Chuva

02/02/2026 04:30h

Levantamento do governo federal referente a 2024 revela que 58,49% das cidades estão em estágios iniciais ou embrionários de gestão de riscos; Minas Gerais lidera, com mais cidades sem estrutura gestora

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Quase 60% dos municípios brasileiros não dispõem de uma estrutura para a gestão de desastres. O diagnóstico é de um levantamento do governo federal, que revela que 3.255 municípios (58,49% do total) estão nas faixas C e D – consideradas estágios iniciais ou embrionários de gestão de riscos. Os dados são do Indicador de Capacidade Municipal (ICM), referentes a 2024.

Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MDIR), os números representam um grande desafio para todo o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sinpdec).

Indicador de Capacidade Municipal (ICM)

O ICM é destinado a monitorar a preparação das cidades para enfrentar deslizamentos, enxurradas e inundações. A ferramenta é composta por 20 variáveis, divididas em três dimensões:

  • I - Instrumento de Planejamento e Gestão, com oito categorias;

  • II - Coordenação Intersetorial e Capacidades, com sete variáveis;
  • III – Políticas, Programas e Ações, com outras cinco.

Entre as variáveis analisadas estão a existência do plano diretor aprovado por lei municipal, incluindo proteção e defesa civil e o plano municipal de redução de riscos. Também são avaliadas a dotação orçamentária (LOA) para proteção e defesa civil e, ainda, o sistema municipal de monitoramento e alerta antecipado.

A partir das análises, os resultados ICM são divididos em quatro faixas (A, B, C e D). Os indicadores são organizados em listas e a primeira corresponde a de melhor gestão, com maior correspondência entre a estrutura de Defesa Civil do município e as variáveis analisadas pelo MIDR.

Os municípios são classificados por perfil de risco, considerados prioritários e não prioritários, e pelo porte do município – referente ao número de habitantes da cidade. Veja como funciona cada faixa de classificação:

  • Municípios na Faixa A (Alta);
  • Municípios na Faixa B (Intermediária Avançada);
  • Municípios na Faixa C (Intermediária Inicial);
  • Municípios na Faixa D (Inicial).

Inclusive, o ICM compõe o monitoramento do Plano Plurianual (PPA) 2024-2027.

Municípios por faixa

Conforme o Indicador de Capacidade Municipal (ICM), 1.135 municípios integram a faixa C, ou seja, possuem ações de gestão de riscos e de desastres em estágio intermediário inicial.

Confira a lista de número de municípios que estão nas faixas C por UF:

  • Minas Gerais: 166
  • São Paulo: 130
  • Rio Grande do Sul: 110
  • Paraná: 84
  • Santa Catarina: 81
  • Bahia: 78
  • Paraíba: 44
  • Pernambuco: 44
  • Piauí: 39
  • Pará: 38
  • Maranhão: 36
  • Ceará: 35
  • Goiás: 34
  • Rio Grande do Norte: 29
  • Amazonas: 26
  • Espírito Santo: 20
  • Mato Grosso do Sul: 20
  • Mato Grosso: 20
  • Rio de Janeiro: 20
  • Sergipe: 19
  • Tocantins: 17
  • Alagoas: 14
  • Acre: 11
  • Rondônia: 10
  • Amapá: 5
  • Roraima: 5

Já as cidades com ações de gestão de riscos e de desastres em estágio embrionário (D) somam 2.120.

Confira a lista de número de municípios que estão nas faixas D por UF:

  • Minas Gerais: 305
  • Bahia: 251
  • São Paulo: 186
  • Goiás: 172
  • Piauí: 157
  • Maranhão: 156
  • Paraíba: 130
  • Ceará: 106
  • Rio Grande do Norte: 101
  • Tocantins: 96
  • Mato Grosso: 75
  • Rio Grande do Sul: 67
  • Pará: 64
  • Paraná: 63
  • Alagoas: 39
  • Pernambuco: 38
  • Mato Grosso do Sul: 29
  • Santa Catarina: 27
  • Amazonas: 16
  • Rondônia: 15
  • Sergipe: 12
  • Amapá: 5
  • Roraima: 5
  • Espírito Santo: 3
  • Acre: 2

O indicador segue um ciclo de atualização. A previsão é de que o próximo ocorra entre abril e junho de 2026. Os resultados serão disponibilizados na 2ª quinzena de julho de 2026, conforme o MDIR.

Risco de desastres no verão

A Nota Técnica nº 1/2023/SADJ‐VI/SAM/CC/PR, divulgada pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), aponta que 1.942 municípios apresentam risco de ocorrência de incidentes durante o período de chuvas, como deslizamentos, enxurradas e inundações. 

O estado de Minas Gerais se destaca como a unidade da federação com o maior número de cidades nessas condições, com 283 municípios. Em território mineiro, mais de 1,4 milhão de pessoas vivem em áreas mapeadas como de risco geohidrológico. Entre os municípios listados estão Abadia dos Dourados, Barra Longa, Buritizeiro e Belo Horizonte. 

Outro estado em destaque é Santa Catarina, com 207 municípios classificados como suscetíveis a esse tipo de risco no período de chuvas. Para o verão, a Secretaria de Estado da Proteção informou que, na região do Grande Oeste, os acumulados de chuva tendem a diminuir. Já nas áreas litorâneas, a expectativa é de um período mais chuvoso.

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01/02/2026 04:00h

Prognóstico é de chuvas acima da média no Norte e Sudeste, enquanto Sul e Centro-Oeste enfrentam tempo seco

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou, na última quinta-feira (29), o prognóstico climático para o mês de fevereiro de 2026, indicando um cenário de contrastes que deve impactar diretamente a produção agrícola nacional. Enquanto algumas regiões terão excesso de umidade, outras sofrerão com o estresse hídrico e calor intenso.

Na Região Norte, a previsão aponta para chuvas acima da média histórica em grande parte do Pará, Tocantins e em áreas específicas do Amazonas e Roraima, com volumes que podem superar a média em até 50 mm. As temperaturas devem permanecer elevadas, típicas da estação, mas a manutenção da umidade no solo é vista como um fator positivo para o desenvolvimento das lavouras de subsistência e pastagens. Contudo, em áreas do Acre e Amapá, onde o volume pode ser ligeiramente inferior ao normal, o produtor deve ficar atento à regularidade das águas.

No Nordeste, o cenário é de irregularidade espacial. O Inmet prevê chuvas acima da média no sul do Maranhão, Piauí e oeste da Paraíba, o que favorece o plantio de grãos na região do Matopiba. Por outro lado, o norte da Bahia e o interior de Pernambuco e Ceará devem registrar precipitações abaixo da média, acompanhadas de temperaturas que podem atingir picos de 38 °C. Esse calor excessivo, somado à falta de chuva, eleva o risco de estresse térmico para as colônias agrícolas que não possuem sistemas de irrigação robustos.

A Região Centro-Oeste enfrentará um mês de fevereiro com chuvas predominantemente abaixo da média, especialmente em Goiás e Mato Grosso, onde o déficit pode chegar a 150 mm em algumas localidades. As temperaturas tendem a subir, ficando até 1°C acima do normal. Para a agricultura, esse cenário é uma "faca de dois gumes": se por um lado a redução das chuvas acelera a colheita da soja e o plantio do milho safrinha, por outro, a baixa umidade do solo pode comprometer o estabelecimento inicial das culturas que acabaram de ser semeadas.

Na Região Sudeste, o prognóstico indica um mês mais úmido, com chuvas acima da média em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e sul de Minas Gerais. As temperaturas devem seguir o padrão climatológico, sem grandes desvios. Para as colônias agrícolas mineiras e paulistas, o excesso de chuva pode dificultar os tratos culturais e a colheita do café e da cana-de-açúcar, mas garante bons níveis de reservatórios para as lavouras irrigadas e mantém o vigor das pastagens.

Por fim, na Região Sul, a tendência é de tempo predominantemente seco, com chuvas abaixo da média na maior parte do Paraná, oeste de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As temperaturas devem ficar próximas à média, com ligeira elevação no norte paranaense. Este cenário acende um alerta para o estresse hídrico nas lavouras de milho e soja que ainda estão em fase de enchimento de grãos, embora o tempo firme favoreça a qualidade final dos produtos já prontos para a colheita.

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

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29/01/2026 04:25h

Sistema meteorológico pode provocar temporais, volumes elevados de chuva e até a formação de um novo episódio de Zona de Convergência do Atlântico Sul nos próximos dias

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 A passagem de uma frente fria e a formação de um ciclone no litoral do Sudeste devem provocar chuvas intensas e tempestades em áreas das regiões Sul e Sudeste do Brasil a partir desta quinta-feira (29).

No Sul do país, o alerta é para o Paraná e Santa Catarina. A partir da tarde de quinta-feira (29), há risco de tempestades na Região Metropolitana de Curitiba, no Norte Catarinense, no Vale do Itajaí e na Região Serrana de Santa Catarina. Nessas áreas, a chuva pode ser forte, acompanhada de rajadas de vento, raios e queda de granizo, com volumes que podem chegar a 100 milímetros em apenas 24 horas.

Já na sexta-feira (30), a formação de um ciclone no litoral da Região Sudeste deve intensificar as chuvas em São Paulo, no Rio de Janeiro e no sul de Minas Gerais. Os maiores acumulados estão previstos para a Serra da Mantiqueira, onde a chuva pode superar os 100 milímetros. No litoral paulista, os volumes podem passar de 60 milímetros.

Ainda na sexta-feira (30), há previsão de tempestades em grande parte do estado de São Paulo, com possibilidade de granizo, além de áreas do Triângulo Mineiro. No sábado (31), as chuvas mais intensas devem se concentrar entre o Triângulo Mineiro e o estado do Rio de Janeiro, com acumulados que podem ultrapassar 100 milímetros em pontos isolados.

A previsão indica ainda que a atuação prolongada do ciclone pode formar um corredor de umidade entre o Espírito Santo e o Mato Grosso, o que pode caracterizar um novo episódio da Zona de Convergência do Atlântico Sul, a ZCAS, típica do verão.

A orientação é que a população acompanhe as atualizações meteorológicas e siga as recomendações da Defesa Civil, especialmente em áreas com risco de alagamentos, enxurradas, quedas de árvores e transtornos causados por ventos fortes e raios.

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28/01/2026 04:25h

Previsão do Inmet para a última semana de janeiro de 2026 aponta acumulados elevados de chuva no Sudeste, com risco de eventos extremos, e onda de calor intenso no Sul do país

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A última semana de janeiro de 2026 exige atenção redobrada dos gestores municipais e dos órgãos de Defesa Civil em diversas regiões do Brasil. A previsão do tempo divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia indica um cenário de fortes contrastes, com acumulados críticos de chuva no Sudeste e temperaturas elevadas no Sul do país.

No Sudeste, a previsão aponta possibilidade de ocorrência de eventos extremos, com volumes de chuva que podem superar 120 milímetros entre sexta-feira (30) e sábado (31). As áreas mais afetadas incluem o leste de São Paulo, o Vale do Paraíba, o sul e a Zona da Mata de Minas Gerais, além de todo o estado do Rio de Janeiro. Nessas localidades, o padrão de tempo mais chuvoso contribui para temperaturas máximas mais amenas, variando entre 24°C e 26°C.

Já na Região Sul, o destaque é a onda de calor associada ao predomínio de tempo seco e à atuação de um sistema de alta pressão. Os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, além do sul do Paraná, devem registrar temperaturas máximas entre 32°C e 38°C, valores que ficam de 5°C a 7°C acima da média histórica para o período. A previsão indica que, na segunda metade da semana, o retorno gradual das chuvas deve provocar leve declínio das temperaturas, principalmente no leste da região.

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21/01/2026 04:25h

Sistema de convergência de umidade provoca queda de temperaturas no Sudeste e Centro-Oeste, prevê Inmet

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Até a próxima segunda-feira (26), o clima será marcado por fortes chuvas em todo o país. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a passagem de um canal de umidade pelas regiões Sul e Sudeste favorece a formação de um novo episódio da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), sistema típico do verão que provoca volumes elevados de precipitação por vários dias consecutivos.

Os maiores acumulados devem ocorrer entre as regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste, com volumes que podem ultrapassar 250 milímetros (mm) até o dia 26 em estados como Mato Grosso, Goiás, Rondônia, Tocantins, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, além do sudoeste da Bahia, sul do Amazonas e o Distrito Federal.

Esta será a segunda atuação da ZCAS em janeiro — a primeira foi registrada na primeira semana do mês. O fenômeno é caracterizado por uma extensa faixa de convergência de umidade que se estende da Amazônia ao Sudeste, mantendo áreas de chuva persistente e favorecendo a ocorrência de tempestades.

Previsão por regiões

Região Norte

Os maiores volumes de chuva devem se concentrar no sul do Amazonas, em Rondônia e no sul do Tocantins. No Amapá, a chuva pode ultrapassar 100 mm, influenciada pela Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) — faixa de baixa pressão próxima à linha do Equador.

No baixo Amazonas e no leste do Pará, próximo às divisas com Tocantins e Maranhão, os acumulados podem atingir ou superar 200 mm em sete dias. 

A umidade relativa do ar permanecerá elevada, acima de 70% na maior parte da região, com exceção do norte de Roraima e do extremo sudoeste do Pará, onde os índices podem ficar em torno de 50%.

Região Centro-Oeste

A previsão indica chuvas volumosas no norte de Mato Grosso, em Goiás e no Distrito Federal, com acumulados que podem superar 200 mm em sete dias. Na maior parte da região, exceto em Mato Grosso do Sul, os volumes devem ficar próximos de 100 mm no período.

A umidade mínima deve variar entre 30% e 40% no sul de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, enquanto nas demais áreas os índices permanecem acima de 60%.

Região Sudeste

Minas Gerais e Espírito Santo devem enfrentar um cenário de chuvas persistentes. A partir do dia 23, as precipitações retornam para algumas áreas do Rio de Janeiro e sul de Minas. 

Em São Paulo, a tendência é de tempo mais firme, com umidade mínima em torno de 45%.

Região Nordeste

Não há previsão de chuva significativa na maior parte da região. Apenas o sul do Maranhão, o oeste da Bahia e o oeste do Piauí devem registrar volumes entre 50 mm e 100 mm em sete dias, sob influência parcial da ZCAS. 

No interior nordestino, especialmente no Sertão, a umidade relativa do ar pode cair para níveis entre 20% e 30% no fim da semana.

Região Sul

A semana será de tempo mais seco, sob influência de um anticiclone pós-frontal e de uma massa de ar frio. Chuvas fracas e isoladas podem ocorrer a partir de quinta-feira (22) no litoral e em áreas de Santa Catarina, sem volumes expressivos. 

A umidade mínima deve ficar abaixo de 35% na maior parte da região, exceto no litoral.

Temperaturas

As temperaturas seguem elevadas em grande parte do país, especialmente no interior do Nordeste e no oeste de Mato Grosso do Sul e sul de Mato Grosso, com máximas entre 34 °C e 38 °C.

A exceção é o centro-leste da Região Sudeste, o leste da Região Sul, o norte de Mato Grosso, Goiás e o Distrito Federal, onde a atuação da ZCAS deve provocar queda acentuada das temperaturas, com valores até 6 °C abaixo da média climatológica. Nessas áreas, especialmente na faixa de divisa entre Minas, Rio e São Paulo, as máximas não devem ultrapassar 18 °C em pontos da divisa entre Minas, Rio e São Paulo até o dia 22 de janeiro.

No Sul, após a passagem de uma frente fria, as temperaturas permanecem baixas na primeira metade da semana, com possibilidade de geada na serra de Santa Catarina. Na segunda metade, os termômetros voltam a subir, podendo alcançar entre 32 °C e 36 °C no oeste da região.

Tempestades e alertas

O Inmet emitiu alertas de perigo potencial para chuvas intensas em diversas regiões do país nos próximos dias. Nesses locais, as precipitações podem atingir entre 20 e 60 mm por hora, acompanhados de rajadas de vento e descargas elétricas, elevando o risco de alagamentos, quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia.

Acre:

  • Vale do Acre
  • Vale do Juruá

Amapá:

  • Norte do Amapá
  • Marajó
  • Sul do Amapá

Amazonas:

  • Centro Amazonense
  • Sudoeste Amazonense
  • Sul Amazonense
  • Norte Amazonense
  • Baixo Amazonas

Bahia:

  • Centro Sul Baiano
  • Vale São-Franciscano da Bahia
  • Sul Baiano
  • Centro Norte Baiano
  • Extremo Oeste Baiano
  • Nordeste Baiano
  • Metropolitana de Salvador

Ceará:

  • Sertões Cearenses
  • Centro-Sul Cearense
  • Sul Cearense
  • Norte Cearense
  • Noroeste Cearense
  • Metropolitana de Fortaleza
  • Jaguaribe
  • Sertões Cearenses

Distrito Federal

Espírito Santo:

  • Central Espírito-santense
  • Noroeste Espírito-santense
  • Sul Espírito-santense
  • Litoral Norte Espírito-santense

Goiás:

  • Centro Goiano
  • Leste Goiano
  • Sul Goiano
  • Norte Goiano
  • Noroeste Goiano

Maranhão:

  • Sul Maranhense
  • Oeste Maranhense
  • Leste Maranhense
  • Centro Maranhense
  • Norte Maranhense

Mato Grosso:

  • Centro-Sul Mato-grossense
  • Nordeste Mato-grossense
  • Norte Mato-grossense
  • Sudeste Mato-grossense
  • Sudoeste Mato-grossense

Mato Grosso do Sul:

  • Centro Norte de Mato Grosso do Sul
  • Leste de Mato Grosso do Sul
  • Pantanais Sul Mato-grossense

Minas Gerais:

  • Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba
  • Central Mineira
  • Zona da Mata
  • Oeste de Minas
  • Sul/Sudoeste de Minas
  • Campo das Vertentes
  • Vale do Rio Doce
  • Vale do Mucuri
  • Norte de Minas
  • Jequitinhonha
  • Metropolitana de Belo Horizonte
  • Noroeste de Minas

Pará:

  • Sudeste Paraense
  • Sudoeste Paraense

Pernambuco:

  • São Francisco Pernambucano
  • Sertão Pernambucano

Piauí:

  • Sudeste Piauiense
  • Centro-Norte Piauiense
  • Sudoeste Piauiense
  • Norte Piauiense

Rio de Janeiro:

  • Sul Fluminense
  • Noroeste Fluminense
  • Baixadas
  • Centro Fluminense
  • Metropolitana do Rio de Janeiro
  • Norte Fluminense

Rio Grande do Norte:

  • Oeste Potiguar
  • Central Potiguar

Rondônia:

  • Leste Rondoniense
  • Madeira-Guaporé

São Paulo:

  • Ribeirão Preto
  • Campinas
  • Vale do Paraíba Paulista

Tocantins:

  • Ocidental do Tocantins
  • Oriental do Tocantins

O Inmet orienta a população a evitar abrigo sob árvores, não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de publicidade, além de desligar aparelhos elétricos em caso de tempestades. Informações adicionais podem ser obtidas junto à Defesa Civil (199) e ao Corpo de Bombeiros (193).

Alerta para mineradores

Diante da atuação de uma frente fria no oceano associada à formação da ZCAS, a Agência Nacional de Mineração (ANM) orienta os mineradores e empresas do setor a reforçarem medidas preventivas, especialmente em estruturas de contenção de rejeitos e sedimentos. Entre as recomendações estão:

  • verificar o funcionamento dos sistemas de drenagem superficial, extravasores e bombas de emergência;
  • reforçar as rotinas de monitoramento das estruturas, para detectar e corrigir eventuais anomalias rapidamente;
  • intensificar inspeções preventivas, principalmente em períodos de maior intensidade das chuvas.

Segundo a ANM, a antecipação de medidas de segurança é fundamental para prevenir incidentes e garantir a integridade das estruturas.

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04/01/2026 02:00h

Cenário indica volumes de chuva acima da média em grande parte das regiões Norte, Centro-Oeste e Sul, enquanto partes do Nordeste e Sudeste terão precipitações abaixo do esperado para o período

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O mês de janeiro de 2026 deve ser marcado por irregularidade na distribuição das chuvas em todo o território brasileiro, segundo a previsão climática divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). O cenário indica volumes de chuva acima da média em grande parte das regiões Norte, Centro-Oeste e Sul, enquanto partes do Nordeste e Sudeste terão precipitações abaixo do esperado para o período.

Chuvas variam conforme a região

Na Região Norte, as chuvas devem superar em até 50 milímetros a média histórica em áreas do Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia e porções centrais e meridionais do Pará. Em contrapartida, centro-sul do Tocantins e sul de Roraima tendem a registrar volumes menores.

O Nordeste enfrenta um panorama mais desfavorável: precipitações abaixo da média são previstas para quase toda a Bahia, além do centro-sul do Piauí, áreas centrais do Maranhão e oeste de Pernambuco. Apenas pontos isolados da faixa litorânea e do norte da região — como Paraíba, Alagoas, Ceará e parte do Maranhão — devem registrar chuvas acima da média.

Na Região Centro-Oeste, a previsão é positiva para Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que devem receber volumes de chuva acima da média, o que favorece o desenvolvimento das lavouras de primeira safra. No entanto, no leste de Goiás, as chuvas tendem a ficar abaixo da média.

O Sudeste terá um cenário contrastante: São Paulo e o sul de Minas Gerais devem registrar chuvas acima da média, enquanto o centro-norte mineiro, o sul do Espírito Santo e o centro-norte do Rio de Janeiro poderão enfrentar déficits hídricos, com volumes abaixo do esperado.

Na Região Sul, o INMET prevê acumulados de até 50 milímetros acima da média em praticamente todos os estados. As exceções ficam por conta do centro-oeste de Santa Catarina e do sul do Rio Grande do Sul, onde os índices devem ficar próximos ou abaixo da média histórica.

Temperaturas elevadas em quase todo o país

A temperatura média tende a ficar acima da climatologia de janeiro em quase todo o Brasil. No Norte, o aumento será de até 0,6 °C em áreas do Amazonas, Pará, Amapá e Roraima — podendo chegar a um grau acima da média no Tocantins.

No Nordeste, o aquecimento deve ser mais forte na Bahia, Piauí e sul do Maranhão, especialmente no sul piauiense, onde o aumento pode ultrapassar 1 °C.

A Região Centro-Oeste também registrará temperaturas até 1 °C acima da média em Goiás, Distrito Federal e parte do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No Sudeste, o calor será mais intenso no norte de Minas Gerais e nas porções oeste e nordeste de São Paulo. Já o Sul deve ter temperaturas próximas da média, com leve aumento — até 0,6 °C — em áreas do Paraná, norte catarinense e centro do Rio Grande do Sul.

Impactos esperados na agricultura

O cenário climático previsto pelo INMET traz implicações diretas para o campo.

No Norte, as chuvas acima da média devem favorecer a semeadura e o desenvolvimento de cultivos e pastagens, mas o calor elevado, especialmente no Tocantins, pode aumentar o risco de estresse térmico e exigir manejo hídrico mais cuidadoso.

No Nordeste, a irregularidade das chuvas representa um desafio para a produção agrícola de sequeiro, com risco de prejuízo às lavouras de milho e feijão nas áreas mais secas. Por outro lado, o litoral e o norte da região devem apresentar boas condições para a fruticultura irrigada.

No Centro-Oeste, o excesso de chuva em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul tende a beneficiar os cultivos de grãos, enquanto Goiás pode ter dificuldades devido à restrição hídrica.

Para o Sudeste, o excesso de umidade em São Paulo deve beneficiar cana, café e grãos, mas o déficit de chuva no restante da região pode limitar a umidade do solo e afetar lavouras em desenvolvimento.

Já no Sul, as chuvas acima da média e temperaturas equilibradas devem favorecer as culturas de verão e a recuperação das pastagens, enquanto o tempo mais seco no extremo sul do Rio Grande do Sul será vantajoso para o arroz irrigado e outras operações de campo.

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19/12/2025 04:20h

Inmet prevê chuva acima da média no Norte e no Sul, volumes menores no Nordeste e no Sudeste e temperaturas elevadas em todo o Brasil

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No próximo domingo (21), às 12h03 (horário de Brasília), começa oficialmente o verão no Hemisfério Sul. A estação, que vai durar até o dia 20 de março de 2026, será marcada pelo aumento das temperaturas em todo o Brasil, além de rápidas mudanças nas condições do tempo. Esse cenário deve favorecer a ocorrência de chuvas intensas, queda de granizo, ventos de moderados a fortes e descargas elétricas. As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Durante o verão, as chuvas são frequentes em praticamente todo o país, com volumes que podem ultrapassar os 400 milímetros (mm). As exceções ficam por conta do extremo sul do Rio Grande do Sul, do nordeste de Roraima e do leste da Região Nordeste, onde, em geral, os acumulados ficam abaixo desse valor.

Fonte: Inmet

Confira a previsão para as regiões do país:

Região Norte

Entre janeiro e março de 2026, a previsão aponta condições favoráveis para o predomínio de chuvas acima da média climatológica em grande parte da Região Norte. No entanto, no sudeste do Pará e em todo o estado do Tocantins, os volumes de chuva podem ficar abaixo da média histórica.

Em relação às temperaturas, são esperados valores acima da média climatológica no Amazonas, no centro-sul do Pará, no Acre e em Rondônia. No Tocantins, os desvios podem chegar a 0,5 °C ou mais acima da média do período. Já nos estados mais ao norte da região — Amapá, Roraima e norte do Pará — as temperaturas devem ficar próximas da média histórica.

Região Nordeste

A previsão indica predomínio de chuvas abaixo da média climatológica em praticamente toda a região, especialmente na Bahia, no centro-sul do Piauí e na maior parte dos estados de Sergipe, Alagoas e Pernambuco. Nessas áreas, os volumes podem ficar até 100 milímetros abaixo da média histórica do primeiro trimestre de 2026.

Por outro lado, são esperados volumes de chuva próximos ou acima da média no centro-norte do Maranhão, no norte do Piauí e no noroeste do Ceará.

As temperaturas devem ficar acima da média histórica em toda a região nos próximos meses, com destaque para a Bahia e o sul do Maranhão e do Piauí, onde os desvios podem superar 1 °C. Nos demais estados, as temperaturas tendem a ficar até 0,5 °C acima da média.

Região Centro-Oeste

Na Região Centro-Oeste, a previsão indica condições favoráveis para volumes de chuva acima da média histórica no oeste de Mato Grosso. Em Goiás, por outro lado, deve predominar chuva abaixo da média do período. Para as demais áreas da região, os volumes previstos são próximos da média histórica.

Quanto às temperaturas, o cenário aponta predomínio de valores acima da média nos próximos meses, com desvios que podem chegar a 1 °C acima da climatologia na faixa central da região.

Região Sudeste

No Sudeste, a previsão indica predomínio de chuvas abaixo da média climatológica, com volumes até 100 mm inferiores à média histórica do primeiro trimestre. Os déficits mais significativos são esperados para algumas mesorregiões de Minas Gerais, entre elas a Zona da Mata, Vale do Rio Doce, Região Metropolitana de Belo Horizonte e Central Mineira.

Em relação às temperaturas, os valores devem ficar acima da média, com variação de até 1 °C.

Região Sul

Na Região Sul, a previsão aponta condições favoráveis para chuvas acima da média histórica em todos os estados. Os maiores volumes são esperados nas mesorregiões Sudeste e Sudoeste do Rio Grande do Sul, com acumulados que podem chegar a 50 mm acima da média do trimestre.

As temperaturas devem permanecer predominantemente acima da média durante os meses de verão, com destaque para o oeste do Rio Grande do Sul, onde os desvios podem atingir até 1 °C acima da climatologia.

Para mais informações, confira o Prognóstico Climático do Verão 2025/2026 no site no Inmet.

VEJA MAIS:

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19/12/2025 04:15h

Minas Gerais se destaca como a unidade da federação com o maior número de cidades nessas condições

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No Brasil, 1.942 municípios apresentam risco de ocorrência de incidentes durante o período de chuvas, como deslizamentos, enxurradas e inundações. Minas Gerais se destaca como a unidade da federação com o maior número de cidades nessas condições, somando 283 municípios.

No estado mineiro, mais de 1,4 milhão de pessoas vivem em áreas mapeadas como de risco geohidrológico. Entre os municípios listados estão Abadia dos Dourados, Barra Longa, Buritizeiro e Belo Horizonte. Os dados constam na Nota Técnica nº 1/2023/SADJ‐VI/SAM/CC/PR, divulgada pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

Na capital mineira, por exemplo, a prefeitura já iniciou ações de prevenção para o período chuvoso previsto entre o fim de 2025 e o início de 2026. Segundo a administração municipal, neste ano foram instaladas placas de alerta para risco de alagamento, reforçando a sinalização destinada aos condutores.

Também foram executados serviços de microdrenagem, totalizando cerca de 100 mil limpezas de bocas de lobo. Já as ações de macrodrenagem incluem a desobstrução de cursos d’água, como a limpeza do Ribeirão Arrudas — uma operação de alta complexidade que remove grandes volumes de sedimentos e detritos para restaurar a capacidade de vazão do rio.

Atualmente, Belo Horizonte conta com cerca de 120 agentes da Defesa Civil e 14 viaturas. “Além das vistorias, a equipe pode adotar medidas como o encaminhamento de famílias para abrigos e a distribuição de cestas básicas, colchões e cobertores”, informou a prefeitura.

Santa Catarina também preocupa

Outro estado em destaque é Santa Catarina, com 207 municípios classificados como suscetíveis a esse tipo de risco. Para o verão, a Secretaria de Estado da Proteção informou que, na região do Grande Oeste, os acumulados de chuva tendem a diminuir. Já nas áreas litorâneas, a expectativa é de um período mais chuvoso.

“As chuvas se tornam mais frequentes e, por vezes, intensas em janeiro, quando a circulação marítima passa a ser mais ativa. As áreas mais afetadas estão entre a Grande Florianópolis e o Norte catarinense, onde não são descartados eventos extremos. Em fevereiro, a chuva volta a ser irregular, enquanto a circulação marítima continua ativa no litoral catarinense”, informou o governo do estado.

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O trimestre entre dezembro e fevereiro concentra o maior número de ocorrências de desastres em Santa Catarina. Segundo o Perfil Histórico de Desastres do Plano Estadual de Proteção e Defesa Civil (PPDC-SC), que reúne dados de 1995 a 2019, foram registradas 5.540 ocorrências no período analisado.

Outros estados e ocorrências recentes

Também aparecem entre os estados com maior número de municípios em risco:

  • São Paulo (172 cidades)
  • Rio Grande do Sul (142)
  • Bahia (137)
  • Maranhão (110)

No estado paulista, entre os municípios listados estão Avaré, Barretos, Cotia, Itapevi e Mauá. No início do mês, uma forte chuva atingiu o município de Ilha Solteira, com rajadas de vento de aproximadamente 80 km/h. O evento provocou quedas de árvores, destelhamentos e o colapso de uma torre de comunicação instalada na Guarda Civil Municipal.

Segundo a Defesa Civil estadual, o incidente comprometeu a comunicação via rádio das guarnições e evidenciou a importância da REER-SP (Rede Estadual de Emergência de Radioamadores de São Paulo) no apoio às ações de resposta.

 

 

Impacto nacional

Em todo o país, a população dos municípios classificados como suscetíveis chega a 148,9 milhões de pessoas, sendo que 8,9 milhões vivem em áreas com perigo potencial de desastres naturais.

Recentemente, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional promoveu uma reunião com defesas civis estaduais e órgãos federais. A coordenadora-geral de Gerenciamento de Riscos do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), Talime Teleska, afirmou que o objetivo é alinhar informações sobre o prognóstico climático e fortalecer as ações de preparação e resposta.

“Essa articulação é fundamental para que estejamos em prontidão e com a comunicação alinhada, garantindo que, na ocorrência de um desastre, a população seja atendida com rapidez e qualidade”, afirmou.

De acordo com o ministério, o período entre novembro e fevereiro concentra um dos maiores volumes de chuva no país. Alertas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam previsão de tempestades em áreas das regiões Norte, Centro-Oeste e Sul da Bahia, com volumes que podem chegar a 100 milímetros por dia.

Prejuízos de R$ 732 bilhões em 12 anos

Entre 2013 e 2024, o Brasil acumulou mais de R$ 732 bilhões em prejuízos relacionados a desastres naturais. Os dados constam no relatório “Panorama dos Desastres no Brasil – 2013 a 2024”, divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).

No período, 5.279 municípios — o equivalente a 94% do total do país — decretaram situação de emergência ou estado de calamidade pública, somando 70.361 registros.

Os desastres afetaram mais de 418 milhões de pessoas, resultaram em 2.978 mortes e obrigaram mais de 6 milhões a deixarem suas casas. Desse total, 1 milhão ficou desabrigada e 5,1 milhões desalojadas.

A Região Sul lidera os prejuízos econômicos, concentrando 37,5% das perdas, principalmente nos setores de infraestrutura pública, agricultura, pecuária e habitação. Em seguida aparecem o Nordeste (35,5%), o Sudeste (16,3%), o Centro-Oeste (7,9%) e o Norte (2,8%).

Entre os principais eventos, a seca e a estiagem foram responsáveis por 27.900 registros, seguidas pelos desastres relacionados ao excesso de chuvas, com 20.400 decretos. Juntos, esses fenômenos motivaram 48.400 pedidos de apoio ao governo federal, representando 68,9% dos decretos emitidos no período.
 

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02/12/2025 04:35h

Sul deve enfrentar mês mais seco, enquanto Centro-Oeste, Sudeste e parte do Norte e Nordeste terão chuvas acima da média e temperaturas elevadas

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A previsão climática do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) para dezembro de 2025 aponta um cenário marcado por contrastes entre as regiões brasileiras. Enquanto Sudeste, Centro-Oeste e partes do Norte e Nordeste devem registrar acumulados de chuva acima da média histórica, a Região Sul deve enfrentar precipitações abaixo do normal. Esses padrões refletem a atuação de sistemas atmosféricos típicos do início do verão, que favorecem a formação de instabilidades em boa parte do país.

No Norte, a distribuição das chuvas será bastante variável, com destaque para volumes significativamente acima da média no Amapá, Pará e em áreas do Tocantins. Já no Nordeste, Bahia e Piauí devem concentrar volumes acima da média de chuvas, favorecendo lavouras em desenvolvimento. Em contrapartida, o Sul do país deve enfrentar um mês mais seco, principalmente no Rio Grande do Sul, onde o déficit pode chegar a 75 mm abaixo da média.

O país também deve sentir o impacto de temperaturas acima da média em quase todas as regiões, com mais de 1,5°C acima do normal em áreas do Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Mesmo locais tradicionalmente mais amenos, como o leste de Minas Gerais ou o litoral nordestino, devem registrar temperaturas elevadas. Apenas poucas áreas da Região Norte e pontos no Sul do país tendem a permanecer dentro da média climatológica.

Previsão por região

Norte

  • Chuvas até 150 mm acima da média no Amapá e sul do Tocantins
  • Déficits hídricos no oeste do Amazonas e do Acre
  • Temperaturas até 1,5°C acima da média no sudeste do Pará

Nordeste 

  • Bahia e Piauí com previsão de chuva acima da média
  • Temperaturas elevadas, com desvios de até 1°C no sul do Piauí

Centro-Oeste

  • Norte de Goiás com chuva de 150 mm acima da média
  • Porções centrais de MT e MS com chuvas abaixo do normal
  • Temperaturas elevadas em toda a região, podendo superar anomalias de 1,5°C no leste de MS e norte de MT

Sudeste

  • MG, RJ e parte de São Paulo com chuva de até 75 mm acima da média
  • Espírito Santo com volumes próximos ao normal
  • Temperaturas acima de 20°C em quase todo o território, com desvios positivos de até 1°C, principalmente em SP e MG

Sul

  • Chuvas abaixo da média, especialmente no Rio Grande do Sul
  • Déficit de até 75 mm no oeste gaúcho
  • Temperaturas acima da média principalmente no norte do Paraná

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

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08/08/2025 00:00h

Demanda avança nas regiões Sul, Norte e Nordeste, enquanto Sudeste/Centro-Oeste recua; clima ameno influencia padrão de consumo elétrico no país

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O Ministério de Minas e Energia divulgou que o consumo de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN) registrou crescimento de 1,7% em junho de 2025, em comparação com o mesmo mês do ano anterior. A carga média no período foi de 77.055 megawatts médios (MWmed). No acumulado dos últimos 12 meses, a expansão atingiu 3,2%.

A expansão da demanda foi mais expressiva nas regiões Sul (5,3%), Norte (4,9%) e Nordeste (2,9%). No entanto, o subsistema Sudeste/Centro‑Oeste apresentou queda de 0,3% em junho, sendo compensado por um crescimento acumulado positivo de 2,2% no ano.

A alta na carga elétrica é atribuída principalmente às condições climáticas. Dados apontam que junho foi marcado por chuvas acima da média e temperaturas amenas na maior parte do país, fatores que reduziram o uso de aparelhos de refrigeração e impactaram o padrão de consumo residencial e industrial. O Operador Nacional do Sistema (ONS) ressalta que o acompanhamento contínuo desses indicadores permite garantir a operação segura e eficiente do sistema elétrico nacional.

Em síntese, o resultado reforça uma tendência de alta sustentada no consumo de energia elétrica no Brasil. O desempenho das regiões Sul, Norte e Nordeste indica aumento nas necessidades energéticas em função do consumo doméstico e da atividade produtiva.

O monitoramento mensal da carga elétrica segue sendo ferramenta essencial para antecipar picos de demanda, adaptar a geração planejada de energia e preservar a segurança energética nacional.

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