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Baixar áudioO teste molecular DNA-HPV para detecção precoce do câncer do colo do útero já está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) em 26 estados e no Distrito Federal, conforme informações divulgadas pelo Ministério da Saúde na quarta-feira (28). A implementação ocorre de forma gradual, e a tecnologia permite identificar infecções pelo papilomavírus humano (HPV) associadas à doença antes do surgimento de lesões.
De acordo com o Ministério da Saúde, a estratégia já contabiliza 153 mil amostras coletadas entre 2025 e 2026. Desse total, 93 mil foram processadas em 2026, das quais 9.904 apresentaram resultado positivo para HPV de alto risco, associado ao desenvolvimento do câncer do colo do útero.
O exame molecular identifica a presença do vírus, incluindo os tipos 16 e 18 do HPV, associados a um risco maior de desenvolvimento da doença. A detecção permite o acompanhamento das pacientes e o encaminhamento para investigação e cuidados de saúde, quando necessário.
A coleta do teste DNA-HPV é realizada por profissionais de saúde nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Em situações previstas pelo protocolo, também pode ser feita por autocoleta, após orientação de um profissional de saúde.
Para saber se o exame já está disponível no município, a orientação é procurar a UBS de referência e consultar a equipe de saúde sobre a oferta do teste e os critérios para realização.
Todas as unidades da Federação, com exceção do Espírito Santo, já receberam os materiais necessários e iniciaram a realização dos exames em pelo menos um município. No estado capixaba, o início da estratégia depende da conclusão das etapas de organização local, com previsão de envio dos materiais ainda em 2026.
O teste molecular DNA-HPV identifica a presença do vírus associado ao câncer do colo do útero. Após um resultado negativo, o intervalo previsto até a próxima coleta é de cinco anos, conforme as informações divulgadas pelo Ministério da Saúde.
O exame preventivo Papanicolau continua disponível no SUS e permanece como uma ferramenta segura e eficaz de prevenção enquanto a nova tecnologia é incorporada gradualmente à rede pública de saúde.
A ampliação do rastreamento também conta com ações do programa Agora Tem Especialistas, que busca contribuir para aumentar a oferta de consultas, exames e procedimentos especializados necessários ao diagnóstico e acompanhamento das pacientes.
A vacinação contra o HPV também integra as estratégias de prevenção do câncer do colo do útero. Em 2025, o Brasil alcançou 87% de cobertura vacinal entre meninas e 74% entre meninos de 9 a 14 anos, segundo o Ministério da Saúde.
Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que o país poderá registrar cerca de 19,3 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano entre 2026 e 2028.
A recomendação é manter o acompanhamento de saúde e procurar atendimento diante de sinais suspeitos. A vacinação contra o HPV e a realização dos exames de rastreamento conforme as orientações de saúde são medidas importantes para prevenir a doença e favorecer o diagnóstico precoce.
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Baixar áudioA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, no dia 28 de setembro, o registro da vacina Capvaxive, um novo imunizante contra 21 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, também conhecida como pneumococo. A vacina é indicada para adultos a partir de 18 anos e tem como objetivo prevenir a pneumonia e a doença pneumocócica invasiva.
A bactéria pode provocar diferentes tipos de infecção. Entre os quadros mais leves estão a otite média e a sinusite. Em situações mais graves, a infecção pode evoluir para pneumonia bacteriana, meningite e sepse, condições que podem colocar a vida do paciente em risco.
A Capvaxive é uma vacina pneumocócica conjugada 21-valente, desenvolvida pela farmacêutica MSD, também conhecida como Merck Sharp & Dohme. Segundo as informações divulgadas sobre o imunizante, a aplicação é feita em dose única, conforme a indicação aprovada.
O registro foi concedido pela Anvisa após uma análise regulatória que utilizou o procedimento de confiança regulatória, conhecido como reliance. Nesse modelo, a agência considera avaliações realizadas por autoridades sanitárias estrangeiras de referência.
No caso da Capvaxive, o processo teve como referência a Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos. A aprovação brasileira permite o registro do imunizante para as indicações autorizadas pela Anvisa.
Apesar da aprovação, ainda não há previsão divulgada para a comercialização da Capvaxive nas clínicas privadas nem para sua incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Atualmente, o SUS já oferece vacinas pneumocócicas previstas no calendário e nos programas de imunização, conforme as indicações específicas para cada público. A aprovação de um novo imunizante não significa que ele estará imediatamente disponível na rede pública.
A vacinação deve seguir as recomendações das autoridades de saúde e a orientação de profissionais habilitados, que podem avaliar a indicação de acordo com a idade, o histórico vacinal e os fatores de risco de cada pessoa.
Copiar o textoFVS-RCP registra casos em quatro municípios; 14 pessoas infectadas não estavam vacinadas
Baixar áudioA vacinação contra o sarampo foi intensificada no Amazonas, que confirmou 17 casos da doença. A informação foi divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), por meio da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).
Segundo a atualização do informe epidemiológico, nove casos foram registrados em Tabatinga, cinco em Benjamin Constant, dois em Atalaia do Norte e um em São Paulo de Olivença.
Entre as pessoas infectadas, 14 não haviam sido vacinadas contra a doença. O dado reforça a importância da imunização para prevenir novos casos e conter a transmissão do vírus.
De acordo com a SES-AM, em articulação com as secretarias municipais de saúde, a vacinação contra o sarampo permanece como a principal estratégia de prevenção e controle, com ações intensificadas em todo o estado.
Nos municípios de fronteira com Peru e Colômbia, também são realizadas ações de vacinação extramuros para pessoas a partir de seis meses de idade. A iniciativa busca ampliar o acesso à vacina em locais de grande circulação e aumentar as oportunidades de atualização da situação vacinal.
A vigilância epidemiológica inclui a investigação de casos suspeitos e o acompanhamento dos contatos. A FVS-RCP também reforçou as orientações de biossegurança, isolamento, notificação e fluxo assistencial para casos suspeitos ou confirmados, conforme a Nota Técnica nº 32/2026.
A vacinação é a principal forma de prevenção contra o sarampo. A vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A vacina é indicada para pessoas de 12 meses a 59 anos, conforme o calendário vacinal. A orientação é que pais e responsáveis verifiquem a caderneta de vacinação das crianças. Jovens e adultos também devem conferir se as doses estão em dia e procurar uma unidade de saúde para atualizar a vacinação, quando necessário.
A FVS-RCP destaca que a identificação rápida de casos suspeitos, a vacinação e a adoção de medidas de controle são fundamentais para interromper a transmissão do sarampo.
O informe epidemiológico é atualizado semanalmente, às quartas-feiras, e pode ser consultado no site oficial da FVS-RCP.
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Baixar áudioO boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em 8 de outubro, apontou Alagoas, Roraima e Sergipe como os três estados do país que reúnem, ao mesmo tempo, incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco e sinal de crescimento na tendência das últimas seis semanas, com dados até a Semana Epidemiológica 39.
Segundo a Fiocruz, o aumento de casos nesses estados é puxado principalmente pela faixa etária de crianças e adolescentes. Em Alagoas e em Sergipe, o crescimento está associado à circulação do metapneumovírus. Já em Roraima, o vírus responsável pela alta ainda não foi identificado com precisão pelos pesquisadores.
Além dos três estados com sinal de crescimento, o boletim também aponta Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina em nível de alerta ou risco para SRAG, mas sem a mesma tendência de alta sustentada ao longo de seis semanas identificada em Alagoas, Roraima e Sergipe.
Entre as capitais, Aracaju, Porto Alegre, Rio Branco, São Luís e Vitória aparecem com incidência em nível de alerta, risco ou alto risco e sinal de crescimento.
No conjunto do país, o número de casos de SRAG está estável ou oscilando há seis semanas, mas com sinal de crescimento de curto prazo nas últimas três semanas. O Rinovírus, o metapneumovírus e o Sars-CoV-2 (causador da covid-19) estão em alta no país, embora os casos graves de covid-19 continuem em patamar baixo. Já influenza B e VSR (vírus sincicial respiratório) seguem em queda, e a influenza A permanece estável em nível baixo.
Olhando por faixa etária, o boletim identifica uma leve retomada de casos entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos, enquanto os demais grupos etários seguem estáveis.
Desde o início de 2026, o país já notificou 161.053 casos de SRAG. Desses, 86.534 (53,7%) tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório, 58.143 (36,1%) tiveram resultado negativo e cerca de 7.270 (4,5%) ainda aguardavam resultado até a divulgação do boletim.
Entre os casos positivos no acumulado do ano, o VSR responde por 40%, o rinovírus por 32,5%, a influenza A por 16,2%, a influenza B por 5,5% e o Sars-CoV-2 por 3,8%.
Na média das últimas oito semanas, a incidência de SRAG é maior entre crianças menores de 2 anos, principalmente associada a rinovírus, VSR e metapneumovírus. Já a mortalidade é mais alta entre pessoas com 65 anos ou mais, puxada sobretudo por VSR, rinovírus e influenza A, vírus que também respondem pela maior parte das mortes em crianças pequenas.
A Fiocruz reforça a importância de grupos prioritários manterem a vacinação contra a Covid-19 em dia. Gestantes também devem tomar a vacina contra o VSR, disponível para esse público como forma de proteção tanto da mãe quanto do bebê.
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Baixar áudioO Ministério da Saúde começou a disponibilizar, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina pneumocócica conjugada 20-valente (Pneumo 20) voltada especificamente para pessoas com 85 anos ou mais.
A estratégia foca no público com maior vulnerabilidade biológica a infecções respiratórias agressivas causadas pelo Streptococcus pneumoniae, patógeno que desencadeia quadros severos de pneumonia e meningite. Ao todo, estima-se que mais de 2,3 milhões de cidadãos formem a população-alvo no país, e o objetivo federal é atingir ao menos 90% desse contingente. Para receber a imunização, não é requerida receita médica, sendo indispensável apenas a apresentação de um documento que ateste a idade do idoso.
O direcionamento prioritário a essa faixa etária fundamenta-se na imunossenescência (o enfraquecimento natural do sistema imunológico decorrente da idade avançada) somado à alta prevalência de doenças crônicas associadas. Essa conjunção de fatores amplia as chances de complicações sistêmicas, que além do trato respiratório podem comprometer o funcionamento cardíaco, renal e neurológico.
Dados de monitoramento reforçam o quadro de alerta: entre pessoas com 85 anos ou mais, as hospitalizações por pneumonia chegaram a 3.097,7 por 100 mil habitantes em 2024 e a 2.902,7 em 2025. Paralelamente, as taxas de mortalidade pela doença atingiram 758,1 e 743,1 óbitos por 100 mil no mesmo biênio.
A aplicação da Pneumo 20 é ajustada conforme a caderneta vacinal pregressa de cada indivíduo. Aqueles que nunca receberam nenhum imunizante pneumocócico têm indicação de dose única da nova vacina. Para os que já tomaram uma dose de Pneumo 13 ou Pneumo 15, orienta-se a aplicação da Pneumo 20 após intervalo de dois meses, enquanto quem recebeu uma única dose de Pneumo 23 deve aguardar um intervalo mínimo de um ano. Por outro lado, idosos que já concluíram esquemas anteriores, a exemplo de duas doses de Pneumo 23 ou a combinação desta com as versões conjugadas, não precisam tomar a Pneumo 20 nesta etapa.
Para garantir que a campanha alcance a meta estipulada, as secretarias de saúde adotarão estratégias extramuros e busca ativa nas residências, dando prioridade a idosos acamados, com barreiras de locomoção, em condições de fragilidade ou sem rede de assistência familiar.
A oportunidade de imunização também será utilizada pelos profissionais de enfermagem para revisar e atualizar outras vacinas em atraso no calendário do idoso, enquanto a pasta prevê estender a cobertura do imunizante gradualmente para faixas etárias anteriores.
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Baixar áudioO mais recente Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta sinal de crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Alagoas, Mato Grosso e Roraima. Os três estados apresentam incidência em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas. A análise é referente à semana epidemiológica 33, de 16 a 22 de agosto.
Conforme a publicação, o aumento do número de casos de SRAG em Mato Grosso e Roraima tem se concentrado entre as crianças de 2 a 4 anos. Já em Alagoas, o aumento nos registros tem ocorrido principalmente nas crianças e adolescentes de 2 a 14 anos.
A pesquisadora do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, destaca que, embora ainda não haja dados laboratoriais suficientes para confirmar os vírus responsáveis, o rinovírus é apontado como o principal suspeito nos casos que atingem essa faixa etária.
“Levando em consideração o perfil etário e o cenário epidemiológico nacional, a gente acredita que os vírus que estejam impulsionando esse aumento dos casos de SRAG nas crianças e adolescentes em Alagoas, Mato Grosso e Roraima seja principalmente o rinovírus, que é o vírus do resfriado comum, e também, em menor escala, o metapneumovírus”, aponta Portella.
De acordo com os pesquisadores do InfoGripe, a diminuição dos casos de SRAG nas crianças menores de 2 anos está relacionada à queda do número de hospitalizações por VSR. Já o recuo de SRAG nas demais faixas etárias é atribuído à diminuição das hospitalizações pelo vírus da influenza.
Apesar da tendência de crescimento nos casos de SRAG em apenas três Unidades da Federação (UF), o InfoGripe aponta que oito UFs ainda estão com incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, mas sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo. Confira quais:
Amazonas;
Em relação ao cenário epidemiológico dos outros vírus respiratórios, como o vírus sincicial respiratório (VSR) e influenza, Portella afirma que foi observado que o período de sazonalidade da influenza A já se encerrou no país – por isso, os casos graves por influenza A estão baixos na maioria dos estados. No entanto, as ocorrências de SRAG estão em níveis altos de incidência em Roraima.
De acordo com o Boletim, em relação à Covid-19, todas as UFs estão em um patamar baixo de incidência.
No caso das capitais, quatro apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, referente às últimas duas semanas, com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo, referente ao período das últimas 6 semanas. São elas: Aracaju (SE), Belém (PA), Boa Vista (RR) e João Pessoa (PB).
Em 2026, já foram notificados 141.009 casos de SRAG, 54% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Entre os casos positivos, 17,9% foram de influenza A e apenas 5,4% de influenza B. Por outro lado, 42% foram de VSR, 30,4% de rinovírus e 3,9% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
Copiar o textoO Dia D da Campanha de Multivacinação ocorre neste sábado (22) em todo o Brasil. Estarão disponíveis imunizantes que protegem contra 20 doenças graves, como meningites, tuberculose e cânceres associados ao HPV. O principal foco de vacinação são crianças e adolescentes menores de 15 anos. A campanha segue até o dia 1º de setembro e o objetivo é a atualização de vacinas.
Pela primeira vez, a campanha conta com a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada em junho de 2026 ao Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, como pneumonias e meningites. A vacina é indicada para crianças menores de 5 anos, conforme o esquema vacinal.
Segundo o Ministério da Saúde, mais de 180 milhões de doses foram distribuídas para garantir a vacinação em todo o país ao longo deste ano até agora. As vacinas mais aplicadas foram contra influenza, sarampo (tríplice viral) e poliomielite foram as mais aplicadas.
Confira quais vacinas estarão disponíveis no Dia D, conforme a faixa etária, o histórico vacinal e a indicação:
A pasta informou que a estratégia tem o intuito de ampliar as coberturas vacinais, fortalecer a proteção coletiva e facilitar o acesso às vacinas ofertadas de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida tem como foco contribuir para a prevenção de doenças imunopreveníveis em todo o país.
Considerando o aumento de casos de sarampo na região das Américas e do registro de casos importados no Brasil, o Ministério da Saúde mantém a vacinação indiscriminada contra a doença para pessoas de 6 meses a 59 anos em Guarulhos, São Bernardo do Campo e na capital paulista para evitar a reintrodução do sarampo no país.
A mobilização, que começou em 3 de agosto, já aplicou mais de 529,8 mil doses da vacina tríplice viral nos três municípios até o dia 14 de agosto. Desse total, 87,2 mil doses foram destinadas a crianças de 5 a 11 anos, o que representa 16,5% das aplicações.
Em novembro de 2024, o Brasil recebeu a recertificação da eliminação da circulação endêmica do sarampo pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) – status que é mantido atualmente. No Dia D e até o fim da campanha, a proteção contra o sarampo também pode ser atualizada em todos os estados.
Copiar o textoRondônia, Piauí, Bahia e Sergipe mostram leve sinal de crescimento
Baixar áudioO mais recente Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta que o número de casos de Síndrome Respiratória Grave (SRAG) segue com sinal de queda em quase todas as Unidades da Federação (UF). A exceção do recuo de casos foi registrada nos estados de Rondônia, Piauí, Bahia e Sergipe, os quais mostram leve sinal de crescimento. A análise é referente à semana epidemiológica 32, de 9 a 15 de agosto.
Mesmo com a diminuição de casos de SRAG no país, os pesquisadores do InfoGripe reforçam que a vacina é a principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos pelos principais vírus que causam SRAG, como influenza, VSR e Covid-19.
Apesar da tendência de queda nos casos de SRAG, o InfoGripe aponta que 11 UFs ainda estão com incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas.
Confira as 11 UFs em que há casos de SRAG em alerta, risco ou alto risco:
O Boletim informa, ainda, que há um sinal de início ou manutenção da queda dos casos de SRAG por VSR no país. No entanto, mesmo com tendência de queda, os casos de SRAG por VSR continuam altos em Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, São Paulo, Santa Catarina, Sergipe e Rio Grande do Sul.
Já os casos graves por influenza B seguem com alta no Rio Grande do Sul, mas mostram sinais de desaceleração do crescimento no Espírito Santo e Minas Gerais.
Em relação à Covid-19, o número de casos semanais está em um patamar baixo de incidência em todas as UF. Também há uma manutenção do aumento das hospitalizações por metapneumovírus em toda a Região Sul, além de São Paulo, Pernambuco, Amazonas e Sergipe, e de rinovírus na Bahia, São Paulo e Espírito Santo. Segundo os pesquisadores, o cenário não tem impacto relevante nos casos de SRAG em boa parte desses estados.
A atualização mostra, ainda, que quatro das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 32, sendo: Aracaju, Cuiabá, Salvador e Porto Alegre.
Além disso, três capitais apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Belo Horizonte, Florianópolis e São Luís.
Em 2026, já foram notificados 137.551 casos de SRAG, 54% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Entre os casos positivos, 18,2% foram de influenza A e apenas 5,4% de influenza B. Por outro lado, 42,2% foram de vírus sincicial respiratório, 30,1% de rinovírus e 3,9% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
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Baixar áudioO Dia D da Campanha de Multivacinação ocorre neste sábado (22) em todo o Brasil. Estarão disponíveis imunizantes que protegem contra 20 doenças graves, como meningites, tuberculose e cânceres associados ao HPV. O principal foco de vacinação são crianças e adolescentes menores de 15 anos. A campanha segue até o dia 1º de setembro e o objetivo é a atualização de vacinas.
Pela primeira vez, a campanha conta com a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada em junho de 2026 ao Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, como pneumonias e meningites. A vacina é indicada para crianças menores de 5 anos, conforme o esquema vacinal.
Segundo o Ministério da Saúde, mais de 180 milhões de doses foram distribuídas para garantir a vacinação em todo o país ao longo deste ano até agora. As vacinas mais aplicadas foram contra influenza, sarampo (tríplice viral) e poliomielite foram as mais aplicadas.
Confira quais vacinas estarão disponíveis no Dia D, conforme a faixa etária, o histórico vacinal e a indicação:
A pasta informou que a estratégia tem o intuito de ampliar as coberturas vacinais, fortalecer a proteção coletiva e facilitar o acesso às vacinas ofertadas de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida tem como foco contribuir para a prevenção de doenças imunopreveníveis em todo o país.
Considerando o aumento de casos de sarampo na região das Américas e do registro de casos importados no Brasil, o Ministério da Saúde mantém a vacinação indiscriminada contra a doença para pessoas de 6 meses a 59 anos em Guarulhos, São Bernardo do Campo e na capital paulista para evitar a reintrodução do sarampo no país.
A mobilização, que começou em 3 de agosto, já aplicou mais de 529,8 mil doses da vacina tríplice viral nos três municípios até o dia 14 de agosto. Desse total, 87,2 mil doses foram destinadas a crianças de 5 a 11 anos, o que representa 16,5% das aplicações.
Em novembro de 2024, o Brasil recebeu a recertificação da eliminação da circulação endêmica do sarampo pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) – status que é mantido atualmente. No Dia D e até o fim da campanha, a proteção contra o sarampo também pode ser atualizada em todos os estados.
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Baixar áudioO Ministério da Saúde anunciou o reforço da vacinação contra o sarampo nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, no estado de São Paulo. A recomendação amplia a oferta do imunizante para todas as pessoas com idade entre 6 meses e 59 anos, de forma indiscriminada, durante a Campanha de Multivacinação, que será realizada entre 3 de agosto e 1º de setembro. A medida foi adotada após a identificação de uma cadeia de transmissão do vírus nos três municípios.
A campanha contará com o reforço no abastecimento de vacinas. Em 2026, o Ministério da Saúde já distribuiu mais de 7,2 milhões de doses da vacina tríplice viral aos estados e municípios, sendo que cerca de 2,9 milhões já foram aplicadas em todo o país. A vacina é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e faz parte do Calendário Nacional de Vacinação para pessoas de 12 meses a 59 anos.
Além das doses previstas no calendário, o Ministério da Saúde também orienta a aplicação da chamada “dose zero” em crianças de 6 a 11 meses, quando há circulação do vírus. A estratégia busca ampliar a proteção desse grupo, considerado mais vulnerável às formas graves da doença.
Segundo o balanço mais recente, o Brasil confirmou 14 casos de sarampo em 2026. Três ocorrências registradas no início do ano já foram encerradas, enquanto um surto ativo com 11 casos permanece em investigação, sendo nove na capital paulista e dois em São Bernardo do Campo. De acordo com o Ministério da Saúde, a região apresenta intensa circulação de pessoas e elevado fluxo internacional de viajantes, fatores que favorecem a introdução do vírus.
Em relação à cobertura vacinal, o país atingiu 92,9% na primeira dose e 78,3% na segunda dose da vacina tríplice viral em 2025. Nos municípios contemplados pela nova recomendação, os índices de cobertura da segunda dose permanecem abaixo do ideal para ampliar a proteção coletiva, reforçando a importância da imunização.
O Ministério da Saúde reforça que manter a caderneta de vacinação atualizada é a principal medida para prevenir o sarampo, evitar novos surtos e impedir a reintrodução da doença no país.
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