Petrobras

14/03/2026 04:10h

Governo tenta conter impacto com subsídio de R$ 0,32 por litro e isenção de tributos até o fim do ano

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A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (13) um aumento de R$ 0,38 por litro no preço do diesel vendido às distribuidoras. Segundo a estatal, o reajuste foi parcialmente compensado pelas medidas adotadas pelo governo federal para conter a escalada do preço do combustível. Mesmo assim, o aumento do petróleo no mercado internacional, em meio à guerra no Oriente Médio, exerce pressão sobre o preço no Brasil.

Com o reajuste, o diesel A comercializado pela companhia passará a custar, em média, R$ 3,65 por litro, enquanto o preço médio do diesel B será de R$ 3,10.

O diesel A é o combustível vendido nas refinarias antes de ser misturado a biocombustíveis. Já o diesel B é o produto final comercializado nos postos, após as distribuidoras realizarem essa mistura obrigatória.

Governo anuncia medidas para conter preços

Nesta quinta-feira (12), o governo federal anunciou um conjunto de medidas para reduzir o impacto da alta do petróleo e reforçar a fiscalização no mercado de combustíveis.

Entre elas está o decreto presidencial (nº 12.875) que zera as alíquotas de PIS e Cofins sobre a importação e comercialização do diesel. A medida deve gerar uma redução estimada de R$ 0,32 por litro no preço final do combustível.

Além disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma medida provisória (nº 1.340) que autoriza uma subvenção econômica de R$ 0,32 por litro para importadores e produtores de diesel. O benefício estará condicionado à comprovação de que o desconto foi repassado ao consumidor final.

As medidas terão validade até 31 de dezembro de 2026 e, juntas, podem reduzir o preço do diesel em até R$ 0,64 por litro, segundo estimativas do Ministério da Fazenda.

Para compensar a perda de arrecadação e estimular o refino no país, o governo também anunciou a criação de uma alíquota de 12% sobre a exportação de petróleo.

Fiscalização contra preços abusivos

Para coibir preços abusivos, os postos de combustíveis serão obrigados a informar de forma clara e visível, por meio de placas, a redução de preço do diesel decorrente da subvenção e da isenção de tributos. A regra foi estabelecida pelo decreto (nº 12.876), em caráter permanente.

Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deverá publicar uma resolução com critérios objetivos para identificar práticas abusivas no setor, como o armazenamento injustificado de combustíveis e aumentos de preços sem justificativa econômica.

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12/03/2026 04:30h

Denúncias apontam aumento de preços por distribuidoras, atribuídos à alta do petróleo no Oriente Médio, mesmo sem reajuste pela Petrobras

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O governo federal vai investigar os recentes aumentos nos preços dos combustíveis registrados em postos da Bahia, do Rio Grande do Norte, de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul e do Distrito Federal. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, encaminhou nesta terça-feira (10) um ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) solicitando a apuração do caso.

A medida foi tomada após sindicatos do setor denunciarem que distribuidoras dessas unidades federativas estariam elevando os preços de venda com base na alta do petróleo no mercado internacional, associada ao conflito no Oriente Médio.

Apesar da justificativa, a Petrobras não anunciou reajustes nos preços dos combustíveis vendidos em suas refinarias.

Alerta dos sindicatos

Em nota publicada nas redes sociais, o Sindicato do Comércio de Combustíveis da Bahia (SindiCombustíveis-BA) afirmou estar preocupado com os efeitos do cenário internacional sobre o mercado baiano. “O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã tem pressionado as cotações do petróleo no mercado internacional e já provoca reflexos no Brasil”, disse a entidade.

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Rio Grande do Norte (Sindipostos-RN) também destacou nas redes sociais que o conflito “já começa a refletir na alta do preço do petróleo no mercado internacional, acendendo um sinal de atenção para o setor de combustíveis no Brasil”.

Em Minas Gerais, o Minaspetro alertou nas redes sociais que a defasagem no preço do diesel já supera R$ 2 por litro e, na gasolina, se aproxima de R$ 1.

“As companhias estão restringindo a venda e praticando preços exorbitantes, principalmente para os revendedores marca própria. Já há relatos de postos totalmente secos em Minas Gerais. O Minaspetro está monitorando a situação e irá acionar os órgãos reguladores para mitigar o risco de desabastecimento”, afirmou a entidade.

Diferença em relação ao mercado internacional

De acordo com o Sindicato das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes no Distrito Federal (Sindicombustíveis-DF), o preço da gasolina nas refinarias da Petrobras está cerca de R$ 0,84 abaixo do valor praticado no mercado internacional. No caso do diesel, a diferença chega a R$ 1,90.

Na refinaria da Bahia, que é privatizada e compra petróleo no mercado externo, a gasolina está cerca de R$ 0,22 mais barata que no mercado internacional e o diesel, R$ 0,89. Já na refinaria do Rio Grande do Norte, também privatizada, a gasolina está R$ 0,41 abaixo e o diesel, R$ 0,75.

Por outro lado, na refinaria do Amazonas, os preços estão acima da referência internacional: a gasolina custa cerca de R$ 0,23 a mais e o diesel, R$ 0,02, o que contribui para que a Região Norte tenha os combustíveis mais caros do país.

No Distrito Federal, o presidente do Sindicombustíveis-DF, Paulo Tavares, afirma que distribuidoras regionais, que trabalham com produto importado, não conseguem manter preços competitivos diante da alta internacional. Segundo ele, quem tem abastecido o mercado local são postos chamados de “bandeira branca”, abastecidos pelas três maiores distribuidoras do país — Shell, Ipiranga e Vibra — detentoras de cotas de fornecimento da Petrobras.

“A Petrobras é autossuficiente na produção de petróleo, mas não é autossuficiente no refino do diesel. Esse reajuste maior do diesel ocorre porque o Brasil importa 25% do combustível. Essas três maiores distribuidoras (Shell, Ipiranga e Vibra) já subiram seus preços no diesel, na região do Distrito Federal, entre R$ 0,45 e R$ 0,48 por litro”, afirma.

No caso da gasolina, Shell e Vibra reajustaram o preço em R$ 0,10 por litro, enquanto a Ipiranga aplicou aumento de R$ 0,17.

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07/03/2026 04:00h

Distribuidoras repassam aumento aos postos enquanto preços da Petrobras seguem defasados em relação ao mercado internacional

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Os motoristas brasileiros já podem sentir no bolso os efeitos da guerra no Oriente Médio. Apesar da queda no preço do etanol anidro nas últimas duas semanas, as distribuidoras repassaram aumentos aos postos de combustíveis nesta quinta-feira (5): o diesel ficou R$ 0,20 mais caro por litro e a gasolina teve alta de R$ 0,03. As informações são do Sindicato das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes no Distrito Federal (Sindicombustíveis-DF).

Segundo o presidente da entidade, Paulo Tavares, a Petrobras ainda não anunciou reajustes oficiais nos preços praticados no Brasil. Mesmo assim, existe atualmente uma defasagem em relação ao mercado internacional: cerca de R$ 0,70 por litro na gasolina e de R$ 1,90 no diesel.

Mesmo que a estatal não tenha alterado seus preços, distribuidoras de praticamente todo o país já aumentaram os valores cobrados nos postos. Para Tavares, o reajuste mais expressivo no diesel está ligado à dependência brasileira de importações.

“Esse reajuste maior do diesel ocorre porque o Brasil importa 25% do combustível. O país só produz 75% do diesel consumido em suas refinarias, apesar de ser autossuficiente na produção de petróleo. E, provavelmente, esse reajuste linear de R$ 0,20 se deve à importação do mercado internacional, que está com uma defasagem muito grande em relação aos preços da Petrobras”, explica.

Outro fator apontado pelo sindicato é a situação das distribuidoras regionais que não possuem cotas de compra junto à Petrobras. Essas empresas dependem do mercado externo para abastecer seus estoques, ficando sujeitas às cotações internacionais.

“Neste momento, o produto importado está muito mais caro que o nacional. Ou seja, se uma pequena distribuidora fosse vender diesel hoje para o meu posto, eu ia comprar por R$ 1,90 mais caro por litro, [em comparação com as distribuidoras que têm cotas da Petrobras], que são Vibra, Shell e Ipiranga”, afirma Tavares.

Tensão internacional

A pressão sobre os combustíveis ocorre em meio à escalada militar no Oriente Médio. Os preços globais do petróleo subiram após ataques lançados pelo Irã na região, em resposta a bombardeios realizados pelos Estados Unidos e por Israel.

O petróleo Brent — referência internacional para a commodity — chegou a subir cerca de 10% na abertura dos mercados asiáticos na segunda-feira (2), ultrapassando os US$ 82 por barril (aproximadamente R$ 421,60).

A reação dos mercados também foi impulsionada por relatos de que ao menos três navios foram atacados no fim de semana nas proximidades do Estreito de Ormuz, rota marítima ao sul do Irã por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo.

Após os episódios, o Irã alertou embarcações para que evitassem atravessar a região, o que reduziu drasticamente o tráfego de navios na entrada do estreito.

Em nota, a Petrobras informou que possui rotas alternativas à região do conflito entre Estados Unidos e Irã. Segundo a estatal, essa estratégia “dá segurança e custos competitivos para as operações da companhia, preservando as margens”.

A empresa afirmou ainda que a maior parte de seus fluxos de importação ocorre fora da área de tensão; as poucas rotas afetadas podem ser redirecionadas, o que afasta, neste momento, o risco de interrupções nas operações de importação e exportação da companhia.

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27/01/2026 09:43h

Petrobras anunciou queda no preço da gasolina vendida às distribuidoras. Valor médio passa a ser de R$ 2,57 por litro; diesel segue sem reajuste

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A Petrobras anunciou a redução de 5,2% no preço de venda da gasolina A para as distribuidoras a partir desta terça-feira (27). Com o reajuste, o preço médio passa a ser de R$ 2,57 por litro, o que representa uma queda de R$ 0,14.

Segundo a estatal, desde dezembro de 2022, houve uma redução de R$ 0,50 por litro no preço da gasolina vendida às distribuidoras. "Considerando a inflação do período, esta redução é de 26,9%", divulgou.

No caso do diesel, a Petrobras informou que não haverá alteração de preços neste momento. Ainda de acordo com a empresa, desde dezembro de 2022, o combustível registra uma redução acumulada de 36,3% em termos reais, já descontada a inflação.

Veja a nota da Petrobras:

A partir de amanhã, 27/01, a Petrobras reduzirá seus preços de venda de gasolina A para as distribuidoras em 5,2%. Dessa forma, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará a ser, em média, de R$ 2,57 por litro, uma redução de R$ 0,14 por litro.

Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,50 / litro. Considerando a inflação do período, esta redução é de 26,9%.

Para o diesel, neste momento, a Petrobras está mantendo seus preços de venda para as companhias distribuidoras. Desde dezembro de 2022, a redução acumulada nos preços de diesel para as companhias distribuidoras, considerando a inflação, é de 36,3%.

De forma a contribuir para a transparência de preços e melhor compreensão da sociedade, a Petrobras publica em seu site informações referentes à formação e composição dos preços de combustíveis ao consumidor. Convidamos a visitar precos.petrobras.com.br.

Preços da gasolina comum e do diesel no Brasil 

O preço médio do litro da gasolina comum é de R$ 6,33. O dado é do levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), referente à semana de 18 a 24 de janeiro. 

O valor representa uma alta de 0,15% em relação ao preço médio da semana anterior, que foi de R$ 6,32 (período de 11 a 17 de janeiro).

Ainda de acordo com o último levantamento da ANP, o óleo diesel foi comercializado, em média, a R$ 6,05 o litro. Esse preço representa estabilidade em relação ao registrado na semana anterior.

Os valores correspondem à média praticada nos postos de combustíveis, apurada pela ANP, e podem variar conforme a região, a bandeira do posto e a forma de pagamento. Para o valor médio da gasolina, a agência pesquisou preços em 4,2 mil postos de todo Brasil. Já para o valor médio do óleo diesel, foram pesquisados 1,7 mil postos.

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22/10/2025 04:45h

Estatal prevê perfurar 15 poços na Margem Equatorial nos próximos cinco anos, com investimento total de US$ 3 bilhões. Levantamento CNI mostra que a atividade desempenhada nessa área tem potencial de gerar entre R$ 3,6 bilhões e R$ 5,4 bilhões anuais em royalties

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Após autorização concedida pelo Ibama, a Petrobras está apta a dar início imediato à perfuração do poço exploratório em águas profundas na Margem Equatorial, próxima à costa do Amapá. O local está situado no bloco FZA-M-059, a 500 km da foz do Rio Amazonas e a 175 km da costa.

O objetivo do projeto é identificar o potencial de produção de petróleo e gás na região, considerada uma das novas fronteiras energéticas do Brasil. De acordo com a Petrobras, o Plano Estratégico 2050 e o Plano de Negócios 2025-2029 prevê um investimento de US$ 3 bilhões em toda a Margem Equatorial nos próximos cinco anos e a perfuração de 15 poços.

“Isso nos permitirá contribuir com o atendimento à demanda crescente por energia a partir de uma produção realizada com investimentos tecnológicos que garantem segurança operacional e cuidado ambiental. Esta região possui um potencial petrolífero relevante, ainda mais se formos considerar as descobertas recentes feitas em regiões próximas a essa fronteira”, afirma a estatal.

O diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Pedro Rodrigues, explica que a produção de petróleo passa por três fases. A primeira é a da exploração, exatamente essa em que a Petrobrás está, na qual serão feitos mapeamentos, furos de poços, identificação do petróleo e verificação da pressão do material.  Na sequência, é feita a produção de petróleo, ou seja, a retirada dos barris e, posteriormente, a venda desse material ao mercado ou clientes específicos. É possível que todo o processo dure cerca de 8 anos.

Para Rodrigues, essa medida é importante para a indústria petrolífera, pois dá continuidade à exploração de uma nova fronteira de produção de petróleo, ou seja, é uma possibilidade de o Brasil ampliar a produção e permanecer relevante nesse setor.

“Os campos de petróleo têm uma vida, eles nascem, têm uma maturação, têm um declínio e depois morrem. Então, se a gente não descobrir novas fronteiras, o Brasil corre o risco de ser cada vez menos relevante como produtor mundial de petróleo”, considera.

Atualmente, a sonda está localizada na locação do poço. O processo de perfuração deve durar cinco meses. O intuito da companhia é obter mais informações geológicas, além de avaliar se há petróleo e gás na área em escala econômica. Vale destacar que, nesta fase, não há produção de petróleo.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, considera que a autorização do Ibama representa uma conquista da sociedade brasileira. Para ela, o resultado foi possível por meio de diálogos.

“Foram quase cinco anos de jornada, nos quais a Petrobras teve como interlocutores governos e órgãos ambientais municipais, estaduais e federais. Nesse processo, a companhia pôde comprovar a robustez de toda a estrutura de proteção ao meio ambiente que estará disponível durante a perfuração em águas profundas do Amapá”, disse.

O conselheiro do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal (CORECON-DF), Roberto Piscitelli, lembra que, recentemente, essa área atraiu o interesse de outras nações, o que levou, inclusive, à ameaça de incorporação de territórios de países que se beneficiam da exploração do petróleo e do gás. Nesse sentido, ele destaca o potencial da região no setor, o que pode contribuir para o desenvolvimento econômico dessa área.

“É indiscutível que, com o planejamento, se possa diversificar a economia da região, atraindo investimentos e promovendo uma maior integração com o restante do país. Eu me refiro à possibilidade de integração do próprio ciclo de produção, transformação e distribuição desses produtos, que são de importância estratégica e, convenhamos, continuarão a ter muita relevância, ainda que decrescente, ao longo das próximas décadas, com a exploração de outras fontes produtoras de energia”, pontua.

Piscitelli também ressalta que, apesar dessa relevância econômica, é preciso que haja, de maneira geral, movimentações de fiscalização e controle por parte das instituições competentes que atuam com “estrita preservação do meio ambiente". Nesse sentido, a Petrobras afirma que continuará implementando “soluções alinhadas com as melhores práticas de ASG (Ambiental, Social e Governança) combinando inovação, eficiência e redução de pegada de carbono.”

A Margem Equatorial está situada entre os estados do Amapá e Rio Grande do Norte. O local é apontado como a mais nova fronteira exploratória do Brasil em águas profundas e ultraprofundas. Até o momento, a Petrobras já perfurou mais de 700 poços nessa área.

Vantagens econômicas da pesquisa exploratória em águas profundas do Amapá

Um levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que, a partir dessas atividades na Margem Equatorial, a região pode criar 495 mil novos empregos formais, além de acrescentar R$ 175 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB). O estudo também aponta para a possibilidade de as arrecadações indiretas produzirem R$ 11,23 bilhões.

O presidente da entidade, Ricardo Alban, entende que a decisão do Ibama demonstra que é possível compatibilizar desenvolvimento econômico e preservação ambiental.

“A concessão da licença reforça a importância de políticas que conciliem crescimento econômico, geração de empregos e responsabilidade ambiental. A produção de petróleo na Margem Equatorial é estratégica para a segurança energética do país e para o financiamento da transição para fontes mais limpas de energia”, destaca.

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A pesquisa também revela que a atividade tem potencial de gerar entre R$ 3,6 bilhões e R$ 5,4 bilhões anuais em royalties, além de R$ 270 milhões destinados à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I).

O estudo da CNI levou em conta uma cadeia produtiva de máquinas, equipamentos e serviços de suporte nos estados do Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte, a partir da hipótese de operação de um bloco por estado, com produção estimada em 300 mil barris por dia, com o preço do barril a US$ 60 e câmbio de R$ 5,50.

Margem Equatorial: 30 bilhões de barris de óleo

O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) também defendeu a decisão do Ibama. Na avaliação da entidade, a determinação é essencial, diante do declínio natural esperado da produção das Bacias de Campos e de Santos – consideradas duas principais áreas produtoras – a partir da década de 2030.

Em nota divulgada na segunda-feira (20), o IBP mencionou informação divulgada pela ANP, no sentido de que a Margem Equatorial apresenta um potencial estimado em 30 bilhões de barris de óleo equivalente.

O IBP destaca, ainda, que a indústria de óleo e gás representa cerca de 17% do PIB industrial, com estimativas de investimentos de cerca de US$ 165 bilhões no Brasil. O setor deve atingir uma média de quase 400 mil postos de trabalho até 2034.
 

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04/10/2025 04:50h

Reunião marcou a primeira visita de um presidente da estatal à sede do Ministério em 165 anos e teve como objetivo a articulação entre os setores agropecuário e energético

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, recebeu na quinta-feira (2) a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Brasília (DF). A reunião marcou a primeira visita de um presidente da estatal à sede do Mapa em 165 anos e teve como objetivo a articulação entre os setores agropecuário e energético.

“Esse encontro aproxima de forma concreta o agro e o setor de energia. É a relevância que o agro tem no Brasil, como ele é estratégico. E o inverso, a gente entende que o agro pode, deve e vai ser importante para a Petrobras”, destacou o ministro.

Na ocasião, a Petrobras apresentou três frentes de atuação junto ao agronegócio

  • originação de matérias-primas;
  • polos de venda;
  • comercialização direta com grandes consumidores.

Magda Chambriard reforçou a visão estratégica da estatal. “O futuro do Brasil é um futuro em que o agronegócio e o setor petrolífero caminham juntos. São dois dos principais motores da nossa economia e precisam se complementar”, declarou.

Expansão e energia renovável

A Petrobras tem buscado ampliar presença nas regiões do Centro-Oeste e MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), reconhecidas pela forte vocação agrícola. De acordo com a pasta, a expansão do agronegócio nessas áreas fez com que a demanda por diesel mais que dobrasse nos últimos anos.

Durante o encontro, a estatal destacou o potencial de expansão da infraestrutura logística, com foco no transporte dutoviário e ferroviário. Também apontou alternativas para o escoamento da produção e o crescimento da oferta de biocombustíveis, como etanol de milho e biodiesel.

Na mesma linha, Chambriard e Fávaro discutiram formas de ampliar a produção desses combustíveis e desenvolver alternativas avançadas, como o Hydrotreated Vegetable Oil (HVO) e o Sustainable Aviation Fuel (SAF). Ambos utilizam matérias-primas renováveis, entre elas óleos vegetais, gorduras animais e resíduos agrícolas.

O ministro ressaltou que esta integração abrirá novas perspectivas para o Brasil. “Estamos abrindo uma série de oportunidades em um novo caminho que o mundo está trilhando: a produção de energia renovável, verde e limpa, que nasce da terra”, afirmou.

Parcerias

A reunião ainda expôs que existem acordos formados entre o Mapa, a Petrobras e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), voltados à formação de parcerias com cooperativas. O objetivo é ampliar a oferta de produtos e garantir assistência técnica aos consumidores finais. 

Em colaboração com o Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), as instituições desenvolvem fertilizantes de alta eficiência aumentada para o uso de matérias primas alternativas.

Segundo a presidente Magda Chambriard, a Petrobras reconhece a importância dessas iniciativas. “Não estamos aqui para destruir nenhuma política pública. Pelo contrário, entendemos que esses investimentos foram necessários para valorizar o que temos de melhor: o petróleo e o agro”, reforçou.

A parceria entre o Mapa e a Petrobras no MATOPIBA teve início em março, após reuniões técnicas que identificaram áreas estratégicas de atuação. Desde então, representantes das instituições realizaram visitas à região e estabeleceram articulações com associações e produtores rurais, com o propósito de fortalecer a presença da estatal no território.

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06/07/2025 22:00h

De acordo com o documento, uma elevação de 100% nos preços do petróleo está associada a um salto relativo de 9,9 homicídios por 100.000 habitantes em áreas petrolíferas

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A ocorrência de choques econômicos positivos, sobretudo em relação à indústria petroleira, pode contribuir para o aumento da criminalidade. Os efeitos dessa relação constam em artigo elaborado pelos pesquisadores Rodrigo Soares, professor de Economia do Insper, e Danilo Souza, atualmente na Universidade de São Paulo (USP)

De acordo com o documento, uma elevação de 100% nos preços do petróleo está associada a um salto relativo de 9,9 homicídios por 100.000 habitantes em áreas petrolíferas.

Exemplos dessa relação foram notados no norte do estado do Rio de Janeiro, ao longo da expansão das operações da indústria petroleira na região, por volta dos anos 2000. As cidades mais impactadas foram Maricá, Saquarema, Macaé, Campos dos Goytacazes, Araruama e Niterói

O artigo mostra que, em geral, esses municípios registraram uma alta no Produto Interno Bruto per capita, além da expansão acelerada da população. Essa movimentação financeira causou esse choque econômico positivo e, consequentemente, o aumento da criminalidade

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O mesmo fenômeno também foi identificado em outros locais, como em El Salvador, por exemplo. Naquele país, a construção de uma rodovia transnacional atingiu municípios menores distribuídos ao longo da obra. 

Essas localidades se beneficiaram economicamente com a presença dos trabalhadores. Porém, esse cenário provocou registros de extorsões e homicídios, de acordo com o estudo. Outros quadros semelhantes também se repetiram durante a construção de estradas rurais da Colômbia.

O artigo mostra, ainda, que entre os agravantes dessa situação, está o fato de que o choque econômico foi interrompido pela crise global do final da década. Para os autores do estudo, caso esse cenário positivo fosse permanente, é provável que os benefícios teriam se mostrado mais duradouros, o que acarretaria no investimento de ações que impedissem o aumento da criminalidade.

 

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01/09/2024 03:00h

Apesar do ocorrido, petroleiro esclarece que a situação é comum e não reflete nos municípios próximos

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A recorrência de problemas em plataformas da Petrobras preocupa o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) com relação às condições das instalações. Em menos de um mês, aconteceram três casos de rompimento de amarras de plataformas. Na unidade P-38, três das oito amarras sofreram rompimento. Já na P-19, duas das 16 amarras foram comprometidas. Uma terceira, a P-33, que está em fase de desmontagem no Porto do Açu, em São João da Barra (RJ), também teve amarras rompidas. As informações são da Federação Única dos Petroleiros (FUP). 

Na opinião do coordenador geral do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), Sérgio Borges, é importante avaliar os riscos, porque, segundo ele, as amarras são responsáveis por fixar a plataforma no local.

“Quando elas se rompem, a plataforma começa a se deslocar de forma descontrolada e aí a linha de dutos que é conectada a essa plataforma, os dutos de entrada e saída de petróleo, de gás, tudo isso fica comprometido porque se ela ficar se movendo esses dutos podem se romper e aí a gente pode ter vazamento e impacto ambiental no local de instalação, com o rompimento desses dutos e vazamentos”, informa o coordenador, que ainda complementa:

“Um outro risco muito grande é de a plataforma ficar à deriva, ou seja, ela está se movimentando sem nenhum controle e pode causar um acidente de abalroamento com outras embarcações se ela ficar à deriva, pode bater em outras plataformas, em outros barcos na região”, alerta.

Localizada no Campo de Marlim Sul, a cerca de 120 km do continente, a P-38 é uma Unidade Flutuante de Estocagem e Transferência (FSO), com capacidade de estocagem de 287.000 m³ e transferência de 150.000 barris de óleo/dia. Já a P-19 é uma unidade flutuante, ancorada a 179 km da costa do litoral de Campos dos Goytacazes, no Campo de Marlim. Diferente da P-38, a P-19 é uma unidade de produção, ou seja, uma plataforma semissubmersível que realiza a extração e processamento de petróleo e gás.

A plataforma P-33, que está em fase de desmontagem no Porto do Açu, em São João da Barra (RJ), também teve amarras rompidas. Ela é uma das estruturas que operavam no campo de Marlim, na Bacia de Campos, sendo leiloada pela Petrobras em 2023 para ser descomissionada.

Rompimento das amarras é comum

De acordo com o professor Jorge Bruno, ex-funcionário da Petrobras e especialista em Petróleo e Gás, Naval e Offshore, o episódio de rompimento de amarras é comum em determinadas épocas do ano.

“É algo que acontece, é algo que faz parte da rotina do dia a dia. Essas plataformas têm pelo menos 12 amarras, então elas estão bem seguras. As amarras são responsáveis pelo sistema de ancoragem da plataforma. Como ela é uma semissubmersível, ela tem pelo menos 3 amarras, tem pelo menos sistemas redundantes para fazê-la ficar fixa naquele local. Então, é comum romper uma, romper outra, o que não acontece nunca é romper as 12. Isso nunca acontece. Mas uma ou outra não é tão raro assim”, explica.

O professor também esclarece que a situação não provoca qualquer impacto ou prejuízo para os municípios próximos.

“Não há nenhum impacto para os municípios. Não há derramamento de óleo, não há nenhum impacto ambiental. Pelo contrário, essas rompimentos de amarras não é algo tão raro assim. Principalmente nessa época do ano em que o mar está mais forte na Bacia de Campos, na costa brasileira, de forma geral, mas na Bacia de Campos, em particular”, avalia.

Para Jorge Bruno, é algo que faz parte da rotina do dia a dia. “Normalmente nem se fica sabendo o que acontece, porque é algo tão operacional, tão interno, que é resolvido ali mesmo, sem nenhum impacto, sem nenhuma consequência para o mar, para o meio ambiente, principalmente para os municípios que são banhados ali na região”, afirma.

Preocupação com as condições das plataformas

Ainda que a situação seja comum, o coordenador geral do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), Sérgio Borges, mostra preocupação com a manutenção dessas plataformas.

“São equipamentos estáticos que servem para estabilizar e fixar a plataforma no seu local de operação e ela demanda simplesmente um roteiro de inspeção. Se está acontecendo uma sequência de rompimento, provavelmente o processo ou de inspeção ou de manutenção está corrompido ou não foi feito de acordo com o que manda o protocolo, mas isso a gente só vai ter condição de afirmar depois que terminar as investigações da Comissão de Investigação Interna”, aponta.

Segundo Sérgio Borges, desde que os problemas começaram a ocorrer, a Petrobras instaurou comissões de análise de acidente para identificar o que aconteceu, corrigir o problema e ao mesmo tempo evitar que ele volte a acontecer. 

O coordenador do Sindipetro-(NF) diz que estão sendo feitas, em cada uma dessas comissões, o estudo da documentação, revisando os planos de manutenção e de inspeção e analisando documentos para verificar se o processo de inspeção e manutenção dessas amarras ocorreu de acordo com o que diz o protocolo.
 

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02/05/2024 07:31h

O crescimento é atribuído ao aumento da produção de navios-plataforma

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A Petrobras divulgou nesta semana o resultado da produção de petróleo e gás natural para o primeiro trimestre deste ano, e indica que houve um crescimento de 3,7% em relação ao mesmo período do ano passado. A produção média de óleo, líquido de gás natural (LGN) e gás natural da Petrobras no 1º trimestre de 2024 alcançou 2.776 milhões de barris de óleo equivalente por dia. 

Entre as razões da elevação está a produtividade dos FPSOs: navios-plataforma que podem produzir, armazenar e transferir petróleo e gás. Além disso, houve a entrada em produção de 19 novos poços de projetos complementares nas Bacias de Campos (11) e Santos (8).

Entretanto, na comparação com o quarto trimestre de 2023, a produção caiu em 5,4%, devido, principalmente, ao maior volume de perdas por paradas e manutenções, dentro do previsto no Plano Estratégico 2024-2028. A queda só não foi maior devido à boa atuação dos navios no litoral do Rio de Janeiro. 

No segmento de refino, transporte e comercialização, a produção total de derivados no primeiro trimestre deste ano 6,1% acima da produção do primeiro trimestre do ano passado. 

As informações são da Petrobras
 

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21/12/2023 04:40h

A CNI participou da Conferência com uma delegação recorde de empresários, que buscam discutir soluções para um futuro mais sustentável

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A última Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, COP28, que terminou em 13 de dezembro, visa abrir espaço para uma economia de descarbonização e redução das emissões de gases que causam o aquecimento global para os próximos anos. Para isso, a Conferência reafirmou o compromisso dos países com a meta estabelecida no Acordo de Paris, que propõe impedir que a temperatura global aumente além de 1,5º até o final do século.

A Petrobras passou pelo estande da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e apresentou suas iniciativas para descarbonização, aproveitando as oportunidades que a economia verde tem proporcionado. A multinacional no setor de óleo e gás também participou de um dos painéis realizados no evento. Nele, a Petrobras compartilhou sua experiência em gerenciamento de riscos relacionados à gestão de mitigação dos riscos hídricos, com foco especial na escassez de água. Além disso, discutiu os instrumentos utilizados na gestão da água e o compromisso de redução de 40% de captação de água doce até 2030, reconhecidos pelo índice Dow Jones. 

O gerente de projetos ambientais da Petrobras, Gregório Araújo, destacou que a solução baseada na natureza está na estratégia da multinacional. “A Petrobras tem 70 anos, há 40 anos ela investe em projetos socioambientais, há 20 em projetos de floresta e há 10 ela estabeleceu o programa Petrobras Socioambiental, que de forma regular, em parceria com a sociedade civil, estabelece editais públicos para seleção de projetos socioambientais focados em conservação e fortalecimento de bacias hidrográficas”, pontuou Araújo.

De acordo com ele, o programa também inclui a promoção da sociobiodiversidade, a partir do modelo sustentável das florestas, educação ambiental e valorização cultural dos povos tradicionais que vivem na floresta. Em seguida, durante um painel dedicado às florestas, a Petrobras abordou a atuação conjunta de cinco projetos de destaque apoiados por ela em áreas como a Amazônia, Mata Atlântica e Caatinga. A ideia foi destacar como uma abordagem integrada pode desempenhar um papel "fundamental" no enfrentamento de desafios nas diferentes temáticas abordadas.

Além disso, a gerente do Imaflora, Isabel Garcia Drigo, explicou o projeto Florestas de Valor, que veio da parceria da organização com a Petrobras. “Nosso objetivo é fortalecer as cadeias da sociobiodiversidade nesses locais, fortalecer os negócios comunitários e fomentar a restauração florestal produtiva. Então tem um objetivo na restauração que é com espécies que vão gerar alguma renda, combinada com uma melhoria nos processos, nos modelos de agricultura.” 

Drigo ainda destacou a agricultura e pecuária regenerativas, que respeitam os recursos naturais e aplicam as melhores práticas descritas na ciência agronômica brasileira, principalmente no que diz respeito à qualidade do solo. Dessa forma, ela aponta que é esperado que o projeto proporcione geração de renda a partir dessas atividades com redução dos impactos e mudanças climáticas.

A CNI participou da COP28 com uma delegação recorde de empresários, que buscam discutir soluções para um futuro mais sustentável.

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