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Baixar áudioA participação de produtos estrangeiros no mercado brasileiro bateu recorde e atingiu o maior nível da série histórica avaliada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada no estudo Coeficientes de Abertura Comercial (CAC).
O coeficiente de penetração das importações chegou a 28,3% em 2025, alta de 1,6 ponto percentual (p.p.) em relação a 2024. O indicador mede a participação dos produtos importados no consumo brasileiro.
De acordo com a CNI, o avanço dos importados ocorreu em um cenário de estabilidade da produção industrial nacional e de menor dinamismo da demanda interna. A valorização do real ao longo do ano também contribuiu para aumentar a competitividade dos produtos estrangeiros no mercado brasileiro.
Além disso, a participação dos produtos chineses no consumo aparente da indústria de transformação também bateu recorde, alcançando 10,3%. O avanço foi impulsionado, sobretudo, pelos segmentos de equipamentos de informática e eletrônicos e de produtos têxteis.
Para a superintendente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, os resultados reforçam a necessidade de uma agenda estratégica internacional que combine o fortalecimento da competitividade da indústria nacional com instrumentos de política comercial e de defesa comercial alinhados à política externa.
“É preciso trabalhar em uma agenda de mão dupla. Por um lado, monitora e acompanha o avanço das importações e fortalece a defesa comercial para garantir uma concorrência justa para as empresas brasileiras. Por outro lado, trabalha na abertura e na diversificação desses mercados, agregando maior valor nas exportações brasileiras”, avalia.
A participação de insumos industriais importados na produção das fábricas brasileiras também atingiu o maior nível da série histórica em 2025. O coeficiente de insumos industriais importados chegou a 25,8%, estabelecendo um novo recorde pelo segundo ano consecutivo, após também registrar o maior patamar da série em 2024.
No ano passado, o consumo de insumos importados cresceu 4,6%, enquanto o de insumos industriais nacionais avançou apenas 0,4%. A diferença evidencia o maior uso de componentes e matérias-primas estrangeiros pela indústria brasileira.
O coeficiente de exportação da indústria de transformação voltou a crescer em 2025, passando de 18,9% para 20%. O indicador mede a parcela da produção industrial destinada ao mercado externo. Na prática, isso significa que R$ 1 de cada R$ 5 produzidos pelo setor foi destinado às exportações.
O avanço refletiu o crescimento de 5,9% nas exportações em um cenário de estabilidade da produção industrial, ampliando a parcela da fabricação nacional direcionada ao mercado externo.
Os Estados Unidos permaneceram como principal destino das exportações da indústria de transformação brasileira, com participação equivalente a 3,3% do valor da produção do setor. Na sequência, aparecem:
Apesar do aumento no uso de insumos importados, o coeficiente de exportações líquidas permaneceu positivo e estável em 9,6%. O indicador mostra que, em relação ao valor da produção industrial, as receitas obtidas com as exportações continuaram superiores aos gastos com a importação de insumos industriais.
Dos 20 setores analisados pela CNI, 11 apresentaram saldo positivo nesse indicador, com destaque para celulose e papel, metalurgia e madeira. Os outros nove registraram resultados negativos, entre eles os segmentos de equipamentos de informática e eletrônicos, produtos químicos e têxteis.
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Baixar áudioA política industrial brasileira recebeu R$ 755,2 bilhões em crédito para financiar 610 mil projetos entre 2023 e junho de 2026. Os dados, compilados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), integram o Radar da Indústria nº 7 e apontam a ampliação dos recursos destinados ao setor.
Entre os principais instrumentos de financiamento da Nova Indústria Brasil (NIB) está o Plano Mais Produção (P+P). O volume anual de aprovações do mecanismo passou de R$ 155 bilhões, em 2023, para R$ 225,1 bilhões, em 2025, uma alta nominal de aproximadamente 45%.
Os recursos do P+P estão distribuídos entre diferentes frentes da política industrial:
Além do Plano Mais Produção, o Radar da Indústria também considera outras iniciativas como o Brasil Mais Produtivo, o Mover, a Depreciação Acelerada e as linhas de financiamento voltadas à inovação e à transformação ecológica.
Para a gerente de Desenvolvimento Produtivo da CNI, Samantha Cunha, os instrumentos são importantes para que as empresas enfrentem os atuais desafios do setor.
“Todos esses recursos são relevantes para que a indústria consiga responder aos atuais desafios produtivos, tecnológicos e de competitividade, como, por exemplo, a transição ecológica — com desafios de sustentabilidade — e a transformação digital”, afirma.
Na distribuição regional, o Sudeste concentrou cerca de 46% dos R$ 695 bilhões em financiamentos para os quais há informações regionalizadas. Na sequência, aparecem:
Apesar da concentração dos recursos no Sudeste, os dados mostram avanços em outras regiões. Entre 2023 e 2025, as aprovações de crédito para projetos no Norte cresceram cerca de 72%. No mesmo período, as expansões foram de aproximadamente 57% no Sudeste e 55% no Sul.
A transformação ecológica, que abrange iniciativas de descarbonização, transição energética e desenvolvimento de projetos de baixo carbono, também ganhou espaço entre os instrumentos de financiamento da política industrial. Nesse campo, destacam-se o P+P, o Fundo Clima e o Eco Invest Brasil.
No âmbito do P+P, foram mobilizados R$ 73,8 bilhões para 26 mil projetos relacionados à Missão 5 da NIB, voltada à “bioeconomia, descarbonização e transição e segurança energéticas para garantir os recursos para as futuras gerações”.
Entre 2023 e setembro de 2026, o Fundo Clima disponibilizou R$ 11,7 bilhões para a indústria, ampliando a oferta de crédito para projetos de baixo carbono. Desse total:
O superintendente de Política Industrial da CNI, Fabrício Silveira, destaca que a transformação ecológica exige volumes elevados de capital e instrumentos capazes de financiar projetos com diferentes níveis de risco, prazos de maturação e perspectivas de retorno.
“No Brasil, essa pauta passou a ser apoiada por um conjunto crescente de instrumentos, que se inserem em uma agenda ampla e atuam de forma complementar sobre diferentes necessidades de financiamento da transformação ecológica e produtiva”, explica.
A digitalização também é um dos desafios da política industrial brasileira. Dados do Comitê Gestor da Internet no Brasil indicam que, em 2021, apenas 23,5% das empresas industriais eram digitalizadas. A meta é elevar esse percentual para 50% até 2034.
Para impulsionar a transformação digital, o P+P aprovou R$ 119,8 bilhões para 57 mil projetos vinculados à Missão 4 da NIB, dedicada à “digitalização da indústria para ampliar a produtividade”.
O volume anual de recursos do mecanismo de financiamento mais que dobrou entre 2023 e 2025. Os investimentos buscam apoiar tanto a adoção de novas tecnologias pelas empresas quanto o desenvolvimento de capacidades produtivas e tecnológicas relacionadas à digitalização.
Outra iniciativa é o Brasil Mais Produtivo, que atua na melhoria de processos e na preparação das empresas para a transformação digital. O programa atendeu mais de 20 mil micro, pequenas e médias indústrias na modalidade de otimização de processos.
Já o Mover, voltado à cadeia automotiva, teve 170 projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) aprovados e anunciou mais de R$ 577 milhões em recursos para essa finalidade.
A CNI também destaca o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata) — instituído pela Lei nº 15.504/2026, sancionada em setembro — e o Marco de Fomento à Economia Digital (PL 5.960/2025) como instrumentos complementares para o avanço da economia digital.
Segundo a entidade, o desafio é converter essas iniciativas em maior adoção de tecnologias pelas empresas, ganhos de produtividade e fortalecimento dos fornecedores nacionais de soluções digitais.
Apesar da ampliação dos instrumentos de desenvolvimento produtivo, a indústria de transformação perdeu dinamismo nos últimos trimestres. Após crescer 3,9% em 2024, o setor registrou retração de 0,2% em 2025 e, segundo as projeções da CNI, deve manter o fraco desempenho em 2026.
Os indicadores da conjuntura industrial reforçam esse cenário. A mais recente projeção de crescimento para o setor este ano é de 0,7%. Os sinais de perda de dinamismo também aparecem nos indicadores de atividade: as horas trabalhadas na produção recuaram 1,0%, enquanto a utilização da capacidade instalada caiu 1,1 ponto percentual.
Para Silveira, as condições econômicas dificultam a efetividade dos instrumentos de política industrial, especialmente em razão do custo do crédito e dos insumos.
“Entre os entraves associados ao Custo Brasil, os juros elevados se destacam ao encarecer o crédito, restringir investimentos e enfraquecer a demanda, reduzindo a capacidade das empresas de responder aos estímulos oferecidos pelas políticas de desenvolvimento produtivo”, destaca.
Estimado em R$ 1,7 trilhão por ano, o equivalente a cerca de 20% do Produto Interno Bruto (PIB), o Custo Brasil reúne fatores que comprometem a competitividade das empresas, como entraves tributários, regulatórios, logísticos e energéticos.
A esses obstáculos internos somam-se fatores externos, como as tensões geopolíticas, o aumento das barreiras comerciais nos Estados Unidos e as pressões sobre os custos de energia e de insumos associadas aos conflitos no Oriente Médio.
Apesar da relevância dos instrumentos de financiamento, Samantha Cunha avalia que os recursos destinados à política industrial brasileira ainda são modestos quando comparados aos de outros setores, como o agronegócio.
O Plano Safra, principal instrumento de financiamento do setor agropecuário, disponibiliza mais de R$ 500 bilhões por ano. Já o Plano Mais Produção registra média anual de aproximadamente R$ 188 bilhões.
Na comparação internacional, a avaliação da CNI também é de que o Brasil precisa ampliar os recursos destinados ao desenvolvimento industrial.
“Sabemos que as políticas industriais voltaram a crescer no mundo, dado o tamanho dos desafios que temos. São mais de 12 mil medidas de política industrial sendo tomadas nas principais economias do mundo. E os volumes voltados para essas políticas são bastante significativos. Portanto, temos o desafio, sim, de ampliar os recursos para o desenvolvimento da indústria”, afirma.
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Baixar áudioO setor público consolidado — que reúne União, estados, municípios e empresas estatais — registrou déficit primário de R$ 5,5 bilhões em setembro. No mesmo mês, a dívida bruta permaneceu em 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 11,1 trilhões.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Banco Central (BC), no relatório de Estatísticas Fiscais.
O déficit primário corresponde à diferença entre as receitas e as despesas do setor público, sem incluir os gastos com juros da dívida. Em setembro, o resultado foi influenciado pelo desempenho distinto dos diferentes níveis de governo e das empresas estatais.
A soma dos resultados dos três segmentos levou a um déficit primário de R$ 5,497 bilhões. O valor ficou abaixo dos R$ 10 bilhões registrados em agosto e dos R$ 17,5 bilhões de setembro de 2025.
Apesar da melhora no resultado mensal, as contas públicas acumularam déficit primário de R$ 94,3 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, equivalente a 0,93% do PIB. No mesmo período de 2025, o saldo negativo havia sido de R$ 79,2 bilhões, ou 0,84% do PIB.
Na comparação dos últimos 12 meses, o resultado primário apresentou melhora. Até setembro, o setor público consolidado registrou déficit de R$ 70,1 bilhões, equivalente a 0,52% do PIB. Em agosto, o indicador correspondia a 0,62% do PIB.
Considerando o período de 12 meses encerrado em setembro, os resultados por segmento foram:
Embora o déficit primário tenha recuado nessa comparação, a trajetória do endividamento e o aumento das despesas com juros continuam entre os principais desafios fiscais do país.
O crescimento da dívida eleva os custos de financiamento do governo e pode reduzir o espaço disponível no Orçamento para outras despesas. Além disso, a evolução do resultado primário influencia a capacidade do setor público de estabilizar o endividamento em relação ao PIB.
A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) — que compreende as obrigações do governo federal, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e dos governos estaduais e municipais — alcançou R$ 11,1 trilhões em setembro, o equivalente a 82,9% do PIB.
O indicador ficou estável em relação ao mês anterior, mas acumulou alta de 4,3 pontos percentuais no acumulado de 2026.
Segundo o Banco Central, a evolução da dívida em setembro foi influenciada principalmente pelos seguintes fatores:
No fim de 2022, a dívida bruta correspondia a 71,7% do PIB. Desde então, o indicador avançou mais de 11 pontos percentuais, aproximando-se dos níveis registrados durante a pandemia.
A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), que desconta os ativos financeiros do governo de suas obrigações, chegou a R$ 9,4 trilhões em setembro, o equivalente a 70% do PIB.
O indicador avançou 0,7 ponto percentual em relação a agosto, quando correspondia a 69,3% do PIB. No acumulado de 2026, a alta foi de 4,7 pontos percentuais.
Segundo o Banco Central, o avanço mensal foi influenciado principalmente pela incorporação dos juros nominais da dívida, que acrescentou 0,8 ponto percentual à relação entre a dívida líquida e o PIB.
As despesas com juros da dívida do setor público somaram R$ 107,5 bilhões em setembro, ante R$ 84,7 bilhões no mesmo mês de 2025. O aumento foi de R$ 22,8 bilhões em um ano.
Segundo o Banco Central, a elevação foi influenciada principalmente pelo resultado menos favorável das operações de swap cambial — que envolvem contratos de compra e venda de dólares no mercado futuro — e têm seus resultados incorporados às estatísticas de juros do setor público. Também contribuíram para o aumento o crescimento do estoque da dívida e a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
No acumulado de 12 meses até setembro, as despesas com juros alcançaram R$ 1,205 trilhão, equivalente a 8,99% do PIB. No intervalo encerrado em setembro de 2025, o montante havia sido de R$ 984,8 bilhões, ou 7,86% do PIB.
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Baixar áudioA Câmara dos Deputados abriu frentes de debate para aprimorar o sistema eleitoral brasileiro, com foco no voto distrital misto por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). A iniciativa prevê um período de transição para 2030 e vigência plena a partir das eleições de 2034. Segundo a presidência da Casa, o objetivo central das mudanças é garantir maior segurança jurídica, isonomia e respeito à escolha do eleitor.
Em entrevista coletiva, o deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB) afirmou que um bloco de partidos de centro se reuniu nesta quarta-feira (28) para discutir o assunto. Segundo ele, a partir das definições desse encontro, a intenção é ampliar o diálogo com as demais legendas, incluindo a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), o PSOL, o PL e o Novo, para discutir os encaminhamentos.
“Nós caminharemos para fazer ainda esse ano uma discussão e possível votação na Câmara dos Deputados sobre a mudança do nosso sistema eleitoral, caminhando para o sistema distrital misto. A ideia é que façamos essa discussão em uma mudança para o ano de 2034, passando pela eleição de 2030 com o modelo de transição”, disse.
A discussão ganha força em meio ao histórico distanciamento entre a população e o Poder Legislativo. Um levantamento do Datafolha aponta que 67% dos brasileiros não se lembram em quem votaram para deputado federal nas eleições de 2022. Para senador e deputado estadual, o percentual de esquecimento chega a 66%. Essa desconexão é um dos principais argumentos que impulsionam a proposta em tramitação no Congresso.
O Projeto de Lei (PL) 9.212/2017 propõe mudanças no atual sistema de votação proporcional para cargos legislativos. A proposta aguarda parecer do relator na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados.
A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) avalia que o modelo pode aproximar os parlamentares da população, ampliar a diversidade na composição do Legislativo e estimular uma atuação mais responsável dos representantes. A entidade também aponta a possibilidade de redução dos custos das campanhas eleitorais.
Para o presidente da CACB, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais de São Paulo (FACESP), Alfredo Cotait Neto, o atual sistema proporcional contribui para o distanciamento entre eleitores e parlamentares.
“O voto distrital tem algumas vantagens. Aproxima o eleitor do seu representante e os distritos todos vão ter algum representante. O problema do voto proporcional é que faz com que muitas regiões do país fiquem sem representantes e algumas regiões com muitos representantes. Além disso, no voto proporcional, você acaba elegendo inúmeros deputados que não têm perfil nenhum”, afirma.
O voto distrital consiste em dividir uma unidade eleitoral em distritos, nos quais os candidatos disputam diretamente os votos dos eleitores daquela área. Em um modelo distrital puro, cada distrito elege um representante para o Legislativo.
A divisão pode considerar a distribuição do eleitorado e os limites territoriais, conforme as regras estabelecidas para o sistema.
Na prática, imagine um estado com direito a dez vagas na Câmara dos Deputados. Em um sistema distrital puro, o território seria dividido em dez distritos eleitorais, cada um responsável pela eleição de um deputado federal. Os candidatos disputariam os votos dos eleitores de seus respectivos distritos.
No modelo misto, parte das vagas seria preenchida por candidatos eleitos diretamente nos distritos, enquanto a outra parte seria distribuída proporcionalmente aos votos recebidos pelos partidos.
O PL 9.212/2017 prevê a adoção desse modelo para os cargos atualmente submetidos ao sistema proporcional: vereadores, deputados estaduais, deputados distritais e deputados federais.
Segundo o advogado e cientista político Valdir Pucci, a combinação dos dois sistemas permitiria preservar características do modelo proporcional, que favorece a representação de diferentes correntes políticas, e acrescentar a escolha direta de representantes por região.
“Vamos supor que tenhamos para o Distrito Federal a eleição de oito deputados federais para a Câmara dos Deputados. No sistema distrital misto, por exemplo, 50% das vagas seriam eleitas pelo sistema proporcional, que é um sistema que, em tese, seria mais favorável tanto a favorecer as maiorias, mas também dar espaço às minorias. É um voto mais ideológico. E os outros 50% das vagas seriam preenchidas por esse novo sistema distrital”, explica.
A proporção entre as vagas distritais e proporcionais depende do desenho previsto na legislação. A divisão não precisa ser necessariamente igualitária, podendo adotar outros percentuais, conforme as regras estabelecidas para o modelo.
Atualmente, além do sistema majoritário — aplicado nas eleições para senadores e chefes do Poder Executivo —, o Brasil adota o sistema proporcional nas eleições para câmaras municipais, assembleias legislativas estaduais, Câmara Legislativa do Distrito Federal e Câmara dos Deputados.
No sistema proporcional, a distribuição das vagas leva em consideração os votos recebidos pelos partidos e, conforme as regras eleitorais, pelos candidatos. Um dos principais mecanismos desse cálculo é o quociente eleitoral, obtido pela divisão do número de votos válidos pelo número de cadeiras em disputa.
Para a CACB, o modelo atual contribui para uma crise de representatividade, pois nem sempre o eleitor consegue estabelecer um vínculo direto com o parlamentar eleito, o que pode dificultar o acompanhamento de sua atuação e a cobrança por resultados.
Um dos episódios frequentemente citados no debate sobre o sistema proporcional é o do ex-deputado federal Enéas Carneiro. Nas eleições de 2002, ele recebeu cerca de 1,5 milhão de votos e contribuiu para a eleição de outros candidatos de seu partido, entre eles um que obteve apenas 275 votos.
O caso ilustra como a votação expressiva de um candidato pode contribuir para que outros nomes da mesma legenda conquistem cadeiras no Legislativo, conforme as regras de distribuição proporcional.
Para Cotait Neto, o sistema precisa ser revisto para fortalecer a relação entre representantes e sociedade. “Estamos comprometidos com o desenvolvimento de uma política que represente verdadeiramente os interesses da sociedade”, afirma.
Outro argumento favorável ao voto distrital misto é a possibilidade de reduzir os gastos eleitorais. No sistema proporcional atual, candidatos a deputado estadual ou federal podem realizar campanhas em diferentes regiões de seus estados, o que amplia a área de atuação e pode elevar os custos com deslocamentos, equipes e divulgação.
No sistema distrital, a disputa direta ficaria concentrada em uma área geográfica menor. Com isso, os candidatos poderiam direcionar os recursos para um eleitorado mais delimitado, reduzindo a necessidade de campanhas com grande abrangência territorial.
A redução de custos, no entanto, dependeria de fatores como o tamanho dos distritos, as estratégias dos candidatos e as regras de financiamento eleitoral.
No modelo proposto, o eleitor teria dois votos: um para escolher o candidato de seu distrito e outro para votar em um partido. O primeiro definiria o representante eleito diretamente pela região; o segundo seria utilizado para calcular a distribuição proporcional das cadeiras entre as legendas.
Para essa segunda votação, os partidos apresentariam listas ordenadas de candidatos. A posição de cada nome na lista seria determinante para a ocupação das vagas conquistadas pela legenda na parcela proporcional.
Por exemplo, se um partido obtivesse votos suficientes para conquistar duas cadeiras destinadas às listas, seriam eleitos os dois primeiros nomes da relação, conforme as regras estabelecidas para o sistema. Se conquistasse três vagas, seriam contemplados os três primeiros, e assim sucessivamente.
O cientista político André César, sócio da Hold Assessoria Legislativa, aponta que esse mecanismo pode ampliar o poder das direções partidárias sobre a escolha dos parlamentares.
“Então isso é um problema, que oligarquiza os partidos; as elites partidárias saem na frente. Quem está no comando, que tem posição de mando mesmo nessas legendas, sai na frente”, avalia.
Nesse cenário, a transparência na elaboração das listas e os critérios para a escolha dos candidatos ganhariam importância no debate sobre a reforma.
Entre as propostas defendidas pela CACB está a adoção de mecanismos para ampliar a participação feminina. A entidade sugere que, a cada três nomes nas listas partidárias, pelo menos uma posição seja destinada a uma mulher, com alternância na ordem de preferência para ampliar as oportunidades de eleição.
A confederação também defende critérios rigorosos para a composição das listas, de modo que a escolha dos candidatos considere sua representatividade e sua capacidade de atuação política, em vez de depender exclusivamente da popularidade nas redes sociais.
A proposta do voto distrital misto foi aprovada no Senado em 2017. A constitucionalidade do modelo também já foi reconhecida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A implantação desse sistema não exige mudança na Constituição, mas apenas uma lei complementar.
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Baixar áudioA projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 caiu de 2% para 1,6%, segundo o Informe Conjuntural do 3º Trimestre, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com o levantamento, a revisão reflete, principalmente, as perspectivas menos favoráveis para a indústria, especialmente a de transformação, e para o setor de serviços. O desempenho desses segmentos deve se sobrepor às contribuições positivas da agropecuária e da indústria extrativa.
O diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Mario Sergio Telles, avalia que os setores com perspectivas de crescimento mais favoráveis são menos dependentes da demanda interna e, consequentemente, menos sensíveis à política monetária e às taxas de juros.
“Por outro lado, os setores mais dependentes, mais sensíveis aos juros — que é o caso da indústria de transformação, do comércio e dos serviços — têm um movimento contrário. Então, quem está mais dependente de mercado interno está sendo muito afetado por conta da taxa de juros”, explica.
A indústria deve sentir de forma mais intensa os efeitos da desaceleração econômica. A projeção de crescimento do setor caiu de 2%, na estimativa do segundo trimestre, para 1,3% na avaliação mais recente — a maior revisão negativa entre os setores analisados.
A expansão projetada de 9,1% para a indústria extrativa não será suficiente para compensar o desempenho mais fraco da indústria de transformação, cuja expectativa de queda foi mantida em 0,7% em 2026.
No segmento extrativo, a manutenção da projeção é sustentada pelos resultados positivos do setor de petróleo, que compensaram a elevação expressiva dos custos dos fretes marítimos no transporte de minério de ferro.
Já a indústria de transformação continua pressionada pela fraqueza da demanda interna, pela piora das condições financeiras de empresas e famílias — em razão dos juros elevados —, pela entrada expressiva de produtos importados e pelo aumento dos custos de produção.
A indústria da construção também enfrenta os efeitos do crédito caro e do enfraquecimento da demanda. Apesar disso, a CNI manteve em 1,5% a estimativa de crescimento do segmento, apoiada pela expansão do programa Minha Casa, Minha Vida e pelos investimentos em infraestrutura.
O setor de serviços também apresenta sinais de esgotamento da capacidade de crescimento. A estabilidade do volume de atividades desde o fim de 2025 e a desaceleração do comércio varejista, principalmente nos segmentos mais dependentes de crédito, contribuíram para a revisão da projeção de crescimento do PIB do setor, de 1,9% para 1,6%.
Na direção oposta, a agropecuária foi o único dos setores produtivos a registrar melhora na estimativa de crescimento. Impulsionada pela revisão positiva das perspectivas para a segunda safra de milho, a projeção de avanço do PIB agropecuário passou de 1,8% para 2,5%.
Segundo o informe da CNI, o mercado de trabalho continuará sendo um importante fator de sustentação da demanda interna. Embora a geração de empregos formais esteja desacelerando, especialmente na indústria e no comércio, a entidade projeta crescimento de 1,2% da população ocupada em 2026.
Nesse cenário, a taxa de desemprego, atualmente em 5,3%, deve recuar para 5% até o fim do ano. A manutenção de um mercado de trabalho aquecido, combinada à menor disponibilidade de trabalhadores para atender às necessidades do setor produtivo, tende a pressionar os salários para cima.
A CNI estima que a massa de rendimentos reais cresça 4,6% em relação a 2025, o que deve contribuir para sustentar o consumo das famílias.
O alívio inflacionário observado entre junho e agosto não deve se prolongar até o fim do ano, segundo a CNI. A entidade prevê aceleração dos preços nos últimos meses de 2026, influenciada pela alta dos alimentos, dos preços administrados — como energia elétrica e combustíveis — e dos serviços.
Nesse cenário, a projeção é que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumule alta de 5,15% em 2026, frente aos 4,26% registrados em 2025.
A persistência da inflação deve limitar o ritmo de flexibilização da política monetária. A CNI projeta que o Banco Central reduza a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual em cada uma das duas reuniões restantes do ano, encerrando 2026 em 13,25% ao ano.
Apesar disso, a entidade avalia que há espaço para cortes mais rápidos dos juros.
“Juros a 13,25% ao fim do ano, dadas as expectativas de inflação 12 meses à frente, ainda representa uma taxa de juros real de 9%. Isso é quase o dobro da taxa neutra, que é de 5%, que não estimula um crescimento forte nem uma contração da economia. Portanto, 9% ainda desestimula fortemente o crescimento da economia. Por todo o desaquecimento do mercado interno, a taxa de juros deveria e poderia estar mais baixa sem que o Banco Central abrisse mão da convergência da inflação para a meta”, afirma Telles.
O relatório também aponta que os efeitos dos juros elevados sobre o mercado de crédito têm sido diferentes para empresas e famílias. Até agosto, as concessões de crédito às pessoas jurídicas cresciam mais do que as destinadas às pessoas físicas. A CNI espera que essa diferença persista no último quadrimestre de 2026, embora em ritmo menor.
No total, as concessões de crédito devem crescer 5,15% neste ano. Para as empresas, a previsão é de alta de 6,4%, enquanto, para as famílias, a estimativa é de avanço de 4%.
As exportações brasileiras devem crescer 10,3% em relação a 2025 e alcançar US$ 386,7 bilhões. Segundo a CNI, o resultado será impulsionado principalmente pela elevação dos preços das commodities e de outros produtos da pauta exportadora.
Nas importações, o aumento dos valores também deve refletir mais a alta dos preços do que a expansão do volume comprado no exterior. Entre os destaques estão combustíveis, lubrificantes e bens de consumo, como automóveis.
A projeção é que as importações totalizem US$ 309,4 bilhões em 2026, crescimento de 6,4% na comparação anual. Com isso, a balança comercial deve registrar superávit de US$ 77,3 bilhões, quase 30% acima do resultado de 2025.
A política fiscal expansionista deve contribuir para estimular a demanda e sustentar a atividade econômica, segundo a análise da CNI. As despesas federais devem crescer 4,6% em termos reais, ou seja, descontada a inflação. Entre os fatores que explicam o avanço estão os pagamentos de benefícios previdenciários, os gastos com pessoal e a execução de despesas discricionárias em ano eleitoral.
A receita líquida, por sua vez, deve aumentar 5,9%, impulsionada por medidas como a redução de incentivos fiscais, a limitação do aproveitamento de créditos tributários e a arrecadação relacionada ao petróleo, além de outras receitas administradas.
Apesar do aumento previsto das receitas, o governo federal deve encerrar o ano com déficit primário de R$ 54,6 bilhões, equivalente a 0,4% do PIB projetado pela CNI.
Contudo, o cumprimento da meta fiscal depende da exclusão de determinadas despesas do cálculo oficial. Cerca de R$ 67,3 bilhões em precatórios e outros gastos não serão contabilizados para essa finalidade. Consideradas as regras de exclusão, a estimativa da entidade é de superávit primário de R$ 12,6 bilhões, correspondente a 0,1% do PIB.
Para Mario Sergio Telles, o quadro fiscal permanece desfavorável quando consideradas as despesas que ficam fora do cálculo da meta.
“A expectativa da CNI para as contas públicas é muito ruim. Nós devemos ter, novamente, déficit primário, quando a gente vê o déficit real, sem fazer exclusões para fins de cumprimento da meta. Esse déficit, com uma taxa de juros muito elevada, deve fazer com que a dívida bruta suba mais de 5 pontos percentuais do PIB em apenas um ano, passando de 78,6% para 83,7%”, avalia o diretor da CNI.
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Baixar áudioNeste domingo (25), milhões de brasileiros vão às urnas para escolher o próximo presidente da República. A disputa é entre o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), com o número 22, e o atual presidente, que disputa à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Luiz Inácio Lula da Silva, com o número 13.
Além da eleição presidencial, os eleitores do Acre, Amazonas, Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Tocantins também votarão para governador. Nessas unidades da Federação, a votação será realizada primeiro para o cargo de governador e, em seguida, para presidente. Em cada etapa, o eleitor deverá digitar dois números na urna eletrônica.
Confira os candidatos ao governo de cada unidade federativa:
A votação ocorre das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, inclusive nos municípios que seguem fusos horários diferentes.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recomenda que os eleitores consultem antecipadamente o local de votação, mesmo aqueles que compareceram às urnas no primeiro turno e pretendem votar no mesmo endereço.
Até 16 de outubro, 4.352 seções eleitorais em todo o país haviam passado por alterações de local de votação, o equivalente a 0,87% do total. Segundo a Justiça Eleitoral, as mudanças podem afetar cerca de 590 mil eleitores.
Entre os motivos estão reformas, problemas de infraestrutura, danos causados por chuvas e ventos e a necessidade de adequações de acessibilidade.
A consulta pode ser feita gratuitamente por três canais: o aplicativo e-Título, na opção “Onde votar”; o Autoatendimento Eleitoral, disponível nos portais da Justiça Eleitoral; e o ChatVote, assistente virtual do TSE, acessível pelo portal do tribunal.
Segundo o TSE, 158.745.463 eleitoras e eleitores estão aptos a votar no segundo turno para presidente da República. Nas seis unidades federativas com disputa para governador, o eleitorado apto a participar dessa votação soma 12.502.051 pessoas.
Quem não compareceu às urnas no primeiro turno também pode votar no segundo, desde que o título eleitoral não esteja cancelado ou suspenso. Isso porque cada turno é considerado uma eleição independente. No entanto, a ausência na primeira etapa continua sujeita à justificativa ou ao pagamento de multa, conforme as regras aplicáveis.
No primeiro turno das Eleições 2026, 33.468.233 eleitores não compareceram às urnas, o equivalente a cerca de 21% do eleitorado apto, segundo o TSE.
O prazo para justificar a ausência no primeiro turno termina em 3 de dezembro de 2026. Já quem deixar de votar no segundo turno terá até 8 de janeiro de 2027 para apresentar a justificativa.
O procedimento pode ser realizado pelo aplicativo e-Título, pelo Autoatendimento Eleitoral ou presencialmente, em um cartório eleitoral. Após a eleição, o pedido deve ser acompanhado de documentos que comprovem o motivo da ausência e será analisado pela Justiça Eleitoral.
Do total de eleitores aptos a votar, 89% têm a biometria cadastrada. Segundo o TSE, porém, o registro biométrico não é obrigatório para exercer o direito ao voto, desde que a inscrição eleitoral esteja regular e a identidade seja confirmada de acordo com os procedimentos da Justiça Eleitoral.
Nas seções eleitorais equipadas com leitores biométricos, existem procedimentos alternativos de identificação para quem não cadastrou as digitais ou enfrenta dificuldades no reconhecimento biométrico. Nesses casos, é necessário apresentar um documento oficial de identificação com foto.
Mesmo com um número reduzido de escolhas, a Justiça Eleitoral recomenda que os eleitores levem a chamada colinha eleitoral, uma anotação em papel com os números dos candidatos escolhidos.
O recurso ajuda a lembrar a sequência de votação e facilita o preenchimento dos votos na urna eletrônica.
É importante lembrar que o uso de celulares e de outros aparelhos eletrônicos é proibido na cabine de votação. Por isso, os números dos candidatos devem ser anotados previamente em papel.
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Baixar áudioUm estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) busca identificar oportunidades para ampliar a participação do Brasil na cadeia produtiva de baterias elétricas, a partir de um diagnóstico da capacidade nacional de extração e processamento de minerais críticos. A análise, ainda em andamento, mapeia os segmentos em que o país já é competitivo, aqueles em que sua inserção ainda é nascente e os que enfrentam desafios estruturais mais profundos.
A pesquisa identifica as reservas minerais brasileiras e a capacidade de extração desses recursos, além de analisar os diferentes elos da cadeia produtiva de baterias, desde o fornecimento de matérias-primas até a fabricação do produto final. O levantamento também examina as políticas públicas e os instrumentos existentes para estimular o desenvolvimento do setor.
A iniciativa é resultado de um acordo de cooperação técnica entre a CNI, o Net Zero Industrial Policy Lab, da Universidade Johns Hopkins, e o Instituto E+ Transição Energética. A parceria prevê a realização de estudos e a elaboração de propostas de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento de cadeias produtivas relacionadas aos minerais críticos.
O especialista em Políticas e Indústria da CNI, Rodrigo Curi, explica que o trabalho começou com a análise de dados e o diagnóstico dos diferentes elos da cadeia produtiva de baterias no Brasil. A próxima etapa envolve entrevistas com representantes de diversos segmentos do setor.
“Essa entrevista tende a enriquecer o trabalho, porque, no final, o que se propõe é que consigamos estabelecer uma série de recomendações de políticas e instrumentos para o desenvolvimento dessa cadeia, a partir da visão dos próprios participantes dessa cadeia”, afirma.
Segundo o superintendente de Política Industrial da CNI, Fabrício Silveira, as recomendações devem considerar as capacidades reais da indústria brasileira para extrair minerais críticos e transformá-los em produtos de maior valor agregado. O objetivo é identificar oportunidades concretas abertas pela transição energética, em alinhamento com o programa Nova Indústria Brasil (NIB).
“O Brasil detém reservas relevantes a nível global de minerais críticos e terras raras, elementos centrais para diversas cadeias produtivas ligadas à digitalização e transformação ecológica, dentre elas a de baterias elétricas. Essa é uma oportunidade que se apresenta ao país”, explica.
Para Silveira, o desafio é evitar que o Brasil se limite à exportação de commodities e à importação de produtos acabados. Na avaliação do superintendente, o país precisa identificar os caminhos e as políticas necessárias para avançar nas etapas de processamento e transformação dos minerais, agregando valor à produção nacional e fornecendo insumos para o desenvolvimento de outros setores industriais.
Os minerais críticos têm aplicações em setores considerados estratégicos para a economia, como transição energética, digitalização, defesa e alta tecnologia. Esses recursos são utilizados na fabricação de baterias, veículos elétricos, semicondutores, turbinas eólicas, painéis solares, entre outros equipamentos e produtos industriais.
Rodrigo Curi destaca que a importância desses minerais cresce à medida que avança a transição energética global. Segundo ele, o desenvolvimento das cadeias produtivas associadas a esses recursos pode gerar efeitos positivos em diferentes segmentos da indústria.
“Eles representam insumos para diversos equipamentos que fazem parte da transição energética, como as baterias elétricas. Então, o desenvolvimento dos diversos setores que dependem dos minerais críticos pode gerar efeitos encadeados em outros setores industriais, além de ganhos para a sociedade. Não é à toa que o mundo inteiro tem olhado para eles como importantes instrumentos para essa transformação industrial”, afirma.
As instituições parceiras foram selecionadas pela experiência em projetos relacionados à transição energética e à política industrial. Com a cooperação, a CNI também pretende abrir novas frentes de trabalho, com o objetivo de ampliar a participação da indústria nacional nas diferentes etapas de produção, aumentando a integração entre fornecedores, fabricantes e setores consumidores.
Segundo Tim Sahay, co-diretor do Net Zero Industrial Policy Lab, a colaboração com a CNI busca oferecer uma avaliação atualizada das cadeias globais de valor de minerais críticos e baterias, caracterizadas pela elevada competitividade, além de analisar as possibilidades de inserção do Brasil nesses mercados.
“A agenda de políticas para minerais críticos no Brasil tem se concentrado na segurança do abastecimento, na capacidade de refino e processamento no país, no desenvolvimento de projetos de mineração, como terras raras, lítio, níquel, etc., e na política de transferência de tecnologia com parceiros internacionais. Nosso trabalho destina-se a servir como subsídio técnico para esse processo”, explica.
Sahay destaca que o laboratório reúne análises técnicas de cadeias de suprimentos de energia limpa e estudos de políticas industriais para estimular parcerias estratégicas entre governos e empresas.
“O laboratório apoia formuladores de políticas e empresas na elaboração de estratégias industriais ‘verdes’ inteligentes e direcionadas. Nossas ferramentas baseadas em dados ajudam a mitigar riscos, orientando esses atores a evitar investimentos ineficientes em áreas pouco competitivas ou a adesão a setores ‘da moda’ — práticas que frequentemente levam a excesso de capacidade, cancelamento de projetos e iniciativas frustradas logo no início”, destaca o pesquisador.
Já o Instituto E+ é um centro de estudos estratégicos independente que conecta governos, indústria, sociedade civil e academia. A instituição atua na promoção da transição energética e da transformação verde da indústria como vetores do desenvolvimento socioeconômico brasileiro.
A diretora-executiva do instituto, Rosana Santos, ressalta que o avanço da transição energética aumenta a demanda por minerais críticos e exige uma compreensão detalhada das cadeias produtivas associadas a cada recurso. Segundo ela, essa análise permite identificar em quais etapas o país tem melhores condições de agregar valor à produção.
“O Brasil dispõe de uma base industrial diversificada, que pode fortalecer sua posição nas negociações internacionais. Construir esse diagnóstico com dados e em parceria com a indústria é fundamental para formular políticas públicas mais robustas”, afirma.
A iniciativa também está alinhada à Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, instituída pela Lei nº 15.506/2026. A CNI integra o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), vinculado à Presidência da República, com direito a voto como representante do setor privado.
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Baixar áudioA insatisfação dos empresários industriais com a lucratividade dos negócios atingiu o pior nível desde a pandemia. Segundo a Sondagem Industrial, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o índice de satisfação com a margem de lucro recuou 1,3 ponto no terceiro trimestre de 2026, para 42,2 pontos. É o menor patamar desde o segundo trimestre de 2020.
O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, atribui o resultado à pressão dos custos de produção e à redução da demanda, que compromete o faturamento das empresas.
“Isso é o resultado do acúmulo de uma pressão de custos, entre algumas razões está a guerra no Oriente Médio. E, adicionalmente, há uma redução da demanda e, naturalmente, uma redução do faturamento das empresas, o que afeta a saúde financeira e a lucratividade”, afirma.
A insatisfação também aumentou em relação ao acesso ao crédito e à situação financeira das empresas. Os respectivos índices recuaram 0,5 e 0,2 ponto no terceiro trimestre, para 39,4 e 47,4 pontos.
Já o índice de evolução do preço médio dos insumos e das matérias-primas utilizados pela indústria caiu 3,6 pontos, para 60,5 pontos, ficando abaixo da média histórica para o terceiro trimestre. Apesar da desaceleração, o indicador permanece acima da linha divisória de 50 pontos, o que sinaliza aumento dos preços, ainda que em ritmo menor.
Pelo terceiro mês consecutivo, o índice que compara o nível efetivo dos estoques ao planejado pelos empresários avançou. Em setembro, o indicador subiu 0,4 ponto, para 50,8 pontos, alcançando o maior patamar em quase três anos.
Segundo Azevedo, o resultado reflete a frustração dos industriais com a demanda. As empresas esperavam manter ou reduzir a produção, mas as vendas ficaram abaixo do previsto, dificultando o escoamento dos produtos armazenados.
“O problema é que normalmente, para se ter um avanço ou retomada da produção, primeiramente o empresário vai precisar queimar esses estoques. E é custoso manter os estoques, para que, até lá, haja uma melhora eventual da demanda e comece a refletir de fato em aumento da atividade industrial”, pontua.
Outros indicadores também apontam para o enfraquecimento da atividade industrial. O índice de evolução da produção ficou em 46,7 pontos em setembro. Abaixo da linha divisória de 50 pontos, o resultado indica retração da produção em relação a agosto.
O indicador de evolução do número de empregados também permaneceu abaixo desse patamar, ao fechar o mês em 48 pontos, sinalizando percepção de redução do emprego industrial.
“A produção costuma apresentar um índice bem mais próximo da linha de 50 pontos em meses de setembro. E o índice do número de empregados varia muito pouco, mas também continua abaixo da linha divisória de 50 pontos, mostrando uma percepção de queda do número de empregados da indústria a partir da visão dos empresários”, avalia Azevedo.
Na contramão dos demais indicadores, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) aumentou 1 ponto percentual, para 70%, igualando o resultado registrado no mesmo período de 2025.
A elevada carga tributária permaneceu na primeira posição do ranking de principais problemas enfrentados pela indústria. No terceiro trimestre de 2026, 37,2% dos empresários apontaram o peso dos impostos entre os maiores entraves ao setor, alta de 3,9 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior.
A demanda interna insuficiente subiu da quarta para a segunda colocação no ranking, após ser mencionada por 29,6% dos empresários. O percentual representa um avanço de 3 pontos percentuais na comparação trimestral.
Para Azevedo, o aumento da preocupação com a demanda interna está alinhado aos sinais de enfraquecimento da atividade e ao acúmulo de estoques nas empresas.
“Desde o terceiro trimestre de 2025 a demanda interna insuficiente não ficava na vice-liderança do ranking de principais problemas enfrentados pela indústria. E esse percentual registrado agora no terceiro trimestre de 2026 é o maior percentual de assinalação desde o primeiro trimestre de 2024”, destaca.
As taxas de juros elevadas ocuparam a terceira posição, citadas por 24,3% dos empresários, um aumento de 0,6 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.
Os índices de expectativas dos industriais apresentaram poucas mudanças na passagem de setembro para outubro. Apesar das pequenas variações, todos permaneceram abaixo das respectivas médias históricas.
Os resultados apontam perspectivas de crescimento da demanda por produtos industriais e das compras de insumos e matérias-primas nos próximos seis meses. Em contrapartida, os indicadores sinalizam expectativa de redução do número de empregados e do volume exportado.
Após quatro quedas consecutivas e de atingir o pior nível desde a pandemia, a intenção de investimento dos empresários industriais apresentou recuperação em outubro. O indicador subiu 1,3 ponto, para 52,6 pontos. Apesar da alta, acumula queda de 3,3 pontos em 2026.
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Baixar áudioA última rodada da pesquisa Correio-Opinião Inteligência Política, divulgada antes do segundo turno das eleições no Distrito Federal, aponta a vitória da candidata Celina Leão (PP) na disputa pelo Palácio do Buriti. No levantamento de votos válidos, a governadora, que concorre à reeleição, aparece com 59,3% das intenções de voto, contra 40,7% de Leandro Grass (PT).
Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Celina registra 50,1% das intenções de voto, enquanto Grass tem 34%. Outros 0,4% mencionaram outro candidato, 7,1% afirmaram que pretendem votar em branco, nulo ou em nenhum dos concorrentes, e 8,5% não souberam responder.
Os dados também indicam que a maioria dos eleitores já definiu seu voto. Entre os que apoiam Celina, 89,2% disseram que a decisão é definitiva. Outros 10,1% admitiram a possibilidade de mudar de candidato, enquanto 0,7% não souberam dizer se poderiam rever a escolha.
Entre os eleitores de Leandro Grass, o índice de convicção é ainda maior: 94,2% afirmaram que não pretendem mudar de voto, enquanto 5,8% disseram que ainda podem reconsiderar a decisão.
A pesquisa também questionou os entrevistados sobre o número dos candidatos na urna eletrônica. Entre os eleitores de Celina Leão, 80% souberam identificar o número 11, pelo qual a candidata concorre. Outros 17,1% não souberam informar o número, enquanto 2,1% mencionaram outro algarismo. Desse último grupo, 1,7% apontaram o número 22.
No caso de Leandro Grass, 83,7% dos eleitores identificaram corretamente o número 13, do candidato petista. Outros 15,3% não souberam informar o número, enquanto 0,7% mencionaram o 11 e 0,3%, o 22.
A identificação correta dos números ganha relevância diante do resultado do primeiro turno, quando mais de 26 mil eleitores digitaram o número 22, em vez do 11 de Celina Leão, e acabaram anulando o voto.
O levantamento também avaliou a percepção dos eleitores sobre a administração de Celina Leão à frente do Governo do Distrito Federal (GDF). Segundo a pesquisa, 51,9% dos entrevistados aprovam a gestão, enquanto 37,5% desaprovam. Outros 9,6% não souberam avaliar, e 0,9% preferiram não responder.
Na avaliação qualitativa da administração, 29,8% classificaram a gestão como ótima ou boa. Para 35,5%, o governo é regular, enquanto 28,4% consideram a administração ruim ou péssima.
A pesquisa Correio-Opinião Inteligência Política ouviu presencialmente 1.006 pessoas em 31 regiões administrativas no Distrito Federal, entre os dias 16 e 19 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número DF-08851/2026.
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Baixar áudioA Rede SESI de Educação está com matrículas abertas para o ano letivo de 2027 em diferentes estados brasileiros. As oportunidades incluem bolsas de estudo de até 100%, vagas gratuitas e descontos nas mensalidades para dependentes de trabalhadores da indústria, conforme os critérios estabelecidos por cada departamento regional.
A oferta varia de acordo com a unidade e pode abranger Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA). Os interessados devem consultar os canais oficiais do Serviço Social da Indústria (SESI) em cada estado para verificar a disponibilidade de vagas, os prazos de inscrição, os documentos exigidos e as condições para obter bolsas e gratuidade.
Também é importante conferir a duração dos benefícios e se despesas como material didático, alimentação e transporte estão incluídas.
A proposta pedagógica das escolas do SESI inclui atividades nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática, abordagem conhecida pela sigla STEAM. A metodologia combina conteúdos dessas áreas com atividades práticas e projetos interdisciplinares.
Os estudantes também podem participar de projetos de robótica e utilizar laboratórios maker, espaços destinados à criação e à experimentação. Em algumas unidades, o Ensino Médio é integrado a cursos técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).
Segundo o superintendente de Educação do SESI, Wisley Pereira, a metodologia busca preparar crianças e jovens para os desafios do futuro do trabalho.
“São escolas que têm a metodologia STEAM — Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática —, que preparam as crianças, os adolescentes e os jovens para o futuro do trabalho, com resoluções de problemas complexos, e que têm muita tecnologia embarcada, com infraestrutura excelente”, afirma.
As Escolas SESI Alagoas já iniciaram o processo de matrícula e anunciaram a ampliação da unidade Benedito Bentes, em Maceió, que passará a atender estudantes a partir do 3º ano do Ensino Fundamental.
A rede oferece descontos para matrículas antecipadas: até 25% na primeira parcela e 30% para ingressantes na 1ª série do Ensino Médio. O material didático está incluído na mensalidade.
Outras informações estão disponíveis no site das Escolas SESI Alagoas.
A Escola SESI Bahia abriu inscrições para 295 bolsas integrais destinadas a novos estudantes da 1ª série do Ensino Médio com Formação Técnica e Profissional em 2027. As oportunidades estão distribuídas em 11 escolas de nove municípios baianos.
Desse total, 35 bolsas são destinadas à unidade de Jequié, que será inaugurada em 2027. A escola terá 216 vagas, do 6º ano do Ensino Fundamental à 1ª série do Ensino Médio, com atividades de robótica educacional e incentivo à iniciação científica.
Podem concorrer às bolsas candidatos cuja renda familiar líquida seja de até 2,5 salários mínimos. As inscrições são gratuitas e vão até 22 de outubro, às 23h59, no horário de Brasília. O prazo pode ser encerrado antecipadamente caso seja atingido o limite de inscritos por curso. A prova presencial está prevista para 22 de novembro.
Consulte o edital e faça sua inscrição no site da Escola SESI Bahia.
O SESI Tocantins abriu inscrições para 38 vagas gratuitas em 2027, com isenção das taxas de matrícula e das mensalidades, além de material didático gratuito. Todas as vagas são para o turno vespertino, com aulas das 13h às 18h20.
Em Araguaína, são oito vagas para a 1ª série do Ensino Médio. Em Palmas, há oito vagas para a 2ª série, no itinerário de Ciências Humanas e Linguagens. Já Gurupi oferece 14 vagas para a 1ª série do Ensino Médio e oito para o Ensino Fundamental, sendo duas para cada ano, do 6º ao 9º.
As oportunidades priorizam dependentes de trabalhadores da indústria e também contemplam famílias de baixa renda, conforme os critérios socioeconômicos e escolares previstos nos editais. A seleção inclui análise documental, provas de Linguagens e Matemática e redação.
As inscrições terminam em 22 de outubro em Palmas e Araguaína. Em Gurupi, as inscrições já encerraram no dia 21. As provas serão realizadas em 3 de novembro, em Gurupi, e em 13 de novembro, nas outras duas cidades.
As matrículas regulares também estão abertas à comunidade, conforme a disponibilidade de vagas.
Consulte os editais de Gurupi, Palmas e Araguaína.
A Rede SESI-DF atende estudantes no Gama, no Setor de Indústrias Gráficas (SIG), em Sobradinho e em Taguatinga. A rede também conta com unidades reconhecidas como Microsoft Showcase Schools. No Ensino Médio, os estudantes podem optar por cursos técnicos do SENAI.
As matrículas antecipadas para a rede regular oferecem descontos de até 30%. Além disso, o SESI-DF anunciou 360 vagas gratuitas remanescentes destinadas a estudantes de baixa renda, sendo 284 para a 1ª série do Ensino Médio e 76 para o 6º ano do Ensino Fundamental. O edital prevê isenção das mensalidades e fornecimento gratuito de material didático.
Consulte as condições de matrícula e os editais no site do SESI-DF.
O SESI Goiás abriu 13.390 vagas na educação básica. Para 2027, um dos destaques é a inauguração da Escola SESI SENAI Senador Canedo, na região metropolitana de Goiânia. O complexo recebeu investimento superior a R$ 70 milhões e terá capacidade para atender 1,3 mil novos alunos.
A rede também disponibiliza 800 bolsas de estudo, com foco no Ensino Médio, e 3.994 vagas gratuitas na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Outra opção oferecida é o exame internacional de proficiência em inglês TOEFL.
Saiba mais em sesigoias.com.br/matriculas2027.
A Escola SESI ampliará sua presença em Mato Grosso do Sul e chegará a dez unidades em 2027, com a abertura de escolas em Rio Verde de Mato Grosso e Paranaíba.
A rede integra recursos tecnológicos e ações voltadas ao desenvolvimento socioemocional às atividades pedagógicas. Dependentes de trabalhadores da indústria têm acesso a condições especiais.
Consulte as opções de matrícula no site da Escola SESI de Mato Grosso do Sul.
O SESI-RS oferece oportunidades da Educação Infantil ao Ensino Médio, além de atividades no Contraturno Tecnológico.
Entre os destaques estão as bolsas de estudo de até 100% para o Ensino Médio em turno estendido e para o contraturno. A prioridade é destinada a dependentes de trabalhadores da indústria.
Saiba mais em educacao.sesirs.org.br ou pelo WhatsApp: (51) 9226-3846.
O SESI-SC abriu matrículas para a nova Escola de Referência em Jaraguá do Sul, com inauguração prevista para fevereiro de 2027. Na primeira etapa, serão oferecidas 701 vagas, da Educação Infantil ao Ensino Médio.
O prédio terá quatro pavimentos, 32 salas de aula, cozinha experimental e espaços destinados a oficinas de contraturno escolar nas áreas de robótica, games e invenções.
Consulte as condições de matrícula no site do SESI-SC.
As Escolas Firjan SESI estão com inscrições abertas para o processo de admissão de novos estudantes em 2027. A seleção é composta por três etapas: visita à escola, Avaliação Diagnóstica de Ingresso e preenchimento de questionário sobre a trajetória acadêmica e familiar do candidato.
Para participar, as famílias devem agendar uma visita à unidade de interesse e consultar a disponibilidade de vagas para a série desejada. A rede também oferece desconto de 40% para quem antecipa o pagamento da mensalidade de janeiro de 2027, conforme as condições estabelecidas pela escola.
Saiba mais em escolafirjansesi.com.br ou pelo telefone: 0800 0231 231.
O SESI-SP abriu as inscrições para beneficiários em 6 de outubro e para o público em geral em 19 de outubro. A participação de não beneficiários depende da disponibilidade de vagas nas unidades e nos anos escolares em que não houver demanda de candidatos das categorias prioritárias.
As novas vagas para o 1º ano do Ensino Fundamental estão distribuídas em 127 escolas. Para os demais anos escolares, a oferta depende da disponibilidade em cada uma das 137 unidades da rede.
Têm prioridade os filhos de trabalhadores de empresas industriais contribuintes do SESI-SP e os dependentes legais de funcionários do SESI-SP, SENAI-SP, FIESP, CIESP e IRS. Os demais candidatos podem ser atendidos conforme a disponibilidade de vagas após o atendimento das categorias prioritárias.
O ingresso na Educação Infantil e no 1º ano do Ensino Fundamental é definido por sorteio. Do 2º ao 9º ano do Ensino Fundamental e na 1ª e 2ª séries do Ensino Médio, o preenchimento das vagas ocorre por processo seletivo.
Saiba mais em hotsite.sesisp.org.br/processoseletivo.
Os estudantes que já frequentam as escolas do SESI devem realizar a rematrícula, preferencialmente, pelo Portal do Aluno ou pela plataforma indicada pela unidade em que estão matriculados. Em algumas escolas, o procedimento também pode ser feito presencialmente.
A mudança de turno ou de unidade depende da existência de vagas. Por isso, as famílias devem consultar a secretaria da escola pretendida para verificar a disponibilidade e os procedimentos necessários.
O material didático integra a proposta pedagógica da rede, mas as condições de fornecimento podem variar conforme o estado e a unidade. A orientação é confirmar, diretamente com a escola, as regras de matrícula e as eventuais despesas adicionais.
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