Vacina

01/11/2026 04:05h

Exame molecular DNA-HPV identifica infecções associadas à doença antes do surgimento de lesões; estratégia já contabiliza 153 mil amostras coletadas no país

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O teste molecular DNA-HPV para detecção precoce do câncer do colo do útero já está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) em 26 estados e no Distrito Federal, conforme informações divulgadas pelo Ministério da Saúde na quarta-feira (28). A implementação ocorre de forma gradual, e a tecnologia permite identificar infecções pelo papilomavírus humano (HPV) associadas à doença antes do surgimento de lesões.

De acordo com o Ministério da Saúde, a estratégia já contabiliza 153 mil amostras coletadas entre 2025 e 2026. Desse total, 93 mil foram processadas em 2026, das quais 9.904 apresentaram resultado positivo para HPV de alto risco, associado ao desenvolvimento do câncer do colo do útero.

O exame molecular identifica a presença do vírus, incluindo os tipos 16 e 18 do HPV, associados a um risco maior de desenvolvimento da doença. A detecção permite o acompanhamento das pacientes e o encaminhamento para investigação e cuidados de saúde, quando necessário. 

 

Como acessar o teste pelo SUS

A coleta do teste DNA-HPV é realizada por profissionais de saúde nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Em situações previstas pelo protocolo, também pode ser feita por autocoleta, após orientação de um profissional de saúde.

Para saber se o exame já está disponível no município, a orientação é procurar a UBS de referência e consultar a equipe de saúde sobre a oferta do teste e os critérios para realização.

Todas as unidades da Federação, com exceção do Espírito Santo, já receberam os materiais necessários e iniciaram a realização dos exames em pelo menos um município. No estado capixaba, o início da estratégia depende da conclusão das etapas de organização local, com previsão de envio dos materiais ainda em 2026.

 

Qual é a diferença entre o DNA-HPV e o Papanicolau?

O teste molecular DNA-HPV identifica a presença do vírus associado ao câncer do colo do útero. Após um resultado negativo, o intervalo previsto até a próxima coleta é de cinco anos, conforme as informações divulgadas pelo Ministério da Saúde.

O exame preventivo Papanicolau continua disponível no SUS e permanece como uma ferramenta segura e eficaz de prevenção enquanto a nova tecnologia é incorporada gradualmente à rede pública de saúde.

A ampliação do rastreamento também conta com ações do programa Agora Tem Especialistas, que busca contribuir para aumentar a oferta de consultas, exames e procedimentos especializados necessários ao diagnóstico e acompanhamento das pacientes.

 

Vacinação contra o HPV e prevenção

A vacinação contra o HPV também integra as estratégias de prevenção do câncer do colo do útero. Em 2025, o Brasil alcançou 87% de cobertura vacinal entre meninas e 74% entre meninos de 9 a 14 anos, segundo o Ministério da Saúde.

Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que o país poderá registrar cerca de 19,3 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano entre 2026 e 2028.

A recomendação é manter o acompanhamento de saúde e procurar atendimento diante de sinais suspeitos. A vacinação contra o HPV e a realização dos exames de rastreamento conforme as orientações de saúde são medidas importantes para prevenir a doença e favorecer o diagnóstico precoce.
 

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22/10/2026 04:35h

Imunizante Capvaxive é indicado para adultos a partir de 18 anos; ainda não há previsão de disponibilização no SUS

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, no dia 28 de setembro, o registro da vacina Capvaxive, um novo imunizante contra 21 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, também conhecida como pneumococo. A vacina é indicada para adultos a partir de 18 anos e tem como objetivo prevenir a pneumonia e a doença pneumocócica invasiva.

A bactéria pode provocar diferentes tipos de infecção. Entre os quadros mais leves estão a otite média e a sinusite. Em situações mais graves, a infecção pode evoluir para pneumonia bacteriana, meningite e sepse, condições que podem colocar a vida do paciente em risco.

A Capvaxive é uma vacina pneumocócica conjugada 21-valente, desenvolvida pela farmacêutica MSD, também conhecida como Merck Sharp & Dohme. Segundo as informações divulgadas sobre o imunizante, a aplicação é feita em dose única, conforme a indicação aprovada.

Como foi a aprovação?

O registro foi concedido pela Anvisa após uma análise regulatória que utilizou o procedimento de confiança regulatória, conhecido como reliance. Nesse modelo, a agência considera avaliações realizadas por autoridades sanitárias estrangeiras de referência.

No caso da Capvaxive, o processo teve como referência a Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos. A aprovação brasileira permite o registro do imunizante para as indicações autorizadas pela Anvisa.

A vacina estará disponível no SUS?

Apesar da aprovação, ainda não há previsão divulgada para a comercialização da Capvaxive nas clínicas privadas nem para sua incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Atualmente, o SUS já oferece vacinas pneumocócicas previstas no calendário e nos programas de imunização, conforme as indicações específicas para cada público. A aprovação de um novo imunizante não significa que ele estará imediatamente disponível na rede pública.

A vacinação deve seguir as recomendações das autoridades de saúde e a orientação de profissionais habilitados, que podem avaliar a indicação de acordo com a idade, o histórico vacinal e os fatores de risco de cada pessoa.

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17/10/2026 04:00h

FVS-RCP registra casos em quatro municípios; 14 pessoas infectadas não estavam vacinadas

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A vacinação contra o sarampo foi intensificada no Amazonas, que confirmou 17 casos da doença. A informação foi divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), por meio da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).

Segundo a atualização do informe epidemiológico, nove casos foram registrados em Tabatinga, cinco em Benjamin Constant, dois em Atalaia do Norte e um em São Paulo de Olivença.

Entre as pessoas infectadas, 14 não haviam sido vacinadas contra a doença. O dado reforça a importância da imunização para prevenir novos casos e conter a transmissão do vírus.

 

Ações de vacinação e vigilância

De acordo com a SES-AM, em articulação com as secretarias municipais de saúde, a vacinação contra o sarampo permanece como a principal estratégia de prevenção e controle, com ações intensificadas em todo o estado.

Nos municípios de fronteira com Peru e Colômbia, também são realizadas ações de vacinação extramuros para pessoas a partir de seis meses de idade. A iniciativa busca ampliar o acesso à vacina em locais de grande circulação e aumentar as oportunidades de atualização da situação vacinal.

A vigilância epidemiológica inclui a investigação de casos suspeitos e o acompanhamento dos contatos. A FVS-RCP também reforçou as orientações de biossegurança, isolamento, notificação e fluxo assistencial para casos suspeitos ou confirmados, conforme a Nota Técnica nº 32/2026.

 

Vacina está disponível gratuitamente pelo SUS

A vacinação é a principal forma de prevenção contra o sarampo. A vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A vacina é indicada para pessoas de 12 meses a 59 anos, conforme o calendário vacinal. A orientação é que pais e responsáveis verifiquem a caderneta de vacinação das crianças. Jovens e adultos também devem conferir se as doses estão em dia e procurar uma unidade de saúde para atualizar a vacinação, quando necessário.

A FVS-RCP destaca que a identificação rápida de casos suspeitos, a vacinação e a adoção de medidas de controle são fundamentais para interromper a transmissão do sarampo.

O informe epidemiológico é atualizado semanalmente, às quartas-feiras, e pode ser consultado no site oficial da FVS-RCP.
 

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14/10/2026 04:25h

Boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz no último dia 8, aponta os três estados com incidência em nível de alerta, risco ou alto risco e sinal de crescimento na tendência de seis semanas; aumento é puxado por crianças e adolescentes

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O boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em 8 de outubro, apontou Alagoas, Roraima e Sergipe como os três estados do país que reúnem, ao mesmo tempo, incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco e sinal de crescimento na tendência das últimas seis semanas, com dados até a Semana Epidemiológica 39.

Segundo a Fiocruz, o aumento de casos nesses estados é puxado principalmente pela faixa etária de crianças e adolescentes. Em Alagoas e em Sergipe, o crescimento está associado à circulação do metapneumovírus. Já em Roraima, o vírus responsável pela alta ainda não foi identificado com precisão pelos pesquisadores.

Outros estados em alerta, mas sem crescimento confirmado

Além dos três estados com sinal de crescimento, o boletim também aponta Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina em nível de alerta ou risco para SRAG, mas sem a mesma tendência de alta sustentada ao longo de seis semanas identificada em Alagoas, Roraima e Sergipe.

Entre as capitais, Aracaju, Porto Alegre, Rio Branco, São Luís e Vitória aparecem com incidência em nível de alerta, risco ou alto risco e sinal de crescimento.

Panorama nacional

No conjunto do país, o número de casos de SRAG está estável ou oscilando há seis semanas, mas com sinal de crescimento de curto prazo nas últimas três semanas. O Rinovírus, o metapneumovírus e o Sars-CoV-2 (causador da covid-19) estão em alta no país, embora os casos graves de covid-19 continuem em patamar baixo. Já influenza B e VSR (vírus sincicial respiratório) seguem em queda, e a influenza A permanece estável em nível baixo.

Olhando por faixa etária, o boletim identifica uma leve retomada de casos entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos, enquanto os demais grupos etários seguem estáveis.

Números do ano

Desde o início de 2026, o país já notificou 161.053 casos de SRAG. Desses, 86.534 (53,7%) tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório, 58.143 (36,1%) tiveram resultado negativo e cerca de 7.270 (4,5%) ainda aguardavam resultado até a divulgação do boletim.

Entre os casos positivos no acumulado do ano, o VSR responde por 40%, o rinovírus por 32,5%, a influenza A por 16,2%, a influenza B por 5,5% e o Sars-CoV-2 por 3,8%.

Na média das últimas oito semanas, a incidência de SRAG é maior entre crianças menores de 2 anos, principalmente associada a rinovírus, VSR e metapneumovírus. Já a mortalidade é mais alta entre pessoas com 65 anos ou mais, puxada sobretudo por VSR, rinovírus e influenza A, vírus que também respondem pela maior parte das mortes em crianças pequenas.

Recomendação de vacinação

A Fiocruz reforça a importância de grupos prioritários manterem a vacinação contra a Covid-19 em dia. Gestantes também devem tomar a vacina contra o VSR, disponível para esse público como forma de proteção tanto da mãe quanto do bebê.

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09/10/2026 04:30h

Ministério da Saúde intensifica vacinação e vigilância em regiões com registros da doença

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O Ministério da Saúde registrou 52 casos de sarampo no Brasil em 2026, sendo 41 em São Paulo, dez no Amazonas e um no Rio de Janeiro. Segundo a pasta, todos os casos foram importados de outros países. 

Para conter a transmissão, as equipes de saúde realizam busca ativa, investigação epidemiológica, monitoramento de contatos e bloqueio vacinal. A vacinação também foi intensificada em espaços públicos e locais de grande circulação nas regiões com casos confirmados. 

De acordo com o Painel de Doenças Exantemáticas, mais de 3,8 mil casos de sarampo foram notificados ao Ministério da Saúde neste ano. Desse total, 2,3 mil foram descartados e cerca de 1,4 mil permanecem em investigação. 

Apesar dos registros, o Ministério da Saúde ressalta que o Brasil continua livre da circulação endêmica do sarampo. Em 2019, em um cenário de baixas coberturas vacinais, o país registrou mais de 20 mil casos da doença. Após mais de 12 meses de transmissão, o Brasil perdeu a certificação internacional de eliminação do vírus. 

Em novembro de 2024, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) recertificou o Brasil como livre da circulação endêmica do sarampo, após a interrupção da transmissão sustentada. Entre 2023 e 2025, foram confirmados 43 casos no país, sem registro de mortes. 

Desde 2023, a cobertura das 16 vacinas do calendário infantil aumentou, enquanto o número de crianças não vacinadas caiu 86%, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Unicef. Em 2025, a cobertura da primeira dose da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, chegou a 93,10% no Brasil, 94,39% em São Paulo e 89,54% no Amazonas. 

O Ministério da Saúde reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Pessoas com doses em atraso devem procurar uma unidade de saúde para atualizar a caderneta, conforme as recomendações do Programa Nacional de Imunizações (PNI). 

Ações de vacinação e vigilância

Em 2026, o Ministério da Saúde realizou quatro grandes mobilizações de vacinação. Ao todo, mais de 3,8 milhões de doses foram aplicadas em São Paulo e cerca de 192 mil no Amazonas.

Em São Paulo, a vacinação contra o sarampo foi reforçada na capital e nos municípios de Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André. As ações incluem busca ativa, investigação de casos, acompanhamento de contatos e bloqueio vacinal. 

A estratégia também prevê a chamada dose zero da vacina contra o sarampo para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias. A aplicação é adicional às doses previstas no calendário de rotina, administradas aos 12 e 15 meses. 

Na região de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, no Amazonas, a pasta intensificou as medidas de resposta após a confirmação de casos importados. Entre as ações estão vacinação, busca ativa, investigação de casos suspeitos, coleta de amostras, identificação e acompanhamento de contatos e bloqueio vacinal, com apoio de equipes federais. 

Avanço do sarampo nas Américas 

O Ministério da Saúde também reforça o alerta para o risco de transmissão no Brasil diante do avanço do sarampo nos Estados Unidos e em outros países das Américas. 

Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), o país registra o maior número anual de casos de sarampo em mais de 35 anos. Mais de 90% dos casos correspondem a pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida, e a maioria dos infectados tem até 19 anos. 

Além disso, EUA, Guatemala, México, Peru e Canadá concentram mais de 95% dos casos confirmados em 2026.

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03/08/2026 04:20h

Campanha nacional ocorre de 3 de agosto a 1º de setembro e busca ampliar a cobertura vacinal de menores de 15 anos em todo o país

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A Campanha Nacional de Multivacinação 2026 começa na próxima segunda-feira (3) em todos os municípios brasileiros com o objetivo de atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. A mobilização segue até 1º de setembro, com o Dia D de vacinação marcado para 22 de agosto, quando estados e municípios promoverão ações para ampliar o acesso aos imunizantes.

A estratégia do Ministério da Saúde busca identificar e aplicar as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação que estejam em atraso. Para participar, pais e responsáveis devem levar a criança ou o adolescente a uma unidade de saúde com a caderneta de vacinação e um documento de identificação. Após a avaliação do histórico vacinal, serão aplicadas as doses necessárias para regularizar o esquema de imunização.

A campanha ocorre em um momento em que o país busca recuperar as coberturas vacinais e reduzir o risco de reintrodução de doenças imunopreveníveis. Em São Paulo, por exemplo, a mobilização será realizada nos 645 municípios e contará com a atualização das cadernetas de vacinação. O estado também reforçará a imunização contra o sarampo, seguindo orientações do Ministério da Saúde para ampliar a proteção da população.

 

Mobilização nos estados

A campanha será realizada em todo o país, com ações organizadas pelas secretarias estaduais e municipais de saúde.

Em Mato Grosso do Sul, a mobilização envolverá os 79 municípios, com foco na atualização das cadernetas vacinais e na ampliação da cobertura entre crianças e adolescentes. A estratégia prevê ações nas unidades de saúde e atividades de mobilização para facilitar o acesso da população aos imunizantes.

Em Foz do Iguaçu (PR), a campanha será realizada nas 28 unidades básicas de saúde (UBSs) do município. Durante a mobilização, as equipes vão intensificar a avaliação das cadernetas de vacinação para identificar esquemas vacinais incompletos e aplicar as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação. Segundo a coordenadora do Programa Municipal de Imunização, Adriana Izuka, a campanha é uma oportunidade para que pais e responsáveis regularizem a situação vacinal de crianças e adolescentes.

"A Campanha de Multivacinação é uma oportunidade para que pais e responsáveis atualizem a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Muitas vezes, uma dose fica em atraso sem que a família perceba. Por isso, orientamos que todos procurem a unidade de saúde mais próxima com a caderneta de vacinação. Manter a vacinação em dia é uma das formas mais eficazes de prevenir doenças e proteger não apenas cada criança e adolescente, mas toda a comunidade."

 

Quem deve se vacinar

A campanha é destinada a crianças e adolescentes com menos de 15 anos (até 14 anos, 11 meses e 29 dias). O objetivo não é aplicar uma vacina específica, mas verificar a situação vacinal de cada pessoa e administrar as doses que estiverem em atraso, conforme o Calendário Nacional de Vacinação.

Além da atualização da caderneta, a mobilização busca ampliar a cobertura vacinal e prevenir o retorno de doenças imunopreveníveis, reforçando a importância da vacinação como uma das principais estratégias de proteção da saúde pública.

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15/07/2026 04:25h

Imunizante trivalente oferece proteção contra os vírus influenza A e B e apresentou eficácia de até 73% em estudos clínicos

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou a vacina Fluprevli, destinada à imunização ativa contra a influenza em pessoas a partir dos 6 meses de idade. A decisão foi publicada na segunda-feira (13) e autoriza o uso do imunizante trivalente (fragmentado e inativado), que protege contra os subtipos influenza A e B.

Segundo a Anvisa, estudos clínicos apontaram elevadas taxas de soroproteção e soroconversão, indicadores da resposta do organismo à vacinação. Os resultados também mostraram eficácia de até 73% na prevenção da influenza em adultos e de até 65% em crianças.

A influenza é uma infecção viral que afeta o sistema respiratório e representa um importante desafio para a saúde pública. A doença pode provocar surtos sazonais, hospitalizações e mortes, principalmente entre crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades.

O registro da vacina foi oficializado por meio da Resolução RE nº 2.743/2026, publicada no Diário Oficial da União (DOU).

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10/07/2026 04:15h

Boletim da Fiocruz aponta redução das internações por VSR e influenza, mas cenário ainda preocupa em diversos estados

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Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apresentam início de queda após quase cinco meses consecutivos de alta no Brasil. É o que aponta a mais recente edição do Boletim InfoGripe, divulgada nesta quinta-feira (9) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 

A redução nacional é explicada, principalmente, pelo crescimento mais lento das internações causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR) e pela queda das hospitalizações por influenza A e influenza B. Ainda assim, o levantamento alerta que o número de ocorrências ainda permanece elevado em grande parte do país.

Segundo o InfoGripe, seis estados permanecem em níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com tendência de crescimento no longo prazo. A lista inclui Amazonas, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina. 

Estados em alerta

Os casos de SRAG associados ao VSR continuam em alta em todos os estados da Região Sul, além de Minas Gerais e São Paulo, no Sudeste, e Roraima, na Região Norte. Nas demais unidades da federação, a Fiocruz já identifica estabilização ou redução das ocorrências. 

Em relação à influenza A, o estudo mostra que o período de maior circulação do vírus já terminou na maior parte do país. Mesmo assim, os casos graves ainda permanecem em níveis elevados no Acre, em Minas Gerais, no Paraná, em Roraima e em São Paulo, apesar da tendência de queda.  

Já a influenza B segue em crescimento em diversos estados do Centro-Sul, entre eles Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Por outro lado, Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo já apresentam sinais de estabilização ou início de redução dos casos. 

O boletim também destaca a situação do Amazonas, onde o aumento das ocorrências de SRAG entre idosos está, provavelmente, relacionado ao crescimento das hospitalizações por Covid-19. 

Entre as capitais brasileiras, 9 apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo.

Entre elas estão Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Manaus (AM), Palmas (TO), Porto Alegre (RS) e Rio Branco (AC).

Em Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, o aumento dos casos está concentrado principalmente entre crianças menores de dois a quatro anos. Em Rio Branco, o crescimento ocorre entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. Já Belo Horizonte, Florianópolis, Manaus e Rio Branco também registram avanço das internações entre idosos. 

Prevenção

Mesmo com o início da queda nas hospitalizações por SRAG, os pesquisadores da Fiocruz reforçam que o volume de casos ainda é elevado e recomendam a manutenção das medidas de prevenção. Entre as orientações estão: 

  • cobrir boca e nariz com o braço ao tossir ou espirrar; 
  • lavar as mãos com frequência;
  • permanecer em isolamento ao apresentar sintomas de gripe ou resfriado; 
  • usar máscara caso seja necessário sair de casa durante o período de sintomas; 
  • manter a vacinação em dia, especialmente entre os grupos de maior risco. 

Prevalência dos vírus

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:

  • 12,7% de influenza A
  • 8,4% de influenza B
  • 55,9% de VSR
  • 23,3% de rinovírus
  • 2,2% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:

  • 33,1% de influenza A
  • 15,4% de influenza B
  • 21,7% de VSR
  • 26,3% de rinovírus
  • 6,9% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 4 de julho, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 26. Confira outros detalhes no link.

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02/07/2026 04:15h

Capital amplia imunização com dose zero para bebês e reforça ações em áreas de grande circulação para evitar a reintrodução do vírus

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A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo aplicou 5.314 doses da vacina contra o sarampo no último sábado (27). A ação fez parte de uma mobilização emergencial após a confirmação de três casos da doença em crianças menores de dois anos na Zona Norte da capital paulista. 

Do total, foram aplicadas 220 das chamadas “doses zero” da vacina tríplice viral em crianças de 6 a 11 meses e 29 dias, nas Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Integradas e durante a busca ativa de casos suspeitos na região. 

As outras 5.094 doses foram destinadas à população de 12 meses a 59 anos. Dessas, 3.032 foram aplicadas por equipes de vacinação itinerante, que percorreram bairros da Zona Norte imunizando moradores em domicílios e em locais de grande circulação, como feiras, supermercados e praças. 

Dose zero reforça proteção dos bebês

A Secretaria Municipal da Saúde destaca que a dose zero é uma estratégia adicional de proteção e não substitui o esquema regular do Calendário Nacional de Vacinação. 

Assim, mesmo após receber a dose entre 6 meses e 11 meses e 29 dias, a criança deve tomar a primeira dose da vacina tríplice viral aos 12 meses e a segunda, preferencialmente com a vacina tetraviral, aos 15 meses. 

Além de proteger contra o sarampo, a tríplice viral também previne caxumba e rubéola. Já a tetraviral amplia essa proteção ao incluir a varicela (catapora). 

Segundo a pasta, a cobertura vacinal da tríplice viral no município já alcança cerca de 100% para as duas doses em 2026, índice superior à meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde. 

Estado intensifica vigilância diante do aumento de casos no exterior

Além da aplicação da dose zero, o Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (CVE-SP) adotou uma série de medidas para reduzir o risco de reintrodução do vírus no estado. 

Segundo a pasta, em razão do aumento do fluxo internacional de passageiros durante a Copa do Mundo de 2026, foram intensificadas as ações de vacinação em aeroportos, terminais rodoviários, estações de metrô e trens. 

A preocupação é motivada pela alta circulação do vírus nos países-sede do torneio. Nos Estados Unidos, foram registrados 2.288 casos em 2025 e outros 2.104 até 20 de junho de 2026. No Canadá, após 5.075 casos no ano passado, já são 1.073 neste ano. No México, a situação é ainda mais preocupante: o país passou de apenas sete casos em 2024 para 6.586 em 2025 e 11.771 em 2026. 

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, as ações buscam interromper rapidamente possíveis cadeias de transmissão e reduzir o risco de entrada do vírus no estado por meio dos municípios de São Paulo e Guarulhos, onde está localizado o Aeroporto Internacional de Guarulhos. 

“O estado de São Paulo atua de forma preventiva, com intensificação da vigilância e ampliação das ações de vacinação para proteger a população. O estado disponibilizou doses adicionais para os dois municípios (São Paulo e Guarulhos) que farão as ações de intensificação”, disse em nota a diretora do CVE-SP, Tatiana Lang.

A vacinação contra o sarampo é oferecida de segunda a sexta-feira em todas as 482 UBSs da capital, das 7h às 19h. Aos sábados, o imunizante também está disponível nas AMAs/UBSs Integradas, no mesmo horário. 

A população pode encontrar a unidade mais próxima pela plataforma Busca Saúde.

Risco de novas epidemias 

Professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membro da diretoria da Sociedade Paulista de Infectologia, a infectologista Raquel Stucchi afirma que o Brasil corre risco de voltar a enfrentar epidemias de sarampo devido à cobertura vacinal insuficiente em parte do país. 

Dados mais recentes do Ministério da Saúde mostram que, em 2025, a cobertura nacional foi de 92,68% para a primeira dose e de 78,04% para a segunda, ambas abaixo da meta de 95%. 

"O risco existe, principalmente neste momento de grande deslocamento de pessoas em função da Copa do Mundo e do retorno de brasileiros que foram para os Estados Unidos, Canadá e México, caso não estejam adequadamente vacinados", alerta. 

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida por secreções eliminadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar próximo de pessoas não imunizadas. Crianças menores de cinco anos, pessoas desnutridas e indivíduos imunossuprimidos estão entre os grupos com maior risco de desenvolver complicações. 

A infectologista explica que na fase aguda o sarampo pode provocar pneumonia ou meningite grave, podendo evoluir para óbito. 

“Além disso, de forma mais tardia, pode provocar um quadro de panencefalite, que leva a uma perda importante da capacidade cognitiva e uma debilidade muito importante também”, explica.

A especialista reforça que a vacinação com a tríplice viral é a forma mais eficaz de prevenção e possui eficácia amplamente comprovada. 

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26/06/2026 18:00h

Nova estratégia entra em vigor em agosto e amplia a proteção das crianças com cinco doses da vacina inativada contra a pólio.

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O Ministério da Saúde anunciou a inclusão da segunda dose de reforço contra a poliomielite no Calendário Nacional de Vacinação. A mudança entra em vigor no dia 3 de agosto e amplia a proteção das crianças brasileiras contra a doença, reforçando as estratégias para manter o país livre da circulação do poliovírus.
Com a atualização, as crianças passarão a receber uma segunda dose de reforço da vacina inativada poliomielite (VIP) aos quatro anos de idade. Essa dose será aplicada após o esquema já previsto, composto por três aplicações aos dois, quatro e seis meses de vida e pelo primeiro reforço aos 15 meses. Assim, o calendário infantil passa a contar com cinco doses, todas administradas por via injetável.
Segundo o Ministério da Saúde, as doses de reforço são fundamentais para induzir e manter a resposta imunológica ao longo da infância, garantindo proteção por mais tempo e fortalecendo a imunidade coletiva contra o vírus da poliomielite. A medida também contribui para reduzir o risco de reintrodução da doença no país.
A pasta destaca que o Brasil permanece sem registro de casos de poliomielite causada pelo poliovírus selvagem há mais de três décadas, mas a manutenção de altas coberturas vacinais é essencial para preservar esse cenário. A recomendação é que pais e responsáveis mantenham a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurem uma unidade de saúde sempre que houver doses em atraso.
A atualização faz parte das ações contínuas do Programa Nacional de Imunizações para fortalecer a proteção da população infantil e manter o país preparado diante do risco de circulação do vírus em outras regiões do mundo.
 

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