Estados Unidos

19/10/2026 21:30h

Moeda americana encerrou o pregão cotada a R$ 5,04, enquanto o euro fechou a R$ 5,65

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O dólar comercial registrou desvalorização de 0,49% nesta segunda-feira (19), fechando o dia cotado a R$ 5,04.

As declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o dólar influenciaram o mercado financeiro, com recuo dos principais índices acionários e manutenção do cenário de cautela entre investidores, segundo dados da Investing.com.

Apesar da queda das bolsas americanas, uma empresa petrolífera que atua na Bacia de Williston e integra a seleção de modelos de inteligência artificial da InvestingPro registrou valorização de 12,94% no mês e de 12,99% desde sua inclusão na lista, em 1º de junho de 2026.

A seleção foi disponibilizada antecipadamente aos assinantes do InvestingPro, por um valor inferior a US$ 9 mensais. Outras empresas que integram a carteira recomendada pelos modelos de IA também apresentaram altas desde suas respectivas datas de entrada:

  • EFOR (Everforth): valorização de 118,45% desde 1º de julho de 2026. A empresa está associada ao segmento de tecnologia de alto crescimento.
  • DK (Delek US Holdings): alta de 104,2% desde 1º de março de 2026, com destaque para indicadores de valor e resultados financeiros.
  • DINO (HF Sinclair): avanço de 78% desde 1º de junho de 2026, em um cenário de crescimento dos lucros e aceleração dos resultados.
  • CVI (CVR Energy): valorização de 72,99% desde 1º de agosto de 2026, com melhora dos lucros e indicadores de desempenho das ações.
  • CCSI (Consensus Cloud Solutions): alta de 65,54% desde 1º de fevereiro de 2026, entre as empresas de menor capitalização acompanhadas pela plataforma.

O índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas globais, fechou aos 101,95 pontos.
 

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,65.

 

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
 

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,1981 0,1769 0,1491 31,3993 0,1637 0,2794 0,2842
USD 5,0490 1 0,8919 0,7517 158,54 0,8267 1,4110 1,4328
EUR 5,6522 1,1212 1 0,8428 177,76 0,9269 1,5819 1,6064
GBP 6,7057 1,3304 1,1866 1 210,92 1,0998 1,8770 1,9061
JPY 0,0318 0,0063 0,0056 0,0047 1 0,5214 0,0089 0,0090
CHF 6,1074 1,2097 1,0789 0,9093 191,78 1 1,7067 1,7332
CAD 3,5786 0,7088 0,6322 0,5328 112,37 0,5860 1 1,0155
AUD 3,5192 0,6979 0,6225 0,5246 110,66 0,5770 0,9847 1

 

Os dados são da Investing.com. 

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02/10/2026 19:00h

O euro, por sua vez, encerrou o dia cotado a R$ 5,86

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O dólar comercial fechou em leve baixa de 0,13% nesta sexta-feira (2), cotado a R$ 5,20.

O mercado de câmbio operou sem grandes variações na reta final antes do primeiro turno das eleições presidenciais. Por volta das 12h37, a moeda norte-americana transitava perto de R$ 5,22, refletindo a postura de cautela dos investidores diante do quadro político local e das sinalizações macroeconômicas de Washington.

Essa desaceleração no exterior decorre das projeções de cortes nas taxas de juros dos EUA. O movimento tende a reduzir a rentabilidade dos títulos do Tesouro americano (Treasuries), desestimulando a procura pela divisa globalmente e favorecendo a valorização do real.

Segundo analistas do setor, o clima de ansiedade reflete a tentativa do mercado de reorganizar projeções para o cenário pós-eleitoral, já que as expectativas apontam para uma definição da disputa apenas em um eventual segundo turno.

O índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas globais, fechou aos 101,73 pontos.

 

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,86.

 

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,1920 0,1706 0,1450 30,3097 0,1591 0,2736 0,2760
USD 5,2084 1 0,8888 0,7552 157,86 0,8287 1,4251 1,4376
EUR 5,8597 1,1252 1 0,8497 177,62 0,9325 1,6034 1,6175
GBP 6,8980 1,3242 1,1770 1 209,04 1,0974 1,8871 1,9036
JPY 0,0330 0,0063 0,0056 0,0048 1 0,5250 0,0090 0,0091
CHF 6,2835 1,2065 1,0724 0,9112 190,48 1 1,7194 1,7347
CAD 3,6548 0,7017 0,6236 0,5299 110,78 0,5816 1 1,0088
AUD 3,6231 0,6957 0,6183 0,5253 109,81 0,5765 0,9913 1

 

Os dados são da Investing.com. 

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01/10/2026 00:09h

O euro, por sua vez, encerrou o dia cotado a R$ 5,86

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O dólar comercial fechou em queda de 0,81% nesta quarta-feira (30), cotado a R$ 5,17.

A desvalorização do dólar foi impulsionada pela divulgação do Índice de Preços de Consumo Pessoal (PCE) de agosto nos Estados Unidos. O indicador, monitorado de perto pelo Federal Reserve (Fed), veio abaixo das projeções do mercado financeiro, reduzindo as expectativas de uma nova alta na taxa de juros americana.

 

Inflação nos EUA

A inflação cheia do PCE avançou 0,3% no mês, abaixo da previsão de 0,4%. Já o núcleo da inflação, que exclui preços voláteis como alimentação e energia, subiu 0,2%, ante estimativa de 0,3%.

O alívio nos preços alterou imediatamente as projeções para a política monetária dos EUA:

  • Manutenção dos juros: A estimativa pela estabilidade das taxas pelo Fed saltou para 63%, frente aos 50% registrados na véspera.
  • Probabilidade de alta: O mercado financeiro passou a ver apenas cerca de 35% de chance de um novo aumento nos juros americanos no próximo mês.
  • Títulos americanos: O rendimento dos títulos públicos de dois anos caiu quatro pontos-base, para 4,84%.

 

O índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas globais, fechou aos 101,21 pontos.

 

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,86.

 

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
 

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,1933 0,1706 0,1457 30,4356 0,1616 0,2752 0,2783
USD 5,1724 1 0,8827 0,7539 157,42 0,8357 1,4232 1,4399
EUR 5,8617 1,1330 1 0,8541 178,36 0,9469 1,6124 1,6313
GBP 6,8618 1,3266 1,1709 1 208,83 1,1087 1,8879 1,9101
JPY 3,28570 0,635223 0,56071 0,478882 1 0,5310 0,90414 0,91466
CHF 6,1878 1,1964 1,0561 0,9020 188,37 1 1,7028 1,7227
CAD 3,6341 0,7026 0,6200 0,5297 110,62 0,5872 1 1,0117
AUD 3,5932 0,6946 0,6130 0,5235 109,33 0,5804 0,9884 1

 

Os dados são da Investing.com. 


 

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28/09/2026 20:00h

Volume total negociado na B3 foi de R$ 24.973.151.083, em meio a 3.279.220 de negócios

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O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira (28) em leve queda de 0,16%, aos 183.173,96 pontos.

A sessão iniciou em tom defensivo, registrando recuo de 0,8% por volta das 10h25, aos 182.049 pontos. O movimento acompanhou a cautela dos mercados internacionais diante do impasse nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã e do aumento do conflito no Oriente Médio.

Segundo analistas, as tensões geopolíticas voltam a pressionar o humor dos investidores globais. O avanço nas cotações do petróleo reacende preocupações com a inflação mundial e impulsiona a curva de juros futuros no mercado doméstico, reduzindo a atratividade das ações na B3.

Em contrapartida ao cenário negativo, apenas três ativos do índice operavam em terreno positivo nas primeiras horas de negócios, impulsionados pela valorização da commodity: Petrobras ON (PETR3), em alta de 1,09%; Petrobras PN (PETR4), subindo 1,1%; e Prio (PRIO3), com avanço de 1,94%.


Maiores altas e quedas 

Ações em alta no Ibovespa

  • Fiset Fl Ref Pfd (FSRF11F) +14,29%
  • Sequoia Logistica e Transportes SA (SEQL3F) +14,29%

Ações em queda no Ibovespa

  • Ambipar Participacoes e Empreendimentos SA (AMBP3F) -25,00%
  • Fiset Pesca FISET FSPE Pfd (FSPE11F) -18,52%

 

O volume total negociado na B3 foi de R$ 24.973.151.083, em meio a 3.279.220 de negócios.

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  
 

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.   


 

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28/09/2026 19:00h

O euro, por sua vez, encerrou o dia cotado a R$ 5,94

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O dólar comercial fechou em alta de 0,83% nesta segunda-feira (28), cotado a R$ 5,22.

A moeda americana iniciou a semana em valorização frente ao real, atingindo R$ 5,21 ainda pela manhã. O movimento reflete as tensões geopolíticas no Oriente Médio e o impasse nas negociações com o Irã, elevando a busca global por ativos de proteção.

O cenário de cautela também impulsionou a cotação do petróleo Brent, que superou a marca de US$ 108 antes de ser negociado a US$ 106, em alta de 1,6%. No mercado internacional, o dólar ganhou força e fez o índice DXY subir para 101,21 pontos.

A pressão sobre mercados emergentes foi intensificada pela alta nas taxas dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries). Os papéis de 10 anos subiram para 5,237%, enquanto os de 2 anos atingiram 4,928%. Segundo analistas, a alta nos juros americanos atrai capital para a renda fixa dos EUA e reduz a atratividade dos mercados da América Latina.

O índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas globais, fechou aos 101,17 pontos.

 

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,94.

 

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
 

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,1914 0,1682 0,1443 30,1156 0,1592 0,2713 0,2726
USD 5,2257 1 0,8794 0,7547 157,38 0,8321 1,4175 1,4252
EUR 5,9470 1,1370 1 0,8581 178,95 0,9461 1,6117 1,6206
GBP 6,9256 1,3251 1,1653 1 208,54 1,1025 1,8782 1,8886
JPY 0,0332 0,0064 0,0056 0,0048 1 0,5287 0,0090 0,0091
CHF 6,2801 1,2019 1,0570 0,9070 189,15 1 1,7038 1,7130
CAD 3,6863 0,7054 0,6203 0,5324 111,03 0,5869 1 1,0056
AUD 3,6683 0,7017 0,6171 0,5295 110,42 0,5838 0,9945 1

 

Os dados são da Investing.com. 
 

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08/09/2026 00:03h

Entre as empresas que registraram redução, 42,9% tiveram queda acima de 25% no volume de encomendas

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O aumento das tarifas dos Estados Unidos já afetou os pedidos recebidos por 69% das indústrias paulistas que exportam para o país. É o que releva uma pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Entre as empresas que registraram redução, 42,9% tiveram queda acima de 25% no volume de encomendas.

Os dados fazem parte da nova edição da pesquisa Rumos da Indústria Paulista, que ouviu 174 indústrias de transformação exportadoras de São Paulo entre 10 e 28 de agosto de 2026.

As sobretaxas impostas pelo país norte-americano podem chegar a 37,5% para produtos que estão sujeitos simultaneamente às duas medidas: uma tarifa adicional de 25%, que entrou em vigor em 22 de julho, e outra de 12,5%, aplicada a partir de 24 de julho.

Empresas ajustam preços e produção

Diante do problema, que pode aumentar os custos de exportação, 28,6% das indústrias reduziram as próprias margens para absorver parte do impacto das tarifas. Outras 26,2% mantiveram os preços dos produtos e repassaram o custo adicional aos compradores nos Estados Unidos.

Já em relação à produção, 41,4% das empresas reduziram o uso da capacidade instalada. O mesmo percentual informou ter renegociado preços com clientes afetados pelas novas tarifas.

VEJA MAIS:

Ainda segundo o levantamento, apesar da queda nos pedidos, a maior parte das empresas pesquisadas ainda não alterou o número de funcionários. Esse foi o caso de 55,2% das indústrias.

A preservação dos empregos pode estar relacionada ao mercado de trabalho aquecido e à dificuldade de contratação de profissionais qualificados. A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho, segundo a Pnad Contínua do IBGE. O período também registrou recorde de 103,3 milhões de pessoas ocupadas.

Empresas têm dificuldade para substituir os EUA

O levantamento também mostra que encontrar outros destinos para os produtos tem sido um ponto de dificuldade. Entre os principais mercados atendidos pelas empresas, além dos Estados Unidos, estão o Mercosul, citado por 66,7% das indústrias, a América Latina e o Caribe, com 50%, e a União Europeia, também com 50%.

Mesmo com a queda dos pedidos norte-americanos, 45,2% das empresas não cogitam buscar novos mercados. Entre as que consideram essa alternativa, 57,1% não têm prazo definido para fazer essa substituição totalmente.

Parte das indústrias tenta compensar a redução das vendas aos Estados Unidos com o mercado brasileiro. Cerca de 40% já redirecionaram produtos para o mercado nacional. Contudo, essa estratégia também encontra obstáculos, já que 36% das empresas afirmaram não ter compradores no Brasil para esses produtos.

Entre as que conseguiram transferir parte das vendas, o nível de absorção varia. Para 28% delas, o mercado interno recebeu até 5% do volume que seria destinado aos Estados Unidos. Em 24% dos casos, a absorção foi total.

Produção em outros países

Outra possibilidade seria fabricar os produtos fora do Brasil para continuar atendendo aos compradores norte-americanos. Essa alternativa, no entanto, não é considerada pela maioria.

Seis em cada dez empresas disseram não cogitar a produção no exterior. Por outro lado, 21,4% afirmaram já ter unidades produtivas em outros países capazes de realizar esse movimento.

Entre as medidas apontadas como prioritárias para enfrentar os efeitos das tarifas, quase 70% das empresas citaram o diálogo e a negociação entre Brasil e Estados Unidos. A busca por novos acordos comerciais foi mencionada por 40,8% das indústrias. Outras 38,2% defenderam medidas de desoneração tributária e drawback.

A pesquisa da Fiesp ouviu 174 indústrias de transformação exportadoras do estado de São Paulo. Do total, 1,7% são microempresas, 55,2% pequenas, 33,3% médias e 9,8% grandes. Nas questões que permitiam mais de uma resposta, a soma dos percentuais pode ultrapassar 100%.
 

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14/08/2026 04:55h

Estratégia prevê acesso a novos mercados, feiras internacionais, rodadas de negócios e consultorias para exportadores brasileiros

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Cerca de 5,3 mil empresas brasileiras afetadas pelas novas tarifas dos Estados Unidos poderão receber apoio para buscar compradores e ampliar as exportações para outros mercados. A estratégia faz parte do Plano de Diversificação de Exportações, que terá R$ 210 milhões em investimentos e ações em 36 mercados considerados prioritários. Trata-se de uma iniciativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

O número de empresas beneficiadas representa a maior parte das cerca de 5,6 mil companhias diretamente atingidas pelas novas barreiras comerciais norte-americanas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

O plano alcança 35 setores, incluindo segmentos do agronegócio, indústria de transformação, higiene, máquinas e equipamentos. Entre as medidas previstas estão a participação em feiras internacionais, conexão com compradores estrangeiros e consultorias para entrada em novos mercados.

O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, explica que empresas afetadas poderão ter custos de algumas dessas ações cobertos. “Se ela for uma empresa que exporta para os Estados Unidos e está no tarifaço, ela vai participar de uma feira, ou em Paris ou na Tailândia, a depender de qual for o mercado dela, com uma isenção total de qualquer taxa de pagamento da Apex. Ela só tem que ir. Mas, se ela falar que precisa ter uma nova certificação, a ApexBrasil vai ressarcir essa despesa desta empresa impactada até um limite de R$ 40 mil”, destaca o presidente.

 

Apoio inclui feiras, compradores e consultoria

 

A estratégia está dividida entre ações realizadas em parceria com entidades setoriais e atendimento direto às empresas. Mais de 300 ações estão previstas em conjunto com entidades do setor produtivo. No atendimento direto, a expectativa é alcançar até 4,7 mil empresas.

O pacote prevê:

● 2,3 mil vagas em reuniões de negócios, presenciais ou virtuais, para aproximar exportadores brasileiros de compradores estrangeiros;

● 1,4 mil vagas em feiras internacionais, principalmente em mercados alternativos;

● consultoria especializada para 1,2 mil empresas, com atendimento individualizado para apoiar a entrada em novos países;

● mil vagas na Bolsa Exportação, com apoio financeiro distribuído ao longo dos próximos 12 meses.

As empresas afetadas pelas tarifas terão isenção das taxas de participação nessas ações.

Diversificação mira 36 mercados

A estratégia busca reduzir os impactos das barreiras comerciais por meio da diversificação dos destinos dos produtos brasileiros. Entre os mercados considerados prioritários estão Canadá, México, Alemanha, Turquia, África do Sul, Indonésia, Índia e China.

A América Latina concentra o maior número de ações previstas, com 85. Na sequência aparecem Europa, com 77; Ásia, com 46; Canadá e México, com 23; África, com 16; e Oriente Médio, com 11.

A busca por destinos alternativos, no entanto, não significa a substituição dos Estados Unidos como mercado para os produtos brasileiros. A estratégia prevê a manutenção das ações comerciais no país ao mesmo tempo em que as empresas procuram novos compradores para reduzir os efeitos das tarifas.

 

Como as empresas podem participar

 

As empresas afetadas poderão solicitar atendimento diretamente pelos canais da ApexBrasil ou por meio das 29 entidades setoriais parceiras. Para acessar o programa, a empresa deverá se identificar como exportadora para os Estados Unidos afetada pelas tarifas, informar o código do produto comercializado e indicar qual tipo de apoio necessita.

A demanda pode envolver desde a participação em uma feira internacional até a necessidade de obter uma certificação para vender em determinado país ou encontrar compradores em novos mercados.

A partir dessas informações, a demanda será cruzada com oportunidades identificadas pela rede internacional da ApexBrasil, que conta com uma base de mais de 2 mil compradores estrangeiros parceiros.

A estratégia ocorre em um momento de crescimento das vendas brasileiras ao exterior. O Brasil registrou US$ 220 bilhões em exportações no semestre, além do melhor resultado para um mês de julho da série informada pela ApexBrasil.

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Índice da FGV IBRE caiu 2,9 pontos no mês, refletindo piora na percepção sobre o cenário atual e aumento das incertezas para os próximos meses

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A confiança da indústria brasileira apresentou queda expressiva em julho, segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE). O Índice de Confiança da Indústria (ICI) recuou 2,9 pontos, chegando a 97,2 pontos. Apesar do desempenho mensal negativo, a média móvel trimestral avançou 0,4 ponto, alcançando 98,1 pontos.

De acordo com a FGV IBRE, o resultado reflete a piora nas avaliações das condições atuais e nas expectativas para os próximos meses. Entre os fatores apontados estão a recomposição dos estoques, a desaceleração da demanda e o aumento das incertezas relacionadas às tarifas de importação dos Estados Unidos. O cenário também é influenciado pela intensificação do debate eleitoral, além da manutenção de juros elevados e da inflação pressionada.

A pesquisa mostra que a confiança diminuiu em 14 dos 19 segmentos industriais analisados. O Índice de Situação Atual caiu para 99,9 pontos, enquanto o Índice de Expectativas recuou para 94,6 pontos, atingindo o menor nível desde dezembro de 2025.

Confira o Indicador Mensal da Sondagem da Indústria de Julho de 2026. 
 

VEJA MAIS:

 

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29/07/2026 04:50h

Proposta busca acelerar a internacionalização da indústria brasileira e apoiar empresas afetadas pelas tarifas dos Estados Unidos

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O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, se reuniu nesta segunda-feira (27) com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, para discutir medidas que possam reduzir os impactos das tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos sobre exportações brasileiras.

Durante o encontro, ambos defenderam o avanço das negociações entre os dois países e definiram que o governo federal, em parceria com o setor produtivo, vai acelerar a criação de uma nova missão da Nova Indústria Brasil (NIB), voltada à internacionalização da cadeia produtiva nacional. 

Ações emergenciais e estratégia de longo prazo

Alckmin reforçou que o governo dará suporte às empresas afetadas pelas tarifas por meio de um pacote de R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito. 

“Conversamos sobre a necessidade de manter o diálogo e a negociação. De outro lado, diversificar e buscar novos mercados e atender as empresas afetadas [que vão precisar de crédito]. São R$ 18,5 bilhões para capital de giro, bens de capital e investimentos”, destacou.

No curto prazo, a proposta é oferecer apoio imediato às empresas prejudicadas, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a CNI.

Já a frente de longo prazo prevê a criação de uma nova missão do programa Nova Indústria Brasil (NIB) para fortalecer a inserção internacional da indústria brasileira e mitigar os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos. 

Segundo Ricardo Alban, a CNI atuará em conjunto com o MDIC na formulação da iniciativa, que contará com a participação do Serviço Social da Indústria (SESI), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e das federações estaduais da indústria para apoiar a internacionalização das empresas brasileiras. 

“O vice-presidente Alckmin, juntamente com o MDIC, acha bastante interessante essa revisitação das missões da NIB para a discussão de uma sétima missão para programas vinculados. Assim como temos o Brasil Mais Produtivo, talvez possamos ter um Brasil Mais Exportador”, pontuou.

Sétima missão

Atualmente, a Nova Indústria Brasil está estruturada em seis missões estratégicas, voltadas para:

  1. cadeias agroindustriais sustentáveis;
  2. complexo econômico-industrial da saúde;
  3. infraestrutura, saneamento, habitação e mobilidade;
  4. transformação digital da indústria;
  5. bioeconomia e transição energética;
  6. tecnologias para soberania e defesa.

A proposta da CNI é criar uma sétima missão, de caráter transitório, destinada a apoiar os setores industriais afetados pelas novas tarifas impostas pelos Estados Unidos e fortalecer a competitividade da indústria brasileira nos mercados internacionais. 

Para Alckmin, as medidas precisam ser implementadas o mais rápido possível, uma vez que o comércio exterior está diretamente ligado à geração de empregos e investimentos no país. 

“No ano passado, mesmo com esse quadro geopolítico mais difícil, o Brasil bateu recorde de exportação: US$ 348,7 bilhões. E neste ano, no primeiro semestre, mesmo com toda a dificuldade e duas guerras, batemos outro recorde: US$ 184 bilhões de dólares. Precisamos continuar esse trabalho e avançar. A missão 7 da NIB fará diferença para o comércio exterior”, reforçou.

Ricardo Alban ressalta que em breve será criado um grupo de trabalho coordenado pela CNI, reunindo os setores industriais mais impactados e as federações estaduais da indústria com atuação no comércio exterior. O MDIC ficará responsável por articular os órgãos públicos que participarão da iniciativa. 

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25/07/2026 04:55h

Governo estadunidense anunciou tarifa adicional de 12,5% sobre exportações brasileiras; medida se soma à sobretaxa de 25% que já entrou em vigor

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Os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira (23), uma tarifa adicional de 12,5% sobre exportações brasileiras, sob a alegação de que o Brasil não combate adequadamente o trabalho forçado. A medida se soma à sobretaxa de 25% que entrou em vigor na quarta-feira (22), após uma investigação do governo norte-americano concluir que o país adota práticas consideradas desleais de comércio em relação aos EUA. 

Diante do aumento das barreiras comerciais, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, afirmou que a principal estratégia para reduzir os impactos sobre a indústria brasileira é manter abertas as negociações entre os dois países. 

Após reunião com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, nesta quinta-feira, Alban reforçou que o setor produtivo continuará apoiando os esforços do governo brasileiro para buscar uma solução negociada. 

“Saímos daqui muito satisfeitos com a afirmação categórica do ministro de que o Brasil vai continuar negociando. Essa é a opção número um que existe neste momento: continuar negociando”, disse o presidente da CNI em entrevista coletiva.

Ações emergenciais e de longo prazo

Segundo Alban, governo e setor produtivo definiram uma estratégia em duas frentes: medidas emergenciais e ações estruturantes. 

No curto prazo, a proposta é oferecer apoio imediato às empresas prejudicadas, em parceria com o MDIC, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a CNI, por meio do Serviço Social da Indústria (SESI), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e do Instituto Euvaldo Lodi (IEL).

Já a frente de longo prazo prevê a criação de uma nova missão do programa Nova Indústria Brasil (NIB) para fortalecer a inserção internacional da indústria brasileira e mitigar os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos. 

“Começamos uma discussão de — dentro da política industrial — constituir uma sétima missão voltada para as cadeias produtivas internacionais, de forma que possamos ter um projeto contínuo e sempre atualizado de apoio à internacionalização das nossas indústrias no Brasil”, explicou Alban.

Sétima missão

Atualmente, a Nova Indústria Brasil está estruturada em seis missões estratégicas, voltadas para:

  1. cadeias agroindustriais sustentáveis;
  2. complexo econômico-industrial da saúde;
  3. infraestrutura, saneamento, habitação e mobilidade;
  4. transformação digital da indústria;
  5. bioeconomia e transição energética;
  6. tecnologias para soberania e defesa.

A proposta da CNI é criar uma sétima missão, de caráter transitório, destinada a apoiar os setores industriais afetados pelas novas tarifas impostas pelos Estados Unidos e fortalecer a competitividade da indústria brasileira nos mercados internacionais. 

Para isso, segundo Alban, será criado um grupo de trabalho coordenado pela CNI, reunindo os setores industriais mais impactados e as federações estaduais da indústria com atuação no comércio exterior. O MDIC ficará responsável por articular os órgãos públicos que participarão da iniciativa. 

Impactos das novas tarifas

Em junho deste ano, o Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu que práticas brasileiras relacionadas a comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, propriedade intelectual, acesso ao etanol e combate ao desmatamento seriam restritivas ao comércio estadunidense. 

Com base nessa avaliação, o governo norte-americano decidiu aplicar a tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, preservando uma lista de 2.126 códigos tarifários. Entre os itens isentos da medida estão café, suco de laranja e carne. 

Mesmo com as exceções, a CNI estima que cerca de 4 mil produtos brasileiros foram atingidos pela medida, afetando cerca de US$ 12,4 bilhões em exportações para os Estados Unidos, um dos principais destinos das vendas externas da indústria nacional. 

Sobre a nova tarifa de 12,5%, anunciada nesta quinta-feira, Alban afirmou que a entidade ainda avalia seus impactos. “Essa tarifa cria uma falta de competitividade total. E isso, óbvio, se torna mais crítico, principalmente para os produtos manufaturados”, pontuou.

Interesse mútuo

O presidente da CNI informou ainda que a entidade enviou uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendendo a manutenção das negociações entre os dois governos, com participação dos setores industriais dos dois países. 

"Tem muitos interesses americanos que podem convergir com nossos interesses. Estamos falando de IA, data centers, recursos que envolvem agregação de valor aqui no Brasil. Ninguém vai exportar minerais críticos como se exporta minério de ferro. Obviamente, tem que haver beneficiamento", destacou. 

Dados da CNI mostram que 60,3% das exportações brasileiras atingidas pela tarifa adicional de 25% são compostas por bens intermediários — matérias-primas e componentes utilizados pela própria indústria norte-americana na fabricação de outros produtos. 

"Nós temos pontos para convergir. Os dois países, que são players mundiais, poderão convergir para que essas políticas públicas sejam mais assertivas", concluiu Alban. 

A entrevista coletiva completa está disponível no canal da CNI no Youtube.

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