, contra 612.113 de Contar.
Em Pernambuco, Marília Arraes (Solidariedade) foi a candidata mais votada no primeiro turno, com 1.175.651 votos. Na segunda etapa, Raquel Lyra (PSDB) virou o resultado e foi eleita com 3.113.415 votos, contra 2.190.264 de Marília.
No Rio Grande do Sul, Onyx Lorenzoni (PL) liderou o primeiro turno, com 2.382.026 votos, mas Eduardo Leite (PSDB) venceu no segundo, ao receber 3.687.126 votos, contra 2.767.786 de Onyx.
Em Sergipe, Rogério Carvalho (PT) terminou o primeiro turno na frente, com 338.796 votos. No segundo turno, Fábio Mitidieri (PSD) conseguiu reverter a vantagem e venceu com 623.851 votos, contra 582.940 de Carvalho.
Nos outros oito estados que tiveram segundo turno — Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Paraíba, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo —, o candidato que liderou a primeira etapa confirmou a vitória no segundo turno.
A diferença entre os dois turnos está, em parte, na redistribuição dos votos dos candidatos eliminados na primeira etapa. Com apenas dois concorrentes na disputa, os candidatos que avançam precisam ampliar suas alianças e conquistar parte do eleitorado que havia votado em outras candidaturas.
Foi o que ocorreu nos quatro estados em que houve virada em 2022: os candidatos que terminaram o primeiro turno em segundo lugar conseguiram ampliar sua votação e superar os líderes da primeira etapa.
Para 2026, o histórico pode ajudar a contextualizar as disputas, mas não permite antecipar o resultado. Governadores que já exerceram um mandato podem disputar a reeleição, enquanto adversários que participaram das eleições anteriores também podem voltar ao cenário eleitoral. O resultado dependerá, entre outros fatores, das candidaturas confirmadas, das alianças e da dinâmica de cada disputa.
Assim, as viradas registradas em 2022 servem como referência para entender o comportamento eleitoral nesses estados, mas não determinam o que ocorrerá nas eleições de 2026.
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Baixar áudioPara garantir o equilíbrio da disputa, a liberdade do voto e a legitimidade da vontade popular, a legislação eleitoral estabelece uma série de regras sobre o que pode e o que não pode ser feito durante o período de campanha.
Por isso, eleitores, candidatos e agentes públicos devem estar atentos às diretrizes consolidadas pela Resolução nº 23.735/2024, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e às mudanças introduzidas pela Resolução nº 23.757/2026.
As normas tratam, de um lado, dos ilícitos eleitorais gerais que podem comprometer a normalidade e a legitimidade das eleições e, de outro, das condutas vedadas especificamente a agentes públicos. Confira:
A primeira parte da resolução reúne práticas capazes de comprometer a autenticidade do voto e a igualdade de oportunidades entre candidatos e partidos. Entre elas estão:
A segunda metade da resolução trata especificamente das restrições impostas a agentes públicos durante o período eleitoral. O objetivo é impedir o uso da estrutura da máquina pública para favorecer candidatos, partidos ou coligações.
Entre as principais proibições estão:
A Resolução nº 23.757/2026 reforçou as regras relacionadas à aplicação de verbas públicas destinadas às candidaturas de mulheres, pessoas negras e indígenas. A norma busca impedir o desvio de finalidade desses recursos e estabelece critérios para a responsabilização em casos nos quais o dinheiro não seja efetivamente empregado em benefício das candidaturas que deveriam receber esse financiamento.
As alterações também reforçam o combate à desinformação no processo eleitoral. A legislação prevê restrições à divulgação de informações falsas ou descontextualizadas que possam prejudicar adversários ou comprometer a confiança no processo eleitoral.
Outro ponto de atenção é o uso de conteúdos sintéticos ou manipulados com inteligência artificial, como os chamados deepfakes. A divulgação desse tipo de material, sem o devido aviso, também entra na mira fiscalizadora do TSE.
O cientista político e professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP), Eduardo Grin, destaca alguns cuidados para evitar a disseminação de informações falsas:
O descumprimento das regras eleitorais pode resultar em diferentes penalidades, que variam de acordo com a natureza, a gravidade e as circunstâncias de cada infração.
Entre as possíveis consequências estão a aplicação de multas, a suspensão ou remoção de conteúdos e atos considerados irregulares, a cassação do registro ou do diploma e, nos casos previstos na legislação, a declaração de inelegibilidade por até oito anos.
A análise das condutas e a aplicação das penalidades cabem à Justiça Eleitoral, que considera as circunstâncias específicas de cada caso e as regras previstas na legislação.
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Baixar áudioDe olho nos grandes colégios eleitorais, os 5 candidatos com maior intenção de votos concentram compromisso exclusivamente no Sudeste na primeira sexta-feira oficial de campanha. Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo foram os destinos escolhidos para as agendas dos presidenciáveis nesse 21 de agosto.
Candidato à reeleição, o presidente Lula estará em Belo Horizonte para um ato de campanha que marca o início da mobilização eleitoral em Minas Gerais. O evento será realizado a partir das 19h, na Praça da Estação, no Centro, ao lado do postulante do PT ao governo do estado, Patrus Ananias. Também participam as candidatas ao Senado Marília Campos (PT) e Áurea Carolina (PSOL), além de concorrentes a deputado federal e estadual e lideranças partidárias.
O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, cumpre agenda no Rio de Janeiro. Pela manhã, participa de um comício na Praça Rui Barbosa, no Centro de Nova Iguaçu. À tarde, realiza uma carreata em Duque de Caxias, com concentração no cruzamento da Rua General Mitre com a Rua Garibaldi, no bairro Jardim Vinte e Cinco de Agosto.
O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, cumpre três compromissos em Araçatuba, no interior de São Paulo. À tarde, concede coletiva de imprensa no Sindicato Rural da Alta Noroeste (SIRAN) onde, logo na sequência, também participa de um encontro com empresários do agronegócio. No início da noite, comparece ao lançamento da candidatura do correligionário Dilador Borges a deputado estadual por São Paulo, em uma cervejaria na Vila São Paulo.
O candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, discute, às 9h30, sobre as dificuldades enfrentadas por empreendedores na Rua 25 de Março, em São Paulo.
Compromissos não divulgados até o momento da publicação desta matéria.
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