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Baixar áudioNo dia 29 de abril, o Amazonas se tornou o primeiro estado do Brasil a contar com acesso gratuito à TV pública digital em todos os seus 62 municípios. O anúncio foi feito em Manaus (AM), durante cerimônia que marcou a inauguração de estações de transmissão de TV digital em dez cidades. O evento simbolizou a universalização do sinal em todo o território estadual.
Agora, os mais de 4,3 milhões de habitantes do Amazonas passam a ter acesso não apenas aos conteúdos educativos e culturais da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP) — que inclui a TV Brasil, a TV Encontro das Águas, o Canal Gov, o Canal Educação e o Canal Saúde —, mas também à multiprogramação da Rede Legislativa, que reúne a TV Câmara, a TV Senado e a TV Assembleia.
As ações de universalização do acesso à TV pública integram o programa Brasil Digital, coordenado pelo Ministério das Comunicações (MCom) e implementado em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, ressaltou que levar a comunicação pública ao Amazonas foi uma prioridade, diante dos desafios logísticos e territoriais do estado.
Segundo o ministro, a atuação do governo federal foi essencial para viabilizar a chegada do sinal a áreas remotas, com investimentos não apenas na radiodifusão, mas também na infraestrutura digital.
Ele também destacou o papel da comunicação pública na democratização do acesso à informação.
“Que é esse o propósito do Ministério das Comunicações e do governo do presidente Lula, é fazer com que a comunicação e a infraestrutura digital cheguem nos cantos e recantos do Brasil. A gente vem investindo muito na comunicação pública, em parceria com a Anatel, nos projetos que a Anatel vem tocando, para que a gente consiga cada vez mais aumentar a nossa capilaridade. E a gente sabe que a radiodifusão é a forma mais séria de fazer jornalismo e comunicar o Brasil, é uma das nossas prioridades nas comunicações, é fortalecer a radiodifusão, é fortalecer a TV aberta, gratuita, o rádio, ampliar a capilaridade da comunicação nos cantos e recantos do Brasil”, disse o ministro.
A cerimônia contou com a participação de autoridades como representantes da Anatel, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e do Sistema Encontro das Águas. Estavam presentes no evento o conselheiro diretor da Anatel, Octavio Pieranti, o diretor-geral EBC, David Butter, e o presidente do Sistema Encontro das Águas (TV e Rádio), Oswaldo Lopes.
Para os participantes, a universalização do sinal representa mais do que um avanço tecnológico — trata-se de uma conquista social e federativa, com impacto direto no acesso à informação de qualidade.
“Vamos continuar a expandir a infraestrutura digital, fortalecer a comunicação pública e garantir que a conectividade chegue a todos os brasileiros, respeitando as particularidades de cada região e atendendo às aspirações da população”, frisou o ministro das Comunicações.
A viabilização da cobertura integral do estado precisou de operação logística de grande escala. Os equipamentos foram transportados por rios amazônicos ao longo de mais de 4 mil quilômetros. Ao todo, foram utilizadas 24 balsas para transportar 10 torres desmontadas, 20 transmissores e estruturas essenciais à instalação das estações, como mais de 1 quilômetro de linha de transmissão.
Agora, qualquer pessoa com uma televisão e uma antena comum pode sintonizar os novos canais. Não é necessário ter acesso à internet, cabo ou pagar mensalidade. Antes da universalização do sinal em todo o estado, os moradores de cidades pequenas ou isoladas do Amazonas ficavam sem acesso aos canais públicos na TV aberta.
Segundo o MCom, a TV pública é uma ferramenta importante para a democracia, considerando a oferta de conteúdos focados na promoção da educação, cultura, diversidade e informação de qualidade.
Os canais públicos difundem conteúdos educativos, com informações sobre vacinação e campanhas de prevenção, programas jornalísticos locais e transmissões das câmaras e assembleias voltados para a transparência das decisões e votações de um país.
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Baixar áudioA criação de uma comissão especial na Câmara dos Deputados para analisar as propostas de emenda à Constituição (PECs) – (PEC 221/19 e PEC 8/25) – que acabam com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso, intensificou o debate sobre os impactos da proposta na economia, especialmente para os pequenos negócios. Na avaliação de representantes das empresas de Minas Gerais, as medidas estão sendo analisadas em um contexto político-eleitoral que pode prejudicar a aprovação sem a devida atenção que o tema exige.
O vice-presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Minas Gerais (Federaminas), Valmir Rodrigues da Silva, defende que o debate sobre a redução da escala de trabalho seja realizado com mais profundidade e critérios técnicos.
“A jornada reduzida vai gerar mais custo, principalmente para as micro e pequenas empresas, que terão que repassar esse custo aos seus produtos e serviços. Se fosse dialogado com mais profundidade, encontraríamos o melhor caminho, dando sempre a melhor condição para que as pessoas possam ter vida próspera. E infelizmente, com um projeto com cunho de populismo e eleitoral, nós não vamos realmente avançar com qualidade sobre o tema”, avalia.
Tenente Melo (Republicanos/MG), ex-subsecretário de liberdade econômica e empreendedorismo de Minas Gerais, acredita que sem o debate adequado a medida pode aumentar custos, com repasse ao consumidor, gerar desemprego e causar riscos econômicos.
“O impacto é direto e muito arriscado. Uma decisão desse tipo, tomada de maneira tão radical, tão brusca, sem o devido estudo, vai comprometer. O primeiro impacto é o aumento de preços. Segundo, quebra de negócios, vão fechar muitos negócios. Se eu não tiver mercado para garantir esse preço aumentado, vou acabar fechando o meu negócio e gerando desemprego. Esse é o resultado em qualquer lugar do mundo que uma decisão econômica desse porte foi tomada sem o devido cuidado, devido estudo, o impacto é sempre esse”, pontuou.
Para o tenente Melo, “a proposta da alteração da escala de trabalho é claramente política eleitoreira”. Ele também critica a tramitação das propostas na Câmara e menciona que, pelo impacto do tema na economia, há necessidade de mais tempo para análises profundas – inclusive com participação de representantes dos pequenos empresários.
“A forma como ela foi proposta, por meio de PEC, que não é necessário, o prazo, o período em que isso foi colocado em discussão, tudo fica muito claro que é mais uma questão eleitoreira do que realmente um interesse na mudança e melhoria de qualidade de vida do trabalhador”, completa.
Na avaliação de Melo, sem apresentação dos impactos devidos e dos cálculos necessários, a medida pode ser perigosa para a economia do país.
O presidente da CACB, da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP), e da Associação Comercial de SP (ACSP), Alfredo Cotait Neto, afirmou em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo que o tema é complexo e precisa de mais tempo para discussão. Ele defende que a votação ocorra apenas em 2027.
"Trata-se de matéria extremamente sensível para ser diluída e contaminada por um período eleitoral”, disse.
Ao Brasil61.com, Alfredo Cotait Neto reiterou a posição da entidade em relação à analíse e votação da medida apenas após o período eleitoral.
“Nossa proposta é termos o debate de fato; porém, vamos discutir isso em 2027, fora do período eleitoral, fora dessa eventual interferência eleitoreira. A sociedade civil está pronta para debater, tanto os trabalhadores, como os empresários, e encontrar a melhor solução, mas sem nunca esquecer que na reforma trabalhista já pode haver a negociação, porque o negociado prevalece sobre o legislado. Por que temos que engessar o tema numa nova legislação? Essa é uma grande discussão”, salienta Alfredo Cotait Neto.
A comissão especial foi formalizada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, após a admissibilidade das propostas ter sido aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O colegiado será responsável por discutir o mérito de duas PECs. Conforme a Agência Câmara de Notícias, a comissão terá 38 membros titulares e 38 suplentes.
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Baixar áudioO Banco da Amazônia lança o programa “BASA Acredita” de forma consolidada, reunindo cinco linhas de financiamento orientado. A iniciativa é voltada à ampliação do acesso ao microcrédito e ao fortalecimento da economia na Amazônia Legal. A estratégia busca impulsionar a inclusão produtiva e alcançar desde comunidades rurais isoladas até microempreendedores em áreas urbanas.
Segundo a instituição financeira, o BASA Acredita vai além da medida de liberar recursos. O programa adota o modelo de microcrédito produtivo orientado, que integra acompanhamento próximo e condições facilitadas. A proposta é garantir que o financiamento se converta em geração de renda e desenvolvimento sustentável na região.
O gerente executivo de micro e pequenos negócios do Banco da Amazônia, Daniel Moura, destacou o papel do lançamento do programa para fomentar a diversidade da economia regional.
"O lançamento consolidado do BASA Acredita marca uma nova era no atendimento ao microempreendedor na nossa região. Ao completar 80 anos, o Banco da Amazônia não apenas celebra o passado, mas projeta o futuro ao colocar o crédito produtivo na mão de quem realmente faz a diferença, da artista regional à agricultora familiar”, disse Moura.
O processo de solicitação é realizado integralmente online via quatro aplicativos integrados, por meio do MPO Digital BASA Acredita. As ferramentas eliminam burocracias e conectam os assessores de microfinanças e clientes em tempo real, independentemente das distâncias geográficas, conforme o Banco da Amazônia.
O programa é dividido em frentes específicas com vistas a atender à complexidade e à diversidade da Região Amazônica.
Confira cada uma delas:
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Baixar áudioO Ministério da Saúde lançou uma campanha nacional de vacinação contra o sarampo, com o slogan “Vacinar é muito Brasil”. O intuito é evitar casos importados durante a Copa do Mundo da FIFA 2026. O foco são os brasileiros que pretendem viajar para assistir aos jogos nos Estados Unidos, México e Canadá, países que sediarão os jogos a partir de junho, e que registram surtos ativos da doença.
A iniciativa reforça a importância da imunização a qualquer momento, como principal medida de proteção individual e coletiva diante do cenário epidemiológico internacional. O foco da campanha do Ministério da Saúde é proteger todos os brasileiros que vão viajar e reduzir o risco de reintrodução do sarampo no país.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância da imunização para evitar a importação de casos.
“Hoje, Estados Unidos, Canadá e México vivem uma explosão de casos de sarampo. No ano passado, 90% dos casos de sarampo de todo continente americano aconteceram nesses países. Nós recebemos no ano passado, aqui no Brasil, 38 casos importados de turistas ou brasileiros que foram para lá ou de pessoas desses países que vieram aqui para o Brasil e desenvolveram o sarampo aqui. Só não propagou o sarampo aqui no Brasil porque esse nosso time aqui, os agentes comunitários de saúde, os profissionais das equipes de saúde da família, pessoal da clínica de família, pessoal que trabalha na vigilância, descobriu o caso, foi lá e bloqueou, igual boa zaga”, disse.
A proposta da campanha é conscientizar a população sobre o risco internacional do sarampo, sobretudo quem vai viajar para os países-sede da Copa.
O lançamento ocorreu no dia 29 de abril na Fundação Gol de Letra, no Rio de Janeiro (RJ), e contou com a participação do tetracampeão mundial Raí, um dos fundadores da instituição.
A vacina contra o sarampo é ofertada gratuitamente pelo SUS para crianças, adolescentes e adultos, independentemente se a pessoa tem viagem marcada. Crianças de 6 a 11 meses devem receber a chamada “dose zero”.
A população de 12 meses a 29 anos precisa de duas doses, já os adultos de 30 a 59 anos devem receber uma dose.
A orientação da campanha é de que os viajantes verifiquem e atualizem a caderneta de vacinação antes do embarque, seguindo as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação.
“A vacina é a forma mais eficaz de proteção e de evitar a reintrodução do vírus no país. Os torcedores que ficam no país também devem verificar sua proteção. A proposta é convidar a todos para ajudar o Brasil a manter um título também importante: o de país livre do sarampo”, reforçou o Ministério da Saúde, em nota.
No final de abril, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou o segundo caso importado de sarampo no município de São Paulo. O paciente é um homem de 42 anos com histórico de vacinação e residente na Guatemala. Em 2024, dois casos importados da doença foram registrados no território paulista.
Juntos, Estados Unidos, Canadá e México concentram 67% dos casos de sarampo registrados nas Américas nos últimos anos, conforme nota do Ministério da Saúde.
Em 2025, os EUA registraram 2.144 casos e a transmissão continua ativa com mais 1.792 neste ano. O Canadá enfrentou aumento nos casos, com 5.062 registros em 2025, o que levou o país a perder o status de livre da doença. Este ano, já são 907 casos.
O cenário é semelhante no México, com apenas 7 casos em 2024, o país saltou para 6.152 registros em 2025 e já soma 10.002 casos em 2026.
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Baixar áudioMais de 120 estudantes da Escola Municipal Profª Joana Vieira, localizada na zona rural de Manaus, passaram a contar com um novo laboratório de informática, inaugurado no dia 28 de abril. A entrega foi realizada pelo Ministério das Comunicações (MCom) e integra as ações do governo federal voltadas à ampliação da inclusão digital em escolas públicas, especialmente em regiões remotas.
O espaço foi equipado com dez computadores doados pelo programa Computadores para Inclusão e já está em funcionamento. Os equipamentos foram recondicionados a partir de máquinas descartadas por órgãos públicos. O processo de recuperação ocorre nos Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs), que aliam sustentabilidade à capacitação profissional.
O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, destacou a importância da iniciativa para promover a inclusão social de estudantes e moradores de áreas remotas do país.
“A gente tem um compromisso até o final do ano de concluir todo o projeto fazendo isso aqui. Levando a internet, preparando toda a infraestrutura de wi-fi para que os alunos possam acessar, beneficiar a comunidade no contraturno, porque hoje não existe mais inclusão social sem inclusão digital”, disse o ministro.
No Amazonas, o CRC funciona em Manaus. Além de recuperar máquinas que seriam descartadas como lixo eletrônico, a unidade oferta cursos gratuitos de informática e manutenção para pessoas de baixa renda. Segundo o Mcom, a medida capacita os alunos para o mercado de trabalho e amplia oportunidades por meio da tecnologia.
Durante a agenda em Manaus, o ministro também visitou a Escola Municipal Monte Horebe, que atende mais de 330 alunos, para acompanhar de perto os impactos da conectividade na rotina escolar. A unidade está entre as mais de 99 mil escolas públicas atendidas pelo programa Escolas Conectadas – que oferece internet gratuita em todo o país.
Segundo o ministro, a meta do governo federal é levar internet de qualidade a todas as 138 mil escolas públicas brasileiras até o fim do projeto. Hoje, cerca de 24 milhões de estudantes já são beneficiados pelo programa Escolas Conectadas.
No Amazonas, quase três mil unidades públicas já contam com conectividade. No entanto, ainda há o desafio de expandir e qualificar o serviço, sobretudo em regiões remotas. Durante as visitas, também foram verificadas se a qualidade do sinal e a cobertura wi-fi, atendem as necessidades dos alunos e professores.
As ações contam com a parceria da prefeitura de Manaus e da Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (Eace). O foco vai além da chegada do sinal e abrange a melhoria da infraestrutura tecnológica das unidades de ensino.
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Baixar áudioCerca de 2,7 milhões de moradores da Amazônia Legal ainda dependem de energia cara e instável proveniente de sistemas isolados movidos a diesel. Nesse cenário, o Banco da Amazônia firmou uma parceria com o Banco Mundial para investir US$ 627,75 milhões na substituição desses geradores por fontes renováveis, como a energia solar. A medida busca reduzir custos e ampliar o acesso à eletricidade na região.
Os recursos serão destinados a ampliar o acesso à energia limpa e à transição da matriz energética na Amazônia Legal. A iniciativa integra a estratégia de finanças sustentáveis da instituição, com foco no desenvolvimento regional.
A gerente de sustentabilidade do Banco da Amazônia, Samara Farias, destacou a importância da cooperação.
“Esta parceria com o Banco Mundial consolida o Banco da Amazônia como o principal indutor da economia de baixo carbono na região. Nosso foco não é apenas o aporte financeiro, mas assegurar que cada dólar investido respeite as diretrizes da Agenda ASG e gere um impacto real na qualidade de vida das populações mais vulneráveis, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e promovendo uma inclusão energética genuína”, disse.
Em nota, o Banco da Amazônia afirma que o projeto pretende reduzir os custos energéticos, especialmente em localidades atendidas por sistemas isolados, com geração a diesel, além de criar condições para atrair investimentos e dinamizar a economia.
O projeto prevê aportes em geração de energia renovável, com destaque para sistemas solares e soluções híbridas. Também há previsão da substituição gradual de fontes térmicas movidas a diesel, ainda predominantes em áreas isoladas. Além disso, devem ser realizados investimentos em eficiência energética e modernização da infraestrutura.
Dados do Relatório da Administração 2025 do Banco da Amazônia mostram que a instituição encerrou o ano passado com crescimento de 20,4% na carteira de crédito, que alcançou R$ 66,8 bilhões.
Segundo o presidente do Banco da Amazônia, Luiz Lessa, o desempenho reflete a demanda dos municípios da região por novos projetos e o compromisso do Banco em fomentar o desenvolvimento regional.
“O destaque é a carteira de crédito, que apesar desse ano diverso, nós tivemos um crescimento substancial, provando a nossa capacidade de fazer negócio aqui na Região Norte, e mais do que isso, a demanda crescente e pujante da região, que vem crescendo em termos de novos projetos, desenvolvimento do agronegócio e desenvolvimento das cidades”, ressalta Lessa.
A iniciativa abrange todos os nove estados da Amazônia Legal. No entanto, a aplicação dos recursos será orientada por critérios técnicos e deve priorizar territórios mais vulneráveis, como aqueles com maior dependência de sistemas isolados, custos elevados de geração e menor acesso a serviços básicos.
O investimento ocorre em um cenário de desafios estruturais. Na Amazônia Legal, milhões de pessoas vivem em localidades desconectadas do Sistema Interligado Nacional (SIN) e são atendidas por sistemas isolados (Sisol).
As estruturas isoladas operam de forma independente e dependem majoritariamente de combustíveis fósseis, como diesel, resultando em maiores emissões de CO₂ e custos mais altos para os consumidores – conforme o relatório elaborado pela Envol Energy Consulting para a Frente Nacional dos Consumidores de Energia.
A publicação revela que cerca de 2,7 milhões de pessoas vivem em comunidades atendidas por esses sistemas e enfrentam dificuldades no acesso à energia confiável e de baixo custo. Em muitos casos, o fornecimento é intermitente ou restrito a poucas horas por dia, devido ao alto custo do diesel e à complexidade logística.
O estudo também aponta que cerca de 1 milhão de pessoas de regiões remotas da região ainda não têm acesso formal à eletricidade. Ou seja, não possuem acesso algum aos sistemas elétricos, o que evidencia o desafio estrutural de universalização do serviço.
Nesse contexto, o projeto do Banco da Amazônia busca sanar os gargalos de acesso, custo e emissão de carbono.
Segundo o banco, o projeto foi estruturado em alinhamento com diretrizes ambientais, sociais e de governança (ASG) e com as estratégias nacionais de transição energética. A modelagem inclui critérios socioambientais e climáticos para fortalecer uma carteira de projetos voltada à economia de baixo carbono.
A iniciativa deve contribuir para consolidar um novo ciclo de desenvolvimento na Amazônia, baseado em soluções energéticas mais sustentáveis e adaptadas às características da região.
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Baixar áudioEm 2026, o Banco da Amazônia ampliou sua atuação em iniciativas de incentivo ao esporte na Região Norte ao assumir o patrocínio máster da etapa Outono do Circuito das Estações. Realizado no último domingo (26), em Manaus (AM), o evento reuniu empregados da instituição, familiares e representantes da comunidade local em uma programação voltada à promoção da saúde e da qualidade de vida.
Ao todo, mais de 70 participantes foram mobilizados. A ação integra a política interna do banco de incentivo à adoção de hábitos saudáveis e de valorização do bem-estar no ambiente de trabalho. Além disso, a iniciativa busca fortalecer vínculos sociais e ampliar o alcance das ações institucionais para além do setor financeiro.
O gerente regional do Banco da Amazônia, Edson Souza, destacou que a participação da instituição no Circuito das Estações reforça, na prática, o compromisso do banco com a promoção do bem-estar, da inclusão e do fortalecimento dos laços com a comunidade.
“É motivo de grande satisfação acompanhar o Banco, por meio de sua equipe de Qualidade de Vida, promovendo e patrocinando corridas na Região Amazônica. A iniciativa demonstra, de forma concreta, o compromisso institucional com a promoção da saúde, do bem estar e da qualidade de vida, não apenas de seus colaboradores, mas também de toda a sociedade amazônida”, disse.
Para o Banco da Amazônia, apoiar corridas de rua significa estimular qualidade de vida, integração social, bem estar coletivo e pertencimento – valores ligados à atuação da instituição, que tem como missão impulsionar o desenvolvimento sustentável da região.
A presença do Banco da Amazônia como apoiador do Circuito das Estações integra uma estratégia mais ampla de atuação regional. Após apoiar etapas em Belém (PA) em 2025, a instituição expandiu o patrocínio para Manaus (AM) e Palmas (TO). Ao longo de 2026, estão previstas 12 etapas nos três estados.
O Circuito das Estações celebra 20 anos em 2026 e é organizado em quatro etapas ao longo do ano: outono, inverno, primavera e verão. Ao final de cada etapa, os participantes recebem medalhas que formam uma mandala – símbolo de integração e continuidade, conforme o Banco.
Para Edson Souza, a presença do Banco no circuito fortalece a associação da instituição a valores essenciais para a Amazônia. “Como patrocinador máster do Circuito Corridas das Estações, realizado nos estados do Pará, Amazonas e Tocantins, o Banco fortalece sua marca ao associá-la a valores como sustentabilidade, inclusão e desenvolvimento humano. Mais do que apoiar eventos esportivos, o Banco reafirma sua visão de que uma sociedade fisicamente ativa e com qualidade de vida é também uma sociedade mais próspera e preparada para o futuro”, ressaltou.
Para o Banco da Amazônia, o investimento em esporte integra uma visão ampliada de desenvolvimento regional – que considera não apenas indicadores econômicos, mas também aspectos sociais, como inclusão, saúde e qualidade de vida.
A instituição reforça que o fortalecimento dessas dimensões é parte essencial da construção de uma região mais sustentável e preparada para o futuro.
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Baixar áudioDados preliminares de 2025 indicam 627 casos agudos da doença de Chagas no Brasil, sendo 97% registrados na Região Norte, além de 8.106 casos crônicos, concentrados em Minas Gerais, Bahia e Goiás. Segundo o Ministério da Saúde, o cenário evidencia a persistência da doença em áreas endêmicas do país. Para fortalecer as medidas de vigilância e controle, a pasta destinou quase R$ 12 milhões para ações em 155 municípios prioritários, abrangendo 17 estados.
Entre as UFs contempladas estão Bahia e Pará, com oito e 35 municípios prioritários, respectivamente.
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informou ao Brasil 61, em nota, que as medidas sanitárias desenvolvidas para vigilância e controle da doença de Chagas no estado estão estruturadas de forma integrada e contemplam ações de vigilância epidemiológica, entomológica, assistência e educação em saúde.
Entre as principais ações está o monitoramento contínuo dos casos a partir da notificação e da análise epidemiológica. Conforme a Sesab, as medidas de vigilância contribuem para a adoção de estratégias de prevenção e controle.
O órgão baiano também informou que realiza ações de educação permanente, com capacitações, cursos e seminários voltados a profissionais das vigilâncias epidemiológica e ambiental, bem como da rede assistencial, especialmente em municípios prioritários.
As atividades de vigilância entomológica também estão no centro da atuação da secretaria, com foco na identificação, captura e monitoramento de vetores da doença.
Já a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) atua, desde 2024, conforme o Plano Estadual de Enfrentamento da Doença de Chagas. O planejamento inclui ações de vigilância ativa, fiscalização de alimentos — especialmente do açaí —, educação em saúde nos municípios e apoio técnico com orientações sobre boas práticas de manipulação.
O consumo de alimentos contaminados pelo protozoário Trypanosoma cruzi — causador da doença — acende um alerta para o risco da transmissão oral da doença de Chagas. O fruto pode ser contaminado com as fezes do chamado “barbeiro” ou durante a manipulação do açaí, que pode esmagar o inseto.
O pesquisador da Fiocruz Bahia, Fred Luciano Santos, ressaltou que a principal preocupação hoje é a transmissão oral.
“Essa via de transmissão tem sido apontada como a principal causa de surtos recentes no Brasil, especialmente relacionada ao consumo de alimentos preparados e consumidos in natura ou preparados de forma artesanal, como açaí, caldo de cana, suco de frutas ou água contaminada”, pontuou Fred.
Para evitar a transmissão oral, a população deve consumir produtos de origem confiável. A Sespa orienta o consumo de alimentos apenas de estabelecimentos regularizados, que garantam a higienização adequada, conforme as normas sanitárias.
O médico infectologista e pesquisador do Laboratório de Pesquisa Clínica em doença de Chagas (LapClin Chagas) do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Roberto Saraiva, salientou que é indicado observar a adoção de boas práticas de higiene.
“Para frear a transmissão oral da doença de Chagas é necessário que a população procure comprar seu alimento de quem o prepara adequadamente. Com isso, você pode reduzir a forma de transmissão da doença de Chagas através da colheita adequada, do transporte adequado, do preparo adequado do alimento, para que não haja contaminação em nenhuma das etapas do ciclo do açaí”, afirmou Saraiva.
Em nota, a Sesab reforçou que os estabelecimentos que manipulam alimentos devem cumprir rigorosamente as normas sanitárias vigentes. A atuação dos manipuladores deve assegurar condições adequadas de higiene em todas as etapas da cadeia produtiva, desde o armazenamento, preparo, processamento, até o transporte e conservação dos alimentos.
“É fundamental garantir a capacitação contínua dos manipuladores, com ênfase na adoção das Boas Práticas de Manipulação de Alimentos, especialmente para produtos consumidos in natura ou minimamente processados, como o açaí”, disse a Sesab, em nota.
Para evitar o contato com o barbeiro, as secretarias estaduais de saúde da Bahia e do Pará recomendam o uso de telas e mosquiteiros nas residências, especialmente em áreas rurais ou de maior risco.
A indicação é de manutenção contínua de ambientes, que devem estar limpos.
Confira outras dicas das secretarias:
De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, ao encontrar os barbeiros, é necessário capturá-los e entregá-los em Postos de Informação de Triatomíneos (PIT) instalados no município de residência. “O inseto deve ser avaliado por entomologista para identificação e caso seja triatomíneo e esteja vivo, poderá ser verificado se está positivo para Trypanosoma cruzi”, informou a Sesab.
No processamento do açaí, o Pará adota o branqueamento – que é um tratamento térmico eficaz, segundo a Sespa, para eliminar o protozoário causador da doença de Chagas e garantir a segurança do consumo. Conforme a Sespa, a etapa de branqueamento é fundamental para inativar microrganismos patogênicos, como o Trypanosoma cruzi.
Na Bahia, a Sesab, por meio da Vigilância Sanitária estadual, atua de forma articulada com os municípios, com a oferta de suporte técnico, orientações e alinhamento às legislações sanitárias vigentes.
O repasse foi publicado por meio da Portaria GM/MS Nº 9.628/2025, onde a lista completa de municípios que receberão o repasse pode ser consultada.
Confira os 155 municípios prioritários receberam quase R$ 12 milhões para as ações contra a Doença de Chagas:
Copiar o textoResultado foi impulsionado pela expansão das receitas, digitalização e avanço em sustentabilidade
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O Banco da Amazônia encerrou 2025 com lucro líquido de R$ 1,1 bilhão e crescimento de 20,4% na carteira de crédito, que alcançou R$ 66,8 bilhões. O desempenho foi sustentado pela expansão das receitas, pela diversificação de serviços e pelo avanço da atuação em desenvolvimento sustentável, mesmo em um cenário econômico mais restritivo. Apenas no quarto trimestre de 2025 (4T25), o banco registrou lucro líquido de R$ 305,5 milhões, com avanço de 11,7% em comparação ao mesmo período de 2024.
Segundo a instituição financeira, o resultado foi alcançado em um ambiente de maior pressão sobre custos e riscos, o que exigiu adaptação dos processos e maior disciplina na gestão.
O presidente do banco, Luiz Lessa, destaca que, apesar do cenário macroeconômico adverso no ano passado, a instituição conseguiu avançar e já projeta para este ano transformações institucionais voltadas ao apoio aos clientes.
“Apesar de um ano difícil, nós conseguimos trazer bons resultados, e mais do que isso, nós continuamos com uma perspectiva, dadas as transformações que nós estamos fazendo no banco, notadamente o Core, que vai abrir o canal digital totalmente novo para que nós possamos ampliar os negócios, e negócios que têm um potencial muito grande de mexer no ponteiro em termos de receita. Esse ano nós vamos entrar firmemente na adquirência e no cartão de crédito”, ressalta Lessa.
Entre os destaques do crescimento está o avanço de 20,4% na carteira de crédito do banco ao longo do ano, chegando a R$ 66,8 bilhões. O desempenho foi impulsionado pela ampliação das contratações e pela consolidação da estratégia comercial.
“O destaque é a carteira de crédito, que apesar desse ano diverso, nós tivemos um crescimento substancial, provando a nossa capacidade de fazer negócio aqui na Região Norte, e mais do que isso, a demanda crescente e pujante da região, que vem crescendo em termos de novos projetos, desenvolvimento do agronegócio e desenvolvimento das cidades”, salienta Lessa.
As receitas avançaram 22,3% no período, com destaque para a intermediação financeira. A margem financeira bruta cresceu 17,6%, em relação ao ano anterior, e reflete o aumento das rendas de crédito, que subiram 31%, e o desempenho da tesouraria, com alta de 39%.
Ao longo do ano, o Banco da Amazônia investiu na digitalização de serviços, diversificação de produtos e modernização da marca. Também ampliou frentes de atuação com novos serviços, como adquirência, cartão de crédito e consórcios, fortalecendo a presença no sistema financeiro.
A expansão também abarca a base de clientes, que ultrapassou 1,2 milhão de ativos, com crescimento de 15,6% no segmento de pessoa jurídica. O patamar indica uma maior inserção da instituição junto a empresas.
Os avanços também incluíram melhorias operacionais por meio do Programa Transformação, que vem modernizando processos, ampliando a eficiência e fortalecendo a atuação comercial. A transformação tem como foco a eficiência e expansão dos canais digitais, que passaram a concentrar a maior parte das transações.
Um dos compromissos do Banco da Amazônia é aliar o desenvolvimento econômico da Amazônia às iniciativas de impactos sociais e sustentáveis. Nesse cenário, o Banco ampliou o apoio ao desenvolvimento regional com avanço nas contratações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que cresceram cerca de 100%, alcançando R$ 2,7 bilhões.
O microcrédito produtivo avançou 142%, fomentando os pequenos empreendedores. Já o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) registrou aumento de 31% nas operações, com volumes recordes, reforçando a atuação do banco no financiamento ao desenvolvimento regional.
Além do apoio ao desenvolvimento regional, o banco também dá suporte a artistas regionais e colabora para a expansão da cultura. Em 2025, a instituição inaugurou o Centro Cultural Banco da Amazônia, localizado na sede do banco em Belém. O espaço tem como foco ampliar a atuação na promoção da cultura e da economia criativa.
Em 2025, o Banco também intensificou a atuação em pautas climáticas e internacionais, inclusive, com a participação na COP30, em Belém (PA). Durante a Conferência, a instituição firmou parcerias com organismos como a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e o Banco Mundial, destinados ao financiamento sustentável na Amazônia e à transição energética.
O Banco da Amazônia é a principal instituição financeira de fomento da Região Norte e opera o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), com atuação voltada ao desenvolvimento econômico, social e ambiental da Amazônia Legal.
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Baixar áudioComeça nesta sexta-feira (24) a Semana de Vacinação nas Escolas voltada a atualizar as cadernetas de vacinação de crianças e jovens. A mobilização vai ocorrer em quase todos os municípios brasileiros com o objetivo de atingir 104,9 mil escolas e alcançar 27 milhões de estudantes de 9 a 15 anos. A semana de vacinação vai até 30 de abril.
O objetivo da iniciativa da Saúde e da Educação é elevar os índices de imunização nas instituições de ensino de 5.544 municípios. A iniciativa integra o Programa Saúde na Escola (PSE) e tem como foco atualizar a imunização desse público contra doenças como meningite, sarampo, HPV e covid-19.
A vacinação dos estudantes vai ocorrer mediante autorização dos pais ou responsáveis.
Além do calendário regular, a estratégia inclui a vacina contra o HPV para jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam as doses recomendadas. Nestes casos, a ação contempla alunos do ensino médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
O Ministério da Saúde também usa a tecnologia para lembrar as famílias quando é a hora de vacinar as crianças por meio de lembretes (push) pelo app da Caderneta Digital de Vacinação da Criança. Os lembretes aparecem no app conforme a idade das crianças.
Pela Caderneta Digital de Saúde da Criança no aplicativo Meu SUS Digital é possível acompanhar, em tempo real, o histórico de vacinas e consultar a previsão das próximas doses.
O Governo do Brasil também tem intensificado o incentivo à vacinação pelo whatsapp e pelo Meu SUS Digital, com 39 milhões de disparos apenas este ano, sendo 10,2 milhões via whatsapp.
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