17/09/2026 17:36h

Segundo a entidade, juros altos pressionam crédito, consumo e investimentos

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou o quinto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, que passou para 13,75% ao ano. Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a decisão é acertada, mas ainda excessivamente cautelosa. A entidade defende a continuidade do ciclo de flexibilização monetária

Segundo a CNI, o excesso de prudência adotado pelo Copom não se justifica diante da desaceleração da inflação, que acumulou alta de 4,22% em 12 meses até agosto. A entidade também destaca a melhora das expectativas do mercado, que apontam para uma convergência gradual da inflação em direção à meta de 3% ao ano no horizonte relevante para a política monetária. 

O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirma que o Banco Central deve dar continuidade ao ciclo de redução da Selic. “Manter a taxa básica em patamar tão restritivo por período prolongado significa impor à economia um custo maior do que o necessário para assegurar a estabilidade de preços. Há espaço para avançar no ciclo de cortes sem comprometer a convergência da inflação para a meta”, defende.

A entidade ressalta que a Selic está 3,45 pontos percentuais acima da taxa considerada ideal, calculada em 10,3% com base na Regra de Taylor. Este parâmetro permite calcular uma taxa de juros que proporcione o controle da inflação sem desestimular o crescimento da economia

Já a taxa real de juros, próxima de 9%, permanece muito acima da taxa neutra estimada pelo próprio Banco Central, em torno de 5%. Esse nível é considerado compatível com uma política que não estimula nem freia a atividade econômica. Para a CNI, esse diferencial indica que há margem para cortes mais expressivos da Selic sem comprometer o processo de convergência da inflação para a meta. 

Juros elevados pressionam crédito e endividamento

A entidade chama atenção para os efeitos da taxa de juros elevada sobre o custo do crédito. Em julho de 2026, a taxa média das operações com recursos livres chegou a 47,7% ao ano, alta de 1,8 ponto percentual em 12 meses. O avanço foi mais intenso entre as pessoas físicas, cuja taxa média alcançou 60% ao ano. Entre as empresas, os juros médios chegaram a 25,4% ao ano

O encarecimento do crédito também tem pressionado a capacidade de pagamento dos tomadores. Nas operações com recursos livres, a inadimplência atingiu 7,8% entre as pessoas físicas, o maior nível da série histórica, e 4,2% entre as pessoas jurídicas

Entre as famílias, o endividamento correspondia a 49,8% da renda em junho, próximo ao recorde da série histórica, de 49,9%. Já o comprometimento da renda com o serviço da dívida chegou a 28,9%, também o maior nível da série. Para a CNI, os indicadores mostram que o aperto monetário continua impondo custos elevados às famílias e às empresas.

O superintendente de Economia da CNI, Marcio Guerra, afirma que a manutenção dos juros em níveis elevados pode contribuir para uma desaceleração maior da economia, mesmo diante da perda de ritmo da inflação. 

“O consumo das famílias vem retraindo. Então, pelo lado do consumo, existe uma tendência de desaquecimento da inflação. Por outro lado, esse patamar elevadíssimo de juros vem trazendo consequências diretas sobre as famílias e sobre as empresas”, avalia. 

Segundo Guerra, o custo elevado do crédito também afeta as empresas que precisam de recursos para manter as operações ou realizar investimentos

Investimento esse que tem um papel importantíssimo se nós estamos pensando em crescimento econômico. Ou seja, a taxa de juros hoje, nesse patamar, faz com que ocorra um desestímulo significativo do investimento e, com isso, a economia anda de lado”, afirma. 

Indústria prevê maior necessidade de crédito

A indústria está entre os setores diretamente afetados pelo custo elevado do crédito, segundo a nova edição da Consulta Empresarial sobre Juros, Crédito e Custos Financeiros, realizada pela CNI. 

Para os próximos três meses, as empresas projetam aumento da necessidade de capital de giro e encarecimento do crédito. A pressão é maior sobre as obrigações correntes: 

  • 56% das empresas esperam maior necessidade de financiamento para contas a pagar;
  • 50% preveem aumento da demanda por crédito para manutenção de estoques;
  • 49% esperam maior necessidade de financiamento para contas a receber.

Entre as empresas que projetam demandar mais crédito, cerca de 60% também esperam aumento das taxas cobradas

O cenário tende a pressionar as margens das empresas. Segundo a pesquisa, 57% projetam redução da margem líquida, enquanto cerca de um terço prevê aumento do endividamento bancário

No entanto, a possibilidade de repassar os custos aos preços é limitada. Mais da metade das empresas (53%) pretende manter os preços inalterados para preservar a competitividade, enquanto 35% planejam reajustá-los para cima

Para a CNI, o resultado indica que uma parcela relevante da indústria deverá absorver o aumento dos custos financeiros, com impacto sobre a rentabilidade e a capacidade de investimento

Atividade econômica perde ritmo

Os dados mais recentes da atividade econômica também apontam desaceleração do crescimento. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, abaixo da expansão de 1,1% registrada nos três primeiros meses do ano. 

A demanda interna perdeu força no período. O consumo das famílias recuou 0,4%, enquanto a indústria de transformação ficou estagnada. O crescimento da atividade industrial foi concentrado na indústria extrativa, que avançou 3,4%. Os dados são do IBGE

Para a CNI, o enfraquecimento da demanda doméstica, especialmente nos segmentos mais sensíveis ao custo do crédito, reforça a necessidade de continuidade da flexibilização monetária

O PMI Industrial do Brasil, elaborado pela S&P Global, também apontou deterioração das condições da indústria de transformação. O índice caiu de 47,5 pontos em julho para 46,3 em agosto, o menor nível em 40 meses. 

Mercado de trabalho não impede desaceleração

Apesar da resiliência do mercado de trabalho, com ocupação e renda em níveis elevados, o desempenho não tem se traduzido em aumento da demanda doméstica. O consumo das famílias recuou 0,4% no segundo trimestre, indicando que a transmissão dos ganhos de renda para o consumo tem sido limitada, entre outros fatores, pelo elevado custo do crédito.

Na avaliação da CNI, a resistência do mercado de trabalho, isoladamente, não caracteriza um quadro de excesso de demanda que justificaria a interrupção do ciclo de cortes da Selic

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17/09/2026 00:03h

Comitiva brasileira reúne 71 competidores preparados pelo SENAI e pelo Senac para disputar torneio internacional de educação profissional

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Nesta quinta-feira (17), 71 jovens brasileiros, com idades entre 18 e 24 anos, embarcam para a China para representar o país na WorldSkills Shanghai 2026, considerada a maior competição de educação profissional do mundo. O evento será realizado de 22 a 27 de setembro e reunirá mais de 1.400 competidores de 70 países, em 64 ocupações oficiais

Preparados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), esses jovens integram a maior delegação brasileira da história da competição, com representantes em todas as 64 ocupações disputadas. 

Ao todo, a comitiva brasileira é composta por 209 pessoas: 71 competidores 62 do SENAI e nove do Senac —, 64 experts (profissionais responsáveis pela orientação técnica e pela arbitragem das provas), seis team leaders, que coordenam os grupos e os processos burocráticos, 46 intérpretes e tradutores, além de equipes de apoio técnico e comunicação

O gerente de Soluções Educacionais do SENAI, Luiz Eduardo Leão, afirma que a delegação está preparada para representar o Brasil em Xangai. 

Investimos muito forte para que o Brasil tivesse essa representação massiva mesmo. Estamos muito motivados e esperançosos de alcançar excelentes resultados em Xangai. Eu acho que levamos uma delegação grande e que representa a grandiosidade do nosso país. É representar a indústria, o comércio, a área de serviços também. Então eu entendo que o SENAI e o SENAC vão fazer um excelente trabalho em Xangai”, destaca. 

Processo seletivo

A viagem para Xangai é resultado de um longo processo seletivo, com provas baseadas em desafios semelhantes aos enfrentados no mercado de trabalho. A seleção é dividida em quatro etapas: escolar, estadual, nacional e internacional

Cerca de 66% dos competidores são beneficiários da gratuidade regimental, que garante vagas gratuitas em cursos de educação profissional financiados pelo SENAI. Além disso, 76% vieram da rede pública de ensino e 18% são mulheres

Segundo o SENAI, os números reforçam o papel do ensino técnico como instrumento de inclusão e de mobilidade social no Brasil.

Formação tem conexão com demandas da indústria

Brasil e China são os únicos países com delegações completas, com representantes nas 64 ocupações da WorldSkills Shanghai 2026. Para o SENAI, a participação em todas as modalidades evidencia a abrangência da formação profissional brasileira e sua conexão com as demandas da indústria

As provas da competição simulam situações reais do ambiente de trabalho e demonstram o alinhamento da formação profissional do SENAI com as ocupações do futuro, como Energia Renovável, Indústria 4.0, Cibersegurança e Robótica Móvel Autônoma

O superintendente de Educação Profissional e Superior do SENAI, Carlos Braguini, destaca que a preparação dos competidores começou muito antes da competição

“A presença do Brasil entre as maiores delegações reforça a força da educação profissional brasileira e o potencial desses estudantes para transformar conhecimento em oportunidades e soluções para o futuro”, afirma.

Trajetória dos jovens até a competição

O competidor Lucas Eduardo Mortari, de Bauru (SP), foi aluno de um curso técnico do SENAI e recebeu dos professores de funilaria o convite para participar da WorldSkills. Depois de seis meses de treinamento, ele se destacou na etapa nacional e garantiu a vaga na equipe brasileira

“A expectativa para Xangai está bem alta. Os treinamentos foram bem intensos, os simulados também foram bem intensos para a gente conseguir atingir o maior nível de perfeição dentro da nossa modalidade. Então, a nota já está bem boa e acho que o pensamento positivo é para trazer o ouro para o Brasil”, afirma. 

De Minas Gerais, Gabrielle dos Santos compete na ocupação de Jardinagem e Paisagismo. Ela entrou no SENAI por meio do projeto Trilhas de Futuro, quando recebeu o convite para participar das primeiras etapas da competição

“O processo é difícil, mas tudo vai valer a pena. Eu sempre levo isso para mim: o que é difícil é porque tem algo bom esperando no final. E hoje eu sou a primeira mulher a representar o Brasil em Jardinagem e Paisagismo. Eu já sou funcionária do sistema FIEMG, então já tenho uma trilha de carreira dentro do sistema do SENAI. Pretendo atender naquilo que a minha escola precisar e no que vier pela frente”, destaca. 

De Jaboatão dos Guararapes (PE), o competidor Luiz Fernando Barbosa disputa na ocupação de Infraestrutura de Redes. Ele cursou técnico de Desenvolvimento de Sistemas integrado ao ensino médio e foi durante a formação que conheceu a WorldSkills

“Eu sempre gostei muito da parte de tecnologia, então sempre tive essa pretensão de ir para uma área mais voltada para TI. E foi um presente muito grande, tanto ter participado da WorldSkills quanto ter vindo para a minha modalidade”, afirma. 

Esta será a 48ª edição da WorldSkills. O Brasil participou de 20 edições da competição e já conquistou 130 medalhas e 187 certificados de reconhecimento

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15/09/2026 19:01h

Estudo estima necessidade de elevar aportes para 4,65% do PIB e se aproximar dos padrões internacionais

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O Brasil precisa mais que dobrar os investimentos em infraestrutura para superar o déficit histórico do setor e se aproximar dos padrões internacionais. A conclusão é do estudo Financiamento dos Investimentos em Infraestrutura no Brasil, da Confederação Nacional da Indústria (CNI)

Em 2024, os investimentos em infraestrutura somaram R$ 266,8 bilhões, o equivalente a 2,27% do Produto Interno Bruto (PIB). No entanto, segundo o levantamento, o país precisa elevar esse volume para cerca de 4,65% do PIB — aproximadamente R$ 550 bilhões — e manter esse patamar por pelo menos duas décadas para superar o hiato histórico de investimentos. 

O estudo aponta que nenhuma fonte de recursos, isoladamente, é capaz de financiar as necessidades de infraestrutura do país. Para alcançar o volume necessário, será preciso combinar diferentes instrumentos financeiros, ampliar a participação do capital privado e criar um ambiente econômico e institucional que ofereça mais segurança aos investidores. 

Para o especialista em infraestrutura da CNI, Ramon Cunha, a experiência internacional mostra que um salto dessa magnitude exige mais do que aperfeiçoar os atuais instrumentos de financiamento. 

“É fundamental que o país consiga alcançar um ambiente econômico e institucional sólido, com regras previsíveis e com instrumentos de financiamento que reflitam as reais necessidades do mercado, amparadas em projetos de qualidade com maturação no médio e longo prazo”, afirma. 

Investimentos e fontes de financiamento

Do total investido em infraestrutura em 2024, R$ 188,1 bilhões — ou 70,5% — vieram do setor privado. Os investimentos públicos somaram R$ 78,6 bilhões, impulsionados principalmente pelos governos estaduais e municipais

Os dados também mostram uma mudança na origem dos recursos destinados ao setor ao longo dos últimos anos. O financiamento privado passou de uma média de R$ 88,6 bilhões entre 2010 e 2014 para R$ 184,5 bilhões em 2024. No mesmo período, os recursos públicos recuaram de R$ 208,5 bilhões para R$ 107 bilhões. Já a participação das instituições multilaterais passou de R$ 7,9 bilhões para R$ 8,4 bilhões

Em termos percentuais, a composição das fontes de financiamento também mudou: 

  • Público: de 68,1%, entre 2010 e 2014, para 35,7%, em 2024;
  • Privado: de 29,3% para 61,5%;
  • Multilateral: de 2,6% para 2,8%.

Em 2024, as debêntures foram a principal fonte de financiamento da infraestrutura, com participação de 40%. Em seguida aparecem o capital próprio, com 17,3%, e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com 16,3%. Na sequência estão:

  • Estados: 9,2%
  • Orçamento do Governo Federal: 6%
  • Instituições multilaterais: 2,8%
  • Bancos comerciais: 2,5%
  • Caixa: 1,8%
  • Fundos de Investimentos em Participações (FIPs): 1,7%
  • Banco do Nordeste (BNB): 1,2%
  • Banco da Amazônia (BASA): 1,1%

A participação do financiamento privado também varia entre os segmentos da infraestrutura. Em 2024, o setor privado respondeu por 91% do financiamento em telecomunicações e por 82,1% na energia elétrica. No saneamento, a participação foi de 65,2%, enquanto nos transportes ficou em 36,1%

Para Ramon Cunha, os números mostram uma transformação na forma de financiar a infraestrutura brasileira, marcada pelo avanço da participação privada. No entanto, segundo ele, essa mobilização ainda precisa ganhar escala

“É preciso que o país consiga criar condições para mobilizar mais recursos e diversificar as fontes de financiamento, de modo que os recursos disponíveis tenham a escala necessária para alcançar o salto de investimentos que o país tanto necessita”, afirma.

Durante o lançamento do estudo, a superintendente de Crédito Grandes Empresas do Itaú, Ana Paula Silva da Cruz, avaliou que o aumento da participação privada nos investimentos em infraestrutura está relacionado, entre outros fatores, à expansão das concessões

“Com esse movimento de expansão das concessões, houve também uma importante evolução regulatória. O arcabouço regulatório é algo que exige contínuo aprimoramento, mas, sem dúvida, em determinados setores da economia do mercado de infraestrutura houve evolução. Isso faz com que atraia mais financiadores e investidores. E quanto mais a gente tem uma base extensa de investidores, mais a gente propicia um aumento de bancabilidade privada como um todo”, explicou. 

Novo regime de financiamento

A publicação defende a construção de um novo regime de financiamento para ampliar os investimentos em infraestrutura. Segundo a CNI, esse modelo deve estar apoiado na estabilidade macroeconômica e fiscal, considerada fundamental para reduzir incertezas e o custo do capital

Outro eixo é o fortalecimento do mercado de capitais, com maior participação de investidores institucionais e a ampliação de instrumentos de financiamento de longo prazo, como fundos de pensão, por exemplo. 

O estudo também aponta a necessidade de expandir o crédito privado e o project finance, com estruturas capazes de distribuir os riscos de forma mais eficiente entre os participantes dos projetos. 

A proposta inclui ainda a ampliação da carteira de projetos bem estruturados, fortalecendo a capacidade de planejamento e preparação de concessões e parcerias. Nesse processo, instituições como o BNDES e a Caixa podem atuar na estruturação e viabilização dos empreendimentos. 

Segurança jurídica, previsibilidade regulatória e autonomia técnica das agências reguladoras também aparecem entre os pilares apontados pela CNI. A avaliação é de que esses fatores precisam funcionar de forma integrada para permitir a mobilização de recursos na escala necessária. 

O estudo destaca que o BNDES e outras instituições públicas de desenvolvimento continuam relevantes nesse processo. Segundo a publicação, o desafio é fortalecer sua atuação em um modelo no qual essas instituições contribuam para reduzir riscos, estruturar projetos e ampliar a capacidade de atrair recursos privados de longo prazo

Experiências internacionais

A análise da CNI também reúne experiências de países como Reino Unido, Chile, Austrália, México, Espanha, Índia e França. Apesar das diferenças entre os modelos adotados, o estudo identifica alguns fatores comuns entre os países com maior capacidade de mobilizar recursos para infraestrutura

  • estabilidade macroeconômica;
  • instituições confiáveis;
  • previsibilidade regulatória;
  • desenvolvimento do mercado de capitais;
  • instrumentos de financiamento de longo prazo;
  • capacidade técnica para estruturar projetos.

As experiências analisadas também mostram que os recursos públicos permanecem importantes, mas podem ser utilizados de forma estratégica para reduzir riscos, viabilizar projetos e atrair capital privado, em vez de apenas substituir investimentos do mercado. 

Durante o lançamento do estudo, o sócio-fundador da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios, Cláudio Frischtak, citou o México como um dos exemplos de mudanças institucionais voltadas à ampliação do financiamento de longo prazo

Segundo ele, a reforma previdenciária realizada em 1997 ampliou o papel dos fundos de pensão no financiamento de longo prazo no país. Em 2009, também foram criados os CKDs, instrumentos destinados à mobilização de recursos privados para investimentos em infraestrutura e parcerias público-privadas (PPPs)

“Na América Latina, a taxa de investimento de países como México e outros é da ordem de 23%, 24%, 25% do PIB. Ou seja, cerca de 9% a 10% acima da nossa taxa de investimento. O México sofreu uma crise macroeconômica de primeira grandeza no início dos anos 1980. E teve que fazer seu dever de casa e não se afastou da disciplina fiscal, independente do partido”, afirmou. 

Frischtak também citou Austrália e Chile. Na Austrália, a participação privada ganhou força a partir do início dos anos 1990, com privatizações nos setores de energia, transportes e comunicações. O modelo passou a contar com forte presença de investidores institucionais e fundos de pensão

No Chile, consolidou-se um ambiente de estabilidade macroeconômica e previsibilidade regulatória. A primeira PPP foi aprovada em 1993 e o marco legal do modelo foi consolidado em 1997, com participação relevante dos fundos de pensão no financiamento da infraestrutura

Austrália talvez seja o caso mais clássico de como mobilizar recursos e fundos de pensão, mas não é o único. O Chile faz a mesma coisa. Por que os nossos fundos de pensão ainda estão muito grudados no curto prazo? Porque o investimento de curto prazo é muito rentável. Investir no Tesouro Nacional é muito atraente”, afirmou. 

O estudo Financiamento dos Investimentos em Infraestrutura no Brasil está disponível na íntegra no Portal da Indústria

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14/09/2026 18:08h

Conferência da ApexBrasil e do GCV reunirá corporações, investidores, fundos e startups para discutir as tendências que estão transformando o setor

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Nos dias 15 e 16 de setembro, São Paulo recebe a 10ª edição do Corporate Venture in Brasil 2026, considerada a maior conferência de Capital de Risco Corporativo da América Latina e a segunda maior do mundo

Promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Global Corporate Venturing (GCV), o evento reunirá corporações, investidores, gestores de inovação, fundos e startups para discutir as principais tendências que estão transformando o setor. 

A programação contará com cerca de 100 palestrantes, workshops e uma delegação de pelo menos 35 investidores estrangeiros, provenientes de mercados como China, Estados Unidos, Singapura, Reino Unido, México e Japão. As inscrições estão abertas, com vagas limitadas

A conferência ocorre em meio à expansão global do Corporate Venture Capital (CVC), prática em que grandes empresas investem diretamente em startups e negócios inovadores

Diferentemente do venture capital tradicional, o CVC combina a busca por retorno financeiro com objetivos estratégicos das corporações. Os aportes podem ampliar o acesso a novas tecnologias, modelos de negócios e mercados, além de complementar ou transformar operações já existentes

Segundo o World of Corporate Venturing 2026, publicação do GCV, mais de 3 mil corporações investiram em startups em 2025, participando de 5.221 rodadas, número 30% superior ao registrado no ano anterior. As operações movimentaram US$ 233,8 bilhões, alta de 75% em relação a 2024. Atualmente, cerca de uma em cada cinco rodadas de investimento em startups no mundo conta com a participação de um investidor corporativo

No Brasil, o CVC também vem ganhando espaço como instrumento de inovação e crescimento. Levantamento da EloGroup, em parceria com ApexBrasil, Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP) e GCV, identificou a participação de corporações em 66 rodadas de investimento em startups brasileiras, que movimentaram US$ 700 milhões entre julho de 2024 e junho de 2025. Em 30 delas, o equivalente a 45% do total, os CVCs lideraram as captações, que movimentaram US$ 358 milhões

Para a gerente de Investimentos da ApexBrasil, Helena Brandão, o evento reforça o papel da Agência como fomentadora desse ecossistema no Brasil

“O Corporate Venture in Brasil já se tornou uma das maiores plataformas globais de Corporate Venture Capital, trazendo dezenas de investidores estrangeiros para se conectar com a economia brasileira. A agenda deste ano trará nomes de peso e conteúdos estratégicos para seguir apoiando o desenvolvimento dessa atividade no país, além de atrair mais capital para fundos e startups.”

Executivos e investidores discutem novas fronteiras tecnológicas

Entre os nomes confirmados na programação está Guilherme Horn, Head of WhatsApp for Strategic Markets, responsável por Brasil, Índia e Indonésia. A agenda também reúne executivos e investidores de organizações como Scania, Caterpillar, Vale Ventures, Natura, Boticário, Meituan, 3M, Banco do Brasil e Toronto Stock Exchange

Outro destaque da edição é Brandon Wang, vice-presidente do Corporate Strategy Group da Synopsys. Ele abordará as perspectivas para o desenvolvimento e a aplicação da Physical AI, ou Inteligência Artificial Física, tema que vem atraindo a atenção de investidores.

Dados do GCV mostram que 41% dos recursos movimentados em rodadas com participação de investidores corporativos em 2025 foram destinados a startups de IA, evidenciando o peso da tecnologia nas estratégias de inovação das grandes empresas. 

A programação do Corporate Venture in Brasil também abordará: 

  • tendências internacionais de CVC; 
  • parcerias estratégicas entre venture capital e corporate venture capital
  • diferentes modelos de corporate venturing
  • integração entre CVC e pesquisa e desenvolvimento (P&D)
  • métricas e indicadores para avaliar o desempenho de unidades de investimento corporativo
  • perspectivas dos fundadores sobre a relação com investidores corporativos. 

A agenda inclui ainda pitches de startups, mesas-redondas, workshops e reuniões individuais de negócios

A edição de 2026 terá também o Corporate Venture in Brasil Awards, premiação que reconhece destaques do setor em categorias como maior investimento, CVC mais ativo em número de negócios, CVC internacional mais ativo e maior anúncio de captação

Evento aproxima empresas brasileiras de investidores internacionais

Realizado pela primeira vez em 2015, o Corporate Venture in Brasil foi criado pela ApexBrasil e pelo Global Corporate Venturing com o objetivo de aproximar o ecossistema brasileiro de inovação de grandes investidores corporativos internacionais e estimular empresas brasileiras a desenvolver iniciativas de inovação aberta, desenvolvimento corporativo e investimentos em startups

O GCV mantém uma rede conectada a mais de 7 mil corporações em diferentes mercados

Ao longo de sua trajetória, o programa já reuniu mais de 4,5 mil participantes, promoveu mais de 1,3 mil reuniões e trouxe ao Brasil 164 CVCs internacionais, que investiram conjuntamente mais de US$ 800 milhões em fundos e startups nacionais

As inscrições para a 10ª edição do Corporate Venture in Brasil 2026 estão abertas, com vagas limitadas. Os interessados podem se inscrever neste link

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14/09/2026 16:58h

Programação abordou autoconhecimento, oportunidades de carreira, inovação e transformações no mercado de trabalho

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O Instituto Euvaldo Lodi (IEL) realizou, na última sexta-feira (11), o primeiro Congresso de Carreira. A iniciativa faz parte do programa Jornada de Carreira e busca apoiar estudantes do ensino médio na construção de projetos de vida e de carreira

Realizado em formato digital, o evento foi transmitido para 25 escolas da rede do Serviço Social da Indústria (SESI) em 23 estados. A programação incluiu palestras e conversas sobre escolhas profissionais, mercado de trabalho, indústria, inovação e novas carreiras

A proposta foi ampliar o contato dos jovens com diferentes possibilidades profissionais e aproximá-los de experiências de profissionais que já atuam no mercado. Os palestrantes participaram presencialmente na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. 

Para contemplar os estudantes dos dois turnos, o congresso teve duas transmissões, uma pela manhã e outra à tarde, com o mesmo conteúdo. 

Segundo a gerente de Carreiras e Educação Executiva do IEL, Michelle Queiroz, a programação foi pensada para ampliar o repertório dos estudantes e ajudá-los a refletir sobre as próprias escolhas

“Nós trouxemos especialistas para falar sobre autoconhecimento, diferentes possibilidades de carreira, tanto no setor privado quanto na universidade, soft skills e tendências sobre profissões futuras. Falamos também sobre construir uma carreira e, ao longo do tempo, poder mudar os rumos, independentemente da formação. A nossa ideia era trazer uma visão de inspiração, para que os alunos pensem e comecem a se conectar com as suas escolhas, trilhar o seu caminho, para depois pensar no desenvolvimento profissional”, afirmou. 

Talentos, sonhos e escolhas

A programação foi aberta pela mentora de carreira e criadora de conteúdo Camila Croz, com a palestra “Talentos, sonhos e escolhas: como começar a construir seu caminho”. Ela abordou temas como identidade, interesses e potencialidades e ressaltou que uma escolha profissional não precisa determinar toda a trajetória de uma pessoa

“Hoje, no congresso, foi muito importante mostrar para os estudantes como funciona a vida real. Mostrar, através de histórias reais, que a jornada pode ser muito divertida, com muitos desafios, principalmente quando o estudante entende que não é hoje que ele vai escolher qual é o futuro. Porque o futuro não se escolhe, o futuro se constrói”, disse. 

Segundo Camila, planejar o futuro não significa definir uma única profissão, mas conhecer possibilidades e entender que os caminhos podem mudar ao longo da trajetória. A partir de exemplos e experiências, a palestra mostrou que uma carreira pode ser construída por etapas, com espaço para testes, mudanças de direção e novas descobertas

Nesse processo, a experimentação contribui para ampliar o repertório dos jovens e ajudá-los a identificar interesses, habilidades e ambientes nos quais podem se desenvolver. 

“Hoje, temos estudantes com uma visão muito deturpada da realidade. Estão muito ligados às redes sociais. Precisamos fazer esse papel de orientar e proporcionar opções de visão de futuro, para que eles possam articular o que existe no mundo e o que encaixa no perfil pessoal”, destacou. 

Indústria, inovação e futuro

Na sequência, o talk show “Indústria, inovação e futuro: as novas possibilidades de carreira para jovens” promoveu uma conversa sobre as transformações no mundo do trabalho, as oportunidades na indústria e os caminhos de formação para as profissões do futuro

A superintendente nacional do IEL, Sarah Saldanha, mediou o debate com Ana Lúcia Vargas Arigony, responsável pelas áreas de Sustentabilidade e Comunicação Corporativa e Científica e de Pesquisa & Inovação da L'Oréal na América Latina, e com a professora e pesquisadora em Administração da Universidade de Brasília (UnB) Helena Costa

As convidadas compartilharam experiências profissionais e apresentaram aos estudantes diferentes possibilidades de atuação. Ana Lúcia também falou sobre a própria trajetória e sobre as diferentes frentes de atuação da L'Oréal, incluindo indústria, serviços, pesquisa e desenvolvimento

Durante o debate, Sarah destacou que a Jornada de Carreira oferece atividades estruturadas para o desenvolvimento de competências e a preparação dos estudantes para as escolhas profissionais. Ao abordar a insegurança que pode surgir diante da primeira experiência no mercado de trabalho, a superintendente pediu às convidadas orientações para os jovens que ainda não se sentem preparados para ingressar no ambiente profissional. 

Para Ana Lúcia, a experimentação faz parte do processo de construção de uma carreira. “O que fazer e o que não fazer, é esse o questionamento. Se ainda não existe uma certeza ou convicção, não tem problema, é possível ter a fase do experimento. Se aquela é a primeira experiência, o importante é dialogar, buscar relações, inspirações em pessoas e trajetórias, se engajar em projetos, e isso pode dar uma nova segurança e aumentar o repertório”, explicou. 

Já Helena Costa incentivou os estudantes a buscarem oportunidades de forma ativa e a não terem receio de apresentar seus interesses. Segundo ela, atitudes como enviar e-mails, buscar contatos e se apresentar podem ajudar a abrir portas. 

“Dar valor ao tempo que cada um tem. O tempo é limitado e a forma como o usamos é importante para o crescimento e para as perspectivas de futuro, para bater em novas portas, para dizer: olha, eu estou aqui, e me mostrar presente em um mundo de oportunidades”, destacou. 

Jovens compartilham experiências

No encerramento, as alunas da rede SESI Júlia Mezzari, de Santa Catarina, e Ayla Fernanda Leal, de Manaus (AM), participaram do Painel Jovem “Nossa geração, nosso futuro: conversas reais sobre caminhos profissionais”

As estudantes compartilharam experiências de autoconhecimento, planejamento e descoberta de possibilidades profissionais, além de relatarem como a Jornada de Carreira tem contribuído para esse processo. 

Júlia destacou o impacto das mentorias no desenvolvimento pessoal e acadêmico. “Eu acho muito interessante as mentorias que fazemos e tudo que aprendemos dentro do programa Jornada de Carreira, como estudante e como pessoa também, porque é o que vamos levar para a nossa vida”, relatou. Segundo ela, o programa também tem ajudado a aprimorar competências que já possui, como a comunicação, que pode contribuir para sua escolha profissional

Para Ayla, as atividades ajudam a lidar com as incertezas em relação ao futuro. “Esse é meu segundo ano no programa Jornada de Carreira e isso tem me auxiliado muito a controlar meus medos com relação ao futuro, com relação às minhas escolhas. Participar do congresso também me traz expectativas para novas opções para o meu futuro e para a carreira que vou escolher”, disse. 

Jornada de Carreira

O Congresso de Carreira integra o programa Jornada de Carreira, desenvolvido pelo IEL em parceria com o SESI. A iniciativa atende alunos do 1º e 2º ano do ensino médio da rede SESI e oferece atividades como mentorias, testes vocacionais, visitas a indústrias e ações voltadas ao autoconhecimento e ao planejamento profissional

O programa é estruturado em três eixos: olhar para si, olhar para o mundo e olhar para o futuro. As etapas propõem atividades que estimulam o autoconhecimento, a compreensão das oportunidades de carreira e o planejamento de trajetórias profissionais diante das transformações tecnológicas e sociais

“O programa não é apenas um projeto: é uma bússola para orientar os jovens na travessia da adolescência para a vida adulta, com clareza, confiança e propósito”, conclui Sarah Saldanha. 

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14/09/2026 00:01h

Índice do Observatório Participa reúne dados de comparecimento às urnas, filiação partidária e alistamento eleitoral de jovens de 16 e 17 anos

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Cidades menores, do interior e menos urbanizadas concentram os maiores níveis de participação partidário-eleitoral no Brasil. É o que mostra o Índice da Participação Partidário-Eleitoral nos Municípios Brasileiros (IPar-Eleitoral), divulgado pelo Observatório Participa, projeto de extensão e difusão científica do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) Participa

Elaborado com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) referentes a 2024, o IPar-Eleitoral reúne três formas distintas de participação cívica: o comparecimento às urnas, o alistamento eleitoral voluntário de jovens de 16 e 17 anos e a filiação partidária

Segundo a pesquisa, na maioria dos municípios brasileiros, entre 80% e 90% do eleitorado comparecem às urnas. A filiação partidária representa, em geral, de 10% a 20% do eleitorado, enquanto o alistamento voluntário de jovens de 16 e 17 anos varia entre 5% e 15% da população nessa faixa etária. 

O estudo também mostra que municípios mais populosos e urbanizados tendem a registrar, proporcionalmente, menores níveis de participação partidário-eleitoral. Em Oliveira de Fátima (TO), município com 1.164 habitantes, segundo o IBGE, o IPar-Eleitoral atingiu a pontuação máxima de 100 pontos. Grupiara (MG), com 1.392 habitantes, registrou 97,7 pontos

Na outra ponta do ranking estão as duas cidades mais populosas do país. São Paulo alcançou 10,6 pontos no índice, enquanto o Rio de Janeiro registrou 6,0

A análise regional mostra ainda que o Norte apresenta a maior média de participação partidário-eleitoral do país. Já os estados da Região Sudeste registram índices consideravelmente inferiores à média nacional

“Esse resultado mostra que o peso das regiões na dinâmica eleitoral não se define apenas pelo tamanho dos seus eleitorados. Afinal, a intensidade e a disposição da população em participar também importam para os próprios resultados eleitorais”, destaca Carla Almeida, professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e uma das coordenadoras do Observatório Participa, responsável pelo IPar-Eleitoral. 

Explicação para os resultados

Segundo Carla Almeida, apesar de o índice apontar uma maior participação partidário-eleitoral em municípios de menor porte, ainda são necessárias novas pesquisas para explicar as razões desse comportamento. 

“Nós encontramos na literatura especializada argumentos que defendem que, em municípios menores, a participação tende a ser mais intensa, porque a política é mais próxima dos cidadãos e cidadãs. Essa proximidade favoreceria o engajamento. Por outro lado, ela também tornaria esse engajamento mais esperado, já que, nesses contextos, as escolhas e os comportamentos políticos individuais adquirem maior visibilidade e, inclusive, maior cobrança”, afirma. 

Índice permite comparar municípios 

Carla Almeida ressalta que o IPar-Eleitoral não pretende medir todas as formas de participação política nem avaliar a qualidade da democracia brasileira. O objetivo é oferecer uma medida comparável sobre a relação da população com as instituições eleitorais e partidárias em cada município do país

“A qualidade do índice é justamente essa: apresentar esse diagnóstico, possibilitar conhecer melhor a realidade brasileira e, com isso, permitir com que a gente elabore perguntas mais qualificadas com essa fundamentação empírica, além de poder subsidiar ações para aprimorar a participação política.” 

Os resultados do IPar-Eleitoral estão disponíveis para consulta pública, município por município, no site do INCT Participa.

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11/09/2026 00:03h

Fieg aponta impacto sobre frigoríficos e recomenda busca por mercados alternativos

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A suspensão das exportações de produtos de origem animal do Brasil para a União Europeia (UE) deve gerar um prejuízo estimado em US$ 16,8 milhões por mês aos exportadores de Goiás. A projeção é de uma análise de impacto elaborada pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg)

Segundo a entidade, em 2025, Goiás exportou US$ 190 milhões em produtos de origem animal para o mercado europeu. Entre janeiro e julho de 2026, as vendas somaram US$ 96 milhões, cerca de 14% abaixo do registrado no mesmo período de 2025. As carnes bovinas responderam por 90% das exportações de 2025, o equivalente a US$ 171 milhões

A análise da Fieg estima que o potencial de exportação perdido entre setembro e dezembro de 2026 seja de US$ 3,83 milhões por mês. Para 2027, a projeção é de US$ 11,5 milhões mensais. Somados, os valores indicam um impacto potencial de US$ 16,8 milhões por mês, equivalente a 8,1% do valor total das exportações goianas de produtos de origem animal

Entre os frigoríficos que devem ser mais afetados estão unidades da JBS, em Mozarlândia, e da Minerva Foods, em Palmeiras de Goiás. Segundo a Fieg, as duas empresas têm produção destinada ao mercado europeu de maior valor agregado

Restrição europeia

Desde 3 de setembro, produtos brasileiros como carne de aves, bovina e suína, peixes de cultivo (aquicultura), mel, equinos, ovos e envoltórios (tripas) estão restritos de entrar no mercado europeu. A medida decorre da aplicação do Regulamento Delegado (UE) 2023/905, que estabelece restrições ao uso de determinados antimicrobianos na produção animal, incluindo antibióticos

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que as exigências estão sendo efetivamente cumpridas ao longo de toda a cadeia produtiva, desde a criação dos animais até o abate. 

Em nota, o analista econômico da Fieg, Saulo Nogueira, afirma que a medida pode levar outros países a questionarem as condições de produção e a situação sanitária dos produtos brasileiros, com risco de redução ou até interrupção das importações

"Além do impacto econômico direto, a sanção pode levar outros países a questionarem a decisão e a adotarem posturas semelhantes, como no caso da Noruega, que também anunciou a mesma restrição por precaução”, destaca.

No setor de carne de frango, a expectativa é de que a suspensão seja revertida em novembro, após a conclusão da auditoria europeia. Para a carne bovina, no entanto, o período de restrição pode ser mais longo

O produto brasileiro pode permanecer fora do mercado europeu até meados de 2028, em razão do tempo necessário para adaptação da cadeia às novas exigências. O ciclo de vida dos bovinos pode durar de 24 a 36 meses. Por isso, ainda não há previsão de uma auditoria europeia específica, já que o Brasil ainda não teria animais com o ciclo completo após a adoção do novo protocolo. 

A sanção deve permanecer em vigor até que o país consiga comprovar o cumprimento das exigências documentais ao longo de todo o ciclo produtivo. 

"Cabe destacar que a suspensão se trata de uma questão de capacidade de comprovação documental, e não de questões sanitárias sobre a carne brasileira", salienta Saulo Nogueira.

Mercados alternativos

Segundo a Fieg, as exportações de produtos de origem animal de Goiás e do Brasil para a União Europeia estão em trajetória de crescimento desde 2023. Por isso, a federação avalia que o impacto comercial da restrição sobre o estado pode ser ainda maior do que o estimado inicialmente

Como alternativa, a federação recomenda que os exportadores goianos busquem diversificar os mercados de destino e redirecionem parte da produção para a China, maior compradora de carne bovina brasileira, além dos Estados Unidos, que vêm ampliando as importações. 

A Fieg também cita oportunidades em mercados asiáticos, como Japão, Indonésia e Coreia do Sul, como alternativas para reduzir a dependência do mercado europeu. 

Medidas e recomendações

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou a Portaria SDA nº 1.617/2026, que proíbe o uso de antimicrobianos como aditivos melhoradores de desempenho animal no país e estabelece novos procedimentos de controle para a certificação sanitária

Desde 3 de setembro, os produtos de origem animal destinados ao mercado europeu só recebem a certificação sanitária internacional mediante comprovação do cumprimento das exigências da União Europeia. O Mapa também se comprometeu a encaminhar ao bloco a documentação atualizada e a reforçar os mecanismos de controle

Para a Fieg, o setor bovino de Goiás deve destacar ativos que podem facilitar a adaptação às exigências europeias, entre eles a rastreabilidade individual pelo Sisbov, o status de área livre de febre aftosa sem vacinação e a estrutura de controle sanitário reconhecida pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa)

A federação recomenda ainda que os exportadores:

  • conheçam detalhadamente as exigências europeias, 
  • adequem os processos de produção e certificação, 
  • planejem as operações com antecedência,
  • ampliem a busca por mercados alternativos no exterior. 

Segundo a entidade, a estratégia pode reduzir os impactos da restrição e diminuir a dependência do mercado europeu

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10/09/2026 18:19h

Unidade móvel percorre a região do Rio Maúba, entre Abaetetuba e Igarapé-Miri, com consultas, exames e telemedicina

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Até o dia 14 de setembro, a Embarcação Saúde Conectada SESI – Copaíba realiza atendimentos na região do Rio Maúba, entre os municípios de Abaetetuba e Igarapé-Miri, no nordeste do Pará. A iniciativa leva serviços de atenção primária à saúde a comunidades ribeirinhas que vivem em áreas de difícil acesso e distantes dos centros urbanos

Com estrutura adaptada à navegação pelos rios e equipamentos de conectividade que permitem a realização de consultas por telemedicina, a embarcação amplia o acesso à assistência médica e aproxima os serviços de saúde dos moradores da região

O superintendente de Saúde da Indústria, Emmanuel Lacerda, afirma que a embarcação conta com uma estrutura completa com apoio de tecnologias de saúde

“Temos toda uma estrutura de equipamentos de telemedicina para apoiar as empresas no cuidado remoto de profissionais de saúde. Aqui pode-se fazer testes e exames básicos, teleconsultas médicas e outros profissionais de saúde, fazendo com que — em um processo de linhas de cuidado, onde se tem as condições mais prevalentes de doenças da população — possamos ter todo um sistema montado para prestar o melhor serviço”, destaca. 

Como funciona o atendimento

O atendimento começa com o acolhimento e a triagem realizados pela equipe de enfermagem. Após a avaliação inicial, o paciente pode ser encaminhado para uma consulta médica por telemedicina. Conforme a necessidade identificada, a equipe pode solicitar exames, emitir prescrições e orientações e realizar os encaminhamentos necessários para garantir a continuidade do cuidado na rede municipal de saúde

O acesso aos serviços é orientado por técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde que atuam nas próprias comunidades. 

“Ao adentrar nessas estações, temos todos os recursos de tecnologias para testes, teleatendimento de profissionais de saúde, médicos e outros, para que façam a melhor jornada, a melhor experiência de atendimento para a população, agregando tecnologia e resultados em saúde para as pessoas”, afirma Lacerda. 

Parceria amplia atendimento às comunidades ribeirinhas

A ação faz parte do trabalho desenvolvido pelo SESI Pará em parceria com a Hidrovias do Brasil para ampliar o acesso aos serviços de saúde em comunidades ribeirinhas. 

Nesta etapa, a iniciativa também conta com a participação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (SEMAS), que acompanha a ação no território. A expectativa é atender cerca de 200 pessoas na região do Rio Maúba, até o fim da ação, que teve início em 2 de agosto. 

O secretário adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da SEMAS, Rodolpho Zahluth Bastos, afirma que o serviço demonstra a importância de adaptar as políticas públicas às características e às necessidades do território amazônico

“A realidade amazônica é marcada por grandes distâncias e por comunidades ribeirinhas e pesqueiras afastadas dos centros urbanos. Por isso é muito importante levar a política pública para perto de onde essas pessoas vivem. A expedição traz o serviço de saúde até a comunidade, adaptando a prestação do serviço à realidade local”, destaca.

A articulação com as secretarias municipais de Saúde de Abaetetuba e Igarapé-Miri também integra o fluxo de atendimento. A medida permite que pacientes que necessitem de exames, consultas especializadas ou acompanhamento continuado sejam encaminhados às unidades de referência dos municípios

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09/09/2026 21:00h

Delegação empresarial participa de encontros em Nova Délhi para ampliar conexões com investidores, empresas e empreendedoras dos países do bloco

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Empreendedoras brasileiras participaram, na última quarta-feira (9), de um encontro internacional em Nova Délhi, na Índia, para discutir temas como tecnologia, acesso a investimentos e desenvolvimento de negócios inovadores. O BRICS WBA Women-Led Development Summit reuniu lideranças empresariais e empreendedoras dos países que integram o bloco, entre eles Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul

A programação ocorre às vésperas da 18ª Cúpula do BRICS, marcada para os dias 12 e 13 de setembro, e teve entre os principais temas a participação feminina nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM, na sigla em inglês), além de tecnologias digitais, inovação, startups e acesso a capital

O Brasil foi representado por uma delegação empresarial formada por 19 integrantes. Entre elas está Ana Claudia Badra Cotait, presidente do Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)

Ana Claudia participou do painelAdvancing Women in STEM, Digital Technologies and Innovation: From Classroom to Frontier, que debateu estratégias para ampliar a presença feminina nas áreas de tecnologia e inovação, desde a formação profissional até o desenvolvimento de novas soluções

Para a empresária, o desafio vai além de ampliar o número de mulheres que trabalham com tecnologia. Também é preciso garantir que elas ocupem posições de liderança como proprietárias de empresas, criadoras de produtos e protagonistas de negócios com potencial de crescimento. 

“Nosso papel aqui é abrir caminhos para que essas mulheres não sejam apenas participantes, mas líderes e agentes de mudança. Não tenhamos medo de abrir novas fronteiras, compartilhar novos palcos e destacar novas líderes. Porque, quando uma mulher avança, ela não ocupa apenas o seu lugar, mas abre caminho para muitas outras”, disse. 

A missão empresarial brasileira permanecerá em Nova Délhi entre os dias 8 e 12 de setembro. Além do BRICS WBA Women-Led Development Summit, a agenda inclui o Women’s Business Alliance Annual Meeting, o BRICS Business Council Annual Meeting e o Fórum Empresarial do BRICS 2026

Investimentos

O Women’s Business Alliance Annual Meeting acontece de 9 a 11 de setembro, também em Nova Délhi. Um dos principais temas da programação é o acesso a investimentos para negócios liderados por mulheres

Além dos debates, o evento conta com uma exposição de startups comandadas por empreendedoras. A delegação brasileira pretende apresentar a experiência da UpStarts, iniciativa do CMEC voltada à identificação e ao desenvolvimento de negócios liderados por mulheres com potencial de inovação e crescimento

Em sua terceira edição, realizada em maio deste ano, o programa recebeu mais de 700 pré-inscrições e selecionou 230 participantes. A expectativa é aproveitar o encontro na Índia para aproximar essas empreendedoras de investidores e parceiros internacionais

“Queremos apresentar startups lideradas por mulheres e identificar investidores-anjos, fundos e apoiadores que possam se aproximar desse universo de empresas. O objetivo é fazer com que essas conexões continuem depois do Summit e possam gerar negócios”, afirmou Beatriz Guimarães, vice-presidente do CMEC Nacional e presidente do CMEC-DF, que também integra a missão brasileira.

Games e tecnologia

A missão empresarial brasileira também pretende conhecer a experiência da Índia no setor de games, mercado diretamente relacionado à programação, ao desenvolvimento de software, à criatividade e à economia digital

A delegação busca conhecer iniciativas indianas de formação profissional e desenvolvimento de empresas de tecnologia, além de identificar práticas que possam contribuir para o crescimento do ecossistema de games no Brasil

“Queremos conhecer as boas práticas da Índia e entender como elas podem contribuir para o desenvolvimento do ecossistema brasileiro de games, especialmente para ampliar a participação das mulheres”, acrescentou Beatriz Guimarães. 

No Brasil, o CMEC apoia a participação feminina nesse setor por meio do Brasília Game Hub (BGH), polo de desenvolvimento, incubação e investimento em jogos eletrônicos do Distrito Federal

Além dos games, a agenda da missão inclui temas como STEM, design autoral, inovação e internacionalização de empresas lideradas por mulheres

Parcerias e novos mercados

Para Ana Claudia Cotait, a expectativa da missão é estabelecer relações com empreendedoras, empresas, investidores e organizações dos demais países do BRICS, ampliando as possibilidades de parcerias, rodadas de negócios, intercâmbio de conhecimento e acesso a novos mercados

“Uma participação internacional só faz sentido quando conseguimos transformar relacionamento em oportunidade. Queremos voltar com conexões que possam gerar parcerias, investimentos, intercâmbio de conhecimento e novos caminhos para que empresas brasileiras possam acessar outros mercados”, afirmou.

Segundo ela, a participação no encontro também permite às empreendedoras brasileiras conhecer as experiências de outros países na criação de ambientes mais favoráveis ao desenvolvimento de negócios de base tecnológica liderados por mulheres e à expansão dessas empresas.

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08/09/2026 16:00h

Pesquisa BTG/Nexus mostra ampla vantagem de Lula no Nordeste e de Flávio no Sul

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As regiões Nordeste e Sul apresentam cenários opostos na disputa pela Presidência da República nas eleições de 2026, segundo a edição mais recente da Pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta terça-feira (8). Enquanto Lula (PT) lidera com ampla vantagem no Nordeste, Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente no Sul. No Sudeste, o pleito está mais equilibrado.

Nordeste 

No Nordeste, Lula mantém a liderança no primeiro turno, com 54% das intenções de voto, ante 23% de Flávio Bolsonaro. Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro lugar, com 11%, enquanto os demais candidatos não ultrapassam 4%

Em um eventual segundo turno, Lula também vence na região, com 59% das intenções de voto, contra 32% de Flávio

O Nordeste concentra os indicadores mais favoráveis ao governo federal. De acordo com a pesquisa, 60% dos entrevistados aprovam a gestão de Lula. Na avaliação do governo, 49% consideram a administração ótima ou boa, 18% a classificam como regular e 33% como ruim ou péssima

A região também registra a maior proporção de eleitores que se declaram “lulistas convictos”, com 35%, e a menor taxa de rejeição ao atual presidente, de 31%

Sul

Em sentido oposto ao Nordeste, o Sul é a região onde Flávio Bolsonaro apresenta a maior vantagem sobre Lula no primeiro turno. O candidato do PL reúne 50% das intenções de voto, contra 22% do petista. Os demais candidatos não ultrapassam 8%

No segundo turno, Flávio amplia a vantagem e alcança 65% das intenções de voto, enquanto Lula registra 26%

O Sul também concentra os indicadores mais negativos para o governo federal. A desaprovação à gestão chega a 72%, e 68% dos entrevistados classificam o governo como ruim ou péssimo

A região apresenta ainda a maior proporção de eleitores que se declaram “bolsonaristas convictos”, com 34%, além da menor taxa de rejeição ao bolsonarismo, de 30%

Sudeste

No Sudeste, a disputa aparece mais equilibrada. No primeiro turno, Lula registra 39% das intenções de voto, quatro pontos percentuais à frente de Flávio Bolsonaro, que soma 35%. Augusto Cury aparece em terceiro, com 9%, enquanto os demais candidatos não ultrapassam 4%

Em um eventual segundo turno, a diferença entre os dois é ainda menor. Lula tem 45% das intenções de voto, contra 44% de Flávio Bolsonaro, configurando empate técnico dentro da margem de erro. 

Na avaliação do governo federal, a desaprovação supera a aprovação na região: 43% dos entrevistados aprovam a gestão, enquanto 52% a desaprovam. Na avaliação qualitativa, 33% consideram o governo ótimo ou bom, e 47%, ruim ou péssimo

O Sudeste também reflete a polarização do cenário nacional. Entre os entrevistados, 25% se declaram “lulistas convictos”, enquanto 27% se identificam como “bolsonaristas convictos”

Norte e Centro-Oeste

No bloco formado por Norte e Centro-Oeste, Flávio Bolsonaro lidera o primeiro turno, com 42% das intenções de voto, contra 31% de Lula

É também a única região em que Ronaldo Caiado (PSD) aparece na terceira posição, com 9%, à frente de Augusto Cury, que registra 7%

Em um eventual segundo turno, Flávio amplia a vantagem para 53%, enquanto Lula chega a 38%

Na avaliação do governo, 45% dos entrevistados aprovam a gestão, contra 51% que a desaprovam. Além disso, 33% classificam o governo Lula como ótimo ou bom, enquanto 46% o consideram ruim ou péssimo

Cenário Nacional

No cenário nacional para o primeiro turno, Lula lidera com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 35%. Em comparação com a rodada anterior, Lula manteve o mesmo percentual, enquanto Flávio avançou dois pontos

Augusto Cury aparece em terceiro lugar, com 9%, seguido por Ronaldo Caiado e Renan Santos (Missão), ambos com 4%. Romeu Zema (NOVO) registra 1%

Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o cenário permanece tecnicamente empatado, mas com inversão na liderança. Flávio aparece com 46% das intenções de voto, contra 45% de Lula

Em relação à rodada anterior, Flávio Bolsonaro avançou um ponto percentual, enquanto Lula recuou de 46% para 45%

A Pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.002 eleitores entre os dias 4 e 7 de setembro de 2026. A amostra foi composta por 42% de entrevistados do Sudeste, 28% do Nordeste, 16% do Norte/Centro-Oeste e 14% do Sul. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06790/2026

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