Adimb comemora 30 anos com recorde de público no 12º. Simexmin e homenagens

O ponto alto da cerimônia de abertura foi a entrega da Medalha Onildo Marini, criada por ocasião da celebração dos 30 anos da ADIMB, para o geólogo Elmer Prata Salomão e a engenheira de minas Maria José Gazzi Salum, ambos membros do Conselho Consultivo de Brasil Mineral.

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Com um público recorde de mais de 1.800 participantes, foi aberta na noite do dia 17 de maio, nas dependências do Centro de Convenções da Escola de Minas da UFOP, em Ouro Preto, a 12ª. edição do Simexmin (Simpósio Brasileiro de Exploração Mineral), que também marcou a comemoração dos 30 anos da ADIMB (Associação para o Desenvolvimento e Inovação do Setor Mineral Brasileiro).

De acordo com o presidente do Conselho da ADIMB, Marcos André Gonçalves o evento acontece num momento em que o mundo vive a transição energética e os minerais ganham protagonismo pelo papel que desempenham nessa transição. Para ele, isso representa um potencial de crescimento para o Brasil, em função dos recursos minerais que possui e para a ADIMB, porque a entidade acredita que o futuro, sobretudo o futuro tecnológico, está na colaboração.

Medalha Onildo Marini

O ponto alto da cerimônia de abertura foi a entrega da Medalha Onildo Marini, criada por ocasião da celebração dos 30 anos da ADIMB, para o geólogo Elmer Prata Salomão e a engenheira de minas Maria José Gazzi Salum, ambos membros do Conselho Consultivo de Brasil Mineral. A entrega da medalha foi feita por Miguel Marini, filho do professor Onildo Marini. Ambos os profissionais foram reconhecidos pela contribuição que deram à entidade ao longo de sua trajetória.

Como parte das comemorações dos 30 anos, a ADIMB também concedeu uma placa de homenagem a várias personalidades e representantes de entidades e instituições contribuíram para a afirmação da entidade ao longo desse período, incluindo a Brasil Mineral, que foi representada por seus diretores Francisco Alves e Sérgio de Oliveira.

Em seguida, representando o governo federal, o diretor do MME, José Luiz Ubaldino, destacou a importância de se fortalecer a agenda de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) no setor mineral. Para ele, o futuro da mineração será definido não apenas pela disponibilidade de recursos, mas pela capacidade de dominar tecnologia, processamento, inteligência geológica e sustentabilidade.

“O Brasil precisa consolidar uma política mineral moderna, estratégica e de longo prazo, capaz de integrar exploração mineral, desenvolvimento tecnológico, sustentabilidade, industrialização em desenvolvimento econômico e social. O mundo está mudando rapidamente e os minerais estarão no centro dessa transformação. Poucas vezes tivemos diante de nós uma oportunidade tão relevante para transformar riqueza mineral em desenvolvimento, inovação e protagonismo internacional”, disse ele.

Já o diretor-geral da ANM, Mauro de Souza, preferiu dedica fala ao elogio das mulheres, comemorando a crescente presença feminina no universo da mineração, sobretudo através do trabalho desenvolvido pelo WIM (Women In Mining) Brasil.

O diretor da Escola de Minas da UFOP, José Alberto Naves Cocota, lembrou que os 30 anos da ADIMB coincidem com os 150 anos da escola que criou o primeiro curso de engenharia de minas do Brasil, e ressaltou que “temos muito o que avançar na pesquisa, inovação e sustentabilidade, para que de fato possamos ir rumo ao futuro por meio dos eixos temáticos propostos nesse simpósio”.

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