Mato Grosso

17/03/2026 04:50h

Quatro novos consórcios municipais passam a integrar o Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal e ampliam mercado para agroindústrias

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O estado de Mato Grosso registrou um novo avanço na ampliação de sua participação no Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA). Quatro consórcios públicos municipais passaram a integrar o sistema: Vale do Rio Cuiabá, Região Sul, Vale do Guaporé e Médio Araguaia. A iniciativa contribui para fortalecer a estrutura regional de inspeção sanitária e amplia as oportunidades de comercialização das agroindústrias locais em todo o país.

Com a entrada desses novos consórcios, o estado passa a ter seis consórcios vinculados ao Sisbi, reunindo 72 municípios. Como Mato Grosso possui 142 municípios, aproximadamente 51% das cidades do estado já estão inseridas no sistema por meio dessa modalidade de cooperação regional.

“O Sisbi é uma política pública fundamental porque permite que os produtos das agroindústrias sejam comercializados em todo o território nacional, abrindo oportunidades para produtores e gerando renda no interior do país. Quando assumimos, apenas 331 municípios brasileiros tinham adesão ao sistema e Mato Grosso não tinha nenhum”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

"Nós entendemos então que a oportunidade, a queda de paradigma, foi chamar os consórcios para isso. É a união de todos, as pessoas irem participar. Vários municípios juntos conseguem, e as coisas vão acontecer", complementou o ministro.

De acordo com o secretário-adjunto de Defesa Agropecuária, Alan Alvarenga, o avanço observado no estado integra uma estratégia nacional para consolidar a inspeção sanitária e ampliar o acesso de produtores ao mercado formal.

“Esse é um avanço concreto dentro de uma agenda estratégica conduzida pelo ministro Carlos Fávaro para fortalecer a inspeção sanitária no país e ampliar oportunidades, especialmente para pequenos e médios produtores. Na prática, isso significa criar condições para que eles possam formalizar a produção, agregar valor aos produtos e acessar novos mercados com garantia sanitária. É exatamente esse movimento que estamos vendo acontecer em Mato Grosso, que se torna o primeiro estado do país a conduzir uma versão estadual do projeto”, destacou.

No estado, a ampliação da adesão ao sistema tem contado com o trabalho conjunto da Superintendência de Agricultura e Pecuária, dos consórcios intermunicipais e das administrações municipais.

“Quando assumi a superintendência, o ministro me deu uma missão clara de fazer o Sisbi avançar em Mato Grosso. Com o apoio dos consórcios, prefeitos, do Tribunal de Contas e das associações municipais, e o trabalho de uma equipe técnica qualificada, conseguimos transformar esse objetivo em realidade. Agora nossa responsabilidade aumenta, e a superintendência segue de portas abertas para trabalhar junto com os municípios e ampliar ainda mais esse avanço no estado”, relatou o superintendente no estado, Edson Paulino.

A produtora de queijos Larissa Berté, de Nossa Senhora do Livramento, município que passou a integrar o sistema na sexta-feira (13), comentou sobre o potencial de expansão proporcionado pela iniciativa para produtores artesanais.

“Nossa expectativa com o Sisbi é ampliar a presença dos nossos produtos em nível nacional, levando o sabor de Mato Grosso para outros estados e outras localidades. Isso também incentiva pequenos produtores, como nós, a crescer e aumentar a produção, impactando diretamente a economia local”, disse.

Protocolos de intenção

Além da integração dos novos consórcios, foram firmados protocolos de intenção com outros oito consórcios: Araguaia, Norte Araguaia, Pontal do Araguaia, Portal da Amazônia, Vale do Juruena, Vale do Teles Pires, Vale do Rio Arinos e Alto do Rio Paraguai. Esses consórcios vão agora dar início ao processo de qualificação necessário para futura adesão ao Sisbi-POA.

Essa nova fase poderá incluir aproximadamente 62 municípios adicionais. Caso todos avancem até a etapa final de integração, Mato Grosso poderá chegar a 134 cidades vinculadas ao sistema, o equivalente a cerca de 95% dos entes locais da unidade da federação.
Impactos positivos

Os efeitos da adesão ao sistema já começam a ser percebidos por produtores que passaram a operar dentro desse modelo de inspeção sanitária. O proprietário da agroindústria Pavin Sertanejo, Aparecido Pavin, afirma que a formalização da atividade trouxe novas oportunidades de negócio.

“Para nós, abriu mais possibilidades de portas para trabalhar e vender. Temos muita procura pelos nossos produtos e dobramos nossas vendas”, relata.
Segundo ele, o aumento da demanda já exige melhorias na estrutura da agroindústria. “Estamos até pensando em instalar uma câmara fria, porque hoje armazenamos o produto final no freezer e já está ficando apertado. Produzimos linguiça, salame, bacon e vários produtos defumados”, relatou.

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Outro exemplo é o produtor Jeferson Gonçalves Silva, da Granja Alvorada da Serra, localizada em Cáceres. Ele afirma que a entrada no sistema representou um marco na organização da propriedade.

“Foi um divisor de águas para a nossa propriedade. Trouxe mais organização, padronização dos processos e maior controle sanitário. Passamos a comercializar nossos produtos em outros municípios, em outras regiões, e até em outros estados do Brasil. Isso ampliou nossas oportunidades com novos parceiros comerciais e teve impacto direto no crescimento da produção e na valorização da marca”, afirmou.

Contexto nacional do sistema

Criado em 2006, o Sisbi-POA tem como objetivo integrar os serviços de inspeção de produtos de origem animal em todo o Brasil, permitindo que agroindústrias com inspeção local possam comercializar seus produtos em escala nacional.

Nos primeiros 16 anos de funcionamento, entre 2006 e 2022, o sistema contabilizou 331 municípios integrados. A partir de 2023 até março de 2026, houve uma aceleração no processo, com a adesão de 1.184 novos municípios, elevando o total para 1.515 municípios em todo o Brasil.

Esse crescimento tem sido impulsionado principalmente pelo fortalecimento dos consórcios públicos municipais, modelo que possibilita o compartilhamento de estrutura técnica, otimização de recursos e a implementação de serviços de inspeção mais robustos.
 

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29/01/2026 18:20h

Programa Brasil Antenado aumenta o alcance de sinal terrestre em 23 municípios do estado

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O programa Brasil Antenado – iniciativa do Ministério das Comunicações e da Anatel com a execução pela Entidade Administradora da Faixa (EAF) –  proporciona a ampliação do alcance da televisão aberta e gratuita em todo país, principalmente em regiões em que o sinal é insuficiente ou inexistente. A ação agora atenderá famílias de Mato Grosso, que podem agendar o atendimento até o dia 13 de junho de 2026.

Voltado às famílias inscritas no CadÚnico dos 23 municípios contemplados, o programa inclui o fornecimento e instalação gratuita da antena parabólica digital. O kit funciona mesmo em televisores antigos, o que facilita a adesão em comunidades rurais e de baixa renda. 

Entre os municípios contemplados estão:

  •  Bom Jesus do Araguaia
  • Campinápolis
  • Colniza
  • Cotriguaçu
  • Figueirópolis D’Oeste
  • General Carneiro
  • Itanhangá
  • Nova Maringá
  • Nova Ubiratã
  • Novo Santo Antônio
  • Ponte Branca
  • Querência
  • Reserva do Cabaçal
  • Rondolândia
  • Salto do Céu
  • Santa Cruz do Xingu
  • Santa Rita do Trivelato
  • Santo Afonso
  • Santo Antônio do Leste
  • São Félix do Araguaia
  • São José do Xingu
  • Serra Nova Dourada
  • União do Sul

“A iniciativa garante que moradores de Mato Grosso que antes não tinham acesso à TV digital passem a contar, de forma gratuita, com cultura, entretenimento e informação de qualidade, com mais de 100 canais disponíveis. É uma política pública que beneficia diretamente brasileiros e brasileiras em cidades onde há pouca ou nenhuma oferta de sinal de TV terrestre”, afirmou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.

Brasil Antenado

Viabilizado pela Portaria MCom nº 17.337, a ação busca assegurar o acesso à informação como direito fundamental, reduzindo desigualdades e integrando regiões historicamente desconectadas. O programa:

  • Amplia o acesso à informação, ao jornalismo e ao entretenimento;
  • Promove inclusão digital em áreas rurais e aumenta o consumo cultural.
  • Democratiza a comunicação e reduz desigualdades informacionais entre regiões.
  • É compatível com televisores antigos ou novos.
  • Tem agendamento via site ou telefone/WhatsApp 0800 729 2404.

Sobre o EAF

A Entidade Administradora da Faixa (EAF), instituição sem fins lucrativos vinculada à Anatel e ao Ministério das Comunicações, é responsável pela limpeza da faixa de 3,5 GHz – essencial ao 5G –, pela execução dos programas Siga Antenado e Brasil Antenado, pela implantação de infovias na Amazônia e pelo desenvolvimento de redes privativas de comunicação para o Governo Federal.

 

 

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29/01/2026 15:05h

Até 2025, uso de rádio amador fazia a comunicação entre médicos e pacientes

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Com cerca de 200 atendimentos por mês para 16 aldeias indígenas, a equipe médica do polo-base de Rondonópolis, em Mato Grosso, se comunicava via rádio amador até 2025, quando a internet chegou. Instalada no alto da laje do polo-base, a conexão se dá por satélite, viabilizada pelo programa Wi-Fi Brasil, do Ministério das Comunicações

Lucineia Friedrich, coordenadora do polo-base, explica que a equipe atende aproximadamente 1.270 pessoas e a celeridade faz parte do serviço. “A gente precisa de resposta rápida nos atendimentos de saúde. A chegada da internet nos ajudou muito. O serviço antes funcionava, mas era com muita dificuldade no contato. Agora é tudo rápido: acontece uma emergência e somos acionados logo pelo celular pelas aldeias. Conseguimos também acionar rapidamente o Samu”, afirmou. 

A internet também auxilia a equipe médica nas ações da central de regulação e no agendamento de pacientes. “Temos pacientes internados aqui em observação. Cada um tem acompanhamento, e a solicitação de alimentos vem com a ajuda da internet”, disse a coordenadora.

Segundo Lucineia, os prontuários médicos vão migrar em breve para o computador. Contudo, os primeiros passos para um trabalho mais informatizado já foram dados: os enfermeiros realizam muitos atendimentos por videochamada.

Um dos enfermeiros, o indígena Bakairi Kezi Ajigui, diz que, além de salvar árvores, por diminuir o uso do papel, a conectividade no local significa avanço e valorização de vidas. “Não é só internet. Antigamente, literalmente, nossos antepassados se comunicavam com fumaça de fogo, com gritos. De lá para cá mudou muita coisa. Veio o rádio amador e a internet também. Isso facilita muito. Salva vidas”, pontuou. 

Acompanhante de um paciente internado, Silvia Kamani, também da etnia Bakairi, reconhece a evolução proporcionada pela política pública. “Hoje, a equipe médica oferece atendimento mais rápido. Antes, até comunicar a emergência e a informação chegar ao posto, demorava muito”, lembrou a indígena.

Para o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, o propósito da iniciativa está no bem-estar da população.“Esta é a verdadeira inclusão digital: quando um médico consegue se comunicar com agilidade e salvar vidas de imediato, tudo com o uso do celular e de uma boa internet. O acesso é uma necessidade e um direito básico de todo cidadão brasileiro. Não existe serviço essencial efetivo no país sem inclusão digital”, disse o ministro.  

O Ministério das Comunicações avalia que a chegada do 5G ampliará ainda mais as possibilidades de atendimento remoto, incluindo telemedicina avançada e, no futuro, até cirurgias a distância.
 

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29/01/2026 04:50h

Conectividade viabilizou atendimento rápido ao princípio de infarto

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Entre as mais de 1.040 Unidades Básicas de Saúde (UBS) com pontos de banda larga gratuita instalados, sendo 191 em territórios indígenas, um atendimento de urgência se destacou em 2025. O princípio de infarto do cacique Boe Bororo Aridio Apo só obteve socorro rápido porque havia internet na UBS da aldeia indígena de Piebágas, em Santo Antônio de Leverger, em Mato Grosso. 

A UBS de Piebágas é uma das 60 unidades de saúde conectadas em Mato Grosso via programa Wi-Fi Brasil, do Ministério das Comunicações (MCom). O sinal chega por satélite, com antenas instaladas pela Telebras, levando conectividade a regiões onde o acesso à comunicação ainda é um desafio. Além de Piebágas, a aldeia Arareal já conta com o serviço.

O cacique explica que a internet fez a diferença na celeridade do atendimento: “Além de pedir o carro mais rápido, já deixou a equipe da UPA esperando. E não precisamos passar pela Casai, que é fora da cidade”. 

Esposa de Aridio, a costureira Eliete Aruaruabororo reforça que a internet mudou a rotina da comunidade indígena. “É impossível pensar em saúde indígena sem internet. Dependemos dela para falar com médicos e enfermeiros. Nossa reserva fica longe de Rondonópolis, onde estão os atendimentos mais complexos. Aqui não conseguimos fazer ligação telefônica, mas com o wi-fi conseguimos falar pelo WhatsApp e pedir ajuda rapidamente”, disse. 

Aridio Apo pontuou ainda a necessidade de conectividade para além da saúde.  
“Quando a pessoa quer, por exemplo, quer fazer um curso à distância, tem que ter uma internet que não fique oscilando. A gente se comunica com as outras aldeias: ‘como que tá?’, ‘como tá passando?’. Porque a gente tem parente em todas as
aldeias. Então a gente vive através da comunicação também.”

Para o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, o caso evidencia o impacto direto da conectividade na vida das pessoas. “A internet transforma a realidade de comunidades isoladas. A agilidade no socorro ao senhor Aridio mostra como a saúde precisa estar conectada. Nosso compromisso é mapear áreas sem acesso adequado e levar inclusão digital a todas essas unidades”, afirmou.

O MCom avalia que a chegada do 5G deverá ampliar ainda mais as possibilidades de atendimento remoto, incluindo telemedicina avançada e, no futuro, até cirurgias à distância.
 

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14/01/2026 04:45h

Mobilização reforça a importância da vacinação como cuidado essencial para a saúde e o futuro de crianças e adolescentes.

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Os 22 municípios da macrorregião Oeste mato-grossense – entre eles Cáceres, Mirassol d'Oeste, Pontes e Lacerda – seguem mobilizados na vacinação de crianças e adolescentes.

As coberturas vacinais registradas na macrorregião preocupam. Diversas vacinas, como a de poliomielite e a tríplice viral, que protege contra o sarampo, estão abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde.
 
Em Mirassol d’Oeste, a moradora do bairro Morumbi, Terezinha Carvalho Moraes, de 40 anos, é mãe de quatro filhos e não abre mão da vacinação. Para ela, manter as vacinas em dia é uma forma de proteger os bebês e garantir que as crianças cresçam com mais saúde.

Terezinha Carvalho Moraes, moradora do bairro Morumbi, Mirassol d’Oeste (MT)
 
“Me sinto tranquila por eles estarem imunizados. Penso que cada vacina é importante, principalmente para os bebês. Tem todo um cuidado, eles são mais vulneráveis. E as vacinas são uma forma de proteção para os bebês e crianças crescerem saudáveis.”

Esse cuidado defendido pelas famílias é reforçado pelos profissionais de saúde. A enfermeira da Referência Técnica de Imunizações da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, Renata Teles de Godo, faz o alerta e o convite aos pais e responsáveis. 
 
“Pais e responsáveis, venham, procurem uma Unidade Básica de Saúde, procurem uma sala de vacinação mais próxima da sua residência, manter a caderneta de vacinação do seu filho atualizada é um gesto de amor, de carinho e de saúde.” 

As vacinas fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação e estão disponíveis durante todo o ano nas Unidades Básicas de Saúde. Não deixe de se proteger e proteger aqueles que você ama!
 
As vacinas para as crianças garantem proteção contra doenças como sarampo, poliomielite, tuberculose, hepatite B, meningites, difteria, tétano, coqueluche, HPV, febre amarela e covid-19.
 
Para os adolescentes menores de 15 anos, o foco é atualizar a situação vacinal, completando os esquemas em atraso de suas vacinas. É importante lembrar que a vacina de HPV está disponível para jovens de 15 a 19 anos. Não perca a oportunidade de mais essa proteção!
 
O diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, ressalta que a vacinação é a melhor medida para manter o país livre das doenças já controladas, como poliomielite e sarampo. Faça sua parte!
 
“Tivemos grande êxito, mas não podemos deixar que essas doenças retornem. Então, é muito importante que a população se vacine. As vacinas do SUS [Sistema Único de Saúde] são seguras e protegem, o que é mais importante. Então, vacinar é uma proteção individual, mas também proteção de toda a comunidade.”
 
Atenção pais e responsáveis do Mato Grosso! Atualizem a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Procurem uma Unidade Básica de Saúde e mantenham a proteção em dia.
 
Saiba mais em gov.br/vacinacao.

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14/01/2026 04:45h

Pais, mães e responsáveis, mantenham o cartão de vacinação de seus filhos em dia

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Os 11 municípios da macrorregião de Saúde Centro-Norte mato-grossense, entre eles Cuiabá, Chapada dos Guimarães, Jangada, Nova Brasilândia e Várzea Grande – seguem mobilizados na vacinação de crianças e adolescentes.

As coberturas vacinais registradas na macrorregião preocupam. Diversas vacinas, como a de poliomielite e a tríplice viral, que protege contra o sarampo, estão abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde.

No bairro Despraiado, em Cuiabá, a empresária e tatuadora Patrícia Gregório Rodrigues Carvalho, de 41 anos, sempre fez da vacinação uma prioridade. Mãe de uma menina de 8 anos e de um jovem de 20, ela acredita que vacinar é um gesto de cuidado que salva e prolonga vidas: "Acredito que vacinas salvam vidas porque quando você toma a vacina você já está prevenindo.”

Na capital mato-grossense, as equipes de saúde realizam ações de conscientização para informar a população sobre a necessidade da vacinação. A enfermeira e referência técnica de Imunizações da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, Renata Teles de Godoy, faz um chamado à população: 

“Pais e responsáveis, venham, procurem uma Unidade Básica de Saúde, procurem uma sala de vacinação mais próxima da sua residência, manter a caderneta de vacinação do seu filho atualizada é um gesto de amor, de carinho e de saúde.” 

As vacinas fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação e estão disponíveis durante todo o ano nas Unidades Básicas de Saúde. Não deixe de se proteger e proteger aqueles que você ama!

As vacinas para as crianças garantem proteção contra doenças como sarampo, poliomielite, tuberculose, hepatite B, meningites, difteria, tétano, coqueluche, HPV, febre amarela e covid-19.

Para os adolescentes menores de 15 anos, o foco é atualizar a situação vacinal, completando os esquemas em atraso de suas vacinas. É importante lembrar que a vacina de HPV está disponível para jovens de 15 a 19 anos. Não perca a oportunidade de mais essa proteção!

O diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, ressalta que a vacinação é a melhor medida para manter o país livre das doenças já controladas, como poliomielite e sarampo. Faça sua parte!

“Tivemos grande êxito, mas não podemos deixar que essas doenças retornem. Então, é muito importante que a população se vacine. As vacinas do SUS [Sistema Único de Saúde] são seguras e protegem, o que é mais importante. Então, vacinar é uma proteção individual, mas também proteção de toda a comunidade.”

tenção pais e responsáveis do Mato Grosso! Atualizem a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Procurem uma Unidade Básica de Saúde e mantenham a proteção em dia.

Saiba mais em gov.br/vacinacao.
 


 

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09/12/2025 08:00h

Parceria entre Mapa, Embrapa e IFMT impulsiona a piscicultura familiar, aumenta a produção e gera renda no campo

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O projeto Piscicultura Mais Vida realizou a primeira entrega de alevinos para agricultores familiares da Baixada Cuiabana (MT). A ação, coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), contemplou 40 produtores cadastrados, que receberam até mil exemplares cada, conforme a capacidade de seus tanques. Os demais inscritos serão atendidos nas próximas semanas.

Municípios que integram a Baixada Cuiabana: 

  • Acorizal;
  • Barão de Melgaço;
  • Chapada dos Guimarães;
  • Cuiabá;
  • Jangada;
  • Nossa Senhora do Livramento;
  • Nova Brasilândia;
  • Planalto da Serra;
  • Poconé;
  • Santo Antônio do Leverger; e 
  • Várzea Grande.

A iniciativa, desenvolvida em conjunto pela Pasta, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), busca fortalecer a piscicultura familiar, ampliar a produção e gerar mais renda para as comunidades rurais da região.

Durante a cerimônia de entrega, realizada na Unidade Mista de Pesquisa e Inovação (Umipi) da Embrapa, em Nossa Senhora do Livramento (MT), o ministro Carlos Fávaro destacou a importância de reduzir desigualdades no campo.

“Eu não seria um ministro realizado se fosse ministro apenas para cuidar da grande agropecuária. É uma grande missão buscar tirar essas desigualdades, fazer com que cada palmo de chão de Mato Grosso seja uma terra próspera, que gere riqueza e desenvolvimento para as pessoas”, disse.

Fávaro também reforçou o apoio às pequenas propriedades. “Nós começamos esse trabalho com programas de estruturação, de equipamentos e de máquinas para assentamentos e pequenas propriedades, em parceria com as prefeituras. E fico muito feliz em ver que aqui no município os tanques já estão sendo construídos para fortalecer a piscicultura”, completou.

Impactos

Um dos beneficiários, o agricultor Agnaldo Jesus Botelho, relatou que os alevinos vão incrementar a produção. Além da mandioca, ele mantém dois tanques de piscicultura na região do distrito da Guia. “Não tem mais rio, não pode pescar e nem transportar, então temos que fazer a criação nos tanques e a venda dos peixes corresponde a 50% da nossa renda”, explicou.

O prefeito de Nossa Senhora do Livramento, Thiago Almeida, ressaltou que o programa complementa ações do município, que já entregou cerca de 70 tanques de piscicultura neste ano. “As famílias beneficiadas estão cadastradas no Piscicultura Mais Vida e serão contempladas com a doação de alevinos”, afirmou.

Piscicultura Mais Vida

Lançado em março deste ano e desenvolvido nos tanques de piscicultura da Embrapa na Baixada Cuiabana, o projeto Piscicultura Mais Vida prevê o fornecimento gratuito de alevinos para ribeirinhos, quilombolas e indígenas inscritos em programas do Governo Federal que disponham de estrutura e condições para a criação de peixes e, de forma subsidiada, para agricultores familiares.

A medida também funciona como centro de formação continuada para criadores de peixes, com cursos de instrução e nivelamento. Por esse motivo, passou a ser referência na produção e fornecimento de alevinos, além da qualificação técnica dos produtores.

A coordenadora geral do projeto, professora doutora do IFMT, Laila Natasha, explica que um dos focos é a sustentabilidade, ao trabalhar com espécies nativas. “É importante preservar esses peixes e que os nossos produtores aprendam a cultivar e produzir da melhor forma. Numa próxima etapa, também vamos atuar na verticalização”, disse.

O reitor do IFMT, professor Julio César dos Santos, destacou a meta de produção: “Quando assinamos o termo com o Mapa para a produção de alevinos, o ministro pediu pelo menos 1 milhão. A meta da equipe é alcançar 5 milhões até o final de março com os mesmos recursos destinados para a produção de 1 milhão.”

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09/12/2025 04:40h

Durante cerimônia de apresentação dos resultados iniciais, ministro Carlos Fávaro anunciou a expansão; programa busca promover a segurança alimentar e incentivar o manejo sustentável dos solos

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O Programa Solo Vivo, iniciativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em parceria com o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), entra em uma nova etapa e passará a contemplar 32 assentamentos rurais. Na primeira fase, o projeto atendeu 10 municípios do estado.

O anúncio foi realizado nesta segunda-feira (8) pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, durante a cerimônia de apresentação dos resultados iniciais. “Às vésperas de celebrarmos um ano do Solo Vivo, anunciamos um avanço importante: vamos triplicar o programa. Serão 32 assentamentos, em 32 novos municípios, ampliando oportunidades e levando mais qualidade de vida ao povo mato-grossense. O Solo Vivo cresceu muito além do que imaginávamos e já começa a dar resultados concretos”, disse.

Lançada em maio de 2025 pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a medida busca promover a segurança alimentar e incentivar o manejo sustentável dos solos no estado. O Solo Vivo tem como objetivo:

  • recuperar áreas de solo degradado;
  • aumentar a produtividade;
  • fortalecer a competitividade da agricultura familiar; e 
  • reduzir as desigualdades na produção rural no estado.

Segundo Fávaro, a política pública “garante que pequenos e médios produtores tenham acesso às mesmas tecnologias dos grandes.” Por meio de ações de assistência técnica, análises de solo e orientação para boas práticas agrícolas, o programa contribui para o aumento da produtividade e da renda das famílias agricultoras, com foco na sustentabilidade e na conservação dos recursos naturais.

O coordenador do projeto no IFMT, Marcos Valin, destacou que o programa é completo e que estuda a especificidade de cada solo para melhorar a produção. “Nós pensamos esse projeto como um organismo vivo, em que cada parte tem uma função essencial para que tudo aconteça. Cada propriedade recebe uma recomendação personalizada, feita a partir de dados reais e analisados com rigor técnico. É a teoria saindo da sala de aula e indo direto para a prática no campo”, explicou.

Primeira etapa

Em menos de um ano, o Programa Solo Vivo coletou e analisou 1.620 amostras de solo, atendeu 685 famílias e beneficiou 5.860 hectares em 16 municípios mato-grossenses. Para viabilizar essas ações, foram aplicadas mais de 16 mil toneladas de calcário e 2,5 mil toneladas de fosfato, conforme recomendações técnicas.

No evento de apresentação dos resultados, produtores compartilharam experiências com o programa. O senhor Antônio, conhecido como seu Tota, do assentamento São Antônio da Fartura, em Campo Verde (MT), relatou que havia feito um orçamento para realizar o serviço e precisaria de, no mínimo, R$ 30 mil, valor que não teria condições de arcar. “O Solo Vivo tornou isso possível, sem nenhum custo”, destacou.

Por sua vez, a dona Ivanda descreveu a emoção de ver a terra preparada e as máquinas em operação: “mesmo sabendo que o resultado produtivo vem com o tempo, a felicidade de ver o impacto já começando a acontecer estava ali, diante de todos nós.”

Resultados

As amostras coletadas foram analisadas nos laboratórios de Análise de Solos do IFMT, localizados em Campo Novo do Parecis e Juína, ambos reconhecidos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A coordenadora técnica dos laboratórios, professora Franciele Valadão, destacou que os resultados foram surpreendentes. Segundo ela, as análises revelaram a diversidade dos solos mato-grossenses e possibilitaram aplicações mais eficientes em diferentes localidades, o que contribui para aumento da produção e para a qualidade dos alimentos que chegam às mesas das famílias.

Revista Digoreste

Na ocasião, foi lançada uma edição especial da Revista Digoreste, dedicada ao Programa Solo Vivo e às ações de extensão do IFMT.

O ministro Carlos Fávaro recebeu o primeiro exemplar da publicação, que traz um balanço do primeiro ano do programa em Mato Grosso. A revista reúne relatos de produtores beneficiados, além da participação de alunos e professores envolvidos nas diferentes áreas de execução.

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31/10/2025 04:50h

Ministro da Agricultura e Pecuária representou Governo Federal na entrega de moradias pelo Minha Casa, Minha Vida, que garantiu subsídio de até R$ 55 mil e juros de 4% a famílias de Cuiabá (MT) e Várzea Grande (MT)

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Representando o governo federal na cerimônia de entrega de chaves do programa Minha Casa, Minha Vida em Cuiabá e Várzea Grande, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, defendeu o trabalho de unidade e conjunto na aplicação de políticas públicas que melhoram a vida das pessoas.

"O cidadão, quando escolhe seu representante, independentemente de lado ideológico, de como pensa, ele espera que quando terminem as eleições, quem ganha mandato trabalhe unido para que as políticas públicas transformem as vidas das pessoas para melhor", destacou o ministro.

Fávaro citou as entregas das moradias como exemplo desse trabalho de unidade que dá certo, com ações do município, estado e do Governo Federal que faz a subvenção tanto para a aquisição do imóvel quanto nos juros, o que garante às famílias as condições de financiamento para a conquista da casa própria.

O ministro explica que além dos R$ 55 mil de subvenção para a aquisição, o governo federal também faz a subvenção na taxa de juros que atualmente no Brasil é de 15% mas com essa ação as famílias conseguem o financiamento em torno de 4% ao ano.

Com informações do Mapa

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31/10/2025 04:45h

Nesta quinta-feira (30), ministro Carlos Fávaro realizou as entregas do programa Minha Casa, Minha Vida em Cuiabá e Várzea Grande

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, representando o Governo Federal, entregou nesta quinta-feira (30) mais de mil moradias do programa Minha Casa, Minha Vida em Mato Grosso. Foram 595 unidades em Cuiabá (MT) e 460 em Várzea Grande (MT).

Durante a cerimônia, Fávaro destacou que o programa vai além da construção de casas, representando uma política pública que transforma realidades. Segundo ele, o subsídio oferecido pelo governo reduz o valor das parcelas abaixo do preço do aluguel, garantindo dignidade e segurança às famílias brasileiras.

“Parabéns a todos que conquistaram suas novas casas, que agora terão um lar de qualidade e uma vida melhor. Fico muito feliz em ver o programa avançando com força total em Mato Grosso, são 30 mil casas que serão entregues em todo o estado”, completou.

Em Cuiabá, as 595 moradias entregues fazem parte do Condomínio Guará, localizado no Residencial Parque do Cerrado. O empreendimento, com Valor Geral de Vendas (VGV) superior a R$ 228 milhões, foi destinado a famílias com renda a partir de R$ 2 mil. Os beneficiários receberam descontos de até R$ 55 mil por meio de subsídios do Governo Federal, além de subsídios adicionais de até R$ 20 mil do programa Ser Família Habitação, do Governo de Mato Grosso, por meio da MTPAR. O financiamento dos imóveis foi concedido pela Caixa Econômica Federal, com prazo de até 420 meses e as menores taxas de juros do mercado.

Em seguida, o ministro participou da entrega de 460 moradias em Várzea Grande, nos residenciais Chapada das Cerejeiras, Parque Hollywood e Parque Hollywood II.

Fávaro ressaltou a importância da integração entre os governos federal, estadual e municipais para o sucesso do programa. De acordo com ele, essa união permite que o custo final das parcelas seja acessível, possibilitando que mais famílias deixem o aluguel e conquistem um patrimônio próprio.

Com mais de 30 mil unidades previstas para entrega em todo o estado, o Minha Casa, Minha Vida segue em expansão em Mato Grosso e em todo o país, reafirmando o compromisso do Governo Federal em reduzir o déficit habitacional, gerar empregos e melhorar a qualidade de vida das famílias brasileiras.
 

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