IGP-M

18/01/2026 04:00h

Indicador da FGV mostra queda acumulada anual e melhora frente a janeiro de 2025

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A Fundação Getulio Vargas (FGV) informou, nesta sexta-feira (19), que o Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) subiu 0,29% em janeiro, após alta de 0,04% em dezembro. O resultado implica em alta acumulada de 0,29% no ano (2026) e queda acumulada de 0,99% nos últimos 12 meses.

Os dados mostram uma situação de melhora econômica frente a janeiro de 2025, quando o IGP-10 teve alta mensal de 0,53% e acumulou alta de 6,73% em 12 meses.

O indicador avalia a inflação entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência. Segundo a FGV, ele surgiu como uma forma de oferecer um indicador adicional, divulgado no início da segunda quinzena do mês, que permite um acompanhamento mais próximo das oscilações de preços em períodos intermediários ao Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) e ao Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M).

Composição do IGP-10

O IGP-10 é calculado por meio de outros três subíndices, em média ponderada:

  • Índice de Preços ao Produtor Amplo - 10 (IPA-10);
  • Índice de Preços ao Consumidor - 10 (IPC-10);
  • Índice Nacional de Custo da Construção - 10 (INCC-10).
     

Em janeiro, o IPA-10 subiu 0,24%, invertendo o comportamento observado em dezembro, quando caiu 0,03%. O grupo de Bens Finais apresentou desaceleração de 0,26% em janeiro, assim como o de Bens Finais (ex) — que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para o consumo —, que caiu 0,24%, enquanto as taxas dos grupos de Bens Intermediários, Bens Intermediários (ex) — que exclui o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção — e Matérias-Primas Brutas tiveram altas de 0,40%, 0,46% e 0,48%, respectivamente.

Segundo o economista do FGV IBRE Matheus Dias, o IPA-10 foi influenciado, principalmente, pelo segmento de extração mineral e pelos combustíveis: “Foi influenciado principalmente pelo segmento de extração mineral, liderado pelo minério de ferro. Contudo, também há impactos de combustíveis, especialmente pelo álcool etílico hidratado (etanol), que apresentou alta de 4,59% no período, elevação que foi sustentada pelo menor estoque e demanda firme do período de entressafra”, explica.

Já o IPC-10 apresentou alta de 0,39% em janeiro, superior à de 0,21% observada em dezembro. Entre as oito classes de despesas que compõem o índice, Vestuário (-1,30% para 0,87%), Alimentação (-0,19% para 0,50%), Transportes (0,23% para 0,40%), Despesas Diversas (0,00% para 0,11%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,16% para 0,22%) apresentaram avanço nas taxas, enquanto Educação, Leitura e Recreação (1,86% para 1,27%), Habitação (0,28% para 0,08%) e Comunicação (0,10% para 0,00%) apresentaram recuo.

“Os preços ao consumidor, sazonalmente no início do ano, apresentam maiores elevações no grupo Educação, em razão do início do novo ano letivo. Além disso, houve uma reaceleração nos preços dos alimentos, contribuindo para o avanço do IPC em relação a dezembro”, complementa o economista.

Por sua vez, o INCC-10 registrou alta de 0,47% em janeiro, ultrapassando o resultado de 0,22% observado em dezembro. Dentre os três grupos que constituem o índice, Materiais e Equipamentos (de 0,18% para 0,26%) e Mão de Obra (de 0,28% para 0,78%) apresentaram aceleração, enquanto o grupo Serviços recuou de 0,15% para 0,09%.

“A forte alta nos custos da construção em janeiro decorre dos reajustes salariais e dos acordos coletivos do setor. Outro fator relevante foi a influência dos condutores elétricos, que registraram significativo repasse do aumento acumulado no preço do cobre”, finaliza Matheus Dias.

As informações são da Fundação Getúlio Vargas

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13/01/2026 04:40h

Indicador apresentou alta de 0,15% em dezembro

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A Fundação Getulio Vargas (FGV) informou, nesta segunda-feira (12), que o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou aceleração na primeira prévia de janeiro, atingindo a marca de 0,28%. O resultado mostra um avanço em comparação ao mesmo período de dezembro, quando o índice havia subido 0,15%.

O desempenho foi influenciado, principalmente, pela alta de 0,30% do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), que apresentou um avanço em relação à taxa de 0,15% da primeira prévia de dezembro.

Além do setor produtivo, o índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) também avançou de 0,07% para 0,21%, enquanto o Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), por outro lado, recuou de uma alta de 0,29 % na primeira prévia de dezembro para 0,27%.

Composição do IGP-M

O IGP-M é calculado a partir de três indicadores específicos, cada um refletindo um estágio diferente da economia: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que possui o maior peso (60%) e foi o principal responsável pela desaceleração atual ao cair de 0,36% para 0,12%; o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30%, que recuou de 0,23% para 0,18%; e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que representa 10% do cálculo e variou de 0,27% para 0,22%.

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29/12/2025 16:00h

Período marcado por desaceleração da atividade global, elevada incerteza e melhora nas safras agrícolas

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O Índice Geral de Preços–Mercado (IGP-M) registrou variação de -0,01% em dezembro de 2025, após alta de 0,27% em novembro. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (29) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Com o resultado, o índice encerrou 2025 com queda acumulada de 1,05%. O desempenho reflete a desaceleração da atividade global, o aumento da incerteza econômica e a melhora das safras agrícolas, que pressionaram para baixo os preços de matérias-primas.

“Esse resultado está muito relacionado ao comportamento do IPA [Índice de Preços ao Produtor Amplo] ao longo do ano. Diferentemente do que se observou em novembro, quando houve altas em algumas commodities agrícolas, em boa parte de 2025 prevaleceram quedas expressivas de preços, tanto de produtos industriais quanto agropecuários.

Em vários meses, o IPA registrou variações negativas, o que levou a uma desaceleração mais nítida a partir de maio: naquele momento, a taxa em 12 meses recuou de 7,68% em maio para 4,02% em junho, até alcançar os atuais -2,06%. A queda do IGP-M em 12 meses seria ainda maior não fosse a compensação exercida pelos preços ao consumidor e pelos custos da construção”, analisa Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

Dias aponta menor pressão de custos para 2026, mas riscos em itens sensíveis à atividade econômica dependendo da política monetária.

Desempenho dos Componentes

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) recuou 0,12% em dezembro, após avanço de 0,27% em novembro. Houve queda em Matérias-Primas Brutas (-0,30%),

Bens Intermediários (-0,04%) e Bens Finais (0,00%)

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,24%, ligeiramente abaixo dos 0,25% registrados no mês anterior. As principais altas ocorreram em Habitação (0,42%), Educação, Leitura e Recreação (1,53%) e Transportes (0,28%). Houve recuo em Saúde e Cuidados Pessoais (-0,09%), Vestuário (-0,60%) e Alimentação (-0,07%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,21%, após 0,28% em novembro. O grupo Mão de Obra acelerou para 0,32%, enquanto Serviços registrou variação de 0,27%.

Influências 

No IPA, as principais pressões positivas vieram de minério de ferro (2,42%), carne bovina (2,73%), farelo de soja (3,56%) e milho em grão (1,42%). As maiores quedas foram observadas em leite in natura (-6,26%), café em grão (-1,83%), óleo de soja em bruto (-5,60%) e ovos (-5,41%).

No IPC, destacaram-se as altas de passagem aérea (12,49%), tarifa de eletricidade residencial (1,97%), refeições fora do domicílio (0,61%) e aluguel residencial (0,52%). As principais quedas foram registradas em tomate (-14,29%), perfume (-5,58%) e leite longa vida (-4,89%).

No INCC, os maiores impactos de alta vieram de pedreiro (0,37%), eletricista (0,61%), armador ou ferreiro (0,38%) e encarregado (0,41%). Tubos e conexões de PVC (-1,04%) e material para instalação de gás (-2,16%) exerceram pressão de queda.
 

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20/12/2025 04:20h

Indicador apresentou alta de 0,32% em novembro

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A Fundação Getulio Vargas (FGV) informou, nesta quarta-feira (17), que o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou desaceleração na segunda prévia de dezembro, atingindo a marca de 0,14%. O resultado mostra um recuo em comparação ao mesmo período de novembro, quando o índice havia subido 0,32%.

O desempenho foi influenciado, principalmente, pelo comportamento do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), que apresentou um alívio significativo ao passar de uma alta de 0,36% para 0,12%.

Além do setor produtivo, os demais componentes do IGP-M também registraram perda de fôlego:

  • IPC-M (Consumidor): recuou de 0,23% para 0,18%.
  • INCC-M (Construção): passou de 0,27% para 0,22%.

Composição do IGP-M

O IGP-M é calculado a partir de três indicadores específicos, cada um refletindo um estágio diferente da economia: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que possui o maior peso (60%) e foi o principal responsável pela desaceleração atual ao cair de 0,36% para 0,12%; o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30%, que recuou de 0,23% para 0,18%; e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que representa 10% do cálculo e variou de 0,27% para 0,22%.

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30/08/2023 18:15h

O índice acumula taxas negativas de 5,28% no ano e de 7,20% em 12 meses

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O principal indexador do aluguel, que é mensurada pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), caiu 0,14% em agosto, após uma queda de 0,72% no mês anterior. Com este resultado, o índice acumula deflação de 5,28% no ano e de 7,20% em 12 meses.

No mesmo período de 2022, o índice apresentava inflação. 

Essa pode ser uma boa notícia para os contratos de aluguel firmados em agosto e em setembro. Ainda que os repasses deflacionários tardem a ocorrer para os contratantes, é esperado que contratos firmados neste período mantenham-se com preços estáveis. Ou seja, a menos, sem possíveis altas. 

O IGP-M, por ser um índice de mercado, é composto pela estrutura de três outros índices: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M). 

A deflação registrada no índice ao produtor, de 0,17%, é motivada pela queda dos preços de bens finais, principalmente de alimentos in natura. Porém, foram os bens intermediários quem mais caíram neste mês, em 0,79%, com destaque para a queda média de combustíveis. 

Já com relação à componente do índice de preços ao consumidor (IPC), houve queda de 0,19% em agosto, após alta em julho. Nesse grupo, vale mencionar a principal queda em passagens aéreas. 

Também apresentaram queda os itens hortaliças e legumes (2,52% para -7,23%), gasolina (3,65% para 0,64%), serviços bancários (0,63% para -0,05%), roupas (-0,02% para -0,43%) e mensalidade para TV por assinatura (0,42% para 0,07%).

Por fim, o índice referente ao custo da construção variou 0,24% em agosto, ante 0,06% em julho, influenciado principalmente por alta da mão de obra de eletricista, pedreiro, massa de concreto, engenheiro e mestre de obra. 

As informações são do Instituto Brasileiro de Economia, IBRE FGV. 
 

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28/07/2023 16:30h

A retração do índice foi puxada pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que caiu 1,05% no mês

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O principal indexador do aluguel, que é mensurado pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), caiu 0,72% em julho — após uma queda de 1,93% no mês anterior. Com este resultado, o índice acumula deflação de 5,15% no ano e -7,72% em 12 meses.

No mesmo período de 2022, o índice apresentava alta. Esta pode ser uma boa notícia para os contratos de aluguel firmados em julho e em agosto. Ainda que repasses deflacionários tardem a ocorrer para os contratantes,  espera-se que contratos firmados neste período mantenham-se com preços estáveis. Ou seja, a menos, sem possíveis altas. 

O IGP-M, por ser um índice de mercado, é composto pela estrutura de três outros índices: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M). 

A deflação registrada no índice ao produtor, de 1,05%, é motivada pela queda dos preços de bens finais, principalmente dos combustíveis. 

É a deflação presente no índice do produtor que mais influencia a queda do IGP-M. 

Já com relação à componente do índice de preços ao consumidor (IPC), houve aumento de 0,11% em julho, com maior contribuição partindo do grupo de transportes, cuja taxa de variação passou de -1,68% para 0,70%. 

Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Educação, Leitura e Recreação (-0,55% para 1,15%), Alimentação (-0,33% para -0,15%) e Despesas Diversas (0,32% para 0,50%).

O mesmo ocorre com o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que variou 0,06% em julho e registra inflação. Os três grupos componentes desse índice apresentaram alta em julho: Materiais e equipamentos, serviços e mão de obra. 
 

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10/07/2023 10:00h

Projeção da inflação cai e é acompanhada por estabilidade de projeção do PIB

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O mercado financeiro reduziu as expectativas de inflação, medidas pelo Índice de Preço ao Consumidor (IPCA). De acordo com dados do Boletim Focus, divulgados nesta segunda-feira (10), a projeção é de 4,95% para 2023, o que representa uma queda na comparação com o índice apresentado há uma semana. Esta é a oitava queda seguida de expectativas de inflação. 

O IPCA é considerado o índice oficial que mensura a inflação brasileira. Para este ano, a meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,25%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p), para cima ou para baixo. Portanto, a expectativa de inflação ainda permanece acima da meta.  

Em relação ao PIB, a projeção se mantém estável desde a semana anterior, e a expectativa de crescimento para 2023 é de 2,19%. A estabilidade ocorre depois de oito semanas consecutivas de alta. O cenário ocorre diante da divulgação do resultado do Produto Interno Bruto do primeiro trimestre de 2023 acima do esperado, em alta de 1,9%. 

Já a projeção do dólar se mantém estável desde a última semana, principalmente pela melhora da avaliação de risco-país, divulgada pela S&P. Esta é a terceira semana consecutiva de estabilidade do câmbio. A moeda é cotada a R$ 5,00 para 2023.

Já a projeção da taxa de juros básica da economia, a Selic, permanece a 12% para 2023. Para 2024, a projeção é de 9,50% e, 2025, 9%. As semanas anteriores foram de queda da Selic. 

O IGP-M - principal índice de reajuste de aluguel do país - foi revisto para -2,64%, e representa deflação, em uma sequência de quedas semanais desde o início de abril de 2023. Esta é a décima terceira semana seguida de queda do IGP-M. Da mesma forma, o IPCA Administrados, que representa serviços e produtos com reajustes definidos por contratos ou regulados pelo setor público, teve queda pela décima semana consecutiva e se encontra no patamar de 8,95%. 

De acordo com o Banco Central, “as informações são provenientes do Relatório Focus e resumem as estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação. Ele é divulgado toda segunda-feira. O relatório traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. As projeções são do mercado, não do Banco Central.” 


 

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30/05/2023 20:30h

A retração do índice foi puxada pelo IPA, Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que baixou 2,72% no mês.

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A inflação do aluguel, que é mensurada pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), caiu 1,84% em maio, após uma queda de 0,95% no mês de abril. Com este resultado, o índice acumula taxa de -2,58% no ano e -4,47% em 12 meses. No mesmo período de 2022, o índice apresentava alta. 

Esta pode ser uma boa notícia para os contratos de aluguel firmados em junho. Ainda que repasses deflacionários tardem a ocorrer para os contratantes, é esperado que contratos firmados neste período mantenham-se com preços estáveis. Ou seja, a menos, sem possíveis altas. 

O IGP-M, por ser um índice de mercado, é composto pela estrutura de três outros índices: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M). 

A deflação registrada no índice ao produtor, de -2,72% é a maior da série histórica e, segundo especialistas, influenciada pela redução dos preços de cinco grandes commodities. Dentre estas, se destacam as quedas experimentadas significativamente nos preços do minério de ferro e da soja. 

É a deflação presente no índice do produtor que mais influencia a queda do IGP-M. 

Já com relação à componente do índice de preços ao consumidor (IPC), houve aumento de 0,48% em maio, com maior contribuição partindo do grupo de alimentação, cuja taxa de variação passou de 0,36% para 0,79%. 

O mesmo ocorre com o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que variou 0,40% em maio e registra inflação. 
 

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