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Baixar áudioO Brasil passou a integrar o circuito internacional dos fóruns estratégicos de análise do agronegócio com a realização da primeira edição do Outlook Agro Brasil, promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). O encontro reuniu representantes do governo, organismos internacionais, pesquisadores, especialistas e lideranças do setor para discutir projeções para a safra 2026/27, inteligência de mercado e os desafios que devem moldar o futuro da produção e do comércio agroalimentar.
Ao longo da programação, o público acompanhou debates sobre agronegócio, geopolítica, segurança alimentar, mudanças climáticas, inovação, sustentabilidade e abertura de mercados. O objetivo foi ampliar o acesso a informações estratégicas capazes de apoiar a tomada de decisão de produtores rurais, cooperativas, exportadores e demais agentes da cadeia agroalimentar.
Na abertura do evento, o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, destacou a importância do agronegócio para as exportações brasileiras e para o desenvolvimento econômico do país.
"A agricultura tem tudo a ver com exportação. E exportação tem tudo a ver com o desenvolvimento econômico do Brasil. Sem exportações, o país não se desenvolve, não constrói uma política econômica estável e não fortalece sua economia. E, sem agricultura e sem agronegócio, não existem exportações brasileiras na dimensão que temos hoje. O nosso país é um parceiro confiável, estável, aberto ao diálogo, que negocia, firma acordos internacionais, reduz barreiras e fortalece suas relações comerciais", pontuou.
Na ocasião, Müller também enfatizou a forte relação entre o desempenho do comércio exterior e a conjuntura macroeconômica no Brasil.
“É muito natural a ApexBrasil estar participando desse evento, estar junto com o Ministério da Agricultura, porque política econômica no Brasil, com estabilidade, com taxa de juros tem a ver com exportação, e exportação tem a ver com agronegócio brasileiro”, afirmou.
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, ressaltou que a expansão do comércio internacional depende da credibilidade conquistada pelo agronegócio brasileiro e da qualidade dos produtos nacionais.
"As aberturas de mercado são fruto da credibilidade dos nossos produtos e da qualidade do que produzimos. Tenho certeza de que vamos ampliar ainda mais. Estamos aqui hoje não apenas para celebrar as conquistas do presente, mas, sobretudo, para planejar e construir o futuro", afirmou.
Também participaram do encontro o secretário de Promoção Comercial, Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Alex Giacomelli, que destacou o papel da diplomacia na abertura de mercados; o ministro da Pesca e Aquicultura, Rivetla Edipo Araújo, que apresentou avanços para o setor pesqueiro; e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias, que reforçou a contribuição do agronegócio para o desenvolvimento econômico e a inserção internacional do Brasil.
Os debates destacaram que o crescimento da demanda global por alimentos exigirá mais planejamento, inovação e cooperação internacional. Especialistas também apontaram oportunidades para ampliar a presença brasileira em mercados estratégicos, especialmente na África e na Ásia, além da necessidade de fortalecer ferramentas de inteligência capazes de antecipar cenários relacionados à segurança alimentar, à segurança energética e às mudanças climáticas.
Para a coordenadora de Agronegócios da ApexBrasil, Paula Soares, um dos principais resultados do Outlook Agro Brasil foi reunir especialistas de diferentes países para compartilhar perspectivas que contribuam para o planejamento estratégico do agronegócio brasileiro e reforcem o papel do Brasil como parceiro confiável no fornecimento de alimentos e energia.
"Trouxemos especialistas dos Estados Unidos, da China, da Argentina e esse rico debate trouxe perspectivas de como o Brasil tem um papel central na questão da segurança alimentar e no tema de biocombustíveis. Somos solução para diversos segmentos, somos parceiros de diversos países e essa discussão aqui está pautando um pouco, tanto com o setor público quanto com o setor privado", enfatizou a coordenadora.
Especialistas nacionais e internacionais defenderam que a inteligência de mercado será cada vez mais decisiva para o planejamento do agronegócio brasileiro. Os painéis reuniram representantes do USDA, FAO, Universidade Agrícola da China, CME Group e ApexBrasil para discutir os impactos das tensões geopolíticas, das mudanças econômicas e da reorganização das cadeias globais de suprimentos sobre o comércio agroalimentar.
As apresentações destacaram que antecipar tendências e reduzir riscos será essencial para manter a competitividade do agronegócio diante da reorganização das cadeias globais de suprimentos. A expectativa é que informações mais qualificadas apoiem decisões de produtores, cooperativas, exportadores e investidores.
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Baixar áudioO número de famílias brasileiras com dívidas voltou a crescer e atingiu o maior patamar da série histórica em julho de 2026. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 82% das famílias brasileiras possuem algum tipo de dívida a vencer.
Apesar do avanço do endividamento, a pesquisa aponta um dado positivo para os consumidores: a inadimplência apresentou uma leve redução após os três primeiros meses do programa Desenrola 2.0. O percentual de famílias com contas em atraso caiu de 29,9% para 29,8%, indicando que parte dos brasileiros conseguiu renegociar dívidas e voltar a manter os pagamentos em dia.
Na prática, isso significa que mais consumidores recuperam gradualmente o acesso ao crédito, reduzem o risco de restrições no CPF e podem reorganizar o orçamento familiar, embora ainda enfrentem um cenário de elevada pressão financeira.
Outro indicador favorável foi a redução do tempo médio de atraso das dívidas, que caiu para 64,6 dias, o menor nível desde dezembro de 2025. Também diminuiu a parcela de consumidores com atrasos superiores a 90 dias, reduzindo o impacto dos juros sobre essas famílias.
Segundo o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, a redução da taxa Selic também deve contribuir para tornar futuras operações de crédito mais baratas e facilitar novas renegociações de dívidas, embora os efeitos ocorram de forma gradual.
Mesmo com a melhora em alguns indicadores, a pesquisa revela um desafio importante: cresce o número de famílias que comprometem grande parte do orçamento com dívidas.
Em julho, 19% dos consumidores destinavam mais da metade da renda mensal ao pagamento de empréstimos, financiamentos e outras obrigações financeiras, o maior percentual desde março. Em média, as famílias endividadas utilizavam 29,5% da renda para quitar compromissos com credores.
Para a CNC, esse cenário limita a capacidade de consumo das famílias e reduz o espaço no orçamento para despesas essenciais e novos investimentos.
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) mostra que os impactos do endividamento variam conforme a faixa de renda das famílias.
Esse grupo continua sendo o mais vulnerável e concentra os principais indicadores de pressão financeira:
Os consumidores dessa faixa apresentaram melhora nos indicadores de inadimplência:
Embora também tenham ampliado o uso do crédito, esse grupo apresentou indicadores mais favoráveis de pagamento:
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Baixar áudioA Procuradoria-Geral da República (PGR) iniciou, nesta semana, a inspeção dos códigos-fonte dos sistemas que serão utilizados nas Eleições Gerais de 2026. A atividade ocorre na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, e integra o Ciclo de Transparência Democrática, conjunto de ações voltadas à fiscalização e auditoria do sistema eletrônico de votação.
A inspeção permite que instituições habilitadas acompanhem o desenvolvimento dos programas responsáveis pelo funcionamento da urna eletrônica e dos demais sistemas eleitorais. Durante o processo, representantes da PGR podem analisar os códigos, esclarecer dúvidas com a equipe técnica do TSE e apresentar sugestões de aprimoramento, conforme previsto nas normas da Justiça Eleitoral.
A abertura dos códigos-fonte faz parte das medidas permanentes de transparência adotadas pelo TSE desde 2002. A partir das Eleições 2022, o período de fiscalização foi ampliado para um ano antes do pleito, permitindo que partidos políticos, Ministério Público, instituições públicas, universidades e outras entidades fiscalizadoras acompanhem o desenvolvimento dos sistemas eleitorais por um período mais longo.
Os códigos-fonte das Eleições 2026 permanecem disponíveis para inspeção até setembro, quando será realizada a cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais. Ao longo deste ano, outras instituições também participaram do processo de auditoria, entre elas o Senado Federal, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), a Sociedade Brasileira de Computação (SBC), partidos políticos e entidades da sociedade civil.
Os códigos-fonte são o conjunto de instruções escritas em linguagem de programação que definem o funcionamento da urna eletrônica e dos demais sistemas utilizados pela Justiça Eleitoral. A inspeção permite que entidades fiscalizadoras verifiquem o desenvolvimento desses programas antes da conclusão do processo eleitoral, reforçando os mecanismos de auditoria e transparência previstos na legislação brasileira.
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Baixar áudioSímbolo da cultura brasileira e produzida exclusivamente no país, a cachaça deve ganhar ainda mais espaço no mercado internacional. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC) assinaram, na última sexta-feira (31), um convênio de R$ 2,63 milhões para ampliar a promoção comercial da bebida em mercados estratégicos, entre eles México, Canadá e países da Europa. A iniciativa busca fortalecer as exportações, ampliar oportunidades para produtores brasileiros e consolidar a cachaça como um produto de alto valor agregado nos mercados internacionais.
O investimento marca o início da quarta edição do projeto setorial voltado à internacionalização da cachaça. A expectativa é beneficiar entre 70 e 80 empresas do setor por meio da participação em feiras internacionais, aproximação com compradores estrangeiros e ações de promoção comercial.
Segundo o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, a estratégia ganha importância diante do atual cenário do comércio internacional e da necessidade de diversificar mercados para a bebida brasileira.
“Vivemos um período desafiador para o comércio internacional e a cachaça também sente os impactos desse cenário em um de seus principais mercados, os Estados Unidos. Por isso, estamos investindo na diversificação de mercados, fortalecendo a promoção da bebida no México, no Canadá e na Europa, para ampliar as oportunidades de exportação do setor. Estamos falando de uma bebida genuinamente brasileira, que representa nossa cultura, gera emprego, renda e leva a imagem do Brasil para o mundo”, afirmou Müller.
Durante a cerimônia, Brasil e México também celebraram os dez anos do acordo de reconhecimento mútuo das indicações geográficas da cachaça e da tequila. O instrumento garante que apenas bebidas produzidas em seus respectivos países possam utilizar essas denominações, ampliando a proteção contra falsificações e valorizando dois dos principais símbolos culturais das duas nações.
Para o presidente do IBRAC, Vicente Bastos, o novo projeto representa mais um passo para ampliar o reconhecimento internacional da bebida brasileira. "Este novo projeto nos permite avançar com mais força na internacionalização da cachaça e fazer com que o destilado, que é símbolo da nossa cultura, seja cada vez mais reconhecido como produto de alto valor agregado no mercado internacional”, frisou Bastos.
Entre as empresas beneficiadas pelas ações de internacionalização está a Cachaça Palmeira, produzida no Sítio Rio Palma, no Tocantins. À frente do empreendimento, o produtor Paulo Palmeira tem buscado ampliar a presença da marca no mercado externo com o apoio da ApexBrasil.
Segundo ele, o suporte oferecido pela Agência tem sido fundamental para preparar pequenos empreendedores para exportar e acessar novos mercados.
"A ApexBrasil é a que pode, no momento, me ajudar e que está abrindo as portas. E acredito que vai me levar muito longe. Estou de braços abertos, acolhendo o que a ApexBrasil pode me oferecer. Sou um pequeno empreendedor que está iniciando. Então, preciso de uma instituição de nome, uma instituição que tem credibilidade, uma instituição que sabe orientar o pequeno empreendedor”, destacou o produtor.
Produzida exclusivamente no Brasil, a cachaça é um dos produtos mais tradicionais da cultura nacional e movimenta uma cadeia produtiva formada, em sua maioria, por pequenos produtores, cooperativas e empreendimentos familiares.
Além de ampliar as exportações, a estratégia conduzida pela ApexBrasil busca fortalecer a imagem da bebida como um produto de origem brasileira e de alto valor agregado no mercado internacional.
A parceria com o IBRAC e o acordo de cooperação com o México reforçam esse posicionamento ao ampliar a proteção da indicação geográfica da cachaça e valorizar sua identidade como patrimônio cultural e econômico do país.
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Baixar áudioA busca por alternativas aos combustíveis fósseis no transporte marítimo esteve no centro das discussões promovidas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o Ministério da Defesa e a Bioenergia Brasil, nesta terça-feira (4). O encontro reuniu representantes do governo, da indústria e do setor produtivo para debater iniciativas e políticas públicas voltadas à redução das emissões de gases de efeito estufa na navegação, com foco na competitividade da economia brasileira e na ampliação de oportunidades para os biocombustíveis nacionais.
O debate ocorre enquanto o Brasil participa das discussões na Organização Marítima Internacional (IMO) sobre a descarbonização do setor. Como aproximadamente 96% das mercadorias exportadas pelo país, em toneladas, são transportadas pelo modal marítimo, representantes da indústria defendem que a transição energética considere as características da economia brasileira e preserve a competitividade dos produtos nacionais no mercado internacional.
Para o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho, a redução das emissões no transporte marítimo passa pela busca de alternativas ao uso dos combustíveis fósseis. “Esse evento trata de descarbonização de combustíveis marítimos através do emprego de biocombustíveis, juntamente com o combustível fóssil. Sabemos que, atualmente, o uso de combustível fóssil, motor e navegação marítima ocupam significativa magnitude no processo de transição energética global. Precisamos então encontrar alternativas ao seu uso, no sentido de reduzir a pegada de carbono nesse modal de transporte e, consequentemente, diminuir a emissão de carbono diretamente na atmosfera”, afirmou o ministro.
O comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen, destacou a relevância estratégica do transporte marítimo para o comércio exterior brasileiro e a necessidade de políticas públicas voltadas ao setor. "97% das nossas trocas comerciais são realizadas por via marítima. Isso implica uma série de consequências que têm que estar na agenda política do país e devem gerar políticas públicas concernentes”, disse.
Durante o evento, especialistas também discutiram o papel dos biocombustíveis na descarbonização da navegação e os desafios para conciliar sustentabilidade, inovação e competitividade no comércio marítimo internacional. As discussões se concentraram em painéis dedicados ao uso do etanol como combustível marítimo e aos impactos das novas regras internacionais sobre a competitividade da indústria brasileira.
Segundo o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, o debate sobre a descarbonização do transporte marítimo está diretamente ligado ao futuro da indústria brasileira. Ele destacou que, embora a participação da manufatura no Produto Interno Bruto (PIB) tenha caído de 26% para cerca de 11%, setores como a agroindústria, a mineração e petróleo e gás elevaram a participação da indústria para aproximadamente 24% do PIB, reforçando a importância de políticas que preservem a competitividade do país.
"Então, quando nós estamos aqui discutindo o transporte marítimo, a gente está discutindo o futuro do Brasil. Esses 24% do PIB geram 35% de tudo que o governo federal arrecada. Ou seja, eu sempre digo: no momento em que se fecha uma indústria, na verdade está se fechando uma escola ou um posto de saúde”, afirmou Muniz.
O potencial do etanol brasileiro como combustível para o transporte marítimo foi um dos temas debatidos durante o painel "Etanol como combustível na descarbonização da navegação – visão dos produtores". Representantes do setor defenderam que a expansão dos biocombustíveis pode contribuir para reduzir as emissões de gases de efeito estufa na navegação e, ao mesmo tempo, ampliar a competitividade do Brasil em um mercado em transformação.
Para o CEO da Copersucar, Tomás Manzano, fatores geopolíticos influenciam o ritmo da transição energética, mas também tornam os biocombustíveis mais competitivos em relação aos combustíveis fósseis.
"Que efeito a gente pode ter no desenvolvimento dessa solução desse mercado em função de questões geopolíticas? Eu diria que os efeitos são menos da direção, porque esta é uma indústria de difícil descarbonização, e mais da velocidade de escalar esta solução do presente para o futuro”, explanou.
“Em momentos em que a gente vive conflitos geopolíticos, onde os combustíveis fósseis são de alguma maneira afetados em preço, como é o caso vivido por nós recentemente, a gente tem, sem dúvida, uma maior atratividade dos biocombustíveis, uma maior atratividade econômica quando comparado a essa equação”, complementou Manzano.
O segundo painel do encontro discutiu como conciliar a redução das emissões com a competitividade do transporte marítimo. Especialistas defenderam que o avanço para combustíveis de menor impacto ambiental deve ser acompanhado por ganhos de eficiência energética e por mecanismos internacionais que não imponham desvantagens aos países exportadores.
O Head de Vendas da Wärtsilä, Mario Barbosa, destacou que a busca por maior eficiência operacional já faz parte das estratégias adotadas pelo setor e pode potencializar os resultados da transição energética. "A gente sempre priorizou a eficiência energética para consumir menos combustível, trazer competitividade para os nossos clientes e também a questão de emissões. Então, quando você traz eficiência energética com novos combustíveis, o resultado é menos emissões de CO₂ e outros gases também”, enfatizou o head de vendas.
Na avaliação do Maritime Affairs Manager da Vale, João Arantes, as discussões em andamento na Organização Marítima Internacional (IMO) precisarão considerar as características do comércio exterior de cada país para evitar impactos sobre a competitividade.
"Eu gostaria de pensar um aspecto aqui que é fundamental e que será decisivo para a competitividade do Brasil nas próximas décadas. São esses mecanismos econômicos que estão sendo discutidos na IMO para promover a descarbonização do transporte marítimo. A questão central é como garantir que esses mecanismos econômicos criados para reduzir emissões não acabem transferindo competitividade entre países por fatores que não estão relacionados à eficiência ambiental, mas à geografia, à distância dos mercados consumidores ou ao perfil das cargas transportadas”, pontuou o representante da Vale.
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Baixar áudioO comércio eletrônico tem ampliado as oportunidades para empresas brasileiras alcançarem novos mercados internacionais. Nesse contexto, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) promove, em São Paulo, uma rodada de negócios que reúne 14 compradores internacionais e cerca de 40 empresas brasileiras interessadas em expandir seus negócios no mercado externo.
A iniciativa integra a programação do E-Xport Meeting 2026, evento voltado à internacionalização de empresas brasileiras por meio do comércio eletrônico. Além das rodadas de negócios, a programação reúne representantes dos sete escritórios internacionais da ApexBrasil para aproximar empresários brasileiros das oportunidades identificadas em mercados estratégicos.
Segundo o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, a proposta é ampliar a participação das empresas brasileiras no comércio eletrônico internacional.
"Nós estamos trazendo 14 compradores internacionais, que vão se encontrar com mais ou menos 40 empresas brasileiras, que querem comercializar e vender seus produtos no e-commerce. Toda a Apex está aqui, nós trouxemos todos os nossos escritórios do mundo inteiro para trazer para cá, para esse grande evento aqui em São Paulo, as oportunidades que o Brasil tem para exportar via o e-commerce."
Dados apresentados durante o evento mostram que o Brasil ocupa atualmente a 8ª posição entre os maiores mercados de comércio eletrônico do mundo e poderá registrar crescimento de 60% até 2030, em comparação com 2025. No cenário global, o e-commerce deve movimentar US$ 5,1 trilhões neste ano, consolidando-se como um dos principais canais para expansão dos negócios internacionais.
Nesta edição, o Exporta Mais Brasil, iniciativa integrada ao E-Xport Meeting, promove encontros entre compradores internacionais e empresas brasileiras dos segmentos de alimentos, bebidas, cosméticos e cuidados pessoais. A programação inclui ainda palestras, inteligência de mercado e visitas técnicas para apresentar a capacidade produtiva da indústria nacional a potenciais parceiros comerciais.
A iniciativa integra a estratégia da ApexBrasil de ampliar a presença de micro, pequenas e médias empresas brasileiras no comércio internacional, utilizando o comércio eletrônico como porta de entrada para novos mercados.
Um dos diferenciais do E-Xport Meeting 2026 é a participação dos representantes dos sete escritórios internacionais da ApexBrasil, localizados nos Estados Unidos, China, Rússia, Colômbia, Índia, Emirados Árabes Unidos e Bélgica.
Durante o evento, os representantes compartilham experiências acumuladas nos principais destinos das exportações brasileiras e apresentam oportunidades identificadas em seus respectivos mercados. Também orientam empresários sobre tendências de consumo, exigências regulatórias e estratégias para ampliar a presença de produtos brasileiros no comércio eletrônico internacional.
Para a diretora de Negócios da ApexBrasil, Maria Paula Velloso, a integração entre especialistas da Agência, compradores internacionais e empresas brasileiras permite transformar informações sobre mercados externos em oportunidades concretas de negócios.
"Ao longo dos três dias de programação, reunimos especialistas e representantes dos escritórios da ApexBrasil em diferentes regiões do mundo para compartilhar informações sobre mercados e oportunidades. As rodadas de negócios complementam esse trabalho ao aproximar empresas brasileiras de compradores internacionais e transformar conhecimento em conexões comerciais que podem gerar novos negócios."
A participação das equipes internacionais permite que empresas brasileiras tenham acesso a informações qualificadas sobre mercados estratégicos e fortaleçam sua preparação para exportar por meio dos canais digitais.
A indústria brasileira de chocolates esteve entre os destaques do E-Xport Meeting 2026, que reuniu compradores estrangeiros interessados em conhecer fornecedores nacionais e ampliar parcerias comerciais. Como parte da programação, empresários internacionais visitaram fábricas da região de São Paulo para conhecer de perto a capacidade produtiva, a inovação e a qualidade dos produtos brasileiros antes das rodadas de negócios.
Uma das empresas visitadas foi a Mestiço Chocolates, que abriu as portas de sua nova fábrica para receber a delegação internacional. Para a fundadora da empresa, Claudia Gamba, o encontro representou uma oportunidade de apresentar o potencial da indústria brasileira diretamente a compradores de diferentes mercados.
"Foi uma honra receber esse grupo na nossa fábrica e mostrar, com muito orgulho, um pouco do chocolate brasileiro. Estamos ampliando nossa produção e essa foi a primeira vez que abrimos a fábrica para visitantes. Poder apresentar nossos produtos a compradores internacionais interessados no Brasil torna esse momento ainda mais especial."
As visitas técnicas integraram as ações do projeto Brasil Sweets & Snacks, desenvolvido pela ApexBrasil em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab). Paralelamente, as rodadas de negócios também reuniram empresas do segmento de cosméticos e cuidados pessoais, ampliando as oportunidades de negócios para diferentes setores da indústria brasileira.
Entre os participantes estava o diretor da empresa indiana Smush, Sahil Khanna, que destacou o potencial dos fornecedores brasileiros para o desenvolvimento de novos produtos no mercado indiano.
"Conseguimos nos reunir com muitas empresas brasileiras e estamos muito animados com a possibilidade de levar um pouco da beleza brasileira para a Índia. Estamos em busca de parceiros que possam fornecer ingredientes e produtos brasileiros para lançarmos uma linha inspirada no Brasil no mercado indiano. Encontramos empresas com grande potencial e acreditamos que essa conexão pode gerar resultados importantes para os dois países."
Segundo a fundadora da empresa de cosméticos indiana Smush, Smriti Mamgain, foi possível encontrar parceiros interessantes, com produtos locais, para vender na Índia.
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Baixar áudioA Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM 2026) entra na reta final de preparação com expansão da estrutura e expectativa de realizar a maior edição de sua história. Segundo o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), organizador do evento, a feira comercializou 100% da área de exposição e ampliou o espaço destinado aos expositores de 15 mil para mais de 17 mil metros quadrados, além de aumentar o número de estandes de 600 para mais de 750.
A EXPOSIBRAM será realizada entre os dias 24 e 27 de agosto, no Expominas, em Belo Horizonte (MG), reunindo empresas, autoridades públicas, investidores, especialistas, pesquisadores e representantes da cadeia mineral. A programação inclui a feira de exposição e o Congresso Brasileiro de Mineração, com debates sobre minerais críticos, transição energética, descarbonização, inovação, transformação digital e sustentabilidade.
A expansão do evento acompanha o aumento da demanda global por minerais estratégicos, considerados essenciais para tecnologias de baixo carbono e para a transição energética. Segundo o diretor-presidente do IBRAM, Pablo Cesário, a expectativa é que esta seja a maior edição já realizada.
"Estamos preparando uma EXPOSIBRAM histórica, que deve reunir um número recorde de participantes e expositores. O evento reflete a força e a relevância da mineração brasileira, promovendo o encontro entre conhecimento, tecnologia, investimentos e oportunidades de negócios para impulsionar o desenvolvimento responsável do setor”, destacou o diretor-presidente.
Além da programação técnica, a edição de 2026 amplia iniciativas voltadas à educação e à geração de negócios. O espaço Mineramundo, dedicado à educação mineral, já contabiliza mais de 12 mil crianças inscritas. Já as Rodadas de Negócios vão reunir mais de 300 fornecedores e cerca de 15 mineradoras, com o objetivo de estimular parcerias comerciais e fortalecer a cadeia produtiva da mineração.
Os interessados em participar da EXPOSIBRAM 2026 já podem realizar o credenciamento. A visita à feira de exposição é gratuita, mediante inscrição prévia, enquanto a participação no Congresso Brasileiro de Mineração requer o pagamento de taxa. As inscrições podem ser feitas no site oficial do evento.
A educação mineral será um dos destaques da EXPOSIBRAM 2026. O Mineramundo, espaço interativo voltado à divulgação da atividade mineral, já registra mais de 12 mil crianças inscritas para participar das atividades durante o evento. A iniciativa busca aproximar estudantes do universo da mineração por meio de experiências educativas e interativas, apresentando temas relacionados aos recursos minerais, inovação, sustentabilidade e à importância do setor para o desenvolvimento econômico e tecnológico do país.
Segundo o IBRAM, o espaço integra as ações voltadas à aproximação entre a mineração e a sociedade, incentivando o conhecimento sobre a cadeia mineral nas novas gerações.
As Rodadas de Negócios da EXPOSIBRAM 2026 já contam com mais de 300 fornecedores inscritos, que terão a oportunidade de apresentar produtos, equipamentos, tecnologias e serviços a cerca de 15 empresas mineradoras durante o evento.
Os encontros foram estruturados para aproximar fornecedores e mineradoras, estimular novas parcerias comerciais e ampliar as oportunidades de negócios ao longo da cadeia produtiva mineral.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), a programação busca fortalecer o ambiente de negócios do setor e incentivar a conexão entre empresas em um momento de crescimento da demanda por soluções voltadas à inovação, sustentabilidade e minerais estratégicos.
EXPOSIBRAM 2026
Data: 24 a 27 de agosto de 2026
Local: Expominas – Belo Horizonte (MG)
Mais informações: https://exposibram2026.ibram.org.br/
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Baixar áudioA Campanha Nacional de Multivacinação 2026 começa na próxima segunda-feira (3) em todos os municípios brasileiros com o objetivo de atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. A mobilização segue até 1º de setembro, com o Dia D de vacinação marcado para 22 de agosto, quando estados e municípios promoverão ações para ampliar o acesso aos imunizantes.
A estratégia do Ministério da Saúde busca identificar e aplicar as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação que estejam em atraso. Para participar, pais e responsáveis devem levar a criança ou o adolescente a uma unidade de saúde com a caderneta de vacinação e um documento de identificação. Após a avaliação do histórico vacinal, serão aplicadas as doses necessárias para regularizar o esquema de imunização.
A campanha ocorre em um momento em que o país busca recuperar as coberturas vacinais e reduzir o risco de reintrodução de doenças imunopreveníveis. Em São Paulo, por exemplo, a mobilização será realizada nos 645 municípios e contará com a atualização das cadernetas de vacinação. O estado também reforçará a imunização contra o sarampo, seguindo orientações do Ministério da Saúde para ampliar a proteção da população.
A campanha será realizada em todo o país, com ações organizadas pelas secretarias estaduais e municipais de saúde.
Em Mato Grosso do Sul, a mobilização envolverá os 79 municípios, com foco na atualização das cadernetas vacinais e na ampliação da cobertura entre crianças e adolescentes. A estratégia prevê ações nas unidades de saúde e atividades de mobilização para facilitar o acesso da população aos imunizantes.
Em Foz do Iguaçu (PR), a campanha será realizada nas 28 unidades básicas de saúde (UBSs) do município. Durante a mobilização, as equipes vão intensificar a avaliação das cadernetas de vacinação para identificar esquemas vacinais incompletos e aplicar as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação. Segundo a coordenadora do Programa Municipal de Imunização, Adriana Izuka, a campanha é uma oportunidade para que pais e responsáveis regularizem a situação vacinal de crianças e adolescentes.
"A Campanha de Multivacinação é uma oportunidade para que pais e responsáveis atualizem a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Muitas vezes, uma dose fica em atraso sem que a família perceba. Por isso, orientamos que todos procurem a unidade de saúde mais próxima com a caderneta de vacinação. Manter a vacinação em dia é uma das formas mais eficazes de prevenir doenças e proteger não apenas cada criança e adolescente, mas toda a comunidade."
A campanha é destinada a crianças e adolescentes com menos de 15 anos (até 14 anos, 11 meses e 29 dias). O objetivo não é aplicar uma vacina específica, mas verificar a situação vacinal de cada pessoa e administrar as doses que estiverem em atraso, conforme o Calendário Nacional de Vacinação.
Além da atualização da caderneta, a mobilização busca ampliar a cobertura vacinal e prevenir o retorno de doenças imunopreveníveis, reforçando a importância da vacinação como uma das principais estratégias de proteção da saúde pública.
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Baixar áudioEm meio aos esforços para ampliar a presença brasileira em novos mercados internacionais, Brasil e Coreia do Sul avançaram nas negociações para fortalecer o comércio bilateral e ampliar investimentos entre os dois países. A estratégia foi reforçada na última terça-feira (28), durante o Brazil-Korea Business Roundtable, promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em parceria com a Federação de Indústrias Coreanas (FKI), em São Paulo.
O encontro reuniu o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, além de representantes do governo e lideranças empresariais dos dois países. O objetivo foi ampliar as relações econômicas e identificar novas oportunidades de negócios em setores considerados estratégicos para as duas economias.
A aproximação ganha relevância diante da estratégia brasileira de diversificar os destinos das exportações e reduzir a concentração das vendas externas em poucos mercados. Atualmente, a corrente de comércio entre Brasil e Coreia do Sul movimenta cerca de US$ 11 bilhões, mas o Brasil responde por apenas 1% das importações sul-coreanas, índice considerado abaixo do potencial da relação bilateral.
Segundo o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, a expectativa é ampliar a presença dos produtos brasileiros no mercado asiático e abrir novas oportunidades para diferentes setores da economia.
“No setor do agronegócio, no anúncio da abertura do mercado de carnes, vamos continuar com as frutas, com o café, com as nossas outras proteínas. Forte também na área de minerais raros, eles são o segundo maior produtor de semicondutores que a gente vai avançar muito com eles. E também na área de indústria, o setor farmacêutico, o setor de TI e também, principalmente, o setor da nossa indústria aeronáutica e também na indústria de defesa. Então foi um grande fórum empresarial realizado pela ApexBrasil pra gente diversificar ainda mais as exportações do nosso país.”
Entre as oportunidades apontadas durante o fórum estão a ampliação das exportações brasileiras de proteínas animais, frutas, café, etanol e biocombustíveis, além do fortalecimento da cooperação em minerais críticos, semicondutores, inteligência artificial, indústria farmacêutica, aeroespacial e defesa. A Coreia do Sul é atualmente a 13ª maior economia do mundo e o 11º maior importador global, sendo considerada um mercado estratégico para a expansão do comércio exterior brasileiro.
O encontro também resultou na assinatura de seis memorandos de entendimento entre empresas e instituições brasileiras e sul-coreanas. Os acordos abrangem áreas como promoção comercial, inovação tecnológica, pesquisa, saúde, indústria aeroespacial e defesa, fortalecendo a cooperação econômica entre os dois países.
Para o setor produtivo, o diálogo entre governos e empresas contribui para reduzir barreiras comerciais e ampliar investimentos brasileiros no exterior. O diretor de Relações Institucionais da Ambev, Rodrigo Moccia, destacou a importância da aproximação para empresas que já atuam internacionalmente.
"É uma alegria para a Ambev, uma empresa brasileira que tem operação no mundo inteiro, que gera emprego e renda localmente, poder discutir com governo de outros países, com outros empresários um pouco dos desafios que as empresas brasileiras enfrentam fora do país. Foi mais um sucesso. O presidente da Coreia esteve reunido conosco por mais de uma hora falando um pouco sobre as oportunidades de investimento lá e os desafios que a gente pode superar. Então super obrigado à Apex pelo convite. Contem com a Ambev nos próximos encontros”, destacou.
A realização do fórum ocorreu cinco meses após a missão empresarial organizada pela ApexBrasil em Seul, que reuniu cerca de 450 empresários brasileiros e sul-coreanos. A visita do presidente Lee Jae Myung ao Brasil e a assinatura de sete memorandos de cooperação entre os governos, em Brasília, reforçam o movimento de aproximação entre os dois países e a estratégia brasileira de ampliar mercados para suas exportações, atrair investimentos e fortalecer a inserção do país nas cadeias globais de valor.
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Baixar áudioO presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) participou, nesta quarta-feira (29), de uma reunião com representantes da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) e da Associação Nacional de Jornais (ANJ), em Brasília. Acompanhado do candidato a vice-presidente, Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, a dupla participou do projeto ABERT/ANJ Presidenciáveis, iniciativa que reúne os candidatos à Presidência da República para apresentar propostas ao setor de comunicação.
A participação no projeto ABERT/ANJ Presidenciáveis integra uma estratégia de aproximação com representantes da comunicação e do setor produtivo. Durante o encontro, Caiado apresentou diretrizes para um eventual governo e respondeu a questionamentos sobre temas relacionados ao ambiente econômico, à liberdade de imprensa, à soberania nacional e ao papel das plataformas digitais.
Ao final da reunião, Caiado concedeu entrevista coletiva à imprensa e abordou temas como regulação das plataformas digitais, Big Techs, uso das inteligências artificiais durante a campanha e o governo, soberania e responsabilidade fiscal e segurança pública, além de responder a perguntas sobre os desafios de um eventual governo caso seja eleito nas eleições presidenciais de outubro.
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Governador de Goiás em segundo mandato, Ronaldo Caiado lançou sua pré-candidatura à Presidência da República defendendo uma plataforma baseada em segurança pública, responsabilidade fiscal, fortalecimento do agronegócio e eficiência da gestão pública. Nos últimos meses, o candidato tem buscado ampliar sua presença no cenário nacional e se apresentar como uma alternativa à polarização política, dialogando com diferentes setores da economia e da sociedade.
Questionado sobre as prioridades da campanha, Ronaldo Caiado afirmou que já percorreu grande parte do país. Segundo o presidenciável, a agenda já contemplou todos os estados da Região Sul, quase todo o Sudeste, com exceção do Espírito Santo, e boa parte do Nordeste. O candidato informou ainda que pretende ampliar a presença na Região Norte, enquanto destacou que mantém uma agenda frequente nos estados do Centro-Oeste, região onde construiu sua trajetória política.
Ao falar sobre o uso da inteligência artificial, o presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) defendeu que o Brasil avance no desenvolvimento da tecnologia sem abrir mão da proteção aos direitos autorais. Segundo ele, a regulamentação do setor deve estabelecer limites para o uso indevido das plataformas, mas sem comprometer a inovação e a competitividade do país.
"O mau uso da plataforma deve ser duramente punido. Você quer penalizar a inteligência no sentido de produzir aplicativos que facilitem a vida da pessoa, a melhoria da saúde, da educação, da segurança pública e do desenvolvimento de tecnologias? Ou o Brasil quer ficar apenas importando os chips produzidos lá fora?”, replicou.
Durante a coletiva, o candidato também destacou o trabalho do Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA), sediado em Goiás. De acordo com Caiado, o centro desenvolve soluções tecnológicas utilizadas por empresas brasileiras e demonstra o potencial do país para ampliar sua atuação no setor.
"Está lá o único centro na América Latina de inteligência artificial, que é em Goiás. Hoje, mais de 150 milhões de brasileiros utilizam plataformas desenvolvidas no CEIA”, relatou Caiado.
Ao defender investimentos em tecnologia, Caiado afirmou que o Brasil precisa reduzir a dependência de soluções importadas e ampliar a capacidade nacional de inovação. "O Brasil não vai ficar para trás como ficou na época da computação. O Brasil tem que ter uma visão de futuro, de competitividade, de conhecimento”, destacou.
Questionado sobre a soberania nacional e os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o presidenciável afirmou que um eventual governo sob sua liderança priorizará o diálogo diplomático e o fortalecimento das relações comerciais internacionais.
Na avaliação do candidato, o Brasil reúne ativos estratégicos capazes de ampliar sua posição nas negociações internacionais. Entre os diferenciais, destacou a força do agronegócio, a disponibilidade de recursos naturais, a produção de energia renovável, além das reservas de terras raras e minerais críticos.
"O Brasil hoje é dominante em várias áreas. Como hoje a riqueza em termos de energia renovável, combustível renovável, água doce, terras raras pesadas e também minerais críticos. E uma agricultura cada vez mais pujante para alimentar também quase um bilhão de pessoas fora do Brasil. É assim que se discute o Brasil. E é assim que se discute a soberania do Brasil.
"O presidenciável também defendeu que a política externa brasileira seja conduzida por meio da diplomacia e de um Itamaraty fortalecido, com foco na qualificação técnica das negociações internacionais e na construção de acordos com parceiros estratégicos.
"Estando na Presidência da República, eu saberei sentar à mesa de negociação. Saberei ter aqui um Itamaraty, uma chancelaria como era anteriormente, com pessoas capazes. E não ficar com essa bravata de lado a outro", frisou.
Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que pretende manter o equilíbrio das contas públicas por meio de uma gestão pautada pela transparência orçamentária. Durante a coletiva, criticou o uso de créditos extraordinários pelo governo federal e disse que adotará, em âmbito nacional, um modelo semelhante ao implementado durante sua gestão em Goiás, baseado em um diagnóstico da situação fiscal do país.
"Eu vou corrigir tudo isso. E vou fazer como fiz em Goiás. Não aceitar um orçamento fake. Vou apresentar um orçamento real. Vou mostrar a realidade do Brasil. Olha o quanto você estava enganado. Olha o quanto a dívida é muito maior. Olha o quanto o orçamento não é compatível com aquilo que está sendo aprovado pelo governo”, enfatizou.
A segurança pública é apresentada por Ronaldo Caiado como um dos principais eixos de disputa presidencial de 2026.
Em artigo publicado pela plataforma Esfera Brasil, organização criada para fomentar o diálogo sobre o país, o ex-governador de Goiás defendeu que a experiência na gestão do território goiano na área de segurança pode servir de modelo para o restante do país.
Ao defender sua trajetória à frente do Governo de Goiás, Caiado sustentou que os resultados obtidos no estado demonstram a eficácia do modelo. Na avaliação dele, o país pode usar os órgãos de fiscalização, como Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Receita Federal e Banco Central, para enfrentar a introdução das facções nos negócios legais e a lavagem de dinheiro.
Durante a coletiva na ABERT/ANJ, Caiado afirmou que pretende endurecer as punições para crimes contra mulheres e crianças. Segundo ele, uma das propostas é destinar os bens do agressor às vítimas ou aos familiares.
“Na segurança pública, vocês viram este combate em relação ao feminicídio, que infelizmente vem crescendo no Brasil. As medidas serão ainda mais duras. Eu vou fazer o confisco dos bens do agressor ao praticar o feminicídio, para a família, para que seja transferida à mulher agredida ou à vítima da pedofilia e também aos seus familiares. Penalizando, duramente, o pedófilo e aqueles que agridem as mulheres no Brasil. Medidas duras, cumprimento de pena acima de 90%”, disse.
Segundo o pré-candidato, a alta taxa de resolução de crimes em Goiás é um exemplo de política pública que pode ser replicada em âmbito nacional.
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